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    Após irmão ser enterrado, Lula decide não encontrar família mesmo autorizado pelo STF

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não deixar a prisão em Curitiba para encontrar familiares em São Bernardo de Campo, apesar de decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu a ida do petista ao ABC Paulista para se reunir com familiares após a morte de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, cujo corpo foi enterrado pouco depois da decisão do STF.

    O presidente do STF, Dias Toffoli, havia autorizado Lula a se reunir com familiares, mas rejeitou pedido da defesa para que ele pudesse ir ao enterro do irmão. Toffoli apontou em sua decisão que o corpo de Vavá, morto na terça-feira por conta de um câncer, poderia ser levado a uma unidade militar. O sepultamento, entretanto, estava marcado para às 13h e ocorreu pouco depois da decisão do Supremo.

    Ao informar o presidente do STF da decisão do ex-presidente, a defesa afirmou que a decisão chegou a Lula depois que seu irmão já havia sido enterrado.

    'Diante disso e por entender que o encontro com seus familiares horas após o sepultamento de seu irmão em uma unidade militar, na forma consignada na referida decisão, terá o condão de agravar o sofrimento já bastante elevado de seus membros, o peticionário informou à sua defesa técnica que não tem o desejo de realizar o deslocamento nesta oportunidade', diz o documento.

    Um dos advogados do ex-presidente, Manoel Caetano Ferreiro, que visitou Lula nesta quarta, afirmou que a hora em que a decisão de Toffoli foi tomada, tornou-se inviável que fosse cumprida.

    'O presidente não concordaria em se reunir com sua família em um quartel. Ele disse isso claramente, seria um vexame, um desrespeito com a família que ele fosse se encontrar com eles em um momento como esse em um quartel', disse o advogado, lembrando que a família de Lula o visita toda quinta-feira.

    Em nota, o PT classificou de 'crueldade' a decisão judicial que terminou por impedir que Lula fosse ao enterro de Vavá, lembrou que há previsão legal para a autorização e que o ex-presidente, preso durante a ditadura militar, pôde deixar a prisão naquela época para acompanhar o enterro de sua mãe.

    'Negar-lhe, por ação, protelação ou omissão, o direito de compartilhar, com a família e os amigos, as despedidas ao irmão mais velho é um gesto mesquinho, além de ilegal, que reforça sua condição de preso político, vítima de odiosa armação jurídica', diz o texto.

    IMPOSSIBILIDADE

    Em sua decisão, Toffoli disse ter recebido informações da Polícia Federal de que não havia tempo hábil para que Lula fosse ao local do sepultamento no horário marcado. Isso, destacou, 'impossibilita o acolhimento do pedido'.

    'Além disso, há informações da autoridade policial aportadas aos autos, em especial aquela emanada da Diretoria de Inteligência da PF sobre o risco quanto à segurança dos presentes e dos agentes públicos mobilizados, mormente se levado em conta as notícias veiculadas em redes sociais sobre a convocação de militantes para comparecerem a São Bernardo do Campo, o que corrobora as informações da inteligência policial', destacou.

    Contudo, o presidente do STF afirmou que é um 'dever indeclinável do Estado' prestar assistência ao preso, citando previsão legal. Por isso, ele decidiu conceder um habeas corpus de ofício para permitir Lula a se 'encontrar exclusivamente com os seus familiares, na data de hoje, em unidade militar na região', inclusive com a possibilidade do corpo do falecido 'ser levado à referida unidade militar, a critério da família'.

    'Fica assegurada a presença de um advogado constituído e vedado o uso de celulares e outros meios de comunicação externo, bem como a presença de imprensa e a realização de declarações públicas. Essas medidas visam garantir a segurança dos presentes, do requerente, e dos agentes públicos que o acompanharem', acrescentou Toffoli.

    O presidente do STF determinou às autoridades competentes que fornecessem 'todos os meios necessários para viabilizar o cumprimento da decisão' e determinou a comunicação, com urgência, ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ao diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e à procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

    A autorização de Toffoli ocorreu após o ex-presidente --que cumpre pena desde abril do ano passado após condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP)-- ter tido pedidos semelhantes rejeitados pela Polícia Federal, onde está detido, pela Justiça Federal do Paraná e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

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    Reforma da Previdência será apresentada a Bolsonaro até domingo, diz Onyx

    BRASÍLIA (Reuters) - A proposta de reforma da Previdência será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro até domingo, afirmou na noite desta terça-feira o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, esquivando-se de dar mais detalhes sobre as regras em estudo.

