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    Congresso está firme e produtivo, diz Alcolumbre

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta quarta-feira que o Legislativo está firme e produtivo e trabalha pelo fortalecimento da democracia, na esteira do movimento encabeçado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de imprimir um protagonismo à atividade parlamentar.

    “O Congresso está firme, atento e produtivo. O Parlamento está trabalhando em favor do Brasil e pelo fortalecimento da democracia, do Estado Democrático de Direito e do direito à livre manifestação”, tuitou o presidente do Senado.

    “Nesses primeiros 100 dias, garantimos a maior produtividade dos últimos 20 anos. O Parlamento está sereno, dedicado às pautas, trabalhando em favor do Brasil e pelo fortalecimento da democracia”, acrescentou, em uma nova postagem.

    Os tuítes foram publicados pouco depois de uma reunião entre Alcolumbre, Maia, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O governo vem enfrentando momentos tensos com o Congresso, que, declaradamente irritado com a postura do Executivo, busca uma atuação mais descolada do Palácio do Planalto.

    O último episódio que gerou desconforto entre parlamentares diz respeito à afirmação, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, de que a classe política é o maior problema do país.

    O clima ficou tenso a tal ponto que Maia aproveitou reunião de líderes na última terça-feira para romper com o líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO), após se irritar com uma charge divulgada por ele que insinua que o diálogo pretendido por parlamentares seria equivalente a dinheiro.

    Em declaração após o encontro desta quarta, Maia agradeceu a presença de Onyx e voltou a defender o diálogo e o respeito às instituições democráticas como caminho para a superação da crise.

    Afirmou ainda que as palavras do ministro da Casa Civil “são importantes, mostram o respeito do governo pelo Parlamento”.

    Onyx agradeceu, na conversa, a aprovação na noite de terça-feira pela Câmara da medida provisória que retira o limite de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas.

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    Maia promete aliança com Guedes e Alcolumbre por agenda racional 'sem ficar olhando para internet'

    Por Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira que anunciará na próxima semana ou na seguinte uma agenda 'muito racional, muito objetiva' de reestruturação do Estado, em parceria com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e 'sem ficar olhando para a internet'.

    Durante o 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), no Rio de Janeiro, Maia disse que o Congresso confia em Guedes e vê nele um líder das reformas econômicas dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara acrescentou estar firme no compromisso com a agenda econômica liberal de Guedes.

    'Eu e o presidente Davi (Alcolumbre), do Senado, nós decidimos, e vamos realizar junto com os líderes ou na próxima semana ou no início da outra, deixar bem claro para a sociedade que a Câmara e o Senado vão ter uma agenda muito racional, muito objetiva, de reestruturação do Estado brasileiro, e vamos fazer isso juntos com o ministro Paulo Guedes', disse Maia.

    'Nós não vamos ficar olhando para a internet, para essas guerrilhas virtuais... Se a gente for ficar olhando rede social, a gente não faz a Previdência, a gente não melhora educação, não melhora saúde, e eu e o Davi vamos fazer um pronunciamento muito objetivo: nós confiamos no ministro Paulo Guedes, temos nele um líder dessas reformas dentro do governo, e o nosso foco a gente não vai perder.'

    As declarações de Maia, em um evento do qual Guedes também participou, acontecem em um momento em que o governo enfrenta sérias dificuldades em sua articulação política com o Legislativo e também depois de atritos do presidente da Câmara com Bolsonaro por causa de críticas do entorno e de aliados do presidente a Maia em redes sociais.

    'Querem que a gente perca o nosso foco, porque se perder o nosso foco, o nosso Estado continua capturado por corporações públicas e por poucas corporações privadas que nos levam quase 400 bilhões por ano de incentivos fiscais', disse o presidente da Câmara.

    'A agenda que a gente não pode tirar da frente, um objetivo muito claro. Nós temos 13 milhões de brasileiros desempregados, temos 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, nós voltamos a ter fome nesse país', disse.

    'Nós não podemos perder tempo com conversa na diagonal, nossa conversa tem que ser muito objetiva, e é isso que o Congresso Nacional vai deixar muito claro para a sociedade brasileira, se possível já na próxima semana.'

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    Maduro pede ajuda a presidente do Senado para restabelecer relações com o Brasil e abrir fronteira em Roraima

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma carta ao presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em que pede o apoio do parlamentar brasileiro para restabelecer 'uma relação bilateral amistosa e respeitosa' entre os dois países e reabrir a fronteira venezuelana com o Estado de Roraima, segundo cópia da missiva obtida pela Reuters.

