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    EXCLUSIVO-Dreyfus e Olam têm maior salto em exportação de soja do Brasil em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Louis Dreyfus Company (LDC) e a Olam International foram, dentre as gigantes tradings de commodities agrícolas, as que mais impulsionaram embarques de soja do Brasil em 2018, na esteira de uma safra recorde no país e aumento de envios à China, em meio à guerra comercial da nação asiática com os Estados Unidos.

    Após investimentos no país, a Dreyfus exportou de janeiro a novembro 30,5 por cento mais soja brasileira, com 10,56 milhões de toneladas, conforme dados da agência marítima Williams compilados pela Reuters. O volume representa cerca de 13 por cento de tudo o que o Brasil, o maior exportador da oleaginosa, vendeu no período.

    A exportação da Dreyfus supera ligeiramente o total de 10,49 milhões de toneladas de soja embarcada pela chinesa Cofco, que também teve aumento expressivo no período, de 22 por cento.

    Caso a Dreyfus se mantenha à frente da chinesa em dezembro, deve terminar o ano na terceira posição entre os maiores exportadores de soja do Brasil, atrás apenas da líder absoluta, Bunge, e da Cargill.

    'Um fator importante é o tamanho da safra, que sempre influencia, mas não é ao acaso. Não estamos esperando a safra ficar grande para crescer. A Louis Dreyfus tem feito investimentos em infraestrutura ao longo dos anos', afirmou o diretor-executivo de Oleaginosas da empresa no Brasil, Luis Barbieri.

    Os resultados de 2018 até o momento mostram como as companhias tradicionais, integrantes do chamado ABCD (ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus), estão lidando com a atuação da chinesa Cofco, que se consolidou entre os maiores exportadores de grãos do Brasil em 2017.

    Segundo Barbieri, a Dreyfus está 'colhendo agora os frutos desses investimentos', que giraram em torno de 500 milhões de reais por ano nos últimos anos, considerando-se todos os negócios da companhia.

    Barbieri explicou que a trading conta atualmente com maior capacidade de transporte de soja no Arco Norte, com 64 barcaças e sete empurradores pelos rios da Amazônia, o que favorece o escoamento da oleaginosa.

    Além disso, o Tegram, terminal de grãos no Maranhão, um dos mais novos do Brasil, que tem a empresa como sócia, rodou em 2018 pela primeira vez 'à plena capacidade'.

    'Acho que um dos fatores importantes para se atingir esse crescimento acima da média do mercado foram nossos investimentos em infraestrutura. Outro ponto foi nosso foco de estar próximo do produtor rural', afirmou Barbieri, preferindo não comentar sobre os números levantados pela Reuters a partir de line-ups da Williams.

    CHINA

    O apetite chinês pela soja brasileira também tem ajudado tradings com atuação no país sul-americano.

    A Olam International, com forte presença na Ásia, expandiu suas exportações de soja do Brasil em 237,2 por cento entre janeiro e novembro, na comparação anual, para 5,85 milhões de toneladas.

    'Nosso aumento nos volumes está em linha com o aumento do fluxo de comércio de soja do Brasil para a China, impulsionado pelas restrições comerciais entre Estados Unidos e China', afirmou a trading em nota por e-mail.

    Os produtores brasileiros foram muito beneficiados neste ano pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Em meio a diversas retaliações, Pequim impôs uma taxa de 25 por cento sobre a commodity norte-americana, o que levou os chineses a se voltarem à oleaginosa brasileira.

    Beneficiado também por uma safra recorde de cerca de 120 milhões de toneladas, o Brasil vem embarcando volumes históricos à China e deve fechar o ano com vendas de cerca de 82 milhões de toneladas.

    A própria Louis Dreyfus também teve seus negócios ajudados pela China. Em setembro, a empresa abriu em Tianjin, no norte chinês, sua nova planta processadora de oleaginosas, em um plano de expansão no maior consumidor global de soja.

    Dentre as outras grandes tradings com atuação no Brasil, a Bunge elevou suas exportações de soja em 9 por cento até agora em 2018, para 16,64 milhões de toneladas, enquanto a Cargill manteve certa estabilidade, em 11,35 milhões de toneladas, conforme os dados da Williams.

    A Archer Daniels Midland (ADM) viu seus embarques crescerem 12,6 por cento, para 8,20 milhões de toneladas. Já a Marubeni exportou 5,6 por cento menos, com quase 9 milhões de toneladas.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ENTREVISTA-3corações vê salto em vendas em 2018 e grande safra de café no Brasil em 2019

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - O grupo 3corações, líder em vendas de café torrado & moído do Brasil, prevê uma safra abundante no país no ano que vem, consumo crescente e projeta fortes investimentos no mercado brasileiro, onde seus negócios têm crescido em ritmo de dois dígitos ao ano, disse à Reuters o presidente da companhia.

    À frente de uma empresa que deve faturar quase 5 bilhões de reais neste ano e de olho em um mercado de produtos de maior valor agregado, Pedro Lima fala com entusiasmo sobre iniciativas da 3corações para fomentar a produção de café de qualidade, que cada vez mais atrai consumidores. Mas ele também pensa no todo.

    'Estamos nos cafés diferenciados, cafés em microlotes... para onde o consumidor for, vamos seguir', disse Lima, comentando que o interesse dos brasileiros por grãos melhores foi ampliado com o auxílio de um programa da associação da indústria brasileira de café, de aprimorar a qualidade de toda a produção.

    Com 27 por cento do mercado de torrado & moído no Brasil, mais de 60 por cento no segmento de cappuccino e em segundo lugar em vendas no país em solúvel, atrás da Nestlé, o grupo 3corações espera contar com uma grande safra brasileira no próximo ano, até para ajudar a companhia a atingir seus objetivos.

    Segundo Lima, filho de João Alves de Lima, fundador da empresa que originou o grupo --hoje uma joint venture 50/50 com o israelense Strauss Group Ltd--, a safra de 2019 tem potencial de ser a maior de um ano de baixa do ciclo bianual do arábica.

    'A nossa expectativa, de empresa verticalizada, com time de especialistas em todo o país, é de uma safra de 55 milhões de sacas em 2019', disse Lima, o que seria uma queda de 5 milhões de sacas ante o recorde deste ano.

    Do total, a safra de café arábica do Brasil deve atingir, segundo Lima, 35 milhões de sacas em 2019, ante cerca de 44 milhões em 2018), enquanto a de café robusta deve crescer para 20 milhões de sacas no próximo ano, versus 16 milhões de sacas em 2018, à medida que áreas produtoras consolidam uma recuperação após anos de seca.

