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    FMI vê crescimento menor no Brasil em 2018 e 2019 por greve dos caminhoneiros e aperto global no crédito

    SÃO PAULO (Reuters) - Os problemas provocados pela greve dos caminhoneiros e as condições financeiras externas mais apertadas pressionam a economia do Brasil neste ano e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir suas estimativas de crescimento para 2018 e 2019.

    O Produto Interno Bruto do Brasil deve crescer 1,4 por cento em 2018 nas contas do FMI, que reduziu sua estimativa em 0,4 ponto percentual em relação à projeção anterior feita em julho, de acordo com seu novo relatório 'Perspectiva Econômica Mundial'.

    Isso se deve a 'problemas causados pela greve nacional dos motoristas de caminhões e condições financeiras externas mais apertadas, que são uma fonte de risco para as perspectivas', disse o FMI no relatório.

    Para 2019, o corte foi de 0,1 ponto percentual, a 2,4 por cento. O crescimento esperado é impulsionado 'pela recuperação da demanda privada conforme o déficit de produção gradualmente diminui', apontou o FMI.

    A greve dos caminhoneiros, em maio, pesou sobre a indústria e os investimentos e o PIB do país cresceu apenas 0,2 por cento no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, destacando a instabilidade da atividade econômica.[nL2N1VM0K5]

    Os dados do FMI ficam em linha com aqueles do governo e do Banco Central. Recentemente o BC piorou sua projeção de crescimento do Brasil a 1,4 por cento neste ano, prevendo uma aceleração para 2,4 por cento no ano que vem.[nL2N1WD0CX]

    Os ministérios da Fazenda e do Planejamento preveem uma elevação de 1,6 por cento do PIB neste ano e de 2,5 por cento no ano que vem. Já o mercado vê a atividade crescendo 1,34 por cento em 2018 e 2,5 por cento em 2019, conforme a leitura mais recente da pesquisa semanal Focus.[nL2N1WO0DP]

    O FMI destacou que a consolidação fiscal deve ser a prioridade para o Brasil.

    'A reforma da Previdência é essencial para garantir a sustentabilidade fiscal e garantir a igualdade, dado que os gastos previdenciários são altos e as aposentadorias são excessivamente generosas para alguns segmentos da população', disse o FMI.

    'Também será necessário continuar restringindo a folha de pagamento do governo, harmonizando os regimes tributários federal e estatal e melhorando as finanças do governo, ao mesmo tempo em que se protege os programas sociais', completou.

    O FMI também projeta inflação de 3,7 por cento no Brasil em 2018 e 4,2 por cento em 2019, sendo que o centro da meta oficial do governo brasileiro é de respectivamente 4,50 por cento e 4,25 por cento, com margem de tolerância para ambos os anos de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    A taxa de desemprego, segundo o Fundo, deve diminuir, passando de 11,8 por cento neste ano para 10,7 por cento no próximo. No trimestre encerrado em agosto, a taxa caiu pela quinta vez seguida para 12,1 por cento, informou o IBGE no fim do mês passado. [nL2N1WE0CE]

    As revisões promovidas pelo FMI para o Brasil ajudaram a pressionar para baixo o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento como um todo, junto com o esperado impacto das medidas comerciais implementadas desde abril sobre a atividade na China e a desaceleração da economia da Turquia.

    Assim o FMI cortou a expectativa para a expansão desse grupo em 0,2 e 0,4 ponto percentual respectivamente para 2018 e 2019, vendo um crescimento de 4,7 por cento para ambos os anos.

    Para a América Latina e o Caribe, a redução foi de 0,4 ponto para cada um dos dois anos, com as novas estimativas de crescimento a 1,2 por cento em 2018 e de 2,2 por cento em 2019.

    (Por Camila Moreira)

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    Taxa de desemprego cai a 12,1% no Brasil no tri até agosto; desânimo permanece alto

    SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho.

    Nos três meses até agosto a taxa de desemprego foi a 12,1 por cento, de 12,3 por cento no trimestre até julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

    No mesmo período do ano passado a taxa era de 12,6 por cento. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 12,2 por cento.

    'De maneira geral, segue a recuperação do mercado de trabalho, porém um pouco mais lenta que o inicialmente imaginado e sem pressões à vista sobre a inflação', avaliou a consultoria Rosenberg & Associados em nota.

