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    Previsão para safra de soja do Brasil cai mais; mercado monitora RS e Matopiba

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil tende a cair quase 4 por cento ante o recorde do ciclo anterior, refletindo o tempo adverso de dezembro e janeiro, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta terça-feira, enquanto o mercado aguarda a colheita de áreas de cultivo tardio, como o Rio Grande do Sul e a fronteira agrícola Matopiba.

    De acordo com a média de 12 estimativas de consultorias e demais entidades do setor, o Brasil deve colher neste ano 114,6 milhões de toneladas de soja, após históricos 119,3 milhões em 2017/18.

    A projeção é ainda mais baixa que os 117 milhões de toneladas da pesquisa anterior, de janeiro, e bem aquém dos 120,8 milhões considerados em novembro, antes dos efeitos do tempo desfavorável.

    A atual temporada começou com prognósticos extremamente positivos diante de chuvas regulares no plantio, que alcançou um recorde em torno de 36 milhões de hectares. Mas a estiagem e o forte calor a partir de dezembro afetaram a soja em plena fase de enchimento de grãos, e o mercado como um todo passou a rever suas previsões para o maior exportador mundial da oleaginosa.

    Com perdas já consolidadas em diversas áreas, o foco agora se volta para as plantações que geralmente têm colheita mais tardia, a partir de março.

    'A possibilidade de revisarmos para baixo nos próximos meses é que será preciso monitorar potenciais perdas em regiões onde tradicionalmente a semeadura é mais tardia, e as lavouras estão em estágios em que ainda necessitam de chuvas para não terem perdas por estresse hídrico. Essas regiões seriam principalmente Rio Grande do Sul e Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia)', resumiu o analista Victor Ikeda, do Rabobank.

    A instituição, que na pesquisa anterior previa uma safra de 117 milhões de toneladas, agora espera 115 milhões.

    Volume semelhante é estimado pela Safras & Mercado, que também mantém o alerta para a soja gaúcha e a do Matopiba.

    'As produtividades médias destes Estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes, principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente', segundo a Safras.

    Pelos dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, pelo menos até o início de março as precipitações ficarão acima da média em todo o Matopiba, enquanto no Rio Grande do Sul a situação inspira atenção. Em algumas áreas, a expectativa é de precipitações abaixo do esperado para esta época do ano.

    Até a última quinta-feira, a colheita de soja do Brasil havia avançado para 36 por cento da área, segundo a consultoria AgRural, que apontou também que mais de dois terços da área de Mato Grosso, maior produtor nacional, já havia sido colhida.

    (Por José Roberto Gomes)

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    EXCLUSIVO-FBI investiga executivos da Vitol nas Américas por caso no Brasil, dizem fontes

    Por Brad Brooks

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O FBI está investigando os dois principais executivos da trading Vitol nas Américas, por suspeita de conexão com um caso de propina no Brasil envolvendo negócios com a Petrobras, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters.

    Mike Loya, chefe da Vitol nos Estados Unidos, com base em Houston, e Antonio Maarraoui, chefe da empresa para América Latina e o Caribe, estão sob investigação do FBI, disseram as fontes, falando em condição de anonimato.

    Os promotores brasileiros já alegam que os dois tinham conhecimento direto de um esquema de propina envolvendo a Vitol e a Petrobras.

    Com sede em Londres, a Vitol, maior operadora independente de petróleo do mundo, disse que tem uma política de tolerância zero para suborno e corrupção. Nem Loya nem Maarraoui responderam aos pedidos de comentários por e-mail.

    John Marzulli, porta-voz do promotor norte-americano do Distrito Leste de Nova York, Richard Donoghue, recusou-se na quarta-feira a confirmar ou negar que uma investigação com foco nos executivos está em andamento.

    O escritório de relações com a mídia do FBI declarou por e-mail que 'não confirma nem nega a existência das investigações'.

    A ação do FBI é o segundo sinal recente de que autoridades norte-americanas estão intensificando investigações na fraude comercial, um caso que é o mais recente desdobramento da operação Lava Jato.

    Na última semana, a Reuters noticiou que o Departamento de Justiça norte-americano estava investigando um ex-negociante de petróleo para a Petrobras baseado nos EUA, já acusado no Brasil, por participar de esquema de corrupção envolvendo as empresas de commodities Vitol, Glencore e Trafigura.

    O trader, Rodrigo Garcia Berkowitz, de 39 anos, está cooperando com as autoridades dos EUA na investigação e pode enfrentar acusações nos Estados Unidos, disseram fontes.

    Procuradores brasileiros disseram que Loya e Maarraoui tinham conhecimento direto de um esquema de propina da Vitol com a Petrobras.

    Eles ainda não enfrentam acusações no Brasil. Não se soube de imediato se estavam sendo acusados nos Estados Unidos.

    Concorrentes da Vitol, Trafigura e Glencore se recusaram a comentar a investigação norte-americana.

    A Glencore reiterou declarações prévias de que está cooperando com as autoridades brasileiras. A Trafigura declarou levar as alegações a sério. Todas as empresas foram suspensas de negociações com a Petrobras.

    A Petrobras disse que 'vem cooperando estreita e constantemente com as autoridades que investigam assuntos relacionados à Operação Lava Jato e assim continuará fazendo'.

    A empresa afirmou previamente que é vítima no suposto esquema de corrupção.

