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    Proibição ao glifosato pode gerar desobediência civil, alerta ministro

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma eventual proibição definitiva do uso de glifosato no Brasil seria um 'desastre' para a agricultura do país, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e no limite poderia gerar desobediência civil por parte de agricultores, que não teriam outra alternativa viável ao herbicida pouco antes do plantio da nova safra, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nesta quinta-feira.

    Em evento no Rio de Janeiro, ele afirmou que, apesar de estar preocupado, confia na cassação da decisão judicial proferida no início deste mês suspendendo o registro do glifosato, um agroquímico usado há décadas no mundo.

    'O glifosato é que dá toda viabilidade de fazer plantio e seguir com as culturas. E a alternativa qual seria? Voltar à grade e ao arado, e isso não tem mais nas fazendas, e ainda seria um desastre ecológico muito grande...', disse Maggi, ele mesmo um empresário do setor rural.

    Ao realizar o controle de ervas daninhas, o glifosato também permite o chamado plantio direto, feito sobre matéria orgânica que fica no solo de uma safra para a outra. Essa prática agrícola também evita erosão.

    'Se não houver glifosato para iniciar o plantio, não haverá plantio... Se houver proibição mesmo, não vai plantar, ou vai ter desobediência civil para fazer isso...', disse Maggi a jornalistas, durante congresso internacional de ciências do solo.

    Se a decisão judicial for mantida, pode trazer problemas para produtores do Brasil que se preparam para o plantio da nova safra, cuja semeadura se dá a partir de setembro, para milho e soja.

    Com o plantio da próxima safra se iniciando em 20 dias, destacou o ministro, as empresas de agroquímicos não teriam produtos químicos que poderiam substituir o glifosato para entregar em tão curto espaço de tempo --ainda assim, tais químicos não seriam tão eficientes, pontuou ele.

    Pela decisão proferida no dia 3 de agosto, a Justiça determinou que a União suspenda, no prazo de 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam o glifosato e outras substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    'Isso (que dizem do glifosato) é lenda urbana. É um produto absolutamente seguro, usado há anos na agricultura e desde que me conheço por gente', acrescentou o ministro.

    A decisão envolve companhias como a Monsanto, que comercializa, por exemplo, a soja transgênica resistente ao glifosato --plantada há anos em larga escala no Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

    No Brasil também há autorizações para plantio de milho e algodão resistentes ao glifosato.

    Nesta semana, representantes do setor de defensivos agrícolas e autoridades foram unânimes em dizer que essa decisão não deve se sustentar.

    O ministro lembrou que o governo está trabalhando para derrubar a decisão judicial.

    Em nota técnica, o Ministério da Agricultura avaliou que a Justiça Federal tomou a decisão com subsídios insuficientes. A pasta lembrou que o glifosato é um herbicida de uso disseminado na agricultura mundial, representando mais de 50 por cento de todas as aplicações de agrotóxicos e afins no Brasil e no mundo.

    Na avaliação do advogado especialista no setor Frederico Favacho, produtores que eventualmente venham a utilizar um produto com registro suspenso pela Justiça poderiam enfrentar riscos legais.

    A Anvisa afirmou à Reuters que está reavaliando o glifosato, mas não forneceu um prazo para anunciar resultados.

    (Por Rodrigo Viga Gaier; com reportagem adicional de Ana Mano e Jake Spring)

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    Crítica a glifosato é 'lenda urbana' e proibição impactaria agricultura, diz Maggi

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quinta-feira que uma eventual proibição definitiva do uso de glifosato no Brasil seria um 'desastre' para a agricultura do país, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e que as críticas ao herbicida soam como 'lenda urbana'.

    Em evento no Rio de Janeiro, ele disse que, apesar de estar preocupado, confia na cassação da decisão judicial proferida no início deste mês suspendendo o registro do glifosato, um agroquímico usado há décadas no mundo.

    'O glifosato é que dá toda viabilidade de fazer plantio e seguir com as culturas. E a alternativa qual seria? Voltar à grade e ao arado, e isso não tem mais nas fazendas, e ainda seria um desastre ecológico muito grande...', disse Maggi, ele mesmo um empresário do setor rural, no intervalo de evento no Rio de Janeiro.

    Ao realizar o controle de ervas daninhas, o glifosato também permite o chamado plantio direto, feito sobre matéria orgânica que fica no solo de uma safra para a outra. Essa prática agrícola também evita erosão.

