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    Número de desaparecidos por incêndio florestal mais letal da Califórnia cai para 25

    (Reuters) - O número de pessoas reportadas como desaparecidas devido ao incêndio florestal mais letal a atingir o Estado norte-americano da Califórnia caiu para 25, depois de chegar a 1.200 cerca de duas semanas atrás, afirmaram autoridades.

    O número de mortes pelo Incêndio Camp, que destruiu a cidade de Paradise, permanece em 88, disse o Departamento de Polícia do condado de Butte em comunicado na noite de sábado.

    Na sexta-feira, o departamento havia dito que 49 pessoas ainda estavam desaparecidas.

    A lista de desaparecidos tem variado amplamente desde que o fogo começou no dia 8 de novembro e consumiu Paradise, uma cidade localizada 280 quilômetros ao norte de San Francisco, que já teve quase 27 mil habitantes.

    Na quarta-feira, o chefe da polícia de Butte, Kory Honea, disse que equipes de busca e resgate haviam terminado de vasculhar os escombros de cerca de 18 mil casas e outros edifícios que foram incinerados pelo incêndio.

    Autoridades suspenderam ordens de retirada para moradores de algumas comunidades na área de Magalia, ao norte de Paradise. Entretanto, o trânsito para a própria Paradise ainda está bloqueado, disse o Departamento de Polícia em comunicado.

    A causa do incêndio ainda está sendo investigada, mas a concessionária de energia elétrica PG&E reportou problemas de equipamentos perto da origem do fogo por volta do horário em que as chamas começaram.

    (Reportagem de Maria Caspani)

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    Emissão de carteira de motorista no Brasil caminha para 4º ano seguido de recuo em 2018

    Por Stefani Inouye

    SÃO PAULO (Reuters) - A emissão de carteiras de motorista no Brasil deve cair pelo quarto ano seguido em 2018, em um movimento que começa a causar preocupação na indústria de veículos e que é fomentado não só pelo custo elevado de obtenção do documento, como também por uma grande mudança nos hábitos de locomoção das novas gerações, principalmente em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

    De 2014 a 2018, a média mensal de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) caiu 32 por cento, para cerca de 170 mil documentos. Em 2014, essa média era de 250 mil emissões por mês, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) compilados pela Reuters.

    'O brasileiro está começando a mudar o hábito de ver o carro como um bem durável e os aplicativos de mobilidade ajudaram muito. No geral, principalmente para o público mais jovem, o carro está começando a ser visto pelo serviço que ele oferece, não pelo que ele representa em status social e isso, com certeza, impacta no número de emissões de CNHs', afirmou a especialista em indústria automotiva e professora da Unicamp Flávia Consoni.

    De olho na queda de emissão de novas carteiras de motorista, a associação nacional de fabricantes de veículos, Anfavea, decidiu pela primeira vez contratar uma pesquisa para saber o nível de interesse dos jovens em comprar seu primeiro carro. A pesquisa, realizada pela startup Spry e publicada no início do mês, mostrou que os jovens de até 25 anos de idade, que formam a chamada 'geração Z', estão utilizando outros meios de locomoção, como metrô, bicicleta e aplicativos de transporte, de forma mais intensa que as gerações anteriores e, consequentemente, usando menos carros particulares.

    O levantamento da Spry apontou que 25 por cento dos entrevistados da geração Z utilizam aplicativos de transporte como Uber, 99 ou Cabify, uma ou duas vezes na semana e 13 por cento afirmam utilizar sempre.

    Em linha com a pesquisa, as emissões de CNHs entre esse público caíram 24,8 por cento este ano, depois de já terem recuado 7 por cento em 2017. 'Não acho que as pessoas estão desistindo, mas postergando o ato de tirar carta e isso se deve tanto pela questão da demora que o processo de emitir o documento possui, quanto pelo custo”, disse a pesquisadora da Unicamp.

    O investimento médio para tirar a primeira habilitação no Estado de São Paulo varia entre 1,5 mil e 2 mil reais, podendo divergir entre a capital e as cidades do interior, segundo o sindicato paulista de auto escolas e centros de formação de condutores (Sindautoescola). O custo se compara ao rendimento médio dos trabalhadores do Estado, de cerca de 2,8 mil reais mensais, segundo dados do terceiro trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad).

    Aos 21 anos, Giovana Silva, estudante de psicologia, é um exemplo do perfil indicado pela pesquisa da Spry. A jovem afirma não ter interesse em tirar carteira de motorista por causa do custo e diz usar o transporte público e aplicativos de transporte para se locomover pela cidade de São Pulo.

    “Não é só o custo da carta que é envolvido. É o valor da compra de um carro, gasolina, seguro, aluguel de vaga na garagem do prédio, é muita coisa. Por enquanto, ter um carro não é necessário para mim', disse Giovana. “Se eu tenho outras formas de me locomover que são mais baratas, por que eu faria um investimento tão alto agora?”

    O presidente do Sindautoescola, Magnelson Carlos de Souza, concorda. 'Se o jovem tiver acesso a um transporte público de qualidade e outros modais, a pessoa não vai considerar ter um gasto maior com o documento.”