    (Com reportagem adicional de Gary McWilliams em Houston e Julia Payne em Genebra)

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    EXCLUSIVO-Depósito judicial da Bayer por soja fica abaixo do acordado, dizem produtores de MT

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A gigante do agronegócio e químicos Bayer depositou em juízo uma parcela inferior à determinada pela Justiça em um caso envolvendo pagamento de royalties da semente de soja transgência Intacta RR2 Pro, disseram produtores.

    De acordo com um documento visto pela Reuters, de julho a dezembro do ano passado, foram depositados 11,22 milhões de reais em royalties, um valor ínfimo perto do total pago à empresa pelos produtores de soja de Mato Grosso pela aquisição da semente.

    Os depósitos, informados à 2ª Vara Federal Cível em Mato Grosso, representam 'apenas' 4 por cento do total pago pelos agricultores, disse a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT).

    O caso é mais um capítulo do processo iniciado após a Aprosoja-MT mover uma ação contra a companhia pedindo o cancelamento da patente da Intacta, que pertencia à antiga Monsanto, companhia adquirida no ano passado pela Bayer.

    No fim de 2017, a Aprosoja-MT foi à Justiça Federal, alegando que o registro da patente não estaria cumprindo os requisitos legais previstos na Lei de Propriedade Industrial.

    Em julho último, o juiz responsável pelo caso ordenou que os royalties pagos pelos sojicultores fossem depositados pela Bayer em juízo até o fim do litígio da patente, algo estimado em 800 milhões de reais pelos produtores, considerando-se não só os da Aprosoja-MT.

    A decisão vale apenas para a Intacta RR2 Pro, cuja proteção vai até outubro de 2022.

    Em sua petição, a Bayer, ainda usando a nomenclatura Monsanto, disse que depositou entre 13 de julho, dias após a decisão judicial, e 31 de outubro um total de 8,07 milhões de reais, enquanto de 1º de novembro a 31 de dezembro, outros 3,15 milhões de reais.

    'A Monsanto vem, por intermédio da presente manifestação, apresentar o comprovante de depósito judicial... referente ao percentual de 4 por cento da receita líquida dos royalties referente à exploração da patente PI0016460-7 pagos pelos produtores rurais associados', informou em sua petição.

    Procurada para se pronunciar sobre o assunto, a Bayer não comentou a irregularidade apontada pelos produtores, frisando que 'depositou o valor dos royalties em juízo, em cumprimento à decisão judicial'.

    A Bayer disse ainda que 'permanece segura quanto à validade de suas patentes e dos demais direitos relativos à tecnologia Intacta RR2 Pro'.

    'É importante reiterar que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento desta tecnologia, há apenas cinco safras. Esta inovação é reconhecida por dezenas de milhares de produtores rurais que optaram por utilizá-la em razão dos benefícios trazidos pela mesma', disse a Bayer em nota.

    Também em comunicado, a Aprosoja-MT disse que 'enquanto os produtores rurais seguiram cumprindo sua parte realizando os pagamentos, novamente a empresa demonstra desrespeito e falta de transparência não realizando o pagamento conforme determinado pelo Judiciário'.

    Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil, devendo colher neste ano mais de 30 milhões de toneladas da oleaginosa, ou mais de um quarto do total nacional.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ENFOQUE-Incerteza ronda safrinha de milho do Brasil por perdas na soja e tributo em MT

    Por José Roberto Gomes

    CUIABÁ (Reuters) - As perspectivas favoráveis para a segunda safra de milho do Brasil, a safrinha, começam a se turvar diante de incertezas quanto ao desenrolar climático, após a seca e o intenso calor castigarem a soja, ao passo que uma nova tributação em Mato Grosso enfurece produtores, com impacto maior previsto na semeadura de 2020.

    Por ora, a avaliação entre especialistas e produtores ouvidos pela Reuters é de que a janela para o plantio do cereal permanece favorável, uma vez que a colheita de soja avança a passos largos --na segunda safra, o milho é plantado após a retirada da oleaginosa dos campos. Mas preocupações aparecem, com o clima ainda irregular em partes do país.

    'Estamos pensando em dar uma alongada nos materiais para dar tempo de se recuperar (a condição climática)... Há risco de se reduzir a área (de milho), mas depende do clima', afirmou João Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Goiás, o quarto maior Estado produtor de milho safrinha do Brasil.

    O Brasil é o terceiro maior produtor de milho e o segundo maior exportador do cereal, tendo na safrinha o grosso da produção anual. Conforme o levantamento mais recente da Conab, a segunda safra em 2018/19 deve alcançar 63,7 milhões de toneladas, ou cerca de 70 por cento do total esperado.

    'Tem gente diminuindo a área', disse Flávio Faedo, produtor de soja e milho na região de Rio Verde (GO).

    Segundo ele, há quem destinará maior parcela de área que inicialmente seria destinada ao milho para outros tipos de culturas de rotação, como crotalária. Ele próprio disse que, após 2,2 mil hectares com soja, semeará em torno de 75 por cento disso com milho --o restante deve ser ocupado com capim braquiária.

    Os comentários vão ao encontro do que o presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antonio Chavaglia, disse na semana passada à Reuters, de que o plantio da segunda safra na região ainda está em aberto após o tempo adverso.

    No sudeste de Mato Grosso, a preocupação é a mesma --o Estado é o maior produtor brasileiro de milho.

