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    Brasil abre 110.431 vagas formais de trabalho em melhor agosto desde 2013

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou criação líquida de 110.431 mil vagas formais de emprego em agosto, melhor desempenho para o mês em cinco anos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.

    O número, contudo, veio um pouco pior que o antecipado pelo presidente Michel Temer durante evento no fim desta manhã, quando anunciou a abertura de 117 mil vagas no período.

    Questionada sobre a diferença, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não se manifestou imediatamente.

    O desempenho deste ano foi o mais forte para o mês desde 2013, quando foram criados 127.648 postos, ultrapassando com folga o saldo positivo de 35.457 empregos formais em agosto de 2017, conforme série histórica sem ajustes.

    Dos oito setores pesquisados, sete ficaram no azul. O principal destaque foi para o setor de serviços, que criou 66.256 vagas no mês passado.

    O comércio aparece em seguida, com abertura de 17.859 postos em agosto, seguido pela indústria da transformação (+15.764) e pela construção civil (+11.800) como os setores com maior contribuição positiva.

    Em contrapartida, a agropecuária apresentou demissões líquidas de 3.349 vagas no período.

    Na esteira da reforma trabalhista, houve 15.010 demissões mediante acordo empregado e empregador. Por outro lado, foram criados 3.996 postos de trabalho intermitente e outras 3.165 vagas de trabalho em regime de tempo parcial.

    No acumulado dos oito meses do ano, houve criação líquida de 568.551 vagas, na série com ajustes, apontou o Caged.

    Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu a 12,3 por cento no país no trimestre até julho. Ainda assim, registrou-se número recorde de desalentados diante das atuais incertezas em torno da economia, expondo a inconstância na retomada da atividade.

    Nos três meses até julho, o Brasil tinha 12,868 milhões de desempregados.

    (Mateus Maia e Iuri Dantas)

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    Brasil criou 117 mil postos de trabalho em agosto, diz Temer

    SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira gerou um saldo positivo de 117 mil postos de trabalho com carteira assinada em agosto, disse o presidente Michel Temer em cerimônia no Palácio do Planalto, atribuindo o dado ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

    O dado representaria um forte aumento ante as pouco mais de 47 mil vagas formais abertas em julho. O Ministério do Trabalho informou que divulgará o relatório detalhando os números do Caged às 16h (horário de Brasília) nesta sexta-feira.

    'Eu recebi ainda ontem à noite a notícia do ministro Caio, do Trabalho, que no mês de agosto foram abertas, ou contratadas, registradas 117 mil vagas. E é claro que nós precisamos de mais. Aliás, esse índice de agosto é um índice recorde, nos últimos tempos não houve em mês algum uma abertura tão grande, uma contratação tão grande quanto se deu no mês de agosto', disse Temer no evento.

    Na véspera, o presidente Temer já havia publicado um post em sua conta no Twitter antecipando que o país havia criado em agosto mais de 100 mil empregos com carteira assinada, sem detalhar.

    Em julho, o Brasil registrou a criação líquida de 47.319 vagas formais de trabalho, resultado acima da expectativa apurada em pesquisa Reuters com analistas, que indicava abertura de 7.940 vagas e também mais forte que o resultado do mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 35.900 postos formais no país. [nL2N1VD1TR]

    (Por Iuri Dantas)

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    CORREÇÃO (OFICIAL)-Brasil perde 661 vagas de trabalho em junho e quebra sequência de cinco meses positivos

    (Corrige no 2º parágrafo para esclarecer que o crescimento de 1,04% é em relação 'ao estoque de dezembro de 2017', e não sobre 'o mesmo período de 2017', como divulgado inicialmente pelo ministério)

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil fechou 661 vagas formais de emprego em junho, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho, quebrando uma sequência de cinco meses de resultados positivos.

    Com isso, o país terminou o primeiro semestre com 392.461 postos com carteira assinada criados, um crescimento de 1,04 em relação ao estoque de dezembro de 2017.

    Para este ano, o Ministério do Trabalho chegou a projetar a criação de 1.781.930 vagas formais de trabalho, considerando expansão de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Mas a estimativa oficial do próprio governo para a atividade econômica foi substancialmente reduzida a 1,6 por cento, conforme relatório de receitas e despesas publicado nesta sexta-feira, na esteira da greve de caminhoneiros que paralisou o país no fim de maio e afetou a confiança dos agentes econômicos.

    Com isso, a retomada dos empregos deve ser ainda mais lenta. Isso porque, de maneira geral, o mercado de trabalho já tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação.

    Em junho, sofreram fortes perdas os setores de comércio (-20.971 postos) e indústria da transformação (-20.470 vagas).

    O destaque positivo veio da abertura de vagas na agropecuária, com 40.917 postos.

    De acordo com o Ministério do Trabalho, foram abertas 2.688 vagas de trabalho intermitente e 988 de trabalho em regime de tempo parcial no mês, possibilidades abertas pela reforma trabalhista.

    Ainda segundo a pasta, houve 13.236 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado em junho.

    (Por Mateus Maia)

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    Brasil abre mais de 33 mil vagas formais de trabalho em maio, diz Temer

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu mais de 33 mil vagas formais de emprego em maio, com forte desaceleração em relação ao mês anterior, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quarta-feira pelo presidente Michel Temer pelo Twitter, quinto resultado mensal positivo consecutivo.

    Acabo de receber os números do Caged. Foram criados mais de 33 mil empregos formais no mês de maio no Brasil, com destaque para o Sudeste e Nordeste. No acumulado do ano, passamos de 380 mil novos postos de trabalho , escreveu o presidente.

    À tarde, o Ministério do Trabalho divulgou os números em detalhes, informando que foram abertas 33.659 vagas de trabalho formais em maio. No acumulado do ano, o número chega a 381.166 mil de postos abertos.

    O dado representa uma queda de, pelo menos, 72 por cento ante o mês de abril, quando foram gerados 121.146 postos com carteira assinada, e de 25 por cento em relação ao total de 44.844 vagas formais de maio do ano passado, de acordo com os dados revisados pelo ministério.

    O resultado do mês passado engloba o período da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias no fim de maio, causando forte desabastecimento no país e afetando as projeções de crescimento econômico para este ano.

    Dos oito setores pesquisados, seis ficaram no azul, foram eles: agropecuária (+29.302 vagas), Serviços (+18.577 vagas), construção civil (+3.181 vagas), serviços industriais de utilidade pública (+555 vagas), extrativa mineral (+230 vagas) e administração pública (+197 vagas).

    O destaque do setor agropecuário foi o plantio de café, que abriu 25.411 mil vagas em maio. Em seguida aparecem o cultivo de laranja (+6.038 postos), criação de bovinos (+1.589 postos) e produção florestal-florestas plantadas (+877 postos).

    Por outro lado, registraram queda o setor do comércio (-11.919 vagas) e o da indústria de transformação (-6.464 vagas). No caso do comércio, o resultado foi causado em grande medida pelo subsetor comércio varejista, que terminou maio com saldo de 9.710 postos fechados.

    No âmbito da reforma trabalhista, foram criadas 3.220 vagas de trabalho intermitente e 1.981 de trabalho em regime de tempo parcial no mês.

    A atividade vem mostrando perda de fôlego desde os primeiros meses de 2018, diante do desemprego ainda elevado e renda afetada. Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estava em 1,76 por cento neste ano, frente a 3 por cento alguns meses antes.

    (Reportagem de Mateus Maia)

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