    NOVO CONCEITO

    A queda do número de novas CNHs vista a partir de 2014 pode ser associada à crise econômica do país, afirmou Flávia, da Unicamp. 'Hoje é muito mais caro tirar carta do que era há 18 anos... Acho que o que está acontecendo é uma falta de interesse de quem compõe esse número e quem realmente precisa ficar atenta a isso é a indústria de veículos.'

    Para Pedro Facchini, diretor da Spry, as gerações mais novas continuam tendo desejo por ter carro, o conceito de propriedade se transformou ao longo dos últimos anos. 'O sentimento de posse mudou muito. Os mais novos entendem hoje que têm um carro quando apenas têm acesso a um veículo de alguma forma', disse ele, referindo-se a situações em que o carro da família é considerado como de propriedade pelo jovem. 'Hoje, ter carro não é mais sinal de status ao longo das gerações', acrescentou.

    As vendas de veículos novos no Brasil neste ano devem subir cerca de 14 por cento, para 2,5 milhões de unidades, com boa parte desses emplacamentos sendo registrada por empresas frotistas, como locadoras de veículos. Apesar do crescimento, a indústria ainda está longe do pico atingido em 2012, ano em que foram vendidos no país 3,6 milhões de carros, picapes, utilitários e veículos comerciais leves e em que os aplicativos de transporte ainda não estavam estabelecidos no país.

    Já as vendas de usados, que costumam marcar o primeiro veículo de um consumidor, acumulam desde o início do ano até o final do mês passado alta de apenas 0,55 por cento, para 972 mil unidades, segundo números da associação de concessionários de veículos, Fenabrave.

    FALTA DE ACESSO

    Em alguns Estados menos urbanizados, no entanto, a média do número de emissões de CNHs aumentou neste ano em comparação a 2017 -como o Acre, que apresentou aumento de quase 10 por cento, fato que, segundo a especialista em mobilidade urbana e professora da Universidade de São Paulo (USP) Andreina Nigriello, pode ser associado à falta de investimento em transporte público.

    “É fácil abrir mão de um carro quando você tem alternativas que conseguem suprir a necessidade de transporte, mas e quem não tem? O mesmo acontece em São Paulo, por exemplo, onde o transporte público funciona nas principais regiões da cidade, mas quem mora nas periferias sofre com a falta de investimento', disse a professora.

    A falta de variedade de modais de transporte em determinados Estados também foi considerada pela pesquisa realizada pela Spry. “A população urbana é quem acaba ditando as tendências, mas as pessoas que moram em regiões muito afastadas não possuem muitas alternativas, como metrô e aplicativos de transporte, então não temos como encarar que esses números (da pesquisa) são iguais para todas as regiões do país”, disse Facchini, da Spry.

    'Esse público (moradores da periferia) não tem condições de se transportar entre seu local de trabalho e sua casa todos os dias com transporte público, então eles continuam comprando seus próprios veículos', completou Andreina, afirmando que, enquanto não houver investimento e melhoria no transporte público de maneira uniforme, o número de CNHs deve continuar a subir nessas regiões.

    Voltando aos grandes centros, para Souza, do Sindautoescola, a adaptação às mudanças pelas quais a sociedade e a indústria de veículos estão passando é questão de sobrevivência.

    'Daqui a 10 anos o assunto vai ser carros autônomos e onde as autoescolas entram nisso? Quando algum carro autônomo dá problema, quem assume é o ser humano e ele precisa saber digirir', disse Souza, que também é vice-presidente da Confederação Ibero-Americana de Centros de Formação de Condutores e Formação em Segurança Viária.

    “Eu acredito que nosso setor vai sentir um grande impacto com as inovações tecnológicas que vão surgir e, se não assumirmos nosso papel como educadores, no futuro, nós podemos desaparecer', acrescentou.

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    Avião da Embraer operado pela Aeroméxico cai no México; 80 pessoas ficam feridas

    CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Uma aeronave de passageiros da Embraer operado pela Aeroméxico caiu no Estado de Durango, no norte do México, nesta terça-feira, informou a companhia aérea, em acidente que deixou 80 pessoas feridas, segundo autoridades.

    O operador do aeroporto de Durango, Grupo Aeroportuário Centro Norte, atribuiu o acidente às más condições climáticas, citando relatos preliminares.

    Imagens de televisão mostram a parte traseira do avião com o logo da Aeroméxico em uma vegetação e uma coluna de fumaça subindo ao ar. Um repórter da rede Milenio disse que alguns passageiros caminharam a uma rodovia próxima para pedir ajuda.

    De acordo com o governador José Rosas Aispuro, 80 pessoas ficaram feridas no acidente, algumas gravemente, e ninguém morreu.

    A companhia aérea mexicana escreveu em um post no Twitter que o voo 2431 era um Embraer 190 com capacidade para 100 passageiros e tinha como destino a Cidade do México quando caiu.

    Pouco após decolar, o avião tocou o solo a cerca de 10 quilômetros do aeroporto, disse Alejando Cardoza, porta-voz da agência de proteção civil do Estado, à televisão local.

    'O avião estava decolando', afirmou o governador Aispuro, acrescentando que testemunhas disseram a ele que houve 'um bang' e então, sem alarde, o avião estava no chão.

    A Embraer não respondeu imediatamente a pedidos de comentários sobre o incidente no México.

    (Reportagem Redação Cidade do México)

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