    'Isso (que dizem do glifosato) é lenda urbana. É um produto absolutamente seguro, usado há anos na agricultura e desde que me conheço por gente', acrescentou o ministro.

    Pela decisão proferida no dia 3 de agosto, a Justiça determinou que a União suspenda, no prazo de 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam o glifosato e outras substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    A decisão envolve companhias como a Monsanto, que comercializa, por exemplo, a soja transgênica resistente ao glifosato --plantada há anos em larga escala no Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

    No Brasil também há autorizações para plantio de milho e algodão resistentes ao glifosato.

    Se a decisão judicial for mantida, pode trazer problemas para produtores do Brasil que se preparam para o plantio da nova safra, cuja semeadura se dá a partir de setembro, para milho e soja.

    Nesta semana, representantes do setor de defensivos agrícolas e autoridades foram unânimes em dizer que essa decisão não deve se sustentar.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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    ADM fecha acordo para compra de ativos da Algar e amplia presença no Brasil

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) anunciou nesta quinta-feira que fechou um acordo para compra de unidades processadoras de soja da brasileira Algar Agro, braço agroalimentar do grupo Algar, em um negócio que deve ampliar sua 'pegada global' em momento de crescente demanda por alimentos.

    Pelos termos da transação, que não teve valores revelados, a ADM vai se tornar proprietária das plantas integradas de esmagamento de soja e de refino e envase de óleo de soja em Uberlândia (MG) e Porto Franco (MA).

    'A ADM já é o processador de oleaginosas mais diversificado do mundo, e agora estamos novamente expandindo nossas capacidades para atender à crescente demanda global', disse Greg Morris, vice-presidente sênior e presidente da unidade de oleaginosas da ADM, em nota.

    Quando o negócio for concluído, cerca de 400 funcionários da Algar Agro serão transferidos para a norte-americana.

    'A aquisição das plantas de esmagamento da Algar Agro em Minas Gerais e no Maranhão fortalece nossa posição nas principais regiões de demanda do Brasil e continua nosso crescimento estratégico global...', acrescentou Morris.

    O executivo da ADM disse ainda que a empresa busca se fortalecer em um momento em que as 'perspectivas de curto e longo prazo para a demanda mundial por alimentos continuam fortes'.

    No país, a ADM conta com plantas de processamento de soja em Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Ipameri (GO), Joaçaba (SC) e Uberlândia (MG); uma unidade de girassol em Campo Novo dos Parecis (MT); refinarias de biodiesel em Rondonópolis e Joaçaba; e uma rede de instalações de armazenamento com capacidade total de 2,2 milhões de toneladas.

    Procurado pela Reuters, o grupo brasileiro frisou que, em relação ao segmento de agronegócios (Algar Agro), 'decidiu estrategicamente focar esforços na produção de grãos na Algar Farming' e que, por isso, está vendendo suas operações fabris e silos para a ADM.

    'As marcas comerciais, como ABC (óleo de soja) e Raçafort (farelo de soja), foram inclusas na negociação. A operação da Algar Agro continua ininterruptamente até a transferência efetiva para ADM, o que garante que os compromissos serão irrestritamente honrados.'

    Em comunicado, o CEO do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia, afirmou que o acordo representa 'um passo importante para a implementação do portfólio' da empresa e da 'estratégia de alocação de capital'.

    As demais operações do Grupo Algar, que vão desde telecomunicações até turismo, estão mantidas.

    O acordo da Algar com ADM depende da aprovação dos órgãos reguladores, como Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e tem previsão de ser concluído até o fim do ano.

    HISTÓRICO

    Em março, a Algar Agro já havia dito à Reuters que estava alterando seu foco de atuação para o mercado interno, deixando de lado as atividades de exportação de grãos.

    À época, a empresa disse que seguia no radar a entrada de parceiros para suas atividades.

    No ano passado, por exemplo, circulou a notícia de que a subsidiária brasileira do grupo japonês Mitsui estaria para comprar 30 por cento de participação na Algar Agro.

    Para 2018, a previsão da Algar Agro era movimentar 750 mil toneladas de soja e faturar 1,3 bilhão de reais.

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    EUA devem se manter à frente do Brasil na produção de soja em 18/19, diz USDA

    Por Roberto Samora

    (Reuters) - A expectativa de que o Brasil em algum momento vai superar os Estados Unidos na produção de soja não deve se realizar em 2018/19, pelo menos de acordo com uma reavaliação do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), divulgada nesta sexta-feira.

