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    NOTÍCIAS SOBRE caminhoneiros

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    Caminhoneiros de Portugal encerram greve nacional e retomam negociações

    Por Catarina Demony

    LISBOA (Reuters) - Motoristas portugueses de caminhões-tanque encerraram uma greve nacional e concordaram em voltar às negociações sobre demandas por melhores salários e condições de trabalho, informou o governo nesta quinta-feira.

    O governo fez o anúncio depois de uma paralisação de três dias que o forçou a declarar uma crise de energia, levou as reservas de combustível dos aeroportos a níveis de emergência, interrompeu voos e obrigou motoristas a encararem filas durante horas em postos de gasolina.

    'Os caminhoneiros fizeram ouvir a sua voz e conseguiram iniciar um processo de negociação com a associação de empregadores que vai garantir que seu trabalho seja valorizado', afirmou o ministro da Infraestrutura, Pedro Nuno Santos, em entrevista coletiva.

    A greve termina no momento em que Portugal se prepara para as férias da Páscoa, um período movimentado para a importante indústria do turismo no país. O fim da paralisação também representa um alívio para o governo socialista, perseguido por distúrbios industriais, ao se aproximar das eleições nacionais em outubro.

    Santos disse que o acordo para retomar as negociações foi alcançado em conversações entre o governo, a associação de empregadores e o sindicato que representa os caminhoneiros em greve.

    Com o governo atuando como mediador, ambas as partes retornarão à mesa de negociações em 29 de abril e estão comprometidas em chegar a um acordo final até o fim do ano.

    Cerca de 2.000 postos de gasolina ficaram sem combustível na quarta-feira, de acordo com a plataforma de serviços de emergência VOST Portugal. Pelo menos uma fábrica parou a produção e algumas linhas de ônibus ao redor de Lisboa foram suspensas.

    (Reportagem de Catarina Demony; Reportagem adicional de Sérgio Gonçalves e Patricia Vicente Rua)

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    Greve dos caminhoneiros não é bom para ninguém, diz líder do governo

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou nesta segunda-feira que 'obviamente' não é bom para ninguém uma eventual greve dos caminhoneiros e defendeu a decisão do presidente Jair Bolsonaro de ter atuado diretamente para suspender o aumento no reajuste de 5,7 por cento no preço do óleo diesel nas refinarias na semana passada.

    'O presidente é absolutamente responsável pelas decisões que tomou. Se ele tomou essa decisão, ele sabe o que está fazendo. Não cabe à líder do governo questionar posição do presidente da República, estou aqui para servir', disse Joice, em entrevista na chegada do Palácio do Planalto para uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    Onyx participou nesta tarde de uma reunião com os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), e os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, da Petrobras, Roberto Castello Branco, além dos ministros Carlos Alberto Santos Cruz (Secom) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) para discutir a política de preços do diesel para os caminhoneiros.

    A líder afirmou que o presidente está abrindo um canal de interlocução e disse tê-lo visto 'bastante preocupado' com o reajuste do diesel que poderia impactar a inflação. Ela disse que ele quer ter todos os números na mesa para avaliar se o eventual aumento é justo. 'Tenho certeza absoluta, e vocês podem ter certeza, de que não haverá política intervencionista neste governo', frisou.

    Questionado se a decisão de suspender o reajuste estaria atrelada a uma ameaça de greve de motoristas, Joice respondeu: 'Não vou dizer para você que pesa A, B ou C, não é bom para ninguém obviamente uma greve dos caminhoneiros. Por óbvio que não, todos saem no prejuízo, inclusive a categoria dos caminhoneiros', disse.

    'Tudo se resolve com diálogo. Os caminhoneiros, a grande maioria, está com o governo, podemos conversar, dialogar, então se a gente tensionar de uma forma a excluir o diálogo, estamos perdidos. Cabe ao governo dialogar, mas cabe também à categoria dos caminhoneiros dialogar...Estamos numa democracia', completou.

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    Caminhoneiros encerram bloqueios em trechos da Dutra, diz PRF

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Os bloqueios de caminhoneiros em dois trechos da rodovia Presidente Dutra (BR-116) iniciados na manhã desta segunda-feira nos municípios de Barra Mansa e Porto Real, ambos no Rio de Janeiro, foram encerrados, de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal.

    Em Barra Mansa, a manifestação havia começado por volta de 5h25 no km 274 da via, e veículos de carga eram obrigados a retornar no sentido de São Paulo, provocando aglomeração sobre a pista e com alguns veículos retidos, segundo a polícia. Em Porto Real, a interdição foi no km 290, informou a PRF.

