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    Saiba tudo sobre as hepatites virais

    Julho Amarelo está chegando ao fim, mas os cuidados com as hepatites não devem cessar.

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    Médico com canetas no bolso e estetoscópio no pescoço (Foto: Pixabay)

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    Julho Amarelo está chegando ao fim, mas os cuidados contra as hepatites não devem cessar. Por isso, a Organização Mundial da Saúde alerta: ampliar os investimentos públicos no combate aos diferentes tipos de hepatites virais salvaria muitas vidas. Seriam cerca de 4,5 milhões de pessoas salvas nos próximos 11 anos, segundo uma estimativa do órgão.

    Neste domingo foi comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Para isso, especialistas publicaram um estudo afirmando que o valor a ser investido seria de R$ 222 bilhões. Assim, até 2030, a hepatite viral deixaria de ser uma ameaça pública em mais de 60 países vulneráveis.

    Isso significaria que esses países teriam que investir, juntos, R$ 23 bilhões ao ano para reduzir infecções em 90% e as mortes e 65%. Dos 150 países membros da OMS, mais de 40% não têm um plano para eliminar a hepatite.

    O estudo foi publicado na sexta-feira na revista “Lancet Global Health”.

    A doença

    A hepatite é uma inflação no fígado, podendo ser causada por uso excessivo de álcool, drogas, medicamentos, por diferentes vírus ou por outras doenças, genéticas ou autoimunes.

    São três os tipos da doença: a hepatite A, que é a mais leve, tem cura, e pode ser prevenida com vacina; a hepatite B, que também tem vacina, não tem cura, mas tem tratamento, e a hepatite C, que não tem vacina, mas tem grande chance de cura.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, quase todas as mortes causadas são pelo tipo B e C da hepatite. Os tipos A e E raramente provocam doenças graves e a hepatite D só ocorre em quem já convive com a B.

    No Brasil

    Segundo o Ministério da Saúde, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da hepatite e nem sabem. E esse é o tipo mais preocupante. No ano passado, foram notificados 26.167 casos de hepatite C no Brasil, comparado a 13.992 casos de hepatite B e 2.149 casos de hepatite A. Foram registrados também 145 casos da hepatite D no país.

    Ainda neste mês, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a expectativa é chegar a 50 mil tratamentos por ano. Para isso, seria preciso ampliar a aplicação dos testes que identificam a doença na população. Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. O governo pretende superar esse número com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento.

    Tratamento

    Desde o início do mês, dois novos remédios estão sendo ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Eles são mais práticos, mas ainda assim altamente eficazes contra os diferentes subtipos da doença.

    Agora, os pacientes com o genótipo 1 da doença, que corresponde a cerca de 75% dos casos, têm acesso ao Harvoni – que reúne as moléculas sofosbuvir e ledipasvir. Juntas, elas são capazes de atacar o vírus C, com uma chance de cura acima de 95%. Já para os outros genótipos, o Epclusa funciona bem e também está disponível no SUS. “Ele também age muito bem contra o genótipo 1, porém o governo optou por não utilizá-lo nesses episódios pelo preço um pouco mais alto”, afirma Eric Bassetti, diretor médico da Gilead, a farmacêutica que detém a patente das duas medicações.

    Diagnóstico

    De nada adianta um tratamento eficaz, se os pacientes não forem diagnosticados. Isso porque a hepatite C é uma infecção bastante silenciosa, e só apresenta sintomas mais claros quando o fígado já está bastante comprometido.

    Infelizmente, os fármacos atuais ainda não são capazes de anular os danos já provocados pelo vírus ao longo de décadas. Portanto, a chave para o bom tratamento, assim como em outras doenças, é o diagnóstico precoce.

    Desde 2016, a recomendação do Conselho Federal de Medicina é que todo o médico, não importa a especialidade, converse com qualquer paciente sobre os exames para hepatite C e B.

    Um grande problema também é que o processo após o primeiro diagnóstico é bastante longo. Se teste rápido der positivo, o paciente é encaminhado para um exame mais complexo, que de fato confirma a presença do vírus no organismo. A partir daí, ele tem ainda que passar por mais um exame, dessa vez, para saber qual o genótipo do vírus.

    Por fim, o indivíduo é submetido a outra técnica com o objetivo de detectar o grau de lesão no fígado. É aí que, finalmente, o paciente pode receber sua prescrição – que deve ser seguida à risca.

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