    A correspondência foi entregue a Alcolumbre nesta quarta-feira pelo senador por Roraima Telmário Motta (Pros), que se reuniu na segunda-feira com Maduro em Caracas. Telmário é presidente da subcomissão temporária da Venezuela, na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

    O fechamento da fronteira por Maduro vigora desde o dia 23 de fevereiro e impediu a entrada de ajuda humanitária organizada pelos Estados Unidos e apoiada pelo governo de Jair Bolsonaro. Esse bloqueio tem causado perdas diárias milionárias ao comércio na cidade fronteiriça de Pacaraima onde os venezuelanos vinham se abastecer de alimentos e produtos de consumo.

    Na carta a Davi Alcolumbre, com tradução juramentada, Nicolás Maduro inicia dizendo que a Venezuela é ameaçada 'permanentemente pelo governo dos Estados Unidos com uma intervenção militar, ao mesmo tempo em que impõe à nossa economia um severo, arbitrário e injusto bloqueio, com o objetivo de forçar uma mudança de governo pela força'.

    Maduro diz que o presidente Jair Bolsonaro 'lamentavelmente' tem rompido com a tradição de relações de harmonia, fraternidade e respeito mútuo ao adotar 'uma política inamistosa com Venezuela e seu governo constitucional, violando sistematicamente o sagrado princípio de não interferência em assuntos internos dos Estados'.

    SENADO PORTA-VOZ

    O presidente da Venezuela pede que o Senado brasileiro seja porta-voz dos interesses de seu governo para 'restabelecer uma relação bilateral amistosa e respeitosa entre nossas nações'.

    Maduro considerou 'muito positivo' o envio de uma subcomissão do Senado para acompanhar a situação da Venezuela e suas relações com o Brasil, citando o encontro de Telmário com ele e outros integrantes do governo.

    Segundo o líder venezuelano, após a conversa com Telmário, ele decidiu atuar pela 'reabertura dos postos fronteiriços, sob regras claras a ser acordadas entre ambas partes, com um espírito construtivo, de cooperação, de boa vizinhança e de complementação econômica'.

    'Por tal motivo, peço apoio de vossa excelência para estabelecer uma mesa de trabalho binacional, com participação do Senado do Brasil, para concretar as regras de convivência e respeito que nos permitam proceder a reabrir a fronteira, como gesto compartilhado de boa vontade', diz.

    Maduro lembra na carta as vantagens de uma normalização e procura mostra boa-vontade.

    'Tem-me expressado o senador Temário Mota que é de especial interesse para o Estado de Roraima o sano restabelecimento de nosso intercâmbio comercial, econômico, humano e cultural', diz o presidente venezuelano.

    'De igual maneira, ordenei fazer todos os esforços para superar as adversidades que ocasionou o ataque criminal a nosso sistema elétrico nacional, para restituir, no menor prazo possível, nossa cooperação em matéria de energia elétrica com o Estado de Roraima, como sempre tem sido meu desejo. Conte o senhor e o Brasil todo com meu dedicado compromisso nestas decisões', completa.

    Ao final da carta, o presidente da Venezuela reitera ao presidente do Senado e a todas as instituições do Estado brasileiro 'nosso desejo de retornar o caminho das relações bilaterais de cooperação, complementação e respeito mútuo, em benefício de nossos povos'.

    Para ele, 'nenhuma diferença ideológica ou política, pode colocar-se por em cima da paz e a unidade dos povos de nossa América Latina e Caribenha'.

    'Tenho a certeza de que lograremos neutralizar as ambições de guerra e as ânsias de confrontação, para juntos retomar o caminho da harmonia e o desenvolvimento compartilhado de nossos povos irmãos', conclui.

    O encontro de Telmário com Maduro foi alvo de críticas de apoiadores de Bolsonaro. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) divulgou uma carta de repúdio ao considerar 'inaceitável' que um senador brasileiro venha a público prestar apoio ao 'regime criminoso e totalitário' de Maduro.

    'Maduro, com sua política comunista, alcançou seu objetivo: todos os venezuelanos são igualmente miseráveis, desnutridos e desamparados', criticou ela. 'Por fim, reafirmamos nosso apoio à decisão do governo brasileiro em reconhecer Juan Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela.'

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    Presidentes da Câmara e do Senado defendem importância de Bolsonaro liderar Previdência

    Por Eduardo Simões

    CAMPOS DO JORDÃO, São Paulo (Reuters) - Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defenderam nesta sexta-feira, em evento com empresários, a necessidade de uma reforma da Previdência e de o presidente Jair Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento.