    'Talvez seja a maior safra de ano de baixa', disse ele, ao ser questionado sobre a colheita que se inicia no segundo trimestre de 2019. Segundo dados do governo, que em geral apontam um volume menor que o mercado, a maior safra de baixa produtividade do país se deu 2013 (49,15 milhões de sacas).

    'Isso deve deixar os preços estáveis', disse o presidente da 3corações, considerando também os estoques formados no Brasil na safra abundante deste ano.

    SALTO NO FATURAMENTO

    Os grandes volumes produzidos no Brasil, admitiu Lima, ajudaram nas margens da empresa neste ano, que também deve registrar um salto de cerca de 10 por cento no faturamento bruto, para aproximadamente 4,8 bilhões de reais, na comparação com 2017.

    'Bruto, a ideia é chegar em 4,8 bilhões. Líquido, a ideia é chegar em 3,9 bilhões.'

    Com tais resultados e de olho em uma recuperação econômica, o grupo deverá investir montantes de aproximadamente 320 milhões de reais em 2019, praticamente o mesmo patamar deste ano.

    Tais aportes, entre outros objetivos, visam capturar as oportunidades do mercado de cafés especiais, que cresce em um ritmo muito mais forte do que o mercado em geral, ainda que represente ainda cerca de 3 por cento dos volumes vendidos, indicou Lima.

    Uma das mais recentes iniciativas da 3corações na área de especiais, nas versões torrado & moído, grãos e cápsulas, é a linha Rituais, com 'blends' 100 por cento arábica do Cerrado Mineiro, Mogiana Paulista, Sul de Minas, além do orgânico e 'Florada'.

    Este último, integrante de um programa da 3corações para 'empodeirar' as cafeicultoras, ao mesmo tempo em que ensina as melhores práticas de produção, em um processo que culmina com um concurso para os grãos mais apreciados do Brasil produzidos por mulheres.

    'É um trabalho para melhorar a cafeicultura brasileira... e, claro, elas vão se tornar fornecedoras da empresa', comentou Lima, cuja empresa é dona de uma série de marcas, como Santa Clara, Pimpinela, Kimimo, Letícia, Fino Grão, Itamaraty, Iguaçu, 3corações, além da TRES, solução de café expresso e com mais de 20 sabores de bebidas quentes.

    Com 25 centros de distribuição espalhados pelo Brasil, seis plantas fabris, duas unidades de compra e beneficiamento, a empresa também exporta café de algumas de suas marcas para os principais mercados da América Latina e Estados Unidos.

    (Por Roberto Samora)

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    ENFOQUE-Com apostas em etanol, usinas do Brasil ampliam investimentos em produção

    Por Ana Ionova e Marcelo Teixeira

    LONDRES/SÃO PAULO (Reuters) - As usinas brasileiras estão aumentando a capacidade de produção de etanol diante dos preços mundiais deprimidos do açúcar e das políticas governamentais que devem impulsionar a demanda pelo biocombustível no país.

    Uma mudança para o etanol na safra de 2018/19 reduziu a produção de açúcar do Brasil em 9 milhões de toneladas, para uma mínima em 12 anos, e mais alocação de cana para o biocombustível na próxima temporada poderia ajudar a acabar com um superávit global que pesa sobre os preços do adoçante.

    O Brasil também pode perder seu posto de maior produtor de açúcar do mundo para a Índia pela primeira vez em 16 anos, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

    Para as processadoras de cana brasileiras, a mudança para etanol provou ser um 'trade-off' atraente, já que o foco maior no biocombustível parcialmente protegeu as usinas de uma queda nos preços globais do açúcar em setembro para o menor nível desde 2008.

    Executivos das grandes empresas brasileiras de açúcar Biosev e Usina Coruripe, bem como de pequenas produtoras como Usina Batatais e Usina Cerradão, disseram à Reuters que agora estão investindo em mais capacidade de etanol antes da próxima temporada.

    A Biosev, por exemplo, a segunda maior processadora de cana do Brasil, disse que instalou colunas de destilação em duas usinas do Mato Grosso do Sul para dar às unidades a opção de usar 90 por cento da cana para o álcool, um incremento de 50 por cento.

    Em outro sinal de que a indústria está fazendo uma aposta de longo prazo no etanol, em linha com a política brasileira de biocombustíveis, a JW, uma das principais fabricantes de equipamentos para etanol, disse à Reuters que contratou 200 pessoas para lidar com um aumento nos pedidos.

    O Brasil lançou pela primeira vez políticas para usar mais biocombustíveis em 1975, depois que o embargo de oferta da Opep elevou os preços do petróleo. Os chamados carros flex, que funcionam com etanol puro ou uma mistura de gasolina e etanol, agora compõem 80 por cento da frota de veículos leves do Brasil.

    Em um novo impulso, o governo aprovou o RenovaBio, que obriga os distribuidores de combustíveis a aumentar gradualmente a quantidade de biocombustíveis que eles vendem a partir de 2020.

    O Ministério de Minas e Energia do Brasil espera que o RenovaBio empurre a demanda para 47,1 bilhões de litros em 2028, de 26,7 bilhões em 2018, ajudando a indústria brasileira de etanol a se recuperar de anos de competição desleal com preços subsidiados da gasolina.

    'Os investimentos só são feitos a longo prazo', disse Plinio Nastari, presidente da consultoria Datagro. 'Parte desses investimentos está sendo feita por causa do estabelecimento dessas metas.'

    APOSTAS NO ETANOL

    O mercado global também pode oferecer oportunidades para produtores brasileiros de etanol, à medida que os países buscam maneiras de reduzir sua pegada de carbono, incluindo a China, que está lançando o uso de etanol em combustível em todo o país até 2020.

    Nesta temporada, as usinas brasileiras destinaram 64 por cento da oferta de cana para o etanol, já que as vendas domésticas aumentaram em cerca de 40 por cento devido aos altos preços da gasolina no Brasil, o quarto maior consumidor mundial de combustível para transporte.

    Muitas usinas já podem produzir açúcar ou etanol, com alguma flexibilidade no mix. As empresas que investem em colunas de destilação esperam que as reconfigurações lhes deem espaço para produzir ainda mais etanol se os preços continuarem atrativos.

