alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE camara

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Deputado João Henrique Caldas se reúne com Bolsonaro e anuncia candidatura à presidência da Câmara

    Deputado João Henrique Caldas se reúne com Bolsonaro e anuncia candidatura à presidência da Câmara

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O deputado federal João Henrique Caldas (PSB-AL) afirmou nesta segunda-feira que vai se candidatar à presidência da Câmara na próxima legislatura, após se encontrar pela manhã com o presidente eleito Jair Bolsonaro na casa do futuro chefe do Executivo no Rio de Janeiro.

    JHC, como o parlamentar é conhecido, disse que foi pedir o apoio de Bolsonaro para a candidatura, mas que o presidente eleito afirmou que não vai interferir na escolha do futuro presidente da Câmara.

    'O presidente foi muito receptivo e nos falamos sobre cenários vindouros e também discutimos uma pauta”, disse JHC na saída da casa de Bolsonaro. “O presidente me relatou que não irá interferir na eleição da Câmara, apesar de ter uma bancada expressiva”.

    Em recentes entrevistas, Bolsonaro tem dito que não pretende trabalhar para que seu partido, o PSL, conquiste a presidência da Câmara, mas que defende a escolha de um nome para comandar a Casa que não trave a pauta de projetos do Executivo.

    Embalado pela vitória de Bolsonaro, o PSL terá a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados, atrás apenas do PT, que elegeu 56 parlamentares para a Casa.

    Na conversa com Bolsonaro, disse JHC, houve discussões de pautas e uma espécie de “alinhamento de ideias“ sobre o futuro do Congresso. O deputado afirmou que pode ter o apoio de colegas do PSL.

    “Tenho alguns colegas dentro do PSL e claro que temos relação que pode nos ajudar nessa composição. Temos que fazer um pacto de convergência suprapartidário para o país“, acrescentou.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro volta à Câmara sob forte segurança e aponta Constituição como único norte

    Bolsonaro volta à Câmara sob forte segurança e aponta Constituição como único norte

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Em sua primeira aparição no Congresso Nacional após ter sido eleito presidente da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) disse nesta terça-feira que a Constituição é o único norte que existe na democracia e destacou que continuará construindo o Brasil que o povo merece ao lado do Legislativo e do Judiciário.

    “Na topografia existem três nortes: o da quadrícula, o verdadeiro e o magnético. Na democracia é só um norte, é o da nossa Constituição”, afirmou Bolsonaro, em sua breve fala durante sessão solene do Congresso Nacional para marcar os 30 anos da Constituição que contou com a presença de autoridades dos Três Poderes.

    “Temos tudo para sermos uma grande nação. E na união de nós, que no momento estamos aqui, ocupando cargos-chave da República, podemos sim mudar o destino dessa grande nação”, acrescentou Bolsonaro.

    O presidente eleito voltou ao plenário da Câmara dos Deputados, Casa em que atua há 27 anos, sob forte esquema de segurança para acompanhar a solenidade. 'Estou muito feliz', limitou-se a dizer ao ser questionado por repórteres sobre a volta ao Congresso após a eleição presidencial na primeira agenda oficial fora do Rio de Janeiro.

    Inicialmente, o acesso ao plenário da Câmara ficaria excepcionalmente restrito a autoridades, parlamentares e servidores autorizados na solenidade em homenagem à Constituição, mas a medida foi revertida nesta manhã pelo atual presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE) e a presença de jornalistas credenciados foi liberada.

    Acompanhado de auxiliares próximos, Bolsonaro chegou ao Congresso pouco antes das 10h. Inicialmente foi para o gabinete da Presidência do Senado e depois seguiu ciceroneado por Eunício para o plenário da Câmara dos Deputados, onde ocorreu a solenidade.

    Discreto, pouco após ter chegado, o ainda deputado fez um rápido gesto com os dedos simulando uma arma com as duas mãos baixas --esse gesto, tido como polêmico pelos críticos, tornou-se marca registrada de sua campanha. Logo em seguida, fez um sinal de coração com as duas mãos.

    O presidente eleito sentou-se na cadeira mais à esquerda da mesa do plenário da Câmara, de frente para onde tradicionalmente sentam os deputados da oposição.

    De modo geral, ele não prestou atenção aos discursos do presidente Michel Temer, de Eunício, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), da procuradora-geral da República, Raquel Dodge e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que exaltaram, com maior ou menor intensidade, a Constituição e a necessidade de cumpri-la.

