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    Desembolso para programa de renovação de canaviais despenca, mas BNDES vê melhora

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Prorenova despencaram e caminham para fechar o ano abaixo do registrado em 2017, refletindo a crise do setor sucroenergético, embora a instituição já vislumbre uma melhora após modificações na linha de financiamento para renovação de canaviais.

    Um menor investimento nas plantações pode impactar a produtividade da próxima safra, cujo início oficial é em abril, eventualmente colaborando para diminuir a disponibilidade de matéria-prima para fabricação de açúcar e etanol no Brasil, o maior produtor global de cana-de-açúcar.

    À Reuters, o banco informou que os desembolsos no primeiro semestre somaram apenas 25 milhões de reais, queda de 82 por cento na comparação anual. A primeira metade do ano geralmente concentra as operações, o que leva o BNDES a apostar em um resultado total para 2018 aquém dos 234 milhões de reais computados em 2017.

    'O número deve crescer ainda, mas não deve superar o do ano passado', disse o gerente setorial do Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe Milanez.

    Apesar de o banco considerar os desembolsos por ano civil, o Prorenova segue o calendário de ano-safra (julho a junho), em linha com o Plano Safra montado anualmente pelo Ministério da Agricultura. Tanto no ciclo anterior quanto no atual, a disponibilidade de recursos é de 1,5 bilhão de reais.

    O volume efetivamente repassado pelo BNDES vem caindo há alguns anos. Em 2015, somou 554 milhões de reais, enquanto em 2016, 296 milhões. Desde que foi lançado, em 2012, o Prorenova já desembolsou quase 5 bilhões de reais e viabilizou o plantio de mais de 1,5 milhão de hectares de canaviais, segundo o banco.

    A retração nos desembolsos se segue a anos de dificuldades financeiras no setor sucroenergético brasileiro.

    Recentemente atingida pela queda das cotações internacionais do açúcar, a indústria encarou controle de preços da gasolina em governos anteriores, com impacto negativo na produção de etanol, o que resultou em dezenas de usinas fechadas e no envelhecimento das plantações.

    RECUPERAÇÃO

    O BNDES já prevê uma melhora nesse cenário, com indústrias se recuperando e tendo no radar o RenovaBio, a nova política nacional de biocombustíveis. Fora isso, mudanças no Prorenova também respondem por essa avaliação.

    'Fizemos alterações para catapultar não só as operações diretas, mas também as indiretas, com agentes financeiros. Imaginamos que a partir de outubro, novembro, esses agentes passarão a encaminhar operações do Prorenova para o BNDES', disse o chefe do Departamento de Canais de Distribuição e Parcerias do banco, Caio Araújo.

    Conforme ele, há 277 milhões de reais em operações do Prorenova protocoladas no BNDES, com os recursos saindo futuramente.

    Neste ano, o prazo de pagamento do Prorenova subiu para sete anos, de seis anteriormente, com o limite de financiamento passando para 80 por cento do valor do plantio por hectare, versus 60 por cento no programa anterior.

    Outra alteração importante foi a condição de operações diretas com o BNDES. 'Antes as condições eram menos favoráveis para o intermédio. O que a gente fez foi aumentar a remuneração do agente financeiro', disse Araújo.

    O setor sucroenergético brasileiro vê como positivas as mudanças, mas diz que as dificuldades financeiras impedem, de fato, uma tomada maior de recursos.

    'Evidentemente, as empresas com dificuldades de operar com os bancos também terão dificuldades de operar diretamente com o BNDES. No entanto, as empresas têm se manifestado positivamente com as alterações efetuadas', afirmou o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues.

    A entidade é a principal associação do segmento no centro-sul, região que responde por mais de 90 por cento do processamento anual de cana no país.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ENFOQUE-Cafeicultor do Brasil reduz tratos nas lavouras por maiores custos e preços fracos

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Cafeicultores brasileiros devem investir menos em tratos culturais na safra 2019/20, a ser colhida no próximo ano, diante dos preços enfraquecidos da commodity e da alta dos custos com insumos por causa da apreciação do dólar, disseram integrantes do setor.

    O movimento pode colocar mais pressão sobre a oferta no maior produtor e exportador global de café, pois a safra do próximo ano será a de baixa no ciclo bianual do arábica, após uma colheita recorde no país de cerca de 60 milhões de sacas neste ano.

    Menos investimentos em fertilizantes e, especialmente, defensivos, poderiam prejudicar a produtividade das lavouras que começarão a ser colhidas no segundo trimestre de 2019, avaliaram especialistas em cooperativas de cafeicultores.

    'O produtor está querendo cortar gastos porque o retorno está sendo menor', alertou o agrônomo Celso Scanavachi, da cooperativa paulista Coopinhal, ressaltando a possibilidade de incidência de doenças por redução no uso de defensivos.

    Uma safra menor no Brasil, que responde por mais de um terço da produção global, teria potencial de dar sustentação aos preços globais do café, que tocaram mínimas em mais de uma década em meados de setembro, em razão da supersafra brasileira e da apreciação do dólar ante o real, que agora se atenuou por questões eleitorais.

