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    Preocupações com comércio afetam ânimo de CEOs em Davos

    Por Silvia Aloisi

    DAVOS, Suíça (Reuters) - Executivos de todo o mundo ficaram muito mais pessimistas em relação às perspectivas econômicas globais devido a disputas comerciais e às tensas relações entre grandes potências, mostrou uma pesquisa na véspera do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    A pesquisa da PwC com cerca de 1.400 CEOs apontou que 29 por cento acreditam que o crescimento econômico global cairá nos próximos 12 meses, seis vezes o nível do ano passado e o maior percentual desde 2012.

    A mudança mais acentuada ocorreu entre os líderes empresariais nos Estados Unidos, onde o otimismo caiu de 63 por cento há um ano, para 37 por cento em meio a uma desaceleração econômica e uma guerra comercial com a China.

    Mas a parcela de CEOs que acredita que a taxa de crescimento cairá aumentou significativamente em todas as regiões, e isso se traduziu em uma queda nas expectativas dos líderes empresariais de que suas empresas conseguirão aumentar as receitas a curto e médio prazo.

    'É uma grande reversão em relação ao ano passado e o clima mais sombrio está presente em praticamente todo o mundo', disse Bob Moritz, presidente global da multinacional de auditoria e contabilidade PwC.

    'Com o aumento da tensão comercial e do protecionismo, é lógico que a confiança esteja diminuindo.'

    Na segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional cortou suas previsões de crescimento econômico mundial para 2019 e 2020, devido à fragilidade na Europa e em alguns mercados emergentes, e disse que o fracasso em resolver as disputas comerciais poderia desestabilizar ainda mais a desaceleração da economia global.

    Em sua segunda revisão para baixo em três meses, o Fundo também citou uma desaceleração maior do que a esperada na economia chinesa e um possível Brexit sem acordo como riscos para suas perspectivas, dizendo que isso poderia piorar a turbulência nos mercados financeiros.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos, que fez com que o presidente norte-americano, Donald Trump, não comparecesse ao encontro da elite política e empresarial global em Davos, também está contribuindo para a sensação de mal-estar em relação à economia dos EUA.

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    China vê progresso em transferência de tecnologia e propriedade intelectual em conversas com EUA

    PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A China e os Estados Unidos avançaram em “questões estruturais” como a transferência forçada de tecnologia e os direitos de propriedade intelectual durante conversas nesta semana, e mais negociações estão sendo organizadas, informou o Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira.

    Os três dias de conversas em Pequim, encerrados na quarta-feira, foram as primeiras negociações frente a frente desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram em Buenos Aires e estabeleceram uma trégua de 90 dias na guerra comercial que tem interrompido o fluxo de centenas de bilhões de dólares em bens.

    Inicialmente as negociações estavam planejadas para durar apenas dois dias, mas foram prorrogadas porque ambos os lados estavam “sérios” e “honestos”, disse o porta-voz do Ministério de Comércio da China, Gao Feng, em coletiva de imprensa.

    Questionado sobre o posicionamento da China sobre questões como a transferência forçada de tecnologia, os direitos de propriedade intelectual, barreiras alfandegárias e ataques cibernéticos, e se Pequim estava confiante de que poderia chegar a um acordo com os EUA, Gao disse que essas questões “são uma parte importante dessas negociações comerciais”.

    “Houve progresso nessas áreas”, disse, sem fornecer mais detalhes.

    Os Estados Unidos apresentaram à China uma longa lista de demandas, que alterariam completamente o relacionamento comercial entre as duas maiores economias do mundo.

    As exigências incluem mudanças nas políticas chinesas sobre a proteção de propriedade intelectual, transferências de tecnologia, subsídios industriais e outras barreiras não alfandegárias ao comércio.

    A China tem repetidamente minimizado denúncias de violações de propriedade intelectual e negado acusações de que companhias estrangeiras são forçadas a transferir tecnologias.

    Após quase metade dos 90 dias de trégua, houve poucos detalhes concretos sobre qualquer progresso atingido.

    Em jogo está o previsto aumento de tarifas dos Estados Unidos contra 200 bilhões de dólares em importações chinesas.