    O plenário da Câmara encheu durante a solenidade, que contou com a presença do ex-presidente José Sarney, autoridades do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas da União.

    Nesse ínterim, Bolsonaro, sentado, passou a ser assediado por uma romaria de parlamentares de diversos partidos. Cumprimentaram-no, por exemplo, o deputado e ex-ministro da Secretaria de Governo Antonio Imbassahy (PSDB-BA), o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), aliado dele em pautas da segurança pública e que não se elegeu governador do Distrito Federal e o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), que assim como Fraga é integrante da chamada bancada da bala.

    Com a mão na boca, Bolsonaro conversou com alguns deputados, acenou para outros que estavam no plenário e pousou para uma foto feita do celular do deputado federal eleito pelo PSL, o ex-ator e empresário Alexandre Frota. Ele trocou rápidas palavras com Toffoli, sentado ao lado dele e que pregou, em seu discurso, que o país precisa de um 'ponto de união' após uma das mais polarizadas disputas eleitorais e defendeu um pacto para promoção de reformas, considerando-as essenciais, como a da Previdência.

    O vice-presidente eleito, general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), passou praticamente toda a solenidade no fundo do plenário da Câmara, em conversa com jornalistas, políticos e outras pessoas que também o pararam para pousar para selfies. Revelou que era a primeira vez que pisava no plenário da Câmara ao destacar que 'milico' está sempre trabalhando. Depois, foi sentar-se ao lado de Bolsonaro, numa cadeira improvisada de última hora.

    Eunício, que em três ocasiões durante a cerimônia destacou a presença da imprensa na cobertura, perguntou se Bolsonaro gostaria de fazer uso da palavra. No momento da nominata das autoridades, o presidente eleito citou apenas o 'querido' Rodrigo Maia e Toffoli, que estava a seu lado. Fez um breve discurso em que exaltou a Constituição como único documento que existe como norte da democracia e, ao final da fala, recebeu o maior aplauso.

    Deixou o plenário da Câmara novamente sob forte esquema de segurança após a fala de Temer, não falou com a imprensa e seguiu diretamente para uma agenda com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, num sinal claro de prestígio que dará às Forças Armadas no seu governo -- ele é um capitão da reserva do Exército.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Câmara dos Deputados da Argentina aprova orçamento de Macri e projeto segue para o Senado

    Câmara dos Deputados da Argentina aprova orçamento de Macri e projeto segue para o Senado

    BUENOS AIRES (Reuters) - A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na manhã desta quinta-feira, o austero projeto orçamentário do presidente Mauricio Macri para 2019, em uma vitória política para o líder que tenta fazer acentuados cortes de gastos exigidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Agora, a proposta orçamentária vai para o Senado, onde deve ser votada no próximo mês. Visando a reeleição em 2019, Macri negociou um empréstimo de 57 bilhões de dólares com o FMI, se comprometendo a cortar seu déficit fiscal primário de uma previsão de 2,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

    A votação na Câmara dos Deputados foi de 138 votos a favor e 103 contra, com 8 abstenções, após um debate de 18 horas que começou ao meio-dia de quarta-feira e que foi marcado por violentos protestos do lado de fora do Congresso, onde a polícia de choque usou gás lacrimogêneo, canhões d'água e balas de borracha.

    Milhares de ativistas liderados por professores, organizações sociais e grupos de esquerda contrários às medidas de austeridade de Macri protestaram pacificamente em frente ao Congresso na quarta-feira, mas pequenos grupos de manifestantes jogaram pedras e entulhos durante as marchas. A Polícia Federal disse que 18 pessoas foram presas até a tarde de quarta-feira.

    Frustrados com a recessão exacerbada por cortes em subsídios de utilidade pública que elevaram contas de eletricidade e aquecimento, os argentinos estão pessimistas sobre a habilidade de Macri estabilizar a economia com suas políticas ortodoxas, indicou recente pesquisa de opinião.

    (Reportagem de Hugh Bronstein; Reportagem Adicional de Cassandra Garrison)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro acena com reeleição de Maia para comando da Câmara em 2019 de olho em governabilidade

    Bolsonaro acena com reeleição de Maia para comando da Câmara em 2019 de olho em governabilidade

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL e favorito para vencer a corrida presidencial, Jair Bolsonaro, tem indicado que poderia respaldar a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o comando da Câmara em fevereiro de 2019 de olho na governabilidade e em garantir a aprovação de sua agenda de reformas e propostas, disse uma fonte da campanha à Reuters.

