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Premiê da Armênia diz que precisa devolver áreas disputadas ao Azerbaijão para evitar guerra

Placeholder - loading - Primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan 21/02/2024 REUTERS/Stephanie Lecocq/Pool
Primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan 21/02/2024 REUTERS/Stephanie Lecocq/Pool

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Por Felix Light

TBILISI (Reuters) - A Armênia pode travar uma guerra com o Azerbaijão se não chegar a um acordo com Baku e devolver quatro vilarejos azerbaijanos que controla desde o começo dos anos 1990, disse o primeiro-ministro Nikol Pashinyan em um vídeo publicado nesta terça-feira.

Pashinyan falou durante uma reunião na segunda-feira com moradores de áreas de fronteira na região de Tavush, no norte da Armênia, perto de uma série de vilas desertas do Azerbaijão que os armênios controlam desde o começo dos anos 1990.

As quatro vilas, que estão desabitadas há mais de 30 anos, têm valor estratégico para a Armênia porque se estendem pela principal estrada entre Yerevan e a fronteira com a Georgia.

O Azerbaijão afirmou que o retorno das suas terras, o que também inclui vários pequenos enclaves totalmente cercados de território armênio, é uma precondição necessária para um acordo de paz para encerrar três décadas de conflitos pela região de Nagorno-Karabakh, que as forças de Baku retomaram no último mês de setembro.

A agência de notícias estatal russa Tass citou Pashinyan dizendo aos moradores no vídeo que foi divulgado pelo seu governo que não chegar a um acordo pelos vilarejos sob disputa pode levar a uma guerra com o Azerbaijão “até o fim da semana”.

“Eu sei como uma guerra dessas terminaria”, ele acrescentou.

O governo armênio sofreu uma grande derrota em setembro quando as forças de Baku retomaram Nagorno-Karabakh em uma ofensiva relâmpago, levando quase todas as cerca de 100.000 pessoas com etnia armênia da região a fugirem à Armênia.

Embora Karabakh seja internacionalmente reconhecido como território do Azerbaijão, os armênios étnicos da região na prática desfrutam de uma independência de Baku desde a guerra do começo dos anos 1990.

TRATADO DE PAZ

Os governos do Azerbaijão e da Armênia disseram que agora querem assinar um tratado formal de paz, mas as negociações empacaram em questões como a demarcação da fronteira de 1.000 kms que compartilham, que permanece fechada e altamente militarizada.

Pashinyan sinalizou nas últimas semanas que está disposto a devolver terras do Azerbaijão controlados pela Armênia e sugeriu que redirecionaria a rede rodoviária da Armênia para evitar território azerbaijano.

O Azerbaijão, majoritariamente muçulmano, também continua controlando áreas internacionalmente reconhecidas como parte da cristã Armênia.

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, disse no domingo que seu país estava “mais próximo do que nunca” da paz com a Armênia, em comentários feitos após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em Baku.

Stoltenberg conversou na terça-feira com Pashinyan, na Armênia, que nominalmente é uma aliada da Rússia, embora suas relações com Moscou tenham se deteriorado nos últimos meses porque, segundo o governo armênio, a Rússia não conseguiu protegê-la do Azerbaijão.

(Reportagem de Felix Light em Tbilisi e Nailia Bagirova em Baku)

Escrito por Reuters

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