    Trump tem dito que irá aumentar essas tarifas para 25 por cento, contra os 10 por cento atuais, se nenhum acordo for alcançado até o dia 2 de março, e tem ameaçado taxar todas as importações da China se Pequim não ceder às demandas norte-americanas.

    (Reportagem de Yawen Chen e Martin Pollard, em Pequim, e John Ruwitch e Josh Horwitz, em Xangai)

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    Confiança do comércio no Brasil sobe em dezembro e termina ano em maior nível em quase 6 anos, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do comércio no Brasil teve em dezembro uma melhora significativa tanto na percepção dos empresários em relação à situação atual quanto nas expectativas, terminando o ano em seu maior valor em quase seis anos, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Com alta de 5,7 pontos, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) foi em dezembro a 105,1 pontos, atingindo seu maior nível desde abril de 2013.

    'A confiança do comércio encerra 2018 com alta expressiva no quarto trimestre. É a primeira vez desde março de 2014 que o índice ultrapassa os 100 pontos, limite que identifica a transição para níveis elevados de confiança', destacou o coordenador da FGV/IBRE, Rodolpho Tobler.

    'Depois de passar por períodos turbulentos ao longo do ano, como a greve dos caminhoneiros e o período eleitoral, os comerciantes esperam aumento de vendas neste final de ano e têm boas expectativas para o começo de 2019', completou.

    De acordo com a FGV, 11 dos 13 segmentos pesquisados registraram alta em suas taxas de variação.

    O Índice da Situação Atual (ISA-COM) registrou sua terceira alta consecutiva, subindo 4,1 pontos, para 97,4 pontos, seu maior valor desde abril de 2014.

    O Índice de Expectativas (IE-COM) também apresentou sua terceira variação positiva consecutiva, avançando 7,0 pontos, para 112,58 pontos, registrando seu maior nível desde fevereiro de 2011.

    'A sustentação dessa recuperação dependerá da continuidade da melhoria do mercado de trabalho e da redução da

    incerteza', completou Tobler.

    O resultado do comércio acompanha a confiança da construção, divulgada também nesta quarta-feira e que terminou 2018 em seu maior nível em quatro anos.[nL1N1YV02J]

    (Por Stéfani Inouye)

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    Trump: se não for possível nenhum acordo comercial com China, 'eu sou um homem tarifa'

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que se um acordo comercial com a China for possível, ele será feito, mas que se ambos os lados não resolverem as disputas, ele recorrerá a tarifas.

    Trump disse que sua equipe de assessores comerciais sob o comando do negociador-chefe com a China, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, determinará se um 'real acordo' com a China é possível.

    'Se for, faremos ele', disse Trump no Twitter. 'Mas se não for, lembre-se, eu sou um homem tarifa.'

    O presidente republicano disse que não se oporia a uma prorrogação da trégua de 90 dias que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, concordaram no fim de semana e que congelará tarifas enquanto um acordo mais amplo é negociado.

    'As negociações com a China já começaram. A menos que sejam prorrogadas, elas terminarão 90 dias a partir da data de nosso maravilhoso e caloroso jantar com o presidente Xi na Argentina', disse Trump no Twitter.

    Os dois líderes concordaram no fim de semana a um cessar fogo na guerra comercial que, através de tarifas, levou à interrupção de um fluxo de centenas de bilhões de dólares em bens entre as duas maiores economias do mundo.

    Trump e Xi disseram que vão segurar a imposição de novas tarifas por 90 dias a partir de 1º de dezembro, enquanto buscam uma solução para a disputa comercial.

    O líder dos EUA disse que a China deve começar a comprar produtos agrícolas imediatamente e cortar suas tarifas de 40 por cento sobre importações de carros dos EUA.

    O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse nesta terça-feira que uma redução nas tarifas chinesas sobre carros e commodities agrícolas e energéticas dos EUA será um 'teste decisivo' para ver se as negociações comerciais EUA-China estão no caminho do sucesso.

    Os EUA também esperam que a China tome ação imediata para tratar de roubo de propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia, afirmaram autoridades dos EUA.

