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    Brasil dá primeiro passo para se juntar ao clube de países com submarinos nucleares

    ITAGUAÍ, Rio de Janeiro (Reuters) - O Brasil lançou nesta sexta-feira o primeiro de cinco submarinos de ataque construídos com tecnologia francesa em um programa de 35 bilhões de reais que deve terminar em 2029 com a entrega de um submarino nuclear.

    O presidente Michel Temer e o presidente eleito Jair Bolsonaro apertaram o botão que lançou no mar o submarino de 1.700 toneladas chamado Riachuelo em uma base naval no Estado do Rio de Janeiro. A mulher de Temer, Marcela, batizou a embarcação quebrando uma garrafa de champanhe contra o casco.

    Os submarinos que estão sendo construídos pela Marinha do Brasil em parceria com a empresa de defesa francesa Naval Group, anteriormente conhecida como DCNS, são uma versão modificada do submarino a diesel da classe Scorpene.

    Os quatro primeiros submarinos do acordo com a Naval Group são submarinos convencionais, mas o quinto colocará o Brasil no clube de apenas seis nações com submarinos de propulsão nuclear --Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido, China e Índia.

    O programa foi adiado por cortes orçamentários e escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras como a Odebrecht. A data de lançamento dos últimos submarinos foi adiada para até 2029.

    O Riachuelo se junta na Marinha brasileira a outros cinco submarinos mais antigos de tecnologia alemã.

    O almirante Bento Albuquerque, que será ministro de Minas e Energia de Bolsonaro quando o presidente eleito assumir em 1º de janeiro, disse que o investimento no programa de novos submarinos totaliza 35 bilhões de reais a valores atuais.

    Os novos submarinos irão equipar a Marinha para patrulhar as águas profundas de 3,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil, que contêm vasta riqueza em reservas de petróleo e gás da chamada região do pré-sal.

    'País de vocação pacífica, o Brasil constrói seus submarinos não para ameaçar quem quer que seja, não para perturbar a tranquilidade das águas internacionais', disse Temer.

    'O Brasil constrói seus submarinos porque um país com mais de 7.000 quilômetros de costa não pode prescindir de instrumentos para defesa de sua soberania e suas riquezas marinhas', afirmou.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    EXCLUSIVO-Dreyfus e Olam têm maior salto em exportação de soja do Brasil em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Louis Dreyfus Company (LDC) e a Olam International foram, dentre as gigantes tradings de commodities agrícolas, as que mais impulsionaram embarques de soja do Brasil em 2018, na esteira de uma safra recorde no país e aumento de envios à China, em meio à guerra comercial da nação asiática com os Estados Unidos.

    Após investimentos no país, a Dreyfus exportou de janeiro a novembro 30,5 por cento mais soja brasileira, com 10,56 milhões de toneladas, conforme dados da agência marítima Williams compilados pela Reuters. O volume representa cerca de 13 por cento de tudo o que o Brasil, o maior exportador da oleaginosa, vendeu no período.

    A exportação da Dreyfus supera ligeiramente o total de 10,49 milhões de toneladas de soja embarcada pela chinesa Cofco, que também teve aumento expressivo no período, de 22 por cento.

    Caso a Dreyfus se mantenha à frente da chinesa em dezembro, deve terminar o ano na terceira posição entre os maiores exportadores de soja do Brasil, atrás apenas da líder absoluta, Bunge, e da Cargill.

    'Um fator importante é o tamanho da safra, que sempre influencia, mas não é ao acaso. Não estamos esperando a safra ficar grande para crescer. A Louis Dreyfus tem feito investimentos em infraestrutura ao longo dos anos', afirmou o diretor-executivo de Oleaginosas da empresa no Brasil, Luis Barbieri.

    Os resultados de 2018 até o momento mostram como as companhias tradicionais, integrantes do chamado ABCD (ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus), estão lidando com a atuação da chinesa Cofco, que se consolidou entre os maiores exportadores de grãos do Brasil em 2017.

    Segundo Barbieri, a Dreyfus está 'colhendo agora os frutos desses investimentos', que giraram em torno de 500 milhões de reais por ano nos últimos anos, considerando-se todos os negócios da companhia.

