PETER FRAMPTON CELEBRA 50 ANOS DE “COMES ALIVE!”
O LANÇAMENTO COMEMORATIVO RESGATA O ÁLBUM AO VIVO QUE MARCOU UMA GERAÇÃO, COM EDIÇÕES ESPECIAIS E NOVA LEITURA HISTÓRICA
João Carlos
22/01/2026
Lançado em 1976, Comes Alive! transformou Peter Frampton em um fenômeno global e se consolidou como um dos discos ao vivo mais importantes da história do rock. Meio século depois, o álbum volta a ser destaque com uma série de ações comemorativas previstas ao longo de 2026.
O impacto do disco permanece impressionante: Comes Alive! passou dez semanas consecutivas no topo da Billboard 200 e ultrapassou a marca de 8 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos, algo raríssimo para um álbum ao vivo.
Vinil comemorativo e relançamentos especiais

Crédito da imagem: material oficial de lançamento do box Vinylphyle – Frampton Comes Alive!, de Peter Frampton. A&M Records / Divulgação
Para marcar os 50 anos, estão confirmadas edições especiais em vinil, incluindo prensagens comemorativas em LP duplo, com destaque para versões em vinil colorido e acabamento premium, voltadas ao público colecionador. As novas edições preservam a mixagem clássica, com remasterização atualizada para os padrões atuais de áudio analógico.
Embora não haja, até o momento, anúncio oficial de faixas inéditas, o projeto reforça o status do álbum como peça fundamental da era de ouro do rock ao vivo, ao lado de títulos como Live at Leeds e Frampton Comes Alive segue sendo citado como referência de palco, técnica e conexão com o público. Acesse o site oficial para mais informações.
Turnês, homenagens e presença pública
Mesmo convivendo com a inclusion body myositis, condição muscular degenerativa diagnosticada em 2019, Peter Frampton segue ativo artisticamente. O guitarrista continua participando de apresentações pontuais, eventos especiais e homenagens ligadas à trajetória do álbum, além de ações editoriais e entrevistas que revisitam os bastidores da gravação histórica.
A celebração dos 50 anos também tem impulsionado uma reavaliação crítica do disco, hoje visto não apenas como um sucesso comercial, mas como um marco técnico e cultural na forma de registrar shows ao vivo em grande escala.
Um disco ao vivo que virou acontecimento cultural

Diferente de muitos álbuns ao vivo da época, Frampton Comes Alive! não foi gravado em uma única noite nem em um único palco. O repertório nasceu da compilação de apresentações realizadas em diferentes cidades dos Estados Unidos, entre 1975 e 1976, durante a turnê de Peter Frampton. Essa decisão permitiu capturar o melhor desempenho de cada música, preservando a espontaneidade do palco, mas com uma coesão sonora rara para um disco ao vivo.
O impacto foi imediato. O álbum revelou ao grande público um guitarrista que, até então, era visto mais como um talento respeitado do circuito rock do que como um fenômeno popular. O uso expressivo do talk box, a comunicação direta com a plateia e a construção emocional das músicas transformaram cada faixa em experiência, não apenas em registro.
O repertório que mudou a percepção sobre álbuns ao vivo
O repertório original trouxe algo que poucos discos ao vivo haviam conseguido até então: canções autorais que soavam definitivas em versão de palco, muitas vezes superando as gravações de estúdio. “Show Me the Way”, “Baby, I Love Your Way” e “Do You Feel Like We Do” ganharam nova vida, com arranjos estendidos, solos memoráveis e uma interação com o público que se tornaria referência para gerações seguintes.
A inclusão de “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones, também chamou atenção. A releitura não foi vista como simples cover, mas como uma demonstração de personalidade artística. A versão gerou comentários à época justamente por mostrar Frampton reinterpretando um clássico absoluto sem descaracterizá-lo, reforçando sua versatilidade e segurança como guitarrista em ambiente ao vivo.
O que mudou na edição de 35 anos
Lançada em 2011, a edição comemorativa de 35 anos trouxe uma abordagem mais documental. Além da remasterização, o relançamento apresentou faixas adicionais, versões alternativas e material de bastidores que ajudaram a contextualizar o impacto cultural do álbum. Foi nesse momento que parte da crítica passou a revisitar Frampton Comes Alive! não apenas como um sucesso comercial, mas como um divisor de águas na história dos discos ao vivo.
Reconhecimento tardio, mas definitivo
Com o passar do tempo, o lançamento oficial consolidou algo que o público já intuía: o disco foi essencial para o reconhecimento de Peter Frampton como guitarrista de primeira grandeza, capaz de unir técnica, melodia e comunicação emocional. O sucesso abriu portas para premiações, turnês globais e, décadas depois, contribuiu para sua entrada no Rock & Roll Hall of Fame, selando seu lugar na história da música.
Cinco décadas depois, a força do álbum se mede também pela permanência. “Baby, I Love Your Way” e “Show Me the Way” seguem atravessando gerações e continuam presentes na programação da Rádio Antena 1, reforçando que Frampton Comes Alive! não é apenas um retrato de seu tempo, mas um disco que permanece vivo, relevante e emocionalmente conectado ao público. É um convite para revisitar Peter Frampton no auge da carreira, com dois clássicos que marcaram de forma definitiva a trilha sonora dos anos 1970.


