alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE ciencia

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Baleia de 4 patas do Peru caminhava e nadava há 43 milhões de anos, dizem pesquisadores

    Baleia de 4 patas do Peru caminhava e nadava há 43 milhões de anos, dizem pesquisadores

    Por Will Dunham

    WASHINGTON (Reuters) - Cientistas escavaram fósseis de uma baleia de quatro patas que habitava a terra e o mar cerca de 43 milhões de anos atrás em um deserto do litoral sul do Peru, em uma descoberta que ilumina um estágio essencial da evolução inicial dos cetáceos.

    O mamífero de 4 metros de comprimento, batizado de 'Peregocetus pacificus', representa uma etapa intermediária crucial antes de as baleias se adaptarem totalmente à existência marinha, disseram cientistas nesta quinta-feira.

    Seus quatro membros eram capazes de suportar o peso na terra, o que significa que o 'Peregocetus' podia voltar ao litoral rochoso para descansar e talvez dar à luz, mesmo passando a maior parte do tempo no mar.

    Seus pés e mãos tinham pequenos cascos e provavelmente tinham membranas para ajudá-los a nadar. Como tinham dedos longos e membros relativamente esguios, pode não ter sido fácil para eles se movimentar na terra.

    Seu focinho alongado e seus dentes robustos --incisos e caninos grandes para agarrar e molares que rasgavam a carne-– tornava o 'Peregocetus' hábil para apanhar presas de tamanho médio, como peixes.

    'Achamos que ele se alimentava na água, e que sua locomoção submarina era mais fácil do que na terra', disse Olivier Lambert, paleontólogo do Instituto de Ciências Naturais Real Belga, que liderou a pesquisa publicada no periódico científico Current Biology.

    As origens evolucionárias das baleias eram pouco conhecidas até os anos 1990, quando fósseis dos exemplares mais antigos foram descobertos.

    O 'Peregocetus' representa o esqueleto de baleia quadrúpede mais completo fora da Índia e do Paquistão, e o primeiro conhecido da região do Pacífico e do Hemisfério Sul.

    0

    0

    36

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Físico brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton de U$1,4 milhão

    Físico brasileiro Marcelo Gleiser recebe Prêmio Templeton de U$1,4 milhão

    (Reuters) - O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser recebeu o Prêmio Templeton de 2019, no valor de 1,4 milhão de dólares, por seu trabalho, que mistura ciência e espiritualidade.

    Gleiser, de 60 anos, é o primeiro latino-americano a ser agraciado com o prêmio, que homenageia 'uma pessoa viva que fez uma contribuição excepcional para a afirmação da dimensão espiritual da vida', disse a Fundação John Templeton, sediada nos Estados Unidos, em um comunicado nesta terça-feira.

    Professor do Dartmouth College, em New Hampshire, nos Estados Unidos, Gleiser escreveu livros de grande vendagem e participou de vários programas de televisão e rádio, debatendo a ciência como uma busca espiritual para entender as origens do universo e a vida na Terra.

    Entre os vencedores do prêmio, criado em 1972 pelo falecido investidor global Sir John Templeton, estão o Dalai Lama e a Madre Teresa de Calcutá. Em 2018 ele foi concedido ao Rei Abdullah 2º, da Jordânia.

    'Trabalharei mais duro que nunca para divulgar minha mensagem de unidade global e de conscientização planetária para um público mais amplo', disse Gleiser em um comunicado sobre o prêmio divulgado por Dartmouth.

    Gleiser estuda a intersecção entre o que chama de 'física do muito grande' e a 'física do muito pequeno' para reconstruir o início do universo, informou Dartmouth.

    Além de pesquisar as origens da vida na Terra, ele também analisa a possibilidade da vida fora do planeta, de acordo com a faculdade norte-americana.

    Gleiser nasceu em uma família da comunidade judaica do Rio de Janeiro e estudou no Brasil e no Reino Unido, disse a fundação, que incentiva o diálogo e a pesquisa de temas que vão da evolução ao perdão. Ele entrou no departamento de física e astronomia de Dartmouth em 1991.