    Além da Biosev, controlada pelo trading de commodities Louis Dreyfus, a Usina Coruripe, uma das dez maiores processadoras brasileiras de cana, disse que planeja investir cerca de 300 milhões de reais para esmagar mais cana e aumentar sua capacidade de produção de etanol.

    'Nosso mix ainda é muito alto em açúcar devido à configuração das usinas, mas estamos tentando mudar isso', disse o presidente-executivo, Mario Lorencatto, à Reuters.

    A Usina Batatais, empresa que pode moer 7 milhões de toneladas de cana por safra em suas duas usinas, disse que as mudanças feitas na última temporada em uma de suas fábricas no Estado de São Paulo significaram que ela poderá destinar até 80 por cento ao etanol.

    'Quase dobramos a produção de etanol hidratado do ano passado para este', disse à Reuters Luiz Gustavo Junqueira, gerente de inovação da Usina Batatais.

    Embora os investimentos variem, uma usina de médio porte pode gastar cerca de 20 milhões de reais para adicionar uma coluna de destilação que aumenta a produção de etanol em 40 milhões de litros, disse Willian Hernandes, sócio da consultoria financeira FG/A, que ajuda as usinas a levantar capital.

    Hernandes disse que três empresas podem começar a expandir sua capacidade a partir deste mês, antes da próxima safra de cana-de-açúcar, em abril.

    As usinas também estão investindo em tanques de armazenamento para que possam manter o etanol e vendê-lo quando os preços estiverem mais altos, disse Alexandre Figliolino, que trabalhou no Itaú BBA e agora assessora empresas de açúcar e etanol.

    AÇÚCAR EM BAIXA

    A dramática mudança do Brasil para o etanol nesta safra cortou sua produção de açúcar em 20 por cento e, se o etanol continuar atraente na próxima temporada, as usinas poderão destinar mais cana para o biocombustível.

    'Com todos os planos de que ouvimos falar, as usinas provavelmente poderiam tirar mais 2 milhões de toneladas de açúcar do mercado na próxima temporada', disse Hernandes.

    O Departamento de Agricultura dos EUA e a Organização Internacional do Açúcar esperam que a Índia supere o Brasil em 2018/19 como o maior produtor mundial de açúcar.

    O apelo do etanol sobre o açúcar é influenciado por vários fatores, incluindo os preços da gasolina e da moeda brasileira, por isso ainda é incerto o quanto de cana irá para o etanol em 2019/20.

    'Sem o RenovaBio ainda, eu diria que estamos olhando para a mesma situação', disse Eder Vieito, analista sênior de commodities da Green Pool. 'Se o mundo precisar de açúcar, os preços do açúcar passarão a um nível de preços que o etanol não pode igualar --sem perder demanda significativa para a gasolina.'

    Um enfraquecimento do real e do petróleo arrastou o preço ao qual o açúcar está ao par com o etanol para pouco mais de 13 centavos de dólar por libra-peso, estimam analistas. Mas isso ainda está acima dos preços do açúcar.

    'Os preços ainda estão enviando aos produtores o sinal para manterem um forte foco no etanol no próximo ano', disse Nastari, da Datagro.

    PEGADA DE CARBONO

    No entanto, os estoques decrescentes de açúcar no Brasil têm suportado os preços domésticos, o que poderia estimular um aumento de curto prazo na produção.

    Também não está claro se o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, manterá a política de alinhar os preços domésticos dos combustíveis com os preços globais. Embora tenha melhorado a competitividade do etanol ao remover os limites de preço da gasolina, o aumento das cotações na bomba irritou muitos brasileiros.

    O açúcar também tem um apelo para as usinas porque os produtores podem cobrir os retornos com contratos futuros --um mecanismo que ainda não existe para o mercado doméstico de etanol, disse John Stansfield, analista e trader do Grupo Sopex.

    Fora do Brasil, o mercado de etanol deve se expandir também graças às políticas destinadas a reduzir as emissões. A consultoria em etanol e açúcar F.O. Licht espera que a demanda global aumente pelo menos 2 por cento ao ano na próxima década.

    E embora o etanol brasileiro muitas vezes não possa competir com a oferta de baixo custo dos EUA, o etanol de cana-de-açúcar do Brasil tem uma pegada de carbono menor que pode atrair os governos que se esforçam para cumprir os compromissos do acordo climático de Paris.

    A Colômbia, por exemplo, é um dos vários países que estão mudando as políticas de biocombustíveis para priorizar o uso de variedades com menor pegada de carbono. O etanol brasileiro começou a chegar ao Estado norte-americano da Califórnia este ano porque os distribuidores de combustível podem ganhar mais créditos sob o esquema de descarbonização do Estado.

    'Em comparação com os biocombustíveis locais, como o etanol de milho, o etanol de cana do Brasil tem uma pegada de carbono muito menor', disse o diretor da F.O. Licht, Christoph Berg. 'É, portanto, um combustível relativamente atraente'.

    As altas tarifas ainda representam uma barreira em muitos países, incluindo a China, onde o etanol brasileiro está sujeito a uma taxa de 30 por cento, embora analistas afirmem que as tensões comerciais entre Washington e Pequim possam fornecer uma oportunidade.

    'No momento, não parece que a China reduziria a tarifa de importação do etanol brasileiro', disse Berg. 'Mas ele pode ser competitivo se tal tarifa for removida.'

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    Com China, Brasil deve exportar recorde de 82,5 mi t de soja em 2018, diz Anec

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de soja do Brasil devem fechar 2018 em um recorde de cerca de 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado, projetou nesta segunda-feira a Anec, destacando o apetite chinês como importante fator por trás desse salto.

    A estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais confirma reportagem da Reuters publicada em novembro com base em informações de um negociante e dados de programação de navios nos portos do Brasil, o maior exportador mundial de soja em grão.

    Só em novembro, foram embarcados 4,9 milhões de toneladas de soja, sendo 97 por cento para o gigante asiático, disse a Anec.

    No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6 por cento ante igual intervalo de 2017. Do total, 82 por cento foi para a China.

    O Brasil foi muito favorecido neste ano diante da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que, entre outras retaliações, incluiu uma tarifa de Pequim sobre a soja norte-americana. Isso levou os chineses a comprarem com força o produto brasileiro.

    Segundo a Anec, para este mês de dezembro, cerca de 2,5 milhões de toneladas de soja encontram-se programadas para embarque. O volume já fica acima dos 2,3 milhões de igual mês do ano, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

    'O incremento das exportações de soja neste segundo semestre impulsionado pela demanda chinesa antes abastecida pelo mercado americano, deve fazer com que encerremos o ano com o estoque de passagem mais baixo dos últimos anos', afirmou a Anec.

