SITUAÇÃO DO JOCKEY CLUB DE SÃO PAULO SEGUE INDEFINIDA
DECISÃO DO TJ-SP E AVANÇO DA CPI NA CÂMARA AMPLIAM A PRESSÃO SOBRE O CLUBE
João Carlos
04/05/2026
O futuro do Jockey Club de São Paulo segue cercado de incertezas. Em abril, o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de recuperação judicial da entidade, ao entender que, por se tratar de uma associação civil sem fins lucrativos, o mecanismo não se aplica ao caso. A recuperação judicial havia sido aceita em setembro de 2025.
A situação ganhou novo capítulo com o avanço da CPI instalada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar a gestão do clube, seus débitos e possíveis irregularidades em contratos e no uso de recursos públicos.
Na reunião mais recente, em 28 de abril, os vereadores ouviram a arquiteta Marina Nardin Prado, do Departamento do Patrimônio Histórico, e o arquiteto Igor Gabriel de Souza Carollo, sócio-administrador de um escritório especializado em restauro. A comissão também aprovou novos requerimentos e deve convocar outros representantes nas próximas semanas.
A principal preocupação está no passivo do Jockey, estimado entre R$ 800 milhões e R$ 830 milhões, concentrado sobretudo em tributos municipais como IPTU e ISS. Outro ponto central da apuração é o uso de cerca de R$ 61,3 milhões em recursos públicos destinados à recuperação do patrimônio histórico do clube.
Caso a desapropriação do terreno seja concretizada ao fim dos trâmites assim como deseja a prefeitura, o órgão municipal pretende construir um parque no local.
Mesmo sob pressão, o Jockey mantém suas atividades com programação regular de corridas e eventos.
O cenário continua aberto, com disputa jurídica, crise financeira e investigação parlamentar caminhando ao mesmo tempo.


