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    Safra de milho do Brasil aproxima-se de recorde; colheita de soja também cresce

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - A colheita total de milho do Brasil 2018/19 foi estimada nesta sexta-feira em 97,5 milhões de toneladas, de acordo com a média de uma pesquisa da Reuters com 11 especialistas, o que deixaria a produção ligeiramente abaixo do recorde de 97,8 milhões visto há dois anos pelo governo do país.

    Segundo dados de consultorias e instituições, como a própria estatal Conab, a produção crescerá após uma área plantada recorde na segunda safra, cuja colheita já iniciada em Estados como Mato Grosso e Paraná aponta boas produtividades nos primeiros lotes, com o benefício de um clima favorável para o desenvolvimento das lavouras.

    Uma produção de milho 21% maior ante 2017/18, após uma seca no ano passado que derrubou a safra brasileira para 80,7 milhões de toneladas, deve ajudar o Brasil, líder na exportação de carnes de frango e bovina, a abastecer suas criações. Além disso, permitiria embarques recordes de cereal estimados em mais de 30 milhões de toneladas.

    Um pequeno porém para a produção de milho do Brasil é a possibilidade de geadas para a segunda safra, que foi estimada pelos especialistas ouvidos pela Reuters em um recorde de 70,37 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 2 milhões de toneladas ante a pesquisa anterior, realizada ao final de abril.

    Para este final de semana, há previsão de geadas fracas no Paraná, segundo produtor nacional atrás de Mato Grosso, mas isso não deve trazer problemas para a safra, segundo especialistas.

    'Sem risco (de geadas) para a safrinha', disse o analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado. 'As lavouras já estão em fase final de maturação e as geadas serão fracas.'

    Entre as empresas e instituições consultadas, a Safras & Mercado é a que tem a maior estimativa para a produção brasileira de milho, em 101,76 milhões de toneladas.

    O analista sênior do Rabobank Brasil, Victor Ikeda, acrescentou que o único fator que poderia impactar negativamente a safra de milho no Brasil seriam geadas no Sul.

    'Porém os cultivos do Paraná, por exemplo, já estão em fase final de desenvolvimento, em que os impactos negativos sobre a produtividade seriam mais limitados', destacou Ikeda, ao comentar que em fases próximas da colheita o milho é menos suscetível a perdas pelo frio extremo.

    'Acredito que praticamente não deve haver viés para baixo na produção estimada para 2019 no milho segunda safra...', comentou ele, citando que esteve em Mato Grosso no início de mês, quando o Estado ainda foi beneficiado por chuvas, o que não é típico para esta época.

    'A colheita já começou em algumas regiões e os primeiros talhões apresentam produtividades bem superiores àquelas verificadas em 2016/17, quando a safra de milho inverno também já havia surpreendido', destacou o analista Aedson Pereira, da IEG-FNP, citando fatores como adoção de sementes mais produtivas, melhor manejo de fertilizantes e, sobretudo, um calendário muito favorável ao plantio, além do tempo favorável.

    AJUSTE PARA A SOJA

    Para a especialista Ana Luiza Lodi, analista da FCStone, embora a segunda safra de milho esteja se desenvolvendo bem, é difícil dizer se a produção total do cereal do país poderá superar 100 milhões de toneladas pela primeira vez, pois a colheita de verão vem caindo com produtores dedicando mais campos para a soja.

    Aliás, a colheita de soja, já encerrada no país que é o maior exportador global da oleaginosa, continua sendo revista para cima.

    Segundo a pesquisa da Reuters com 12 especialistas, a produção total foi estimada em média de 116,2 milhões de toneladas, ante 115,5 milhões de toneladas na projeção do levantamento do mês passado.

    'Com uma melhora nas produtividades em algumas regiões do país como Tocantins, Bahia, Santa Catarina e Goiás, alavancamos nossa projeção para 117,7 milhões de toneladas', disse a analista Daniely Santos, da consultoria Céleres, que tem uma das maiores projeções entre os consultados.

    Segundo ela, as melhores condições climáticas entre fevereiro e abril ajudaram a mitigar as perdas pela seca em outras áreas. Com isso, o país terá sua segunda maior safra de soja, atrás apenas da vista no ano passado, que rendeu mais de 119 milhões de toneladas, segundo a Conab.

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    Recuperação judicial de produtor rural em Mato Grosso cria conflitos com tradings

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - Um crescente número de recuperações judiciais requeridas por produtores rurais em Mato Grosso está criando conflitos entre eles e as grandes tradings, que financiam parte da safra por meio de operações de 'barter' e estão entre os seus principais credores.

    Embora a escala dos pedidos de recuperação judicial no Brasil não se compare ao problema enfrentado por produtores norte-americanos, onde eles sofrem os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, os casos revelam os riscos ligados à atividade das tradings no Brasil, o maior exportador mundial de soja e o segundo maior produtor.

    Recentemente, as tradings têm sido surpreendidas por pedidos de recuperação pelos chamados produtores 'pessoas físicas', o que dizem não ser permitido por lei, já que eles não operam como empresas de fato. Isto tem tornado difícil a obtenção da soja dada em garantia em operações de crédito, segundo as empresas.

    Judiney de Souza, presidente-executivo da brasileira Amaggi, disse à Reuters que a onda de pedidos de recuperação por produtores rurais 'é causa de preocupação'.

    'Quando é concedida a RJ sem o registro (da empresa do produtor rural) na junta comercial, isto coloca a análise de crédito em risco', afirmou ele.