    'Em uma normalidade, a plantadeira acompanha a colheitadeira, mas neste ano está truncado...', comentou Gilmar Provin, supervisor comercial da Cooaprima, cooperativa agropecuária de Primavera do Leste (MT), cujo quadro de quase 100 cooperados planta 120 mil hectares de soja e 83 mil de milho.

    'Vai ter problema', frisou Provin na semana passada, durante trecho da expedição técnica Rally da Safra, organizado pela Agroconsult e acompanhado pela Reuters, entre os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Ele lembrou que alguns agricultores estão 'plantando no pó', em áreas secas.

    PREOCUPAÇÃO

    'Esses problemas que tivemos na soja deixam o produtor mais receoso. Mas ainda temos uma boa janela para o milho. O que vemos é que os produtores atrasaram a negociação de insumos para a safrinha', afirmou Adriano Gomes, analista da AgRural.

    Maior exportador mundial de soja, o Brasil deu início ao plantio em setembro do ano passado com condições extremamente favoráveis, levando o mercado a apostar em uma safra recorde bem superior a 120 milhões de toneladas. Mas a estiagem e as altas temperaturas a partir de dezembro fizeram as previsões serem cortadas, com a Aprosoja Brasil prevendo uma quebra de 16 milhões de toneladas.

    'A melhor janela (de plantio) vai até o final de fevereiro. Se o clima não ajudar, se não for favorável... pode haver alguma revisão. Acredito que essa preocupação exista, sim. Por causa da quebra na soja, (o produtor) vai estar de olho, porque a safrinha é mais arriscada', disse a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, lembrando que o milho safrinha se desenvolve em um período de sazonal diminuição de chuvas.

    PRESSÃO À FRENTE

    Modelos climáticos apontam para chuvas irregulares em algumas regiões produtoras de milho safrinha do Brasil.

    De acordo com o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, fevereiro e março deverão ser de chuvas mais dentro da média nas faixas central e norte do Brasil.

    'Mas para o sul do Brasil, estou com medo de março, pois indica um mês com chuvas mais irregulares sobre o Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul. Vai pegar, infelizmente, a fase de pegamento de milho... Acendeu um alerta e está piscando forte', destacou.

    Essa área do Brasil mencionada por Santos foi, por sinal, a mais castigada pela estiagem que afetou a soja.

    'Caso se confirme isso, seria a terceira safra consecutiva de perdas no Paraná', disse o agrometeorologista, lembrando de problemas climáticos em anos anteriores.

    Nesta semana, o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura paranaense, citou certo estresse sobre o milho de segunda safra já plantado em Umuarama, no centro-oeste do Estado, bem como sobre a semeadura em Apucarana, no centro-norte, por falta de chuvas.

    TRIBUTAÇÃO

    Além do clima, produtores de Mato Grosso também estão preocupados com a inclusão do milho entre os produtos tributados pelo Fethab, um fundo criado em 2000 e voltado a investimentos em habitação e transporte. A medida relativa ao cereal foi aprovada no fim do mês passado.

    A base de cálculo do Fethab é a Unidade Padrão Fiscal (UPF), um indexador que corrige taxas cobradas pelo Estado. No caso do milho, o recolhimento será de 6 por cento do valor da UPF por tonelada enviada tanto a outras partes do país quanto ao exterior.

    Como Mato Grosso é um exportador, na prática haverá uma incidência de 50 centavos de real por saca de milho enviada, além do Funrural, o único tributo que incidia sobre o cereal até então, disse o vice-presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore.

    Para ele, a cobrança tende a desestimular o plantio da safrinha do ano que vem, já que a deste está praticamente planejada. Mesmo assim, há riscos.

    'Pode respingar em alguma área adjacente, de milho tardio... Daí o produtor pode expandir menos a área, fazer rotação de cultura', explicou.

    Segundo Cadore, áreas do médio-norte do Estado seriam as mais impactadas, já que por estarem mais longe dos centros de exportação no Sul e Sudeste, arcariam com custos ainda maiores.

    'A partir de 2020 isso pode inviabilizar o plantio da safrinha', comentou.

    Na mais recente mudança relativa ao Fethab, a tributação da soja sofreu pouca alteração, disse Cadore, ficando em 1,70 real por saca.

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    Abic registra aumento de 4,8% no consumo de café no Brasil; revê metodologia

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O consumo de café no Brasil cresceu 4,8 por cento no último ano, no maior ritmo desde 2006, e tende a avançar a taxas consistentes nos próximos anos, conforme a retomada econômica e mudanças de hábitos impulsionam a demanda doméstica pelo produto, disse a Abic nesta quarta-feira.

    Os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) agora levam em conta nova metodologia, que passou a desconsiderar o volume antes atribuído às empresas não cadastradas, como fazendas, cafeterias, vendas em feiras e demais comerciantes informais.

    Pelo novo método, o consumo de café somou 21 milhões de sacas no ano comercial que vai de novembro de 2017 a outubro de 2018. Pelo antigo, atingiria cerca de 23 milhões de sacas, segundo a Abic.

    'Era um número cheio de incertezas', afirmou o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

    Conforme os dados da associação, o consumo per capita de café em grão cru no Brasil, país que é o segundo maior consumidor mundial da bebida, foi de 6,02 kg em 2018, ante 5,81 kg no ano anterior.