    A Anec lembrou que, devido a boas condições climáticas, o plantio da safra 2018/2019 começou cedo, e algumas regiões devem iniciar a colheita já na segunda quinzena de dezembro, 'equilibrando o abastecimento do mercado'.

    MILHO

    Conforme a Anec, o Brasil deve fechar 2018 com exportações de cerca de 22 milhões de toneladas de milho, considerando-se 18,9 milhões até novembro e uma programação de 3,2 milhões para dezembro.

    Os embarques de milho registraram em novembro um importante incremento em relação aos resultados obtidos nos meses anteriores, considerados abaixo das expectativas iniciais do setor.

    Segundo a Anec, o país exportou 3,9 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 4,2 milhões de toneladas de igual mês de 2017, mas ainda distante do recorde de exportação obtido em novembro de 2015, com 4,9 milhões de toneladas.

    'Com uma maior inclinação do setor produtivo para comercializar seus estoques de milho produzidos na segunda safra deste ano, principalmente devido à proximidade do início da colheita de soja em algumas regiões, as exportações de milho puderam avançar mesmo com margens de preço muito apertadas', afirmou a Anec.

    O Irã segue como principal importador do milho brasileiro, sendo destino de aproximadamente 50 por cento do volume exportado pelo Brasil, segundo a Anec.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Com colheita em dezembro, Brasil deve produzir quase 121 mi t de soja em 18/19, dizem analistas

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil produzirá um recorde de quase 121 milhões de toneladas de soja na atual safra 2018/19, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta sexta-feira, com o mercado já atento às condições para a colheita, cujo início, antecipado, está previsto para dezembro.

    De acordo com a média de estimativas de 13 consultorias e entidades, o país deverá colher 120,76 milhões de toneladas da oleaginosa neste ciclo, alta de 1,2 por cento sobre o registrado na temporada passada.

    Os números só não são maiores porque as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são conservadoras.

    Maior exportador global da commodity, o Brasil também semeará históricos 36,13 milhões de hectares com soja, 2,8 por cento acima do visto em 2017/18, conforme o levantamento.

    Na pesquisa anterior, de outubro, a produção estava projetada em 120,39 milhões de toneladas e a área, em 36,12 milhões de hectares.

    'De um modo geral, até o momento não temos notado reclamações relacionadas ao clima nas principais áreas produtoras. Só um pouco de reportes de ferrugem asiática em regiões isoladas, onde aparentemente acabou chovendo demais. Por enquanto temos de trabalhar com a hipótese de safra cheia', resumiu o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Chuvas regulares neste ano contribuíram para o plantio de soja mais rápido da história no país, o que, por sua vez, tem levado a um aumento nos focos do fungo da ferrugem asiática, afirmou recentemente uma pesquisadora da Embrapa, alertando para a possibilidade de custos maiores para controlar a doença.

    Embora derivem de casos pontuais, sem ameaças à safra, tais custos tendem a pesar sobre as margens dos produtores, as quais já caminham para ser menores frente às inicialmente consideradas em razão da depreciação do dólar após as eleições.

    Neste mês, o Itaú BBA apontou que as margens dos sojicultores devem girar em torno de 1.200 reais por hectare, contra 1.400 reais estimados em agosto, antes do plantio, e mais de 2.000 reais em 2017/18.

    COLHEITA PRECOCE

    Mas, se há algo certo, é que a colheita desta temporada começará mais cedo que de costume, justamente em razão da semeadura adiantada.

    'Tudo indica que a partir de segunda quinzena de dezembro uma parte do pessoal de Mato Grosso já vai estar colhendo em algumas áreas. O desenvolvimento de maturação (da soja) está muito acelerado... Ainda será bem pouco representativo, menos de 1 por cento da área, mas já é oferta de soja entrando no mercado', destacou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP. Outros especialistas concordam com ele.

    'Isso indica um janeiro cheio (de colheita). Poderemos fechar janeiro com 10 a 15 por cento de área colhida em todo o Brasil', acrescentou.

    Assim, o porcentual colhido ao final de janeiro de 2019 poderia ser mais que o dobro do total registrado no mesmo mês deste ano e da média histórica recente, segundo números da consultoria AgRural.

    Com maior oferta em janeiro, o Brasil anteciparia uma concorrência com a exportação dos Estados Unidos, que acabou de colher a sua safra.

    Washington segue às turras com Pequim em meio a uma disputa comercial que resultou na taxação da oleaginosa norte-americana pelos chineses. Isso fez com que as vendas dos EUA ao gigante asiático minguassem, enquanto as do Brasil dispararam para volumes recordes neste ano.

    MILHO

    Assim como a soja, o milho de primeira safra, colhido no verão, apresenta um bom cenário, segundo a pesquisa da Reuters.

    Dez consultorias e entidades esperam, em média, uma produção de 27,79 milhões de toneladas, alta de 3,6 por cento na comparação anual, com área 7,4 por cento superior, em 5,46 milhões de hectares.

    No levantamento anteriores, a safra de milho verão estava estimada em 27,48 milhões de toneladas, produzidos em 5,36 milhões de hectares.

    'Não há relatos até o momento de perdas produtivas em função do clima', afirmou o analista Victor Ikeda, do Rabobank, citando os preços mais atrativos do cereal como um dos estímulos para o aumento de área.

    'Ainda assim, vale ressaltar que o crescimento não foi significativo, pois o produtor ainda opta pela soja no verão em função da maior liquidez da oleaginosa.'

    (Por José Roberto Gomes)

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    Safras prevê produção recorde de soja no Brasil em 18/19, aumento em milho

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá produzir um recorde de soja na safra 2018/19, em meio a um aumento de área plantada e condições climáticas favoráveis, disse nesta sexta-feira a Safras & Mercado, apostando também em uma forte recuperação na produção de milho.

    Maior exportador global, o Brasil deverá colher 122,2 milhões de toneladas de soja no ciclo vigente, em fase final de plantio.

    De acordo com a consultoria, o volume supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18.

    A área plantada com a commodity deve alcançar históricos 36,4 milhões de hectares, praticamente estável em relação à última estimativa, mas acima dos 35,1 milhões de 2017/18.

    Com o plantio avançando e um bom panorama inicial para o desenvolvimento das lavouras, as atenções agora se voltam totalmente para o clima, destacou a Safras & Mercado.