    Falando a jornalistas após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Onyx reforçou que a ideia é que Bolsonaro use a viagem ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para discutir o tema e poder bater o martelo sobre o texto na volta.

    'O ministro Paulo Guedes vai acompanhá-lo nessa viagem a Davos, de tal forma que eles vão poder discutir para, na volta de Davos, ainda antes da cirurgia, o presidente poder dar o sinal verde para que as equipes técnicas concluam o processo da reforma e a gente possa apresentar ao Congresso', afirmou.

    O Fórum Econômico Mundial acontecerá entre os dias 22 e 25 de janeiro.

    Questionado sobre mais detalhes da reforma e sobre a possibilidade de militares e políticos também serem afetados pelo aperto nas condições de concessão de aposentadorias, o ministro disse não poder falar.

    Nesse sentido, ele se limitou a apontar que a proposta contará com a introdução do sistema de capitalização, mas com condições distintas das já implementadas em outros países do mundo.

    'O futuro sistema vai ser de capitalização, isso o ministro Paulo Guedes já falou inúmeras vezes. Agora vão ter questões muito diferentes das que foram feitas em outros países, mas com base na experiência internacional, que é sólida e que vai nos dar condição de ter um regime para o futuro absolutamente seguro para o Brasil', disse.

    Reiterando as poucas informações já tornadas públicas pelo atual governo sobre a reforma, Onyx afirmou que o texto contará com um 'remendo' no atual sistema, de repartição, além da oferta de um novo caminho, de capitalização.

    'Nós estamos com esses dois pilares bem construídos, eles estão agora dando os toques finais nesse processo para que até domingo a gente possa apresentar ao presidente', disse.

    Apesar do governo ainda não ter esclarecido os termos da reforma que defenderá e de seguir jogando essa definição para frente, Onyx garantiu aos jornalistas que há 'absoluto consenso' entre as equipes sobre o tema.

    Quanto à medida provisória contra fraudes no sistema previdenciário, que chegou a ser prometida para esta semana, Onyx sinalizou que ela poderá ficar para depois da viagem a Davos, em função de 'detalhes e ajustes' ainda não finalizados.

    'Estamos todos nos esforçando para que ele (Bolsonaro) possa assinar antes de viajar, mas não será surpresa se for depois da viagem', disse.

    (Por Marcela Ayres)

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    Battisti chega à Itália; Salvini agradece empenho de Bolsonaro

    Por Antonio Denti e Angelo Amante

    ROMA (Reuters) - O ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti chegou a Roma nesta segunda-feira após ser expulso da Bolívia, seu último esconderijo, quase quatro décadas após ter fugido de uma prisão italiana.

    Battisti, de 64 anos, foi condenado à revelia à prisão perpétua por seu envolvimento em quatro assassinatos --dois policiais, um joalheiro e um açougueiro-- nos anos 1970 como membro do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo.

    O governo italiano recebeu com entusiasmo a notícia da prisão de Battisti no fim de semana em Santa Cruz de la Sierra, maior cidade da Bolívia. Tanto o ministro do Interior quanto da Justiça aguardavam quando o avião que transportava o ex-fugitivo aterrissou no aeroporto Ciampino.

    'É um dia que esperamos há 37 anos', disse o ministro do Interior, Matteo Salvini, de extrema-direita, chamando Battisti de 'assassino, delinquente, covarde, que nunca pediu perdão'.

    O ex-guerrilheiro admite ter sido membro do grupo, mas nega ter assassinado qualquer pessoa.

    O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta segunda-feira um telefonema de Salvini, agradecendo o empenho do governo brasileiro no caso Battisti, segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

    Salvini, segundo a nota, ressaltou na conversa por telefone que 'sem a intervenção do presidente Bolsonaro a extradição não teria se concretizado e que o presidente brasileiro tem excelente imagem junto ao povo italiano'.

    'Para o presidente Bolsonaro, a conclusão do caso Battisti é um grande sinal que o Brasil dá de que não aceitará mais criminoso travestido de perseguido político, assim como simboliza o fim da impunidade nacional e internacional', diz a nota.

    PROMESSA

    Depois de fugir em 1981, ele morou na França e mudou-se para o Brasil para evitar a extradição. Battisti, que tem um filho brasileiro de 5 anos, morou no Brasil com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro havia prometido devolver Battisti à Itália. Em dezembro, o presidente Michel Temer assinou a extradição do italiano, o que o levou a fugir para a Bolívia.

