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    Ex-advogado de Trump é condenado a 3 anos de prisão por infração de campanha

    Por Brendan Pierson e Nathan Layne

    NOVA YORK (Reuters) - Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado a três anos de prisão nesta quarta-feira devido ao seu papel nos pagamentos ilegais feitos a duas mulheres pelo seu silêncio para ajudar a campanha de Trump na eleição de 2016 e por mentir ao Congresso sobre o projeto de uma Trump Tower na Rússia.

    O juiz William Pauley, de Manhattan, condenou Cohen a 36 meses pelos pagamentos, que violaram a legislação de financiamento de campanha, e a dois meses pelas declarações falsas ao Congresso. As duas penas serão cumpridas simultaneamente. O juiz estabeleceu a data de 6 de março para uma a apresentação voluntária de Cohen para cumprir a pena.

    Cohen se declarou culpado da infração de financiamento da campanha em agosto e de fazer declarações falsas em novembro. Como parte de sua sentença, o juiz ordenou que ele pague uma multa de 500 mil dólares e uma penalidade de quase 1,4 milhão de dólares pelas violações da legislação de financiamento de campanha.

    O advogado de 52 anos entrou no tribunal nesta quarta-feira com a esposa, o filho e a filha em meio a uma multidão de fotógrafos e repórteres.

    A condenação foi o ponto final da reviravolta surpreendente de um advogado que disse certa vez que 'levaria um tiro' por Trump, mas que agora implicou o presidente diretamente em uma conduta criminosa. A pena de três anos foi uma redução modesta dos quatro a cinco anos recomendados por diretrizes federais, mas ainda assim sublinhou a gravidade das acusações.

    'Embora o senhor Cohen se comprometa a ajudar em investigações adicionais, isto não é algo que o tribunal possa considerar agora', disse o juiz Pauley.

    Procuradores federais de Nova York acusaram Cohen de pagar 130 mil dólares à atriz pornô Stormy Daniels e ajudar a conseguir um pagamento de 150 mil dólares para a ex-coelhinha da Playboy Karen McDougal antes da eleição de 2016 para que elas silenciassem sobre seus relacionamentos passados com Trump, que é casado e nega os casos.

    Os procuradores disseram que os pagamentos violam a legislação de financiamento de campanha. Cohen disse aos procuradores que os pagamentos foram feitos por ordem de Trump, implicando-o em uma possível violação de finanças de campanha.

    A lei federal estipula que contribuições de 'qualquer coisa de valor' a uma campanha devem ser informadas e limitadas a 2.700 dólares por pessoa.

    'Foi minha própria fraqueza e lealdade cega a este homem que me levaram a escolher um caminho de trevas ao invés de luz', disse Cohen ao juiz durante a leitura da sentença. 'Senti que era meu dever acobertar suas próprias sujeiras', acrescentou, referindo-se a Trump.

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    Ex-presidente da CBF José Maria Marin é condenado a 4 anos de prisão nos EUA

    Por Jonathan Stempel e Brendan Pierson

    NOVA YORK (Reuters) - O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol José Maria Marin foi sentenciado nesta quarta-feira a quatro anos de prisão por acusações de corrupção relacionadas ao escândalo de suborno na Fifa, informou a entidade que controla o futebol mundial.

    Marin, de 86 anos, foi sentenciado pela juíza distrital norte-americana Pamela Chen em Nova York. Ele também foi multado em 1,2 milhão de dólares e teve 3,34 milhões de dólares confiscados.

    Marin foi condenado em 22 de dezembro por um júri federal por crimes de fraude financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e nesta quarta-feira recebeu a sentença.

    Ele está entre os primeiros a serem julgados no que promotores norte-americanos chamaram de esquema abrangente, envolvendo pagamentos de mais de 200 milhões de dólares em subornos em troca de direitos de marketing e transmissão de jogos de futebol. Os promotores disseram que Marin recebeu vários milhões de dólares em propinas.

    'Estamos desapontados com a duração da sentença, mas apreciamos os esforços da juíza para atingir um equilíbrio justo', disse o advogado de Marin, Charles Stillman, em email. 'O sr. Marin vai recorrer.'

    Os promotores buscavam uma pena mínima de 10 anos de prisão, menos 13 meses que Marin já passou sob custódia.

    A CBF não comentou o caso.

    Pelo menos 42 indivíduos e entidades foram acusados ??na investigação da Fifa, entre eles o sucessor de Marin na presidência da CBF, Marco Polo Del Nero, que foi suspenso pela Fifa, e muitos se declararam culpados.

    O paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol, foi co-réu no julgamento de Marin e também foi condenado. Sua sentença está marcada para 29 de agosto, segundo os registros do tribunal.

    O terceiro réu no julgamento, o ex-dirigente peruano Manuel Burga, foi absolvido.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Arcebispo australiano é condenado a 1 ano de prisão por acobertar abusos sexuais

    Arcebispo australiano é condenado a 1 ano de prisão por acobertar abusos sexuais

    Por Tom Westbrook

    SYDNEY (Reuters) - Um arcebispo australiano que se tornou a maior autoridade religiosa do mundo condenada por ocultar abusos sexuais de crianças na Igreja Católica foi sentenciado a 1 ano de prisão nesta terça-feira.

    Philip Wilson, de 67 anos, continuará livre sob fiança enquanto autoridades prisionais avaliam sujeitá-lo à prisão domiciliar, ao invés da convencional, e irá a um tribunal no mês que vem, quando se decidirá onde cumprirá sua pena.

    Não há remorso ou contrição por parte do transgressor , disse o magistrado da corte de Newcastle, Robert Stone, a respeito de Wilson, em comentários sobre a sentença enviados por email.

    O transgressor é uma figura de alto escalão em uma das instituições mais respeitadas de nossa sociedade... os paroquianos foram traídos da maneira mais insensível e cruel por causa de sua fé, confiança e respeito equivocados, não só pelo perpetrador mas, como neste caso, por aqueles que sabiam e o ocultaram .

    Wilson foi condenado em maio por não revelar à polícia os abusos de outro padre, James Fletcher, depois de ser informado a seu respeito em 1976 por duas vítimas, incluindo um coroinha que fez a revelação no confessionário.

    Em 2004 Fletcher foi considerado culpado de nove acusações de abuso sexual infantil, e morreu na prisão em 2006 devido a um derrame.

    Os advogados de Wilson, que insistiu em sua inocência durante todo o processo legal, argumentaram que ele não sabia que Fletcher havia abusado de um menino.

    Embora sua pena seja menor do que a de um veredicto semelhante emitido nos Estados Unidos, e apesar do fato de que não foi preso de imediato, ela foi celebrada pelos sobreviventes de abusos como uma vitória importante.

    Este é um caso emblemático em todo o mundo... a condenação permanece , disse Peter Creigh, que foi abusado por Fletcher, aos repórteres diante da corte de Newcastle, ao norte de Sydney.

    A Conferência Australiana de Bispos Católicos, principal entidade católica do país outrora comandada por Wilson, disse em um comunicado que espera que a sentença leve alguma sensação de paz e cura às vítimas.

    Wilson corria o risco de receber uma pena máxima de dois anos de prisão, e o jornal Newcastle Herald relatou que ele não demonstrou nenhuma emoção quando a pena foi comunicada. Ele terá direito a pedir liberdade condicional depois de seis meses.

    Em dezembro o tribunal foi informado que Wilson se encontra nos primeiros estágios do Mal de Alzheimer, um fato que pode ser levado em conta quando se determinar onde ele cumprirá a pena.

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