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    Procuradores dos EUA obtêm indiciamento contra Assange, revela documento de tribunal

    Por Mark Hosenball

    WASHINGTON (Reuters) - Procuradores dos Estados Unidos obtiveram um indiciamento sigiloso contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, cujo site publicou milhares de documentos confidenciais do governo norte-americano, mostrou um documento de um tribunal federal na quinta-feira.

    O documento, que procuradores disseram ter sido registrado por engano, pede a um juiz que torne sigilosos documentos de um caso criminal sem relação com Assange e tem marcas que indicam que foi registrado originalmente em uma corte de Alexandria, na Virgínia, em agosto.

    Uma fonte a par do assunto disse que o documento obteve sigilo inicialmente, mas foi aberto nesta semana por motivos que ainda não estão claros no momento.

    No Twitter, o Wikileaks disse que 'aparentemente foi um erro de copiar e colar'.

    Autoridades dos EUA não quiseram comentar a exposição do documento sobre um indiciamento sigiloso de Assange, que enfrenta acusações desconhecidas.

    O documento é parte de um caso criminal sem relação envolvendo um homem de 29 anos acusado de seduzir uma menina de 15 anos. O juiz do caso em questão escreveu em um memorando de detenção que o acusado, Seitu Sulayman Kokayi, 'mostrou um interesse substancial em atos terroristas'.

    A Reuters não conseguiu descobrir detalhes de contato de Kokayi de imediato.

    Mas Joshua Stueve, porta-voz da procuradoria que registrou o documento, disse à Reuters: 'O registro no tribunal foi um engano. Aquele não era o nome pretendido para este registro'.

    A Reuters não conseguiu contatar Assange ou seus advogados de imediato para obter comentários.

    Os procuradores pretendiam manter as acusações confidenciais até depois da prisão de Assange, mostra o documento, dizendo que a medida era essencial para impedir que ele fugisse ou evitasse uma prisão ou extradição decorrente do caso.

    Qualquer procedimento 'que não seja torná-lo sigiloso não protegerá adequadamente as necessidades da aplicação da lei neste momento porque, devido à sofisticação do acusado e da publicidade que cerca o caso, é improvável que algum outro procedimento mantenha confidencial o fato de que Assange foi acusado', disse o documento.

    Autoridades dos EUA já haviam admitido que procuradores federais de Alexandria vêm conduzindo uma investigação criminal prolongada sobre o Wikileaks e seu fundador.

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    EXCLUSIVO-Equador não intervirá mais com Reino Unido por Assange, diz chanceler

    Por Alexandra Valencia

    QUITO (Reuters) - O Equador não pretende intervir mais com o governo britânico em favor do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, nas conversas a respeito de sua situação como asilado na embaixada do país em Londres, disse o ministro de Relações Exteriores equatoriano na terça-feira.

    O chanceler José Valencia disse em uma entrevista à Reuters que a única responsabilidade do Equador é zelar pelo bem estar de Assange, depois que o australiano processou o Equador por causa das novas condições de seu asilo na embaixada londrina.

    'O Equador não tem a responsabilidade de adotar mais nenhuma medida', disse Valencia. 'Não somos os advogados do senhor Assange, nem somos representantes do governo britânico. Esta é uma questão a ser resolvida entre Assange e o Reino Unido'.

    O Escritório para Relações Exteriores e a Comunidade Britânica não respondeu de imediato a emails pedindo comentários depois do horário comercial.

    Greg Barns, um advogado australiano que aconselha Assange, disse em um email que 'desdobramentos no caso nos últimos tempos' mostraram a necessidade de o governo da Austrália intervir para auxiliar 'um de seus cidadãos que enfrenta um perigo real'.

    Essa posição marca um rompimento com a atitude anterior do Equador de manter um diálogo com as autoridades britânicas a respeito da situação de Assange desde que lhe concedeu asilo em 2012, quando ele se refugiou em sua embaixada em Londres depois que tribunais britânicos ordenaram sua extradição à Suécia para ser interrogado em um caso de assédio sexual.

    O caso foi descartado desde então, mas amigos e apoiadores disseram que agora Assange teme ser preso e eventualmente extraditado aos Estados Unidos se deixar a embaixada.

    O WikiLeaks, que publicou segredos diplomáticos e militares dos EUA quando Assange administrava a operação, é alvo de uma investigação de um grande júri norte-americano.

    Valencia disse estar 'frustrado' com a decisão de Assange de entrar com um processo em uma corte equatoriana na semana passada em reação aos novos termos de seu asilo, que exigem que ele pague por despesas médicas e telefônicas e limpe a sujeira de seu gato.

    'Não existe nenhuma obrigação em acordos internacionais de que o Equador pague por coisas como a lavagem das roupas do senhor Assange', afirmou.

    O presidente do Equador, Lenín Moreno, disse que o asilo não pode ser eterno, mas expressou preocupação com a possibilidade de Assange ser extraditado aos EUA.

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    Nunca aprovei as atividades do Wikileaks, diz presidente do Equador

    Por Sonya Dowsett

    MADRI (Reuters) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, disse nesta sexta-feira que nunca apoiou as atividades de vazamento lideradas pelo fundador do Wikileaks, Julian Assange, indicando o desejo de seu governo de acabar com a longa estadia de Assange em sua embaixada de Londres.

    Moreno confirmou uma reportagem de 15 de julho do jornal londrino Sunday Times segundo a qual o Equador e o Reino Unido estão conversando para tentar encerrar a estadia de Assange na embaixada, onde o ativista conseguiu se asilar em 2012.

    O presidente do Equador disse que uma eventual retirada de Assange da representação diplomática teria que ser feita corretamente e por meio de um diálogo, mas não mostrou simpatia pela agenda política de Assange como vazador de documentos confidenciais.

    'Jamais fui a favor da atividade do senhor Assange', disse Moreno durante um evento em Madrid.

    O australiano Assange buscou refúgio na embaixada equatoriana para evitar uma extradição à Suécia, onde seria interrogado a respeito de alegações de crimes sexuais que sempre negou.

    As alegações foram descartadas desde então, mas Assange seria preso pela polícia britânica se deixasse a embaixada por violar os termos de sua condicional.

    Assange acredita que isso abriria caminho para uma extradição aos Estados Unidos, onde é buscado pela publicação de uma grande quantidade de segredos diplomáticos e militares dos EUA no site WikiLeaks.

    Moreno se pronunciou em Madri, onde se encontrou com o rei Felipe e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, após uma visita de três dias ao Reino Unido.

    Quando indagado se conversou com o governo britânico sobre Assange em sua visita recente, Moreno respondeu que os dois países mantêm contato permanente a respeito do assunto.

    'A única pessoa com a qual nunca conversei é o senhor Assange', acrescentou.

    O impasse diplomático sobre a permanência de Assange na representação equatoriana está chegando ao fim, disse uma fonte próxima do criador do Wikileaks na segunda-feira.

    Mas fontes dos governos britânico e equatoriano minimizaram as insinuações de qualquer ação iminente para romper o impasse.

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