    'De novo, isso será um acordo real de novo e não que possamos alcançar tudo em 90 dias, mas esperamos ter muito progresso e o presidente Trump estará diretamente envolvido', disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, à Fox Business Network nesta terça-feira.

    Há muito tempo Trump acusa a China de práticas comerciais injustas que prejudicam norte-americanos e a economia dos EUA.

    'Quando pessoas ou países entram para roubar a grande riqueza da nossa nação, eu quero que elas paguem pelo privilégio de fazer isso. Sempre será o melhor jeito de maximizar nosso poder econômico', disse ele nesta terça-feira.

    A indicação do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, para comandar as negociações em vez do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, coloca no comando um dos mais críticos à China dentro do governo. Trump disse pelo Twitter que Lighthizer trabalhará junto de Mnuchin, Kudlow e do assessor comercial Peter Navarro.

    (Reportagem de Doina Chiacu)

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    EUA esperam ação imediata da China em compromissos comerciais

    Por David Lawder e Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos esperam uma ação imediata da China em questões comerciais após um acordo alcançado pelos líderes dos países, incluindo tarifas reduzidas sobre automóveis e medidas contra roubo de propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia, afirmou uma autoridade da Casa Branca nesta segunda-feira.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, concordaram em não impor novas tarifas por 90 dias durante conversas na Argentina no sábado, declarando uma trégua após meses de crescentes tensões sobre comércio e outros assuntos.

    Esse período de 90 dias começará em 1º de janeiro, afirmou o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, a repórteres.

    Os chineses ofereceram mais de 1,2 trilhão de dólares em novos compromissos comerciais, afirmou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nesta segunda-feira. Kudlow disse que esse número era um amplo valor de referência e se referia a transações privadas de compra de bens dos EUA, sujeito a condições de mercado.

    A China também se comprometeu a imediatamente começar a retirar tarifas e barreiras não-tarifárias, incluindo uma redução à sua tarifa de 40 por cento sobre automóveis, disse Kudlow.

    'Esperamos que essas tarifas caiam a zero', disse ele a repórteres.

    Norte-americanos ganharão um controle majoritário em companhias na China pela primeira vez, o que deve ajudar a endereçar grandes preocupações dos EUA sobre roubo de propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia.

    Nenhum dos compromissos foram acordados por escrito e os detalhes ainda serão acertados.

    Mnuchin disse que houve uma mudança de tom em Buenos Aires na comparação com discussões anteriores, com Xi oferecendo um claro compromisso a abrir o mercado chinês a companhias dos EUA.

    'Essa é a primeira vez em que temos um compromisso deles de que esse será um acordo real', disse Mnuchin à CNBC.

    Kudlow, diretor do Conselho Econômico Nacional, disse que ele, Mnuchin e o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, tiveram duas reuniões particulares com o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, na Argentina e que ele disse a eles que Pequim iria agir imediatamente sob os novos compromissos.

    'O histórico aqui com promessas chinesas não é muito bom. E sabemos disso', disse Kudlow. 'No entanto, eu vou dizer isso: o presidente Xi nunca esteve tão envolvido como agora.'

    Kudlow disse: 'Eles não podem desacelerar isso, interromper isso, vaguear isso. Palavra deles: 'imediatamente'.'

    A trégua impulsionou mercados globais nesta segunda-feira, com ações mundiais subindo aos maiores níveis em cerca de três semanas. Em Wall Street, o S&P 500

    Kudlow disse que autoridades dos EUA monitorarão de perto o progresso chinês no cumprimento das promessas.

    Trump nomeou Lighthizer, um dos críticos mais vocais da China dentro do governo, para supervisionar a nova rodada de negociações comerciais com a China, disseram autoridades.

    A nomeação de Lighthizer, que acaba de selar um novo acordo com o Canadá e o México, pode significar uma linha mais dura nas negociações com Pequim e representa uma mudança em relação às conversas anteriores, nas quais Mnuchin tinha um papel central.

