alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE brasil

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Transição na Venezuela é irreversível e militares precisam aderir, avalia chanceler Araújo

    Transição na Venezuela é irreversível e militares precisam aderir, avalia chanceler Araújo

    Por John Irish

    PARIS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não conseguirá reverter a transição democrática que está acontecendo no país, mas os militares também precisarão apoiar essa mudança, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil nesta sexta-feira.

    O líder opositor Juan Guaidó conclamou os militares a mudarem de lado no mês passado, mas só um punhado de soldados atendeu seu apelo de 30 de abril. Já o governo Maduro iniciou uma repressão a parlamentares da oposição supostamente ligados ao levante.

    'O processo que está em curso desde janeiro... é irreversível, com todo o apoio internacional a uma transição democrática. Não há caminho de volta para o regime Maduro permanecer no poder indefinidamente', disse Ernesto Araújo à Reuters em Paris.

    O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se uniu a mais de 50 outras nações ao reconhecer Guaidó como o líder legítimo da Venezuela.

    'A questão hoje são os arranjos necessários para os militares venezuelanos aderirem ao governo legítimo. Sentimos que é necessário os militares aderirem, mas a forma que isso tomará cabe aos venezuelanos', disse Araújo em inglês.

    Apesar das sanções dos Estados Unidos, a alta cúpula militar da Venezuela vem praticamente ignorando os apelos da oposição e de Washington para que se volte contra Maduro. Pouco mais de mil soldados desertaram, a maioria para a Colômbia e o Brasil.

    Araújo, que está em Paris para uma reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) agora que Brasília se aproxima de uma filiação, disse que não acredita que uma intervenção estrangeira seja necessária na Venezuela e que os esforços econômicos e diplomáticos estão isolando Maduro.

    'As forças dentro da Venezuela estão ganhando ímpeto contra o regime Maduro, e a percepção crescente é que é só uma questão de tempo', afirmou.

    Assim como a Colômbia, o Brasil apoiou uma iniciativa da oposição para levar ajuda humanitária norte-americana ao seu vizinho em fevereiro, mas Maduro fechou a única passagem de fronteira formal.

    Por causa do fechamento, centenas de venezuelanos subornavam membros da Guarda Nacional diariamente para tentar chegarem ao Brasil por meio de trilhas. A fronteira foi reaberta desde então.

    O colapso econômico da Venezuela deixou cerca de um quarto da população de 30 milhões de habitantes necessitada de assistência humanitária, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

    A tentativa de levar socorro 'fracassou porque a ajuda não entrou, mas politicamente mostrou que é um regime que não se detém diante de nada', disse Araújo.

    0

    0

    14

    2 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Xi diz a Mourão que China e Brasil devem se ver como oportunidade

    Xi diz a Mourão que China e Brasil devem se ver como oportunidade

    PEQUIM (Reuters) - A China e o Brasil devem considerar um ao outro como uma oportunidade para o desenvolvimento e como parceiros, disse o presidente chinês, Xi Jinping, ao vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, nesta sexta-feira, em Pequim.

    Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro, que criticou o papel da China na economia brasileira durante a campanha presidencial, Mourão tem escolhido uma abordagem mais pragmática em relação a um dos principais parceiros comerciais do Brasil, à procura de manter os laços econômicos.

    Durante o período eleitoral de 2018, Bolsonaro retratou a China como um predador em busca de dominar setores-chave da economia brasileira.

    Ao receber Mourão no Grande Salão do Povo em Pequim, Xi disse que o relacionamento entre os dois países está em um 'momento crucial', de acordo com a TV estatal chinesa.

    'Os dois lados devem continuar discutindo com firmeza as oportunidades e os parceiros um do outro para o seu próprio desenvolvimento, respeitando-se, confiando um no outro, apoiando-se mutuamente e construindo as relações China-Brasil como modelo de solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento', disse Xi.

    Há 'perspectivas amplas' de cooperação entre os dois, afirmou Xi.

    A China tem se aproximado diplomaticamente da América Latina, para a preocupação dos Estados Unidos, que há muito considera a região como sua área de influência.

    Neste ano o Brasil será o anfitrião da cúpula do Brics, bloco constituído por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, à qual Xi deve comparecer.

    (Reportagem de Ben Blanchard)

    0

    0

    19

    2 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EUA anunciam apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE

    EUA anunciam apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo norte-americano anunciou nesta quinta-feira apoio oficial à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), informou o Ministério das Relações Exteriores.

    A informação foi revelada pelo Itamaraty em sua conta no Twitter.

