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    Superávit comercial do Brasil tem melhor outubro da série, mas abaixo do esperado

    BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 6,121 bilhões de dólares em outubro, melhor dado para o mês na série histórica iniciada em 1989 diante de ganho de fôlego nas exportações, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta quinta-feira.

    Pesquisa da Reuters com economistas apontava, contudo, expectativa de saldo positivo maior, de 6,849 bilhões de dólares para o período.

    No mês, exportações e importações subiram em igual medida, com alta de 12,4 por cento pela média diária, contrariando tendência vista até então de exportações mais fracas.

    As vendas de produtos chegaram a 22,226 bilhões de dólares no período, enquanto as compras somaram 16,105 bilhões de dólares.

    No acumulado de janeiro a outubro, o saldo positivo das trocas comerciais chegou a 47,721 bilhões de dólares, recuo de 18,4 por cento sobre igual etapa do ano passado.

    A diminuição vem na esteira de importações mais fortes, respondendo a uma melhoria da atividade econômica. Nos 10 meses de 2019, elas subiram 20,6 por cento, ao passo que as exportações tiveram alta de 8 por cento.

    A previsão do MDIC, até agora, era de que o superávit chegaria ao patamar de 50 bilhões de dólares em 2018, ante 67 bilhões de dólares em 2017. Mas economistas ouvidos pela Banco Central na pesquisa Focus veem um superávit de 56 bilhões de reais este ano.

    Em entrevista coletiva, o diretor de estatísticas e apoio às exportações do MDIC, Herlon Brandão, disse que o governo mantinha a sua estimativa, mesmo com o saldo ao longo do ano já próximo dos 50 bilhões.

    DESTAQUES

    Em outubro, as exportações subiram em todas as categorias, com destaque para os produtos básicos, com avanço de 26 por cento ante igual mês do ano passado.

    Os destaques no grupo ficaram para a exportação de petróleo em bruto (+126,8 por cento, a 2,9 bilhões de dólares) e de soja em grão (+114,2 por cento, a 2,1 bilhões de dólares).

    As vendas de manufaturados, por sua vez, subiram 5,5 por cento e as de semimanufaturados, 3,0 por cento.

    As importações também cresceram de maneira generalizada, puxadas pelas compras de combustíveis e lubrificantes, com expansão de 24,2 por cento.

    Em seguida, aparecem os bens intermediários (+11,2 por cento), bens de capital (+11,1 por cento) e bens de consumo (+7,8 por cento).

    ARGENTINA

    As exportações para o país vizinho, terceiro maior comprador de produtos brasileiros, caíram 40,2 por cento no mês passado comparadas com outubro do ano anterior, em meio a mudanças na política monetária no sócio do Mercosul após um acordo bilionário com o Fundo Monetário Internacional para deter a queda do peso argentino.

    Principal destino de automóveis exportados pelo Brasil, a Argentina gastou 42,7 por cento menos para comprar veículos brasileiros em outubro, na mesma base de comparação.

    (Por Marcela Ayres)

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    Brasil tem superávit de US$4,971 bi em setembro, abaixo do esperado

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de 4,971 bilhões de dólares em setembro, desempenho abaixo do esperado, mas que representou o segundo melhor dado para o mês da série histórica iniciada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) em 1989.

    Em pesquisa Reuters, a expectativa era de um saldo positivo de 5,9 bilhões de dólares no mês. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o superávit teve uma queda de 3,9 por cento.

    De um lado, as exportações alcançaram 19,087 bilhões de dólares em setembro, um crescimento, de 7,7 por cento sobre um ano antes, pela média diária.

    Já as importações seguiram avançando com maior ímpeto, embora em setembro a diferença não tenha sido tão gritante como nos meses anteriores. A alta foi de 10,2 por cento sobre igual mês de 2017, a 14,116 bilhões de dólares.

    Nos nove meses de 2018, o superávit das trocas comerciais chegou a 42,648 bilhões de dólares, queda de 19,9 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    Para o ano, o MDIC ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017. A piora do resultado vem pela expectativa de desempenho mais forte na ponta das importações, em função da melhora da atividade econômica este ano, movimento que impulsiona a demanda por bens importados e que vem ocorrendo a despeito do encarecimento do dólar.

