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    EXCLUSIVO-Caixa Econômica prepara provisão bilionária sobre balanço de 2018, dizem fontes

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A pedido do presidente-executivo Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal está preparando uma provisão extraordinária de até 7 bilhões de reais para perdas esperadas com calotes no financiamento imobiliário e com a desvalorização de imóveis que foram retomados pelo banco, disseram à Reuters duas fonte com conhecimento do assunto.

    Se efetivada, a medida deve reduzir o lucro anual da Caixa para menos de 10 bilhões de reais. Em 2018 até setembro, o lucro líquido do banco tinha sido de 11,5 bilhões de reais e a expectativa do próprio banco era de que esse montante subisse para ao redor de 16 bilhões até dezembro, disse a primeira fonte.

    A medida resulta da ordem de Guimarães para adoção de uma abordagem contábil mais conservadora em relação a possíveis prejuízos do maior financiador imobiliário do país, que tinha uma carteira no setor de 440 bilhões de reais em setembro.

    De acordo com dados dos balanços da Caixa, operações imobiliárias classificadas pelo banco com ratings de 'D' a 'H', com maior chance de não pagamento pelo tomador, equivaliam em setembro a cerca de 6,6 por cento da carteira total do setor, uma proporção praticamente estável em relação a um ano antes.

    Além disso, o banco tinha uma carteira de 10 bilhões de reais com os chamados 'bens não de uso próprio', na prática, imóveis retomados por inadimplência do mutuário. Um ano antes, essa carteira era de 7 bilhões de reais.

    A decisão sobre a provisão extra está criando insatisfação dentro do banco. Entre altos diretores da Caixa envolvidos na confecção das demonstrações contábeis, a ordem de Guimarães está sendo interpretada como uma desautorização às práticas adotadas até a virada do ano, que tinham aval de auditores independentes, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU).

    'Mas é pior do que isso, ele (Guimarães) está mudando a prática contábil sobre uma gestão que não é dele', disse a fonte. 'Se fosse fraude, ele deveria comunicar isso para as autoridades competentes, mas não é o caso', disse a priemira fonte.

    Mas a movimentação de Guimarães, que tomou posse no começo de janeiro, também tem incomodado funcionários da Caixa que tomaram conhecimento do assunto, uma vez que a provisão extra significará redução do montante que será distribuído aos empregados na forma de participação dos lucros.

    'Em 2018 houve uma campanha comercial muito grande dentro do banco, e a equipe toda trabalhou bastante para alcançar um resultado recorrente melhor', disse a primeira fonte. 'Isso agora iria desmotivar muito os empregados.'

    A Caixa Econômica é o único dos grandes bancos do país que ainda não divulgou suas demonstrações contábeis referentes a 2018. E ainda não há previsão para publicação do documento.

    A diretiva de Guimarães para uma provisão bilionária extra vai na direção de tentar alinhar as práticas do Caixa às utilizadas pelos bancos privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios da instituição, que pode incluir os braços de seguros, de cartões e de gestão de recursos, disse outra fonte.

    Ícone de uma campanha do governo federal no começo da década para tentar estimular a vacilante economia do país por meio da oferta de empréstimo mais barato, a Caixa ganhou participação no mercado de crédito, enquanto os rivais privados se retraíam na época.

    Nos últimos anos, porém, diante da recessão de 2015-16, o banco foi levado a desacelerar fortemente as concessões de financiamento, ao mesmo tempo em que elevou as provisões para perdas com calotes. Isso envolveu voltar a se concentrar em linhas consideradas de menor risco, como a imobiliária.

    Ainda assim, a Caixa teve que enfrentar perdas maiores com o setor imobiliário, em parte devido à desvalorização dos imóveis que foram retomados por inadimplência.

    No ano passado, o banco chegou a tentar vender lotes de imóveis retomados para grandes investidores, mas o leilão fracassou.

    Procurada, a Caixa afirmou que não comentaria o assunto.

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    Guedes diz que não serão tolerados empréstimos da Caixa Econômica por ligações políticas

    Por Ricardo Brito e Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que empréstimos de recursos da Caixa Econômica Federal em razão de ligações políticas não serão tolerados, assim como o uso de verbas públicos do banco estatal na 'direção equivocada' sem que haja retorno social e estimule a pirataria privada.