    Barbieri explicou que a trading conta atualmente com maior capacidade de transporte de soja no Arco Norte, com 64 barcaças e sete empurradores pelos rios da Amazônia, o que favorece o escoamento da oleaginosa.

    Além disso, o Tegram, terminal de grãos no Maranhão, um dos mais novos do Brasil, que tem a empresa como sócia, rodou em 2018 pela primeira vez 'à plena capacidade'.

    'Acho que um dos fatores importantes para se atingir esse crescimento acima da média do mercado foram nossos investimentos em infraestrutura. Outro ponto foi nosso foco de estar próximo do produtor rural', afirmou Barbieri, preferindo não comentar sobre os números levantados pela Reuters a partir de line-ups da Williams.

    CHINA

    O apetite chinês pela soja brasileira também tem ajudado tradings com atuação no país sul-americano.

    A Olam International, com forte presença na Ásia, expandiu suas exportações de soja do Brasil em 237,2 por cento entre janeiro e novembro, na comparação anual, para 5,85 milhões de toneladas.

    'Nosso aumento nos volumes está em linha com o aumento do fluxo de comércio de soja do Brasil para a China, impulsionado pelas restrições comerciais entre Estados Unidos e China', afirmou a trading em nota por e-mail.

    Os produtores brasileiros foram muito beneficiados neste ano pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em meio a diversas retaliações, Pequim impôs uma taxa de 25 por cento sobre a commodity norte-americana, o que levou os chineses a se voltarem à oleaginosa brasileira.

    Beneficiado também por uma safra recorde de cerca de 120 milhões de toneladas, o Brasil vem embarcando volumes históricos à China e deve fechar o ano com vendas de cerca de 82 milhões de toneladas.

    A própria Louis Dreyfus também teve seus negócios ajudados pela China. Em setembro, a empresa abriu em Tianjin, no norte chinês, sua nova planta processadora de oleaginosas, em um plano de expansão no maior consumidor global de soja.

    Dentre as outras grandes tradings com atuação no Brasil, a Bunge elevou suas exportações de soja em 9 por cento até agora em 2018, para 16,64 milhões de toneladas, enquanto a Cargill manteve certa estabilidade, em 11,35 milhões de toneladas, conforme os dados da Williams.

    A Archer Daniels Midland (ADM) viu seus embarques crescerem 12,6 por cento, para 8,20 milhões de toneladas. Já a Marubeni exportou 5,6 por cento menos, com quase 9 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ENFOQUE-Com apostas em etanol, usinas do Brasil ampliam investimentos em produção

    Por Ana Ionova e Marcelo Teixeira

    LONDRES/SÃO PAULO (Reuters) - As usinas brasileiras estão aumentando a capacidade de produção de etanol diante dos preços mundiais deprimidos do açúcar e das políticas governamentais que devem impulsionar a demanda pelo biocombustível no país.

    Uma mudança para o etanol na safra de 2018/19 reduziu a produção de açúcar do Brasil em 9 milhões de toneladas, para uma mínima em 12 anos, e mais alocação de cana para o biocombustível na próxima temporada poderia ajudar a acabar com um superávit global que pesa sobre os preços do adoçante.

    O Brasil também pode perder seu posto de maior produtor de açúcar do mundo para a Índia pela primeira vez em 16 anos, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

    Para as processadoras de cana brasileiras, a mudança para etanol provou ser um 'trade-off' atraente, já que o foco maior no biocombustível parcialmente protegeu as usinas de uma queda nos preços globais do açúcar em setembro para o menor nível desde 2008.

    Executivos das grandes empresas brasileiras de açúcar Biosev e Usina Coruripe, bem como de pequenas produtoras como Usina Batatais e Usina Cerradão, disseram à Reuters que agora estão investindo em mais capacidade de etanol antes da próxima temporada.

    A Biosev, por exemplo, a segunda maior processadora de cana do Brasil, disse que instalou colunas de destilação em duas usinas do Mato Grosso do Sul para dar às unidades a opção de usar 90 por cento da cana para o álcool, um incremento de 50 por cento.