    A sinalização que o presidenciável não veta um acerto com Maia contraria o interesse de parte dos 52 deputados federais eleitos pelo PSL no embalo da onda Bolsonaro de escolher um nome da bancada para presidir a Câmara.

    'Rodrigo Maia ainda está no páreo e está muito bem situado para ser o próximo presidente', disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

    'Do ponto de vista da agenda que o Bolsonaro precisa aprovar no Legislativo, o melhor é que a coisa saia o mais negociada e pacifica possível, mas a gente precisa compreender que esses novatos vem falando grosso', argumentou a fonte, em referência a deputados eleitos pelo PSL de primeiro mandato que têm defendido uma presença de destaque do partido na Câmara.

    O primeiro a defender candidatura própria do PSL foi o presidente licenciado da legenda, o deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), em entrevista à Reuters logo após o primeiro turno. O deputado reeleito Delegado Waldir (PSL-GO) também defendeu à Reuters candidatura própria do partido ao comando da Câmara e colocou restrições a Rodrigo Maia, dizendo que Bolsonaro poderia ficar 'refém' do atual presidente da Câmara.

    “Com certeza. Você não pode esquecer que o pai dele foi derrotado pelo filho do Bolsonaro e por um aliado do Bolsonaro ao Senado no Rio de Janeiro”, lembrou. Cesar Maia (DEM) ficou em terceiro lugar, atrás de Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD).

    Contudo, Bolsonaro e apoiadores próximos têm dado sinais de que podem compor com outros partidos. Na quinta-feira da semana, em entrevista a uma rádio, o presidenciável deixou em aberto a possibilidade de apoiar Maia.

    'Nada de concreto apoiar Rodrigo Maia, nunca conversei com ele assunto nenhum. Digo mais: um presidente eleito não pode interferir nas eleições da Câmara e do Senado.'

    Nesta terça-feira, Maia participou de um café da manhã com cerca de 30 deputados federais da frente de segurança pública da Câmara no qual se comprometeu a colocar na pauta logo após o segundo turno uma proposta que prevê a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, segundo o coordenador Alberto Fraga (DEM-DF). Logo depois disso, o grupo, sem Maia, visitou pessoalmente Bolsonaro para lhe dar apoio.

    Fraga --um dos apoiadores de Bolsonaro na Câmara-- disse que no último encontro não se falou de sucessão da Casa, mas avaliou que uma composição de Bolsonaro com o colega de partido ajudaria ao eventual futuro governo.

    'O que nós sabemos é que, pela experiência que o Bolsonaro tem, vai ser um Congresso muito heterogêneo e tem que ter alguém com muito equilíbrio para presidir', disse Fraga, que não se elegeu na disputa ao governo do Distrito Federal.

    AMPLIAÇÃO DE APOIOS

    Ao buscar uma composição com Maia, disse a fonte, a campanha de Bolsonaro tem por objetivo ampliar desde já o leque de apoios no Congresso do eventual presidente a fim de tentar consolidar uma base de apoio para aprovação de propostas. A intenção é que se busque apoio dos partidos, por meio de parlamentares integrantes de frentes partidárias, conforme já mostrou reportagem da Reuters.

    O DEM apoiou no primeiro turno o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, que terminou a disputa em quarto lugar. No segundo turno, a legenda decidiu ficar neutra, mas várias lideranças têm apoiado individualmente Bolsonaro, como o próprio presidente do partido, ACM Neto.

    O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é o principal apoiador de Bolsonaro dentro do partido, apoiando-o ostensivamente desde antes do primeiro turno. O próprio Bolsonaro já disse que, caso eleito, Onyx será seu chefe da Casa Civil.

    Nessa composição com o DEM, há uma conversa, ainda que preliminar, de integrantes da campanha sobre a possibilidade de o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), ex-ministro da Educação e que foi derrotado na corrida ao Senado, voltar ao posto que ocupou no governo Michel Temer, disse a fonte.

    Essa conversa sobre Mendonça ocupar a Educação, se vingar, acenaria com uma composição mais ampla de ministério, uma vez que Mendonça mudaria o perfil de governo montado exclusivamente por técnicos defendido por Bolsonaro ao longo da campanha.