    'Temos que aprender dessa experiência que a própria eleição de Bolsonaro é um sonoro não da sociedade a esse tipo de comportamento', disse Guedes, na solenidade de transmissão de cargo do novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

    Em discurso, o ministro da Fazenda perguntou onde estavam todos quando isso aconteceu. 'Se somos tão bons, por que não impedimos? Estávamos hipnotizados?', questionou.

    Numa referência a escândalos de corrupção que envolveram a instituição nos últimos anos, Guedes afirmou que a Caixa recentemente foi 'capturada e se perdeu'.

    SUBSÍDIO

    O ministro da Economia defendeu que eventuais concessões de subsídios, em qualquer atividade, sejam dados como desembolso da União. Atualmente, esse tipo de política não fica explicitada no orçamento público. 'O importante é que haja transparência', destacou.

    Guedes também afirmou, sem dar detalhes, que o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) 'andou irrigando coisas que não era para irrigar'.

    No breve discurso, o ministro da Economia elogiou o novo presidente da Caixa, a quem disse ter 'capacidade de trabalho, tem história longa e bem-sucedida de mercado de capitais, é preparado e tem visão de futuro grandiosa'. Ele disse que o banco é um país, com 100 milhões de brasileiros passando pela instituição.

    'Por que não usam serviço? Pedro vai tangibilizar o potencial econômico que existe na Caixa, isso só vai fortalecer a instituição', afirmou. Para ele, à medida que a Caixa se recupere, o grande desafio interno é a meritocracia e a governança.

    Guedes disse que haverá um 'escrutínio' em empréstimos e gastos com publicidade da Caixa. Destacou que há uma decisão do governo de trabalhar próximo ao Tribunal de Contas da União, Ministério Público e dos funcionários.

    'No sistema antigo, quem descobre algo de errado tem que abafar; no nosso sistema é o contrário, quem sinalizar fumaça antes que pegue fogo tem que ser premiado', afirmou.

    'A Caixa teve episódio de perdição, mas está voltando para os seus maiores desígnios', concluiu, sob forte aplauso.

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    Novo presidente da Caixa descarta privatização do banco, sinaliza entrada no consignado e no microcrédito

    BRASÍLIA (Reuters) - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou nesta segunda-feira planos para privatização do banco, preferindo dar ênfase na abertura de capital de subsidiárias, para destravar valor da instituição.

    Em discurso na transmissão de posse, ele exemplificou que a Caixa Seguridade pode dobrar sua lucratividade dois anos depois de sua oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.

    Guimarães pontuou ainda que a Caixa entrará no mercado de cartões consignados, com a meta de atingir 20 milhões de cartões consignados em quatro anos, e que cogita parceria com Banco do Brasil para operar microcrédito.

    Ele lembrou que a Caixa tem 96 milhões de cartões de débito e que é 'inaceitável' que não esteja no mercado de cartões consignados.

    Guimarães voltou a dizer que o banco público dará foco aos empréstimos a pequenas e médias empresas e que, para as grandes, vê o mercado de capitais como alternativa satisfatória para provimento de financiamento.

    Em relação à infraestrutura, o novo presidente da Caixa disse que o banco irá priorizar projetos que sejam rentáveis para a instituição e também benéficos para a sociedade.

    'Não vai ter financiamento de construir pontes que ligam nada a lugar nenhum', afirmou.

    Nesse campo, ele pontuou que o banco tem possibilidade de financiar a iluminação pública em mais de 500 cidades, sendo que poderá replicar nessa área a lógica de securitização de recebíveis que enxega como futuro para o crédito imobiliário.

    Guimarães, que se emocionou em diversos momentos da cerimônia, voltou a dizer que a Caixa irá pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida) e que esse foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Isso será feito ao longo de quatro anos, sendo que a Caixa empregará nesse pagamento os recursos levantados nas aberturas de capital das subsidiárias, notadamente de seguridade, de cartões, operações de loterias e de gestão de fundos.

    (Por Marcela Ayres e Ricardo Brito)

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    Juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, diz presidente da Caixa

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira que os juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, e que as taxas não subirão no programa habitacional Minha Casa Minha Vida para 'quem é pobre'.