    'Eu sempre defendi, como presidente do Senado, a aproximação pessoal do presidente da República especialmente para tratar deste tema da reforma da Previdência', disse Alcolumbre, que saudou a rodada de encontros que Bolsonaro iniciou na quinta-feira com presidentes de partidos e lideranças partidárias.

    'Liderar esse processo, cabe ao presidente da República', acrescentou o presidente do Senado, que defendeu, também, que Bolsonaro deve ouvir mais os políticos, após os três meses iniciais de governo em que Bolsonaro teve atritos e se manteve afastado dos políticos tradicionais.

    Na mesma linha, Maia disse que os parlamentares são sensíveis ao que pensa o eleitorado e, citando uma pesquisa divulgada pela XP Investimentos que apontou que a maioria da população é a favor da reforma, disse que o mesmo levantamento apontou que a maioria das pessoas é contra a idade mínima, um dos pontos-chave do texto enviado pelo governo ao Parlamento.

    Para o presidente da Câmara, o governo tem que tomar a frente também a batalha da comunicação, esclarecendo os principais pontos da reforma.

    Os presidentes das duas Casas do Congresso defenderam ainda uma participação ativa dos governadores dos Estados e do Distrito Federal em defesa da reforma da Previdência, mesmo daqueles que são de partidos de oposição ao governo Bolsonaro.

    'Se essa reforma da Previdência é para o Brasil, todos os governadores de Estados e do Distrito Federal têm que apoiar', defendeu Alcolumbre a jornalistas durante o evento do Lide, grupo empresarial fundado pelo hoje governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    Para o presidente do Senado, os governadores não podem defender publicamente 'da porta para fora' a reforma e, ao mesmo tempo, dentro de seus Estados e 'da porta para dentro' se posicionarem contra a medida.

    Maia, chefe da Casa onde a proposta tramita neste momento, evitou fazer previsões de quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) entregue pessoalmente por Bolsonaro ao Congresso será aprovada.

    'Eu já aprendi como político que dar prazos e dar número de votos sempre dá errado', disse Maia a jornalistas após debater a reforma da Previdência ao lado de Alcolumbre, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

    Para o presidente da Câmara, dar prazos pode gerar frustrações de expectativas desnecessárias quando eles não são cumpridos como previsto.

    CAPITALIZAÇÃO

    Joice, por sua vez, disse ainda esperar que a reforma seja aprovada pelo Congresso ainda no primeiro semestre, ao mesmo tempo que afirmou que 'tudo é negociável' no texto, embora tenha lembrado que a reforma precisará contemplar uma economia da ordem de 1 trilhão de reais em 10 anos.

    'O Congresso é soberano. Pode mexer no que quiser. Agora, cada ação tem uma reação. Cada mexida tem uma matemática que pode ser prejudicial ao cidadão brasileira', disse a líder quando indagada por jornalistas sobre uma declaração dada nesta sexta-feira por Bolsonaro abrindo caminho para negociar a proposta de um regime de capitalização, defendida por Guedes.

    Maia, por sua vez, defendeu o regime de capitalização como 'correto', mas reconheceu que ele precisa ser melhor explicado pelo governo à sociedade e aos parlamentares. O presidente da Câmara fez ainda a avaliação de que é preciso se analisar o melhor momento de se implementar este sistema e afirmou que ele precisa embutir a proteção de uma renda mínima aos que ingressarem nele.

    O regime de capitalização é considerado central pela equipe econômica para a nova Previdência, mas sua implementação efetiva dependerá de regulamentação pelo Congresso após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar as regras das aposentadorias que está em tramitação.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou que não lançará a capitalização se a PEC da Previdência, que muda as regras do regime atual, de repartição, render economia inferior a 1 trilhão de reais em 10 anos.

    Guedes, inclusive, evitou especular quando a reforma será aprovada, mas disse não ser inteligente do ponto de vista político deixar a medida para o segundo semestre, já que ele voltou a prometer, uma 'enxurrada de boas notícias' para prefeitos e governadores após a aprovação da medida.

    'É tanta notícia boa que eu me recuso a acreditar que a classe política vai ficar carregando esse problema um ano, Não é razoável, não é inteligente politicamente', avaliou.

    BPC E APOSENTADORIA RURAL

    Maia, Alcolumbre e até mesmo Guedes sinalizaram um consenso de que as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural devem realmente ser retirados da proposta enviada por Bolsonaro ao Congresso.

    O presidente da Câmara avaliou que o impacto fiscal nas mudanças do BPC são pequenos e disse que o déficit gerado pela aposentadoria rural tem sua origem em fraudes e que uma medida provisória encaminhada pelo Executivo já trata deste tema ao tirar dos sindicatos a responsabilidade pelo registro dos beneficiários.