    'Com a redução do investimento, a gente vai ter consequência de falta de café lá na frente', acrescentou Scanavachi, também produtor, calculando que os cafeicultores da Coopinhal, com sede em Espírito Santo do Pinhal (SP) e mais de 500 cooperados, devem aportar até 30 por cento menos em adubos e defensivos.

    O agrônomo e superintendente comercial da Cocapec, de Franca (SP), Ricardo Lima de Andrade, também não descarta menos investimentos nas lavouras, embora pondere que a situação financeira varia entre os produtores e que a própria cooperativa fornece apoio na hora de comprar insumos.

    'Temos uma curva de preços do café em baixa e uma curva dos custos em alta', disse, prevendo um poder de compra de insumos até 8 por cento menor para os produtores em meio a fertilizantes entre 50 e 60 por cento mais caros.

    'Vou gastar mais sacas de café para comprar o mesmo insumo. Isso dá a sensação de perda de poder de compra', afirmou ele, cuja cooperativa para qual trabalha possui mais de 2 mil cooperados. 'Sem controle, as doenças adentram à lavoura. Isso é o pior dos caminhos, porque cai a produtividade.'

    Em Minas Gerais, principal Estado produtor do país, os receios quanto à nova safra também existem. O gerente do Departamento de Café da Coopervass, de São Gonçalo do Sapucaí e com 2,7 mil cooperados, Leandro Costa, afirmou que, 'de maneira geral', o investimento diminuiu, mesmo com muitas operações de 'barter' (troca de café por insumos).

    'Podemos ter uma safra com mais defeitos, mais quebra. E também estamos preocupados com o volume a ser colhido justamente por causa dessa desanimada do produtor', comentou ele.

    No Espírito Santo, principal produtor de café conilon, a situação não é diferente. O presidente da Cooabriel, maior cooperativa da variedade robusta do mundo, Antônio Joaquim de Souza Neto, disse que as compras de insumos estão 50 por cento menores neste ano.

    'O pessoal está muito desanimado... Não está querendo pegar o adubo porque o café está muito barato', afirmou.

    No mercado doméstico, as cotações da commodity estão em torno de 450 reais por saca de 60 kg, segundo o Cepea, da Esalq/USP, bem distantes dos mais de 560 reais vistos em 2016, no auge da crise de oferta desencadeada pela quebra de produção no Espírito Santo.

    Há uma certa estabilidade na cotação do café no Brasil na comparação com a mesma época de 2017, mas os custos cresceram pela valorização de fertilizantes e defensivos denominados em moeda norte-americana, ressaltaram eles.

    TEMPO BOM

    Por enquanto, das condições climáticas os produtores não podem reclamar --o que eventualmente poderia aliviar o investimento menor nas lavouras.

    Andrade, da Cocapec, afirmou que os cafezais na área de atuação da cooperativa, na Mogiana paulista e sul de Minas Gerais, tiveram duas floradas, uma em agosto e outra em setembro, e que os frutos já estão em desenvolvimento.

    'Tivemos chuvas espaçadas aqui que, no nosso ponto de vista, foram adequadas para as floradas.'

    Scanavachi, da Coopinhal, também comemora, lembrando-se que há um ano uma forte estiagem levantou receios quanto à safra que depois se confirmou histórica.

    'Tem chovido bem, vai ter um percentual de pegamento bom, apesar de uma safra pequena. Não pode reclamar, não, porque a chuva deu uma normalizada. Toda a semana está dando uma chuvinha boa. Problema com estiagem não tem', disse ele.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Plantio de soja no Brasil atinge 20% e se firma como mais rápido da história

    SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja 2018/19 no Brasil está no ritmo mais acelerado da história, atingindo um quinto da área total prevista e puxado por Mato Grosso e Paraná, justamente os principais produtores da oleaginosa, informou nesta segunda-feira a AgRural.

    Conforme a consultoria, o total de 20 por cento da área semeada até quinta-feira no país, o maior exportador mundial da commodity, superava tanto os 12 por cento de um ano atrás quanto os 10 por cento de média nos últimos cinco anos.

    Com o bom início do plantio, algumas regiões devem ter colheita já no final de dezembro, trazendo algum alívio para o mercado após exportações recordes do país que reduziram os estoques a volumes mínimos neste ano.

    Até então, o plantio mais rápido para esta época do ano havia se dado no ciclo 2016/17, quando os trabalhos alcançavam 18 por da área.

    'A aceleração dos trabalhos em Mato Grosso e o bom ritmo mantido no Paraná garantiram que o plantio da safra 2018/19 de soja saltasse dez pontos percentuais em uma semana', frisou a AgRural em boletim semanal.

    Segundo a consultoria, pancadas esparsas de chuva têm garantido umidade adequada para o plantio em Mato Grosso, onde 34 por cento da área já estava semeada até quinta-feira, contra 14 por cento na semana anterior, 18 por cento há um ano e 14 na média.