    Questionado se os custos do financiamento à casa própria serão elevados, ele respondeu que 'depende'.

    'Juro não vai subir para Minha Casa Minha Vida...Juro de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre', disse.

    Atualmente, o programa habitacional atende famílias com renda mensal bruta de até 1,8 mil reais na faixa 1, em que não há incidência de juros e o subsídio pode chegar a 90 por cento do valor do imóvel, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Regional.

    Também subsidiadas, embora em menor grau, a faixa 1.5 está voltada para famílias que ganham até 2.600 reais, com juros de 5 por cento ao ano, e a 2 destina-se a famílias com renda de até 4 mil reais, cobrando juros de 6 a 7 por cento ao ano. Na faixa 3, contudo, a renda familiar bruta mensal pode ser de até 9 mil reais e os juros cobrados são de 8,16 por cento ao ano, também segundo o ministério.

    'Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar acima de tudo mercado. Lei da oferta e da demanda', completou o presidente da Caixa sem dar detalhes.

    Às 16:00 (horário de Brasília), as ações de construtoras de médio e alto padrão que recentemente ingressaram no Minha Casa Minha Vida, como é o caso da Cyrela e da EzTec

    Já os papéis da gigante de imóveis econômicos MRV subiam 1,45 por cento, enquanto os da Tenda, que opera sobretudo nas faixas 1.5 e 2 do MCMV, avançavam 2,68 por cento.

    Guimarães afirmou ainda que o banco vai vender carteiras de crédito imobiliário e que a Caixa 'vai passar a ser uma originadora imobiliária, mais do que reter crédito no balanço'. Segundo ele, o objetivo é que a Caixa, nos próximos 10 anos, passe a originar 70 por cento do crédito imobiliário, mas venda uma parte relevante, que pode chegar a 100 bilhões de reais.

    Segundo o presidente da Caixa, a securitização irá permitir que a Caixa expanda o crédito num cenário em que os recursos do FGTS e da poupança têm limites.

    O executivo também afirmou que o banco pode fazer até três aberturas de capital de unidades neste ano, com a área de seguridade sendo a mais adiantada. Ele mencionou como alvos de abertura, além de seguridade, as áreas de cartões, operações de loterias e gestão de fundos.

    A operação com a asset management da Caixa é a que demandará mais tempo, porque será necessário criar uma distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM), o que demanda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse Guimarães.

    Os recursos levantados nas operações ajudarão a Caixa a pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida).

    'Eu tenho quatro anos para fazer esse pagamento e o farei. As operações (de abertura da capital) já estão adiantadas, nós faremos ao menos duas esse ano, talvez três. Mas pelo menos duas é meu compromisso com o ministro (da Economia) Paulo Guedes', afirmou o presidente da Caixa, acrescentando que uma delas deverá ocorrer ainda no primeiro semestre.

    Em dezembro, antes da posse do governo de Jair Bolsonaro, o então secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Alexandre Manoel Ângelo da Silva, afirmou que estava tudo pronto para o leilão da empresa de loterias instantâneas da Caixa, Lotex, em fevereiro deste ano.

    (Reportagem adicional de Gabriela Mello)

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    MPF apresenta 4 denúncias contra esquema criminoso na Caixa e pede R$3 bi em multa e reparação

    (Reuters) - O Ministério Público Federal encaminhou à Justiça quatro denúncias separadas referentes às investigações sobre um esquema supostamente criminoso de concessão de crédito da Caixa Econômica Federal para empresas, e pediu o pagamento de mais de 3 bilhões de reais em multas e reparação de danos, informou o MPF nesta sexta-feira.

    O esquema revelado pela força-tarefa Greenfield, referente às investigações da Operação Cui Bono, funcionava com o pagamento de propina a autoridades em troca de concessão de operações de crédito da Caixa para as empresas Marfrig, Bertin, J&F e o Grupo BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, de acordo com os procuradores.

    'As investigações demonstraram a existência de três frentes criminosas: o grupo empresarial; o grupo dos empregados públicos que operavam na Caixa e no FGTS; o grupo político e de operadores financeiros', disse o MPF em comunicado.