    Até o mês passado, o USDA projetava que o Brasil, o maior exportador global da oleaginosa nos últimos anos, superaria os EUA na produção pela primeira vez em 2018/19.

    Mas pela estimativa divulgada nesta sexta-feira, que apontou uma safra norte-americana 2018/19 em recorde de 124,8 milhões de toneladas, o Brasil --com projeção de safra mantida em 120,5 milhões de toneladas--, ficará ainda bem distante dos EUA.

    Até o mês passado, quando o USDA havia projetado 117,3 milhões de toneladas para a safra dos EUA, o Brasil superava os norte-americanos também com a colheita efetivada na temporada anterior (2017/18), prevista pelo órgão em 119,5 milhões de toneladas.

    A safra 2018/19 dos EUA está em desenvolvimento, enquanto o volume estimado pelo USDA para o Brasil na mesma temporada é referente à produção que se espera obter com plantio a partir de setembro.

    O aumento na estimativa do USDA para a safra dos EUA ocorreu com o bom desenvolvimento da safra, que já tem lavouras florescendo ou soltando vagens.

    Até o mês passado, o USDA previa uma produtividade de 48,5 bushels por acre para as lavouras dos EUA, elevada agora para 51,6 bushels por acre.

    O aumento da expectativa de produção norte-americana se dá em um momento particularmente difícil para os EUA, cuja soja está sendo taxada pelos chineses devido à guerra comercial.

    MILHO

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou nesta sexta-feira sua previsão para a safra de milho 2018/19 do Brasil, para 94,5 milhões de toneladas, de 96 milhões na estimativa do mês anterior.

    (Com reportagem adicional de Mark Weinraub, em Chicago)

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    USDA prevê safra recorde de soja nos EUA; eleva projeções para milho

    Por Mark Weinraub

    CHICAGO (Reuters) - O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) elevou nesta sexta-feira suas perspectivas para as safras norte-americanas de milho e soja deste ano, devido ao bom tempo durante as principais fases de desenvolvimento.

    O aumento da projeção da colheita de soja, para um recorde, vai impulsionar os estoques em um momento em que a guerra comercial com a China é um problema para a exportação da oleaginosa dos EUA, que está sendo taxada pelo país asiático.

    Já o milho contará com forte demanda, reduzindo os estoques, segundo o USDA.

    'O número de grãos é tão increditavelmente grande', disse Mark Gold, da Top Third Ag Marketing. 'Se nós não fizermos um acordo comercial com os chineses, o agricultor americano ficará em apuros.'

    O relatório de oferta e demanda do governo dos EUA estimou a produção de soja e o rendimento do milho em máxima históricas. Os contratos futuros do milho e da soja em Chicago caíram acentuadamente nesta sexta-feira, com o impacto do relatório.

    O USDA também diminuiu a sua previsão para a produção e forneciamento global de trigo, com as condições de tempo secas e quentes prejudicando as projeções de colheita na União Europeia.

    O departamento aumentou a sua estimativa para as exportações de soja em 2018/19 para 2,060 bilhões de bushels, depois de ter feito um grande corte na previsão em julho. Porém, as exportações de soja ainda devem ficar abaixo do total de 2017/18.

    A colheita de milho na safra 2018/2019 foi estimada em 14,586 bilhões de bushels, a terceira maior na série histórica, com base em um rendimento médio de 178,4 bushels por acre.

    Na estimativa do mês anterior, o USDA havia apontado 14,230 bilhões de bushels para a produção dos EUA neste ano.

    Analistas tinham esperado uma colheita de milho de 14,411 bilhões de bushels e produtividade em uma média de 176,2 bushels por acre, de acordo com as médias de estimativas feita por uma pesquisa na Reuters.

    O USDA previu a produção de soja em 2018/19 em 4,586 bilhões de bushels, com rendimentos médios chegando a 51,6 bushels por acre. Na estimativa anterior, a safra havia sido apontada em 4,310 bilhões de bushels, com a produtividade média a 48,5 bushels por acre. Tanto as projeções para o rendimento quanto para a produção superaram as estimativas do mercado.

    Com a reavaliação da estimativa, expectativa de que o Brasil em algum momento vai superar os EUA na produção de soja não deve se realizar em 2018/19. Até o mês passado, o USDA projetava que o país, o maior exportador global da oleaginosa nos últimos anos, superaria os norte-americanos na produção pela primeira vez na temporada 18/19.