    'Eu não falei de BPC e aposentadoria rural porque eu acho que esses temas estão quase que excluídos', disse Maia durante sua palestra ao responder porque deixou os dois assuntos de fora ao elencar os temas mais polêmicos da reforma.

    Guedes, por sua vez, reconheceu que a mudança nas regras do BPC é um 'tema super polêmico' e que impacta nas regiões mais pobres, em uma possível sinalização de que este trecho realmente cairá da proposta.

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    Alcolumbre diz que dará celeridade 'possível' a PEC do Orçamento impositivo

    Por Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), disse que se reunirá com lideranças partidárias para dar celeridade “possível” para a Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento impositivo.

    O senador afirmou ainda que a matéria terá seu apoio caso ela descentralize o Orçamento, já que, em sua visão, as emendas parlamentares, cujo pagamento se tornaria obrigatório, são os únicos recursos que chegam na ponta, resolvem os problemas do povo.

    “Naturalmente uma emenda constitucional que possa descentralizar recursos e que possa de fato atender na ponta os brasileiros que mais precisam de recursos, terá e tem o meu maior e irrestrito apoio”, disse Alcolumbre.

    “Eu vou tratar com os líderes agora para a gente tentar dar a celeridade possível e adequada para uma matéria tão importante”, completou.

    A Câmara aprovou na noite da terça-feira a PEC que torna obrigatória a execução de emendas coletivas no Orçamento da União. O movimento, encarado como um recado de insatisfação dos parlamentares com o governo do presidente Jair Bolsonaro, pegou o Executivo de surpresa. Pouco antes da votação, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, dizia que o assunto 'ainda' não preocupava.

    Segundo Alcolumbre, a proposta será analisada no “momento oportuno”. Ele lembrou, inclusive, que na véspera a PEC foi apoiada por parlamentares do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL.

    Alcolumbre negou ainda que tenha recebido qualquer pedido do governo de não dar seguimento à matéria. E não avaliou se a tramitação seria ruim para o governo.

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    Alcolumbre diz que não há votos para Previdência agora, espera votação no Senado antes de recesso

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta sexta-feira que o governo do presidente Jair Bolsonaro ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, mas há um sentimento entre parlamentares favorável à votação da matéria.

    Na avaliação do presidente do Senado, o ponto que mais causa resistência entre os parlamentares com quem conversou são as alterações nas regras de benefícios assistenciais.

    “Hoje, o governo não tem os votos necessários. Hoje. Mas há um sentimento da maioria dos parlamentares de votar a reforma”, disse o presidente do Senado a jornalistas.

    “O que eu tenho escutado dos senadores é a questão do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, relatou. “Isso é uma resistência que eu tenho sentido dos senadores que eu conversei em relação, num primeiro momento, ao texto da reforma.”

    Para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência, a proposta de emenda à Constituição estabelece que ele continuará sendo de 1 salário mínimo para deficientes. Para os demais, o BPC evoluirá ao longo das idades: a partir dos 60 anos, o benefício será de 400 reais, subindo a 1 salário mínimo aos 70 anos. Hoje, 1 salário mínimo é pago aos idosos a partir de 65 anos.

    Segundo Alcolumbre, o governo entrará em campo para negociar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e precisa articular sua base, o que envolve conversas com partidos, deputados e senadores.

    “Existe o sentimento, senadores e deputados querem votar a reforma por conta do sentimento que estamos vivendo, mas o governo tem que se articular politicamente, buscar as lideranças, os partidos e os parlamentares para garantir o voto mínimo necessário”, afirmou.

    Para aprovar a PEC da Previdência, são necessários os votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação e, posteriormente, o apoio de 49 dos 81 senadores também em duas rodadas.

    CELERIDADE

    Alcolumbre estimou que, se a Câmara enviar a PEC da Previdência ao Senado no final de abril, os senadores podem analisar a proposta em junho e a votação da matéria estaria concluída antes do recesso parlamentar do meio do ano.

    “Eu acho que aprova até junho, no primeiro semestre. Se vier da Câmara em abril, eu acho que a gente entra no recesso de julho com a reforma aprovada”, estimou.

    Uma forma de conseguir cumprir esse prazo, argumenta, seria a formação de uma comissão do Senado para acompanhar a tramitação da reforma na Câmara dos Deputados e acelerar o rito da matéria quando ela chegar ao Senado. O relator desse grupo de senadores será também o relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado.

    Alcolumbre decidirá o formato da comissão na próxima terça-feira em reunião com líderes de bancada.

