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    Brasil inicia 2º tri com crescimento de 0,46% em abril, indica BC, em ritmo ameaçado por greve

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira ganhou impulso em abril, após contração no mês anterior, de acordo com dados do Banco Central, ritmo que está sob ameaça devido à greve dos caminhoneiros que prejudicou o abastecimento em todo o país no final de maio.

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), expandiu 0,46 por cento em abril na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado pelo BC nesta sexta-feira.

    A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50 por cento, na mediana das projeções de especialistas consultados. Em março, o IBC-BR havia recuado 0,5 por cento, em dado revisado pelo BC após divulgar queda de 0,74 por cento. Nos dois primeiros meses do ano, o indicador também apresentou resultados negativos.

    Na comparação com abril de 2017, o IBC-Br cresceu 3,70 por cento, enquanto que no acumulado em 12 meses apresentou expansão de 1,52 por cento, ainda segundo o BC.

    Os dados de abril do IBC-Br acompanham os resultados favoráveis da indústria, varejo e serviços. No mês, a produção industrial cresceu 0,8 por cento, enquanto as vendas no varejo aumentaram 1 por cento e o setor de serviços teve seu primeiro resultado positivo no ano.

    No primeiro trimestre, o PIB do Brasil acelerou ligeiramente o ritmo e registrou expansão de 0,4 por cento em relação aos três meses anteriores, marcando o quinto período seguido no azul e favorecido pela agropecuária, segundo o IBGE.

    O cenário positivo apontado pelo indicador do BC, entretanto, está ameaçado devido aos efeitos da paralisação da greve dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento de combustíveis, alimentos e outros insumos em todo o país.

    Além disso, o Brasil vive momento de incerteza com as eleições presidenciais, além de confiança abalada e desemprego elevado. As projeções para o crescimento da economia deste ano vêm sendo reduzidas por analistas e a pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central aponta agora expectativa de 1,94 por cento.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Vendas varejistas no Brasil crescem acima do esperado em abril, mas greve ameaça ímpeto

    Vendas varejistas no Brasil crescem acima do esperado em abril, mas greve ameaça ímpeto

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a economia no final de maio.

    As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6 por cento na comparação mensal.

    A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos crédito mais farto e menor endividamento das famílias , explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos , completou.

    O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento, após incorporar novas informações principalmente sobre hipermercados e equipamentos de informática.

    Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa Reuters.

    A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em Combustíveis e lubrificantes.

    A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na comparação com março.

    Após o forte desempenho em abril, as vendas do comércio varejista devem recuar 2 por cento em maio, devido ao impacto das paralisações dos caminhoneiros , de acordo com o banco Itaú, que também projeta queda de 3,5 por cento para o varejo ampliado no mês passado.

    No segundo trimestre, o cenário para o setor varejista também é de desemprego alto e incertezas eleitorais, ao qual se soma a greve dos caminhoneiros no final de maio que afetou o abastecimento de combustíveis, alimento e outros insumos em todo o país.

    No primeiro trimestre, o Consumo das Famílias teve expansão de 0,5 por cento, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4 por cento sobre os três meses anteriores.

    Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2 por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados anteriormente.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Vendas no varejo do Brasil avançam 1,0% em abril, diz IBGE

    Vendas no varejo do Brasil avançam 1,0% em abril, diz IBGE

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de equipamentos para escritório e combustíveis impulsionaram o setor de varejo em abril para um resultado melhor do que o esperado, embora o impulso no início do segundo trimestre esteja ameaçado devido à paralisação dos caminhoneiros que afetou a economia no final de maio.

    As vendas no varejo subiram 1,0 por cento em abril sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

    O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6 por cento na comparação mensal.

    A alta foi disseminada em todas atividades e de forma geral todo o varejo teve um movimento mais forte. Em alguns segmentos a inflação está mais baixa que a inflação geral, e também temos crédito mais farto e menor endividamento das famílias , explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Entretanto, a greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos , completou.

    O IBGE ainda revisou o dado de março para avanço de 1,1 por cento depois de divulgar anteriormente aumento de 0,3 por cento, após incorporar novas informações principalmente sobre hipermercados e equipamentos de informática.

    Sobre abril de 2017, as vendas cresceram 0,6 por cento, em linha com a expectativa de avanço de 0,55 por cento em pesquisa Reuters.

    A leitura do mês foi influenciada principalmente pelos aumentos de 4,8 por cento nas vendas de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de 3,4 por cento em Combustíveis e lubrificantes.

    A comercialização em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso dos consumidores, teve aumento de 1 por cento em abril, depois de subir apenas 0,1 por cento em março. A única atividade que não registrou ganhos foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas ficaram estagnadas.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 1,3 por cento na comparação com março.

    No segundo trimestre, o cenário para o setor varejista também é de desemprego alto e incertezas eleitorais, ao qual se soma a greve dos caminhoneiros no final de maio que afetou o abastecimento de combustíveis, alimento e outros insumos em todo o país.

    No primeiro trimestre, o Consumo das Famílias teve expansão de 0,5 por cento, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4 por cento sobre os três meses anteriores.

    Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e já estão abaixo de 2 por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados anteriormente.

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