    'Ele é o negociador mais duro que tivemos no cargo dele e ele irá preparado e retirar as tarifas, as barreiras não-tarifárias e encerrará todas essas práticas estruturais que impedem acesso ao mercado', disse o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, à National Public Radio mais cedo nesta segunda-feira.

    Kudlow disse que ele e Mnuchin estarão fortemente envolvidos também, com o secretário do Tesouro lidando com questões financeiras e cambiais.

    A Casa Branca está intensificando esforços para levar outros países a produzirem mais veículos nos Estados Unidos. Lighthizer e outras autoridades, incluindo Kudlow, devem se encontrar com montadoras alemãs na terça-feira, incluindo os executivos principais da Volkswagen e Daimler , afirmaram pessoas com conhecimento do tema.

    Kudlow disse que a reunião não tem o objetivo de focar em possíveis tarifas comerciais sobre automóveis, embora Trump ainda mantenha essa opinião, e as montadoras serão encorajadas a construir motores nos EUA.

    Reguladores chineses não responderam a pedidos de comentário sobre o tuíte de Trump relacionado a tarifas sobre automóveis. Nenhum dos dois países tinha mencionado tarifas sobre carros em seus comunicados da reunião Trump-Xi.

    No domingo, Trump tuitou que a China havia concordado em cortar tributos de importação sobre carros de fabricação norte-americana.

    (Por David Lawder e Jeff Mason; reportagem adicional de David Shepardson em Washington, Meng Meng e Stella Qiu em Pequim, Andrew Galbraith e David Stanway em Xangai, e Noah Sin e Anne Marie Roantree em Hong Kong)

    REUTERS LM MA

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    Bolsonaro diz que Brasil e EUA querem melhorar comércio após reunião com Bolton

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro classificou a reunião que teve nesta quinta-feira com o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, de um grande encontro em que foram discutidos temas importantes como questões comerciais, armamentísticas e de geopolítica.

    Segundo Bolsonaro, há um interesse cada vez maior do Brasil em se aproximar dos Estados Unidos.

    'Falamos também de Venezuela, Cuba; foi mais um grande passo para uma grande aproximação', disse ele a jornalistas após de participar de uma cerimônia de formatura militar, na zona oeste do Rio de Janeiro.

    O presidente eleito reiterou a possibilidade de mudar a sede da embaixada do Brasil em Israel, para Jerusalém, na mesma direção já realizada pelos EUA.

    'Conversamos sobre isso sim. Conversei ontem com embaixador de Israel e essa possibilidade existe. Jerusalém tem duas partes, uma delas não está em litígio”, frisou ele, sem dar um prazo para uma decisão sobre a possível troca do endereço de Tel Aviv para Jerusalém.

    Tema de campanha, Bolsonaro voltou a falar na transferência da embaixada brasileira em Israel já eleito, o que acabou levando à suspensão, pelo governo egípcio, da visita do ministro de Relações Exteriores do Brasil àquele país.

    Segundo Bolsonaro, existe até a possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, vir a sua cerimônia de posse, em 1º de janeiro de 2019, embora reconheça que a “data é ingrata'.

    “Ficaria muito honrado se o Trump comparecesse a nossa posse”, disse ele, que pretende visitar os Estados Unidos, provavelmente após a cirurgia para a reversão da colostomia que pode ocorrer em 20 de janeiro.

    Bolsonaro acredita que após a reunião desta quinta-feira haverá “frutos econômicos e comerciais” que ambos os lados precisam.

    “Terrorismo não entrou na conversa, mas as barreiras e taxas alfandegárias, a dificuldade de fazer negócio aqui”, disse o presidente eleito. “Transmiti a ele (Bolton) que isso está bem conduzido com a equipe econômica no sentido de facilitarmos o comércio, sem prejudicar a nossa economia obviamente.'

    O assessor norte-americano chegou cedo na manhã desta quinta-feira à casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, acompanhado de outros representantes do governo dos EUA.

    Ao ser questionado sobre o comentário de um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, sobre a ameaça à segurança do presidente eleito, ele afirmou que a sua morte interessa 'a muita gente como o crime organizado' e lembrou do atentado sofrido em Juiz de Fora, durante a campanha.

