Pesquisadores brasileiros criam método rápido para diagnosticar precocemente o Alzheimer
Segundo especialistas, diagnosticar precocemente a doença aumenta muito a qualidade de vida do paciente.
Letícia Furlan
07/05/2019
O diagnóstico precoce do Alzheimer segue como um dos maiores desafios para a área médica. Por isso, pesquisadores da Unicamp, em Campinas, desenvolveram uma forma inédita de identificar os primeiros sinais da demência.
O método foi desenvolvido pelo Instituto de Computação da universidade brasileira em parceria com o Instituto Nacional de Saúde, dos EUA. A tecnologia analisa ressonâncias magnéticas com base em mais de 20 mil imagens de cérebros, saudáveis e doentes, criando um sistema de inteligência artificial capaz de apontar quais áreas do órgão estão em fase inicial de Alzheimer.
Segundo o pesquisador Guilherme Folego, os médicos só conseguem ter certeza da manifestação da doença quando ela já está em estágio avançado. O sistema convencional utilizado para apontar a probabilidade da doença demora, hoje, de 15 a 20 horas.
A ideia seria que o método alternativo auxiliasse no diagnóstico precoce, dando aos médicos dados para que estes possam tomar uma informação mais detalhada, embasada, precisa e rápida. Além disso, o novo sistema demora de 10 a 15 minutos para dar o resultado.
O próximo passo da pesquisa é encontrar parcerias para que a nova ferramenta seja utilizada por meio de software que possa ser instalado nos consultórios médicos e laboratórios.
Segundo a neurologista Luiza Piovesana, o diagnóstico precoce aumenta muito a qualidade de vida do paciente. "Esse cérebro que você pega no começo, você consegue tratar muito melhor do que em um cérebro avançado, que já teve uma perda neuronal muito importante", observa.
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