    (Reportagem de Andrew Hay no Novo México)

    2

    0

    83

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Cientista chinês que usou edição genética em bebês é demitido de universidade

    Cientista chinês que usou edição genética em bebês é demitido de universidade

    SHENZHEN, China (Reuters) - Um cientista chinês responsável pelo que chamou dos primeiros bebês “editados geneticamente” do mundo driblou a fiscalização e quebrou diretrizes em uma busca por fama e fortuna, disse a mídia estatal da China nesta segunda-feira, e a universidade onde ele trabalhava anunciou sua demissão.

    Em novembro, He Jiankui disse ter usado uma tecnologia de edição genética conhecida como CRISPR-Cas9 para alterar os genes embrionários de gêmeas nascidas no mesmo mês, desencadeando indignação global sobre a ética e a segurança da pesquisa.

    Centenas de cientistas chineses e internacionais criticaram He, dizendo que a aplicação de edição genética em embriões humanos para fins reprodutivos é antiética.

    Autoridades chinesas também denunciaram He e suspenderam temporariamente atividades de pesquisa envolvendo a edição de genes humanos.

    He “deliberadamente driblou a fiscalização” com a intenção de criar um bebê geneticamente modificado “para fins de reprodução”, de acordo com descobertas iniciais de um time investigativo estabelecido pela Comissão de Saúde da China na província de Guangdong, segundo a agência de notícias Xinhua.

    O próprio cientista arrecadou recursos e organizou um time de pessoas para realizar o procedimento para “buscar fama e lucro pessoal”, disse a Xinhua, acrescentando que He forjou documentos de revisão ética para conseguir voluntários para a pesquisa.

    A segurança e a eficácia das tecnologias utilizadas por He são incertas e a criação de bebês geneticamente editados para reprodução é proibida por decreto nacional, segundo a reportagem.

    A Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China (SUSTech), na cidade de Shenzhen, disse em comunicado em seu site que He foi demitido.

    “Com efeito imediato, a SUSTech irá rescindir o contrato de trabalho com o Dr. Jiankui He e encerrar todas as suas atividades de ensino e pesquisa na SUSTech”, disse o comunicado.

    A universidade acrescentou que a decisão foi tomada após a investigação preliminar da força tarefa de investigação da província de Guangdong.

    Nem He nem um representante puderam ser encontrados de imediato para comentar nesta segunda-feira.

    O cientista defendeu suas ações durante conferência em Hong Kong em novembro, dizendo ter “orgulho” do que fez e que a edição genética pode ajudar as meninas a não serem infectadas com o HIV, vírus que causa a Aids.

    O anúncio de He gerou debate entre acadêmicos do direito sobre quais leis o cientista teria tecnicamente violado ao conduzir o procedimento, assim como se ele poderia ser responsabilizado criminalmente pelo ato.

    Muitos acadêmicos mencionaram uma diretriz de 2003 que proíbe embriões humanos alterados de serem implantados para fins reprodutivos e diz que embriões alterados não podem ser desenvolvidos por mais de 14 dias.

    (Reportagem de Christian Shepherd, em Pequim, e Sue-Lin Wong, em Shenzhen)

    0

    0

    36

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Britânico e 2 norte-americanos conquistam Nobel de Química de 2018

    Britânico e 2 norte-americanos conquistam Nobel de Química de 2018

    Por Daniel Dickson e Ben Hirschler

    ESTOCOLMO/LONDRES (Reuters) - Os cientistas Frances Arnold, George Smith e Gregory Winter conquistaram o Prêmio Nobel de Química de 2018 graças a pesquisas usando evolução direcionada para produzir enzimas e anticorpos para novos produtos químicos e remédios, informou a entidade que concede as honrarias nesta quarta-feira.

    Frances, somente a quinta mulher a ser homenageada com um Nobel de Química, recebeu metade do prêmio de 9 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1 milhão de dólares, enquanto o também norte-americano Smith e o britânico Winter dividiram a outra metade.

    'Os laureados do Nobel de Química deste ano se inspiraram no poder da evolução e usaram os mesmos princípios --mudança e seleção genética-- para desenvolver proteínas que solucionam os problemas químicos da humanidade', disse a Academia Real Sueca de Ciências em um comunicado.