    Com efeito, nos últimos sete dias as precipitações ficaram acima do normal em todas as regiões mato-grossenses, segundo o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon. Os dados mostram ainda que a parte sul do Estado terá chuvas acima ou na média histórica até o final do mês, enquanto o norte receberá menos chuva do que o normal.

    Mais cedo nesta segunda-feira, o Imea já havia destacado um plantio acelerado em Mato Grosso.

    No Paraná, o bom avanço do plantio no norte compensou parcialmente a lentidão causada pelas chuvas frequentes no oeste, disse a AgRural. Até quinta-feira, 40 por cento da área de soja do Estado da região Sul estava semeada, ante 30 por cento há um ano e 29 por cento na média de cinco anos.

    A consultoria relatou ainda avanço no plantio em Mato Grosso do Sul (26 por cento), Goiás (13 por cento), São Paulo (30 por cento) e Rio Grande do Sul (0,8 por cento).

    MILHO

    O plantio de milho de primeira safra no centro-sul do Brasil avançou seis pontos em uma semana e foi a 44 por cento da área até quinta-feira, frente 37 por cento há um ano e 38 por cento na média.

    'Santa Catarina continua na liderança, com 91 por cento de sua área já plantada. Em seguida vêm Rio Grande do Sul e Paraná, com 84 por cento cada, e São Paulo, com 21 por cento', afirmou a AgRural, acrescentando que em Minas Gerais e Goiás o plantio só começa no fim de outubro ou início de novembro, dependendo da região.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Conservadora na previsão de soja do Brasil, Conab vê salto na safra de milho

    Por José Roberto Gomes e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, deve se manter estável ou mesmo cair ante o ciclo anterior, com rendimentos menores atenuando o aumento de área, afirmou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Se foi conservadora na previsão de safra de soja, na comparação com as expectativas do mercado, a Conab apontou salto de mais de 10 por cento na colheita de milho, o que pode garantir uma produção recorde de grãos e oleaginosas no atual ciclo.

    Em seu primeiro levantamento para a safra vigente, a Conab estimou uma colheita de soja entre 117,04 milhões e 119,42 milhões de toneladas, ante históricos 119,28 milhões em 2017/18.

    Em recente pesquisa da Reuters, analistas e consultorias apostaram em uma safra maior, próxima a 120,40 milhões de toneladas, no Brasil, o maior exportador global da commodity.

    A quantidade apontada pela Conab também fica aquém dos 120,5 milhões de toneladas reafirmados nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório mensal de oferta e demanda. [nL2N1WR0RX]

    Conforme a Conab, a estimativa menos otimista que a do mercado leva em conta uma possível queda na produtividade, para 3,30 toneladas por hectare (-2,7 por cento), apesar de a área poder crescer para um recorde entre 35,44 milhões e 36,17 milhões de hectares, de 35,15 milhões em 2017/18.

    'A área projetada de soja está em linha com as nossas expectativas e sugere que, se as condições climáticas permitirem, podemos ter uma safra 2018/19 recorde no Brasil, com produção acima dos 122 milhões de toneladas', avaliou o analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti.

    A soja é a principal cultura agrícola do Brasil e item de grande peso na pauta de exportação do país. Segundo a Conab, a expansão no plantio reflete os ganhos obtidos pelos sojicultores neste ano marcado por grande apetite chinês e alta do dólar.

    'A soja, pela sua demanda, é um produto com forte liquidez e a despeito das expectativas da grande safra norte-americana, os preços ainda estão em patamares considerados remuneradores pelos produtores', afirmou a estatal em relatório.

    'O ambiente que antecede as eleições, combinado com a volatilidade do dólar, tem proporcionado um quadro de suporte dos preços no âmbito interno, reforçando a aposta dos produtores no incremento de área para a oleaginosa', acrescentou a Conab.

    Atualmente, a referência do Cepea, da Esalq/USP, para a saca de soja está perto de 90 reais, contra 70 reais há um ano. Em contrapartida, os preços da commodity na Bolsa de Chicago trabalham no terreno de 8 dólares por bushel, perto do menor nível em uma década, em razão da disputa entre Estados Unidos e China.

    SAFRA RECORDE

    Embora as perspectivas da Conab para a safra de soja vigente sejam mais tímidas, a tendência é de que produção total de grãos e oleaginosas do Brasil cresça ante 2017/18, podendo atingir um recorde, graças ao milho, cultura que no último ano foi prejudicada por uma área plantada menor e condições climáticas adversas.

    A produção total de milho do Brasil em 2018/19 deve atingir algo entre 89,73 milhões e 91,08 milhões de toneladas, contra 80,78 milhões de toneladas em 2017/18, oferta esta que permitiria ao país exportar um volume recorde do cereal.