    A Pnad Contínua mostrou ainda que no período o número de desempregados no Brasil era de 12,707 milhões, contra 12,868 milhões nos três meses até julho e 13,113 milhões no mesmo período de 2017.

    O desalento dos trabalhadores, entretanto, continua sendo a marca do mercado, com 4,754 milhões de pessoas que desistiram de procurar uma recolocação no trimestre até agosto. Nos três meses até julho o número de desalentados era de 4,818 milhões.

    O emprego formal também continua perdendo espaço. Nos três meses até agosto eram 32,968 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado, queda de 1,3 por cento sobre o ano anterior.

    O emprego sem carteira no setor privado, por outro lado, registrou aumento de 4,0 por cento na comparação com 2017, chegando a 11,191 milhões de trabalhadores.

    O rendimento médio do trabalhador, mostrou ainda o IBGE, alcançou 2.225 reais no trimestre até agosto, contra 2.216 nos três meses até julho e 2.196 reais no mesmo período de 2017.

    O Brasil registrou em agosto criação líquida de 110.431 mil vagas formais de emprego, segundo dados do Ministério do Trabalho, no melhor desempenho para o mês em cinco anos.

    No entanto, o cenário é de lentidão do mercado de trabalho em se recuperar e incertezas diante de uma atividade econômica que não consegue engrenar em um ritmo intenso.

    (Por Camila Moreira)

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    Petroleiras preparam ofertas para leilão de pré-sal do Brasil temendo eleições

    Por Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Exxon Mobil, a Shell e outras empresas vão participar na próxima sexta-feira de um leilão de cobiçadas áreas de petróleo e gás do pré-sal, antes de eleições que criam temores sobre barreiras para o investimento estrangeiro e até sobre a continuidade das licitações.

    O leilão no Rio de Janeiro de quatro blocos nas bacias de Santos e Campos acontece apenas uma semana antes da eleição presidencial mais imprevisível em uma geração, que inclui candidatos que podem procurar diminuir o ritmo dos leilões de petróleo, revisar a legislação favorável ao mercado ou até mesmo reclamar campos de óleo já leiloados.

    'Eles podem tentar revisar o processo todo de abertura (da indústria petrolífera) para as companhias internacionais de petróleo', disse um executivo do setor de serviços petroleiros, que recusou ser identificado.

    Atraídas pela geologia de classe mundial, pela diminuição de reservas em outros lugares e a alta dos preços da commodity, as companhias deixaram muito dinheiro no Brasil, o maior produtor da América Latina, para garantir participação na camada de pré-sal do país, onde bilhões de barris de petróleo estão presos sob uma camada grossa de sal no oceano.

    A chinesa CNOOC, a Chevron, a BP, a norueguesa Equinor e a francesa Total também estão todas registradas para participar no leilão.

    O seu interesse foi incentivado por políticas favoráveis ??à indústria sob o presidente Michel Temer, incluindo o afrouxamento de regras que favoreciam fornecedores locais e a suspensão da obrigação de a Petrobras ser o único operador nos blocos de pré-sal.

    Temores de um retrocesso dessas políticas devem encorajar grandes apostas na sexta-feira, de acordo com Edmar Almeida, professor do departamento energia na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    'Será um leilão muito disputado', ele disse.

    O candidato de direita, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas, falou pouco sobre o setor petroleiro, apesar de, como deputado, ter uma vez votado contra diminuir o monopólio da Petrobras. Ele tem comentado ideias de privatizações e indicou que irá adotar uma abordagem favorável ao mercado, se for eleito.

    Entretanto, as pesquisas de intenção de voto indicam que o provável segundo turno no dia 28 de outubro teria uma disputa apertada. Fernando Haddad, um acadêmico de esquerda que subiu para o segundo lugar nas pesquisas depois de ser apoiado pelo ex-presidente Lula, que está preso atualmente, tem uma visão muito mais nacionalista da indústria.

    Prometendo 'recuperar o pré-sal para servir ao futuro da população brasileira, não aos interesses das empresas internacionais', de acordo com a sua plataforma, ele restauraria os requerimentos mais restritos para usar fornecedores locais.