    Frances é a segunda mulher a receber um Nobel neste ano, depois que a canadense Donna Strickland dividiu o Nobel de Física na terça-feira.

    O uso de enzimas, desenvolvido por ela, inclui a fabricação mais ecológica de substâncias químicas, como remédios, e a produção de combustíveis renováveis para um setor de transporte mais verde.

    Smith desenvolveu um método usando um vírus que infecta bactérias para produzir novas proteínas, e Winter usou o mesmo método para a evolução direcionada de anticorpos com o objetivo de produzir novos remédios.

    Os prêmios por conquistas na ciência, literatura e paz foram criados e financiados no testamento do empresário suíço e inventor da dinamite Alfred Nobel, e vêm sendo concedidos desde 1901.

    Pela primeira vez em décadas o prêmio de literatura não será concedido neste ano por causa de uma divisão dentro da Academia Sueca, provocada por um escândalo de estupro envolvendo o marido de uma integrante do conselho.

    Os prêmios de ciência e paz são escolhidos por outras entidades. O Nobel de Química é o terceiro deste ano, já que os de Medicina e Física foram anunciados no início desta semana.

    (Por Daniel Dickson, Niklas Pollard e Simon Johnson; Reportagem adicional de Anna Ringstrom e Helena Soderpalm)

    0

    0

    20

    7 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Inovações no uso do laser rendem Prêmio Nobel de Física a trio de cientistas

    Inovações no uso do laser rendem Prêmio Nobel de Física a trio de cientistas

    ESTOCOLMO (Reuters) - Os cientistas Arthur Ashkin, Gerard Mourou e Donna Strickland conquistaram o Prêmio Nobel de Física de 2018 por avanços no campo dos lasers usados em cirurgias e em estudos científicos, informou nesta terça-feira a entidade que concede a premiação.

    O norte-americano Ashkin, dos Laboratórios Bell dos Estados Unidos, recebeu metade do prêmio, e o francês Mourou, que também tem cidadania norte-americana, e a canadense Donna dividiram a outra metade.

    Donna, da Universidade de Waterloo, no Canadá, é somente a terceira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física.

    'As invenções sendo homenageadas neste ano revolucionaram a física dos lasers', disse a Academia Real Sueca de Ciências ao conceder o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1 milhão de dólares.

    'Instrumentos avançados de precisão estão abrindo áreas inexploradas de pesquisa e uma multiplicidade de aplicações industriais e médicas', disse em um comunicado.

    Ashkin inventou 'pinças' óticas que podem capturar partículas, átomos, vírus e outras células vivas, enquanto Mourou e Donna criaram separadamente os pulsos de laser mais curtos e poderosos da história.

    Estes se tornaram o padrão para lasers de alta intensidade, usados por exemplo em milhões de cirurgias oculares corretivas todos os anos.

    Os prêmios por conquistas na ciência, literatura e paz vêm sendo concedidos desde 1901 conforme o testamento de Alfred Nobel, empresário e magnata suíço cuja invenção da dinamite gerou uma vasta fortuna usada para financiar a honraria.

    Mas pela primeira vez em décadas o prêmio de literatura não será concedido neste ano devido a alegações de má conduta sexual que levaram à saída de vários membros do conselho da Academia Sueca, a entidade que o concede.

    (Por Niklas Pollard e Simon Johnson; Reportagem adicional de Esha Vaish, Daniel Dickson e Helena Soderpalm)

    0

    0

    21

    7 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Nobel de Medicina premia cientistas responsáveis por avanços no combate ao câncer

    Nobel de Medicina premia cientistas responsáveis por avanços no combate ao câncer

    Por Simon Johnson e Kate Kelland

    ESTOCOLMO (Reuters) - O norte-americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo receberam o Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2018 por descobertas que levaram a novas abordagens para fortalecer o sistema imunológico no combate ao câncer, informou nesta segunda-feira a entidade que concede os prêmios.

