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    Aves de Rapina – Crítica Sem Spoilers

    Ainda existe fôlego para filmes de personagens em quadrinhos? A resposta pode variar de acordo com seu gosto pessoal, mas uma coisa é certa: São diversos os temas que o gênero ainda não abordou.   
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    Depois do sucesso de bilheteria com Capitã Marvel (2019) e Mulher-Maravilha (2017), ficou claro que o público geek não era mais o mesmo, sequer somente geek. Além disso, abriu as portas para que o pedido de Margot Robbie se tornasse uma real possibilidade.  
     
    Acontece que a atriz vem pedindo um filme solo de sua personagem à DC Comics há anos. E, apesar de ser adorada pelo público desde 2016, quando salvou Esquadrão Suicida de um fracasso total, ainda era cedo para saber se um filme composto por um elenco totalmente feminino poderia vingar nas telonas nos dias de hoje. 
     
    Em 2019, Robbie conseguiu o aval que precisava, dando início ao longa que mostraria Arlequina em uma aventura solo. Mas o espírito fã e feminista da atriz falou mais alto, e a mesma decidiu trazer outras personagens de quadrinhos para o projeto. O resultado é este: Aves de Rapina – Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa. 
     
    Cheio de cor, piadas e Margot Robbie no papel que nasceu para fazer, o longa conta a história do que acontece quando Arlequina decide seguir a vida sem seu namorado de longa data, Coringa. De bônus, os fãs ganham Canário Negro, a Caçadora, Renee Montoya e Cassandra Cain se unindo à protagonista para salvarem a própria pele.  
     
    Apesar da edição confusa nos primeiros 40 minutos de filme, a diretora Cathy Yan realiza um ótimo trabalho ao entregar personagens com suas características detalhadas e cheias de camadas que, de alguma forma, se desenvolvem ao longo do longa. 
     
    Além disso, é sempre satisfatório ver uma das personagens mais querida dos últimos anos de volta ao cinema. Arlequina é sem freios, cheia de personalidade e peculiaridades, e Yan e Robbie sabem como transportar tais camadas para à tela.  
     
    Aves de Rapina é mais um passo da DC Comics rumo uma nova fase, onde cada herói (ou anti-herói) tem seu próprio universo. É assim que a DC funciona e mais brilha.  
     
    Então, ainda há fôlego para filmes de quadrinhos? A resposta é com certeza! Entre vitórias e alguns (vários) tropeços, os filmes de personagens em quadrinhos vêm trazendo seu próprio universo cinematográfico não apenas para o público geek, mas para um público muito mais universal. 

     

    1 M

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    Jumanji: Próxima Fase – Crítica Sem Spoilers

    É difícil fazer uma sequência dar certo, mais difícil ainda fazer um remake dar certo. E para a exceção da regra, temos Jake Kasdan. O diretor de cinema norte-americano já havia provado sua boa mão para filmes em 2017, e agora nos relembra disso.   
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    Em Jumanji: Próxima Fase, ou apenas Jumanji 2, Spencer volta ao fatídico videogame e seus amigos Martha, Fridge e Bethany decidem ir atrás dele embarcando em uma missão quase suicida.  
     
    A troca de corpo dos personagens é o que faz o humor funcionar. Não há como discutir que um senhor já idoso no corpo Dwayne Johnson e uma adolescente no de Jack Black são sacadas, no mínimo, interessantes. 
     
    O elenco de peso era um dos pontos mais altos e responsáveis por convencer o público a assistir ao filme, então nada melhor que adicionar nomes do momento para integrar a continuação. A melhor nova contratação é a de Awkwafina, que dá vida à Ming, um novo avatar do jogo e consegue extrair risadas até dos mais sérios.  
     
    Com ritmo frenético, a quantidade de ameaças ao grupo parece grande demais, mas funciona para manter o público entretido sem se dar conta do número.  
     
    Apesar de não ser perfeito, tendo um final bastante previsível, Jumanji: Próxima Fase entrega o que promete e faz o que poucas continuações fazem: manter a qualidade.  
     
    Jumanji: Próxima Fase estreia em mais de 1.300 salas em todo o Brasil em 16 de janeiro em todos os formatos: 2D, 3D e até 4D. Escolha o seu favorito e dê uma chance à essa continuação que merece atenção.  

    2 M

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    Star Wars: A Ascensão Skywalker – Crítica

    Desde o penúltimo episódio de Star Wars, Os Últimos Jedi, em 2017, os fãs de uma das sagas mais famosas da história ficaram preocupados. Após um longa que não conseguiu entreter grande parte de seu público, cada passo dado seria um risco a ser tomado.  
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    Dito isso, A Ascensão Skywalker consegue, mesmo assim, jogar de forma segura e se manter em sua zona de conforto.  
     
    No longa, o trio de protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac) se preparam para enfrentar a Primeira Ordem em uma última batalha. E se de um lado temos os mocinhos e do outro o grande vilão, o Imperador Palpatine, também temos um Kylo Ren (Adam Driver) confuso que vaga entre os dois lados constantemente.  
     