    'Batemos um recorde de alta no consumo desde 2006. É um conjunto de fatores (para esse desempenho), mas, sem dúvida, temos o aumento do público consumidor, a melhora e a oferta de produtos diferenciados.... Hoje se toma café pela diferenciação, para combinar produtos, mudar formas de preparo... Acho que isso tudo explica o aumento do consumo de café', comentou.

    A tendência é de que, em meio a esse aumento do público consumidor e busca por novos tipos de produto, o consumo de café no Brasil tenha crescimento expressivo, de 3,5 por cento ao ano até 2021, segundo dados da Euromonitor usados pela Abic.

    Caso isso se confirme, o Brasil consumiria 21,7 milhões de sacas de café em 2019 e 23,3 milhões em 2021, pela nova metodologia.

    'Essa condição também está associada à retomada econômica, sem dúvida', destacou o diretor da Abic.

    Ainda segundo ele, o Sudeste segue como maior região consumidora de café do país.

    A maior parte do café produzido no Brasil, maior exportador global, é vendida ao exterior, um número que atingiu cerca de 35 milhões de sacas no ano passado.

    SAFRA

    Herszkowicz disse que as perspectivas são favoráveis para a safra de café deste ano no Brasil, o maior produtor e exportador mundial da commodity.

    'A safra tem tamanho bom. Somada com a do ano passado, as duas mais do que suprem convenientemente a exportação e o consumo interno. Em relação à qualidade, tende a ser bom, porque choveu na época certa... A safra tem bom tamanho para garantir bons negócios', disse, fazendo, contudo, ponderações quanto à oferta de robusta.

    'Preocupa um pouco esse calor excessivo no Espírito Santo. Com o calor excessivo, o fruto seca antes... E isso diminui a qualidade', comentou ele, acrescentando que a safra na Bahia e em Rondônia 'vai muito bem'.

    Espírito Santo, Bahia e Rondônia são os maiores produtores de robusta, ou conilon, usado no blend com o arábica e para solúveis.

    O Brasil deve produzir neste ano entre 50,5 milhões e 54,5 milhões de sacas de café, segundo projeção da estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), recorde para anos de baixa produção, marcados pela bienalidade negativa do arábica, a variedade mais cultivada no país. No passado, o país colheu mais de 60 milhões de sacas.

    Do total, entre 36,1 milhões e 38,1 milhões de sacas devem ser de arábica, enquanto a produção de robusta deve ficar entre 14,3 milhões e 16,3 milhões de sacas, segundo a Conab.

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    Produtor de soja em Goiás prevê margem ainda menor após estiagem

    Por José Roberto Gomes

    MINEIROS, Goiás (Reuters) - Os sojicultores do sudoeste de Goiás, principal área produtora do Estado, não descartam margens ainda menores na atual safra, uma vez que as perdas de produção em razão do tempo quente e seco devem limitar o volume disponível para negócios.

    Produtores do país todo já previam margens mais enxutas neste ano por causa de custos mais altos com fertilizantes e fretes, por exemplo, mas a situação é considerada agora menos atrativa em virtude da retração na colheita.

    'A redução de safra, por si só, já reduz a nossa margem', resumiu o produtor João Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Goiás e deve, segundo seus cálculos, registrar rendimentos de 5 a 10 por cento mais baixos no ciclo vigente.

    Técnicos do Rally da Safra, organizado pela Agroconsult, estão nesta semana em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, analisando lavouras e conversando com produtores. Por ora, as produtividades observadas são díspares, tendendo a serem menores ante 2017/18.

    A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de mais de 4 por cento na safra de soja de Goiás, o quarto maior produtor nacional da oleaginosa, após o clima adverso. A produtividade deve cair cerca de 7 por cento, segundo o governo.

    'Acredito que a margem será muito pouca. O custo de produção (por hectare) é de 45 sacas. Daí você soma o arrendamento, que é de mais de 12 sacas. Então você precisa de pelo menos uma média de quase 60 sacas por hectare', calculou George Zaiden, produtor que cultiva 4 mil hectares com soja no Estado e não detalhou seus rendimentos neste ano.

    Entretanto, o Rally da Safra, acompanhado pela Reuters, já observou lavouras com produtividades em torno de 50 sacas por hectare tanto no sudoeste goiano quanto no norte de Mato Grosso do Sul.

    CUSTOS

    A queda na produção veio se somar a outras componentes que têm pesado sobre as margens dos sojicultores de Goiás em 2018/19.

    Conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o Estado figura como um dos que mais viu aumentos de custos neste ano frente 2017/18.

    Com sementes de soja, a alta foi de 43 por cento, e com fertilizantes, de 11 por cento. O custeio da lavoura nesta temporada no Estado foi 32 por cento maior, segundo a entidade.

    'A logística do frete complicou', destacou o sojicultor Eduardo Sandri, que plantou 1,7 mil hectares neste ciclo, referindo-se ao tabelamento de fretes, instituído pelo governo após a greve dos caminhoneiros.

    Segundo ele, para se levar calcário, fertilizantes e demais insumos até a sua propriedade, em Mineiros, para as atividades de plantio de soja, a partir de outubro, houve um aumento de quase 30 por cento no valor do frete.

    'Até devo colher o mesmo tanto, mas o custo foi mais alto', destacou.

