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Radioembolização: Como pode reduzir câncer primário no fígado

Há mais de um ano o IBCC Oncologia é capacitado para realizar procedimentos de radioembolização hepática com microsféricas radioativas de Ítrio-90 (Y90) para os pacientes do Hospital

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Radioembolização – Istock/Divulgação

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Com resultados radiológicos bastante significativos, tanto em homens, como em mulheres em diversos estágios da doença oncológica, a radioembolização hepática é um tipo de radioterapia intra-arterial e seletiva que, ao contrário da convencional, entrega a radiação, por técnicas de cateterismo diretamente nas células doentes, com maior poder de penetração e assertividade e com menores danos aos tecidos saudáveis adjacentes. Trata-se de um procedimento realizado apenas em centros de excelência e de alta complexidade.

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Atualmente, o câncer de fígado é o sexto mais letal do Brasil com o registro de 10.550 mortes por ano, segundo último levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de 2018. Quando o câncer no fígado é descoberto precocemente, as opções de tratamento curativas como a cirurgia de ressecção, o transplante hepático e a ablação por radiofrequência normalmente são possíveis de serem executadas e apresentam os melhores resultados clínicos.

Entretanto, no cenário nacional, o diagnóstico de câncer no fígado é, geralmente, tardio e as terapias curativas só são possíveis de serem executadas em aproximadamente 30 a 40% dos pacientes. Para os casos em que a doença é diagnosticada em um estágio tardio, a quimioterapia sistêmica é o tratamento padrão, mas, geralmente, apresenta resultados limitados. Nesse contexto, para casos selecionados em que os pacientes se encontram em adequado estado geral e a cirurgia já não é uma opção terapêutica, a radioembolização hepática pode ser importante no combate ao câncer hepático, sozinha ou em associação aos métodos convencionais de quimioterapia sistêmica.

Segundo o Dr. Francisco Leonardo Galastri, médico radiologista intervencionista do IBCC Oncologia e especialista em intervenção oncológica, o método pode ser aplicado junto de tratamento. “Essa técnica pode ser aplicada em associação à quimioterapia e, além de retardar o avanço da doença, pode melhorar a qualidade de vida do paciente com câncer e proporcionar resultados radiológicos significativos que possibilitariam reenquadrar pacientes tratados considerados, até então, como paliativos a converterem a receber uma terapia curativa”, diz o Dr. Francisco.

Atualmente, este procedimento é uma opção importante para o tratamento dos pacientes com tumores hepáticos primários e metastáticos inoperáveis, que não tiveram sucesso em outros protocolos, mas também em cuidados complementares de pacientes com tumores com condições limítrofes de ressecção, e com isso auxiliar na possibilidade de conversão à ressecabilidade.

Etapas do procedimento

O procedimento é executado em 2 etapas, sendo necessário realizar um mapeamento vascular detalhado de toda a circulação hepática e tumoral com auxílio fundamental da medicina nuclear, para verificar possíveis comunicações vasculares com outros órgãos, dado o risco de migração das microesferas para locais indesejados. Realizada a primeira etapa, é possível concluir se o paciente está apto a receber formalmente radioembolização e, sequencialmente, é solicitada a importação das microesferas de Ítrio-90 (Y90).

Segundo Dr. Galastri, “O planejamento multidisciplinar é fundamental em todas as fases do procedimento, tanto para melhor selecionar os pacientes a se beneficiarem da técnica, quanto para a realização de uma execução perfeita da entrega do agente radioativo nas lesões tumorais”. Ainda sobre essa questão ele ressalta que a realização exige muita atenção de todo ambiente do hospital. “Esse procedimento é de alta complexidade, exige um refinamento logístico hospitalar em todas as direções que envolve um ciclo de capacitação que atinge todos os níveis da cadeia hospitalar, fato entre outros que credencia o IBCC Oncologia como um dos principais centros de excelência em oncologia no cenário nacional”, salienta o médico.

Em trâmite avançado nas avaliações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os custos da radioembolização hepática ainda não são inclusos no rol de procedimentos obrigatórios das operadoras de saúde. Estudos de custo x efetividade e a crescente aplicabilidade com resultados terapêuticos robustos atuais fornecem subsídio para uma possível futura incorporação dessa importante terapia para os pacientes contratantes da saúde suplementar. Via IBCC Oncologia.

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