    'O potencial da safra brasileira é novamente recorde, mas apenas um clima positivo ao longo dos próximos meses permitirá que a nova produção supere a do ano passado', afirmou o analista da consultoria, Luiz Fernando Roque.

    Na véspera, a Agroconsult também fez projeções e disse que o Brasil tem potencial para produzir até 129 milhões de toneladas de soja nesta safra.

    No início deste ciclo, chuvas em bons volumes têm garantido a umidade no solo, ao contrário do observado há um ano, quando uma estiagem entre setembro e outubro assustou os produtores.

    MILHO E ALGODÃO

    Para o milho, a Safras & Mercado elevou sua estimativa de produção em 2018/19 a 94,9 milhões de toneladas, de 94,2 milhões na previsão anterior.

    Do total, 62,1 milhões de toneladas seriam de segunda safra, a chamada 'safrinha', colhida em meados do próximo ano e que responde pelo grosso da produção brasileira do cereal. O aumento anual seria de quase 30 por cento.

    O volume esperado para a safra total de milho do país em 2018/19 supera em 18,6 por cento o registrado na temporada passada, marcada por área menor e adversidades climáticas.

    Conforme a Safras & Mercado, a área total com milho neste ciclo deverá crescer 3,5 por cento na comparação anual, para 16,8 milhões de hectares.

    Em paralelo, a consultoria disse que a produção brasileira de algodão deverá totalizar 2,48 milhões de toneladas de pluma em 2018/19, subindo 18,6 por cento sobre o ano anterior. Na estimativa anterior, eram esperados 2,24 milhões de toneladas.

    Segundo o analista Élcio Bento, os bons resultados auferidos na última temporada levarão os produtores de algodão a plantar uma área recorde, de 1,42 milhão de hectares, alta de quase 20 por cento ante 2017/18.

    'O recente enfraquecimento das cotações não chegou a inibir o interesse pelo cultivo, pois boa parte foi comercializada de forma antecipada', disse.

    'A confirmação dessa produção recorde, diante de um consumo interno ainda fraco, tornará ainda mais importante o escoamento via exportação... Sem isso, corre-se o risco de o mercado interno enfrentar um aumento expressivo dos estoques de passagem', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Desembolso do BB para safra cresce 20%; linhas do governo podem ficar sem recursos

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Os desembolsos do Banco do Brasil em crédito para a safra 2018/19 cresceram 20 por centro entre julho e outubro deste ano na comparação com igual período de 2017, em meio a um 'cenário positivo de produção e preço', disse nesta terça-feira o vice-presidente de Agronegócios da instituição, Tarcísio Hübner.

    Ao mesmo tempo, ele notou que algumas linhas do governamental Plano Safra, especialmente as direcionadas para investimentos e compras de máquinas e equipamentos, podem ficar sem recursos.

    'A demanda por recursos está forte. Temos visto um desembolso significativo', afirmou ele no intervalo de evento do setor em São Paulo, destacando que mesmo adversidades como tabelamento de fretes e tensões comerciais no exterior não têm reduzido o ânimo dos agricultores.

    'O produtor brasileiro é um campeão.'

    Líder em crédito rural no país, o Banco do Brasil está oferecendo neste ano cerca de 103 bilhões de reais em linhas de custeio e investimento de safra, disse o executivo.

    Segundo Hübner, o apetite dos produtores está forte por recursos voltados à tecnologia e ampliação de áreas, principalmente de soja.

    Maior exportador global da oleaginosa, o Brasil está plantando um recorde de mais de 36 milhões de hectares com a commodity neste ano, conforme dados do governo.

    A semeadura avançada, já praticamente encerrada em Mato Grosso, o maior produtor nacional, melhora o cenário para a segunda safra, a safrinha, colhida em meados do próximo ano e composta principalmente por milho, avaliou Hübner.

    O algodão segunda safra em Mato Grosso também demandará mais investimentos, com um esperado aumento de área. Ao todo, os mato-grossenses vão aumentar o plantio da pluma em 18 por cento em 2018/19, para um recorde de 937,8 mil hectares, impulsionados pelos bons preços da commodity, informou na véspera o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    RECURSOS ESCASSOS

    O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil comentou ainda que a demanda também está aquecida pelo Moderfrota, financiamento para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras, dentre outros equipamentos.

    Ele não descartou uma eventual falta de recursos dessa linha até o fim do Plano Safra 2018/19, em 30 de junho de 2019.

    No caso do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), os recursos já foram esgotados.

    'O FCO, uma grande fonte para abastecer o Centro-Oeste, pela primeira vez desde 2013, os recursos já foram todos utilizados', acrescentou Hübner.

    No atual ciclo 2018/19, o governo brasileiro oferecerá um total de 194,37 bilhões de reais dentro do Plano Safra, superando em cerca de 2 por cento os 190,25 bilhões da temporada anterior, enquanto as principais taxas de juros foram reduzidas em 1,5 ponto percentual.

    Do total do plano, cujo maior montante é financiado pelo BB, serão 191,1 bilhões de reais para custeio e investimentos. O programa prevê ainda 2,6 bilhões para o apoio à comercialização (Aquisição do Governo Federal, contratos de opções, PEP e Pepro) e 600 milhões para subvenção ao seguro rural.

    Um representante do Ministério da Agricultura no mesmo evento, o secretário de Defesa Agropecuária da pasta, Luis Eduardo Rangel, disse que já vê uma sinalização para aumento de recursos de crédito rural no próximo Plano Safra, o 2019/20.

    Mas Rangel não elaborou, afirmando apenas que há discussões sobre o orçamento do próximo ano.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ANÁLISE-Brasil põe em risco comércio com Oriente Médio se mudar embaixada em Israel

    Por Ana Mano e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A proposta do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de mudar a embaixada do país em Israel, seguindo a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode desencadear uma tempestade diplomática no mundo muçulmano, ameaçando um importante mercado para as maiores empresas exportadoras de carne do mundo.

    O Brasil é de longe o maior exportador global de carne halal, produzida de acordo com os preceitos da religião muçulmana. O presidente eleito planeja mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que poderia fortalecer as relações com Israel, mas que já abalou relações com o Egito e pode em breve provocar problemas com outras nações islâmicas.

    'A reação não partirá apenas de um país, mas de todo o mundo muçulmano', disse uma fonte diplomática turca à Reuters em condição de anonimato. 'Esperamos que o Brasil aja com a razão e não confronte o mundo muçulmano.'