    Em outro sinal de que a indústria está fazendo uma aposta de longo prazo no etanol, em linha com a política brasileira de biocombustíveis, a JW, uma das principais fabricantes de equipamentos para etanol, disse à Reuters que contratou 200 pessoas para lidar com um aumento nos pedidos.

    O Brasil lançou pela primeira vez políticas para usar mais biocombustíveis em 1975, depois que o embargo de oferta da Opep elevou os preços do petróleo. Os chamados carros flex, que funcionam com etanol puro ou uma mistura de gasolina e etanol, agora compõem 80 por cento da frota de veículos leves do Brasil.

    Em um novo impulso, o governo aprovou o RenovaBio, que obriga os distribuidores de combustíveis a aumentar gradualmente a quantidade de biocombustíveis que eles vendem a partir de 2020.

    O Ministério de Minas e Energia do Brasil espera que o RenovaBio empurre a demanda para 47,1 bilhões de litros em 2028, de 26,7 bilhões em 2018, ajudando a indústria brasileira de etanol a se recuperar de anos de competição desleal com preços subsidiados da gasolina.

    'Os investimentos só são feitos a longo prazo', disse Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro. 'Parte desses investimentos está sendo feita por causa do estabelecimento dessas metas.'

    APOSTAS NO ETANOL

    O mercado global também pode oferecer oportunidades para produtores brasileiros de etanol, à medida que os países buscam maneiras de reduzir sua pegada de carbono, incluindo a China, que está lançando o uso de etanol em combustível em todo o país até 2020.

    Nesta temporada, as usinas brasileiras destinaram 64 por cento da oferta de cana para o etanol, já que as vendas domésticas aumentaram em cerca de 40 por cento devido aos altos preços da gasolina no Brasil, o quarto maior consumidor mundial de combustível para transporte.

    Muitas usinas já podem produzir açúcar ou etanol, com alguma flexibilidade no mix. As empresas que investem em colunas de destilação esperam que as reconfigurações lhes deem espaço para produzir ainda mais etanol se os preços continuarem atrativos.

    Além da Biosev, controlada pelo trading de commodities Louis Dreyfus, a Usina Coruripe, uma das dez maiores processadoras brasileiras de cana, disse que planeja investir cerca de 300 milhões de reais para esmagar mais cana e aumentar sua capacidade de produção de etanol.

    'Nosso mix ainda é muito alto em açúcar devido à configuração das usinas, mas estamos tentando mudar isso', disse o presidente-executivo, Mario Lorencatto, à Reuters.

    A Usina Batatais, empresa que pode moer 7 milhões de toneladas de cana por safra em suas duas usinas, disse que as mudanças feitas na última temporada em uma de suas fábricas no Estado de São Paulo significaram que ela poderá destinar até 80 por cento ao etanol.

    'Quase dobramos a produção de etanol hidratado do ano passado para este', disse à Reuters Luiz Gustavo Junqueira, gerente de inovação da Usina Batatais.

    Embora os investimentos variem, uma usina de médio porte pode gastar cerca de 20 milhões de reais para adicionar uma coluna de destilação que aumenta a produção de etanol em 40 milhões de litros, disse Willian Hernandes, sócio da consultoria financeira FG/A, que ajuda as usinas a levantar capital.

    Hernandes disse que três empresas podem começar a expandir sua capacidade a partir deste mês, antes da próxima safra de cana-de-açúcar, em abril.

    As usinas também estão investindo em tanques de armazenamento para que possam manter o etanol e vendê-lo quando os preços estiverem mais altos, disse Alexandre Figliolino, que trabalhou no Itaú BBA e agora assessora empresas de açúcar e etanol.

    AÇÚCAR EM BAIXA

    A dramática mudança do Brasil para o etanol nesta safra cortou sua produção de açúcar em 20 por cento e, se o etanol continuar atraente na próxima temporada, as usinas poderão destinar mais cana para o biocombustível.

    'Com todos os planos de que ouvimos falar, as usinas provavelmente poderiam tirar mais 2 milhões de toneladas de açúcar do mercado na próxima temporada', disse Hernandes.

    O Departamento de Agricultura dos EUA e a Organização Internacional do Açúcar esperam que a Índia supere o Brasil em 2018/19 como o maior produtor mundial de açúcar.