    Do total previsto, entre 26 milhões e 27,35 milhões de toneladas devem ser de milho primeira safra, em plantio, e 63,73 milhões, de segunda. Os números ainda podem variar sensivelmente, uma vez que a chamada 'safrinha' só é plantada após a colheita de soja.

    A área plantada com o cereal deve variar de 16,60 milhões a 16,82 milhões de hectares --de 16,63 milhões em 2017/18-- sendo de 5,05 milhões a 5,27 milhões de hectares na safra de verão.

    Dessa forma, graças ao milho, a Conab prevê uma produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19 entre 233,55 milhões e 238,64 milhões de toneladas, versus 227,81 milhões de toneladas no ano anterior. Caso o limite superior das estimativas se concretize, ultrapassaria o volume histórico de cerca de 237 milhões de toneladas visto em 2016/17.

    'Se nós tivermos um clima ideal... Nós poderemos ter a maior safra brasileira de grãos', destacou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em coletiva de imprensa em Brasília.

    Segundo o órgão do governo, a área plantada total neste ano deve variar de 61,87 milhões a 63,14 milhões de hectares, contra 61,73 milhões em 2017/18.

    (Por José Roberto Gomes, em São Paulo, e Jake Spring, em Brasília; com reportagem adicional de Roberto Samora)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Puxada por milho, safra de grãos 2018/19 do Brasil tem potencial de recorde, diz Conab

    Puxada por milho, safra de grãos 2018/19 do Brasil tem potencial de recorde, diz Conab

    Por José Roberto Gomes e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil deve se manter estável ou mesmo cair ante o ciclo anterior, mas ainda assim o país tem potencial para colher um volume recorde de grãos e oleaginosas na atual temporada graças à recuperação das lavouras de milho, afirmou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Em seu primeiro levantamento para a safra vigente, o órgão estimou uma colheita de soja entre 117,04 milhões e 119,42 milhões de toneladas, ante 119,28 milhões de toneladas em 2017/18.

    Em recente pesquisa da Reuters, analistas e consultorias apostaram em uma safra próxima a 120,40 milhões de toneladas no Brasil, o maior exportador global da commodity.

    Conforme a Conab, a estimativa conservadora leva em conta uma potencial produtividade menor, na casa de 3,30 toneladas por hectare (-2,7 por cento), apesar de a área poder crescer para um recorde de 36,17 milhões de hectares, de 35,14 milhões em 2017/18.

    A soja é a principal cultura agrícola do Brasil e item de grande peso na pauta de exportação do país.

    Embora as perspectivas da Conab para a safra vigente da oleaginosa sejam tímidas, a tendência é de que produção total de grãos e oleaginosas cresça ante 2017/18 graças ao milho, cultura que no último ano foi prejudicada por uma área plantada menor e condições climáticas adversas.

    A produção total de milho do Brasil em 2018/19 deve atingir algo entre 89,73 milhões e 91,08 milhões de toneladas, contra 80,78 milhões de toneladas em 2017/18. A maior oferta, inclusive, deve permitir ao país exportar um recorde do grão nesta temporada.

    Dessa forma, a Conab prevê uma produção total de grãos e oleaginosas em 2018/19 entre 233,55 milhões e 238,64 milhões de toneladas, versus 227,81 milhões de toneladas no ano anterior. Caso o limite superior das estimativas se concretize, ultrapassaria o volume histórico de cerca de 237 milhões de toneladas visto em 2016/17.

    'Se nós tivermos um clima ideal... Nós poderemos ter a maior safra brasileira de grãos', destacou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em coletiva de imprensa em Brasília.

    Segundo o órgão do governo, a área plantada total neste ano deve variar de 61,87 milhões a 63,14 milhões de hectares, contra 61,73 milhões em 2017/18.

    (Por José Roberto Gomes, em São Paulo, e Jake Spring, em Brasília)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Produção de soja do Brasil em 2019 deve igualar recorde de 2018, diz Abiove

    Produção de soja do Brasil em 2019 deve igualar recorde de 2018, diz Abiove

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de soja do Brasil em 2019 deverá alcançar 119,50 milhões de toneladas, estável na comparação com o volume recorde revisado de 2018, projetou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), na primeira estimativa para a nova safra.

    Até o mês passado, a Abiove previa uma safra de 118,8 milhões de toneladas para 2018, com colheita encerrada há alguns meses.

    Por ora, produtores estão no meio do plantio da nova temporada, cuja colheita tende a começar na virada de 2018 para 2019 --o calendário considerado pela Abiove vai de janeiro a dezembro e, portanto, difere do ano-safra 2018/19, de julho deste ano a junho do próximo.

    Ainda conforme a entidade, os embarques pelo maior exportador global da oleaginosa devem alcançar 71,90 milhões de toneladas em 2019, abaixo do recorde de 77 milhões no ano anterior.

    As vendas brasileiras foram impulsionadas neste ano pela crescente disputa comercial entre Estados Unidos e China, que culminou com Pequim taxando a soja norte-americana. A medida levou compradores chineses a se voltarem com força para o produto brasileiro.