    'Do ponto de vista dos EUA, a oferta é baixista', disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities. 'Não há muito para falar sobre temas altistas.'

    Os estoques finais de soja foram previstos em 430 milhões de bushels para a safra 2017/18 e 785 milhões de bushels para 2018/19.

    Para o milho, os estoques finais de 2017/18 foram previstos em 2,027 bilhão de bushels e os estoques finais de 2018/19 estimados em 1,684 bilhão de bushels.

    (Reportagem de Mark Weinraub)

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    Setor produtivo aposta no STF contra tabela do frete após sanção de Temer

    SÃO PAULO (Reuters) - Setores da indústria e agrícola se mantêm contrários à tabela de fretes rodoviários sancionada nesta quinta-feira pelo presidente Michel Temer e esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida pela inconstitucionalidade do instrumento no final deste mês.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que entrou nesta quinta-feira com um novo pedido no STF para suspender o tabelamento. O setor citou custos bilionários com a imposição do tabelamento do frete rodoviário, instituído após a paralisação dos caminhoneiros em maio, ressaltando ainda que a lei elevará os custos dos alimentos, além de ameaçar reduzir a produção agrícola em áreas distantes dos grandes centros.

    A CNA afirmou que formalizou no STF um aditamento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5959, protocolada pela entidade em junho para acabar com a eficácia da Medida Provisória (MP) 832, que criou a tabela de frete para o transporte rodoviário. O texto que converteu a MP em lei foi publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União.

    'A CNA é contrária a qualquer tabelamento por entender que a medida fere a livre concorrência, além de trazer prejuízos à população. Desta forma, a confederação alega que a lei é inconstitucional', reiterou a organização em comunicado.

    Segundo a CNA, 'a lei trouxe questões acessórias que tornam a intervenção estatal até mais patente e inconstitucional'.

    A manifestação da entidade ocorre antes de uma audiência pública em 27 de agosto, convocada pelo ministro Luiz Fux, relator das ADIs no STF.

    Fux deverá se posicionar sobre a tabela do frete após a audiência, mas a CNA defende a análise imediata da medida cautelar e a suspensão do tabelamento até a data do debate.

    Segundo o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Roriz Coelho, a sanção da lei cria problemas para as empresas, uma vez que o tabelamento inviabiliza uma série de produtos, incluindo insumos da construção civil como cimento e fertilizantes.

    'Isso cria problema de 'compliance'... Quem não cumprir a tabela está desrespeitando a lei', disse Coelho. Segundo ele, a indústria mantém posição favorável a uma tabela referencial para os fretes, mas não uma que seja obrigatória. 'É inconstitucional fazer tabelamento de frete. Tem posição do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contrária ao tabelamento.'

    Em estudo recente, a CNA estimou um aumento médio de 12,1 por cento no preço de alimentos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes, que representam mais de 90 por cento da cesta básica.

    Já levantamento da Fiesp afirma que a indústria vai ter uma alta de 3,3 bilhões de reais nos custos de transporte entre junho e o final deste ano por causa da tabela de frete.

    Em manifestação paralela assinada por outras entidades do agronegócio, como Abiove, Anec e Aprosoja, o setor afirma que outros produtos como gasolina e diesel também ficarão mais caros.

    A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmou nesta semana que o setor, que opera com margens baixas própria do negócio de commodities, está sendo altamente prejudicado.

    'O ponto central do nosso setor, no Brasil, é a logística. É onde as empresas conseguem ganhar algum dinheiro... Com a tabela de fretes, isso acaba com a rentabilidade das companhias', disse o diretor-geral da Anec.

    Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os primeiros cálculos apontam que o tabelamento acarreta alta de custos da ordem de 73,9 bilhões de reais sobre o conjunto da economia, valor superior ao investimento anual do país em infraestrutura.

    Para a Abiove, que representa tradings e processadoras de soja, o principal produto de exportação do Brasil, que lidera nas vendas globais da oleaginosa, os custos gerados pela tabela serão pagos por toda a sociedade brasileira, em especial as pessoas de mais baixa renda.

    A competitividade internacional de produtos do Brasil, um dos maiores exportadores commodities agrícolas do mundo, também é colocado em xeque pela tabela de fretes, ressaltou a ABPA, entidade que representa exportadores de carne de frango, outra mercadoria que o país detém a liderança no cenário global.

