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    Caixa reitera promessa de devolver à União neste ano metade de dívidas de 'pedaladas'

    Por Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, anunciou nesta quarta-feira que o banco estatal devolverá ao governo neste momento 3 bilhões de reais em recursos aportados na instituição no passado e reiterou promessa de que os montantes a serem devolvidos ao governo neste ano somarão 20 bilhões de reais.

    Essa dívida da Caixa com a União se refere a IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida), por meio dos quais o governo federal injetou recursos no banco na última década.

    Guimarães reiterou que a promessa de devolução de 20 bilhões de reais por parte da Caixa foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    A dívida total da Caixa dentro dos IHCDs soma 41 bilhões de reais. O BNDES deve ao governo um total de 36 bilhões de reais nessa modalidade.

    Banco do Brasil (8,1 bilhões de reais), Banco do Nordeste do Brasil (1 bilhão de reais) e Banco da Amazónia (1 bilhão de reais) completam a lista de devedores à União com base nesse instrumento.

    Segundo o presidente da Caixa, o pagamento dos recursos decorre do entendimento da Caixa como um 'banco social'. Ele afirmou ainda que o foco do banco estatal é continuar incentivando o crédito imobiliário no Brasil.

    Em entrevista à Reuters no começo de maio, Guimarães havia citado um prazo de quatro anos para concluir o pagamento dos mais de 40 bilhões de reais em dívidas das 'pedaladas'.

    Junto a Guimarães em coletiva à imprensa nesta quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou a importância das 'despedaladas' de bancos públicos, processo iniciado agora pela Caixa, e que o governo conseguirá abater da dívida pública os recursos a serem devolvidos.

    Segundo Guedes, isso ajuda a melhorar a eficiência do governo e torná-lo mais 'fraterno'. 'A reforma da Previdência vai garantir mais fraternidade', completou.

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    Caixa promete devolver R$20 bi à União em 2019; governo usará recursos para abater da dívida pública

    Por Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta quarta-feira a devolução ao governo de 3 bilhões de reais e o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que mais bancos públicos trabalham para honrar compromissos com a União, que usará os recursos para reduzir a dívida pública.

    Segundo Guedes, as 'despedaladas' ajudam a melhorar a eficiência do governo e torná-lo mais 'fraterno'.

    'Esse dinheiro volta para resgatar a dívida pública. Esse movimento vai desestatizando gradualmente o mercado de crédito', completou o ministro em coletiva de imprensa com Guimarães.

    Guedes disse ainda que, ao devolver esses recursos a União, a Caixa se livra de uma dívida que custa 18% ao ano para o banco --comparada à Selic atual de 6,50%.

    Guimarães reforçou plano de devolver mais recursos neste ano. 'Nosso plano é devolver 20 bilhões de reais (no total)'.

    'PEDALADAS'

    Essa dívida da Caixa com a União se refere a Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD), por meio dos quais o governo federal injetou recursos no banco na última década.

    O IHCD foi a forma encontrada pelo governo para evitar que bancos públicos ficassem com nível de capitalização abaixo do mínimo requerido pelo Banco Central, dado que as instituições estavam emprestando em ritmo mais acelerado que bancos privados.

    No total, o governo aportou 86,5 bilhões de reais em bancos públicos. A dívida total da Caixa soma 40,2 bilhões de reais. O BNDES deve 36,1 bilhões de reais nessa modalidade. Banco do Brasil (8,1 bilhões de reais), Banco da Amazônia (1 bilhão de reais) e Banco do Nordeste (1 bilhão de reais) completam a lista de bancos estatais devedores com base em IHCD.

    O valor aplicado nos bancos faz parte de um montante de 280 bilhões de reais que o governo espera receber neste ano que ajudarão a diminuir gastos da dívida pública.

    'O governo todo trabalha com o mesmo objetivo', disse Guedes sobre a intenção de outras instituições públicas de honrar essas dívidas com a União. 'Todos esses bancos estão fazendo seu dever de casa', acrescentou.

    Mas Guedes negou que o governo esteja pressionando os bancos 'mais frágeis' --referindo-se ao Banco da Amazónia e ao Banco do Nordeste, preferindo focar nos bancos de 'regiões mais ricas'.