    'O crime organizado e a turma do colarinho branco não têm interesse que eu chegasse ao poder', disse Bolsonaro.

    PRIVATIZAÇÕES CRITERIOSAS

    Depois que os futuros presidentes de estatais como Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil e Petrorbas defenderem a venda de negócios das empresas, o presidente eleito garantiu que as vendas serão feitas de forma criteriosa e não haverá desestatização de empresas estratégicas. As privatizações em seu governo serão feitas de forma 'responsável'.

    'Vai ter que ser responsável, não vai ser jogar para cima e ficar livre delas', destacou. 'Algumas privatizações vão ocorrer e outras estratégicas, não. CEF e BB não estão no radar de venda não e (seus negócios) vamos ver isso aí', acrescentou.

    O presidente eleito pretende anunciar até sexta-feira o nome do novo ministro de Minas e Energia e elogiou a escolha do ex-ministro Osmar Terra para voltar ao seu time de governo, à frente do Ministério da Cidadania.

    Bolsonaro afirmou ainda que há uma reivindicação da bancada feminina na Câmara dos Deputados para se ter uma mulher à frente de um ministério voltado às famílias brasileiras, direitos humanos e mulher e essa proposta ele está analisando. 'Tem uma reclamação delas por assim dizer', afirmou.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    Confiança do comércio no Brasil sobe em novembro e atinge maior nível desde 2014, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A otimismo causado pelo fim do período eleitoral aumentou e a confiança do comércio no Brasil registrou em novembro o maior nível em mais de quatro anos e meio, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 6,9 pontos e chegou a 99,4 pontos na comparação com outubro, patamar mais elevado desde março de 2014.

    'Os dois últimos resultados positivos da confiança do comércio sugerem que o pior pode ter ficado para trás. A alta expressiva de novembro confirma a recuperação da confiança do setor, um resultado que parece ter sido influenciado principalmente pela melhora das expectativas com o encerramento do período eleitoral', disse em nota o coordenador da FGV/IBRE, Rodolpho Tobler.

    Entretanto, ele alerta que novos avanços vão depender de uma continuidade da recuperação do mercado de trabalho e da redução adicional da incerteza.

    A FGV explicou que 10 dos 13 segmentos pesquisados apresentaram alta na confiança, que foi influenciada tanto pela melhora da avaliação sobre a situação atual quanto pelas expectativas em relação aos próximos meses.

    O Índice da Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,1 pontos, passando para 93,3 pontos em seu segundo aumento consecutivo.

    O Índice de Expectativas (IE-COM) também apresentou melhora pelo segundo mês seguido, subindo 8,4 pontos e registrando 105,5 pontos em novembro.

    A confiança do comércio acompanha a confiança do consumidor, que registrou seu maior nível em quase quatro anos e meio em novembro, informou a FGV na segunda-feira.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Confiança do comércio no Brasil sobe em outubro para maior nível em 5 meses, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do comércio no Brasil subiu em outubro e atingiu o maior nível em cinco meses, voltando para níveis anteriores à greve dos caminhoneiros e estimulando o otimismo com uma retomada das vendas, apontaram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Ao subir 3,8 pontos, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) foi a 92,5 pontos em outubro, o maior valor desde os 92,6 pontos vistos em maio de 2018.

    'Com a alta da confiança do comércio em outubro, o indicador retorna ao nível anterior ao da greve dos caminhoneiros sugerindo que o pior momento do setor começa a ficar para trás', destacou o coordenador da FGV/IBRE, Rodolpho Tobler, em nota.

    Entretanto, ele destacou que, apesar do bom resultado no mês, a continuidade e intensidade de recuperação do comércio dependem tanto de resultados melhores do mercado de trabalho quanto da redução dos níveis de incerteza.

    Segundo a FGV, no mês houve aumento da confiança em 11 dos 13 segmentos pesquisados.

    O Índice da Situação Atual (ISA-COM) teve alta de 2,5 pontos, para 88,2 pontos, em seu primeiro avanço após cinco meses consecutivos de quedas. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) registrou aumento de 4,9 pontos, para 97,1 pontos, o maior nível desde abril de 2018.