    O Brasil exporta 16 bilhões de dólares anualmente ao Oriente Médio e à Turquia, e apenas 3 por cento disso é dirigido a Israel, de acordo com estatísticas do governo.

    Mais de um quarto das exportações brasileiras para a região consistem de carne. Tanto a JBS, a maior produtora mundial de carne bovina, e a BRF, a exportadora número um de carne de frango, apostaram muito na crescente demanda por carne halal.

    O Brasil exporta mais de 5 bilhões de dólares de carne halal por ano, mais que o dobro ante seus rivais próximos, a Austrália e a Índia, de acordo com a Salaam Gateway, uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento Econômico Islâmico de Dubai e a Thomson Reuters.

    A proposta de Bolsonaro para a embaixada de Israel é parte de sua revisão da política externa brasileira, que busca se aproximar de grandes potências, como os Estados Unidos, e desfazer o que ele classifica como alianças baseadas em 'viés ideológico' de seus antecessores de esquerda.

    A decisão de Trump de abrir a embaixada em Jerusalém em maio se provou uma cutucada em um vespeiro no Oriente Médio, e viu alguns aliados seguirem o exemplo. A Guatemala fez o mesmo nos dias seguintes e o Paraguai reverteu uma decisão similar desde então.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou Bolsonaro pelo plano de mudar a embaixada brasileira, classificando-o como um 'amigo'.

    Mas depois de o Egito ter abruptamente cancelado uma visita de diplomatas e empresários brasileiros nesta semana, Bolsonaro disse que sua decisão sobre a embaixada brasileira em Israel ainda não era definitiva.

    Bolsonaro já mostrou que não teme provocar importantes parceiros comerciais, seguindo o exemplo do presidente dos Estados Unidos, a quem ele admira e imita abertamente, tanto no estilo político, quanto na política externa.

    Como Trump, Bolsonaro criticou a China em sua campanha presidencial. Entretanto, ele abrandou seu tom desde a eleição no final do mês passado, após o lobby de diplomatas e empresários que querem proteger as relações com o principal parceiro comercial do Brasil.

    VIAGEM CANCELADA

    A pressão do Oriente Médio pode ser mais agressiva.

    Na segunda-feira, o Egito cancelou a planejada visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e de empresários, o que, segundo fontes diplomáticas, foi uma reposta direta à proposta de Bolsonaro de mudar a embaixada.

    A embaixada egípcia justificou o caso como um conflito de agendas.

    O incidente soou alarmes na indústria brasileira de carnes.

    O presidente da BRF, Pedro Parente, disse na quinta-feira que a questão da embaixada de Israel era 'causa para preocupação'.

    'Temos um comércio muito importante com os mercados árabes e halal', disse Parente a jornalistas. Ele, contudo, comentou estar confiante de que a melhor decisão será tomada quando os ministérios da Agricultura, Comércio Exterior e de Relações Exteriores forem envolvidos.

    O segmento de halal da BRF contribuiu com um quarto de sua receita operacional líquida e quase metade de seu lucro operacional no terceiro trimestre deste ano.

    O frango halal representou quase metade das exportações totais de carne de frango do Brasil no ano passado, que somaram 7,1 bilhões de dólares, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    'Há um comércio de 2 bilhões de dólares entre o Egito e o Brasil, principalmente no setor alimentício e de agropecuária, e, neste setor, principalmente nos segmentos bovino e de aves', disse o embaixador egípcio no Brasil, Alaa Roushdy, à Reuters.

    Ele se negou a comentar a aventada mudança da embaixada ou se ela poderia ter algum impacto no comércio.

    A BRF tem unidades de processamento na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos para atender a crescente demanda por carne halal. A empresa tem como objetivo dobrar sua produção de produtos processados no Golfo Pérsico até 2023, afirmou seu diretor de operações Halal em um evento em outubro.

    A JBS enviou mais de um oitavo de suas exportações para o Oriente Médio e para a África em 2017, ficando atrás apenas da região da China.

    Representantes da JBS se negaram a comentar as consequências de uma potencial mudança de embaixada.

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira espera que as exportações totais do Brasil para um grupo de 22 países, que exclui nações muçulmanas não árabes, como o Irã, aumentem para 20 bilhões de dólares até 2022, de 13,5 bilhões em 2017.

    Rubens Hannun, presidente da Câmara, acrescentou que o Brasil também pode se beneficiar de investimentos em infraestrutura de fundos soberanos árabes. O Mubadala Development, dos Emirados Árabes, por exemplo, investiu 2 bilhões de dólares no império brasileiro de commodities EBX nesta década.

    'Não queremos ruídos nessa relação', disse Hannun. 'Tememos que isso abra as portas para a competição.'

    (Por Ana Mano, em São Paulo; Jake Spring e Anthony Boadle, em Brasília; Tulay Karadeniz, em Ancara)

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    Futura ministra da Agricultura defende modernização de lei de pesticidas

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Tereza Cristina, que foi indicada por Jair Bolsonaro para ocupar o cargo de ministra da Agricultura no novo governo, disse que haverá muito espaço para debate do 'polêmico' projeto que atualiza a lei sobre pesticidas agrícolas, e defendeu o texto dizendo que ele favorecerá o agronegócio.

    O projeto de lei, disse ela, deverá garantir maior competitividade para os agricultores brasileiros, que poderiam ter acesso a novos e mais eficazes produtos para combater pragas e doenças no campo, já utilizados em outros países.

    'Terá muito espaço de debate ainda (sobre o projeto), ele passou na comissão (na Câmara), é um assunto polêmico, mas os agrotóxicos diferentemente do que muitos dizem... a comissão especial, ela trouxe a modernização. É você dar a opção do produtor brasileiro usar as mesmas moléculas que são usadas lá fora', declarou a jornalistas.

    O texto vem sendo alvo de críticas de setores da sociedade, por supostamente apressar avaliações dos agroquímicos quanto a danos ao meio ambiente e à saúde humana.

    Mas a futura ministra, coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que representa a poderosa bancada do agronegócio, nega que isso poderá acontecer, destacando que os produtos continuarão sendo avaliados pelos ministérios do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura.

    'No projeto não se fala nada mais além disso e nem tira poder de ninguém, cada (ministério) um vai estar dentro da sua casa opinando. Os três que sempre fizeram isso, a Agricultura, a Saúde através da Anvisa e o meio ambiente através do MMA', declarou.