    BANCO SOCIAL

    Segundo Guimarães, a devolução dos recursos decorre do entendimento da Caixa como 'banco social'. Ele disse ainda que o foco do banco é continuar incentivando o crédito imobiliário.

    Em entrevista à Reuters em maio, Guimarães havia citado um prazo de quatro anos para concluir o pagamento dos mais de 40 bilhões de reais em dívidas com IHCD, mas que sua meta pessoal era fazer isso em dois anos.

    (Por Mateus Maia)

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    Caixa prevê dobrar recursos para crédito imobiliário com abertura de linhas referenciadas no IPCA

    Por Mateus Maia

    BRASÍLIA (Reuters) - A Caixa Econômica Federal prevê dobrar o volume de recursos que disponibiliza para financiamento imobiliário, podendo chegar a até 100 bilhões de reais por ano, quando passar a operar também com linhas referenciadas no IPCA e usando a tabela Price.

    Ao anunciar nesta quarta-feira uma redução das taxas de juros para linhas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o uso do IPCA como referência permitirá que o banco capte mais recursos no mercado.

    'Hoje fazemos cerca de 50 bilhões de reais de financiamento imobiliário por ano; usando o IPCA nós poderemos securitizar títulos e dobrar esse volume', disse Guimarães a jornalistas.

    Maior concessora de empréstimos para compra da casa própria do país, a Caixa hoje usa recursos da caderneta de poupança como funding para seus empréstimos, mais TR. Na prática, o banco acaba praticando taxas acima de 10% ao ano. O banco, nesses empréstimos, usa sempre a tabela SAC, metodologia na qual as primeiras prestações são mais altas, mas o juro total pago no financiamento é menor.

    Nesta tarde, o banco anunciou a redução de até 1,25 ponto percentual na taxa cobradas nestas linhas. Com isso, passará a cobrar de 8,5% a 9,75% ao ano. As novas taxas entram em vigor no dia 10 de junho.

    Dentro de duas semanas, a Caixa deve lançar a nova linha, com uma taxa de cerca de IPCA mais 4% ao ano, o que levaria a uma taxa anual ao redor de 8%. O banco usará a tabela Price, em que as primeiras parcelas são menores, mas o juro total no empréstimo é maior.

    'Não vamos substituir uma pela outra, mas dar a escolha para o tomador', disse Guimarães. 'Por que a Caixa tem que escolher? É melhor deixar os clientes escolherem.'

    A Caixa também anunciou nesta quarta-feira um programa de regularização de dívidas de financiamento imobiliários, destinado para cerca de 600 mil clientes. Entre outras opções, o programa permite o uso do saldo de conta vinculada do FGTS para reduzir o saldo da prestação.

    Segundo Guimarães, a Caixa tem cerca de 10,1 bilhões de reais em contratos em atraso, o que equivale a cerca de 11% do estoque de financiamento imobiliário do banco. Com o programa, espera recuperar já neste ano entre 500 milhões e 1 bilhão de reais.

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    Revisão contábil leva Caixa Econômica a prejuízo no 4º tri; CEO mira mercado de capitais

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal teve prejuízo no quarto trimestre, com o presidente-executivo Pedro Guimarães liderando ajustes contábeis para alinhar o banco estatal a práticas de mercado em preparação para listar quatro subsidiárias em bolsa.

    Um pacote de medidas incluindo revisão para baixo do valor de imóveis retomados, piora na classificação de risco de crédito para grandes empresas, amortização acelerada de alguns ativos próprios, provisão para cobrir possível perda de rentabilidade em fundos do FGTS e maiores perdas com algumas transações de financiamento imobiliário fez a Caixa ter prejuízo de 1,1 bilhão de reais entre outubro e dezembro.

    Com isso, o lucro líquido acumulado do ano, que era de 11,5 bilhões de reais até setembro, fechou 2018 em 10,36 bilhões de reais, mostrando queda de 17,1 por cento contra o ano anterior.

    O movimento confirma reportagem da Reuters publicada em fevereiro, citando fontes, antecipando que Guimarães faria um ajuste contábil bilionário sobre o balanço de 2018, o que deveria ter importante impacto sobre o lucro.