    A equipe de Bolsonaro, disse a fonte, está ciente de que uma eventual composição com o DEM, em detrimento do próprio PSL, tem de ser muito bem administrada a fim de não gerar atritos com a nova base que poderiam comprometer a agenda no Congresso.

    A fonte disse que não acredita que a bancada do PSL lance uma candidatura à revelia do que pretende Bolsonaro.

    'Nem do lado do Executivo nem do lado do Legislativo vai haver uma tensão tão forte que leve a uma ruptura, a ninguém interessa. O Bolsonaro vai ganhar do Haddad, todo mundo do partido dele vai querer ficar bem com ele, fora outros partidos que podem aderir', resumiu.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia ENTREVISTA-Bolsonaro não poderá ficar 'refém' de presidente da Câmara, diz aliado que defende nome do PSL

    ENTREVISTA-Bolsonaro não poderá ficar 'refém' de presidente da Câmara, diz aliado que defende nome do PSL

    Por Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Caso saia vitorioso das urnas no segundo turno da disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) não poderá ficar 'refém' do novo presidente da Câmara, afirmou o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), aliado do presidenciável e defensor da tese segundo a qual o comando da Casa deve ficar com o PSL.

    Segundo ele, um nome do PSL à frente da Câmara traria uma garantia de governabilidade a Bolsonaro.

    'Nós não queremos um presidente (da República) refém de um presidente da Câmara', disse à Reuters por telefone. 'Nós queremos um presidente (da República) independente.'

    'O presidente da República acaba comendo na mão do presidente Câmara, por isso não concordo que ele seja do centrão, ou seja do partido A, B, C ou D e de algumas pessoas. Por isso que eu prego que ele seja do PSL', afirmou.

    Sobre o atual presidente da Casa, que já demonstrou a intenção de se reeleger ao cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Waldir voltou a dizer que preferiria um nome de seu partido e lembrou do acordo do carioca com partidos de esquerda para se eleger.

    Afirmou que apesar do alinhamento do deputado à agenda de reformas, Bolsonaro poderia, sim, ficar refém de Maia.

    'Com certeza. Você não pode esquecer que o pai dele foi derrotado pelo filho do Bolsonaro e por um aliado do Bolsonaro ao Senado no Rio de Janeiro', lembrou. Cesar Maia (DEM) ficou em terceiro lugar, atrás de Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD).

    Delegado Waldir diz não conversar com o centrão ou partidos, mas com pessoas, e defendeu que o próximo a ocupar a cadeira de comando da Câmara não esteja envolvido nas investigações da Lava Jato.

    'O pai do Rodrigo Maia foi derrotado, o sogro dele é investigado na Lava jato, o Rodrigo é investigado na Lava Jato. Então nós não podemos ficar reféns de réus da Lava Jato ou de pessoas investigadas na Lava Jato.'

    O deputado do PSL aproveitou, inclusive, para citar outros nomes do partido que se colocam como fortes candidatos à Presidência da Câmara. Além de si mesmo, lembrou de outro filho de Bolsonaro, Eduardo (SP), Joice Hasselmann (SP) e Kim Kataguiri (SP), assim como Luciano Bivar (PE), presidente licenciado da legenda.

    'Isso lá na frente vai afunilar', avaliou, defendendo que o candidato do partido seja definido pelo voto da bancada.

    'Dentro da bancada devemos fazer uma eleição e aquele que for mais votado dentro da bancada, que tenha experiência e que queira ser o presidente da Câmara seja o escolhido para ser o nosso candidato e tenha o apoio dos demais.'

    Eduardo Bolsonaro tem dito, no entanto, que o PSL poderia apoiar um nome de fora do partido para o comando da Câmara, desde que afinado às bandeiras do pai. [nL2N1WQ0CW][nL2N1WW2AB]

    MUDAR REGIMENTO 'ANDIDEMOCRÁTICO'

    O deputado federal reeleito classificou o atual regimento da Câmara de 'muito antidemocrático' e defendeu mudanças para agilizar, por exemplo, a tramitação de propostas legislativas. Ele disse que, respeitado o direito das minorias, é preciso mudar a forma de se fazer obstrução na Casa --recurso ao qual se recorre para evitar a votação de determinadas matérias.

    'Os partidos nanicos conseguem travar toda a pauta da Câmara por horas e por dias com as ferramentas previstas no regimento', criticou. 'Penso que, se não agirmos tomando cuidados com esses pequenos detalhes, nós voltaremos a ter quatro anos de muita embromação do eleitor', completou.