    De janeiro a setembro, as importações subiram 21,6 por cento, enquanto a expansão nas exportações foi de 8,1 por cento, informou o MDIC.

    DESTAQUES

    Em setembro, as importações ficaram na azul em todas as categorias, com destaque para combustíveis e lubrificantes, com elevação de 24,7 por cento ante setembro de 2017.

    Também cresceram as compras de bens intermediários (+10 por cento), bens de capital (+5,9 por cento) e bens de consumo (+1,1 por cento).

    Já as exportações foram puxadas pelo aumento de 21,1 por cento em produtos básicos. No grupo, chamou atenção a alta de 102,8 por cento nas vendas de petróleo em bruto, a 2,4 bilhões de dólares. A exportação de soja em grão subiu 19,7 por cento em setembro ante setembro de 2017, para 1,8 bilhão de dólares, e a de minério de ferro, 15,4 por cento, ao mesmo valor.

    Os preços seguem um rali neste ano por expectativas envolvendo uma redução mundial de produção de petróleo. A referência global do petróleo Brent chegou a tocar 84,73 dólares o barril nesta segunda-feira, uma máxima que não era vista desde 2014. [nL2N1WH1B1]

    Ao mesmo tempo, as vendas de semimanufaturados subiram 3 por cento ante setembro de 2017, e as de manufaturados tiveram uma contração de 4,2 por cento.

    (Por Maracela Ayres, reportagem adicional de Mateus Maia; Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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    Brasil tem superávit de US$3,775 bi em agosto, abaixo do esperado

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de 3,775 bilhões de dólares em agosto, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira, pior resultado para o mês desde 2015 (+2,685 bilhões de dólares), afetado pelo aumento das importações em ritmo mais forte que das exportações. O resultado veio abaixo do superávit de 4 bilhões de dólares esperado por analistas em pesquisa da Reuters.

    Em agosto, as importações subiram 35,3 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, pela média diária, a 18,777 bilhões de dólares. E isso ocorreu apesar do salto de 8,46 por cento do dólar frente ao real no período, marcado por volatilidade no cenário externo e apreensão com o rumo das eleições presidenciais brasileiras.

    As exportações também cresceram, mas em ritmo mais fraco. O aumento foi de 15,8 por cento sobre agosto de 2017, a 22,552 bilhões de dólares. Nos primeiros oito meses de 2018, o saldo positivo das trocas comerciais somou 37,811 bilhões de dólares, queda de 21,4 por cento sobre igual intervalo do ano passado. Para o ano, o ministério ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017.

    A diminuição se dará justamente por conta do maior fôlego exibido na ponta das importações, reagindo à recuperação da atividade econômica e uma demanda maior por bens importados. DESTAQUES Em agosto, as importações foram puxadas pelos bens de capital, que subiram 158,2 por cento sobre um ano antes, principalmente pela compra de plataforma para extração de petróleo.

    Também cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (+55,4 por cento), bens intermediários (+16,2 por cento) e bens de consumo (+13,7 por cento).

    Já as exportações sofreram com a queda de 24,2 por cento nas vendas de semimanufaturados, especialmente pela retração de 48,3 por cento em açúcar em bruto, a 412 milhões de dólares.

    Ao mesmo tempo, as exportações de manufaturados subiram 35,1 por cento sobre agosto de 2017 e de básicos avançaram 16,4 por cento.

    (Por Marcela Ayres e Mateus Maia)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportações da China aceleram em julho mesmo com guerra comercial dos EUA

    Exportações da China aceleram em julho mesmo com guerra comercial dos EUA

    PEQUIM (Reuters) - As exportações chinesas aumentaram mais do que o esperado em julho, apesar dos impostos norte-americanos e do visado superávit com os Estados Unidos ter permanecido perto de recordes, enquanto as duas principais potências econômicas do mundo intensificam a disputa que alguns temem afetar o crescimento global.