    Guimarães, que assumiu em janeiro, negou que os ajustes sejam uma ingerência sobre o balanço executado pela gestão anterior, destacando que as mudanças representam um alinhamento às melhores práticas do mercado.

    Apesar da queda no resultado líquido, o lucro recorrente do ano passado, de 12,7 bilhões de reais, cresceu 40,4 por cento.

    A diretiva de Guimarães faz parte dos esforços para tornar o banco comparável com rivais privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios de seguros, de cartões, de gestão de recursos e de loterias.

    'A Caixa tem função social, mas é um banco e banco tem que ganhar dinheiro', disse o executivo a jornalistas.

    As medidas ilustram a dramática mudança de rumo do banco, que foi o ícone de uma campanha estatal no começo da década para estimular a economia do país com empréstimo barato, inclusive para grandes conglomerados.

    Nos últimos anos, diante dos efeitos da recessão de 2015-16, o banco vem saindo de linhas tidas como de maior risco, voltando a se concentrar na carteira imobiliária.

    Assim, em 2018, o estoque de empréstimos da Caixa encolheu pelo segundo ano seguido, chegando a 694,5 bilhões de reais, um declínio nominal de 1,7 por cento sobre o ano anterior.

    Em contrapartida, as provisões para perdas com inadimplência caíram 22,5 por cento, para 14,9 bilhões de reais.

    Em outra frente, o banco reduziu a despesa com folha de pagamento em 3,6 por cento, enquanto as receitas com serviços e tarifas cresceram 7,2 por cento, a 26,85 bilhões de reais.

    Segundo Guimarães, as receitas com serviços devem ser o carro-chefe do crescimento do resultado nos próximos, à medida que o banco amplia a oferta de produtos na rede, incluindo seguros e cartões nas lotéricas, além de mais alternativas de investimentos a clientes pessoa física, e se lança fortemente no mercado de capitais para assessorar a captação de recursos para empresas.

    O vice-presidente de finanças da Caixa, André Laloni, disse na coletiva que o banco formou uma equipe de cerca de 40 funcionários para coordenar o trabalho de banco de investimento.

    'Já há cerca de 40 transações que estamos coordenando', disse Laloni.

    Os executivos sinalizaram que o banco deve obter receitas extraordinárias com a venda de alguns ativos, incluindo ações de grandes empresas, como da Petrobras, e de imóveis próprios, que podem ser alocados em fundos de investimento.

    (Com reportagem adicional de Gabriela Mello e Carolina Mandl)

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    Caixa tem prejuízo de R$1,1 bi no 4º tri após baixa contábil em ativos imobiliários

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal registrou prejuízo líquido de 1,113 bilhão de reais no quarto trimestre, ante resultado positivo de 6,245 bilhões de reais no mesmo período de 2017, pressionada por perda bilionária decorrente da revisão do valor de ativos imobiliários e de créditos concedidos a empresas.

    Em balanço divulgado na manhã desta sexta-feira, o banco informou que o desempenho trimestral foi impactado pela baixa contábil em ativos imobiliários no valor de 2,2 bilhões de reais, além de revisões realizadas nas maiores exposições da carteira de crédito, que geraram a provisão adicional de 1,1 bilhão de reais para três grupos específicos.

    Em 27 de fevereiro, a Reuters já havia antecipado que o banco poderia ter o resultado impactado pela adoção de uma abordagem contábil mais conservadora em relação a possíveis prejuízos do maior financiador imobiliário do país.

    No ano, o lucro líquido contábil da Caixa encolheu 17,1 por cento sobre 2017, para 10,335 bilhões de reais. Em termos recorrentes, contudo, o desempenho veio recorde, alcançando 12,7 bilhões de reais, alta de 40,4 por cento ano a ano.

    Ao fim de dezembro, a carteira de crédito ampla do banco somava 694,5 bilhões de reais, queda de 1,7 por cento na comparação anual. O retorno recorrente sobre patrimônio líquido médio (ROE) subiu 2,45 pontos percentuais em 2018, para 16,1 por cento.

