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    Procuradores investigam possível motivação terrorista para ataque em Utrecht

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    Por Toby Sterling

    AMSTERDÃ (Reuters) - Procuradores da Holanda disseram nesta terça-feira que estão investigando uma possível motivação terrorista para o ataque a tiros em um bonde da cidade de Utrecht, que deixou três mortos e cinco feridos.

    Gokmen Tanis, um turco de 37 anos, foi preso depois de uma caçada humana das forças de segurança na segunda-feira e continua sob custódia.

    Procuradores disseram que ele é suspeito pelas três mortes, possivelmente com intenção terrorista. Dois outros suspeitos também estão sob custódia, informou a polícia, mas seu papel não está claro.

    'Até o momento, uma motivação terrorista está sendo cogitada seriamente', disseram procuradores em um comunicado, citando 'a natureza do ataque a tiros e uma carta encontrada no carro da fuga'.

    Mas ainda não está claro se Tanis, que tem um histórico de confrontos com as forças da lei, agiu devido a crenças políticas ou por vingança pessoal. 'Outros motivos não estão sendo descartados', disse o comunicado.

    Pela lei holandesa, Tanis precisa comparecer diante de um juiz até quinta-feira, mas não tem que ser acusado de imediato.

    As três vítimas holandesas foram identificadas como uma mulher de 19 anos e dois homens de 28 e 49 anos. Três outras, de idades que variam entre 20 e 74 anos, estão gravemente feridas.

    Procuradores disseram que até agora não conseguiram estabelecer uma conexão entre as vítimas e o suposto atirador.

    'É muito triste que coisas assim aconteçam no mundo nestes dias', disse Rene van Nieuwenhuizen, contadora e moradora de Utrecht, cidade pitoresca de 340 mil habitantes. 'Não acho que acontecerá comigo, mas acontece, e por isso pessoas são mortas'.

    Mahmut Tanis, tio de Gokmen que mora na Holanda, disse à agência estatal de notícias turca Anadolu que duvida de uma motivação radical.

    'Olhando a situação do meu sobrinho, a possibilidade de que o que ele fez foi um ataque terrorista é baixa', disse, acrescentando que não o via há anos e que suas ações podem derivar de 'assuntos do coração'.

    Tanis já havia sido preso, afirmaram procuradores, mas sem dar detalhes. Nem Tanis nem qualquer advogado que o represente comentaram de imediato.

    O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, convocou reuniões emergenciais imediatamente após o incidente, ocorrido três dias depois que um atirador solitário matou 50 pessoas em um massacre a tiros em duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.

    (Reportagem adicional de Anthony Deutsch e Tuvan Gumrukcu)

    Escrito por Thomson Reuters

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