    'Hoje na OCDE os EUA expressaram de modo claro e oficial seu apoio ao pleito do Brasil de ingressar na OCDE, uma prioridade do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil agradece o gesto de confiança e está pronto a trabalhar com todos os membros e Secretariado no processo de acessão', disse o ministério.

    Em Paris, onde está para a reunião da OCDE, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, classificou de 'importantíssimo' o apoio norte-americano.

    'Foi importantíssimo no nosso caminho para nos tornarmos membro pleno da OCDE. O presidente (Donald) Trump já tinha garantido seu apoio de maneira muito clara, de modo que a confirmação era esperada aqui, no ambiente da OCDE', disse Araújo.

    'Isso foi extremamente relevante. Era talvez a principal peça que faltava para que nós pudéssemos começar o processo de adesão no mais breve tempo possível', acrescentou.

    O apoio foi prometido pelo presidente dos EUA durante a visita de Bolsonaro a Washington, em março. Em troca, o Brasil se comprometeu a abrir mão do tratamento especial e diferenciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), ao qual tem direito por ser um país em desenvolvimento, e que traz condições favoráveis em negociações.

    No entanto, no encontro preparatório para reunião do Conselho da OCDE, no mês passado, os norte-americanos evitaram declarar o apoio. A alegação é que não tinham instrução formal para isso.

    Em seguida, depois da repercussão, o Departamento de Estado norte-americano reafirmou a intenção de apoiar o Brasil no órgão.

    Nesta quinta-feira, a embaixada dos EUA no Brasil reafirmou que o país mantém o apoio ao Brasil.

    Com o apoio norte-americano, que antes bloqueava a expansão da OCDE, o Brasil deverá começar em breve o processo de adesão, que pode levar até cinco anos para ser completado.

    Além do Brasil, Argentina e Romênia também devem iniciar seus processos de adesão. Os europeus ainda tentam incluir mais um país da região --possivelmente a Bulgária--, alegando uma questão de equilíbrio regional.

    'Os europeus têm as preocupações deles com o equilíbrio regional, mas isso é algo a ser discutido entre os membros atuais', disse Araújo.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

    1

    0

    26

    3 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Por um preço, soldados venezuelanos fazem vista grossa em trilhas clandestinas para o Brasil

    Por um preço, soldados venezuelanos fazem vista grossa em trilhas clandestinas para o Brasil

    Por Anthony Boadle

    PACARAIMA, Roraima (Reuters) - A única passagem de fronteira oficial entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima (RR), ficou fechada por semanas até ser reaberta nesta sexta-feira, mas a pouco mais de um quilômetro e meio, um fluxo constante de imigrantes e traficantes continuou a cruzar o limite entre os dois países – a um preço.

    Todos os dias, centenas de venezuelanos subornam agentes de fronteira venezuelanos para entrar no Brasil por antigas trilhas indígenas que cruzam o campo, de acordo com o relato de dezenas de migrantes e de dois ex-agentes da Guarda Nacional da Venezuela.

    Muitos dos que usam as trilhas fogem da crise na terra natal em busca de uma vida melhor fora do país. Outros estão simplesmente querendo comprar comida, remédios e itens básicos não disponíveis na Venezuela, disseram.

    A única passagem oficial entre os dois países foi fechada em fevereiro pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro com o objetivo de bloquear uma tentativa da oposição de trazer para o país via Colômbia e Brasil carregamentos de ajuda enviados pelos EUA. A passagem foi reaberta nesta sexta pelo governo venezuelano.

    O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó tem pedido aos militares que derrubem Maduro, a quem chama de ditador, enquanto o governo em troca diz que Guaidó é um fantoche de Washington e incentivador de um golpe.

    Numa Venezuela com cerca de 25 por cento dos 30 milhões de habitantes em necessidade de ajuda humanitária devido ao colapso econômico, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as travessias ilegais na fronteira continuam a ser uma linha de vida para muitos venezuelanos.

    Os imigrantes entrevistados pela Reuters disseram que os soldados da Guarda Nacional da Venezuela tiraram vantagem do fechamento da fronteira, cobrando 50 reais por carro na passagem paralela. A tarifa é maior para os veículos que voltam cheios com arroz, farinha e açúcar, contaram.

    Os que não têm o dinheiro para bancar a passagem ilegal devem percorrer trilhas ainda mais longas, carregando sua bagagem a pé por até seis horas numa árdua caminhada testemunhada pela Reuters.

    “Usando uniformes venezuelanos, eles exigem dinheiro descaradamente até para a passagem a pé. Eles estão se aproveitando”, disse Yeral Garate enquanto esperava, junto com cinco outros imigrantes famintos, o arroz cozinhar em uma fogueira na trilha, já em território brasileiro.