    'A questão logística, que já é um entrave para a capacidade produtiva nacional, passou a ser um fator de retenção de negócios. Com o menor fluxo produtivo, os custos da nova tabela poderão desencadear impactos na manutenção dos postos de trabalho e causar inflação', disse a ABPA.

    FROTAS PRÓPRIAS?

    Enquanto o setor aguarda por uma solução da Justiça para a questão, a Cargill, um dos maiores exportadores do Brasil, e outras companhias estão avaliando a aquisição de frota própria de caminhões e a contratação de motoristas, para ficarem menos sujeitas aos efeitos da tabela.

    Nesta quinta-feira, foi a vez da Suzano Papel e Celulose dizer que não descarta eventual incorporação de caminhões próprios para lidar com os consequentes aumentos no custo de transporte de insumos e produtos aos clientes, entre outras medidas. [nL1N1V01LU] A petroquímica Braskem avalia entre as opções usar mais o transporte de cabotagem, mas pondera que o reajuste do país aos efeitos da tabela poderá criar novos gargalos logísticos.

    Montadoras como Mercedes-Benz e Volvo identificaram nas últimas semanas aumento de sondagens de transportadores e embarcadores sobre aquisição de frotas de caminhões, enquanto empresas menores, como pequenos produtores rurais, já estão encomendando veículos.

    (Por Roberto Samora, com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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    CORREÇÃO (OFICIAL)-Conab reduz previsão de safra de milho do Brasil, revê exportação

    (Retifica informação sobre exportações de milho no título e no 4º parágrafo e dado sobre embarques de soja no último parágrafo, após Conab corrigir números divulgados previamente)

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A segunda safra de milho 2017/18 do Brasil, em processo de colheita, deve alcançar 55,35 milhões de toneladas, projetou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em um ligeiro corte ante sua estimativa anterior, de 56,01 milhões de toneladas.

    Caso se confirme, o volume representaria queda de 17,8 por cento ante o recorde de 67,4 milhões de toneladas de 2016/17 e levaria o volume total da temporada, considerando-se a colheita de verão, a 82,18 milhões de toneladas (-16 por cento).

    A revisão para baixo ocorre após a forte estiagem durante o período de desenvolvimento das lavouras, em especial no Paraná, segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso.

    Com a menor oferta disponível, a Conab reduziu sua previsão de exportação para 27 milhões de toneladas de milho na safra 2017/18, ante 30 milhões de toneladas, em linha com o esperado por outras entidades do setor, como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que também cortaram suas previsões de embarques. [nL1N1UU1PX]

    SOJA

    A Conab elevou levemente sua estimativa para a produção de soja em 2017/18 no Brasil, a um recorde de 118,98 milhões de toneladas, de 118,88 milhões na previsão de julho e 114,07 milhões em 2016/17.

    A soja levantou temores durante a fase de plantio, devido a uma seca, mas depois o tempo melhorou, e a colheita mostrou boas produtividades.

    Segundo a Conab, o Brasil, maior exportador global da oleaginosa, deve embarcar 74 milhões de toneladas em 2017/18, 2 milhões de toneladas acima do previsto no levantamento passado.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Bancos veem maior demanda por crédito agrícola diante de incertezas sobre frete

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Agricultores brasileiros devem elevar a procura por crédito e outros instrumentos financeiros em bancos na safra 2018/19, iniciada em julho, dada a ausência de referência para comercialização futura de safras em meio a incertezas quanto ao tabelamento de fretes, além de custos de produção mais altos.

    O tabelamento de fretes no Brasil vem gerando críticas e sendo contestado judicialmente pelo setor produtivo, que reclama de maiores gastos para produção e escoamento.

    Os preços mínimos, instituídos por medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional após as paralisações dos caminhoneiros de maio, afetam negociações futuras, uma vez que o frete é componente importante para fechar negócios antecipados com as tradings.

    Isso em momento em que há dúvidas sobre como vai se posicionar o Supremo Tribunal Federal sobre ações pedindo a inconstitucionalidade da lei.

    'A tabela de fretes afeta o agronegócio como um todo', destacou Tarcísio Hübner, vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, maior instituição de crédito agrícola do país, com oferta de 103 bilhões de reais para financiamento rural em 2018/19.

    Segundo Hübner, o Banco do Brasil, e o sistema financeiro como um todo, dispõe de recursos suficientes para atender à demanda que 'advir da ausência de negociação futura', reflexo de produtores evitando fechar negócios antecipadamente em meio às indefinições sobre os custos para transportar as colheitas.

