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    Amazon atinge US$1 tri em valor de mercado em ritmo para ultrapassar Apple

    (Reuters) - A Amazon nesta terça-feira se juntou à Apple ao se tornar a segunda empresa listada nos Estados Unidos a atingir 1 trilhão de dólares em valor de mercado, após o preço das ações mais que dobrar no ano, conforme a empresa cresce rapidamente no varejo e na computação em nuvem.

    Se os ganhos de participação da varejista online mantiverem o ritmo, seria uma questão de tempo para o valor de mercado da Amazon superar o da fabricante de iPhones, que chegou a 1 trilhão de dólares em 2 de agosto.

    A Apple levou quase 38 anos como uma empresa de capital aberto para atingir a marca de 1 trilhão de dólares, enquanto a Amazon atingiu esse patamar em 21 anos.

    Embora o iPhone e outros dispositivos da Apple continuem populares e suas receitas estejam crescendo, a fabricante não está acompanhando o crescimento explosivo das vendas da Amazon.

    A Amazon impressionou os investidores ao se diversificar para praticamente todos os segmentos da indústria de varejo, alterando a forma como consumidores compram produtos e colocando grande pressão em muitas lojas físicas.

    'Isso diz muito sobre a Amazon e seu domínio cada vez maior de segmentos do mundo varejista, bem como dos negócios de serviços em internet', disse Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel. 'Ela tem uma pequena participação no mercado mundial de vendas no varejo, então ainda resta muito para capturar lá'.

    A Amazon também fornece serviços de transmissão de vídeo e comprou a rede de supermercados Whole Foods. Além disso, os negócios de computação em nuvem para empresas se tornaram o principal gerador de lucro para companhia.

    'A Amazon é um pouco mais dinâmica que a Apple porque o iPhone se tornou mais maduro. O negócio em nuvem da Amazon é um fator de crescimento extra que a Apple não possui', disse Daniel Morgan, gerente de portfólio da Synovus Trust.

    No segundo trimestre, a unidade respondeu por 55 por cento da receita operacional da Amazon e por 20 por cento da receita total, de acordo com Morgan.

    As ações da Apple começaram a ser negociadas em dezembro de 1980, mas não decolararam por mais de 25 anos, até a criação do iPhone.

    A Amazon cruzou a marca de 2 mil dólares por ação pela primeira vez em 30 de agosto, depois de dobrar seu preço em apenas 10 meses. As ações da empresa chegaram a 1 mil dólares pela primeira vez em 30 de maio de 2017.

    As ações da Amazon subiram 74,5 por cento no ano até o momento. Em comparação, a Apple subiu cerca de 35 por cento em 2018.

    Analistas esperam que a receita da Apple aumente 14,9 por cento em seu ano fiscal que termina em setembro, segundo dados da Thomson Reuters, um aumento robusto, mas ainda muito aquém do crescimento esperado de 32 por cento para receita da Amazon em 2018.

    (Reportagem de Sinéad Carew e Noel Randewich)

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    Ações da Amazon batem recorde após lucro alcançar US$2 bi pela 1ª vez

    (Reuters) - As ações da Amazon.com subiram 4 por cento e atingiram o nível mais alto da história da companhia nesta sexta-feira, depois que o lucro da gigante do varejo online ter alcançado 2 bilhões de dólares pela primeira vez, impulsionado pela melhor margem operacional em 13 anos.

    Analistas em Wall Street aplaudiram a força generalizada nos resultados e ignoraram a decisão do varejista de frear seu crescimento vertiginoso de receita para ampliar o lucro.

    Às 11:14, as ações da Amazon subiam 2 por cento, a 1.844 dólares, depois de avançarem mais cedo 3,99 por cento a 1.880 dólares.

    Pelo menos 16 corretoras aumentaram o preço-alvo para as ações das Amazon, com vários dizendo que os altos níveis de lucratividade podem ser um novo padrão para a empresa.

    A corretora Oppenheimer fez o movimento mais agressivo, elevando o preço-alvo para a ação em 380 dólares para 2.130 dólares, superando o preço-alvo médio de 2.100 dólares.

    'O que estamos esperando há muitos anos está finalmente acontecendo, uma expansão significativa das margens', disseram analistas da Macquarie Research em uma nota.

    A Amazon Web Services (AWS), que lida com dados e computação em nuvem para grandes empresas, permaneceu como a maior geradora de receita da empresa sediada em Seattle, respondendo por 55 por cento do faturamento operacional total.

