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    Ivan Monteiro não é certeza no BB, indica fonte

    BRASÍLIA (Reuters) - O executivo Ivan Monteiro não é uma certeza para o comando do Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro (PSL), indicou uma fonte da equipe de transição nesta quarta-feira, reconhecendo que há pressões políticas para um novo nome para a presidência do banco público pelo fato de Monteiro ter trabalhado com Aldemir Bendine.

    Ainda como juiz federal, Sérgio Moro, que será o futuro ministro da Justiça de Bolsonaro, condenou Bendine --ex-presidente da Petrobras e ex-presidente do BB --a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ter recebido 3 milhões de reais em propina da Odebrecht para beneficiar a empreiteira em 2015.

    Bendine está preso desde 27 de julho do ano passado, após uma das fases da Lava Jato.

    A mesma fonte, que falou em condição de anonimato, destacou que Monteiro é bem avaliado por seu trabalho, após ter feito uma faxina financeira na Petrobras, mas que o critério para participação no novo governo tem sido a disponibilidade para 'envolvimento total'. Monteiro, no caso, ainda estaria analisando ida para o BB tendo como pano de fundo questões pessoais e familiares.

    O executivo deixará a presidência da Petrobras a partir de 1º de janeiro, uma vez que a equipe de Bolsonaro indicou para o cargo o economista Roberto Castello Branco.

    Em relação à forte investida de privatizações no novo governo, a fonte também afirmou que a ideia segue sendo de privatizar um terço das estatais.

    O novo governo criará uma Secretaria de Privatizações para acelerar o programa de venda de ativos brasileiros como forma de tentar melhorar a saúde fiscal do país.

    (Por Marcela Ayres)

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    Ivan Monteiro pode ir para comando do Banco do Brasil, diz Bolsonaro

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O atual presidente da Petrobras , Ivan Monteiro, poderá ser indicado para comandar o Banco do Brasil , afirmou nesta segunda-feira o presidente eleito Jair Bolsonaro.

    'Talvez ele vá para o Banco do Brasil, mas não tenho certeza', disse Bolsonaro a jornalistas na porta do condomínio onde mora, no Rio de Janeiro, numa tumultuada entrevista.

    Monteiro deixará a Petrobras, a partir de 1º de janeiro, uma vez que a equipe de Bolsonaro indicou para o cargo nesta segunda-feira o economista Roberto Castello Branco.

    O Banco do Brasil enviou comunicado ao mercado afirmando que seu controlador, o governo federal, não se manifestou sobre uma possível mudança no comando da instituição financeira.

    'Não houve manifestação do acionista controlador sobre a intenção da Presidência da República em exercer sua prerrogativa', afirmou o BB.

    Uma fonte próxima à transição disse à Reuters que tem pesado na decisão de deslocar Monteiro para o Banco do Brasil a eventual força que ele teria para levar adiante uma política de enxugamento de estruturas da instituição. A avaliação é que ele poderia ter dificuldades para mexer em peças importantes do BB, onde fez carreira antes de seguir para a Petrobras juntamente com Aldemir Bendine.

    No mercado e dentro do próprio banco, há quem duvide do ímpeto dele de levar a cabo um processo de fusão e racionalização de custos do BB, disse a fonte, que pediu anonimato. É a chamada 'lealdade corporativa', definiu. Por isso, na equipe de transição cogita a possibilidade de escolher outro nome que tenha tido experiência no mercado e sem ligações com o banco para comandar o BB no governo Bolsonaro.

    As ações do banco subiam 1,6 por cento às 16h21, horário de Brasília, enquanto o Ibovespa

    Na semana passada, fonte da campanha de Bolsonaro afirmou à Reuters que a indicação para o comando do BB estava sendo fechada e deveria ser anunciada em breve.

    Monteiro assumiu o comando da Petrobras em junho deste ano, com mandato até 26 de março do próximo ano, após renúncia de Pedro Parente em meio a fortes pressões política relacionadas à política de preços dos combustíveis no país na sequência da greve dos caminhoneiros, em maio.

    A presidência do Banco do Brasil estava nas mãos de Paulo Caffarelli até o final de outubro, quando o executivo renunciou para asssumir o comando da empresa de meios de pagamento Cielo .

    Profissionais da área de renda variável afirmaram que o retorno de Ivan Monteiro ao BB seria uma notícia positiva, dado seu histórico eficiente no banco, onde ocupava a vice-presidência de Gestão Financeira e de Relações com Investidores até 2015, quando assumiu a diretoria Financeira da Petrobras.

    (Por Rodrigo Viga Gaier, Com reportagem adicional de Paula Arend Laier em São Paulo e Ricardo Brito em Brasília)

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    Bolsonaro admite privatizar 'alguma coisa' da Petrobras e diz que empresa é 'estratégica'

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que 'alguma coisa' da Petrobras pode ser privatizada, mas não toda a estatal, uma vez que se trata de uma empresa estratégica.

    Em entrevista a jornalistas no Rio de Janeiro, Bolsonaro disse ainda que o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, pode assumir a presidência o Banco do Brasil, mas que isso ainda não está confirmado.

    Nesta segunda-feira, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o economista Roberto Castello Branco vai presidir a Petrobras no governo de Bolsonaro.

    Bolsonaro disse que vem conversando com Guedes sobre a possibilidade de privatizar setores da Petrobras, mas garantiu que não pretende vender completamente a estatal em seu mandato.

    'É uma empresa estratégica e nós estamos conversando sobre isso aí', disse ele na porta do condomínio onde mora numa tumultuada entrevista.

    'Estou conversando com ele (Guedes) e não sou o inflexível, mas temos que, com muito responsabilidade, levar avante um plano como esse aí. Podemos conversar, agora, entendo que uma empresa estratégica pode ser privatizada em parte, sim.'