    A Amaggi diz ter quase 24 mil toneladas de soja a receber do produtor Zeca Viana, que pediu recuperação este ano para reestruturar um total de quase 312 milhões de reais em dívidas.

    'Minha principal preocupação é a falta de crédito para financiar a próxima safra', disse Viana, que foi deputado estadual e atribui a crise financeira do seu grupo à expansão do plantio, problemas climáticos e a própria distração da política.

    Viana agora enfrenta dificuldade para vender a produção, por causa da disputa pela soja dada em garantia às tradings.

    O advogado Euclides Ribeiro, que representa Viana e ao menos meia dúzia de outros produtores que pediram recuperação judicial, disse que os créditos das trading têm de ser pagos de acordo com o estabelecido na lei de recuperação de empresas.

    Enquanto isto, Louis Dreyfus também briga na Justiça para arrestar quase 12 mil toneladas de soja do Viana, avaliadas em cerca de 5 milhões de dólares, de acordo com Thiago Gerbasi, advogado da empresa.

    Ele afirma que a Dreyfus pagou pela soja de Viana no ano passado, por meio de um acordo que envolveu a troca de fertilizantes por grãos.

    O aumento dos pedidos de recuperação por produtores rurais pessoas físicas pode tornar as tradings mais exigentes na concessão do crédito, comprometendo uma importante fonte de financiamento ao produtor.

    A EXPLOSÃO DO 'BARTER'

    Por meio do 'barter', as tradings trocam insumos como sementes, fertilizantes e agroquímicos por grãos a serem entregues na colheita.

    Essa forma de negociação cresceu muito nos últimos anos, o que permitiu às tradings estreitar o relacionamento com o produtor, ao mesmo tempo em que tentam obter melhores margens fora da originação, onde as mesmas ficaram apertadas com a chegada dos concorrentes chineses.

    'Com mais players competindo pela soja, as margens de originação ficaram menores e as empresas começaram a diversificar através da venda insumos', disse uma fonte da Cargill que não tem autorização para falar em nome da empresa.

    A Cargill preferiu não comentar.

    As operações com 'barter' aumentaram seis vezes nas últimas cinco safras, representando quase um terço do financiamento ao produtor em Mato Grosso na safra 2018/2019, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    A inadimplência da carteira de crédito ao produtor rural pessoa física mais que dobrou em cinco anos, para 2,8% no ano passado, mostram dados do Banco Central.

    Novos pedidos de recuperação judicial em Mato Grosso atingiram nove no ano passado, a mais alta taxa anual desde 2015, de acordo como Serasa.

    'INDÚSTRIA DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL'

    À medida que as tradings se tornaram mais expostas ao risco de crédito ao produtor, elas aprenderam --do jeito mais difícil-- que seus direitos poderiam ser suspensos pelo efeito das recuperações judiciais sobre a efetividade dos contratos.

    Muitos produtores pagam impostos como pessoas físicas, e não como empresas, mas seus advogados sustentam que eles operam um negócio de fato, o que lhes daria o direito de pedir recuperação à Justiça como qualquer outra companhia.

    A Abiove, associação de processadores de oleaginosas que inclui as quatro grandes tradings do chamado grupo ABCD, diz que se instalou no Brasil 'uma indústria da recuperação judicial'.

    'A Abiove se preocupa com a utilização indevida do instituto da RJ. Os casos têm se multiplicado em projeção geométrica', disse André Nassar, presidente da entidade.

    Enquanto os juízes de varas locais têm concedido a recuperação judicial a produtores pessoas físicas, tribunais superiores têm proferido decisões conflitantes sobre o tema.

    Ao mesmo tempo, em Brasília a questão ainda não foi julgada em definitivo, o que gera insegurança jurídica para as empresas que precisam avaliar risco de crédito ao produtor.

    Roberto Marcon, diretor de originação na Bunge do Brasil, disse por meio de nota que as tradings consideram mudar a estrutura das garantias do 'barter' depois que aumento do número de pedidos de recuperação aumentou os riscos.

    'Trading não é banco. Elas dão o dinheiro ou matéria-prima e querem o produto de volta', disse Souza, da Amaggi.

    (Reportagem de Ana Mano; edição de Roberto Samora)

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    Nova proposta para tabela de fretes sofre críticas de caminhoneiros e empresários

    SÃO PAULO (Reuters) - A nova metodologia para cálculo de fretes mínimos apresentada em audiência pública nesta terça-feira atraiu críticas de caminhoneiros e empresários, em uma sessão lotada e tensa, na qual ficou claro que há ainda muitos pontos a serem equacionados antes que o setor de transporte do país possa afastar ameaças como greve de motoristas.

    A metodologia foi desenvolvida pela Esalq-Log, da USP, e recebeu inscrições para manifestação oral de mais de 50 pessoas na audiência pública realizada na cidade de São Paulo. A reunião foi a segunda de uma série de quatro, antes que a nova tabela de pisos mínimos de frete entre em vigor em 20 de julho. As audiências têm como objetivo recolher sugestões para eventual inclusão na metodologia pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As próximas serão em Porto Alegre, na quinta-feira, e Brasília, em 23 de maio.

    Caminhoneiros autônomos, sindicalistas, empresários de transporte, representantes de entidades de agronegócio e do setor industrial participaram do evento. Enquanto os motoristas citaram questões como dificuldades geradas pela ação de atravessadores de carga e os constantes reajustes no preço do diesel pela Petrobras, o setor privado mencionou ilegalidade do tabelamento, problemas para a produtividade e imposição de custos indevidos.