    É incerto se Haddad adotaria também a promessa de Lula de retomar o monopólio da Petrobras como única operadora de campos de pré-sal e diminuiria o ritmo dos leilões.

    Ciro Gomes, ex-governador de esquerda que está em terceiro lugar, ameaçou congelar os leilões e expropriar os blocos que já foram vendidos.

    Se Haddad ou Ciro ganhar, 'nós podemos dar adeus para os leilões', disse outro executivo do setor, que pediu para não ser nomeado. 'Eles querem nacionalizar tudo de novo. Será o inferno', disse.

    As melhores ofertas desta semana devem ser pelos blocos de Titã e Saturno, na Bacia de Santos, que foram retirados pela Justiça de um leilão anterior em março, decepcionando a Exxon.

    Tanto Pau Brasil, na Bacia de Santos, e o sudoeste do campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, não receberam ofertas em uma rodada no ano passado. Porém dessa vez a Petrobras exerceu seu direito de preferência na licitação do bloco de Tartaruga Verde, adjacente a uma área que a estatal já possui.

    Sob as leis brasileiras, a Petrobras pode expressar interesse prévio em operar um bloco onde poderia operar com pelo menos 30 por cento de participação. A estatal também pode fazer ofertas por outros blocos no dia do leilão em que não exerceu preferência.

    As empresas competirão ofertando a maior quantidade de petróleo --subtraindo custos indiretos-- ao governo, com os lances mínimos indo de 9,5 por cento a 35 por cento.

    (Por Alexandra Alper)

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    Ciro diz que Brasil pode crescer 5% em 2020 se conseguir implementar suas propostas

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta segunda-feira que se conseguir implementar as medidas fiscais previstas por ele no começo de seu governo irá zerar o déficit fiscal do país, que vai para o sexto ano seguido em 2019, e o Brasil poderá crescer mais de 5 por cento já em 2020.

    Ciro disse que se eleito vai eliminar o desequilíbrio fiscal do país com tributação sobre lucros e dividendos, o que renderia 70 bilhões de reais em receita, tributar progressivamente as heranças no país, o que renderia outros 30 bilhões de reais. Por último promete passar um “pente fino” na dispensa de pagamento de impostos por parte de multinacionais, medida que poderia aumentar a arrecadação federal em mais 70 a 80 bilhões de reais.

    “Com isso não precisa de CPMF e zera o déficit fiscal“, disse Ciro, que não considera o chamado imposto do cheque eficiente, numa alfinetada em uma suposta proposta do economista Paulo Guedes, coordenador econômico do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro.

    Em visita ao bairro de Madureira, área carente do Rio de Janeiro, o candidato do PDT disse que suas propostas ajudarão a gerar 2 milhões de empregos no primeiro ano e estimular o crescimento da economia. Paralelamente, Ciro pretende ajudar pessoas e empresas a reduzirem seu nível de endividamento e, ajeitar o problema das contas públicas.

    “Dois milhões de empregos já posso produzir no primeiro ano, mas se tiver êxito na questão fiscal o Brasil pode pensar em crescer em 2020 mais de 5 por cento“, disse a jornalistas.

    COMPARAÇÃO COM HITLER

    Ciro aproveitou para lembrar as declarações misóginas de Bolsonaro, que já teve embates agressivos com mulheres e atacou minorias ligadas à grupos LGBTs e quilombolas. E voltou a comparar o adversário, que lidera as pesquisas de intenção de voto, ao líder da Alemanha nazista, Adolf Hitler.

    “Quando Hitler saiu da cadeia também ascendeu ao poder através da democracia fragilizada”, disse Ciro “Peço ao Brasil que examine com muito cuidado no passo que vai dar agora porque nosso voto é crítico para nação brasileira... um candidato que está segregando mulheres, negros e população LGBT e tem um vice que prega a violência, essa é outra característica do nazifascismo', disse.

    'Ele é um candidato que fala em Deus e faz apologia da morte”, acrescentou o pedetista, apontando que as ações da fabricante de armas Taurus têm subido com a propaganda “imbecil” a favor das armas. Nesta segunda, as ações da fabricante subiam cerca de 5 por cento.

    O presidenciável do PDT reiterou que se Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, que aparece em segundo lugar nas pesquisas, forem para o segundo turno o eleitor estará jogando o país num precipício.

