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SUS inicia transição para insulina mais moderna no tratamento de diabetes

Primeira fase contempla Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal

Redação

09/02/2026

Placeholder - loading - SUS inicia transição para usar insulina de ação prolongada no tratamento de diabetes (Foto: Rafael Nascimento / MS)
SUS inicia transição para usar insulina de ação prolongada no tratamento de diabetes (Foto: Rafael Nascimento / MS)

O Ministério da Saúde iniciou o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no tratamento de diabetes do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um medicamento mais moderno, que pode facilitar a rotina dos pacientes.

O projeto-piloto será realizado inicialmente no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

A escolha dos territórios considerou critérios de representatividade regional e capacidade de implementação, permitindo a avaliação de diferentes realidades do país. A estimativa da pasta é que mais de 50 mil pessoas participem na primeira fase.

A glargina é uma insulina de ação prolongada – de até 24 horas – e de aplicação única no dia. A transição será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente. Nos quatro estados, o Ministério da Saúde está promovendo treinamento para auxiliar os profissionais de saúde. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para as demais regiões do país.

O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na rede privada.

Desenvolvimento tecnológico

A expansão do uso da insulina glargina no SUS é resultado de uma parceria envolvendo o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. A iniciativa prevê a transferência de tecnologia para o Brasil.

Em 2025, por meio desta parceria, foram entregues mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A previsão é chegar ao final de 2026 com capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para o abastecimento do SUS.

Redação

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