    A Dutra é uma das principais e mais movimentadas estradas do país, já que liga as duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, atravessando regiões com grande concentração de indústrias.

    Também nesta segunda-feira, foi realizado um ato no Porto de Santos (SP), o maior do país. Conforme a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), não houve bloqueio das vias, e os motoristas apenas conversavam com outros caminhoneiros, sem impedi-los de continuar percurso.

    'A Polícia Militar e a Guarda Portuária compareceram ao local e mantiveram a normalidade no fluxo de caminhões destinados ao Porto de Santos', afirmou a Codesp, em nota.

    Os protestos ocorreram após o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder na semana passada liminar impedindo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de multar transportadores que não seguirem os fretes rodoviários mínimos.

    O tabelamento de fretes foi uma das medidas adotadas pelo governo na esteira da histórica greve de maio, que afetou a economia do país como um todo. O setor empresarial considera tal medida como inconstitucional.

    Ainda na semana passada, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou que poderia ficar mais difícil evitar uma nova paralisação da categoria após a liminar do STF.

    Procurada para comentar o assunto, a Abcam disse que mantinha o posicionamento da semana passada.

    (Por Rodrigo Viga Gaier e José Roberto Gomes)

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    Senado aprova MPs de acordo com caminhoneiros

    BRASÍLIA (Reuters) - O Senado aprovou nesta quarta-feira duas medidas provisórias editadas pelo governo após a greve dos caminhoneiros, como parte das negociações para encerrar aquela paralisação.

    Votada na véspera pela Câmara dos Deputados, uma delas determina que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destine ao menos 30 por cento de seus contratos de transporte de grãos a cooperativas e associações de caminhoneiros autônomos.

    A MP foi aprovada de maneira simbólica no plenário do Senado.

    Outra medida encaminhada pelos deputados na noite da terça-feira e já chancelada nesta quarta pelos senadores isenta a cobrança de pedágio para o eixo suspenso de veículo de transporte nas rodovias no país.

    As duas propostas foram editadas pelo governo em resposta a demandas de caminhoneiros, que paralisaram o país em maio.

    Os senadores aprovaram também outra MP publicada no contexto da greve, que estabelece uma indenização temporária a policiais rodoviários que trabalharam em dias de folga para lidar com as interrupções nas estradas do país durante a paralisação dos caminhoneiros.

    As três MPs foram aprovadas em tempo recorde, se comparado a outras deliberações no plenário da Casa. O Senado vem realizando um esforço concentrado de votações nesta semana. Mas diante do clima eleitoral e de um quórum relativamente baixo, está dedicando suas atenções a temas consensuais e indicações de autoridades, evitando temas polêmicos.

    DIESEL

    Mais cedo, comissão especial responsável pela análise de MP sobre o subsídio ao óleo diesel rodoviário – outra medida editada durante a greve – aprovou parecer do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) que prevê a subvenção econômica na comercialização de óleo diesel rodoviário por meio de equalização de parte dos custos.

    O relator chegou a declarar a intenção de estender por mais dois meses o prazo de vigência desse subsídio, mas acabou optando pelo prazo original estabelecido pela MP, que prevê o fim da subvenção em 31 de dezembro de 2018.

    Segundo Jardim, como ainda não foi aprovado o Orçamento de 2019, não seria possível estabelecer no texto do relatório uma fonte de recursos para a prorrogação.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    BC mantém Selic em 6,5% e indica não mexer tão cedo nos juros com impacto da greve sobre a economia

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, ressaltando que a retomada da atividade econômica será ainda mais gradual do que a esperada antes da greve dos caminhoneiros, num cenário de menor pressão inflacionária que pavimenta o caminho para os juros continuarem em seu menor nível histórico à frente.

    Sobre a paralisação, ocorrida no final de maio, o BC assinalou que os efeitos que elevaram a inflação de junho 'devem ser temporários'.

    E que 'as medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária', segundo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Todos os 40 economistas consultados pela Reuters esperavam manutenção dos juros básicos. Esta foi a terceira decisão igual do Copom, após ter cortado a Selic em 7,75 pontos percentuais desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro de 2016.

    'Nossa leitura é que continua com 6,5 por cento até o fim do ano e acho que ainda vira o ano. Não porque vai ter reformas, mas porque economia está de quatro', avaliou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima.

    O BC voltou a dizer que seus próximos passos vão continuar dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

    Nesse sentido, afirmou que apesar de o Copom considerar que os efeitos dos choques recentes sobre a inflação estão se revelando temporários, 'é importante acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação'.

