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Starmer, premiê do Reino Unido, pondera seu futuro político após vitória de rival

Starmer, premiê do Reino Unido, pondera seu futuro político após vitória de rival

Reuters

21/06/2026

Placeholder - loading - O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, participa da cúpula do G7 em Évian 17 de junho de 2026 REUTERS/Isabel Infantes/Pool
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, participa da cúpula do G7 em Évian 17 de junho de 2026 REUTERS/Isabel Infantes/Pool

Por Elizabeth Piper e David Milliken

LONDRES, 21 Jun (Reuters) - O primeiro-ministro ​britânico, Keir Starmer, estava avaliando seu futuro político neste domingo, depois que a vitória eleitoral decisiva de seu rival Andy Burnham para o Parlamento levou mais ministros do Partido Trabalhista, atualmente no governo, a pedir sua renúncia.

Enfrentando um dos índices de popularidade mais baixos já registrados por um líder britânico na história política moderna, Starmer poderia decidir já na segunda-feira se vai se afastar ou disputar a liderança contra Burnham, segundo uma fonte.

A amplitude da vitória que Burnham obteve na sexta-feira por uma cadeira no Parlamento no noroeste da Inglaterra aumentou a pressão sobre Starmer, com dezenas de parlamentares e alguns ministros pedindo, em particular, que ele estabeleça um cronograma para sua saída, a fim de abrir caminho para o ex-prefeito da Grande Manchester.

Uma fonte a ⁠par do assunto ⁠disse que Starmer passou o fim de semana ​refletindo e ‌discutindo sua posição com a família, mas que uma conversa prevista com Burnham esclareceria a situação.

'Keir gosta de refletir sobre as coisas', disse a fonte.

Para aumentar a pressão sobre Starmer, o presidente dos Estados Unidos), Donald Trump, previu em sua plataforma Truth Social que 'Keir Starmer renunciará ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido'.

Trump repetiu então sua opinião ⁠de que Starmer havia 'fracassado feio' na redução da imigração e no aumento da produção de petróleo ​no Mar do Norte.

A impopularidade de Starmer ficou evidente com as pesadas derrotas do Partido Trabalhista nas eleições locais ​de maio, e pesquisas entre os membros do partido indicam que ‌Burnham venceria uma disputa formal ​pela liderança.

Caso ⁠Burnham assuma o comando, ele se tornaria o sétimo primeiro-ministro da Reino Unido nos últimos dez anos.

POSIÇÃO DE STARMER AMEAÇADA

A Sky News informou que, segundo suas informações, a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, teria pedido a Starmer que se afastasse durante uma ​conversa privada no fim de semana. Sua porta-voz não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Seu aparente apelo, juntamente com o de outros ministros e dezenas de parlamentares, reforçou a sensação de que agora a questão é quando, e não se, Starmer deixará o cargo.

Starmer afirmou há apenas alguns dias que participaria de qualquer disputa formal pela liderança do Partido Trabalhista que ​visasse substituí-lo.

Embora a equipe de Starmer acredite que sua vitória esmagadora nas eleições nacionais de 2024 lhe dê o mandato para permanecer no cargo até 2029, o ministro da Economia, Peter Kyle, disse que o primeiro-ministro estava refletindo sobre 'os desafios políticos que enfrenta neste momento'.

Kyle disse que conversou com Starmer na sexta-feira e encontrou um homem que estava se questionando sobre o que 'o país esperava dele'. A conversa mostrou que Starmer se encontrava em 'circunstâncias muito difíceis', afirmou o ministro da Economia.

A posição de Starmer é precária.

A vitória esmagadora de Burnham sobre o partido populista Reform UK na disputa por uma cadeira no Parlamento ​em Makerfield levou mais parlamentares e ministros a pressionarem o primeiro-ministro a definir um cronograma para sua saída, a fim de evitar ‌o que poderia ser uma disputa pela liderança que ⁠geraria divisões.

A equipe que apoia Burnham, um político de carreira de 56 anos, havia dito que daria a Starmer o fim de semana para refletir sobre sua posição, na esperança de que ele definisse uma transferência ordenada do poder.

Até o ⁠momento, não havia indícios de que os dois tivessem conversado.

A ex-ministra Jess Phillips -- ⁠que é apoiadora do secretário da Saúde, Wes Streeting, outro ⁠potencial adversário de Starmer -- ⁠disse ​à BBC que 'parece que chegamos ao fim da linha' e que seria melhor que a saída de Starmer fosse 'o mais digna possível'.

Reuters

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