    Mais cedo, o vice-presidente eleito, general da reserva do Exército Hamilton Mourão, disse em Brasília que atividades de refino e de distribuição da Petrobras podem vir a ser privatizadas. Na semana passada, em conferência com investidores, Mourão falou da possibilidade de privatização da BR Distribuuidora.

    Bolsonaro disse também que ainda não definiu o destino de Monteiro em seu governo, mas admitiu que ele pode assumir o comando do Banco do Brasil, onde já atuou,

    'Talvez ele vá para o Banco do Brasil, mas não tenho certeza', disse.

    Bolsonaro disse que o time para a área econômica de seu governo --que já tem Guedes, Castello Branco, Roberto Campos Neto, que assumirá o Banco Central; Joaquim Levy, que chefiará o BNDES; e Mansueto Almeida, que seguirá à frente da Secretaria do Tesouro-- é testado pelo mercado financeiro que, em sua avaliação, vem reagindo bem às escolhas.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    BB antecipa reserva de prédio em Brasília para transição de governo

    (Reuters) - O Banco do Brasil correu para deixar pronto neste final de semana o espaço que normalmente é usado pelo governo para transição da administração federal após eleições presidenciais.

    O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, confirmou nesta quinta-feira que o local da transição está pronto para as equipes de transição, mas afirmou que não será feita uma 'inauguração', como se andou dizendo.

    'A inauguração é o trabalho. Quando a equipe de transição chegar as instalações estarão lá', afirmou.

    Marun confirmou que as equipes de transição por parte do governo Temer já estão definidas e ficarão sob a coordenação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Reinaldo Fonseca, também participará da transição.

    Segundo Marun, o próximo presidente receberá o Palácio do Planalto 'em condições imediatas de uso, com computadores, e os dados mais recentes lançados'.

    'Somos gente madura, estamos absolutamente preparados para oferecer já na transição um processo de pacificação do país, que será a tarefa primordial do próximo presidente', disse.

    O chamado centro de transição, uma parte do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, tem sido usado para conversas entre os representantes do governo com mandato perto do fim e os emissários da equipe do presidente que assumirá desde a eleição de 2002, com a transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

    O mesmo ocorreu nos anos 2006, 2010 e 2014. O edifício localizado no Setor de Clubes Norte, próximo ao Palácio do Planalto, é usado para encontros de equipes de ministérios e autarquias da administração vigente com representantes do governo eleito para tratar de assuntos como orçamento e outros em andamento.

    Segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto, os responsáveis pela reserva do local tiveram que se apressar nos últimos dias, dada a possibilidade de um desfecho da eleição presidencial ainda no primeiro turno, neste domingo.

    'Nunca tinha acontecido (nesse período) de a eleição ter sido resolvida no primeiro turno, então o pessoal teve que se apressar', disse a fonte, que pediu anonimato.

    Embora representantes das empresas de pesquisa considerem remota uma definição, admitem que é possível que a eleição desta vez seja definida já no primeiro turno.

    Segundo pesquisa de intenção de votos para a corrida presidencial divulgada pelo Ibope na quarta-feira, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tinha 38 por cento dos votos válidos. A eleição presidencial é resolvida no primeiro turno se um candidato tiver metade dos votos válidos mais um voto.[nL2N1WK095]

    (Reportagem de Aluísio Alves, em São Paulo, e Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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    Menores despesas com calotes fazem lucro ajustado do BB crescer 22,3% no 2º tri

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve alta robusta do lucro no segundo trimestre, apoiado em menores despesas com provisões para calotes, maiores receitas com tarifas e na expansão das receitas com crédito para pessoas físicas.

    O banco controlado pelo governo federal anunciou nesta quinta-feira que seu lucro ajustado somou 3,24 bilhões de reais no período, alta de 22,3 por cento ante mesma etapa de 2017. O lucro líquido cresceu 19,7 por cento, a 3,135 bilhões de reais.

    O BB seguiu se beneficiando da melhora da qualidade da sua carteira de empréstimos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias caindo a 3,34 por cento, ante 3,65 por cento no fim de março e 4,11 por cento um ano antes.

    Assim, a provisão do banco para perda esperada com inadimplência, líquida de recuperação, caiu 31,9 por cento no comparativo anual, para 3,58 bilhões de reais. Adicionalmente, o BB reduziu a previsão de perda esperada para o ano nesta linha, do intervalo de 16 bilhões a 19 bilhões para a faixa de 14 bilhões a 16 bilhões de reais.

    Em outra frente, o BB viu sua margem financeira líquida crescer 13,4 por cento ano a ano. Embora o preço médio cobrado no crédito oferecido a clientes tenha diminuído na esteira do recuo da Selic, isso foi mais do que compensado por menores custos de captação.

    No fim de junho, o estoque de empréstimos do BB no conceito ampliado somava 685,5 bilhões de reais, um aumento de 1,5 por cento em 3 meses, mas queda também de 1,5 por cento ano a ano. Após uma longa sequência de quedas, a carteira de pessoa jurídica teve alta residual, enquanto a do lucrativo segmento de varejo avançou 2,2 por cento em termos sequenciais.

    Ao mesmo tempo, as receitas do banco com tarifas subiram 5,7 por cento ano a ano, para 6,8 bilhões de reais. Enquanto isso, as despesas administrativas do trimestre somaram de 8,07 bilhões de reais, alta de 2,6 por cento.

    Assim, a instituição teve rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de 13,8 por cento de abril a junho, alta de 1 ponto percentual sobre um ano antes e de 0,6 ponto na medição sequencial.

    Executivos do BB comentam os resultados do trimestre em reunião com jornalistas no final da manhã desta quinta-feira.

    (Por Aluísio Alves)

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