    O apelo do etanol sobre o açúcar é influenciado por vários fatores, incluindo os preços da gasolina e da moeda brasileira, por isso ainda é incerto o quanto de cana irá para o etanol em 2019/20.

    'Sem o RenovaBio ainda, eu diria que estamos olhando para a mesma situação', disse Eder Vieito, analista sênior de commodities da Green Pool. 'Se o mundo precisar de açúcar, os preços do açúcar passarão a um nível de preços que o etanol não pode igualar --sem perder demanda significativa para a gasolina.'

    Um enfraquecimento do real e do petróleo arrastou o preço ao qual o açúcar está ao par com o etanol para pouco mais de 13 centavos de dólar por libra-peso, estimam analistas. Mas isso ainda está acima dos preços do açúcar.

    'Os preços ainda estão enviando aos produtores o sinal para manterem um forte foco no etanol no próximo ano', disse Nastari, da Datagro.

    PEGADA DE CARBONO

    No entanto, os estoques decrescentes de açúcar no Brasil têm suportado os preços domésticos, o que poderia estimular um aumento de curto prazo na produção.

    Também não está claro se o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, manterá a política de alinhar os preços domésticos dos combustíveis com os preços globais. Embora tenha melhorado a competitividade do etanol ao remover os limites de preço da gasolina, o aumento das cotações na bomba irritou muitos brasileiros.

    O açúcar também tem um apelo para as usinas porque os produtores podem cobrir os retornos com contratos futuros --um mecanismo que ainda não existe para o mercado doméstico de etanol, disse John Stansfield, analista e trader do Grupo Sopex.

    Fora do Brasil, o mercado de etanol deve se expandir também graças às políticas destinadas a reduzir as emissões. A consultoria em etanol e açúcar F.O. Licht espera que a demanda global aumente pelo menos 2 por cento ao ano na próxima década.

    E embora o etanol brasileiro muitas vezes não possa competir com a oferta de baixo custo dos EUA, o etanol de cana-de-açúcar do Brasil tem uma pegada de carbono menor que pode atrair os governos que se esforçam para cumprir os compromissos do acordo climático de Paris.

    A Colômbia, por exemplo, é um dos vários países que estão mudando as políticas de biocombustíveis para priorizar o uso de variedades com menor pegada de carbono. O etanol brasileiro começou a chegar ao Estado norte-americano da Califórnia este ano porque os distribuidores de combustível podem ganhar mais créditos sob o esquema de descarbonização do Estado.

    'Em comparação com os biocombustíveis locais, como o etanol de milho, o etanol de cana do Brasil tem uma pegada de carbono muito menor', disse o diretor da F.O. Licht, Christoph Berg. 'É, portanto, um combustível relativamente atraente'.

    As altas tarifas ainda representam uma barreira em muitos países, incluindo a China, onde o etanol brasileiro está sujeito a uma taxa de 30 por cento, embora analistas afirmem que as tensões comerciais entre Washington e Pequim possam fornecer uma oportunidade.

    'No momento, não parece que a China reduziria a tarifa de importação do etanol brasileiro', disse Berg. 'Mas ele pode ser competitivo se tal tarifa for removida.'

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    ENFOQUE-Brasil exporta recorde à China com guerra comercial, mas precisa buscar mercados

    Por Marcela Ayres e José Roberto Gomes

    BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - As exportações do Brasil à China já bateram recorde em 2018, antes mesmo de o ano acabar, com a disputa comercial entre o gigante asiático e os Estados Unidos favorecendo os envios brasileiros, sobretudo de soja, mas a neutralidade e a busca por outros mercados e alianças ainda precisam nortear a estratégia do país.

    Especialistas ouvidos pela Reuters afirmam que as retaliações entre as duas maiores potências do mundo podem, em breve, afetar o crescimento econômico global, além de enfraquecer a atuação de órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC), mesmo em meio à expectativa de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping durante o G20, em Buenos Aires.

    Assim, posicionar-se adequadamente neste ambiente conturbado seria essencial para o Brasil.