    “Peço a Deus para iluminar minha palavra para proteger nossa pátria desse desastre”, disse Ciro, que tenta se manter próximo de Haddad na briga por uma vaga no segundo turno.

    MINISTÉRIO FEMININO

    Em um aceno ao eleitorado feminino, Ciro disse que se for eleito metade dos ministérios será comandado por mulheres.

    “As mulheres brasileiras vão salvar mais uma vez a pátria brasileira e sou um candidato que tem história porque metade dos meus secretários como prefeito e governador era mulher”, disse.

    “E vou fazer a mesma coisa, como presidente, as mulheres terão metade do meu ministério e serão garantidas a receber o mesmo salário que os homens, ao contrário do que diz o Bolsonaro, porque cabe ao governo fazer essa lei ser cumprida“, acrescentou o pedestista, em nova crítica ao presidenciável do PSL.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    OCDE derruba previsão de crescimento do PIB brasileiro a 1,2% em 2018 por incertezas políticas

    Por Stefani Inouye

    SÃO PAULO (Reuters) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou um tom mais pessimista que o mercado sobre o desempenho do PIB brasileiro neste ano e promoveu uma forte redução em sua projeção para o crescimento do Brasil em 2018, devido às incertezas sobre a condução da economia nos próximos anos.

    Em um relatório divulgado nesta quinta-feira, o fórum econômico apontou que o país deve crescer 1,2 por cento em 2018, apresentando uma forte queda em relação à previsão anterior de 2 por cento, feita há três meses.

    Segundo a entidade, 'o ritmo da recuperação no Brasil desacelerou em meio a considerável incerteza política sobre as políticas futuras' além dos reflexos da recente greve dos caminhoneiros.

    'As condições financeiras também se estreitaram um pouco, apesar das vulnerabilidades externas menores do que em muitas outras economias emergentes.'

    'Reiniciar reformas, particularmente a da Previdência, ajudaria a melhorar a confiança e o gasto do setor privado, permitindo que o crescimento do PIB avance para cerca de 2,5 por cento em 2019', completa.

    As estimativas da OCDE ficaram ainda menores do que o mostrado na pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central com mais de 100 economistas, que preveem um avanço da atividade econômica neste ano de 1,36 por cento, ante 1,4 por cento na semana anterior. [nL2N1W30AZ]

    A OCDE também estima que o país crescerá 2,5 por cento em 2019, abaixo da projeção feita em maio de 2,8 por cento.

    Na véspera, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reforçou a necessidade de o Brasil seguir no caminho das reformas fiscais, destacadamente a da Previdência, devido ao aumento da despesas e defendeu uma maior abertura do mercado do país. [nL2N1W50FQ]

    O Banco Central manteve na véspera a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, mas apontou que pode subir a Selic à frente caso haja piora do quadro atual, conforme as incertezas ligadas às eleições vêm guiando uma escalada do dólar frente ao real. [nL2N1W51QP]

    MENOR CRESCIMENTO GLOBAL

    O Brasil, no entanto, não foi o único que teve sua previsão econômica reduzida pela entidade, já que o relatório mostrou que a economia mundial está a caminho de crescer 3,7 por cento neste e no próximo ano, ante 3,6 por cento no ano anterior. [nL2N1W6092]

    'A escalada das tensões comerciais, o aperto das condições financeiras nos mercados emergentes e os riscos políticos podem minar ainda mais o crescimento forte e sustentável a médio prazo em todo o mundo', destacou organização.

    A entidade também cortou as previsões de crescimento da Argentina e da Turquia, apontando que os dois países, além do Brasil, enfrentam problemas com o aumento dos juros nos EUA e a força do dólar norte-americano.

    A prolongada disputa comercial entre a China e os Estados Unidos se intensificou novamente nesta semana, uma vez que a China impôs tarifas sobre 60 bilhões de dólares em produtos norte-americanos em retaliação à última rodada de tarifas dos EUA sobre produtos chineses. [nL2N1W416C]

    No dia anterior à divulgação do relatório, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou que o acirramento da guerra comercial no mundo e o avanço de medidas protecionistas devem ter um impacto maior sobre os países emergentes e em desenvolvimento. [nE6N1TY02D]

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    Polarização crescente na eleição levanta temores sobre futuro da democracia no Brasil

    Por Brad Brooks e Anthony Boadle

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A mais radicalizada disputa presidencial desde o fim do regime militar há três décadas vem se tornando ainda mais polarizada, o que levanta preocupações sobre o futuro da democracia no Brasil.