    Embarques menores em 2019, contudo, devem contribuir para o aumento dos estoques domésticos. A Abiove prevê reservas de 3,765 milhões de toneladas ao término do ano que vem, contra 1,465 milhão em 2018.

    Quanto às importações de soja, a entidade estima compras de 300 mil toneladas em 2019, estável ante 2018 --em 2017, foram 254 mil toneladas.

    A Abiove também previu processamento de 43,2 milhões de toneladas de soja no ano que vem, levemente abaixo na comparação com os 43,6 milhões estimados para 2018, um recorde. Em 2017, o processamento somou 41,8 milhões de toneladas.

    DERIVADOS

    A associação prevê produção de 32,6 milhões de toneladas de farelo de soja pelo Brasil em 2019, queda de 0,6 por cento na comparação anual.

    No caso do óleo de soja, a fabricação também tende a recuar 0,6 por cento, para 8,6 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    De olho em qualidade, chineses buscam assegurar oferta de minério de ferro da Vale

    Por Muyu Xu e Manolo Serapio Jr

    DALIAN (Reuters) - Siderúrgicas chinesas e comerciantes estão correndo para assegurar contratos de longo prazo para minério de ferro de alta qualidade antes de cortes de produção no inverno, o que tem beneficiado a principal fornecedora do produto, a gigante brasileira da mineração Vale.

    A China, maior consumidora global de minério de ferro, utilizado na produção de aço, precisa do produto de maior qualidade, menos poluente, para seguir uma luta contra a poluição em suas cidades.

    Essa demanda evidencia como a prolongada guerra à poluição da China está mexendo com os mercados globais de minério de ferro.

    A corrida por contratos de minério de ferro de alta qualidade está ganhando ritmo conforme a China busca estabelecer limites de produção em unidades ao norte do país pelo segundo inverno consecutivo.

    A cidade de Tangshan, maior produtora de aço, está buscando cortar até 70 por cento da produção das usinas com base nas emissões de carbono de cada unidade.

    O Hebei Jingye Group, uma usina de aço de médio porte em Hebei, está em busca de um contrato com a Vale para fornecimento de minério de ferro de alto teor em 2019, disse um representante da companhia.

    Ela já fechou em 2018 um contrato para 1,5 milhão de toneladas por finos de minério de ferro da Vale conhecidos como Brazilian Blend, ou BRBF, com 63 por cento de ferro.

    'Nós já nos arrependemos de não ter comprado mais BRBF. Mesmo que nós não utilizemos tudo, ainda podemos vendê-lo no mercado spot e fazer muito dinheiro, uma vez que os preços subiram muito', disse Jia Zhanhui, que compra matérias-primas para o grupo Jingye.

    A Vale, maior mineradora de minério de ferro do mundo, disse que está ficando sem oferta imediata de alguns de seus produtos de maior teor devido à forte demanda da China.

    'As empresas chinesas estão buscando contratos de mais longo prazo conosco devido à qualidade', disse o diretor-executivo de ferrosos e carvão da Vale, Peter Poppinga, nos bastidores de uma conferência do setor na China.

    'Nós já vendemos tudo de Carajás', disse Poppinga, referindo-se a um dos projetos de minério de ferro de alta qualidade da companhia, no Pará, com cerca de 65 por cento de ferro.

    'Nós vamos alocar Carajás de acordo com contratos de longo prazo e com algumas oportunidades no mercado spot', adicionou.

    A Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, nesta semana.

    QUATRO GIGANTES

    A Vale, que faz parte do grupo das quatro maiores mineradoras globais, deve ser a que mais vai se beneficiar da crescente mudança da China rumo a matérias-primas menos poluentes, devido a seus produtos de maior teor.

    A companhia disse na quinta-feira que está buscando expandir seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, para atender à demanda chinesa.

    'Se você tem um contrato de longo prazo com a Vale em mãos agora, é fácil para você vender no mercado com 5,5 dólares extras por tonelada além dos preços acertados no contrato', disse um comerciante de minério de ferro do Zheshang Development Group, sob a condição de anonimato.

    O preço do minério de ferro com teor de 65 por cento com origem no Brasil subiu 20 por cento desde março, para 96,80 dólares a tonelada na quinta-feira. Seu prêmio sobre os finos de minério de ferro com teor de 62 por cento atingiu um recorde de 29 dólares neste mês.

    'Há uma preocupação de que a oferta de material de alta qualidade não seja suficiente para atender à demanda do mercado, então as pessoas estão fazendo pré-pedidos para assegurar os embarques', disse o operador do grupo Zheshang.

    Enquanto isso, outras mineradoras como a Fortescue Metals Group dizem que o apetite por produtos de menor qualidade segue robusta.

    A presidente-executiva da Fortescue, Elizabeth Gaines, disse que os clientes da companhia estão buscando contratos de mais longo prazo para seu minério de ferro, principalmente com teor de 58 por cento, à medida que usinas buscam reduzir custos ao misturar o material com minério de ferro de maior teor.