    As denúncias revelam a atuação dos ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, além de diversos operadores financeiros e empresários, segundo o MPF.

    Até o momento foram identificados os repasses de valores ilícitos de 89,5 milhões de reais para Cunha; 17,9 milhões de reais para Geddel e 6,7 milhões de reais para Alves, disse o MPF, que contou com acordos de colaboração premiada de operadores, além de provas colhidas em investigações, para basear as denúncias.

    Cunha e Geddel já estão presos por envolvimento em escândalos de corrupção, enquanto Alves já esteve preso mas atualmente está em liberdade. Não foi possível fazer contato com os advogados deles de imediato.

    A Marfrig, questionada pela Reuters sobre as denúncias, disse que o empresário Marcos Molina dos Santos, presidente do conselho da companhia, foi objeto de acordo fechado em maio com o Ministério Público Federal, mediante formalização de um termo de compromisso de reparação de eventuais dados, que protege a Marfrig e seus executivos de quaisquer responsabilidade financeira e jurídica.

    'Não se trata de um acordo de colaboração ou de delação e não há admissão de qualquer culpa por parte do empresário, que mantém suas atividades empresariais inalteradas', disse a Marfrig.

    A J&F disse em nota à Reuters que o MPF 'não ofereceu denúncia contra Joesley Batista em obediência ao acordo de colaboração firmado com a PGR e homologado pelo STF'.

    'Enquanto o Supremo não decidir sobre o pedido de rescisão requerido pela PGR, este acordo continua válido e vigente. Assim, nenhuma denúncia nesse interregno de tempo poderá ser oferecida contra o colaborador sob pena de o próprio MPF descumprir o acordo.'

    Já a Caixa afirmou que as informações são repassadas exclusivamente às autoridades policiais. O banco disse que 'coopera integralmente com as investigações dos órgãos competentes'.

    A Bertin e o Grupo BR Vias e Oeste Sul não puderam ser contactados imediatamente.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, com reportagem adicional de Flavia Bohone, em São Paulo)

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    ENTREVISTA-Caixa Econômica usará recursos de acordo com CNP Assurances para reforçar capital e crédito

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal usará recursos de um acordo feito com a seguradora francesa CNP Assurances para fortalecer sua estrutura de capital e aumentar sua capacidade de oferta de crédito, disse o presidente do banco estatal, Nelson Antonio de Souza.

    'Poderemos ampliar o crédito, ainda que de forma prudente, nas linhas que exijam menos alocação de capital', disse Souza em entrevista à Reuters na sede do banco em São Paulo nesta sexta-feira.

    A CNP Assurances pagará 4,65 bilhões de reais para poder vender produtos das áreas de vida, prestamista e previdência até 2041 nas agências da Caixa Econômica Federal, anunciou na quarta-feira sua unidade Caixa Seguridade.

    O banco também deve captar mais recursos ainda em 2018 com outras parceiras que envolvem o uso de suas agências para venda de seguros habitacional, automotivo, de riscos patrimoniais e consórcios, disse Souza.

    Além dos recursos mais imediatos, a renovação do acordo em novas bases com a CNP Assurances abre caminho para a Caixa Econômica retomar os planos de abrir o capital da Caixa Seguridade, que haviam sido interrompidos desde 2016 devido ao impasse nas negociações com os franceses sobre extensão da parceria que vence em 2021.

    Como parte das conversas, a Caixa Seguridade estendeu um acordo de exclusividade com a corretora Wiz até 2021. A Caixa Seguridade criou uma corretora própria para operar com a Wiz a partir de então, disse Souza.

    O movimento é o primeiro de uma série de iniciativas lançadas pela Caixa Econômica nos últimos anos para levantar recursos com vários de seus ativos e fortalecer os níveis de capital, que ficaram bastante debilitados na esteira da fracassada campanha do governo federal de usar os bancos públicos para tentar reanimar uma economia na trilha da recessão.

    Após o acordo com a CNP Assurances, o banco estatal vai retomar o processo de venda de seu braço de loterias instantâneas Lotex, que fracassou em julho por falta de interessados. Pelo negócio, o governo esperava um lance mínimo de 1 bilhão de reais.