    O governo da Venezuela e a Guarda Nacional, a cargo do controle de fronteira, não responderam os pedidos de comentário.

    Maduro disse no passado que as críticas aos militares está ligada aos esforços da oposição para macular as Forças Armadas.

    Mais de 3,4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015 devido à crise política e econômica, de acordo com a ONU. Garate disse que a falta de comida e medicamentos, os salários miseráveis e as políticas “catastróficas” de Maduro o fizeram fugir do país.

    ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

    0

    0

    66

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Governo dos EUA reafirma apoio a Brasil na OCDE depois de negociações em Genebra não avançar

    Governo dos EUA reafirma apoio a Brasil na OCDE depois de negociações em Genebra não avançar

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de os Estados Unidos não avançarem no apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), durante reunião do Conselho de Representantes esta semana, o governo norte-americano usou o Twitter nesta quarta-feira para reafirmar o apoio à entrada do país na organização.

    Em sua conta na rede social, a secretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, afirmou que os Estados Unidos 'apoiam o Brasil a iniciar o processo de adesão para se tornar membro pleno da OCDE (@OECD).'

    Breier lembrou a declaração conjunta assinada pelo presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, durante a visita a Washington, em março deste ano.

    'Conforme a declaração conjunta, acolhemos do Brasil reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória conforme os padrões da OCDE', escreveu a secretária.

    Bolsonaro retuitou o texto, que foi traduzido para o português pelo Twitter da embaixada norte-americana. Mais cedo, ao ser perguntado sobre o caso, o presidente preferiu não responder.

    Na visita aos Estados Unidos, o Brasil se comprometeu a abrir mão do Tratamento Especial e Diferenciado nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), um status que dá mais vantagens, como maior prazo, na implementação de acordos comerciais. Em troca, receberia o apoio dos EUA para se tornar membro pleno da OCDE.

    Em sua fala à imprensa na Casa Branca, com Bolsonaro ao lado, Trump declarou que apoiava 'os esforços brasileiros' para iniciar o processo de se tornar membro pleno da OCDE.

    No entanto, na reunião do Conselho de Representantes da organização, ocorrida na terça-feira em Genebra, não avançou no tema. A expectativa era de que, na última reunião preparatória para a Conferência ministerial, que acontece em Paris no final deste mês, a discussão da adesão de novos países --não apenas o Brasil-- avançasse.

    A delegação norte-americana, no entanto, disse não ter instruções para seguir adiante nas negociações para ampliação.

    1

    0

    25

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportação de carnes do Brasil deve dar salto com China em 2019, prevê ABPA

    Exportação de carnes do Brasil deve dar salto com China em 2019, prevê ABPA

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil exportará em 2019 muito mais carnes de frango e de suínos do que o projetado inicialmente, com a indústria passando a contabilizar os efeitos de uma maior demanda da China pelos produtos brasileiros, avaliou nesta quarta-feira a associação ABPA, que também vê uma recuperação do setor em meio a menores custos com matérias-primas.

    Isso ocorre enquanto o país asiático lida com problema de oferta ao ver suas criações atingidas pela peste suína africana, que tem atingido diversas regiões produtoras da China, maior consumidor mundial do produto.

    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o Brasil deverá aumentar as exportações de carne suína em mais de 20 por cento em 2019 ante 2018, principalmente com a maior demanda da China.

    'O fato novo foi que a China vinha em ritmo crescente, mas nunca explosivo como este ano, ela passou a ter um risco de desabastecimento', disse Turra, comentando sobre os fortes abates em função da peste no país asiático, que passam a influenciar mais os mercados na medida em que os estoques do produto diminuem.

    A expectativa inicial da ABPA, divulgada no fim do ano passado ainda sem contar com o efeito 'peste suína', era de um aumento de até 3 por cento nos embarques de carne suína --o produto não está entre aqueles dos quais o Brasil é o exportador número 1, mas o país está entre os maiores fornecedores globais.

    'A China passou a ter uma mudança de comportamento, buscando onde tem o produto, Estados Unidos, Europa, Brasil...', acrescentou Turra, ponderando que são necessários no mínimo oito meses para a criação de um suíno pronto para abate, um tempo que impede o atendimento imediato das necessidades chinesas.

    À medida que nenhum país conseguirá atender a demanda da China, que tem abatido suas criações para controlar a doença, mortal para suínos mas inofensiva para humanos, a busca por outras carnes no gigante asiático também está crescendo, o que explica a melhora nas perspectivas de embarques de carne de frango.