    A proposta prevê registros temporários para agroquímicos já aprovados em outros países --desde que os produtos não tenham sido liberados em um prazo de 24 meses pelos órgãos competentes no Brasil.

    Segundo representantes da indústria de agroquímicos, enquanto em outros países o tempo médio para uma análise de pesticidas leva de dois a três anos, no Brasil o processo demanda em torno de oito.

    A proposta, contudo, foi questionada pelo Ministério Público Federal.

    MEIO AMBIENTE

    Questionada se o agronegócio influiria na escolha do novo ministro do Meio Ambiente, Cristina afirmou que o escolhido 'tem que ser o perfil que o governo quer'.

    'O presidente (eleito) tem dito aí várias vezes que ele quer acabar com indústria da multa, que ele quer acabar com viés ideológico, ser altamente técnico. Eu concordo, e não só eu, como todos os produtores brasileiros esperam isso do presidente Jair Bolsonaro.'

    A afirmação foi feita após idas e vindas sobre manter separados ou juntar os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

    Pelas últimas declarações, Bolsonaro vai mantê-los separados, após indicações iniciais de que poderia juntar as pastas.

    Segundo ela, 'o produtor rural é um grande preservador', diferentemente do que pensam aqueles que acusam o setor de colaborar com o desmatamento.

    Conselheiros de Bolsonaro no setor, como Luiz Antônio Nabhan Garcia, têm dito que a 'indústria de multas' da área de Meio Ambiente traz insegurança jurídica para o campo e limita investimentos.

    A futura ministra disse também que seria preciso, por exemplo, liberação de licenças ambientais com mais agilidade.

    PRIORIDADES

    Segurança no campo e mais acordos comerciais para ampliar exportações também foram citados como prioridades para a agropecuária do país por Tereza Cristina, deputada federal reeleita pelo DEM de Mato Grosso do Sul.

    'O que os produtores esperam é segurança jurídica, defesa da propriedade e um Ministério da Agricultura mais moderno, mais acordos comerciais, isso eu preciso conversar', disse Cristina, ao ser questionada por jornalistas mais cedo sobre qual será a cara do novo ministério.

    Ela disse que conversará com o presidente eleito sobre a estrutura do ministério na próxima terça-feira.

    'Eu ainda estou discutindo com algumas pessoas, vou receber as pessoas do ministério, eu acho que nós temos pontos muito importantes, principalmente a parte de comércio exterior. Os convênios, os acordos bilaterais que nós temos de ter, ver aí o posicionamento desse problema do mercado de carnes, que é um mercado importantíssimo para nosso país...', disse Cristina, destacando que ainda tudo é muito novo para ela.

    A indústria de carnes tem alguns embargos externos impostos após invetigações apontarem deficiências no sistema de fiscalização sanitária do Brasil.

    'Mas eu vou me inteirar durante esta semana, teremos várias reuniões na semana que vem. E terei também uma conversa com o presidente Bolsonaro na terça-feira sobre as linhas...'

    Ela comentou mais cedo que é preciso aprofundar algumas discussões para melhorar questões no setor.

    'Hoje a agricultura e a pecuária são o motor, o carro-chefe da nossa economia. Temos de ver o que mais está faltando para que esse motor seja mais acionado, porque capacidade de produção os produtores brasileiros têm', disse.

    A futura ministra comentou também que espera a definição do novo ministro de Relações Exteriores, uma vez que o Itamaraty deve 'andar' junto com a Agricultura em vários temas.

    (Por Ricardo Brito; com reportagem adicional de Mateus Maia e Roberto Samora)

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    Vale prevê venda de minério de alta qualidade acima de US$90/t em 2019 com demanda da China, diz CFO

    Por Marta Nogueira e Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os preços do minério de ferro de alta qualidade vendido pela Vale deverão continuar fortes em 2019, acima dos 90 dólares por tonelada, com a mineradora tirando proveito de grandes prêmios, afirmou à Reuters o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da maior produtora global da commodity, Luciano Siani.

    O patamar, sustentado com forte demanda da China pelo produto da Vale, ocorrerá apesar das tensões comerciais do país asiático, seu principal cliente, com os Estados Unidos.

    'Vemos os preços bem suportados nos níveis atuais, 60 a 70 dólares, está até um pouco mais alto agora. Isso preço padrão. O minério da Vale deve continuar sendo negociado acima de 90 dólares', disse Siani.

    'O minério de Carajás hoje está sendo negociado a 98 dólares, porque os fatores intrínsecos continuam. A chamada 'fly to quality' da China é inexorável.”

    Ainda assim, ele reconheceu ser difícil prever os preços de sua principal commodity para além de 2019.

    Siani pontuou ainda que a demanda firme deverá sustentar os atuais preços de referência do mercado internacional em torno de 60 a 70 dólares por tonelada por minério de média qualidade ao longo do próximo ano. Atualmente, os valores estão mais altos.

    'O que vai definir a demanda por minério de ferro é a continuidade da urbanização, dos investimentos em infraestrutura da China, da produção de automóveis, maquinário', disse Siani, acrescentando que o governo chinês tende a estimular a demanda interna para dar impulso à economia.

    Os contratos futuros do minério de ferro na China subiram para o maior nível em quase oito meses na segunda-feira, impulsionados por uma demanda firme pela matéria-prima do aço no maior consumidor global e com uma queda de estoques nos portos chineses na semana passada.

    A campanha da China em busca de reduzir a poluição, cortando produção de siderúrgicas mais poluentes, aumentou a necessidade de minério de ferro de alta qualidade, em busca de maior produtividade e redução de emissões, abrindo a porta para fornecedores como a Vale.

    SAMARCO

    Ao receber a Reuters na sede da Vale no Rio de Janeiro, Siani também revelou que um plano de negócios para a Samarco, uma joint venture entre a companhia e a BHP Billiton, foi distribuído aos credores da empresa nesta semana, um passo fundamental para a retomada das operações da empresa, atualmente prevista para 2020.

    A expectativa é que, com o plano de negócios, a Samarco possa começar a renegociar as suas dívidas, não detalhadas por Siani. Em 2017, a Samarco informou que havia cerca de 3,8 bilhões de dólares em dívidas, sendo 1,6 bilhão com bancos e 2,2 bilhões com detentores de bônus.

    'Os credores receberam essa semana o plano de negócios da Samarco, vão fazer as suas diligências, vão contratar os seus consultores, vão começar a haver rodadas de negociações', afirmou Siani, sem informar prazos.