    “Eu acho que pode dar celeridade. Se essa proposta vai tramitar na Câmara por dois ou três meses, a gente pode adiantar em 30 dias com esse acompanhamento, porque o Senado vai estar debatendo junto com a Câmara todos os pontos polêmicos”, disse.

    INVESTIGADOS

    Um dia depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir enviar uma investigação criminal sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e no mesmo dia de o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ser alvo de uma operação da Polícia Federal, Alcolumbre disse que não cabe a ele acusar ninguém. (Full Story) (Full Story)

    'Se existe uma investigação... contra um parlamentar, senador ou deputado, as instituições estão cumprindo o seu papel', disse.

    'Não posso, como presidente do Senado, acusar um senador, eu posso, como presidente do Senado, pedir que os senadores tenham postura de senadores, trabalhem pelo Brasil.'

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    Senadores não necessariamente aprovarão a reforma da Previdência do governo, diz Alcolumbre

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), transmitiu nesta sexta-feira ao presidente Jair Bolsonaro a mensagem que a Casa está aberta a discutir a reforma da Previdência, mas não necessariamente irá aprovar o texto a ser enviado pelo governo no próximo dia 20.

    Segundo Alcolumbre, que se reuniu com Bolsonaro nesta manhã, deve ser criada uma subcomissão do Senado para acompanhar as discussões da proposta enquanto ela tramitar na Câmara.

    “Eu falei para ele (Bolsonaro) o que estou declarando na imprensa: eu sinto que o Senado está disposto a ajudar o Brasil. A conversa com os senadores sempre foi a mesma, eles querem ajudar o país, mas querem debater a reforma”, disse Alcolumbre a jornalistas.

    “O Senado vai debater democraticamente, com a autoridade do Senado, que é a autoridade constituída pelo voto popular de debater a proposta. Então, não necessariamente o Senado vai aprovar o que o governo manda, não é só nessa matéria, todas as outras”, acrescentou.

    O senador relatou ter informado o presidente que o “sentimento de aprovar a reforma é gigantesco”, mas será aprovado um texto que “os senadores entenderem como uma reforma boa para o Brasil”.

    O presidente do Senado explicou que conversará com a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, senadora Simone Tebet (MDB-MS), sobre a criação da subcomissão no colegiado, na intenção de acompanhar a tramitação da proposta na Câmara e eventualmente fazer sugestões.

    “Eu acho importante isso para a gente queimar etapas dentro da discussão”, disse o senador. “A matéria vai chegar no Senado bem arredondada para a gente dar a nossa opinião e votar a matéria”, afirmou Alcolumbre, que acredita na possibilidade de votação da reforma ainda no primeiro semestre.

    BEBIANNO

    Sobre a crise com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, em caso envolvendo a distribuição de recursos para candidaturas acusadas de serem de fachada no período que presidiu o PSL, Alcolumbre afirmou que a “crise é do governo” e que o mesmo deve buscar uma solução.

    O senador tentou não opinar sobre declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na véspera alertou para o risco de o caso contaminar as discussões sobre a reforma da Previdência, mas disse não acreditar que a crise trave o andamento da proposta.

    “Acho que não (trava). Eu acho que os parlamentares, volto a repetir para vocês, eu estou falando pelo Senado, eu tenho conversado com muitos senadores nesse processo e os senadores têm o sentimento de aguardar a reforma para debater com a sociedade para votar a reforma.”

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Mourão diz que vitória de Alcolumbre foi 'excelente trabalho' de Onyx

    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, creditou nesta segunda-feira ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) na eleição para a presidência do Senado, e comemorou o resultado das eleições para o comando das duas casas do Congresso.

    'Os dois resultados foram muito bons, agora vamos aguardar o começo dos trabalhos', disse Mourão a jornalistas. Questionado sobre a vitória de Alcolumbre, o vice-presidente afirmou: 'Foi um excelente trabalho do ministro Onyx, muito bem feito. Ele está de parabéns.”

    Alcolumbre foi eleito presidente do Senado no início da noite de sábado, em primeiro turno, após uma eleição que começou na véspera sob forte beligerância e que teve uma reviravolta com a decisão do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de renunciar à candidatura.

    Renan renunciou após o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, ter revelado voto em Alcolumbre. O senador do DEM foi eleito com 42 votos, um a mais do que o mínimo necessário para ganhar o pleito já na primeira etapa, e ocupará a presidência da Casa até 2021.

    Com a eleição de Alcolumbre, o DEM se fortalece ainda mais: o partido terá os presidentes do Senado e da Câmara, com a reeleição na véspera de Rodrigo Maia (RJ), e ainda os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; da Agricultura, Tereza Cristina, e da Saúde, Luiz Mandetta.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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