    Levantamento feito recentemente pelo Itaú BBA mostra que a margem agrícola do sojicultor no sudeste de Mato Grosso, uma região próxima do sudoeste de Goiás, deve cair para cerca de 1.200 reais por hectare, de mais de 2.200 reais no ano passado.

    Só a parte de custo agrícola deve subir de quase 1.900 reais para mais de 2.100 reais por hectare, na avaliação do banco.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Futuros do minério de ferro na China têm máxima em quase 17 meses após cortes da Vale

    Por Enrico Dela Cruz

    MANILA (Reuters) - Os futuros do minério de ferro na China subiram fortemente para o maior nível em quase 17 meses nesta quarta-feira, após a mineradora brasileira Vale anunciar que terá uma redução na produção devido à decisão de fechar mais barragens similares a uma unidade da empresa que rompeu na semana passada.

    A maior produtora de minério de ferro do mundo disse que terá de parar até 10 por cento de sua produção para descomissionar mais 10 barragens, após uma barragem de rejeitos ter rompido na sexta-feira passada em Brumadinho (MG), destruindo instalações da companhia, matando dezenas de pessoas e deixando centenas de desaparecidos.

    O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou a 587 iuanes (87,42 dólares) por tonelada, alta de 5,6 por cento, após tocar o limite diário de alta de 589 iuanes por tonelada mais cedo na sessão, maior nível desde o início de setembro de 2017.

    O desastre gerou incertezas para o mercado de minério de ferro na China, maior importador global da commodity, segundo operadores.

    A Vale é a principal fornecedora mundial de minério de ferro de baixo teor de alumínio, preferido pelas usinas siderúrgicas chinesas devido a seu baixo nível de impurezas, uma vez que a China está em meio a uma campanha contra a poluição.

    Levando em consideração a redução na produção da Vale, a empresa de análise de dados de aço e minério de ferro Tivlon Technologies, em Cingapura, projetou que os preços do minério de ferro devem atingir 120 dólares por tonelada em agosto.

    O desastre no Brasil também pode levar a regulamentações mais duras para a indústria de mineração também em outros países, como a Austrália, o que poderia desacelerar ou até reduzir a produção global, disse o cientista de dados da Tivlon, Darren Toth.

    'Mineradoras de minério de ferro de todo o mundo estiveram ocupadas aumentando sua produção nos últimos cinco anos. Os reguladores vão querer começar a avaliar mais de perto todas essas minas para prevenir acidentes'.

    O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai ficou praticamente estável, com alta de 0,1 por cento, a 3.677 iuanes por tonelada, após chegar a subir 2,6 por cento na sessão.

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    Tragédia de Brumadinho tem dezenas de mortos e centenas de desaparecidos

    Por Gram Slattery e Marta Nogueira

    BRUMADINHO, Minhas Gerais/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O colapso de barragem de mineração da Vale em Brumadinho (MG) deixou dezenas de mortos e centenas de desaparecidos, em meio a poucas esperanças de encontrar muitos sobreviventes, enquanto a mineradora já começa a sentir os efeitos legais do desastre.

    Até o fim da tarde de sábado, o Corpo de Bombeiros havia registrado 34 mortos, 81 desabrigados e 23 hospitalizados, depois que uma avalanche de lama atingiu comunidades e uma área administrativa da própria Vale, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

    No início da noite, a Vale publicou uma lista de 253 funcionários, dentre próprios e terceirizados, que constavam como desaparecidos.

    'Infelizmente, neste momento, as chances de encontrar sobreviventes são mínimas. Provavelmente estaremos apenas resgatando corpos', disse a jornalistas Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais.

    O número de mortos deve subir drasticamente, segundo Avimar de Melo Barcelos, prefeito da cidade de Brumadinho. A causa da ruptura não é conhecida.

    Renato Simão de Oliveiras, de 32 anos, procurava em hospitais e com a polícia por seu irmão, que trabalhava para a Vale há seis anos, e estava desesperado com a falta de informação.

    'Eu ouvi sobre isso quando estava no trabalho. Liguei para ele várias vezes, mas não consegui encontrá-lo', afirmou. 'Estamos perdidos, não sabemos de nada.'

    O Estado ainda está se recuperando do colapso de novembro de 2015, de uma barragem maior, da mineradora Samarco --uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP,--, que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e atingiu o rio Doce, causando o maior desastre ambiental do país.

    À Reuters, o procurador da República José Adércio Sampaio afirmou que o novo colapso pode mudar completamente o rumo das negociações no entorno de uma ação de 155 bilhões de reais movida contra a Samarco e suas donas (Vale e BHP), no âmbito de tragédia ocorrida há três anos.

    Coordenador da força-tarefa do Rio Doce, criada pelo Ministério Público Federal para investigar o caso Samarco, Sampaio ponderou no entanto que ainda é preciso investigar as causas do novo desastre.

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que é necessário mudar o protocolo de segurança de barragens no país e que o Ministério Público terá ação mais severa e firme na tragédia em Brumadinho após os aprendizados com o desastre em Mariana.

    O presidente Jair Bolsonaro, que esteve em Brumadinho na manhã deste sábado, afirmou que o governo federal fará o que puder para ajudar e impedir que isso ocorra de novo. E disse que o governo pode liberar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajuda na tragédia.