    Em sua fala, o economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan, afirmou que os valores de frete calculados pela tabela da Esalq são menores do que os tabela atual, o que comprovaria que as empresas estão sendo obrigadas a pagar mais pelo frete desde a implementação do tabelamento, em meados do ano passado.

    Por conta disso, Furlan defendeu anistia de multas para empresas que desrespeitaram a regra vigente. 'Foi imposto custo real, inaplicável, e por isso não faz sentido punir as empresas', disse Furlan, recebendo uma sonora salva de vaias de representantes de caminhoneiros.

    O vice-presidente da Associação dos Caminhoneiros do Sul Fluminense (Acasulf), Nelson de Carvalho Jr., também entendeu que a metodologia proposta pela Esalq-Log resulta em preços mínimos de frete abaixo dos estabelecidos pela regra atual.

    'É pior que antes da greve', disse ele, referindo-se à paralisação dos caminhoneiros de maio do ano passado. 'E com o diesel sendo reajustado várias vezes, fica inviável', acrescentou. Ele citou que a entidade representa cerca de 1.000 motoristas autônomos e não está defendendo declaração de greve de caminhoneiros antes do fim das audiências e da definição final da tabela. 'Estamos segurando porque tem as audiências, mas tem muito caminhoneiro que não aguenta esperar até julho', disse ele.

    Os reajustes da Petrobras, contudo, estão mais espaçados. Neste mês, foi realizado apenas um, de 2,57%, e em abril também o combustível foi reajustado uma única vez, em 4,8%, uma prática diferente do que motivou os protestos de maio do ano passado, quando as atualizações eram feitas quase que diárias.

    DESAFIOS

    As dificuldades em torno do ato de se tabelar o frete são inúmeras, segundo as manifestações na audiência. Enquanto a equipe da Esalq montou uma matriz com 11 tipos de carga, incluindo granéis sólidos e líquidos, frigorificadas e perigosas, representante da Câmara Técnica de Granéis e Sólidos (CTGS) lembrou de cargas que são descarregadas pressurizadas, uma atividade que roda 1 bilhão de quilômetros por ano e consome anualmente 50 milhões de litros de diesel.

    'Estamos tentando trazer uma contribuição para este segmento, para se definir estruturas de custo... É um trabalho de natureza incremental, não vai se resolver até 20 de julho', disse o coordenador da Esalq-Log, José Vicente Caixeta, que apresentou a metodologia nesta terça-feira.

    Ele se referiu a outros dois ciclos de revisão da metodologia, com os próximos no início e meados do ano que vem.

    Caixeta afirmou que a proposta não considera lucro dos transportes e despesas como pedágio e tributos. 'Existe abertura para negociação entre ofertantes e demandantes de carga', disse ele.

    A metodologia considera caminhões com dois a nove eixos e define valor mínimo de frete de acordo com o tipo de carga por meio de uma equação que tem como variáveis a distância a ser percorrida pela carga e custos fixos e variáveis do deslocamento.

    Mas houve pedidos para consideração do peso da carga no cálculo, mencionado por empresário do setor de asfalto do sul do país, e reclamações como a do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), que citou que a tarefa de atravessar a Serra do Mar saindo de Santos eleva o consumo de combustível dos veículos que carregam contêineres.

    Do lado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Betancourt, diretor da área de agronegócio da entidade, afirmou que a 'história mostra que tabelamento nunca deu resultado. O trabalho da Esalq-Log é excelente, mas não existe como controle de preços dar certo. São mais de 10 tabelas, 38 variáveis, isso dá conflito'.

    'Defendemos que vocês (caminhoneiros) se unam a nós no apoio às reformas econômicas, porque não adianta tabela com preço bom e não ter frete', disse Betancourt. 'Para caminhoneiro ganhar dinheiro, precisamos voltar a crescer.'

    E, para além da tabela, o diretor da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) Markenson Marques cobrou a aprovação do marco regulatório do transporte rodoviário, que está no Senado desde meados do ano passado.

    'A tabela não resolve... O que resolverá é o marco regulatório, como é que existem no país 145 mil empresas transportadoras? O marco vai combater a concorrência desleal', disse ele, citando transportadoras de fachada, que agem mais como intermediárias contratando autônomos a preços irrisórios para transporte de cargas de grandes companhias.

    (Por Alberto Alerigi Jr)

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    Exportação total de café do Brasil cresce 24,6% em abril, diz Cecafé

    SÃO PAULO (Reuters) - A exportação total de café do país em abril somou 2,97 milhões de sacas de 60 kg, alta de 24,6% na comparação com mesmo mês do ano passado, com o país tirando proveito de uma safra recorde no ano passado, informou nesta sexta-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    A exportação de café verde do Brasil em abril atingiu 2,71 milhões de sacas, alta de 30,3% na comparação anual, com o arábica respondendo por 2,52 milhões, em momento em que produtores estão começando a colheita da nova temporada, que promete ser grande.

    'A performance das exportações do café brasileiro continua firme, mantendo os bons resultados para abril. O destaque do mês fica para o aumento das exportações para os cinco maiores países importadores, ampliando o market share do Brasil', disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, em nota.

    'Conforme temos acompanhado desde o início do ano, tudo indica que esse ano-safra seja histórico, confirmando a eficiência com que o país atende à demanda e exigências de seus consumidores tanto no que se refere à qualidade quanto à sustentabilidade.'

    Com um mercado abastecido, os preços do produto exportado pelo Brasil caíram 19,1% em abril, na comparação anual, para 124,47 dólares por saca.

    Apesar disso, diante do grande volume exportado, o faturamento com os embarques apresentou leve alta de 0,8%, para 370,43 milhões de dólares.

    Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 84,7% do volume total das exportações. O café solúvel representou 8,7% das exportações, com 258 mil sacas exportadas, enquanto que o café conilon (robusta) atingiu a participação de 6,6%, com o embarque de 197 mil sacas.

    As exportações de café arábica e conilon registraram, respectivamente, crescimento de 24,3% e 238,6% em relação a abril do ano passado. Já as exportações do café solúvel apresentaram queda de 15% na mesma base comparativa.

    Levando em consideração os quatro primeiros meses deste ano (janeiro a abril), as exportações de café brasileiro foram de 13 milhões de sacas, crescimento de 26,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cambial somou 1,7 bilhão de dólares, apresentando aumento de 3,5% em relação ao ano passado.

    Entre os dez principais destinos de café brasileiro no ano-civil (janeiro a abril) estão os Estados Unidos, que importaram 2,4 milhões de sacas de café. O segundo principal destino é a Alemanha, com 2,2 milhões de sacas importadas; já a Itália ficou em terceiro lugar, com 1,3 milhão de sacas.

    Com relação as exportações de café brasileiro no ano-safra 2018/2019 (jul/18 a abr/19), o Brasil exportou até agora 34 milhões de sacas no período acumulado, aumento de 30,4% em relação à mesma base comparativa do ano anterior, quando o país embarcou 26,1 milhões de sacas.

    O Cecafé disse que o volume no acumulado indica que o Brasil atingirá um recorde em 2018/19, conforme previsto pela associação em março. A expectativa era de embarques totais de quase 40 milhões de sacas no período.

    O Cecafé destacou que o Brasil, na safra 2018/2019, está tendo o melhor desempenho nos embarques de café arábica dos últimos cinco anos, com 28,2 milhões de sacas.

    (Por Roberto Samora)

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    Exportação de carnes do Brasil deve dar salto com China em 2019, prevê ABPA

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil exportará em 2019 muito mais carnes de frango e de suínos do que o projetado inicialmente, com a indústria passando a contabilizar os efeitos de uma maior demanda da China pelos produtos brasileiros, avaliou nesta quarta-feira a associação ABPA, que também vê uma recuperação do setor em meio a menores custos com matérias-primas.

    Isso ocorre enquanto o país asiático lida com problema de oferta ao ver suas criações atingidas pela peste suína africana, que tem atingido diversas regiões produtoras da China, maior consumidor mundial do produto.

    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o Brasil deverá aumentar as exportações de carne suína em mais de 20 por cento em 2019 ante 2018, principalmente com a maior demanda da China.

    'O fato novo foi que a China vinha em ritmo crescente, mas nunca explosivo como este ano, ela passou a ter um risco de desabastecimento', disse Turra, comentando sobre os fortes abates em função da peste no país asiático, que passam a influenciar mais os mercados na medida em que os estoques do produto diminuem.

    A expectativa inicial da ABPA, divulgada no fim do ano passado ainda sem contar com o efeito 'peste suína', era de um aumento de até 3 por cento nos embarques de carne suína --o produto não está entre aqueles dos quais o Brasil é o exportador número 1, mas o país está entre os maiores fornecedores globais.

    'A China passou a ter uma mudança de comportamento, buscando onde tem o produto, Estados Unidos, Europa, Brasil...', acrescentou Turra, ponderando que são necessários no mínimo oito meses para a criação de um suíno pronto para abate, um tempo que impede o atendimento imediato das necessidades chinesas.

    À medida que nenhum país conseguirá atender a demanda da China, que tem abatido suas criações para controlar a doença, mortal para suínos mas inofensiva para humanos, a busca por outras carnes no gigante asiático também está crescendo, o que explica a melhora nas perspectivas de embarques de carne de frango.

    Turra disse que a expectativa é de que os embarques de carne de frango do Brasil, maior exportador global da proteína, atinjam novos recordes em 2019, assim como acontecerá em suínos, com as exportações avícolas podendo crescer mais de 10 por cento.

    'Vamos crescer nas exportações de aves, em números conservadores, 10 por cento. Suínos, vamos crescer mais de 20 por cento', declarou ele à Reuters.

    Em abril, as exportações brasileiras de carne suína aumentaram 44,3 por cento em volume ante igual período de 2018, para 58,1 mil toneladas, informou nesta quarta-feira a ABPA, enquanto no quadrimestre o setor elevou as exportações em mais de 10 por cento, com a China e Hong Kong respondendo juntos por cerca de 45 por cento das compras.

    Em suínos, o dirigente da ABPA disse que as ofertas chinesas estão superando a dos russos, que voltaram a comprar carne do Brasil recentemente após um embargo sanitário prolongado.

    Um impulso adicional para os embarques, acrescentou Turra, poderia ser dado pelo governo chinês, ao habilitar mais unidades brasileiras, em momento em que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está na Ásia levando essa pauta como uma das suas missões.

    No caso dos embarques de carne de frango in natura, segundo dados do governo, as exportações do Brasil em volume cresceram mais de 30 por cento em abril.

    NOVO RECORDE

    Turra estimou exportações de carne suína superiores a 800 mil toneladas em 2019 e de frango em torno de 4,5 milhões de toneladas neste ano.

    Os recordes anuais de embarques anteriores --de 733 mil toneladas para suínos e de 4,384 milhões de toneladas para frangos-- foram marcados em 2016, antes de a indústria ser atingida fortemente por operações policiais que investigaram irregularidades no setor, como a Carne Fraca, e de embargos internacionais, como da Rússia, em 2017, além de tarifas antidumping da própria China.