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    BRF enfrenta crescente competição por milho com indústria de etanol

    Por Marcelo Teixeira

    SÃO PAULO (Reuters) - A brasileira BRF, uma das maiores produtoras de carne suína e de aves do mundo, tem enfrentado crescente competição pela oferta de milho, principal matéria-prima da companhia, com o aumento da produção de etanol de milho no Centro-Oeste, disse o presidente da companhia nesta quarta-feira.

    Pedro Parente afirmou em São Paulo que a situação coloca desafios adicionais para a empresa assegurar matéria-prima para ração a custos razoáveis.

    O etanol de milho é uma tendência relativamente nova no Brasil, mas tem tido um desenvolvimento rápido em Mato Grosso, Estado que é o principal produtor de grãos do Brasil, também um dos maiores exportadores do cereal.

    A companhia já está utilizando ingredientes alternativos para a produção de ração, como os grãos secos por destilação (DDGs, na sigla em inglês), subproduto da fabricação de etanol de milho.

    'Temos visto um aumento no consumo de milho pelos produtores de etanol em Mato Grosso e Goiás, onde eles se tornaram consumidores relevantes de milho', disse Parente em uma apresentação em seminário organizado pela corretora e consultoria INTL FCStone em São Paulo.

    O presidente da BRF estimou que os fabricantes de etanol já estavam usando entre 10 e 15 por cento da oferta nesses Estados, onde a indústria tem plantas de processamento e opera com os produtores de frango e suínos integrados.

    Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, mas tradicionalmente produz o combustível a partir da cana-de-açúcar.

    Novos investimentos no Centro-Oeste, no entanto, estão aumentando a participação do etanol produzido a partir do milho em volumes totais.

    O diretor financeiro da BRF, Elcio Ito, disse que a empresa começou a adicionar DDGs, que é rico em proteína, como um ingrediente alternativo para rações.

    Ele disse que os DDGs competem com o farelo de soja em custo nas áreas onde as usinas de etanol de milho operam, então a BRF compra os DDGs quando eles são mais baratos que o farelo de soja e dependendo do tipo de ração que precisam produzir.

    A BRF está lutando para superar a proibição imposta pela União Europeia devido a questões sanitárias.

    Parente disse que a empresa atualmente tem altos estoques de peito de frango, produto que costumava exportar amplamente para a Europa, como resultado da proibição.

    O presidente-executivo disse que a empresa está vendendo o peito de frango em alguns mercados selecionados a preços mais baixos para reduzir os estoques.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa

    Indústria vê queda na produção de ração no Brasil no 1º semestre e perspectiva negativa

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção de rações e sal mineral do Brasil provavelmente fechou o primeiro semestre em queda, e as perspectivas para o ano, que inicialmente eram de um crescimento de até 3 por cento, agora são mais turvas, avaliou um representante da indústria em entrevista à Reuters.

    A redução nas expectativas de produção e exportação de carnes pelo Brasil, em meio a uma economia fragilizada e diante de alguns embargos internacionais --como o imposto pela União Europeia ao frango--, tem tido consequência direta no total produzido de ração.

    Enfrentando custos mais altos com matérias-primas como milho e farelo de soja, a indústria de carnes não tem conseguido repassá-los aos seus preços. Além disso, o setor ainda sofre os impactos da paralisação dos caminhoneiros em maio.

    'Toda a expectativa, lamentavelmente, não se deu. No primeiro semestre, a sensação é de recuo na produção de ração', disse o vice-presidente-executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, observando que não poderia adiantar os números dos primeiros seis meses, pois eles não estão fechados.

    A produção de ração do Brasil somou um recorde de cerca 68,6 milhões de toneladas no ano passado, segundo o Sindirações, entidade que representa a indústria, enquanto o volume produzido de sal mineral atingiu 2,8 milhões de toneladas.

    Em abril, após o embargo à carne de frango do Brasil pela UE, Zani ainda tinha uma visão de que poderia haver algum crescimento na produção, ainda que menor do que o previsto inicialmente. Mas o cenário agora está pior.

    'Colocando uma pequena dose de otimismo, quem sabe a gente empata (a produção de ração com 2017). Se empatar, vamos celebrar', disse ele, contabilizando nesta conta a produção de ração e a de sal mineral.

    'É possível que haja retrocesso', alertou o dirigente, ponderando que, excluindo o sal mineral, que tem tido um melhor desempenho em 2018, o cenário é mais negativo para a indústria.

    A conjuntura desse setor é um importante indicador para a agricultura, uma vez que 60 por cento ração é feita com milho e pouco mais de 20 por cento do produto é composto por farelo de soja. Uma queda na produção poderia ampliar os estoques de milho, por exemplo.

    Segundo Zani, é possível alguma recuperação no segundo semestre, mas ainda em ritmo insuficiente para um crescimento do setor em 2018, após a indústria de carnes do Brasil, o maior exportador mundial de frango, passar a estimar em agosto uma queda de até 2 por cento em volume de produção e reduzir previsão de aumento da produção de carne suína para apenas 1 por cento.