    O parlamentar disse que é indispensável também enxugar o número de comissões temáticas na Câmara, considerado por ele excessivo, e até mesmo o quadro funcional de forma a dar vazão aos trabalhos dos deputados e não penalizar os novatos.

    Ao ser questionado sobre o foco da pauta legislativa, Delegado Waldir defendeu que, a partir de fevereiro de 2019, o novo Congresso priorize não apenas a pauta econômica.

    'Penso que a pauta prioritária é a de interesse do país, as pautas econômicas, as reformas tributária, previdenciária, reforma da segurança pública, na legislação penal e de processo penal, reformas mais necessárias para o equilíbrio do país', afirmou.

    'Eu penso que tem que tramitar todas as pautas importantes, não devemos focar apenas em uma pauta. Não tem que parar o país apenas em função de uma pauta. A Câmara tem que ser mais produtiva, ela é muito improdutiva', completou.

    Bolsonaro lidera com folga as pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial. Levantamento do Datafolha divulgado na quinta-feira mostrou o candidato do PSL com 59 por cento dos votos válidos, contra 41 por cento de Haddad.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia PSL deve reivindicar presidência da Câmara em eventual gestão Bolsonaro, diz Luciano Bivar

    PSL deve reivindicar presidência da Câmara em eventual gestão Bolsonaro, diz Luciano Bivar

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente licenciado do PSL e deputado federal eleito, Luciano Bivar (PE), afirmou nesta segunda-feira que o partido deverá se tornar a maior bancada da Câmara dos Deputados no próximo ano com a migração de parlamentares e, nessa condição, deve reivindicar a presidência da Casa, no início do que ele acredita que será o governo do correligionário Jair Bolsonaro.

    'Ora, tradicionalmente o partido que tem mais deputados é quem indica o presidente da Câmara. Então, isso é um assunto para se discutir depois do dia 28 de outubro', disse Bivar, em entrevista à Reuters.

    Bivar, que disse que vai reassumir o comando do partido em dezembro, não quis adiantar se colocaria seu nome para presidir a Câmara.

    'Olha, isso é uma coisa do partido, então vamos ver como vai decorrer. A gente está muito focado agora na eleição do Jair Bolsonaro', ressalvou.

    O presidente licenciado destacou que o partido esperava conquistar uma grande bancada, mas se surpreendeu com o resultado. O PSL, que hoje tem oito deputados, elegeu 52 deputados, ficando atrás somente do PT, com 56.

    Ele conta com a migração de parlamentares de outras legendas que não atingirem a chamada cláusula de barreira --norma que impede ou restringe o funcionamento parlamentar ao partido que não atingir um percentual de votos-- para suplantar os petistas e se tornar a principal força da Câmara.

    'Não imaginava que o povo estava tão indignado como nós. Então isso é uma prova insofismável da indignação do povo. Então elegemos hoje a maior bancada, pode ficar certo que esses outros partidos que não  alcançaram a cláusula de barreira migrarão para o nosso lado e vamos ser, sem dúvida, o partido de maior bancada na Câmara Federal', disse.

    Bivar afirmou que a eleição de parlamentares do PSL e de outros partidos simpáticos a Bolsonaro neste domingo demonstra que o candidato a presidente do partido, caso venha ser eleito, terá uma base no Congresso 'consistente demais'.

    'Vamos ter absolutamente toda a bancada, governabilidade perfeita, vamos viabilizar os projetos que a sociedade exige, as reformas que estão aí em curso vamos concluí-las. Acho que a gente vislumbra uma coisa muito boa para a nação brasileira', disse.

    'Não tenho dúvida que a gente vai atingir isso (maioria parlamentar) com facilidade porque a gente professa o bem. Os novos deputados que estão aí sabem que, se não for por esse caminho, a vida dele é um voo de galinha', completou.

    O dirigente partidário disse acreditar que somente o PT, a quem chamou de 'seita' e não de partido, deve ficar na oposição a um eventual governo Bolsonaro. Segundo ele, o deputado que se alinhar a 'essa seita a tendência deles é se acabar'.