    No ano passado, quando o setor ainda foi golpeado pela greve os caminhoneiros, que resultou até mesmo em mortes de animais nas granjas, os custos dos grãos também subiram por questões de mercado, afetando as margens da indústria.

    Essa situação deve ser revertida este ano, na medida em que a safra brasileira é 'boa', disse Turra.

    Ano passado a produção de milho, principal matéria-prima da ração, quebrou fortemente pela seca.

    Agora, os preços estão em queda, com algumas consultorias, como a AgRural, prevendo uma produção recorde do cereal de quase 100 milhões de toneladas.

    'A safra foi muito boa, a imagem do produto já foi melhorada. Perdemos 70 mercados após a Carne Fraca, hoje recuperamos todos e conquistamos alguns novos. É um momento bom do custo, momento de recuperação, já se percebe plantas que estavam inativas retomando', disse Turra.

    Questionado sobre o impacto de maiores exportações para os preços das carnes no mercado interno --bancos como o Santander Brasil estão elevando projeções de inflação em função das carnes--, o presidente da ABPA afirmou que preços das carnes ficaram muito baixos nos últimos tempos, com o setor também sofrendo os problemas da economia fraca.

    'Ficou três anos sem aumento, tem gordura para queimar', disse ele.

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    Safra de cana no CS engata e preço do etanol deve começar a ceder após disparada

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O preço do etanol nas usinas brasileiras tende a ceder a partir desta semana, diante de um avanço na moagem de cana no centro-sul do país, mas as cotações da gasolina ainda em patamares firmes devem atenuar qualquer recuo do biocombustível, segundo especialistas.

    Os valores do renovável geralmente caem na virada de março para abril, conforme usinas dão início a uma nova safra de cana e impulsionam a fabricação do produto, inclusive para gerarem caixa com maior velocidade. Na atual temporada 2019/20, contudo, esse movimento ficou longe de ocorrer.

    No acumulado de abril, o preço do hidratado nas usinas de São Paulo, Estado de referência nacional, acumula alta de 21,5 por cento, enquanto o anidro apresenta incremento de 14,4 por cento, conforme monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

    Os preços médios do etanol hidratado, concorrente da gasolina, estão próximos de 2 reais por litro nas usinas paulistas, nos maiores níveis já registrados em termos nominais (sem considerar a inflação), segundo dados do Cepea.

    No ano passado, as cotações do álcool começaram a cair em meados de março e estavam, nesta mesma época, abaixo de 1,50 real por litro, no caso do hidratado, e na faixa do 1,60 real, em relação ao anidro.

    'É totalmente atípico o que está acontecendo, com uma conjunção de atraso de safra e uma chuva que veio justamente na hora em que estava começando (a colheita)... Mas acho que agora não sobe mais... A tendência agora nas usinas é cair, e na bomba também', avaliou o diretor da comercializadora Bioagência, Tarcilo Rodrigues.

    O analista Matheus Costa, da INTL FCStone, comentou que o movimento de redução nos preços do etanol já teve início e tende a se acentuar.

    Segundo ele, a moagem de cana deve aumentar nesta e nas próximas semanas, até porque mais unidades entrariam em operação. 'A safra tende a engatar. As indicações são de que os preços já começaram a ceder', afirmou.

    A primeira metade de abril foi consideravelmente chuvosa no centro-sul do Brasil, limitando as operações das usinas.

    Analistas ouvidos pela S&P Global Platts calculam uma perda de 4,2 dias de moagem por causa das precipitações, resultando em produção de 823 milhões de litros de etanol no período, versus quase 1 bilhão um ano antes.

    Mas recentemente a situação melhorou para que as colhedoras possam acessar os canaviais. O Agriculture Weather Dashboard (AWD), do Refinitiv Eikon, aponta que nos últimos sete dias as precipitações ficaram aquém do normal em praticamente todo o centro-sul.

    Nas próximas duas semanas, contudo, a tendência é de chuvas dentro ou acima da média em boa parte das áreas produtoras, ainda segundo o AWD.

    Os dados oficiais da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) sobre a moagem de cana e produção de açúcar e etanol no centro-sul na primeira metade do mês ainda não foram divulgados.

    SUSTENTO DA GASOLINA

    A perspectiva de recuo nos preços do etanol a partir de agora não significa, porém, que a queda será grande, mesmo com as usinas alocando boa parcela de cana para o biocombustível.

    Isso porque a gasolina, concorrente direto do renovável, segue firme nas refinarias da Petrobras, com viés de alta, em meio a preços do petróleo em máximas de cerca de seis meses.

    'A gasolina está na contramão, tem o reajuste que ainda não foi repassado totalmente à bomba e a defasagem com o mercado internacional', destacou Rodrigues, da comercializadora Bioagência, estimando preços do etanol 5 por cento mais altos nesta safra, em média, ante a passada.

    Nesta terça-feira, a petroleira estatal anunciou um reajuste de cerca de 2 por cento no valor da gasolina nas refinarias, após alta de 5,6 por cento no começo do mês. O valor médio praticado pela companhia é o maior desde o fim de outubro.

    Com o concorrente em níveis mais altos, a expectativa é de que o preço do etanol recue menos no ciclo 2019/20, afirmou Costa, da INTL FCStone.

    'As indicações são de que se tem realmente uma sustentação (na gasolina). Então, talvez, o piso (do etanol) na safra não seja tão baixo quanto em anos anteriores. Há espaço para que o etanol caia menos', explicou.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia EUA esperam abocanhar 80% da cota livre de tarifa para trigo do Brasil

    EUA esperam abocanhar 80% da cota livre de tarifa para trigo do Brasil

    Por Marcelo Teixeira

    SAO PAULO (Reuters) - A US Wheat Associates, grupo que representa a indústria de trigo dos Estados Unidos, busca ficar com 80 por cento da cota de importação de trigo livre de tarifa de 750 mil toneladas do Brasil, disse Vince Peterson, presidente do grupo.