    Sem detalhar, ele também disse que a instituição está pronta para ajudar o produtor em operações de 'barter', como são conhecidas as trocas de grãos por insumos agrícolas, um modo de o agricultor financiar seus custos.

    Já o diretor de Agronegócios do Santander Brasil, Carlos Aguiar, comentou que o tabelamento de fretes 'atrapalha o escoamento da produção'.

    Conforme ele, o banco, o maior estrangeiro com atuação no Brasil, já está alongando prazos de dívidas de agricultores 'até que a situação se normalize'. 'E acredito que os produtores vão procurar mais os bancos para hedge', acrescentou.

    Recorrer a bancos também pode ser necessário para conseguir recursos para compras de caminhões, uma vez que há produtores que começam a investir em frotas próprias diante de fretes mais caros, disse o superintendente de Agronegócios do Bradesco, Rui Pereira Rosa.

    'O produtor estava com um planejamento de investimento e agora vai ter que investir em algo que não estava planejado, no caso, caminhão. Os produtores estão procurando comprar seus próprios caminhões', disse.

    Mais cedo, ele já havia comentado que a disponibilidade de crédito pelo Bradesco em 2018/19 deve aumentar 6 por cento.

    As declarações dos representantes foram dadas durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela bolsa paulista B3, em São Paulo.

    IMPACTOS

    Segundo o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, o Brasil gasta agora 80 dólares por tonelada a mais que os Estados Unidos para escoar uma tonelada de soja ou milho, de 60 dólares antes da imposição da tabela.

    Brasil e EUA são os maiores exportadores globais de grãos, mas os norte-americanos levam vantagem em custos para embarques graças a uma infraestrutura logística eficiente, envolvendo modais mais baratos, como ferrovias e hidrovias, ao passo que os sul-americanos ainda dependem fortemente de rodovias.

    'O ponto central do nosso setor, no Brasil, é a logística. É onde as empresas conseguem ganhar algum dinheiro... Com a tabela de fretes, isso acaba com a rentabilidade das companhias', disse Mendes.

    Outro setor que sente os efeitos da tabela de fretes é o de carnes suína e de frango, cuja indústria deve lidar com custos maiores até o fim do ano, afirmou o vice-presidente de Mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

    Para o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, a logística começa a se normalizar em relação às entregas de fertilizantes, com agricultores e indústrias assumindo custos maiores às vésperas do plantio da safra 2018/19.

    'As entregas se regularizaram, mas não tiram o atraso que observamos... Podemos ter entregas (mensais) recordes em julho, agosto e setembro. O limite (de entregas) no passado foi de 4,5 milhões de toneladas (por mês). Talvez alcancemos ou superemos isso', avaliou Pessôa no intervalo do evento.

    A Anda, associação que representa o setor de fertilizantes, ainda não divulgou dados de julho.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Justiça suspende produtos que tenham glifosato e outros agroquímicos

    SÃO PAULO (Reuters) - A juíza federal substituta da 7ª Vara do Distrito Federal, Luciana Raquel Tolentino de Moura, determinou que a União não conceda novos registros de produtos que contenham como ingredientes ativos glifosato, abamectina e tiram, presentes em agroquímicos, em processo movido pelo Ministério Público.

    Na decisão tomada na última sexta-feira, a juíza determinou ainda que a União suspenda, no prazo de 30 dias, o registro de todos os produtos que utilizam essas substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    A decisão envolve companhias como a Monsanto, que comercializa, por exemplo, a soja transgência resistente ao herbicida glifosato, plantada em larga escala no Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

    No Brasil também há autorizações para plantio de milho e algodão resistentes ao glifosato.

    Não foi possível obter uma resposta imediata da Monsanto e de representantes da indústria de agroquímicos sobre o assunto.

    A Monsanto, contudo, afirma em seu site que o produto é seguro, segundo avaliação de cientistas das agências regulatórias mais exigentes do mundo.

    O glifosato é um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países.

    Representantes da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) lamentaram a decisão.

    'Acho que a juíza está equivocada e que a decisão será revogada de algum modo. É impossível fazer agricultura sem esses produtos', afirmou o diretor da Abag Luiz Lourenço.

    A Abag também chamou a atenção para o fato de os produtos serem importantes para que o produtor realize o chamado plantio direto, uma prática agrícola importante em termos de produtividade e sustentabilidade.