    Outro fator que tem influenciado negativamente a produção de rações é o custo das matérias-primas. No caso do milho, uma quebra de safra sustentou as cotações, além do câmbio, que tem ajudado também nas cotações do farelo de soja.

    O farelo de soja, por sua vez, tem registrado volumes de exportação recorde, o que ajuda reduzir estoques em momento de demanda menor pela indústria brasileira. O preço da soja subiu diante da demanda histórica da China pelo grão.

    O preço do milho, segundo o indicado Esalq/BM&FBovespa, está cotado em 40,87 reais por saca, alta de cerca de 40 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a soja, matéria-prima do farelo, está oscilando perto dos maiores níveis da história.

    Não bastasse a alta dos custos das matérias-primas, a indústria brasileira está enfrentando despesas adicionais com transporte, após a implementação da tabela de frete rodoviário, criada na esteira da paralisação dos caminhoneiros em maio.

    Os bloqueios nas estradas, aliás, causaram mortandade de animais que impactaram negativamente na demanda de ração neste ano, lembrou Zani.

    (Por Roberto Samora)

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    Brasil eleva previsão de safra de café para recorde de quase 60 mi sacas

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de café do Brasil em 2018 foi estimada nesta terça-feira em recorde de 59,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 3,2 por cento na comparação com o número apurado no levantamento anterior, divulgado em maio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    O terceiro levantamento oficial de safra de café do maior produtor e exportador global da commodity apontou um aumento de 33,2 por cento na colheita ante 2017, com a Conab citando boas condições climáticas e bienalidade positiva do arábica em 2018.

    Soma-se a isso o uso de mais tecnologias pelo setor, que tem ajudado cafeicultores a conseguir produtividades recordes, disse a Conab.

    'Nunca vimos uma safra como esta', disse Silvio Farnese, diretor do departamento de Café, Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério de Agricultura, acrescentando que, além do grande volume, a qualidade é muito boa.

    A produção brasileira recorde deste ano tem pressionado os contratos futuros de café, que nesta terça-feira atingiram mínimas de mais de 12 anos. Representantes dos agricultores estão buscando soluções junto à indústria para atravessar este momento difícil.

    A colheita supera com folga o último ano de bienalidade positiva do Brasil, em 2016, quando a colheita total somou 51,37 milhões de sacas.

    A produção de café arábica do Brasil, que representa a maior parte do total, foi projetada em 2018 em 45,9 milhões de sacas, ante 44,33 milhões na previsão de maio. Na comparação com 2017 (ano de baixa produtividade do arábica), o aumento é de 34,1 por cento.

    A produção de café robusta (conilon) do país em 2018 foi estimada em cerca de 14 milhões de sacas, ante 13,7 milhões na previsão anterior. A Conab apontou um aumento de 30 por cento ante o ano passado, quando as lavouras ainda se recuperavam de uma seca.

    A produtividade média do arábica na atual safra foi estimada em 30,74 sacas por hectare, um recorde histórico, sendo 33 por cento maior do que aquela obtida em 2017.

    Já a produtividade média brasileira do robusta foi estimada em 38 sacas/hectare, um incremento de 35,3 por cento em relação a 2017, também um recorde histórico.

    Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, teve colheita estimada em 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica.

    'O aumento estimado para essa safra é em razão do aumento da produtividade, decorrente das boas condições climáticas, além do uso de irrigação e da bienalidade positiva.'

    No Espírito Santo, a produção estimada chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

    Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. Outro Estado que apresentou bons resultados foi a Bahia, com produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica, segundo a Conab.

    Em Rondônia, a produção deve somar 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos seis anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

    A área total de cafezais em formação e em produção em todo o país deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 1,86 milhão de hectares em produção.

    A Conab apontou redução de área total na ordem de 2,3 por cento ante 2017.

    Quando a Conab realizou o levantamento, em agosto, o Brasil já havia colhido grande parte da safra.

    2019

    Farnese disse que as perspectivas para a safra de 2019 ainda são difíceis de se avaliar.

    A produção provavelmente será menor devido ao ano de baixa no ciclo do arábica, disse ele.

    'Mas se você tiver um bom nível de chuvas após a florada, ainda poderemos ter uma boa safra (ano que vem)', afirmou ele.

    As primeiras floradas para a safra do ano que vem já aconteceram em várias regiões.

    O diretor do ministério disse que os agricultores brasileiros ainda podem obter lucros a preços correntes e não vê a necessidade do governo lançar planos como as opções públicas de venda usadas em 2010.

    Se os preços estão em mínimas históricas em dólares no mercado internacional, em reais a situação é um pouco melhor, justamente pelo efeito do câmbio.