    'Difícil ficar diante de todo esse cenário e não se emocionar. Faremos o que estiver ao nosso alcance para atender as vítimas, minimizar danos, apurar os fatos, cobrar justiça e prevenir novas tragédias como a de Mariana e Brumadinho, para o bem dos brasileiros e do meio ambiente', tuitou.

    Também na rede social, o presidente afirmou que o governo de Israel ajudará o país na busca por desaparecidos.

    MEDIDAS JUDICIAIS E MULTAS

    A Vale sofreu bloqueios judiciais somando 6 bilhões de reais, teve parte de suas atividades suspensas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e recebeu multas ambientais de mais de 300 milhões de reais, devido ao rompimento.

    A agência reguladora em Minas Gerais decidiu interditar e suspender de imediato as atividades do Complexo Córrego do Feijão, até que haja o restabelecimento de todas as condições técnicas de segurança da operação, devidamente comprovadas junto à agência, segundo documento visto pela Reuters.

    Dos recursos bloqueados da empresa, 5 bilhões de reais foram devido a uma ação movida pelo Ministério Público do Estado, com o objetivo garantir a adoção de medidas emergenciais e a reparação de danos ambientais decorrentes do rompimento da barragem.

    Além disso, a Justiça estadual acatou pedido do Estado, com bloqueio de outro 1 bilhão de reais.

    No caso das multas ambientais, o Ibama multou a empresa em 250 milhões de reais, enquanto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), responsável pelo licenciamento ambiental da barragem, anunciou uma multa de 99 milhões de reais.

    Em uma entrevista na noite de sexta-feira, o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a barragem 1, que se rompeu, estava paralisada há três anos e estava sendo descomissionada. A estimativa é que havia cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro.

    Schvartsman ressaltou que em 10 de janeiro havia sido feita a última leitura dos monitores e estava 'tudo normal', além disso, disse que a estrutura tinha um atestado de estabilidade da empresa de auditoria externa alemã TUV SUD. O executivo frisou o tempo todo que a prioridade da empresa era o resgate das vítimas.

    Procurada pela Reuters, a alemã confirmou ter inspecionado a barragem de rejeitos em setembro e ter concluído que ela estava operando bem.

    A mina de Feijão é uma das quatro no complexo da Vale em Paraopeba, que inclui duas plantas de processamento e produziu 26 milhões de toneladas de minério de ferro em 2017, ou cerca de 7 por cento da produção total da Vale naquele ano, segundo informações no site da empresa.

    (Reportagem adicional de Marcela Ayres, em Brasília, Ernest Scheyder, em Houston, e Christoph Steitz em Frankfurt)

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    Segundo desastre em barragem da Vale provavelmente reduzirá apetite por risco na mineração

    Por Barbara Lewis

    LONDRES (Reuters) - O segundo desastre com rompimento de barragem da mineradora Vale em menos de quatro anos representa um duro golpe para uma indústria que enfrenta a cautela de investidores e uma imagem ruim, e também lança dúvidas sobre as promessas do presidente Jair Bolsonaro de reduzir regulações do governo.

    Equipes de resgate brasileiras estavam procurando neste sábado por centenas de desaparecidos depois que uma barragem de rejeitos rompeu-se em Brumadinho, em Minas Gerais, na sexta-feira. Mais de 30 corpos de vítimas fatais já foram recuperados.

    O Brasil ainda está se recuperando do colapso de uma barragem maior, em 2015, propriedade da Samarco Mineração, joint venture entre a Vale e a BHP, que matou 19 pessoas no pior desastre ambiental do Brasil.

    Advogados representando vítimas da tragédia da Samarco afirmam que as implicações financeiras do novo desastre estão em aberto e são potencialmente debilitantes para a Vale.

    “Isso coloca em questão a viabilidade financeira da Vale no futuro por causa da grande escala de seus potenciais passivos”, disse à Reuters Tom Goodhead, advogado da SPG Law.

    A empresa, ramificação britânica de uma empresa norte-americana, está envolvida em ações legais em nome de centenas de milhares de pessoas afetadas pelo desastre da Samarco.

    O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que a empresa fez tudo que era possível para verificar que todas as suas barragens estavam seguras depois do rompimento de 2015.

    Procuradores públicos exigiram que 5 bilhões de reais fossem congelados das contas da Vale para serem direcionados ao pagamento de danos pelo rompimento mais recente da barragem em Brumadinho, acrescentando que esperavam que mais ativos fossem congelados.

    Com a perspectiva de um processo coletivo de acionistas, assim como possíveis processos criminais e civis no Brasil, os passivos podem facilmente exceder a provisão inicial.

    Ano passado, a Vale fez um acordo civil de 20 bilhões de reais com autoridades locais para estabelecer um fundo de limpeza após o acidente com a Samarco. Procuradores federais suspenderam, mas ainda não fecharam um processo ainda maior.

    Um investidor de um grande banco, falando em condição de anonimato, disse que não pode mais considerar investir na Vale ou na BHP por causa do risco constante de responsabilidade com a Samarco. A BHP disse que não tinha comentários a fazer neste sábado.

    LIÇÕES A APRENDER

    A Vale faz parte do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), que busca estabelecer melhores orientações práticas.

    Depois da explosão da barragem da Samarco, o ICMM emitiu orientações atualizadas que os seus membros deveriam seguir para tentar proteger barragens de rejeitos usadas para armazenar restos de operações na mineração.