    'Allison e Honjo mostraram como estratégias diferentes para inibir os freios do sistema imunológico podem ser usadas no tratamento do câncer', disse a Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska da Suécia ao conceder o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, equivalentes a 1 milhão de dólares.

    Os dois ganhadores estudaram proteínas que evitam que o corpo e seus principais glóbulos brancos, conhecidos como linfócitos T, ataquem células cancerígenas com eficiência.

    Allison, professor do Centro do Câncer MD Anderson da Universidade do Texas, estudou uma proteína que funciona como um freio para o sistema imunológico e percebeu o potencial para liberar glóbulos brancos para estes atacarem tumores se o freio puder ser desativado.

    Honjo, professor da Universidade de Kyoto desde 1984, descobriu separadamente uma segunda proteína nos glóbulos brancos e revelou que ela também funciona como um freio, mas com um mecanismo diferente.

    'As descobertas seminais dos dois laureados constituem um marco em nossa luta contra o câncer', disse o instituto.

    A medicina é a primeira categoria premiada pelo Nobel a cada ano. Os prêmios por conquistas na ciência, literatura e paz foram criados conforme o testamento de Alfred Nobel, empresário e inventor da dinamite, e vêm sendo concedidos desde 1901.

    O prêmio de literatura não será concedido neste ano porque a entidade responsável foi abalada por um escândalo de assédio sexual.

    (Por Simon Johnson e Niklas Pollard; Reportagem adicional de Daniel Dickson, Esha Vaish e Anna Ringstrom)

    0

    0

    43

    7 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Telescópio da Nasa descobre dois novos planetas cinco meses após lançamento

    Telescópio da Nasa descobre dois novos planetas cinco meses após lançamento

    Por Joey Roulette

    ORLANDO, Flórida (Reuters) - Um telescópio orbital desenvolvido para detectar mundos fora do sistema solar descobriu dois planetas distantes nesta semana, cinco meses após o lançamento do Cabo Canaveral, no Estado norte-americano da Flórida, disseram autoridades na quinta-feira.

    O Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito da Nasa, mais conhecido como Tess, fez uma descoberta precoce de 'super-Terras' e 'Terras quentes' em sistemas solares a não menos de 49 anos-luz de distância, a primeira descoberta do satélite desde o lançamento em abril.

    A missão de dois anos e 337 milhões de dólares do Tess almeja ampliar o catálogo dos chamados exoplanetas, mundos que circulam estrelas distantes, conhecidos pelos astrônomos.

    Embora os dois planetas sejam quentes demais para comportar vida, a vice-diretora de ciência do Tess, Sara Seager, acredita em muitas outras descobertas deste tipo.

    'Teremos que esperar para ver o que mais o Tess descobre', disse Sara à Reuters. 'Sabemos que há planetas lá fora, enchendo o céu noturno, só esperando para ser encontrados'.

    O Tess foi concebido para capitalizar o trabalho de seu antecessor, o telescópio espacial Kepler, que descobriu a maior parte dos cerca de 3.700 exoplanetas documentados durante os últimos 20 anos e que está ficando sem combustível.

    A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) espera localizar milhares de mundos até agora desconhecidos, talvez centenas deles do tamanho da Terra ou 'super-Terras' – não maiores do que duas vezes o tamanho de nosso planeta.

    Acredita-se que nestes é mais provável encontrar superfícies rochosas ou oceanos, e por isso eles são considerados os melhores candidatos para a evolução da vida. Cientistas disseram crer que futuramente o Tess ajudará a catalogar ao menos outros 100 exoplanetas rochosos para estudos posteriores do que se tornou um dos campos de exploração mais novos da astronomia.

    Na quarta-feira pesquisadores do MIT anunciaram a descoberta do Pi Mensae c, uma 'super-Terra' a 60 anos-luz de distância orbitando seu sol a cada 6,3 dias. A descoberta do LHS 3844 b, uma 'Terra quente' situada a 49 anos-luz de distância que orbita seu sol a cada 11 horas, foi anunciada na quinta-feira.

    Os dois planetas novos, que ainda precisam ser analisados por outros pesquisadores, oferecem uma chance para estudos posteriores, disseram autoridades.