    O ex-militante comunista foi encontrado na Bolívia, onde entrou ilegalmente, e preso no sábado por uma equipe da Interpol.

    'Com ao menos quatro assassinatos em sua consciência, (Battisti) viveu bem entre Paris e o Rio de Janeiro por muitos anos, graças também à cumplicidade de governos estrangeiros', disse Salvini em uma entrevista à TV RAI.

    Battisti, que se tornou um escritor de livros de crime de sucesso durante seu tempo em fuga, disse no ano passado que temia ser torturado e morto se fosse mandado de volta à Itália.

    (Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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    Maduro assume segundo mandato na Venezuela, EUA denunciam “usurpação” de poder

    Por Vivian Sequera e Mayela Armas

    CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, iniciou nesta quinta-feira um segundo mandato que durará até 2025, desafiando um crescente cerco diplomático, liderado pelos Estados Unidos, que considera sua reeleição uma “usurpação ilegítima” do poder.

    Durante a cerimônia oficial, Maduro relembrou Simón Bolívar e seu mentor político, o falecido ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, em uma sala repleta de funcionários, chefes militares e alguns convidados internacionais, como os presidentes da Nicarágua, Cuba, Bolívia, El Salvador e da Ossétia do Sul.

    “Juro pelo libertador Simón Bolívar e pelos exércitos libertadores da nossa América, juro pelo legado de nosso amado comandante Hugo Chávez... que cumprirei e farei cumprir todas as premissas da Constituição”, disse o governante de 56 anos, com a mão esquerda levantada em frente ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça,  Maikel Moreno.

    Maduro prestou o juramento ante o Supremo Tribunal do país porque a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, foi destituída de seus poderes desde que o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) perdeu controle do Legislativo em 2016, uma medida que reforçou as críticas contra o presidente de governar com um estilo autocrático.

    Para os líderes de oposição, a cerimônia desta quinta-feira retratou Maduro internacionalmente como um ditador, após eleições em maio do ano passado que foram boicotadas pela maior parte das legendas de oposição devido à falta de garantias legais e consideradas como uma farsa por diversos países.

    Entretanto, com o apoio das Forças Armadas, uma oposição fragmentada que não consegue se articular e uma campanha severa contra adversários ideológicos, Maduro enfrenta poucos obstáculos em casa, apesar dos baixos níveis de aprovação.

    O governo Maduro enfrenta um isolamento diplomático com sanções da União Europeia e dos Estados Unidos. Além disso, países da região que fazem parte do Grupo de Lima já disseram que não reconhecerão o novo mandato.

    Poucos minutos após a posse, o governo do Paraguai anunciou que estava rompendo as relações diplomáticas com a Venezuela.

    O Departamento de Estado dos Estados Unidos condenou a “usurpação ilegítima” do poder por parte de Maduro e disse que continuará usando toda a sua capacidade econômica e diplomática para pressionar pela restauração da democracia no país.

    “É hora de a Venezuela começar um processo de transição que possa restaurar a ordem democrática e constitucional, realizando eleições livres e justas que respeitem a vontade do povo venezuelano”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em comunicado.

    Em discurso após o juramento, Maduro garantiu ser “um presidente democrata, de verdade, profundo e com cultura de base”.

    Os venezuelanos sofrem com uma recessão que já dura cinco anos e hiperinflação astronômica que resulta na escassez de produtos básicos, frequentes cortes nos serviços de luz e água, ausência de transporte público e de fornecimento de gás de cozinha.

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    Nissan vai demitir Carlos Ghosn em meio a acusações de fraude

    Por Chris Gallagher e Elaine Lies

    TÓQUIO (Reuters) - A Nissan Motor disse vai demitir o presidente do conselho de administração Carlos Ghosn, que foi preso nesta segunda-feira, após alegações de que ele usou dinheiro da empresa para uso pessoal e cometeu outros atos graves de fraude financeira.

    O executivo é uma das figuras mais conhecidas da indústria automotiva mundial e foi responsável por resgatar a montadora japonesa de uma grave crise financeira anos atrás.

    Ghosn, que também é presidente do conselho de administração e presidente-executivo da Renault, parceira francesa da Nissan, é acusado também de declarar valores menores que os pagos a ele pelo grupo.