    “Não precisamos dizer que ainda temos lições a aprender com o desastre, e precisaremos fazer tudo que pudermos para incorporar essas lições na indústria”, disse o presidente-executivo da ICMM, Tom Butler, neste sábado, em um e-mail.

    “Nossos pensamentos estão com os afetados pelo que parece ser uma falha grande e trágica da barragem”, completou.

    Engenheiros em outras empresas, que não quiseram ser identificados, disseram que barragens de rejeitos podem ser seguras, especialmente se o máximo de água possível for removido de seu interior.

    Mas acrescentaram que Bolsonaro, que tomou posse no começo deste ano, deve agora ceder à pressão popular por regulações mais rígidas, apesar de sua promessa de um governo favorável aos empresários.

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    Justiça bloqueia R$6 bi da Vale; multas ambientais somam mais de R$300 mi

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale sofreu bloqueios judiciais somando 6 bilhões de reais, teve parte de suas atividades suspensas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e recebeu multas ambientais de mais de 300 milhões de reais, após rompimento na sexta-feira de barragem de rejeitos de minério de ferro da mineradora na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais.

    O colapso da estrutura da mina Feijão ocorreu na sexta-feira na cidade mineira, deixando mais de 30 mortos e cerca de 300 desaparecidos, após na véspera uma avalanche de lama de rejeitos atingir comunidades e área administrativa da própria empresa.

    A agência reguladora em Minas Gerais decidiu interditar e suspender de imediato as atividades do Complexo Córrego do Feijão, até que haja o restabelecimento de todas as condições técnicas de segurança da operação, devidamente comprovadas junto à agência, segundo documento visto pela Reuters.

    A Vale não informou imediatamente qual a produção total de todo o complexo.

    Dos recursos bloqueados da empresa, 5 bilhões de reais foram devido a uma ação movida pelo Ministério Público do Estado, com o objetivo garantir a adoção de medidas emergenciais e a reparação de danos ambientais decorrentes do rompimento da barragem.

    'A decisão impõe ainda que a empresa adote, de imediato, todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem VI do Complexo Mina do Feijão', disse a nota.

    'Em sua sentença, a juíza Perla Saliba Brito aponta como inconteste o dano ambiental causado pelo rompimento da barragem e como irrefutável a premência de se efetivar medidas emergenciais para salvaguardar a comunidade local e assegurar a recomposição dos prejuízos causados.'

    Além disso, a Justiça estadual acatou pedido do Estado, com bloqueio de outro 1 bilhão de reais.

    Esta ação foi recebida na noite de sexta-feira, em regime de plantão forense, pelo juiz plantonista Renan Chaves Carreira Machado, que determinou ainda à Vale a adoção imediata de outras medidas urgentes, como total cooperação com o poder público no resgate e amparo às vítimas do desastre.

    'Evidenciado o dano ambiental, na espécie agravado pelas vítimas humanas, em número ainda indefinido, cabe registrar que a responsabilidade da Vale S/A é objetiva', disse o juiz, em sua decisão, ressaltando ainda que o Estado de Minas Gerais experimentou acidente semelhante há aproximadamente três anos.

    Outras medidas determinadas pela Justiça incluem que a Vale cumpra protocolos gerais para acidentes dessa natureza, inicie a remoção de lama que ainda vaza da barragem rompida, mapear diferentes potenciais de resiliência da área atingida, impedir que rejeitos contaminem nascentes, dentre outras.

    A ação movida pelo Estado teve outros pedidos mais rigorosos, não atendidos em um primeiro momento pela Justiça, já que o juiz afirmou não vislumbrar urgência para decidir em sede de plantão, deixando a análise deles para o juízo competente, quando a dimensão da tragédia já terá sido melhor mensurada.

    Dentre os pedidos mais rigorosos não atendidos estão a indisponibilidade de ações de propriedade da Vale, negociadas em bolsas em São Paulo, Madri, Nova York e Paris, observado o limite equivalente a 20 bilhões de reais.

    MULTAS AMBIENTAIS

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por outro lado, determinou uma multa de 250 milhões de reais sobre a Vale devido ao rompimento da barragem.

    'Os danos ao meio ambiente decorrentes do rompimento de barragens da mina Córrego do Feijão resultaram até o momento em cinco autos de infração no valor de 50 milhões de reais cada, o máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais', disse o Ibama, que chamou o ocorrido de 'catástrofe socioambiental'.

    Já a secretaria do ambiente de Minas Gerais multou a empresa em 66 milhões de reais.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Equipes de resgate buscam cerca de 300 desaparecidos após colapso de barragem em Minas

    Equipes de resgate buscam cerca de 300 desaparecidos após colapso de barragem em Minas

    Por Gram Slattery e Marta Nogueira

    BRUMADINHO (MG)/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Equipes de resgate trabalham nas buscas de cerca de 300 pessoas desaparecidas devido ao colapso de uma barragem de rejeitos de mineração da Vale , em Brumadinho (MG), em meio a poucas esperanças de encontrar muitos sobreviventes do desastre ocorrido três anos depois de tragédia semelhante envolvendo a mineradora.

    Nove corpos foram encontrados e retirados das áreas atingidas pelas equipes de resgate, segundo bombeiros que trabalham na cidade de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte.

    Uma lista publicada pela Vale na manhã deste sábado soma mais de 400 empregados e terceirizados desaparecidos.