    'Acho que a melhor posição é ficar equidistante, não tomar partido... Temos de colocar o interesse nacional acima de tudo', afirmou o embaixador Rubens Barbosa, que atuou em Washington entre 1999 e 2004. 'No curto prazo, (a disputa comercial) é muito positiva, se o Brasil souber aproveitar. No longo prazo, é ruim para todo mundo.'

    Para Barbosa, além da neutralidade, abrir novos mercados, ampliar o leque de produtos exportados --hoje muito calcado em soja, petróleo e minério de ferro-- e até se aproximar da Aliança do Pacífico seriam ações importantes.

    O embaixador disse esperar isso do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que, entretanto, já deu sinais de querer limitar o peso da China nas relações com o Brasil. A executiva de seu partido, o PSL, até recusou um convite do Partido Comunista da China para ir ao país ainda neste ano, alegando 'tempo muito exíguo', segundo o presidente da sigla, Luciano Bivar, que espera realizar tal visita em 2019.

    O fato é que tomar um lado nessa 'briga' pode mesmo prejudicar o Brasil.

    De janeiro a outubro, as exportações do Brasil à China somaram 53,2 bilhões de dólares, alta de 28,8 por cento ante igual período de 2017. Com isso, ultrapassaram o total observado em todos os anos fechados da série iniciada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) em 1997.

    A China, que já é o maior parceiro comercial do país, aumentou ainda mais seu peso nessa relação, abocanhando 26,7 por cento de tudo o que o Brasil vendeu nos 10 primeiros meses do ano, uma fatia também histórica.

    As vendas de soja, principal item da pauta exportadora brasileira, foram determinantes para tanto. O avanço foi de 27,2 por cento sobre igual intervalo do ano passado, a 23,9 bilhões de dólares, em uma avenida aberta pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, favorecendo o Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

    Em uma das várias retaliações que adotou, Pequim impôs em julho tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA, respondendo a medidas do governo de Donald Trump de taxar importados chineses para forçar a revisão da pauta comercial e diminuir o déficit com o gigante asiático.

    PERSPECTIVAS

    Para o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, é inegável que, no curto prazo, as tarifas impostas tanto do lado norte-americano quanto do lado chinês estão beneficiando o Brasil, inclusive com maior procura pelos EUA de peças e componentes feitos em território nacional.

    Os norte-americanos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, tendo comprado 23,8 bilhões de dólares em produtos brasileiros de janeiro a outubro, alta de 7,2 por cento sobre um ano antes.

    Estevão ponderou, contudo, que a continuidade da guerra comercial tende a afetar negativamente o crescimento global, o que invariavelmente prejudicará as exportações brasileiras. Por isso, será uma questão de tempo para o acirramento dessa disputa começar a pesar negativamente para as trocas comerciais brasileiras.

    'Acho que 2019, no líquido, ainda vai ser positivo para o Brasil. Mas essa é uma oportunidade para fazer mais negócios, para abrir mais parceiros porque quando dois grandes cães brigam sobra bastante farelo e pedaço de carne para os outros. E o Brasil tem de acelerar esse processo de abertura por causa disso', disse.

    Tal como embaixador Rubens Barbosa, Estevão citou a necessidade de o país firmar acordos comerciais com outras nações, como Canadá e Coreia do Sul, trabalhar para o acordo entre Mercosul e União Europeia enfim ser fechado e também renegociar tarifas de importação, tornando bens de capital e bens de informática mais baratos.

    Quanto a Estados Unidos e China, Estevão citou como caminho estratégico uma aproximação forte com Washington e com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com concomitante consolidação das relações com Pequim. Ele avaliou que esse foi o rumo tomado pelo governo de Michel Temer e que deveria seguir o mesmo sob o comando de Bolsonaro.

    'Me parece que vai haver um aprofundamento dessa agenda (de liberalização comercial) porque vamos ter agora um presidente que foi eleito com ela', destacou o secretário, defendendo que o país siga aproveitando o fato de 'não ter problemas geopolíticos com ninguém' para defender interesses diversos, sem marcar posição ideológica em relação aos parceiros.

    MAIS CHINA?

    O presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-presidente do BNDES, José Pio Borges, disse que 'a complementaridade entre Brasil e China já existe e continuará existindo com ou sem essa guerra comercial com os Estados Unidos'.