    Apesar de otimista com uma vitória no segundo turno, Bivar afirmou que a disputa não será fácil contra a candidatura do petista Fernando Haddad. Para ele, as 3 semanas a mais vão servir para que as propostas da campanha de Bolsonaro fiquem cristalinas as diferenças entre os projetos.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Líderes na disputa presidencial, PT e PSL formam maiores bancadas da Câmara, mostra levantamento da XP

    Líderes na disputa presidencial, PT e PSL formam maiores bancadas da Câmara, mostra levantamento da XP

    (Reuters) - O PT e o PSL, partidos dos dois candidatos à Presidência que disputarão o segundo turno no fim do mês, terão as maiores bancadas na Câmara dos Deputados após as eleições deste domingo, de acordo com um levantamento feito pela XP Investimentos.

    O PT de Fernando Haddad, que conta com 61 parlamentares na Câmara atualmente, elegeu 57 deputados federais neste domingo. O número de eleitos, no entanto, é bem menor que os 70 eleitos em 2014.

    O PSL, por sua vez, embalado pela onda pró-Bolsonaro neste domingo elegeu 51 parlamentares. Há quatro anos, o partido tinha conseguido eleger apenas um deputado. A bancada atual, de oito deputados, já tinha se beneficiado pela transferências de parlamentares em função da filiação do presidenciável em março deste ano.

    Mas o nanico PRTB, do general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Bolsonaro, não elegeu nenhum parlamentar à Câmara.

    O MDB do presidente Michel Temer, que historicamente sempre foi uma das forças na Câmara, reduziu sua presença na Casa pela metade quando comparado com o número de eleitos há quatro anos. O partido, que teve o ex-ministro Henrique Meirelles na disputa pelo Planalto, elegeu 33 deputados federais neste domingo, uma forte queda também frente aos atuais 51 emedebistas na Câmara.

    O PSDB de Geraldo Alckmin, outro partido com forte presença na Câmara, perdeu espaço. Neste domingo, o partido elegeu 29 deputados federais. Em 2014, o partido havia eleito 53 parlamentares, número que caiu para 49 na bancada atual.

    O chamado centrão --formado por PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade--, partidos que nesta eleição fecharam apoio a Alckmin, elegeu 137 deputados federais. Individualmente, o PP deve ser a terceira maior bancada na Câmara, com 37 deputados.

    A bloco deve tentar emplacar o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a reeleição ao comando da Câmara.

    O PDT de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, elegeu 25 parlamentares para a Câmara. Já a Rede Sustentabilidade, partido da presidenciável Marina Silva não conseguiu nenhuma cadeira.

    (Por Laís Martins)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Toffoli diz a Maia que STF deve uniformizar decisão sobre perda de mandato

    Toffoli diz a Maia que STF deve uniformizar decisão sobre perda de mandato

    BRASÍLIA (Reuters) - Em sua primeira audiência como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli disse nesta sexta-feira ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é importante a corte uniformizar o entendimento sobre a eventual perda de mandato de parlamentares.

    Oficializado na véspera à frente da mais alta corte do país, Toffoli tenta emplacar um tom conciliador e defendeu, em seu discurso de posse, o diálogo e a harmonia entre os Poderes. No caso específico da perda de mandatos parlamentares, há divergências entre as duas turmas do STF sobre a quem caberia decidir pela cassação, se a mesa diretora ou o plenário das Casas.

    “Em relação aos temas de uniformização de decisões entre as turmas, como neste caso da cassação de mandato, é importante que o Supremo também defina isso no seu plenário, de tal forma a que se de tranquilidade à Câmara dos Deputados nas decisões relativas a eventuais condenações de parlamentares: quem é que vai decidir a perda de mandato. Ou a mesa ou o plenário”, disse.

    Sobre a descriminalização do aborto, outro tema polêmico nas mãos do Supremo --que está sob a relatoria da ministra Rosa Weber--, Toffoli disse compartilhar da opinião de Maia segundo a qual caberá ao novo Congresso Nacional, a ser eleito em outubro, a discussão do tema.

    “Esse é um tema que vamos ter um novo Congresso que está sendo eleito que tomará posse a partir de 1º de fevereiro de 2019, e esse novo Congresso com certeza terá a oportunidade de debater e discutir esse assunto. Tanto quanto o Congresso possa decidir sobre isso, tanto melhor”, defendeu Toffoli na audiência, segundo vídeo divulgado pela assessoria da presidência da Câmara.