    A montadora japonesa informou que, com base em um relatório de denúncias, estava investigando possíveis práticas ilegais por Ghosn e pelo diretor-representante Greg Kelly por vários meses, e que estava cooperando totalmente com os investigadores.

    'A investigação mostrou que, durante muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly relataram valores de remuneração no relatório de valores mobiliários da Tokyo Stock Exchange que eram menores do que a quantia real, para reduzir a quantia divulgada da remuneração de Carlos Ghosn', disse a Nissan em um comunicado.

    Nem Ghosn nem Kelly puderam ser contatados para comentar.

    A Nissan informou que concederá uma entrevista ainda nesta segunda-feira sobre a situação, e que o presidente-executivo, Hiroto Saikawa, vai propor ao conselho da montadora que remova Ghosn e Kelly.

    AÇÕES CAEM

    As ações da Renault chegaram a cair 13 por cento em Paris, entre as que apresentaram pior desempenho na Europa. Às 11h20, os papéis tinham baixa de 10,3 por cento.

    A saída de Ghosn, 64 anos, deve levantar questões sobre o futuro da aliança que ele pessoalmente moldou e se comprometeu a consolidar e aprofundar, antes de finalmente se afastar de sua liderança operacional.

    'A reação inicial ao preço das ações mostra como ele é fundamental', disse o analista do Citigroup, Raghav Gupta-Chaudhary, na segunda-feira.

    A atual estrutura de alianças há muito desvalorizou as ações da Nissan detidas indiretamente pelos investidores da Renault, acrescentou.

    'Ghosn é visto como crítico para o desbloqueio de valor.'

    INVERSÃO DE MARCHA

    As notícias chocaram o Japão, onde Ghosn, um raro executivo de alto escalão estrangeiro, é bem visto por ter tirado a Nissan da beira da falência.

    O jornal Asahi informou em seu site que os promotores japoneses começaram a revistar os escritórios da sede da Nissan e outros locais na noite de segunda-feira.

    Os porta-vozes da Renault e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors não retornaram imediatamente as ligações e mensagens em busca de comentários sobre os relatórios de detenção.

    Nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, Ghosn iniciou sua carreira na Michelin na França, seguindo para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a Renault comprou uma participação controladora e se tornou presidente-executivo em 2001. Ghosn permaneceu nesse posto até o ano passado.

    Em junho, os acionistas da Renault aprovaram a remuneração de Ghosn de 7,4 milhões de euros para 2017. Além disso, ele recebeu 9,2 milhões de euros em seu último ano como presiente-executivo da Nissan.

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    Médico diz que cabe a Bolsonaro decidir sobre participação em debates

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O médico Antonio Macedo, um dos responsáveis pelo atendimento ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira que cabe ao presidenciável e sua equipe decidirem sobre participar ou não de atos de campanha e debates na televisão no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, após avaliação clínica apontar boa evolução do ex-capitão.

    “Ele que decide, nós fazemos apenas a avaliação médica“, disse Macedo à Reuters por mensagem após sair sem falar com jornalistas da casa de Bolsonaro na zona oeste do Rio de Janeiro, ao contrário das visitas anteriores em que concedeu entrevista logo após avaliar o candidato presidencial.

    Questionado diretamente se Bolsonaro estava liberado pelos médicos para voltar a participar de eventos de campanha e debates, Macedo reiterou à Reuters que “ele (Bolsonaro) e a equipe que decidem“.

    Após a visita ao presidenciável, o médico divulgou uma nota apontando que Bolsonaro apresentou boa evolução clínica, mas que ainda requer apoio nutricional e fisioterapia.

    'Bolsonaro foi submetido hoje a avaliação médica multiprofissional, de exames de imagem e laboratoriais, que se mostraram estáveis. Apresenta boa evolução clínica e a avaliação nutricional evidenciou melhora da composição corpórea, mas ainda exigindo suporte nutricional e fisioterapia', afirmou.

    Segundo o médico, Bolsonaro já recuperou peso depois de perder 15 quilos em consequência das duas cirurgias a que foi submetido devido ao ataque, mas 'ainda faltam mais 5 quilos'.

    O candidato do PSL recebeu alta do hospital Albert Einstein em 29 de setembro depois de passar 23 dias hospitalizado após ser esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no mês passado.

    Havia a expectativa de que Bolsonaro fosse liberado pelos médicos nesta quinta-feira para retomar os eventos de campanha e participar de debates com o adversário no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Fernando Haddad (PT).