    Peterson lidera uma delegação de produtores e comerciantes de trigo dos EUA que visitam moinhos brasileiros de trigo e processadores de alimentos esta semana, para avaliar o potencial de vendas para os próximos meses, quando a cota livre de tarifas para compras de fora do Mercosul for implementada.

    O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou a cota livre de tarifas durante sua visita a Washington no mês passado. Ela também se aplica a outros fornecedores, como a Rússia.

    Atualmente, qualquer venda de trigo dos EUA para o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do cereal, está sujeita a uma tarifa de importação de 10 por cento, enquanto as vendas argentinas entram sem impostos, uma vez que o país integra o Mercosul.

    'Isso faz a diferença. Dez por cento em uma commodity de 250 dólares por tonelada é um diferencial bastante significativo para os compradores', disse Peterson à Reuters, na quarta-feira.

    Os Estados Unidos são fornecedores de trigo ao Brasil de longa data. Costumavam vender quantidades muito grandes nos anos 60 e 70.

    Naquela época, lembrou Peterson, o país sul-americano comprava tanto trigo duro (HRW, vermelho duro de inverno) que o produto era conhecido no mercado como 'Brazil spec'.

    Com a crescente produção da Argentina, associada à vantagem do Mercosul, o país vizinho ficou com o maior mercado.

    Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal. Isso pode aumentar muito se a safra brasileira ou argentina tiver problemas.

    O Brasil importa cerca de 6 milhões de toneladas de trigo por ano, aproximadamente metade do seu consumo. Apesar de ser uma potência agrícola, o país carece de áreas suficientes com o clima temperado ideal para o cultivo de trigo.

    Peterson espera competição por essa cota livre de tarifas, particularmente da Rússia, que expandiu sua presença no mercado global de trigo nos últimos anos com o aumento da produção e os preços relativamente baixos.

    Ele acha que o produto dos EUA, no entanto, tem vantagens tanto em logística quanto em qualidade.

    'Os moinhos brasileiros estão acostumados com o nosso produto, sabem muito bem como trabalhar com suas especificações', afirmou.

    O Ministério da Economia do Brasil está finalizando a regulamentação sobre a cota. A Abitrigo, uma associação local de moinhos de trigo, espera que ela possa ser implementada em breve, para que os processadores brasileiros possam ter mais opções no mercado.

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    Exportação de soja do Brasil reduz ritmo, aponta Secex; embarque de minério despenca

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil perderam um pouco o ritmo registrado na primeira semana do mês, mas ainda continuam fortes na comparação com março e abril do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo brasileiro.

    No acumulado até a segunda semana de abril, os embarques totais do país atingiram cerca de 5 milhões de toneladas, com uma média diária de 504 mil toneladas. Na primeira semana, os embarques haviam superado 600 mil toneladas ao dia, em média.

    Em todo o mês de março, as exportações do Brasil, maior exportador global de soja, somaram pouco mais de 9 milhões de toneladas (478 mil toneladas/dia), enquanto em abril do ano passado tinham atingido 10,2 milhões de toneladas (488 mil toneladas/dia).

    A exportação de soja do Brasil tem chance de fechar o mês no menor nível em quatro anos para abril, segundo informou a Reuters na semana passada, com o país colhendo uma safra menor e sofrendo concorrência maior dos Estados Unidos e da Argentina.

    Os meses de abril e maio são geralmente aqueles com as maiores exportações, uma vez que o Brasil está finalizando a colheita de sua safra.

    A soja tem liderado as exportações brasileiras em valores, seguida pelo petróleo. O minério de ferro, que já foi o principal produto exportado pelo Brasil, perdeu espaço nos últimos anos pela queda do preço.

    MINÉRIO CAI, PETRÓLEO DISPARA

    As exportações de minério de ferro do Brasil caíram para 747,6 mil toneladas em média diária no acumulado até a segunda semana de abril, levando o total do mês para 7,47 milhões de toneladas, com os embarques sentindo efeito das paralisações da Vale devido ao desastre de Brumadinho.

    Em março, quando os embarques haviam caído mais de 25 por cento na comparação anual, somaram 22,18 milhões de toneladas, sendo a média diária de mais de 1 milhão de toneladas. Já em abril do ano passado as exportações no fechado do mês somaram 25,8 milhões de toneladas, média diária de 1,2 milhão de toneladas.

    No caso das exportações de petróleo, os embarques no acumulado do mês atingiram mais de 4 milhões de toneladas, com 412 mil toneladas/dia, versus 268 mil toneladas/dia em março e 217,7 mil toneladas/dia em abril fechado do ano passado.

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    Exportadora de café Terra Forte entra com pedido de recuperação judicial

    SÃO PAULO (Reuters) - A Terra Forte, uma das maiores exportadoras de café do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em uma corte de Campinas (SP), informou nesta quarta-feira o escritório de advocacia que representa a empresa.

    Segundo Freire Assis Sakamoto Violante Advogados, a Terra Forte deseja reestruturar 1,1 bilhão de reais em dívidas.

    Os advogados também disseram que a exportadora busca levantar com investidores 60 milhões de reais em capital de giro de curto prazo para manter operações.