    'Estamos reformulando o modelo de negócios da Lotex para dar maior atratividade a investidores e vamos voltar ainda em 2018', disse Souza. 'Interessados tem.'

    Em outra frente, a Caixa Econômica se prepara para voltar a repassar parte de suas carteiras de crédito, instrumento muito usado pelos demais bancos, mas que o banco estatal foi proibido de fazer pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2016.

    'Já obtivemos aval da área técnica do TCU para a venda de 'carteiras performadas'', disse Souza, em referência a créditos adimplentes. 'Vamos voltar ao mercado nos próximos meses', acrescentou ele.

    O banco também vai retomar a venda de um lote de imóveis recebidos por inadimplência, que também fracassou este mês devido à percepção de risco dos potenciais investidores. A expectativa com esse negócio é também de levantar 1 bilhão de reais.

    As iniciativas devem dar ao banco maior capacidade de cumprir níveis mais rígidos de alocação de capital previstas em Basileia III e que entram em vigor no começo de 2019, ao mesmo tempo em que tenta voltar a ampliar crédito, após dois anos de estagnação.

    CONSIGNADO/FGTS

    Uma das linhas que o banco pretende ampliar sua participação é no crédito consignado, por se encaixar no foco da Caixa Econômica de priorizar linhas de menor risco e que, por isso, exigem menor alocação de capital.

    'Temos espaço para crescer muito no consignado', disse o presidente da Caixa.

    O banco aposta que mudanças operacionais façam deslanchar o consignado para trabalhadores do setor privado, com garantia do FGTS. Embora exista desde 2016, a modalidade não teve adesão dos bancos, que dizem ver muitos riscos no modelo.

    Com os ajustes feitos pela Caixa, os bancos terão mais visibilidade sobre o saldo de FGTS dos tomadores, o que permitirá a oferta de crédito a preços mais parecidos com os praticados para funcionários públicos.

    'Nossa expectativa é de que isso aconteça já em setembro', disse Souza. 'Já conversamos com alguns bancos'.

    CRÉDITO DIGITAL

    Dentre as iniciativas para tentar reduzir a desvantagem em relação aos principais rivais em alguns segmentos, a Caixa está criando um braço para reunir seus negócios de cartões, disse Souza.

    'Vamos ter uma empresa própria que vai nos ajudar a ter no setor uma presença equivalente ao nosso tamanho no mercado.'

    Em outra frente, o banco lançou neste mês projeto piloto de agências digitais para atender a crescente demanda por serviços fora das agências físicas. Até o final do ano, a Caixa deve inaugurar 100 unidades dessas agências, enquanto conclui um sistema que permita ao banco abrir contas correntes totalmente digitais ainda em 2018, disse o executivo.

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    Caixa Econômica acelera reforço de capital para crédito voltar a crescer em 2019

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal preencheu uma lacuna de capital sem ter precisado recorrer à venda de ativos e à ajuda do governo federal, mas negocia receber de volta parte dos dividendos de 2017 e emitir bônus no exterior como parte de seu plano para voltar a crescer em 2019, após dois anos de estagnação.

    'Precisar de injeção de capital do Tesouro é um assunto que ficou no passado', disse a jornalistas o presidente-executivo da Caixa, Nelson Antônio da Silva.

    O banco estatal afirmou mais cedo que seu índice de capital de nível 1, uma medida-chave de como um banco está protegido contra efeitos de uma eventual crise, atingiu 12,5 por cento em junho, 3,5 pontos percentuais superior a junho de 2017. O piso regulatório para esse indicador a partir de 2019 será de 9,5 por cento.

    Esse avanço foi obtido sobretudo com uma forte campanha de redução de despesas, que incluiu dois programas de demissão voluntária, fechamento de agências e agressiva contração nos empréstimos não ligados ao setor imobiliário.

    Assim, a carteira de 695,3 bilhões de reais em empréstimos do banco no fim do primeiro semestre era 3 por cento menor do que um ano antes. O crédito para empresas caiu em 25,7 por cento no período, enquanto o para consumo se contraiu em 13 por cento.

    Em compensação, a despesa da Caixa com provisão para perdas com calotes diminuiu 34 por cento sobre um ano antes, para 3,34 bilhões de reais. Além disso, a despesa com pessoal caiu 2 por cento, enquanto a administrativa subiu só 1 por cento.