    Conforme ele, as exportações de carnes para a China podem passar por uma explosão nos próximos anos à medida que Pequim abre ainda mais seu mercado às proteínas brasileiras.

    Pio Borges também ressaltou que a China é --e continuará sendo-- grande compradora de petróleo brasileiro, e que isso deve se acentuar com a expectativa de maior produção nacional nos próximos anos, conforme campos do pré-sal elevam a extração do país.

    No acumulado de 2018 até outubro, as vendas de petróleo para a China subiram 84,2 por cento, a 11,5 bilhões de dólares, em meio a maiores preços neste ano.

    A China também é a maior compradora de minério de ferro do Brasil, e os negócios foram impulsionados neste ano pelo produto de melhor qualidade da Vale, que consegue atender os chineses no momento em que o país tenta reduzir a poluição. As vendas totais da mineradora ao gigante asiático subiram mais de 10 por cento no terceiro trimestre, para 4,2 bilhões de dólares.

    Diante do impulso, o Banco Central projeta que as exportações totais do Brasil ao exterior somarão 231 bilhões de dólares em 2018, melhor desempenho em cinco anos.

    Para além das compras diretas de produtos, uma aproximação com a China no contexto do programa 'Belt and Road' --principal plataforma de política externa chinesa-- abre oportunidades para investimentos e financiamento em infraestrutura para o Brasil, num momento em que o governo eleito de Jair Bolsonaro vem ressaltando o objetivo maximizar concessões e vendas nessa área.

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    Desemprego no Brasil cai a 11,7% no tri até outubro com ajuda de eleições, diz IBGE

    SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil caiu pela sétima vez no trimestre até outubro e o número de desempregados recuou diante da criação de vagas nas eleições, em uma lenta recuperação do mercado de trabalho ainda marcada pelo desalento.

    Nos três meses até outubro a taxa de desemprego brasileira caiu a 11,7 por cento, de 11,9 por cento entre julho e setembro, com geração de vagas em sua maioria informais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    O número apresentado pela Pnad Contínua ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, em um dado favorecido pela criação de vagas relacionadas às eleições, com pessoas ocupadas nas pesquisas eleitorais e campanhas, segundo o IBGE.

    Nos três meses até outubro, o país tinha 12,351 milhões de desempregados, contra 12,492 milhões no trimestre até setembro e 12,740 milhões no mesmo período do ano passado.

    Nesse período, o número de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga foi a 4,733 milhões, de 4,776 milhões nos três meses até setembro, mostrando que o número de desalentados continua sendo um traço forte do mercado de trabalho brasileiro diante do ritmo lento da economia.

    O emprego com carteira assinada, por sua vez, teve queda de 1,1 por cento em relação aos três meses até outubro de 2017, chegando a 32,923 milhões de pessoas.

    Ao mesmo tempo, o número de pessoas sem carteira assinada no setor privado chegou a 11,628 milhões, um aumento de 5,9 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

    'A desocupação vem em processo de queda e essa tendência é em função da entrada de pessoas trabalhando na informalidade. Os empregados com carteira de trabalho não dão nenhum sinal de aumentar. O que aumenta são os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria', explicou em nota o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.

    O IBGE informou também que o rendimento médio do trabalhador chegou a 2.230 reais nos três meses até outubro, contra 2.228 reais até setembro e 2.221 reais no mesmo período de 2017.

    Em outubro, o Brasil registrou criação líquida de 57.733 vagas formais de emprego segundo dados do Ministério do Trabalho, resultado abaixo da expectativa.

    (Por Camila Moreira)

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    Cuba decide retirar profissionais do Mais Médicos; Bolsonaro diz que dará asilo a cubanos

    Por Nelson Acosta e Mateus Maia

    HAVANA/BRASÍLIA (Reuters) - Cuba anunciou nesta quarta-feira que vai se retirar do programa Mais Médicos, que durante cinco anos tem enviado especialistas de saúde da ilha ao Brasil, depois que o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que iria modificar os termos de colaboração da iniciativa e estabeleceu condições ao governo cubano.

    Bolsonaro comparou a atuação dos médicos cubanos no programa Mais Médicos a trabalho escravo e garantiu que, quando assumir o governo, 'o cubano que quiser pedir asilo aqui vai ter'.

    'Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos. Isso é trabalho escravo, não é nem análogo à escravidão, é trabalho escravo, não poderia compactuar com isso daí', disse Bolsonaro em entrevista coletiva em Brasília.

    O presidente eleito também questionou a capacidade dos médicos cubanos, afirmando aos jornalistas 'duvidar' que alguém quisesse ser atendido por um dos profissionais de saúde da ilha e afirmando ter relatos de 'barbaridades' cometidos por médicos cubanos no país.

    A televisão estatal cubana informou, ao ler comunicado do Ministério de Saúde de Cuba, que Bolsonaro, 'com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, tem declarado e reiterado que modificará os termos e condições do programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao que foi acordado por esta com Cuba'.

    Logo após o anúncio de Havana, Bolsonaro foi ao Twitter para afirmar que o governo cubano não aceitou as condições de seu governo para a manutenção da ilha no Mais Médicos, entre elas o pagamento integral dos salários aos profissionais cubanos que atuam no país.

    De acordo com o presidente eleito, a maior parte dos vencimentos tem como destino a 'ditadura' da ilha caribenha, e a decisão cubana de abandonar o Mais Médicos não leva em conta os impactos na saúde dos brasileiros e na integridade dos médicos cubanos.

    'Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou', escreveu Bolsonaro na rede social.

    'Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos', acrescentou.

    Cuba participa desde agosto de 2013 do Mais Médicos, programa criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff com o objetivo de ampliar o atendimento médico no país a cidadãos de baixa renda.

    O Ministério da Saúde cubano disse que comunicou sua decisão à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e aos políticos brasileiros que 'fundaram e defenderam essa iniciativa'.

    Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil informou que vai convocar 'nos próximos dias um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos' e que desde 2016 vem trabalhando para diminuir os médicos cubanos no programa.

    'Até aquela data, cerca de 11.400 profissionais de Cuba trabalhavam no Mais Médicos. Neste momento, 8.332 das 18.240 vagas do programa estão ocupadas por eles', acrescentou.

    De acordo com o governo cubano, cerca de 20.000 médicos atenderam 113 milhões de pacientes brasileiros em mais de 3.000 municípios do país. Os profissionais ficam com 25 por cento dos mais de 3.000 dólares pagos pelo Brasil à ilha por cada médico por mês, com 75 por cento ficando com o governo de Havana.

    Os serviços de saúde de Cuba, que estão presentes em 67 países, se tornaram uma das principais fontes de receita em dólares para Havana, assim como o turismo.

    Por meio da Opas, os médicos cubanos colaboraram na luta contra o Ebola na África e os problemas de visão na América Central e no Caribe, além de estarem presentes em países como Equador, Peru, Chile, México e Venezuela, entre outros.

    O fim da parceria com Cuba foi lamentado pelo governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), que participava de encontro de governadores eleitos com Bolsonaro em Brasília no momento do anúncio da ilha.

    “É mais um problema para gestores estaduais e mais ainda para municípios, que estão quebrados. Município não tem capacidade de pagar os médicos para ficar nas comunidades”, disse Casagrande a jornalistas.

    (Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo, e Lisandra Paraguassu e Mateus Maia, em Brasília)

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    Brasil tem acordos de livre comércio pouco relevantes e é limitado por Mercosul, diz FGV

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil participa de poucos acordos de livre comércio e é limitado pelo formato do Mercosul, avaliou estudo da Fundação Getulio Vargas divulgado nesta segunda-feira, apontando que a deficiência nessa frente ajuda a explicar a baixa taxa de abertura do país e a falta de dinamismo do seu setor exportador.

    Intitulado 'Política Comercial Brasileira: Estratégias de Inserção Internacional', o estudo apontou que o quadro é explicado, em parte, pelo desenho do Mercosul, que funciona desde 1995 como união alfandegária apesar de ter sido criado em 1991 como área de livre comércio. Além do Brasil, participam do bloco Argentina, Paraguai e Uruguai.

    'O bloco impõe forte rigidez à expansão da rede de parceiros de acordos de livre comércio de seus membros. Além disso, esse formato de bloco induz tarifas externas relativamente altas', disse o texto.