    A Terra Forte é conhecida do mercado internacional de café. Sediada em São João da Boa Vista (SP), a empresa tem instalações em Poços de Caldas (MG), importante área produtora, e Santos (SP), maior porto exportador do produto no Brasil.

    Alguns operadores de Londres disseram nos últimos dias terem ouvido que a Terra Forte enfrentava problemas para cumprir contratos com importadores europeus, o que, segundo eles, foi uma das razões para o movimento de cobertura de vendidos nas últimas sessões do mercado cafeeiro.

    A exportadora tem uma capacidade de embarcar cerca de 2,5 milhões de sacas de café verde por ano, e estava entre as cinco maiores participantes do mercado exportador brasileiro.

    Uma porta-voz da sede da Terra Forte, em São João da Boa Vista, disse à Reuters nesta quarta-feira que a empresa não comentaria.

    O escritório de advocacia que cuida do pedido de recuperação judicial divulgou uma nota curta, na qual afirma que a exportadora estava à procura de suporte financeiro para manter operações, esperando levantar capital de investidores a curto prazo, enquanto tenta renegociar suas grandes dívidas.

    'Num segundo momento, com a conclusão da reestruturação, o objetivo do Grupo Terra Forte é buscar um sócio estratégico no mercado', afirmou a nota.

    O pedido de recuperação judicial da Terra Forte vem à medida que o preço de referência do café arábica, no mercado de Nova York, ronda seus menores níveis em 13 anos, com produtores de todo o mundo reclamando que os valores de venda estão abaixo dos custos de produção.

    (Reportagem de Marcelo Teixeira e Roberto Samora)

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    ENFOQUE-Vendas de soja patinam no Brasil com prêmio fraco; mercado vê risco ao milho

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Com o enfraquecimento dos prêmios para exportação de soja no Brasil, a comercialização da oleaginosa desacelerou recentemente, disseram especialistas e operadores, alertando para riscos ao armazenamento de milho, conforme se aproxima uma volumosa safrinha.

    No Porto de Paranaguá (PR), os prêmios da soja iniciaram abril na casa dos 40 centavos de dólar por bushel, segundo monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

    O valor fica abaixo dos quase 70 centavos vistos em fevereiro e bem aquém do mais de 1 dólar há um ano, quando a escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China começava a beneficiar os produtores brasileiros.

    'Essa última semana teve os menores patamares (de prêmio) desde a segunda quinzena de janeiro... O produtor está muito retraído... Para o spot, estão entregando contratos negociados anteriormente', afirmou a analista de mercado Débora Pereira da Silva, do Cepea.

    O enfraquecimento dos prêmios reflete a maior concorrência internacional, especialmente dos Estados Unidos, e consequente retração na demanda pelo produto brasileiro.

    As atenções recaem nas conversas entre EUA e China para pôr fim à disputa comercial. Tendo em vista que os norte-americanos detêm estoques recordes de soja, a avaliação é de que um eventual acordo entre as duas maiores economias do mundo levaria a uma competição ainda maior para o Brasil, que está terminando de colher uma safra de cerca de 114 milhões de toneladas, segundo a última pesquisa da Reuters.

    Em paralelo, o mercado atenta para a própria temporada deste ano nos EUA. A safra por lá terá plantio menor e ainda está sujeita a riscos climáticos, o que pode resultar em cotações mais firmes em Chicago no segundo semestre, lembrou Débora.

    O indicador de soja do Cepea, base Paranaguá, está na casa de 77 reais por saca, ante mais de 80 reais há um ano.

    Segundo a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, a comercialização da soja está um pouco mais lenta recentemente, após ter sido forte no início da safra.

    'Estamos com 51 por cento da soja comercializada, igual ao ano passado, mas ela vinha mais aquecida', afirmou.

    Em relatório nesta sexta-feira, a consultoria Safras & Mercado destacou uma evolução 'razoável' nas vendas ao longo de março, ponderando que produtores estão aproveitando os momentos de pico, principalmente do dólar.

    RISCOS AO MILHO

    Em relatório, a consultoria T&F Agroeconômica disse que, no Rio Grande do Sul, há 'desespero' para se conseguir cotas nos armazéns do porto de Rio Grande.

    'Este desespero tem duas origens: aumento substancial da produção de soja no Estado, sem o consequente aumento da capacidade de armazenagem, e redução na demanda de exportação de soja do país', destacou a consultoria.

    O comentário se segue a uma projeção recente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que cortou a perspectiva de embarques de soja do país neste ano a 67 milhões de toneladas, ante 73 milhões previamente.

    Diante da recente lentidão no escoamento da soja, começam a surgir preocupações quanto ao armazenamento da segunda safra de milho, que começará a ser colhida no próximo mês.

    'Com essa queda nos prêmios, o produtor está aproveitando somente os melhores momentos de câmbio. Isso faz com que ele fique bem retraído nas vendas. Realmente vamos ter alguma coisa de falta de espaço para milho, porque a soja não está saindo... Vai ter pressão', avaliou o operador Adilson Parpinelli, da corretora Indiana Agri, em Primavera do Leste (MT).

    Já o diretor da corretora AMG, de Caxias do Sul (RS), Mário Magero, comentou que, 'infelizmente, essa briga de braço entre EUA e China está impactando nos prêmios no Brasil' e que a 'cadeia está sendo afetada como um todo, com a soja usando a capacidade estática de outros grãos'.

    Enquanto a demanda por soja se enfraquece, os embarques de milho devem subir acentuadamente em abril e maio, conforme informou a Reuters esta semana, com operadores liberando silos para a segunda safra do cereal.

    Consultorias e entidades do mercado projetam que o Brasil colherá uma segunda safra de milho 23 por cento maior neste ano, na casa dos 66 milhões de toneladas.