    A menos de três semanas da votação, as pesquisas mostram os eleitores começando a abandonar os candidatos situados mais ao centro para optarem pelos dois polos da disputa.

    À direita está o líder das sondagens de intenção de voto, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército, que saiu de um atentado à faca em 6 de setembro ainda mais radical.

    Em um vídeo de domingo no Facebook, que já tinha sido visto mais de 7 milhões de vezes até esta quarta-feira, Bolsonaro sugere que se perder a eleição será devido a uma manipulação do sistema de votação pelo PT, acirrando ainda mais os ânimos de uma paisagem política já tensa.

    Do outro lado, o PT tem chamado a eleição de fraude porque seu fundador e político mais popular, Luiz Inácio Lula da Silva, teve a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa depois de ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. O partido fez de 'Lula Livre' seu bordão na campanha.

    A posição do PT alimentou preocupações entre uma grande faixa de eleitores, que culpa o partido pela corrupção política generalizada e teme que, se o presidenciável petista, Fernando Haddad, vencer, ele conceda um indulto a Lula. Na terça-feira, o ex-prefeito de São Paulo negou categoricamente que ele fará isso, embora tenha admitido que o ex-presidente seria um conselheiro essencial de seu governo, mesmo da prisão.

    Nessa atmosfera cada vez mais tóxica, parece não haver qualquer chance de que o primeiro turno da eleição em 7 de outubro vá unir um país profundamente dividido. Isso aumenta o risco de que o próximo governo fique paralisado por tumultos e uma dura oposição, incapaz de avançar contra crise dupla, política e econômica, que o Brasil enfrenta.

    'Muitos pensavam que quando chegássemos perto da eleição, seria encontrado algum meio termo, e não é isso que estamos vendo', disse Monica de Bolle, diretora do programa de estudos latino-americanos da Escola Johns Hopkins de Estudos Internacionais Avançados.

    Em vez disso, Bolsonaro, de 63 anos, está se encaminhando para um possível segundo turno em 28 de outubro contra Haddad, de 55 anos, um confronto que se mostra, neste momento, em um impasse, segundo as pesquisas.

    A eleição se tornou 'muito perigosa', afirmou De Bolle.

    Isso ocorre principalmente porque Bolsonaro, que tem repetidamente elogiado o regime militar brasileiro, e seu companheiro de chapa, o general da reserva Hamilton Mourão, falaram abertamente 'sobre restringir liberdades civis e reescrever a Constituição de maneira autoritária', disse De Bolle.

    Mourão já disse que as Forças Armadas deveriam realizar uma intervenção se o Judiciário do país não puder acabar com a corrupção política.

    'Eles não estão evitando dizer essas coisas abertamente e não estão sendo criticados por dizê-las', acrescentou De Bolle.

    RESPOSTAS FÁCEIS

    Em meio a crescentes crimes e contínuas revelações de corrupção, a candidatura de Bolsonaro oferece uma fórmula simples para os eleitores, enquanto atrai poderosos setores empresariais com promessas de políticas econômicas liberais e, acima de tudo, impede o retorno do partido de Lula e de seus planos de um maior papel do Estado na economia.

    'O que eu acho realmente surpreendente é que há um grande segmento da população brasileira, a elite, as pessoas que deveriam saber mais, que estão basicamente descartando o risco e dizendo 'você sabe, eu não me importo. Não quero o PT de volta ao poder'”, disse De Bolle.

    Isso é visto pelos braços abertos que influentes grupos econômicos brasileiros estão oferecendo à equipe de Bolsonaro.

    Na segunda-feira, Mourão, que na semana passada disse que a Constituição não precisa ser escrita por representantes eleitos pelo povo, mas por um grupo de notáveis, fez um discurso de 40 minutos para líderes empresariais de São Paulo, que foi interrompido em vários momentos com aplausos. Ele voltou a falar sobre a Constituição, chamando-a de 'terrível' e 'desatualizada' e destacando 'que precisamos de uma outra'.

    'Considero essa a mãe todas as reformas', acrescentou.