    O novo presidente do STF também se comprometeu a conversar com os seus pares para debater imbróglio envolvendo o financiamento de campanhas eleitorais de mulheres para, “se possível, decidir o quanto antes”.

    Segundo Maia, há um pedido para que sejam julgados embargos que tratam do tema.

    ˜'Está vedada a utilização (dos recursos partidários). É importante que a gente consiga reverter esse assunto rápido para que a gente possa inclusive aplicar mais recursos no caso das mulheres”, disse.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Maia tenta acordo para votar MP do subsídio ao diesel; projeto das aéreas deve ficar para outubro

    Maia tenta acordo para votar MP do subsídio ao diesel; projeto das aéreas deve ficar para outubro

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que o “ideal” seria conseguir um acordo para votar medidas provisórias --incluindo a do subsídio ao óleo diesel motivada pela greve dos caminhoneiros-- nesta semana de esforço concentrado.

    Ainda que tenha demonstrado otimismo com o quórum, desde que ele possa ser sustentado por tempo suficiente para as votações, Maia admitiu que o projeto que autoriza o aumento da participação de capital estrangeiros nas companhias aéreas só deve ser votado em outubro.

    “O ideal para todos é que a gente conseguisse um acordo para votar duas ou três medidas provisórias”, disse, referindo-se à MP que trata do diesel e a outra que extingue o Fundo Soberano.

    Segundo o deputado, há urgência na votação da proposta sobre o diesel, já que ela perde a validade em meados de outubro e precisa ser analisada pelas duas Casas. Em época eleitoral, o Congresso reduz consideravelmente suas sessões deliberativas, e realiza votações em semanas determinadas, no chamado esforço concentrado.

    Sobre o projeto que permite ao capital estrangeiro controlar companhias aéreas nacionais, Maia argumentou que não deve ser analisado nesta semana, apesar de estar na pauta, porque aborda outros temas que demandariam um tempo prolongado de discussão.

    “A gente vai votar na primeira semana de outubro. Acho que está bem encaminhado, mas é uma votação que, como tem outros temas ... seria uma votação acho que muito longa, com alguma obstrução”, avaliou.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Aécio desiste de tentar reeleição ao Senado e disputará vaga na Câmara

    Aécio desiste de tentar reeleição ao Senado e disputará vaga na Câmara

    SÃO PAULO (Reuters) - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta quinta-feira que não tentará se reeleger para uma cadeira no Senado na eleição de outubro deste ano e disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, segundo ele, para 'ampliar o campo de apoio à candidatura' do também senador tucano Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais.

    'Com o objetivo de ampliar o campo de apoio à candidatura que melhor atende ao projeto de reconstrução de Minas, a do senador Antonio Anastasia, informei a ele, hoje, minha decisão pessoal de não disputar, este ano, a eleição para o Senado, colocando meu nome como pré-candidato à Câmara dos Deputados, Casa que já presidi e onde, como líder partidário, à época do governo Fernando Henrique, ajudei a implementar algumas das principais reformas feitas no Brasil contemporâneo', afirmou o tucano em nota.

    'A gravidade da situação do nosso Estado exigirá uma bancada forte e unida na defesa dos interesses de Minas no Congresso e junto ao Governo Federal', acrescentou.

    Aécio, que foi derrotado na eleição presidencial de 2014 pela petista Dilma Rousseff, quando conquistou pouco mais de 51 milhões de votos no segundo turno do pleito, foi atingido em cheio por escândalos de corrupção, principalmente depois de ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, combinando com ele a entrega de 2 milhões de reais.

    O tucano nega qualquer irregularidade, afirma que os recursos acertados com Joesley eram um empréstimo para que ele pudesse pagar advogados que o defenderiam de outras acusações. Aécio diz ter sido alvo de uma armação montada pelo empresário.

    À época da divulgação da gravação, a irmã do senador, Andrea Neves, e o primo dele, Frederico Pacheco, chegaram a ser presos. Andrea teria participado do acerto dos recursos e Frederico foi gravado em ação controlada da Polícia Federal recebendo o dinheiro de um emissário de Joesley.

    'Todos conhecem os ataques violentos e covardes de que tenho sido alvo. Diariamente as falsas versões engolem os fatos. Mas apesar de todas as injustiças, estou seguro de que, ao final, a verdade prevalecerá e com ela restará provada a correção de todos os meus atos', disse Aécio na nota desta quinta.

    (Por Eduardo Simões)

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. camara

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.