    Tal como com a soja, os preços do cereal também estão mais fracos, segundo o indicador do Cepea: 38 reais agora, versus mais de 40 reais um ano atrás.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Escritório em Israel é 'meio-termo', diz ministra Tereza, que terá reunião com árabes

    SÃO PAULO (Reuters) - Um escritório de negócios em Israel, em vez da mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, é um 'meio-termo' nas discussões diplomáticas envolvendo países do Oriente Médio, comentou nesta terça-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em um aceno às nações muçulmanas após o presidente Jair Bolsonaro visitar Jerusalém nesta semana.

    Uma mudança da embaixada do Brasil para Jerusalém, conforme o previamente prometido por Bolsonaro, gerou descontentamento de países árabes, com os quais os exportadores brasileiros negociam bilhões de dólares em produtos agropecuários.

    Durante a viagem a Israel, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório de negócios do Brasil na cidade disputada por israelenses e palestinos, admitindo ter encontrado dificuldades para cumprir sua promessa.

    'Acho que o escritório de negócios é um meio-termo, não é a embaixada lá. A gente sabe do ânimo que existe na região, mas o Brasil é um país amigo de todos os países, e na área comercial temos um peso muito grande no mundo árabe, no mundo islâmico. Temos de continuar conversando', disse Cristina, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.

    'É claro que há um descontentamento. Mas nós da Agricultura temos de trabalhar pela agricultura. Esses problemas de geopolítica são para o presidente da República, para o chanceler', acrescentou ela.

    Seguindo a nota, a ministra disse que já conversou 'com muita gente' e que, 'apesar do desconforto, as coisas estão calmas'.

    No que depender do Ministério da Agricultura, afirmou ela, 'vamos continuar fazendo com que cresça essa cooperação comercial entre os países do mundo árabe e o Brasil'.

    A ministra informou que tem reunião marcada para a próxima semana com 51 embaixadores de países árabes e explicou que o Ministério da Agricultura vai manter o diálogo com esses países, que são grandes compradores da produção brasileira de alimentos.

    (Por Roberto Samora)

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    Agroconsult eleva previsão de safra de soja 2018/19 do Brasil a 118 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase final de colheita, deve alcançar 118 milhões de toneladas, projetou nesta quinta-feira a Agroconsult, em um aumento ante os 116,4 milhões previstos em fevereiro, diante de bons rendimentos em certas áreas colhidas tardiamente, sobretudo Rio Grande do Sul e Matopiba.

    O volume, na mais otimista das estimativas publicadas por especialistas e instituições, fica 3,3 por cento aquém do recorde de 122 milhões de toneladas considerados pela consultoria para 2017/18.

    Oficialmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diz que o país colheu 119,3 milhões de toneladas de soja no ano passado, mas para o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, foi necessário realizar um ajuste na metodologia da consultoria, de modo a refletir as exportações históricas de 2018.

    A associação da indústria de soja, a Abiove, também revisou seus números.

    De qualquer forma, a nova estimativa da Agroconsult representa um forte tombo em relação ao que se esperava para o ciclo vigente na época da semeadura, que alcançou históricos 36 milhões de hectares, segundo a consultoria.

    Chuvas regulares durante o plantio levaram o mercado a apostar em uma safra de soja superior a 120 milhões de toneladas. A própria Agroconsult chegou a ver potencial para 129 milhões, quantidade que colocaria o Brasil como rival dos Estados Unidos pelo posto de maior produtor do mundo.

    Uma estiagem marcada por altas temperaturas entre dezembro e janeiro, contudo, derrubou a produtividade das lavouras, e o mercado começou a rever suas previsões, consolidando suas apostas em torno de 114 milhões de toneladas, conforme pesquisa da Reuters divulgada na véspera.

    'Foi uma safra com início muito bom, melhor início que a gente já viu... (Mas) o clima foi irregular em todas as regiões. O clima seco em dezembro encurtou o ciclo e diminuiu o peso dos grãos', disse Pessôa, durante coletiva em São Paulo para apresentar os resultados do Rally da Safra.

    Ainda segundo ele, “com o que vimos no Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), com o que vimos no Rio Grande do Sul, justifica-se esse número (de safra)”.

    As duas áreas mencionadas foram bem menos impactadas pelo clima adverso da virada de ano, se comparado a Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo, onde as perdas chegaram a 40 por cento.

    A safra gaúcha “deve ser a melhor” que o Estado já viu, segundo Pessôa, com produtividade de 57,6 sacas por hectare, de 54,4 sacas no ciclo anterior.

    EXPORTAÇÃO

    A Agroconsult prevê ainda exportações de 67 milhões de toneladas de soja pelo Brasil neste ano, ante 70,2 milhões na projeção anterior e abaixo do recorde de 84 milhões de toneladas no ano passado, quando os embarques nacionais foram favorecidos pela disputa comercial entre EUA e China.

    “Essa revisão é em função das exportações norte-americanas e da safra argentina”, disse Pessôa, referindo-se aos amplos estoques dos EUA disponíveis para vendas e à forte recuperação na produção da Argentina, terceiro maior produtor global de soja.

    A divulgação dos dados ocorre conforme a consultoria acaba de finalizar a primeira etapa do Rally da Safra, expedição técnica que percorreu as principais regiões produtoras da oleaginosa no Brasil entre janeiro e março.

    A Reuters acompanhou os trabalhos do Rally da Safra na virada de janeiro para fevereiro, visitando lavouras no norte de Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás e sudeste de Mato Grosso.

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