    'A gente está brincando com o que não conhece... O grande orgulho do Brasil é o plantio direto, a integração lavoura-pecuária, que depende de alguns insumos', afirmou o presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

    A juíza ainda determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária priorize o andamento dos procedimentos de reavaliação toxicológica de abamectina, glifosato e tiram, os quais devem ser concluídos até 31 de dezembro de 2018, sob pena de multa diária de 10 mil reais.

    (Por Roberto Samora e José Roberto Gomes)

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    China inicia inspeções de emergência em fazendas após surto de gripe suína

    PEQUIM (Reuters) - A província chinesa de Liaoning aumentará as inspeções em fazendas de porcos e mercados, e reforçará o monitoramento do transporte de suínos, depois que o primeiro caso de peste suína africana do país foi reportado na região, informou o jornal local Liaoning Daily nesta segunda-feira.

    O surto da peste suína africana representa uma grande ameaça para a indústria de suinocultura na província e em todo o país, e deve ser erradicado completamente, disse um funcionário do Departamento Provincial de Saúde e Produção Animal de Liaoning, segundo o jornal.

    O governo provincial pediu às autoridades locais para lançarem inspeções de emergência em todas as fazendas de porcos, mercados de suínos, matadouros e locais de tratamento na província, e relatar quaisquer casos de mortes de porcos por razões desconhecidas, dentre outras questões, relatou o jornal, citando o departamento de saúde animal.

    Liaoning também ordenou o fechamento temporário de todos os mercados de suínos vivos e matadouros no distrito de Shenbei, onde o surto foi descoberto, informou o jornal.

    A China abateu cerca de 913 suínos perto de Shenyang, capital de Liaoning, e proibiu o transporte de suínos das áreas afetadas, após o surto.

    Porcos e produtos em Shenyang só podem ser distribuídos dentro da cidade, enquanto os transportados de fora devem passar por uma quarentena rigorosa, disse o funcionário do departamento de saúde animal.

    O caso em Liaoning, o primeiro na Ásia Oriental, alimentou a preocupação com a disseminação na China, que possui o maior rebanho de suínos do mundo, e possivelmente com países vizinhos da Ásia.

    (Reportagem de Hallie Gu e Josephine Mason)

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    Temer diz que presidente chinês vai analisar questão de sobretaxa de açúcar e frango

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira que tratou da questão da sobretaxa do açúcar e do frango brasileiros com o presidente da China, Xi Jinping, durante cúpula dos Brics na semana passada, na África do Sul, e afirmou que o líder chinês se comprometeu a analisar a questão.

    “Eu tive 40 minutos, 50 minutos de conversa com o presidente Xi Jinping e coloquei basicamente a questão da sobretaxa do açúcar e a sobretaxa do frango. Interessante, um fato curioso, que ele me disse que a questão se refere à produção do açúcar à produção do frango lá na China. O frango brasileiro chegava mais barato que o frango chinês, então eles tiveram que sobretaxar –vejam que há um certo protecionismo”, disse Temer em discurso a empresários antes de participar de almoço na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    “Ele (Xi) ficou de examinar tanto no caso do açúcar quanto no caso do frango. De fora a parte, a circunstância de que também tratei da questão das exportações de carne bovina e carne suína, que nós temos muito interesse na China. A China é um grande importador desses produtos”, acrescentou.

    Temer também disse durante seu discurso que em conversa com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante reunião da Aliança do Pacífico e do Mercosul, pediu a ampliação da cota de exportação do frango brasileiro àquele país.

    “Nós temos uma cota de 300 mil toneladas de frango por ano (para o México). O que eu fiz na conversa (com Peña Nieto) foi exata e precisamente pedir a ampliação desta cota, porque nós estamos, mais ou menos, chegando nas 290 mil toneladas. Então nós estamos pedindo a ampliação desta cota”, afirmou.

    Temer afirmou ainda que defendeu junto ao presidente mexicano uma aliança entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, afirmando que a parceria viria ao encontro da Constituição brasileira, que determina que se busque uma aliança com países da América Latina.

    Temer defendeu não fazer sentido que alguns países da região fiquem no Mercosul enquanto outros estão em outro grupo como a Aliança do Pacífico. Ele defendeu a ideia de uma união dos países dos dois blocos.

    (Reportagem de Eduardo Simões)

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