Órgão americano chama atenção para casos de convulsão ocasionados por cigarros eletrônicos
No Brasil, estes produtos ainda não são oficialmente permitidos e não estão disponíveis para compra legalmente.
Letícia Furlan
04/04/2019
Um estudo recente concluiu que o cigarro eletrônico pode ser mais eficaz para acabar com o vício do cigarro convencional em comparação a outros produtos para reposição de nicotina, como adesivos e chicletes. Mesmo assim, especialistas alertam que a utilização do produto pode trazer riscos à saúde.
A Food and Drugs Administration, agência americana responsável por regular medicamentos, informou que houve um ligeiro aumento no número de relatos sobre cigarros eletrônicos estarem envolvidos em episódios de convulsões desde junho do ano passado.
As manifestações envolveram principalmente adolescentes e jovens e ocorreram logo depois de alguns tragos ou até um dia após o uso.
“Ainda não podemos dizer com certeza que os cigarros eletrônicos estão causando essas convulsões. Estamos compartilhando essas informações precoces com o público porque, como uma agência de saúde pública, é nosso trabalho comunicarmos possíveis problemas de segurança associados aos produtos que regulamos e que estão sob investigação científica da agência”, explicou Scott Gottlieb, representante da FDA, em nota.
De acordo com a agência, foram identificados 35 casos entre 2010 e o início de 2019.
Apesar de vários casos de convulsão terem ocorrido em indivíduos com histórico da condição ou com usuários que utilizaram também outras substâncias, como maconha e anfetamina, a FDA ressaltou que episódios convulsivos são efeitos colaterais muito conhecidos do envenenamento por nicotina.
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