    Os resultados da Amazon também foram um alívio para os investidores do setor no setor de tecnologia dos Estados Unidos, ainda abalados com a queda abrupta das ações do Facebook após um alerta no início da semana sobre o lucro futuro da empresa.

    'Nesta confusa temporada de resultados, a Amazon se destaca como uma das empresas de maior desempenho', disseram analistas da SunTrust.

    'A força de base ampla de clientes nos sugere que a Amazon está atingindo a margem indescritível que os investidores esperavam, impulsionados por AWS e publicidade.'

    A empresa, que começou inicialmente como uma vendedora de livros online em 1994, agora ganha receita com a venda de produtos não relacionados ao seu negócio original.

    Dos 48 analistas que cobrem as ações, 46 têm uma classificação de 'compra', enquanto apenas 2 recomendem 'manutenção'.

    As ações da Amazon subiram mais de 54 por cento desde o início do ano. Com um valor de mercado de 916,97 bilhões de dólares, a Amazon está competindo com Apple e Alphabet para ser a primeira empresa listada de 1 trilhão de dólares do mundo.

    (Por Vibhuti Sharma, Akanksha Rana e Aniruddha Chakrabarty em Bangalore, Índia)

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    EXCLUSIVO-Amazon.com conversa com Natura e Boticário para vender cosméticos no Brasil, dizem fontes

    Por Gram Slattery e Jeffrey Dastin

    SÃO PAULO (Reuters) - A Amazon.com está recrutando importantes empresas brasileiras de cosméticos como o Grupo Boticário e a Natura para vender seus produtos na plataforma logística que está desenvolvendo no Brasil, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com o assunto, ensaiando uma entrada no quarto maior mercado de beleza do mundo.

    A Amazon está disposta a abocanhar uma parte dos quase 30 bilhões de dólares gastos em maquiagem, tratamentos de cabelo e outros itens de cuidados pessoais no Brasil, um mercado que fica atrás somente dos Estados Unidos, da China e do Japão.

    A agressiva incursão da gigante de ecommerce em cosméticos no país, menos de um ano após ter expandido sua atuação além de livros e streaming de vídeos na maior economia da América Latina, transforma o roteiro habitual da companhia.

    Em outros mercados, a Amazon se concentrou em produtos de beleza décadas após se estabelecer em segmentos relevantes como eletrônicos, brinquedos e itens domésticos.

    Procurada pela Reuters, a Amazon disse que nos últimos cinco anos, desde o lançamento da Amazon.com.br, realizamos centenas de reuniões com potenciais vendedores e fornecedores sobre seus negócios no Brasil e possíveis planos futuros , acrescentando que a companhia não especula sobre os planos futuros.

    Nem a Natura nem o Boticário responderam aos pedidos de comentários.

    Uma parceria com a Amazon aceleraria a abordagem cautelosa das principais empresas brasileiras de cosméticos em relação ao ecommerce, enquanto tentam proteger as margens de lucro e as relações de longa data com tradicionais canais de venda.

    A Natura vinha relutando em modificar sua rede de mais de 1 milhão de consultoras para venda direta, atendo-se a um modelo de negócios iniciado pela Avon Products.

    Em 2014, a Natura começou a oferecer aos vendedores independentes ferramentas para permitir compras online, que agora respondem por menos de 4 por cento do total de vendas.

    Uma fonte com conhecimento direto dos planos da Natura disse que a companhia se reuniu na semana passada com a Amazon, mas que ainda estava avaliando a proposta.

    O Grupo Boticário, de capital fechado, contou com franqueados para montar uma rede de cerca de 4 mil lojas. A empresa agora pode vender produtos sem marca própria por meio das plataformas da Amazon no Brasil, assim como a fabricante de maquiagens Revlon, disse uma das fontes, que pediu anonimato porque as discussões ainda estão em andamento.

    A pessoa disse que as conversas entre as companhias começaram bem recentemente e que o Grupo Boticário não queria vender produtos de marca própria nas plataformas da Amazon por enquanto .

    Até o momento, a Amazon dependia de terceiros vendendo os próprios produtos por meio do seu site, mas várias medidas este ano sugerem que a companhia está intensificando a presença logística no país.

    Em fevereiro, a Reuters reportou que a Amazon estava buscando locar um galpão perto de São Paulo, em um sinal de que poderia em breve se encarregar da distribuição de produtos vendidos em seu site brasileiro.

    Em abril, a Reuters noticiou também que a gigante norte-americana estava em conversas com a companhia aérea brasileira Azul para o envio de mercadorias para todo o país, à medida que estrutura uma grande rede de distribuição no Brasil.

    (Reportagem adicional de Gabriela Mello)

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