    Nos 12 meses até julho, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 4,53 por cento, voltando a ficar acima do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, pela primeira vez desde março de 2017.

    Mas mesmo após o choque temporário derivado da greve dos caminhoneiros e de tarifas de energia elétrica mais salgadas devido à bandeira vermelha 2 que vem impactando as contas de energia desde junho, o BC seguiu calculando alta do IPCA em 4,2 por cento em 2018 pelo cenário de mercado.

    Para 2019, a conta subiu ligeiramente a 3,8 por cento, contra 3,7 por cento antes.

    Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a estimativa para a inflação é de alta de 4,11 por cento este ano e 4,10 por cento em 2019, para o qual a meta é de 4,25 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

    Diante do quadro, a maioria dos economistas em pesquisa da Reuters espera que o BC só irá subir os juros só em 2019.

    A manutenção da Selic também teve como pano de fundo a queda de 3,16 por cento do dólar frente ao real em julho, movimento que barateia as importações e diminui a pressão sobre a inflação.

    Nos meses anteriores, o dólar vinha se valorizando de maneira expressiva, embalado por movimento global de aversão a risco por conta das perspectivas de normalização monetária nos Estados Unidos e que foi mais intenso no Brasil pelas preocupações domésticas com o desfecho das eleições presidenciais.

    No comunicado, o BC avaliou que o cenário externo apresentou 'certa acomodação no período recente, mas segue desafiador'.

    'Os principais riscos estão associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas e a incertezas referentes ao comércio global. O apetite ao risco em relação a economias emergentes manteve-se relativamente estável, em nível aquém do observado no início do ano', disse.

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    BC mantém Selic em 6,5% e indica não mexer tão cedo nos juros com impacto da greve sobre a economia

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa básica de juros em 6,50 por cento ao ano, ressaltando que a retomada da atividade econômica será ainda mais gradual do que a esperada antes da greve dos caminhoneiros, num cenário de menor pressão inflacionária que pavimenta o caminho para os juros continuarem em seu menor nível histórico à frente.

    Sobre a paralisação, ocorrida no final de maio, o BC assinalou que os efeitos que elevaram a inflação de junho 'devem ser temporários'.

    E que 'as medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária', segundo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Todos os 40 economistas consultados pela Reuters esperavam manutenção dos juros básicos. Esta foi a terceira decisão igual do Copom, após ter cortado a Selic em 7,75 pontos percentuais desde que iniciou o ciclo de afrouxamento, em outubro de 2016.

    'Nossa leitura é que continua com 6,5 por cento até o fim do ano e acho que ainda vira o ano. Não porque vai ter reformas, mas porque economia está de quatro', avaliou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima.

    O BC voltou a dizer que seus próximos passos vão continuar dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

    Nesse sentido, afirmou que apesar de o Copom considerar que os efeitos dos choques recentes sobre a inflação estão se revelando temporários, 'é importante acompanhar ao longo do tempo o cenário básico e seus riscos e avaliar o possível impacto mais perene de choques sobre a inflação'.

    Nos 12 meses até julho, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 4,53 por cento, voltando a ficar acima do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, pela primeira vez desde março de 2017.

    Mas mesmo após o choque temporário derivado da greve dos caminhoneiros e de tarifas de energia elétrica mais salgadas devido à bandeira vermelha 2 que vem impactando as contas de energia desde junho, o BC seguiu calculando alta do IPCA em 4,2 por cento em 2018 pelo cenário de mercado.

    Para 2019, a conta subiu ligeiramente a 3,8 por cento, contra 3,7 por cento antes.

    Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, a estimativa para a inflação é de alta de 4,11 por cento este ano e 4,10 por cento em 2019, para o qual a meta é de 4,25 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

    Diante do quadro, a maioria dos economistas em pesquisa da Reuters espera que o BC só irá subir os juros só em 2019.

    A manutenção da Selic também teve como pano de fundo a queda de 3,16 por cento do dólar frente ao real em julho, movimento que barateia as importações e diminui a pressão sobre a inflação.

    Nos meses anteriores, o dólar vinha se valorizando de maneira expressiva, embalado por movimento global de aversão a risco por conta das perspectivas de normalização monetária nos Estados Unidos e que foi mais intenso no Brasil pelas preocupações domésticas com o desfecho das eleições presidenciais.

    No comunicado, o BC avaliou que o cenário externo apresentou 'certa acomodação no período recente, mas segue desafiador'.

    'Os principais riscos estão associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas e a incertezas referentes ao comércio global. O apetite ao risco em relação a economias emergentes manteve-se relativamente estável, em nível aquém do observado no início do ano', disse.

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