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Presidente de Belarus liberta 250 presos conforme EUA removem mais sanções

Presidente de Belarus liberta 250 presos conforme EUA removem mais sanções

Reuters

19/03/2026

Placeholder - loading - Lukashenko se reúne com enviado dos EUA em Minsk 19/03/2026 Presidência de Belarus/Divulgação via REUTERS
Lukashenko se reúne com enviado dos EUA em Minsk 19/03/2026 Presidência de Belarus/Divulgação via REUTERS

Por Andrius Sytas e Mark Trevelyan

VILNIUS, 19 ​Mar (Reuters) - O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, libertou 250 presos nesta quinta-feira -- o maior grupo a ser libertado até o momento -- em troca de uma nova flexibilização das sanções dos EUA, informou a embaixada dos EUA na vizinha Lituânia.

As libertações foram parte de um processo de negociação no qual Lukashenko está buscando a normalização dos laços com Washington após anos de isolamento e sanções, em troca da redução da repressão no antigo Estado soviético que ele lidera desde 1994.

O grupo bielorrusso de direitos humanos Viasna disse que, antes ⁠do ⁠anúncio de quinta-feira, havia mais de ​1.100 presos ‌políticos no país.

Uma das pessoas libertadas foi Marfa Rabkova, coordenadora da rede de voluntários da Viasna, que foi presa em setembro de 2020 e estava cumprindo uma sentença de 14 anos e nove meses por 'extremismo' e outras acusações ⁠que ela negou. Seus apoiadores dizem que ela sofreu sérios problemas de ​saúde na prisão.

Blogueiros, ativistas, jornalistas e manifestantes também estavam entre os libertados após ​conversas em Minsk, capital de Belarus, entre Lukashenko ‌e John Coale, um ​enviado ⁠do presidente dos EUA, Donald Trump.

Coale disse à Reuters que esperava que todos os presos políticos restantes fossem libertados até o final deste ano. Se isso acontecesse, os EUA removeriam ​todas as sanções impostas a Belarus devido à repressão dos protestos em 2020, disse ele.

Foi dito a Lukashenko nesta quinta-feira para não ter mais presos políticos, disse Coale: 'Esperamos que ele tenha ficado impressionado com o fato de que esse não é ​um comportamento aceitável'.

Lukashenko é um aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin, e apoiou a invasão da Ucrânia pela Rússia, embora sem enviar tropas bielorrussas para lutar no país.

Os EUA disseram que concordaram em retirar as sanções contra dois bancos bielorrussos e o Ministério das Finanças do país, mas deixaram claro para Lukashenko que isso não deve facilitar outras formas de evasão de sanções ou apoio ao esforço de guerra da Rússia ​na Ucrânia.

Coale disse anteriormente que Lukashenko poderá visitar os Estados Unidos em breve, uma viagem ‌que sinalizaria um avanço para o ⁠veterano líder autoritário após anos sendo tratado como um pária devido a abusos de direitos humanos e seu apoio a Putin na guerra.

Os EUA sinalizaram que veem ⁠valor em cultivá-lo, devido a seus laços estreitos com ⁠Putin, e dizem que ele ofereceu bons ⁠conselhos sobre o ⁠fim ​do conflito de quatro anos.

(Reportagem de Mark Trevelyan em Londres e Andrius Sytas em Vilnius)

Reuters

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