    0

    0

    36

    8 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia 'Lua de sangue' encanta observadores no maior eclipse lunar do século 21

    'Lua de sangue' encanta observadores no maior eclipse lunar do século 21

    Por Baz Ratner e Cecilie Kallestrup

    NAIRÓBI (Reuters) - Uma lua de cor de sangue deslumbrou admiradores do céu em várias partes do mundo nesta sexta-feira, quando o satélite natural da Terra se moveu para a sombra de nosso planeta para o mais longo eclipse lunar do século 21.

    Do Cabo da Boa Esperança ao Oriente Médio, e do Kremlin à Baía de Sydney, milhares de pessoas viraram seus olhos para as estrelas para observar a lua, que ficou escura antes de brilhar laranja, marrom e carmesim conforme se movia para a sombra da Terra.

    O eclipse total duraria uma hora, 42 minutos e 57 segundos, embora precedido e sucedido por um eclipse parcial, o que significa que a lua passaria um total de 3 horas e 54 minutos na sombra da Terra, de acordo com a Nasa.

    O eclipse completo foi visível da Europa, Rússia, África, Oriente Médio, grande parte da Ásia e Austrália, embora nuvens tenham bloqueado a lua em alguns lugares.

    Fotógrafos da Reuters registraram a lua por todo o mundo, da Grande Mesquita do xeique Zayed, em Abu Dhabi, ao Templo de Poseidon, no Cabo Sunião, perto de Atenas.

    Em Nairóbi, quenianos observavam conforme a lua escurecia.

    “Isto é o que a vida é: momentos mágicos como este”, disse Teddy Muthusi, ao olhar a lua do Parque Uhuru, em Nairóbi. “É simplesmente lindo. Vale a pena”.

    Nas margens do Ganges, na Índia, templos foram fechados antes do eclipse. Em Cingapura, entusiastas observaram através de telescópios no píer de Marina South. Centenas de pessoas na Austrália pagaram para observar o eclipse no Observatório de Sydney antes do amanhecer.

    Quando a lua se moveu da sombra cônica da Terra, deixou de ser iluminada pelo sol e ficou escura. Alguma luz, no entanto, ainda chega ao satélite porque é curvada pela atmosfera da Terra.

    'Ele é chamado de 'lua de sangue' porque a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra a caminho da lua e a atmosfera da Terra a torna vermelha, da mesma maneira que o sol fica vermelho quando se põe', disse à Reuters Andrew Fabian, professor de astronomia da Universidade de Cambridge.

    Ao mesmo tempo, Marte está na sua posição mais perto da Terra desde 2003, então alguns observadores podem ver o que parece uma estrela vermelha alaranjada – e na verdade é o planeta vermelho.

    “É uma coincidência muito incomum ter um eclipse lunar total e Marte em oposição na mesma noite”, disse Robert Massey, vice-diretor-executivo da Sociedade Astronômica Real, que observou o eclipse no Mar Mediterrâneo.

    Por milhares de anos, a humanidade tem olhado para os céus atrás de presságios de desgraças, vitórias e alegrias. A bíblia contém referências à lua ficando vermelha e alguns judeus ultra ortodoxos consideram eclipses lunares presságios e um motivo para contemplação moral.

    De acordo com algumas crenças hindus, corpos celestiais como o sol e a lua emitem energias negativas durante um eclipse, então alguns templos na Índia são fechados para minimizar quaisquer distúrbios.

    Astrônomos, no entanto, disseram que não há motivos para preocupações.

    “Não há razão para acreditar que luas de sangue pressagiam desgraças”, disse Massey. “Isto não anuncia o apocalipse: ver um eclipse lunar e Marte no céu é algo que as pessoas deveriam aproveitar, ao invés de se preocuparem.”

    O próximo eclipse lunar com tamanha duração será em 2123.

    (Reportagem adicional de Dan Williams, em Jerusalém, Amr Abdallah Dalsh, no Cairo, Alkis Konstantinidis, no Cabo Sunião, Christopher Pike, em Abu Dhabi, e Colin Packham, em Sydney)

    0

    0

    115

    9 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. ciencia

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.