    Turra disse que a expectativa é de que os embarques de carne de frango do Brasil, maior exportador global da proteína, atinjam novos recordes em 2019, assim como acontecerá em suínos, com as exportações avícolas podendo crescer mais de 10 por cento.

    'Vamos crescer nas exportações de aves, em números conservadores, 10 por cento. Suínos, vamos crescer mais de 20 por cento', declarou ele à Reuters.

    Em abril, as exportações brasileiras de carne suína aumentaram 44,3 por cento em volume ante igual período de 2018, para 58,1 mil toneladas, informou nesta quarta-feira a ABPA, enquanto no quadrimestre o setor elevou as exportações em mais de 10 por cento, com a China e Hong Kong respondendo juntos por cerca de 45 por cento das compras.

    Em suínos, o dirigente da ABPA disse que as ofertas chinesas estão superando a dos russos, que voltaram a comprar carne do Brasil recentemente após um embargo sanitário prolongado.

    Um impulso adicional para os embarques, acrescentou Turra, poderia ser dado pelo governo chinês, ao habilitar mais unidades brasileiras, em momento em que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está na Ásia levando essa pauta como uma das suas missões.

    No caso dos embarques de carne de frango in natura, segundo dados do governo, as exportações do Brasil em volume cresceram mais de 30 por cento em abril.

    NOVO RECORDE

    Turra estimou exportações de carne suína superiores a 800 mil toneladas em 2019 e de frango em torno de 4,5 milhões de toneladas neste ano.

    Os recordes anuais de embarques anteriores --de 733 mil toneladas para suínos e de 4,384 milhões de toneladas para frangos-- foram marcados em 2016, antes de a indústria ser atingida fortemente por operações policiais que investigaram irregularidades no setor, como a Carne Fraca, e de embargos internacionais, como da Rússia, em 2017, além de tarifas antidumping da própria China.

    No ano passado, quando o setor ainda foi golpeado pela greve os caminhoneiros, que resultou até mesmo em mortes de animais nas granjas, os custos dos grãos também subiram por questões de mercado, afetando as margens da indústria.

    Essa situação deve ser revertida este ano, na medida em que a safra brasileira é 'boa', disse Turra.

    Ano passado a produção de milho, principal matéria-prima da ração, quebrou fortemente pela seca.

    Agora, os preços estão em queda, com algumas consultorias, como a AgRural, prevendo uma produção recorde do cereal de quase 100 milhões de toneladas.

    'A safra foi muito boa, a imagem do produto já foi melhorada. Perdemos 70 mercados após a Carne Fraca, hoje recuperamos todos e conquistamos alguns novos. É um momento bom do custo, momento de recuperação, já se percebe plantas que estavam inativas retomando', disse Turra.

    Questionado sobre o impacto de maiores exportações para os preços das carnes no mercado interno --bancos como o Santander Brasil estão elevando projeções de inflação em função das carnes--, o presidente da ABPA afirmou que preços das carnes ficaram muito baixos nos últimos tempos, com o setor também sofrendo os problemas da economia fraca.

    'Ficou três anos sem aumento, tem gordura para queimar', disse ele.

    0

    0

    15

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ex-ministros do Meio Ambiente criticam Bolsonaro por desmontar proteções ambientais do Brasil

    Ex-ministros do Meio Ambiente criticam Bolsonaro por desmontar proteções ambientais do Brasil

    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - Oito ex-ministros do Meio Ambiente criticaram o presidente Jair Bolsonaro e seu governo em uma carta divulgada nesta quarta-feira, alegando que ele está desmontando as proteções ambientais do país.

    As ex-autoridades criticaram a decisão do governo de tirar a autoridade do Ministério do Meio Ambiente sobre agências de água e florestas, enquanto também dizem que a falta de diretrizes claras para combater mudanças climáticas está ameaçando a capacidade do Brasil de atender seus compromissos de cortar emissões de gases estufa

    'Tudo isso reforça na ponta a sensação de impunidade, que é a senha para mais desmatamento e mais violência', escreveram, alegando que esse desmantelamento é inconstitucional.

    O atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, respondeu ponto a ponto a carta em uma declaração e culpou forças externas pelo que vê como uma campanha contra o país.

    'O que vem causando prejuízos à imagem do Brasil é a permanente e bem orquestrada campanha de difamação promovida por ONGs e supostos especialistas, para dentro e para fora do Brasil', disse Salles em uma carta.

    Durante a campanha eleitoral do ano passado, Bolsonaro se posicionou contra o que chamou de 'indústria' de multas ambientais mirando produtores agrícolas e em certo ponto, cogitou tirar o Brasil do Acordo Climático de Paris. Ele ainda sustenta que a mudança climática pode não ser por culpa humana, embora o Brasil ainda esteja no acordo.

