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SHANIA TWAIN VOLTA À INFÂNCIA NO NOVO ÁLBUM “LITTLE MISS TWAIN”

NOVO ÁLBUM DA CANTORA CANADENSE TRAZ TANYA TUCKER, JOSH HOMME E THE WAR AND TREATY

João Carlos

24/07/2026

Placeholder - loading - Créditos da imagem: Divulgação/Timothy White/Shania Twain
Créditos da imagem: Divulgação/Timothy White/Shania Twain

Shania Twain transforma lembranças em música em Little Miss Twain, lançado mundialmente nesta sexta-feira, 24 de julho. Com 15 faixas, o sétimo álbum de estúdio é apresentado como o trabalho mais pessoal e autobiográfico da cantora. Para Shania, o disco preenche um capítulo ainda pouco explorado de sua história, entre os primeiros shows, aos 8 anos, e a chegada ao mercado fonográfico de Nashville.

O título recupera o nome pelo qual a jovem artista era anunciada nos pequenos bares do norte de Ontário: “Little Miss Twain”. Enquanto cantava para plateias formadas por mineiros e trabalhadores da região, sua mãe, Sharon, acumulava as funções de empresária, agente, motorista e treinadora. Essa memória conduz a faixa-título, gravada com Tanya Tucker, cantora que a mãe de Shania apontava como modelo para o futuro da filha.

Memórias em novas misturas

Na parte musical, o novo álbum de Shania Twain se aproxima novamente do country e do bluegrass, mas mantém abertas as portas para o pop, o soul, o blues, a Motown e o rock. Banjo, violinos, guitarras, metais e harmonias vocais ajudam a criar uma sonoridade variada, ligada tanto às raízes canadenses da artista quanto às referências musicais de sua juventude.

Em “Faded Blue Jeans”, Shania divide a gravação com Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age, em uma lembrança roqueira sobre um amor adolescente.

Já “Take It to the River” aproxima a cantora do gospel e do soul de The War and Treaty, com participação adicional de Ronnie Wood, dos Rolling Stones, na guitarra.

Outra faixa nascida de uma memória real é “Dirty Rosie”. O nome não pertence a uma personagem fictícia: era o apelido dado à velha caminhonete vermelha utilizada pela família em estradas de terra, cuja pintura desbotou até adquirir um tom rosado.

O clima familiar também aparece em “Right Time”, que tem Eja Lange, filho de Shania, entre os compositores e produtores. Ele ainda participa dos vocais de outras músicas do projeto.

Ao olhar para trás, Shania Twain não transforma o álbum em uma simples coleção de recordações. Little Miss Twain aproxima a menina que cantava nos bares de Timmins da estrela que, décadas depois, ajudou a levar o country-pop para plateias de todo o mundo.

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