    O próprio Bolsonaro havia dito que seria liberado pelos médicos nesta semana e que estaria disponível para comparecer a dois debates com Haddad. [nL2N1WR0BY]

    Mas na quarta-feira Bolsonaro admitiu que não ir aos debates é estratégia de campanha já usada por candidatos em outras eleições, citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula de Silva.

    'Agora vou debater com um cara que é um poste e um pau mandado do Lula? Tenha santa paciência', disse. 'Política é estratégia, lógico.' [nL2N1WX0XQ]

    E o deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para assumir o Ministério da Casa Civil no eventual governo de Bolsonaro (PSL), já havia indicado na terça-feira que o presidenciável não deve participar de debates. [nL2N1WW1Z0]

    O presidenciável do PSL enfrenta o candidato do PT no segundo turno do dia 28 de outubro após ter sido o mais votado no primeiro turno com 46 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad ficou em segundo lugar com 29 por cento.

    Bolsonaro lidera as intenções de votos para o segundo turno da disputa presidencial com 59 por cento dos votos válidos, de acordo com a mais recente pesquisa Ibope, enquanto Haddad aparece com 41 por cento.

    Haddad tem criticado duramente Bolsonaro afirmando que ele foge dos debates.

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    Bolsonaro demonstra confiaça em vitória no 1º turno e diz ter apoio de 350 parlamentares

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência e líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, mostrou confiança de que pode vencer a disputa pelo Palácio do Planalto ainda no primeiro turno deste domingo, e disse que já tem o apoio de 350 parlamentares que querem estar ao seu lado em um eventual governo.

    Bolsonaro votou na manhã deste domingo em uma escola pública na vila militar de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, sob forte esquema de segurança, em sua primeira aparição em público desde que recebeu alta do hospital no dia 29 de setembro após ter levado uma facada em um ato de campanha em Minas Gerais no início do mês passado.

    'Se Deus quiser a gente liquida hoje“, disse o candidato do PSL ao chegar à seção eleitoral, cercado por apoiadores que gritavam seu nome.

    “Estamos numa crescente e confiante que pessoas de bem do Brasil querem se afastar do socialismo... querem economia liberal e defender valores familiares. Não queremos amanhã ser o que a Venezuela é hoje“, acrescentou.

    Bolsonaro votou acompanhado de um enfermeiro e disse estar 70 por cento curado, após ter sido esfaqueado em 6 de setembro e ter passado 23 dias hospitalizado, período em que passou por duas cirurgias de emergência.

    O candidato do PSL afirmou que se houver segundo turno pretende participar dos debates, mas mostrou um certo receio com a possibilidade de fazer corpo a corpo por conta da facada que levou na barriga em Juiz de Fora.

    “Pretendo sim rodar o Brasil, apesar do risco, ainda estou com bolsa (de colostomia)... mas enfrentar o público daquela maneira não posso fazer, foi uma cirurgia delicada“, disse.

    O presidenciável declarou ainda que já tem apoio de cerca de 350 parlamentares para um eventual governo.

    “Não haverá negociação partidária. Recebi o apoio de mais de 260 deputados ruralista, grande parte da bancada evangélica e da segurança, então no varejo nós temos aproximadamente 350 parlamentares que querem estar conosco, e grande parte é de deputados honestos que não querem conversar com Sérgio Moro em Curitiba“, disse o candidato do PSL.

    Bolsonaro acrescentou que o futuro presidente terá dificuldades para resolver os problemas do país, e que por isso os eleitores precisam pensar bastante no voto neste domingo.

    “Vamos fazer uma política diferente, e vocês viram que sem um grande partido e sem o fundo partidário e sem TV, mas tendo a verdade e a sinceridade para desbancar os figurões que achavam que fazendo acordos e parcerias ganhariam a eleição“, afirmou.

    De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na véspera da eleição, Bolsonaro tem 40 por cento dos votos válidos, seguido por Fernando Haddad (PT) com 25 por cento. Sondagem do Ibope, também divulgada no sábado, colocou o candidato do PSL com 41 por cento dos votos válidos, enquanto o petista somou os mesmos 25 por cento apontados pelo Datafolha.

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    Zelotes investiga Paranapanema e Roberto Giannetti da Fonseca por suspeita de propina no Carf

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A operação Zelotes deflagrou nesta quinta-feira nova fase tendo como alvo um esquema de pagamento de propina para beneficiar a mineradora Paranapanema em julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), com suposto envolvimento do economista Roberto Giannetti da Fonseca, ligado ao PSDB, e prejuízo estimado de 650 milhões de reais aos cofres públicos, informaram autoridades.