    Ícone da campanha do governo iniciada em 2008, de tentar estimular a economia por meio da oferta de crédito barato, a Caixa acelerou fortemente suas concessões nos anos seguintes, na contramão dos bancos privados.

    À medida que uma sucessão de fatores levou o país a uma forte recessão e deixou o governo sem condições de seguir injetando dezenas de bilhões de reais no capital do banco, a Caixa enfrentou um mix de erosão dos níveis de capital e maiores despesas com calotes, que pressionou fortemente o lucro.

    Agências de classificação de risco chegaram a calcular que a Caixa precisaria de um aporte de cerca de 15 bilhões de reais para se enquadrar às regras mais rígidas de capital a partir de 2019.

    Para evitar esse quadro, a Caixa planejava captar recursos com a venda de ativos, mas todas as tentativas falharam. O leilão do braço de loterias Lotex, em julho, não teve interessados. A venda de parte do ramo segurador, reunido na Caixa Seguros, por meio de uma listagem em bolsa, foi abortado no ano passado. E a venda de carteiras de crédito vencidas foi barrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    Um plano de receber cerca de 15 bilhões de reais em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fortalecer o capital também foi barrado pelo TCU.

    Até uma captação com bônus no exterior, como fizeram outros bancos brasileiros neste ano, foi inviabilizada, uma vez que os balanços da Caixa nos últimos trimestres têm sido publicados com ressalvas da auditoria independente PricewaterhouseCoopers, em meio a dúvidas sobre a extensão de perdas com casos de irregularidades nos últimos anos.

    'Estamos resolvendo isso e acho que nosso balanço já virá sem ressalva a partir do terceiro trimestre, o que nos abrirá caminho para fazer uma captação com bônus no exterior', disse o vice-presidente de finanças da Caixa, Arno Meyer.

    Simultaneamente, a administração do banco negocia para receber de volta quase 800 milhões de reais dos cerca de 3 bilhões de reais pagos ao governo federal referentes ao lucro de 2017.

    'Se pudermos ter esses recursos, isso nos ajuda', disse à Reuters o vice-presidente de riscos da Caixa, Paulo Henrique Ângelo, explicando que, uma vez devolvidos, os recursos na prática seriam usados para capitalizar o banco, o que elevaria o nível de capital principal em menos de 1 ponto percentual.

    A Caixa teve lucro de 3,46 bilhões de reais no trimestre, salto de 33,9 por cento ante mesmo período de 2017. O resultado superou os 3,24 bilhões de reais do Banco do Brasil, também controlado pelo governo federal no período.

    (Por Aluísio Alves)

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    Lucro da Caixa Econômica Federal salta 34% no 2º trimestre

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 3,464 bilhões de reais, um salto de 33,9 por cento ante mesma etapa de 2017, apesar da queda da carteira de crédito.

    O banco estatal fechou junho com uma carteira de crédito de 695,3 bilhões de reais, recuo de 2,9 por cento em 12 meses, influenciada pela redução de 25,7 por cento na carteira de pessoa jurídica, compensada pelo aumento de 3,6 por cento na carteira habitacional.

    'Mesmo diante do recuo do crédito, a Caixa manteve sua participação no mercado superior a 20 por cento, em linha com o planejado pela empresa e melhorou a qualidade da carteira', disse o banco estatal nesta segunda-feira.

    As provisões para as perdas com inadimplência somaram 3,340 bilhões de reais, queda de 34,2 por cento em relação ao segundo trimestre de 2017.

    O índice de inadimplência acima de 90 dias da Caixa recuou 0,4 ponto percentual ante o primeiro trimestre e ficou estável em relação ao mesmo período do ano anterior, em 2,5 por cento.

    O índice de capital principal ficou em 12,5 por cento e a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio subiu para 15,36 por cento no segundo trimestre.

    'A melhoria nos resultados do banco foi causada por uma queda significativa de provisões e alguma melhoria nas taxas de serviço', disseram analistas do Itaú BBA sobre o resultado do terceiro trimestre da Caixa.

    (Por Aluísio Alves, reportagem adicional de Paula Arend Laier)

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