    No final de maio a greve dos caminhoneiros prejudicou o abastecimento de combustível e alimentos e afetou a atividade econômica, bem como a confiança de agentes econômicos, empresários e consumidores.

    O resultado da confiança do comércio acompanha da confiança do consumidor divulgada na véspera pela FGV, que voltou a subir em outubro após dois meses de quedas diante das expectativas de mudanças no cenário econômico do país com o fim do período eleitoral.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Brasil e Chile concluem acordo de livre comércio

    SÃO PAULO (Reuters) - Brasil e Chile concluíram na sexta-feira discussões para um acordo de livre comércio, informou o Ministério das Relações Exteriores, encerrando as negociações iniciadas em abril do ano passado após quatro rodadas.

    'O novo acordo contribuirá para impulsionar os fluxos de comércio e investimentos entre o Brasil e o Chile, nos setores tanto de bens quanto de serviços. Constituirá, ao mesmo tempo, um vetor de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico e de reforço da integração regional', afirmou o ministério em nota enviada à imprensa no sábado.

    O Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Em 2017, o intercâmbio comercial bilateral alcançou 8,5 bilhões de dólares, alta de 22 por cento. De janeiro a setembro deste ano, o comércio entre os dois países somou 7,21 bilhões de dólares, expansão de mais de 13 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina e principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de 31 bilhões de dólares, informou o ministério.

    O futuro acordo deverá ser assinado antes do final do ano e complementa um tratado anterior entre o Mercosul e o Chile, sob o qual os países já removeram as tarifas de importação ao comércio bilateral.

    Segundo o ministério, o novo acordo incluirá 17 temas de natureza não tarifária, como comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações; medidas sanitárias e fitossanitárias; obstáculos técnicos ao comércio; facilitação de comércio; propriedade intelectual; e micro, pequenas e médias empresas.

    Entre as primeiras medidas, Brasil e Chile comprometeram-se a eliminar a cobrança de roaming internacional para dados e telefonia móvel entre os dois países. 'Será a primeira vez que o Brasil assume, em acordo bilateral de comércio, compromissos em matéria de comércio eletrônico; boas práticas regulatórias; transparência em anticorrupção; cadeias regionais e globais de valor; gênero; meio ambiente; e assuntos trabalhistas', afirmou a pasta.

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    Confiança do comércio no Brasil atinge em setembro menor nível em um ano por incertezas econômicas, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do comércio no Brasil caiu em setembro e atingiu o menor nível em cerca de um ano diante das incertezas em relação à economia, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

    O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,2 ponto e chegou a 88,7 pontos em setembro, atingindo o menor valor desde agosto de 2017 (84,4 pontos).

    'A nova queda da confiança do Comércio em setembro parece refletir a incerteza em relação ao ritmo esperado para a economia nos últimos meses do ano', explicou em nota o coordenador da FGV/IBRE, Rodolpho Tobler.

    O levantamento de setembro mostrou que a confiança do comércio ocorreu em nove dos 13 segmentos pesquisados.

    A FGV informou que o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 2,4 pontos, para 92,2 pontos, influenciado principalmente pela piora do indicador da tendência dos negócios nos seis meses seguintes.

    Já o Índice da Situação Atual (ISA-COM) permaneceu estável em 85,7 pontos, após quatro quedas seguidas

    'O Índice de Expectativas voltou a cair depois de esboçar uma melhora no mês anterior, sugerindo que os empresários ainda estão preocupados e incertos com o rumo da economia', completou Tobler.

    O momento agora no país é de incertezas e preocupações com o cenário eleitoral, em um ambiente de economia ainda em ritmo fraco de crescimento e desemprego em dois dígitos que freia os gastos dos consumidores.

    Nesta semana, a FGV informou que seu índice de confiança do consumidor brasileiro diminuiu em setembro pelo segundo mês seguido também devido a piora das expectativas para os próximos meses em meio à frustração com a recuperação lenta do mercado de trabalho.

    (Por Stéfani Inouye)

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