    (Por Gabriela Mello e Carolina Mandl)

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    EXCLUSIVO-Caixa Econômica prepara provisão bilionária sobre balanço de 2018, dizem fontes

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A pedido do presidente-executivo Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal está preparando uma provisão extraordinária de até 7 bilhões de reais para perdas esperadas com calotes no financiamento imobiliário e com a desvalorização de imóveis que foram retomados pelo banco, disseram à Reuters duas fonte com conhecimento do assunto.

    Se efetivada, a medida deve reduzir o lucro anual da Caixa para menos de 10 bilhões de reais. Em 2018 até setembro, o lucro líquido do banco tinha sido de 11,5 bilhões de reais e a expectativa do próprio banco era de que esse montante subisse para ao redor de 16 bilhões até dezembro, disse a primeira fonte.

    A medida resulta da ordem de Guimarães para adoção de uma abordagem contábil mais conservadora em relação a possíveis prejuízos do maior financiador imobiliário do país, que tinha uma carteira no setor de 440 bilhões de reais em setembro.

    De acordo com dados dos balanços da Caixa, operações imobiliárias classificadas pelo banco com ratings de 'D' a 'H', com maior chance de não pagamento pelo tomador, equivaliam em setembro a cerca de 6,6 por cento da carteira total do setor, uma proporção praticamente estável em relação a um ano antes.

    Além disso, o banco tinha uma carteira de 10 bilhões de reais com os chamados 'bens não de uso próprio', na prática, imóveis retomados por inadimplência do mutuário. Um ano antes, essa carteira era de 7 bilhões de reais.

    A decisão sobre a provisão extra está criando insatisfação dentro do banco. Entre altos diretores da Caixa envolvidos na confecção das demonstrações contábeis, a ordem de Guimarães está sendo interpretada como uma desautorização às práticas adotadas até a virada do ano, que tinham aval de auditores independentes, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU).

    'Mas é pior do que isso, ele (Guimarães) está mudando a prática contábil sobre uma gestão que não é dele', disse a fonte. 'Se fosse fraude, ele deveria comunicar isso para as autoridades competentes, mas não é o caso', disse a priemira fonte.

    Mas a movimentação de Guimarães, que tomou posse no começo de janeiro, também tem incomodado funcionários da Caixa que tomaram conhecimento do assunto, uma vez que a provisão extra significará redução do montante que será distribuído aos empregados na forma de participação dos lucros.

    'Em 2018 houve uma campanha comercial muito grande dentro do banco, e a equipe toda trabalhou bastante para alcançar um resultado recorrente melhor', disse a primeira fonte. 'Isso agora iria desmotivar muito os empregados.'

    A Caixa Econômica é o único dos grandes bancos do país que ainda não divulgou suas demonstrações contábeis referentes a 2018. E ainda não há previsão para publicação do documento.

    A diretiva de Guimarães para uma provisão bilionária extra vai na direção de tentar alinhar as práticas do Caixa às utilizadas pelos bancos privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios da instituição, que pode incluir os braços de seguros, de cartões e de gestão de recursos, disse outra fonte.

    Ícone de uma campanha do governo federal no começo da década para tentar estimular a vacilante economia do país por meio da oferta de empréstimo mais barato, a Caixa ganhou participação no mercado de crédito, enquanto os rivais privados se retraíam na época.

    Nos últimos anos, porém, diante da recessão de 2015-16, o banco foi levado a desacelerar fortemente as concessões de financiamento, ao mesmo tempo em que elevou as provisões para perdas com calotes. Isso envolveu voltar a se concentrar em linhas consideradas de menor risco, como a imobiliária.

    Ainda assim, a Caixa teve que enfrentar perdas maiores com o setor imobiliário, em parte devido à desvalorização dos imóveis que foram retomados por inadimplência.

    No ano passado, o banco chegou a tentar vender lotes de imóveis retomados para grandes investidores, mas o leilão fracassou.

    Procurada, a Caixa afirmou que não comentaria o assunto.

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    Guedes diz que não serão tolerados empréstimos da Caixa Econômica por ligações políticas

    Por Ricardo Brito e Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que empréstimos de recursos da Caixa Econômica Federal em razão de ligações políticas não serão tolerados, assim como o uso de verbas públicos do banco estatal na 'direção equivocada' sem que haja retorno social e estimule a pirataria privada.