    (Por Roberto Samora e Marcelo Teixeira, em São Paulo, e Jake Spring em Brasília)

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    Brasil direciona quase 80% da exportação de soja para China de janeiro a agosto

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil para a China somaram 50,9 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume que representa 78,8 por cento de toda a oleaginosa exportada pelos brasileiros no período, à medida que o gigante asiático evita comprar o produto dos EUA devido a uma tarifa de 25 por cento.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura, que apontou também que as exportações totais do Brasil nos oito primeiros meses de 2018 somaram um recorde de 64,6 milhões de toneladas, versus 56,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2017.

    De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas, o que representou uma fatia de cerca de 77,5 por cento de tudo o que o país exportou no período.

    As exportações brasileiras de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, estão estimadas em 76 milhões de toneladas em 2017/18, resultando em estoques finais mínimos, o que indica que o país não terá muito mais soja para ofertar aos chineses nos próximos meses, até a entrada da nova safra, a partir de janeiro.

    Buscando evitar a soja dos EUA, taxada em 25 por cento pelos chineses desde julho, em meio a uma guerra comercial, a China já deu mostras de que busca alternativas.

    Nesta semana, a China reduziu sua previsão de importações anuais de soja no ano-safra que começa em 1º de outubro para 83,65 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões de toneladas na previsão anterior, planejando recorrer a outros produtos para fabricar ração animal.

    O ministério brasileiro informou ainda que, de janeiro a agosto, as exportações de soja, o principal produto exportado pelo país, somaram 25,72 bilhões de dólares, alta de 20 por cento na comparação anual.

    O governo relatou também que as exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30 por cento do valor total exportado em produtos do agronegócio brasileiro (68,52 bilhões de dólares, de janeiro a agosto), o que ressalta a dependência brasileira da China no comércio global.

    O gigante asiático comprou sozinho, de janeiro a agosto, 42,7 por cento da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que atingiu um recorde de 119,3 milhões de toneladas.

    Já as exportações de farelo de soja também atingiram volume recorde, com 11,8 milhões de toneladas de janeiro a agosto, gerando divisas de 4,69 bilhões de dólares (+32 por cento), de acordo com o ministério. O produto, no entanto, teve como principal destino a União Europeia.

    RECORDE DE CARNE

    Segundo o ministério, a China também adquiriu 41,7 por cento da quantidade total exportada pelo Brasil de celulose e quase 20 por cento da quantidade exportada de carne bovina in natura.

    A propósito, a quantidade de carne bovina in natura comercializada para o exterior apresentou recorde mensal em agosto, com 144,42 mil toneladas negociadas, aumento de 17,6 por cento, e crescimento de 13,5 por cento em valor (590 milhões de dólares), conforme a Reuters antecipou no início do mês.

    A alta foi registrada apesar da queda do preço médio (- 3,5 por cento), segundo o ministério.

    Os principais destinos foram a China, com 33,3 mil toneladas (+23 por cento), e Hong Kong, com 26,6 mil toneladas (+18 por cento) da carne bovina in natura.

    (Por Roberto Samora)

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    Brasil e Austrália vão combater eventual subsídio da Índia à exportação de açúcar

    Por Marcelo Teixeira

    SÃO PAULO (Reuters) - Grupos que representam as indústrias de açúcar do Brasil e da Austrália estão coordenando estudos junto a seus governos para questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) um possível subsídio à exportação de açúcar na Índia.

    O diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-açúcar, Eduardo Leão, disse à Reuters que os dois países alcançaram um consenso sobre a necessidade de agir no nível da OMC se a Índia avançar rumo ao estabelecimento de um subsídio à exportação de açúcar.

    O movimento pode ser realizado no momento em que a Índia caminha para superar o Brasil como maior produtor global de açúcar na temporada 2018/19.

    A Unica vê subsídios como uma ameaça à recuperação dos preços globais do adoçante.

    Analistas e operadores do setor de açúcar esperam que a Índia adote tal movimento em breve, uma vez que o país pretende colocar no mercado um grande excedente de oferta doméstica resultante de uma safra recorde neste ano. E há previsões de produção elevada novamente na próxima temporada, com o setor ampliando a produção com o apoio do governo.

    'Nós ouvimos comentários de que a Índia pode anunciar um novo subsídio à exportação', disse Leão. 'Isso não é admissível, nós vamos buscar uma ação do governo brasileiro', adicionou.

    Os preços do açúcar bruto em Nova York se recuperaram nos últimos dias após tocarem uma mínima de 10 anos de 9,91 centavos de dólar em 22 de agosto, com projeções de dois anos de excesso de oferta e elevadas posições vendidas de fundos pressionando as cotações.

    O Ministério de Comércio da Índia não comentou de imediato.

    Autoridades indianas disseram mais cedo que as exportações de açúcar do país não violam as regras da OMC porque o governo não garante qualquer subsídio às vendas externas. Ao invés disso, a Índia concede subsídios para produtores de cana-de-açúcar.

    O diretor da Unica disse que há conversas em andamento com representantes da indústria de açúcar da Austrália para uma estratégia conjunta na OMC se for necessário.

    Não houve um comentário imediato da associação da indústria australiana.

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