    As exportações em dólares chinesas subiram 12,2 por cento em julho sobre o ano passado, enquanto as importações saltaram 27,3 por cento, superando as previsões, boas notícias para as autoridades que buscam amenizar o impacto da disputa comercial com os Estados Unidos.

    A China registrou superávit comercial de 28,05 bilhões de dólares no mês passado, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira. Analistas previam que o superávit comercial cairia ligeiramente para 39,33 bilhões de dólares em julho, ante 41,47 bilhões de dólares em junho.

    Pesquisa da Reuters com analistas também previu que os embarques de julho do maior exportador mundial aumentariam 10 por cento sobre o ano anterior, desacelerando ligeiramente em relação ao ganho de 11,2 por cento em junho.

    O levantamento também mostrou que a previsão era de crescimento de 16,2 por cento nas importações no mês passado, ante 14,1 por cento em junho.

    O desempenho comercial da China teve forte começo neste ano, apoiado pela demanda sustentada no país e no exterior. Mas a perspectiva de exportação está sendo afetada pela disputa comercial acalorada com os Estados Unidos.

    Na última ação do presidente dos EUA, Donald Trump, para pressionar Pequim a negociar concessões comerciais, Washington informou que vai começar a cobrar tarifas de 25 por cento sobre outros 16 bilhões de dólares em produtos chineses em 23 de agosto.

    A China já advertiu repetidas vezes que vai revidar quaisquer outras medidas punitivas de Trump, dizendo que os Estados Unidos estão ameaçando a ordem de livre comércio global com seu protecionismo.

    E anunciou tarifas retaliatórias sobre 16 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, que terão como alvo commodities como gás natural, carvão e combustíveis.

    Todos os principais jornais estatais da China publicaram um longo comentário da agência de notícias oficial Xinhua, intitulado 'declaração', em suas primeiras páginas.

    'Certas pessoas vão contra a maré para seus próprios fins pessoais e vão contra a moralidade; a barreira das tarifas aumenta arbitrariamente, e o bastão da hegemonia é levantado por toda parte', disse a declaração.

    'Embora isso possa, por um momento, provocar prazer, será difícil resolver os desequilíbrios econômicos ou políticas fora de ordem e outros problemas profundamente enraizados', afirmou.

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    Brasil tem superávit comercial de US$5,882 bi em junho e fecha 1º semestre com saldo positivo de US$30 bi

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de 5,882 bilhões de dólares em junho, fechando o primeiro semestre do ano com saldo positivo de 30,055 bilhões de dólares, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços nesta terça-feira.

    Em pesquisa da Reuters com analistas, a expectativa era de saldo positivo de 6,3 bilhões de dólares no mês passado.

    Estamos mantendo o crescimento tanto das importações quanto das exportações com a retomada da economia , afirmou a jornalistas o ministro da pasta, Marcos Jorge.

    No mês, as importações subiram 13,7 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, pela média diária, a 14,320 bilhões de dólares no volume total, fechando o primeiro semestre com alta de 17,2 por cento a 83,779 bilhões de dólares.

    As exportações também avançaram, mas em menor ritmo, com alta de 2,1 por cento em junho, também pela média diária, somando ao todo 20,202 bilhões de dólares. No semestre passado, o volume foi de 113,834 bilhões de dólares, com alta de 5,7 por cento sobre um ano antes.

    O ministério já havia previsto que a aceleração da atividade iria elevar as importações e reduzir o superávit da balança comercial brasileira ao patamar de 50 bilhões de dólares em 2018, ante 67 bilhões de dólares de 2017, projeção mantida pelo ministro agora.

    DESTAQUES

    Em junho, as importações foram puxadas pelos bens de capital, que cresceram 33,8 por cento, e bens de consumo, com avanço de 20,8 por cento. Por outro lado, as compras de combustíveis e lubrificantes caíram 7,7 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado.

    Já no caso das exportações, o maior aumento foi dos produtos manufaturados, de 7,6 por cento a 7,258 bilhões de dólares. Segundo o ministério, houve recorde nos embarques de minério de ferro, soja em grão, farelo de soja e celulose.

    (Reportagem de Mateus Maia; Texto de Patrícia Duarte)

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