    O economista Paulo Guedes, que já foi indicado para o comando de uma superpasta da Economia no governo de Jair Bolsonaro (PSL), avaliou recentemente que o Mercosul é restrito demais e que não é prioridade da nova administração. Ele também afirmou que o governo Bolsonaro buscará 'negociar com o mundo'.

    De 1995 a 2015, o número de países com os quais o Brasil possui acordo de livre comércio passou de 3 para apenas 9, ao passo que no restante do mundo a média pulou de 6,3 para 19,3, apontou a FGV. Os 9 parceiros de livre comércio do Brasil responderam por 13 por cento das importações totais feitas pelo país em 2015 -- ou 1,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    'Em comparação, mais de dois terços das importações de Alemanha, Chile e México vêm de seus parceiros de acordos de livre comércio, o que representa quase um quarto de seus PIBs. Mesmo países tradicionalmente menos abertos ao comércio internacional, como África do Sul e Argentina, apresentam números mais expressivos que o brasileiro, com 35 por cento e 28 por cento do total de importações ocorrendo dentro de acordos de livre comércio, respectivamente', trouxe o estudo.

    'Esses dados permitem classificar de modo mais preciso as parcerias comerciais feitas pelo Brasil até hoje: além de poucas, são também pouco relevantes', acrescentou.

    MERCADO FECHADO

    Segundo o estudo, a taxa de abertura comercial do Brasil foi de 24 por cento do PIB em 2016, quando o patamar previsto para o país pelo tamanho de sua economia seria de 71 por cento.

    'O motivo que o Brasil é tão fechado é porque tem uma política clara de décadas de proteção do mercado brasileiro', avaliou o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, ao participar de seminário sobre o tema nesta segunda-feira.

    O documento aponta ainda que o país está na contramão da tendência mundial de redução no uso de medidas antidumping, criticando o alto grau de discricionariedade do processo decisório de dumping e de ações compensatórias.

    'Comparando-se o período 2006-2015 com os dez anos anteriores, a participação do Brasil nos processos antidumping iniciados no mundo passa de expressivos 4 por cento para surpreendentes 12,8 por cento', afirmou o estudo.

    É preciso reformar a Organização Mundial do Comércio para lidar com desafios recentes, disse um grupo de 12 países no fim do mês passado, em meio a uma forte disputa comercial com aplicação de tarifas unilaterais entre as duas maiores economias do mundo, os EUA e a China.

    (Por Mateus Maia e Marcela Ayres)

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    Assessor de Bolsonaro recomenda deputado Jerônimo Goergen para ministro da Agricultura

    Por Ana Mano e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O principal assessor do presidente eleito Jair Bolsonaro para o setor de agricultura disse nesta quinta-feira que recomendou o nome do deputado federal reeleito Jerônimo Goergen (PP-RS) para assumir o Ministério da Agricultura do país, maior exportador global de soja.

    Em entrevista por telefone, Nabhan Garcia disse que se encontrou com Bolsonaro na quarta-feira e indicou Goergen, que teve uma breve passagem pela pasta no governo de Fernando Henrique Cardoso, como assessor do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes entre 2001 e 2002, segundo informações do site do deputado.

    Goergen, um advogado de 42 anos, foi reeleito para seu terceiro mandato no Congresso pelo Rio Grande do Sul. Ele disse que não recebeu nenhum convite formal de Bolsonaro, mas ressaltou que se sentiria 'honrado' em fazer parta da equipe do novo governo.

    Caso de fato vá para o Ministério da Agricultura, ele terá de lidar com uma possível fusão da pasta com a de Meio Ambiente, algo que vem gerando críticas.

    Garcia afirmou não poder indicar seu próprio nome, pois isso 'seria incoerente e constrangedor para ambas as partes'.

    'Porém, após ouvir muito a base produtora primária de todo o Brasil, surgiu um nome de consenso e que goza de empatia e credibilidade de nosso setor produtivo', acrescentou o assessor, que qualificou Goergen como 'amigo e guerreiro'.

    O Rio Grande do Sul é um importante produtor de soja, carne e outros produtos agrícolas.

    ((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC JRG

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