    Não é novidade que o antagonista perdeu o posto de vilão ao mostrar que seu personagem possui muito mais camadas do que aparentava. O que não é ruim de forma alguma, afinal, muitas vezes é a construção dos personagens que prende a audiência.  
     
    No episódio final da trilogia muito bem-sucedida, o diretor J. J. Abrams quase tenta se desculpar com os fãs por Os Últimos Jedi e, por isso, se entrega à muitos momentos fanservice. Tudo isso sem deixar de jogar novas revelações chocantes ao público que se vê entretido durante todos os 142 minutos de filme.  
     
    Já quando o assunto é efeitos especiais, a qualidade se mostra cada vez mais incomparável e um forte candidato à temporada de premiações. Não é novidade que as partes técnicas como mixagem e edição de som são de cair o queixo. 
     
    No final das contas, Star Wars: A Ascensão Skywalker é cheio de homenagens à franquia como um todo e faz bem seu trabalho como último filme da saga, que pode ou não ter acabado. E também pode dividir opiniões quanto a decisão de tornar o romance entre Kylo Ren e Rey real, mas sabe bem construir bons arcos para seus personagens e honra seus fãs a ponto de ser impossível segurar a emoção quando a música tema toca pela última vez ao subir dos créditos.   

     

    3 M

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    Entre Facas e Segredos é o melhor filme do ano?

    São incontáveis os filmes lançados na última década que anunciados como suspense com um resultado trágico. Não apenas em bilheteria, mas também em roteiro e direção. Por esta e tantas outras razões, Entre Facas e Segredos (Knives Out) deve se tornar facilmente uma referência ao gênero pelos próximos anos.  
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    Escrito e dirigido por Rian Johnson, o longa acontece em volta de uma família que tem seu líder – pai, avô e dono da fortuna – morto. Não demora muito para que o acontecimento comece a ser visto como crime e a caça ao assassino se estabeleça.  
     
    Desde o início, personagens estereotipados são apresentados: O filho frustrado por não receber tanta atenção, a ex-nora falida encostada na família, o neto playboy, entre outros. Seria uma lástima se não fosse exatamente a intenção.  
     
    A caça às bruxas se mostra eficiente desde o início e mantém o público como um de seus personagens, é impossível não se envolver no mistério e tentar solucioná-lo o mais rápido possível. Mesmo com mais de duas horas de filme, a trama consegue se balancear de forma gradual e faz cada cena ser essencial, tirando o fôlego de todos os espectadores.  
     
    O humor sagaz e o clima sarcástico também conquistam a audiência, enquanto a trilha sonora causa ansiedade, da forma como deve ser. E claro, a maior ponto alto: A escalação de elenco. Cada um dos personagens se faz presente por algum motivo, não desperdício de talento, mas, como sempre, existem aqueles que se sobressaem.  
     
    Daniel Craig brilha como sempre no papel do detetive Benoit Blanc, e Ana de Armas entrega sua melhor atuação na pele da cuidadora prestativa e atenciosa que pode, ou não, não passar de um disfarce. Já Chris Evans tem seu momento longe da Marvel e se mostra competente o suficiente para atuar em produções mais sérias.  
     
    Facilmente um dos melhores filmes do ano e com roteiro capaz de prender a atenção do início ao fim e reviravoltas a todo momento, Entre Facas e Segredos vai te fazer ficar sentado na ponta da cadeira da sala de cinema e inquieto até que o grande mistério seja revelado: Afinal, quem matou Harlan Thrombey? 

     

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Um dia de chuva em Nova York – Crítica

    Um dia de chuva em Nova York – Crítica

    O lançamento de Um dia de chuva em Nova York, de Woody Allen, foi uma verdadeira novela até acontecer. Com data de estreia marcada para meados de 2018, a polêmica envolvendo o nome do diretor fez com que o lançamento fosse adiado. Após a doação de salário de todo o elenco para o movimento Times Up, era improvável até mesmo que o filme visse a luz do dia.   
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    Para a surpresa de muitos, a estreia aconteceu. Mas será que o longa valeu a pena toda essa espera? Com uma premissa bastante clichê, o filme se passa todo durante um final de semana, quando os universitários Gatsby (Timothee Chalamet) e Ashleigh (Elle Fanning) vão à Manhattan, onde a moça tem uma entrevista marcada com o cineasta Roland Pollard. Não é novidade que Woody Allen usaria mais uma vez a cidade de Nova York como personagem. 
     
    Com uma série de acontecimentos atrasando a entrevista, Ashleigh se descobre em um mundo completamente novo repleto de figuras inalcançáveis em sua mente. Enquanto isso, deixado de lado em um hotel cinco estrelas, Gatsby desbrava uma Nova York desconhecida até então e reencontra a irmã de sua ex-namorada, Chan (Selena Gomez).  
     