    Quando questionado se acreditava no processo democrático, Mourão disse que se 'fosse antidemocrático, eu não estaria participando da eleição, eu estaria com a minha 45, limpando ela bonitinha, e aguardando melhores dias'.

    A declaração provocou risos da multidão.

    Perguntado sobre a alegação de Bolsonaro, de que o PT tentaria fraudar o sistema de votação para ganhar, Mourão disse que 'tem que relevar um homem que praticamente morreu, quase morreu, que passou por duas cirurgias graves. O cara está fragilizado, então vamos relevar o que ele disse'.

    Mas o cientista Carlos Melo, do Insper, disse que Bolsonaro levantou essa preocupação antes e está fazendo isso agora como 'uma atitude preventiva que servirá para reforçar a fiscalização... ou, mais arriscado que isto, para antecipar derrotas, questionando resultados'.

    'Bolsonaro é um personagem político que nunca esteve do lado de dentro dos muros da democracia no Brasil', disse Melo. 'A escolha do general Mourão, embora seja um direito líquido e certo tanto do candidato quanto do militar, é óbvio que se trata de mais um elemento que pressiona a democracia.'

    Para Sérgio Praça, cientista político da Fundação Getulio Vargas, o maior perigo seria qualquer tentativa de Haddad conceder perdão a Lula.

    'Até poucos dias atrás, eu teria dito que qualquer ameaça contra a democracia brasileira era uma piada', disse Praça. 'Agora, há uma tensão. A retórica do companheiro de chapa de Bolsonaro é altamente incomum, não é normal.'

    'Mas o que mais me preocupa é o perdão a Lula. Não porque eu queira ver Lula na prisão por muito tempo, mas porque seria um duro golpe contra o sistema judicial, que provocaria apoio suficiente dentro da sociedade civil para um golpe militar.'

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Safra de soja do Brasil 17/18 soma recorde de 119,3 mi t; colheita de milho cai 17%

    Safra de soja do Brasil 17/18 soma recorde de 119,3 mi t; colheita de milho cai 17%

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil 2017/18 somou um recorde de 119,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,6 por cento na comparação com a temporada anterior, estimou nesta terça-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu último levantamento para a temporada.

    Na previsão de agosto, a Conab havia estimado a produção da oleaginosa em 119 milhões de toneladas.

    O aumento na produção de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, está sendo absorvido pela China, principal importador, que tem buscado mais o produto brasileiro em meio a uma disputa comercial com os Estados Unidos, também grandes produtores.

    Considerando a safra total de grãos e oleaginosas, a produção brasileira em 2017/18 fechou em 228,3 milhões de toneladas, a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada anterior.

    A produção total ficou abaixo da de 2016/17 devido principalmente a uma queda na colheita de milho, atingida por uma severa seca na segunda safra.

    A produção total milho foi estimada em 81,3 milhões de toneladas, ante 82,2 milhões de toneladas na previsão de agosto. O volume total ficou 16,8 por cento abaixo do recorde da safra 2016/17, quando o país colheu 97,8 milhões de toneladas.

    A Conab apontou que uma redução na área cultivada aliada ao forte estresse hídrico resultaram em perdas de produtividade. Dessa forma, a segunda safra do cereal, a maior do país, foi projetada em 54,5 milhões de toneladas, 19,1 por cento inferior à anterior.

    Os estoques finais de milho, contudo, seguirão em patamares elevados, uma vez que o Brasil deve exportar menos milho, diante de custos adicionais com o tabelamento do frete.

    A Conab agora projeta exportações de 25,5 milhões de toneladas, ante 27 milhões na projeção de agosto e 30,8 milhões na temporada passada. Já os estoques finais foram vistos pela estatal em 13,86 milhões de toneladas, versus 13 milhões no mês passado.

    A safra de trigo do Brasil em 2018, apenas iniciada no maior produtor nacional, o Paraná, foi projetada em 5,24 milhões de toneladas, ante 5,14 milhões na previsão de agosto.

    Já safra de algodão do Brasil em 17/18 foi estimada em recorde de 2 milhões de toneladas (pluma), ante 1,98 milhão na previsão de agosto e 1,5 milhão não temporada passada, conforme havia antecipado a associação de produtores.

    (Por Roberto Samora)

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