    A Paranapanema, sediada em Santo André, no interior paulista, foi autuada originalmente em 275 milhões de reais pela Receita Federal por ter extrapolado o limite estabelecido pelo Ministério da Fazenda a título de ressarcimento de tributos pagos em compra de matérias-primas, e recorreu ao Carf para reverter a cobrança. Em valores atualizados, a quantia chegaria a 650 milhões de reais.

    O procurador da República Frederico Paiva, responsável pela operação Zelotes, disse que foram descobertos 'sérios e sólidos indícios' de que o julgamento do recurso da empresa pelo Carf foi manipulado e corrompido, com suspeita de envolvimento de Giannetti. A Paranapanema conseguiu anular a atuação da Receita.

    A Justiça autorizou a realização de quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico, bem como buscas e apreensões, de sete pessoas e duas empresas em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, além do Distrito Federal.

    Segundo o representante do Ministério Público Federal, houve a comprovação do pagamento de 8 milhões de reais à Kaduna Consultoria, empresa de Giannetti, e desse valor 2,2 milhões ficaram com o próprios economista.

    A Kaduna atuou, segundo o MPF, como empresa de fachada, sem qualquer indício de que prestou algum tipo de serviço. O valor restante foi distribuído pela Kaduna a escritórios de advocacia que, segundo as investigações, fizeram pagamentos a conselheiros do Carf.

    Paiva disse que há a comprovação de que ao menos dois integrantes do Carf receberam propina: um no valor de 150 mil reais e outro de 170 mil reais.

    A participação do economista precisa ser melhor esclarecida e aprofundada, mas é 'evidente' que valores foram repassados a ele, acrescentou o procurador.

    A Kaduna e Giannetti informaram em nota estar abertos a prestar 'qualquer informação e colaborar integralmente com a Justiça Federal para a elucidação de qualquer fato relacionado à investigação Zelotes'.

    A nota acrescenta que Giannetti 'reafirma que aqueles que o conhecem sabem que ele sempre se pautou pelos princípios éticos e legais no relacionamento com seus clientes e com as autoridades públicas, sendo totalmente infundadas as suspeitas levantadas contra si e sua empresa'.

    Em nota, a Paranapanema disse que não foi notificada oficialmente e que sua atual direção não foi alvo de operação. 'A companhia repudia quaisquer atos de ilegalidade e conta com rigorosas políticas de controle e conformidade, que têm sido permanentemente aprimoradas', afirmou em nota.

    As ações da empresa na B3 registraram queda de quase 8,5 por cento por volta de 12h.

    A operação ocorreu no mesmo dia em que dirigentes do blocão --grupo de partidos formado por PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade-- anunciaram em Brasília o apoio à campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin.

    Questionado em entrevista sobre a operação que envolveu Giannetti, Alckmin disse que o economista é uma pessoa que 'sempre participa e participou' das campanhas do PSDB, mas negou que ele faça parte da campanha ou tenha integrado o governo de São Paulo durante sua gestão.

    Daniel Godinho, que foi secretário de Comércio Exterior no governo Dilma Rousseff, também foi alvo de busca e apreensão, segundo decisão da Justiça Federal de Brasília obtida pela Reuters. Na decisão, é relatado que Godinho manteve contato com pessoas em situações suspeitas que buscavam patrocinar interesses da Paranapanema perante a administração pública.

    O interesse do grupo, segundo as investigações, era evitar que houvesse um novo recurso contra a decisão do Carf que anulou a autuação anterior feita pela Receita Federal --como de fato não ocorreu.

    Em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, Godinho afirmou: 'Estou absolutamente tranquilo quanto à probidade e à legalidade de todos os meus atos no exercício da função de Secretário de Comércio Exterior. Permaneço à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos.'

    Na coletiva da Zelotes, o procurador da República estimou que em seis a sete meses deve ser oferecida uma denúncia contra os envolvidos, citando que eles podem ser acusados criminalmente de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

    'Dados que já temos são bem sólidos, vamos robustecer (com a operação de hoje)', disse Paiva.

    O procurador disse que essa deve ser a última fase da Zelotes porque não haveria novas frentes de investigação a serem feitas.

    (Com reportagem adicional de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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