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    Procuradores sauditas pedirão pena de morte para envolvidos em caso Khashoggi

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    DUBAI (Reuters) - Procuradores da Arábia Saudita pedirão a pena de morte para cinco dos 11 suspeitos detidos pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, relatou a agência de notícias estatal saudita SPA nesta quinta-feira, quando um tribunal do reino realizou uma primeira audiência do caso.

    A Arábia Saudita informou que também enviou novas cartas ao procurador público da Turquia pedindo 'qualquer prova ligada a este caso', que abalou a corte real saudita e prejudicou a reputação do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, de 33 anos.

    Khashoggi era próximo dos círculos reais até se tornar um crítico do príncipe Mohammed e começar a escrever para o Washington Post e conversar com a mídia internacional sobre a política saudita quando se mudou para os Estados Unidos no ano passado.

    Autoridades sauditas rejeitaram as acusações de que o príncipe herdeiro ordenou seu assassinato no consulado saudita em Istambul, no qual o corpo de Khashoggi foi esquartejado, retirado do edifício e entregue a um 'cooperador local' não identificado.

    O paradeiro dos restos mortais de Khashoggi continua desconhecido, mas na segunda-feira um canal de televisão turco mostrou homens levando malas que supostamente continham os restos para a residência do cônsul-geral saudita em Istambul.

    'A audiência inicial dos 11 indivíduos indiciados pela Procuradoria Pública no caso do assassinato do cidadão Jamal Khashoggi foi realizada hoje... no Tribunal Criminal de Riad', disse um comunicado do procurador saudita divulgado pela SPA.

    A Procuradoria disse estar pedindo a pena de morte para cinco dos 11 indivíduos indiciados. Dez outros suspeitos ainda estão sendo investigados.

    A SPA acrescentou que os advogados dos acusados compareceram à audiência e que a corte assentiu quando os 11 pediram mais tempo para prepararem sua defesa. A agência não deu detalhes sobre a próxima audiência.

    O comunicado disse que o reino ainda aguarda respostas a pedidos de informação enviados a autoridades turcas.

    Na semana passado o rei saudita Salman colocou Ibrahim al-Assaf, veterano ex-ministro das Finanças, a cargo das relações exteriores, em uma tentativa de melhorar a imagem do país depois da crise desencadeada pelo assassinato.

    Assaf substituiu Adel al-Jubeir, e especialistas em política saudita disseram que a troca refletiu a percepção de que Jubeir se comprometeu por ter atuado como o principal defensor global de Riad durante o caso Khashoggi.

    (Por Asma Alsharif)

    Escrito por Thomson Reuters

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