    As atividades da Samarco estão paralisadas há cerca de três anos, quando uma barragem de rejeitos de minério de ferro em Mariana (MG) se rompeu, deixando 19 mortos, centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que percorre diversas cidades até atingir o mar capixaba.

    Em junho, a Samarco e suas controladoras assinaram um importante acordo de governança com o Ministério Público Federal e outras autoridades a respeito de decisões relativas a compensações dos atingidos, naquele que foi considerado o maior desastre socioambiental do país. O acordo trouxe mais clareza para a retomada da empresa.

    'O plano de negócios estabelece as condições da retomada, como será o aumento da produção, quais os investimentos necessários, como é o fluxo de caixa da companhia, o que vai sobrar para pagar a dívida', adiantou Siani, que evitou apresentar detalhes.

    O executivo pontuou que a empresa precisará de soluções alternativas para depositar os rejeitos, além de uma cava que já está em construção. Uma possibilidade é construir meios de filtrar o rejeito da empresa, para empilhar uma parte e diminuir o volume. 'Esses detalhes fazem parte do plano', pontuou.

    METAIS BÁSICOS Em meio às boas notícias sobre o minério de ferro, a empresa tem antecipado também um bom cenário futuro para o mercado de metais básicos, aguardando um aumento de preços de níquel nos próximos anos, como resultado de uma esperada demanda para a fabricação de baterias para carros elétricos.

    Por enquanto, vem trabalhando para agregar mais valor aos seus ativos, incluindo a busca por um parceiro para investir em seu ativo de níquel e cobalto Vale Nova Caledônia (VNC), localizado em ilha do Pacífico Sul. Chegou a haver especulação no mercado sobre a possibilidade de hibernar o projeto.

    'Eu diria que o pêndulo está oscilando mais na direção de manter o ativo (operacional) devido à sua importância estratégica para o mercado de veículos elétricos', disse Siani, acrescentando que precisaria investir 350 milhões de dólares, em três anos, na expansão do sistema de depósito de rejeitos da VNC.

    Em uma teleconferência na semana passada, o diretor-presidente da empresa, Fabio Schvartsman, disse que a Vale terá notícias sobre VNC em breve. Acima do orçamento e com anos de atraso quando finalmente começou em 2010, o projeto acumulou quase 1,3 bilhão de dólares em perdas entre 2014 e 2016.

    Siani também descartou investir em lítio, reiterando que a empresa está estudando aquisições de ativos pequenos, portanto de baixo valor, próximos a operações da empresa e que podem ser integrados facilmente.

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    De olho no tempo, Brasil consolida aposta em safra de soja acima de 120 mi t

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa com relação ao tamanho da safra de soja 2018/19 do Brasil, em fase de plantio, manteve-se em um recorde superior a 120 milhões de toneladas, com o setor consolidando suas apostas e no aguardo do desenrolar climático durante o desenvolvimento das lavouras, mostrou uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira.

    Conforme a média de estimativas de 12 consultorias e entidades, o país, maior exportador global da oleaginosa, deverá colher 120,39 milhões de toneladas neste ciclo, em uma área também histórica de 36,12 milhões de hectares.

    Caso se confirmem, a produção e o plantio crescerão 0,9 e 2,8 por cento, respectivamente, ante 2017/18.

    As previsões se assemelham às da pesquisa anterior, do início de outubro, que apontavam uma safra de 120,40 milhões de toneladas, com semeadura de 36,14 milhões de hectares.

    'Por enquanto, não há nenhum fator que possa pressionar a produtividade (das plantações) para baixo. A gente percebeu grande possibilidade de a produção superar os 120 milhões de toneladas... Por enquanto, não há nenhum fator prejudicial', afirmou o analista Aedson Pereira, da consultoria IEG FNP, que prevê colheita de 122 milhões de toneladas.

    Ele, contudo, alerta para o provável El Niño neste fim de ano. O fenômeno climático geralmente acarreta em chuvas em excesso no Sul do Brasil e um tempo mais seco no Nordeste.

    'Minha preocupação é com o Rio Grande do Sul e com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O El Niño não costuma ser bondoso em questões hídricas (nessas regiões)', avaliou, acrescentando que nas demais áreas, incluindo Mato Grosso, o maior produtor, as condições tendem a se manter mais favoráveis.

    Na mesma linha, o analista sênior Victor Ikeda, do Rabobank, disse que, 'ao menos em termos de clima, as chuvas têm colaborado neste início de safra 2018/19 nas principais regiões produtoras --resultando em um ritmo de plantio mais acelerado e intenso que nos últimos anos'.

    'Ainda há muita estrada pela frente até a colheita dessa safra, principalmente em termos de desenvolvimento climático, porém, assumindo a linha de tendência, o Rabobank estima que a produção brasileira de soja deva atingir 123 milhões de toneladas', afirmou ele.

    Os receios, por ora, são bem pontuais. Na semana passada, por exemplo, surgiram os primeiros sinais de alerta em relação à safra do Paraná, o segundo maior produtor do país, por causa do excesso de chuvas, mas sem registro de perda de produtividade.

    De acordo com o Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, a chuvarada deve continuar neste início de novembro no Paraná, com acumulados acima da média, algo também a ser observado em Mato Grosso do Sul. Já Mato Grosso pode ter precipitações aquém do normal.

    Entre outros pontos de atenção, continua a disputa comercial entre Estados Unidos e China, favorecendo a oleaginosa brasileira, com prêmios recentemente superando os 2,50 dólares por bushel.

    Além disso, a maior safra de soja tem puxado as entregas de fertilizantes, que cresceram quase 26 por cento até setembro e devem fechar o ano em alta de mais de 2 por cento.

    MILHO

    Consultorias e demais entidades também projetam uma maior primeira safra de milho 2018/19 no Brasil, colhida no verão, em meio a um incremento considerável de área, mostrou outra pesquisa da Reuters também divulgada nesta segunda-feira.

    Na média de 10 estimativas, o país deverá produzir 27,48 milhões de toneladas do chamado 'milho verão', alta de 2,5 por cento na comparação com 2017/18. Já a área deve avançar 5,5 por cento, para 5,36 milhões de hectares.

    Para Ikeda, do Rabobank, 'assim como vem ocorrendo nos últimos anos, o país deve concentrar o cultivo do cereal na segunda safra'.

    'O ritmo acelerado de plantio da soja deve impulsionar essa área da safrinha de 2019', concluiu.

    (Por José Roberto Gomes)

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