    'Infelizmente, neste momento, as chances de encontrar sobreviventes são mínimas. Provavelmente estaremos apenas resgatando corpos', disse a jornalistas Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais, onde ocorreu o desastre.

    O número de mortos deve subir drasticamente, segundo Avimar de Melo Barcelos, prefeito da cidade de Brumadinho. A causa da ruptura não é conhecida.

    Equipes de resgate mapeavam quatro pontos em que as pessoas ainda podem ser encontradas vivas, incluindo um refeitório soterrado de lama perto da hora do almoço, disse um porta-voz da polícia. Cães de busca estavam sendo trazidos do Rio de Janeiro.

    Todos os desaparecidos são empregados ou contratados da Vale, disse o porta-voz.

    Renato Simão de Oliveiras, de 32 anos, procurava em hospitais e com a polícia por seu irmão, que trabalhava para a Vale há 6 anos, e estava desesperado com a falta de informação.

    'Eu ouvi sobre isso quando estava no trabalho. Liguei para ele várias vezes, mas não consegui encontrá-lo', afirmou.

    'Estamos perdidos, não sabemos de nada.'

    O Estado ainda está se recuperando do colapso de novembro de 2015, de uma barragem maior, da mineradora Samarco --uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP , --, que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e atingiu o rio Doce, causando o maior desastre ambiental do país até então.

    A Justiça de Minas Gerais acatou pedido do Estado e determinou o bloqueio de 1 bilhão de reais da Vale, com imediata transferência para uma conta judicial, devido à tragédia. [nL1N1ZQ04B]

    Neste sábado, a Agência Nacional de Mineração (ANM) em Minas Gerais decidiu interditar e suspender de imediato as atividades do Complexo Córrego do Feijão, até que haja o restabelecimento de todas as condições técnicas de segurança da operação, devidamente comprovadas junto à agência. [nS0N1W502U]

    O presidente Jair Bolsonaro visitou a região e sobrevoou a área do desastre neste sábado, mas já embarcou de volta para Brasília sem dar entrevista. Ministros de Estado atualizaram jornalistas sobre toda a situação.

    Em uma entrevista na noite de sexta-feira, o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a barragem 1, que se rompeu, estava paralisada há três anos e estava sendo descomissionada. A estimativa é que havia cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro.

    Schvartsman ressaltou que em 10 de janeiro havia sido feita a última leitura dos monitores e estava 'tudo normal' e ressaltou que era cedo para dizer o motivo do colapso.

    A mina de Feijão é uma das quatro no complexo da Vale em Paraopeba, que inclui duas plantas de processamento e produziu 26 milhões de toneladas de minério de ferro em 2017, ou cerca de 7 por cento da produção total da Vale naquele ano, segundo informações no site da empresa.

    Schvartsman evitou comentar na sexta-feira sobre como a produção e sua operação seriam afetadas, destacando que a prioridade neste momento era o resgate às vítimas.

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    Justiça bloqueia R$1 bi da Vale devido a colapso da barragem em Brumadinho

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Justiça de Minas Gerais acatou pedido do Estado e determinou o bloqueio de 1 bilhão de reais da Vale , com imediata transferência para uma conta judicial, devido ao rompimento de barragem de rejeitos da mineradora na cidade de Brumadinho, conforme documento visto pela Reuters.

    O colapso da estrutura da mina de ferro Feijão ocorreu na sexta-feira na cidade mineira, deixando pelo menos 9 mortos, cerca de 300 desaparecidas e 189 pessoas já resgatadas, após uma avalanche de lama de rejeitos atingir parte da comunidade da Vila Ferteco e a área administrativa da própria empresa.

    Os números foram atualizados pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, neste sábado.

    A ação movida pelo Estado foi recebida na noite de sexta-feira, em regime de plantão forense, pelo juiz plantonista Renan Chaves Carreira Machado, que determinou ainda à Vale a adoção imediata de outras medidas urgentes, como total cooperação com o poder público no resgate e amparo às vítimas do desastre.

    Outras medidas determinadas pela Justiça incluem que a Vale cumpra protocolos gerais para acidentes dessa natureza, inicie a remoção de lama que ainda vaza da barragem rompida, mapear diferentes potenciais de resiliência da área atingida, impedir que rejeitos contaminem nascentes, dentre outras.

    'Evidenciado o dano ambiental, na espécie agravado pelas vítimas humanas, em número ainda indefinido, cabe registrar que a responsabilidade da Vale S/A é objetiva', disse o juiz, em sua decisão, ressaltando ainda que o Estado de Minas Gerais experimentou acidente semelhante há aproximadamente três anos.

    Em novembro de 2015, houve o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco --uma joint venture da Vale com a BHP Billiton--, que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e atingiu o rio Doce, causando o maior desastre ambiental do país até então.

    'Nesse sentido, uma das lições é que uma atuação rápida da Vale S/A e do Poder Público (Estado de Minas Gerais, na espécie) pode resultar em melhor amparo aos diretamente envolvidos e na redução do prejuízo ambiental', disse o juiz.

    Em relação a outros pedidos mais rigorosos propostos à Justiça pelo Estado de MG, o juiz afirmou não vislumbrar urgência para decidir em sede de plantão, deixando a análise deles para o juízo competente, quando a dimensão da tragédia já terá sido melhor mensurada.

    (Por Marta Nogueira)

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