    A partir daí já é possível saber para onde o filme vai te levar ao final. O mocinho descobre que na verdade ama a mocinha e deixa a vilã. Seria óbvio demais, mas não existem vilões em Um dia de chuva em Nova York. E é exatamente este o charme do filme, a grande maioria dos personagens são reais até demais, e o ato mais próximo de vilania que temos é a ambição por uma carreira profissional bem-sucedida. 
     
    O único do elenco exceção à essa regra é Chalamet, que decide ir a fundo e mergulhar no método Woody Allen de atuar. Com discursos longos e palavras difíceis, seu Gatsby parece um adolescente de 50 anos vindo diretamente de algumas décadas passadas. Há uma cena em particular onde o jovem toca piano e entoa Everything Happens To Me (canção presente no filme todo. Todo mesmo.) que reforça essa ideia de personagem estereotipado. Não é algo ruim, apenas irreal.  
     
    Apesar disso, sua dinâmica com Gomez flui bem. Gomez que está aqui mais confortável do que já esteve em qualquer outro papel em sua carreia. A atriz não se leva a sério o tempo todo e o resultado é uma personagem de humor ácido, um pouco ressentida, mas empática no nível máximo.  
     
    Mas a real estrela do filme é Elle Fanning, que rouba todas as atenções em cada cena em que aparece. Fanning consegue fazer da moça ingênua do interior, mais que isso. E, é verdade, o roteiro tende a diminuir os personagens em meros estereótipos diversas vezes, mas neste caso a atriz soube (assim como Selena Gomez) como dar mais camadas à Ashleigh do que com certeza lhe foi entregue nos roteiros.  
     
    É preciso assistir com atenção para não cair no mesmo clichê de sempre. Se existe alguma real mensagem em Um dia de chuva em Nova York ela está no modo como os personagens tendem a recorrer ao que a sociedade acha certo, quando, claramente, cada um deles possui paixões muito mais aguçadas e verdadeiras sendo descobertas. Apesar de ter seu final, aparentemente, feito na correria, o resultado ainda é positivo.
     
    No final das contas, o novo longa de Woody Allen dá conta do recado com um elenco que segura o filme com seu carisma. E, apesar do roteiro raso, é um daqueles filmes de sessão da tarde que fazem o trabalho de aquecer o coração.  
     
    Um dia de chuva em Nova York estreia em 21 de novembro nos cinemas brasileiros. Confira o trailer oficial abaixo:  

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Crítica - Cadê você, Bernadette?

    Crítica - Cadê você, Bernadette?

    Em 2012, Maria Semple lançava seu aguardado livro Cadê você, Bernadette?” e surpreendia pela forma como conseguia prender o leitor à história, a facilidade parecia tanta. Sete anos depois, sua obra tomou forma de longa-metragem e chegou aos cinemas do mundo todo.  
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    Na trama, somos apresentados à Bernadette Fox, uma prestigiada arquiteta que possui um círculo social bastante seleto. Em outras palavras, Bernadette é solitária e não possui vínculo afetuoso com ninguém além de seu marido e sua filha. Ao ver suas paredes auto protetoras serem demolidas, a protagonista some. Ou melhor, some do mapa.  
     
    Mas como manter o carisma que a história demanda? Simples, basta contratar uma das maiores atriz de Hollywood, conhecida por dar vida à qualquer personagem com excelência. A escolha de Cate Blanchett para Bernadette Fox foi certeira, na verdade a melhor do longa.  
     
    Com uma atuação discreta, mas poderosa, Blanchett domina todas as facetas que a personagem demanda e apresenta ao público mais uma de suas entregas honrosas. A escolha da iniciante Emma Nelson para sua filha, Bee, também é certeira. A atriz, mesmo que estreante, consegue criar empatia com o público, que entende suas emoções e motivações.  
     
    Entretanto, o problema aparece quando começamos a falar de roteiro. Para quem leu o livro, ou assistiu ao trailer, fica claro que o grande mistério a ser solucionado é saber para onde Bernadette foi, afinal. Sabendo disso, é difícil compreender porque o diretor e roteirista decidiram adiar tanto o ato. Com 2h10min de filme, por mais de 1h30 o público é apresentado à rotina da arquiteta – que começa interessante, mas após meia hora se torna repetitiva. Além da apresentação de personagens que não possuem peso algum na trama do filme. Mas isso pode ser justificado com o histórico de produções dirigidas por Linklater, que tendem ser boas, porém arrastadas. 
     
    É compreensível que os produtores tenham decidido focar no problema mental da protagonista, porém, seria mais coerente criar uma história do zero, invés de mudar o foco e sentido de uma história já existente.  
     
    Apesar de suas falhas, o elenco consegue levar o filme, entregando boas performances. As paisagens apresentadas após o sumiço da personagem de Blanchett também são de agradar os olhos e faz o público esquecer por alguns bons minutos que a história não está saindo do lugar.  
     
    Cadê você, Bernadette? está em cartaz em todo o Brasil. Confira o trailer oficial abaixo: 

     

    4 M

    Fique por dentro

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