    Seus comentários geraram temores entre ambientalistas de que o desmatamento crescerá na parte brasileira da floresta Amazônica, que absorve vastos volumes de gases estufa.

    O desmatamento no Brasil, no entanto, caiu 34 por cento ano a ano nos primeiros quatro meses do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Os ex-ministros do Meio Ambiente que assinam a carta incluem Rubens Ricúpero, que ocupou o cargo na década de 1990, e Edson Duarte, que deixou o cargo no fim do governo anterior.

    Em sua resposta, que é mais longa que a carta original, Salles disse concordar com o pedido dos ex-ministros por regulamentações ambientais mais robustas e eficientes.

    'O atual governo não rechaçou, nem desconstruiu, nenhum compromisso previamente assumido e que tenha tangibilidade, vantagem e concretude para a sociedade brasileira', escreveu.

    Salles criticou a falta de ação de governos anteriores em diversas áreas. Ele defendeu mover a autoridade sobre serviços florestais e a agência de águas ANA a outros ministérios, alegando que isso ajudaria a dar um ponto de partida para ação nessas áreas.

    'Reafirmamos o nosso compromisso no combate ao desmatamento ilegal, com ações efetivas e não meramente retóricas', escreveu ele.

    ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447723))

    REUTERS LM ES

    0

    0

    12

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Brasil mantém política de não intervenção e avalia que apoio a Guaidó é menor que anunciado

    Brasil mantém política de não intervenção e avalia que apoio a Guaidó é menor que anunciado

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro não tem clareza do tamanho do apoio militar ao autoproclamado presidente Juan Guaidó, que parece ser menor do que o inicialmente anunciado, e mantém a posição de não intervenção nos assuntos internos da Venezuela, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno.

    O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião no início deste tarde para discutir a crise venezuelana com o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Heleno, Fernando Azevedo (Defesa) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). O encontro foi rápido e serviu para reafirmou a posição de não intervenção do Brasil na crise do país vizinho.

    De acordo com Heleno, o governo vai aguardar os acontecimentos e está analisando hipóteses para o resultado da crise venezuelana.

    'A posição do governo não vai se modificar. Desde o início, o governo tem adotado uma postura bastante prudente, cuidadosa, tomando a posição correta que é apoiar o presidente Guaidó e vai seguir nessa posição aguardando os acontecimentos', disse o ministro.

    Heleno levantou dúvidas sobre o sucesso da operação armada por Guaidó e disse não haver uma expectativa de solução no curto prazo.

    A avaliação do governo brasileiro é que o apoio militar a Guaidó é menor do que anunciado pelo político venezuelano ao chamar a população para tomar as ruas.

    'Essa é a grande incógnita dessa situação. No início desta situação, quando se caracterizou uma antecipação do movimento que estava previsto para amanhã não se percebeu movimentação militar, mas foi anunciado pelo Guaidó um maciço apoio. Logo depois isso foi colocado na dimensão correta. Ou seja, havia algum apoio, mas não chegava a atingir os altos escalões', avaliou Heleno.

    O general considera que há um apoio ao autoproclamado presidente venezuelano, mas que pode ser mais 'quantitativo e não qualitativo'.

    'Não sabemos a quantidade e a qualidade desse apoio. O que tem parecido é que esse apoio tenha um valor quantitativo mas qualitativo ele ainda não foi expressado. Não ouvimos de nenhum chefe militar um apoio ao presidente Guaidó', disse. Ao contrário, lembrou o general, no início da tarde foram divulgadas fotos de comandantes das forças armadas venezuelanas dando apoio a Maduro.

    'De manhã parecia que as coisas iriam se encaminhar para uma solução, mas ao longo do tempo não se transformou em massificação do movimento, explicou Heleno. 'Temos a impressão de que o lado de Guaidó é fraco militarmente.'

    O ministro avalia que a situação no país vizinho ainda está longe de uma solução.

    O vice-presidente Hamilton Mourão, que também participou da reunião, confirmou que as informações que o governo brasileiro teve acesso até agora mostram uma situação confusa e é preciso aguardar uma definição do cenário.

    Mourão, que já foi adido militar em Caracas, diz que os oposicionistas Guaidó e Leopoldo López foram para 'o tudo ou nada.'

    'Foram para uma situação que não tem mais volta, não há mais recuo. Depois disso ou eles vão ser presos ou Maduro vai embora', disse.

    1

    0

    15

    3 S

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. brasil

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.