    'Temos que aprender dessa experiência que a própria eleição de Bolsonaro é um sonoro não da sociedade a esse tipo de comportamento', disse Guedes, na solenidade de transmissão de cargo do novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

    Em discurso, o ministro da Fazenda perguntou onde estavam todos quando isso aconteceu. 'Se somos tão bons, por que não impedimos? Estávamos hipnotizados?', questionou.

    Numa referência a escândalos de corrupção que envolveram a instituição nos últimos anos, Guedes afirmou que a Caixa recentemente foi 'capturada e se perdeu'.

    SUBSÍDIO

    O ministro da Economia defendeu que eventuais concessões de subsídios, em qualquer atividade, sejam dados como desembolso da União. Atualmente, esse tipo de política não fica explicitada no orçamento público. 'O importante é que haja transparência', destacou.

    Guedes também afirmou, sem dar detalhes, que o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) 'andou irrigando coisas que não era para irrigar'.

    No breve discurso, o ministro da Economia elogiou o novo presidente da Caixa, a quem disse ter 'capacidade de trabalho, tem história longa e bem-sucedida de mercado de capitais, é preparado e tem visão de futuro grandiosa'. Ele disse que o banco é um país, com 100 milhões de brasileiros passando pela instituição.

    'Por que não usam serviço? Pedro vai tangibilizar o potencial econômico que existe na Caixa, isso só vai fortalecer a instituição', afirmou. Para ele, à medida que a Caixa se recupere, o grande desafio interno é a meritocracia e a governança.

    Guedes disse que haverá um 'escrutínio' em empréstimos e gastos com publicidade da Caixa. Destacou que há uma decisão do governo de trabalhar próximo ao Tribunal de Contas da União, Ministério Público e dos funcionários.

    'No sistema antigo, quem descobre algo de errado tem que abafar; no nosso sistema é o contrário, quem sinalizar fumaça antes que pegue fogo tem que ser premiado', afirmou.

    'A Caixa teve episódio de perdição, mas está voltando para os seus maiores desígnios', concluiu, sob forte aplauso.

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    Novo presidente da Caixa descarta privatização do banco, sinaliza entrada no consignado e no microcrédito

    BRASÍLIA (Reuters) - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou nesta segunda-feira planos para privatização do banco, preferindo dar ênfase na abertura de capital de subsidiárias, para destravar valor da instituição.

    Em discurso na transmissão de posse, ele exemplificou que a Caixa Seguridade pode dobrar sua lucratividade dois anos depois de sua oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.

    Guimarães pontuou ainda que a Caixa entrará no mercado de cartões consignados, com a meta de atingir 20 milhões de cartões consignados em quatro anos, e que cogita parceria com Banco do Brasil para operar microcrédito.

    Ele lembrou que a Caixa tem 96 milhões de cartões de débito e que é 'inaceitável' que não esteja no mercado de cartões consignados.

    Guimarães voltou a dizer que o banco público dará foco aos empréstimos a pequenas e médias empresas e que, para as grandes, vê o mercado de capitais como alternativa satisfatória para provimento de financiamento.

    Em relação à infraestrutura, o novo presidente da Caixa disse que o banco irá priorizar projetos que sejam rentáveis para a instituição e também benéficos para a sociedade.

    'Não vai ter financiamento de construir pontes que ligam nada a lugar nenhum', afirmou.

    Nesse campo, ele pontuou que o banco tem possibilidade de financiar a iluminação pública em mais de 500 cidades, sendo que poderá replicar nessa área a lógica de securitização de recebíveis que enxega como futuro para o crédito imobiliário.

    Guimarães, que se emocionou em diversos momentos da cerimônia, voltou a dizer que a Caixa irá pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida) e que esse foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Isso será feito ao longo de quatro anos, sendo que a Caixa empregará nesse pagamento os recursos levantados nas aberturas de capital das subsidiárias, notadamente de seguridade, de cartões, operações de loterias e de gestão de fundos.

    (Por Marcela Ayres e Ricardo Brito)

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