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    Segundo especialistas, depressão pode ser prevenida ainda na infância

    Especialistas da área falaram sobre os sintomas e sobre como o diagnóstico e prevenção são importantes.

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    A depressão é considerada o mal do século pela Organização Mundial da Saúde e já é a terceira maior doença entre os adolescentes. Por isso, para prevenir o transtorno nessa fase da vida, especialistas aconselham fortalecer as crianças para que elas sejam capazes de lidar melhor com emoções e situações de estresse.

    A indicação é de estudiosos que participaram do programa Ciência Aberta sobre a depressão em jovens e adolescentes, exibido no início de novembro na FAPESP. Realizado mensalmente, o programa é produzido em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.

    “Se desde crianças as pessoas forem capazes de processar, entender e compreender melhor emoções, como tristeza, raiva e medo, elas terão muito mais clareza e condições para lidar com elas e, provavelmente, serão menos afetadas pelo estresse e outros sentimentos”, disse Adriana Fóz, pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em participação por vídeo.

    De acordo com Guilherme Vanoni Polanczyk, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), grande parte dos casos de depressão e de outros transtornos mentais começa na puberdade; e isso provavelmente está ligado aos hormônios sexuais.

    O especialista diz que, nessa fase da vida, o número de casos de depressão aumenta bastante, principalmente entre meninas. E essa diferença de casos de depressão entre os sexos se mantém ao longo da vida.

    Sintomas

    Em adolescentes, alguns dos sintomas são alteração de humor – caracterizada por predomínio de tristeza, melancolia e irritabilidade –, a perda de entusiasmo por atividades que despertavam interesse e prazer, além de mudanças nos padrões de sono e de apetite, maior sensação de cansaço e a persistência de pensamentos negativos sobre si e em relação ao futuro.

    Quando estes sintomas duram mais que duas semanas e há referências à morte e ao suicídio, estes são sinais de alerta do desenvolvimento de um quadro de depressão, que pode ocorrer uma única vez ou se repetir ao longo do tempo e resultar em um transtorno depressivo, explicaram os especialistas.

    Diagnóstico

    “A depressão é uma vulnerabilidade que algumas pessoas apresentam em razão de um desequilíbrio neuroquímico e que precisa ser identificada e tratada. Quanto menor o tempo em que isso for feito, melhor para o paciente, que terá menos complicações ao longo da vida”, disse Sandra Scivoletto, professora de Psiquiatria da Infância e Adolescência no Departamento de Psiquiatria da FMUSP.

    Papel da escola

    Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de depressão e outros transtornos mentais em adolescentes são a exposição ao bullying, a exposição a maus-tratos e situações de violência na comunidade, além do uso de drogas.

    Alguns estudos mostraram que a sensação de solidão tem um impacto importante nos jovens e contribui para aumentar o risco de desenvolvimento de problemas de saúde mental, destacou Polanczyk.

    A escola é reconhecida como um espaço de aprendizado coletivo, além de um lugar de acolhimento. Por isso, essa instituição pode exercer um papel importante para ajudar crianças e adolescentes a desenvolver habilidades emocionais.

    Os professores, no entanto, precisam de apoio para discutir sobre depressão em sala de aula. Outros atores importantes, como a família e a comunidade, precisam participar desse diálogo, ponderou Maria Cristina Gonçalves Vicentin, professora do Curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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