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    Crise entre Olavo de Carvalho e militares tem repercussão no Congresso

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - A crise deflagrada por postagens do escritor Olavo de Carvalho tendo a ala militar do governo como alvo e a atitude do presidente Jair Bolsonaro diante da disputa provocaram manifestações de parlamentares no Congresso nesta terça-feira.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), utilizou seu perfil do Twitter para criticar o posicionamento do escritor, tido como guru de boa parte dos admiradores e de membros do governo Bolsonaro, que não poupou críticas a militares que integram a gestão, como o vice-presidente Hamilton Mourão, e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, além do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Boas, assessor do Gabinete de Segurança Institucional.

    “O Olavo de Carvalho vive nos EUA e acaba atrapalhando as pessoas que querem ajudar o Brasil com seus comentários e suas colocações. Chegamos a um momento que o Brasil precisa de pessoas para ajudar a construir”, diz a postagem do presidente do Senado.

    “Conheço o general Santos Cruz. É um homem que tem ajudado o Brasil, o governo, o presidente Bolsonaro e tem ajudado muito na articulação política. Em relação ao Olavo de Carvalho, ele não está ajudando o Brasil”, acrescentou.

    Também pelo Twitter, o presidente da comissão especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), criticou a postura de Bolsonaro em relação à crise.

    “O Brasil precisando discutir a Reforma da Previdência e o presidente da República preocupado com armas pra caçadores e defesa do Olavo de Carvalho. Um presidente precisa ter noção de prioridade”, publicou Ramos.

    Depois, em entrevista a jornalistas, explicou a necessidade de uma defesa mais convicta da reforma por parte do presidente para que convença “cada vez mais pessoas que acreditaram nele durante o processo eleitoral” de que a proposta é o caminho para que o país retome o desenvolvimento.

    “Claro que, longe de mim --ali no Twitter é um espaço mais livre-- mas longe de mim querer dizer o que o presidente deve fazer. Mas se nós estamos pensando no Brasil, o Brasil hoje tem um foco e o foco do Brasil não é o Olavo de Carvalho, não é porte de armas para caçador. O foco do Brasil hoje é reforma da Previdência”, disse, referindo-se a decreto assinado nesta terça por Bolsonaro sobre armas de fogo e munições, além de colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores.

    A senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, uma das mais importantes da Casa, cobrou de Bolsonaro que tome o controle da situação e criticou o fato de uma “única pessoa” desestabilizar o governo.

    “Bolsonaro, nos ajude a ajudá-lo a construir um outro país. Nós estamos aqui paralisados porque vossa excelência não diz quem manda no Executivo. O núcleo militar, político e o econômico são, todos, fundamentais. E aqui eu falo com toda a tranquilidade de quem quer apoiar o governo e quer que o país dê certo”, disse, também criticando a interferência dos filhos do presidente no governo.

    “Capitão é quem manda. É preciso que o capitão Jair Bolsonaro determine, imponha, coloque o seu pensamento junto à sua equipe e, democraticamente, decida o que é melhor para o país e mande os projetos prioritários”, disse a senadora, no plenário.

    A senadora não foi a única a se posicionar em plenário. O senador Lasier Martins (Pode-RS) afirmou que as críticas de Olavo dirigidas a Villas Boas passaram “completamente do limite” e afirmou que as ofensas atingem os nascidos no Rio Grande do Sul, terra do militar.

    Olavo de Carvalho redobrou os ataques aos militares após ter suas acusações respondida por Villas Boas, um dos nomes mais respeitados pelas tropas.

    Mais cedo nesta terça-feira, Bolsonaro havia dito que esperava que os atritos entre Olavo de Carvalho e os militares fossem página virada. Elogiou o escritor, a quem atribuiu a luta contra uma “ideologia insana”, mas também os militares, de quem disse que deve sua formação. Depois afirmou que o escritor é dono de seu próprio nariz.

    Na segunda, depois de um final de semana de ofensas de Carvalho aos militares - especialmente a Santos Cruz, seu alvo mais recente - Bolsonaro afirmou que a melhor resposta seria “ficar quieto”.

    Nesta terça, a ala militar do governo tem mantido o silêncio, apesar dos ataques do escritor prosseguirem. Expoentes da ala olavista do governo, os filhos do presidente, Eduardo e Carlos, defenderam o escritor no Twitter.

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    Centenas de horas sem luz aprofundam crise das indústrias da Venezuela

    Por Corina Pons e Mayela Armas

    VALÊNCIA, Venezuela (Reuters) - Hiperinflação, queda de pedidos e uma fuga de empregados foram alguns dos problemas que a empresa de Antonello Lorusso enfrentou nos últimos anos na cidade industrial venezuelana de Valência.

    Desde março, porém, a empacotadora de açúcar e grãos tem que sobreviver a um novo desafio: a falta de luz.

    Os blecautes que têm paralisado grande parte do país também interromperam a produção. Em uma segunda-feira de abril, só uma máquina funcionava para atender o único pedido de mercadoria que Lorusso havia recebido.

    As outras oito que se via no local estavam desligadas, uma realidade que se repete desde março, mês durante o qual a empresa empacotou o que costumava processar em um único dia com ajuda de um gerador elétrico.

    'Na semana passada a luz veio de forma muito intermitente. Não sei dizer quantas horas houve luz... entre 24 e 30 horas em toda a semana', disse o proprietário da Distribuidora Marina, que como a maioria dos empresários não consegue operar com os cortes imprevistos, que o deixam sem comunicação, água e funcionários.

    'Não há informação... não sabemos se (as interrupções de eletricidade) continuarão ou não', acrescentou Lorusso em uma zona industrial a duas horas da capital.

    A maioria das indústrias está fora de Caracas, a única cidade grande que foi excluída de um plano de cortes de energia que o governo ordenou para enfrentar a crise elétrica depois que dois blecautes nacionais ocorridos em março deixaram a nação petroleira no escuro durante vários dias e debilitaram o sistema.

    Embora os cortes estejam programados para certas horas do dia, quase nunca coincidem nem com o horário nem com a duração de três horas previstos no plano.

    Unidades de grandes multinacionais, como Nestlé ou Ford, também operam em Valência, centro industrial antes poderoso no qual cerca de 500 empresas continuam funcionando, um décimo do que era há duas décadas, em meio a galpões vazios, máquinas expostas à intempérie e calçadas repletas de mato.

    Nos últimos dias o tráfego está ainda menor, porque a região sofre interrupções que se estendem por 10 horas, segundo quase uma dezena de executivos e trabalhadores.

    Embora as indústrias possam manter alguma produção com usinas elétricas próprias, o fornecimento de combustível também é intermitente.

    (Reportagem adicional de Tibisay Romero em Valência)

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    May busca forma de salvar acordo do Brexit antes de cúpula da UE

    Por Guy Faulconbridge e Kate Holton

    LONDRES (Reuters) - Os planos da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para a desfiliação britânica da União Europeia enfrentavam uma crise nesta terça-feira, à medida que seu governo buscava formas de driblar uma determinação do presidente do Parlamento para que ela mude o acordo do Brexit rejeitado duas vezes para submetê-lo a uma terceira votação.

    Depois de dois anos e meio de negociações, o Brexit continua incerto. As opções incluem um longo atraso, sair com o acordo de May, uma saída caótica sem um acordo ou até outro referendo.

    Em uma manobra que aumentou a sensação de crise em Londres e de preocupação nas demais capitais europeias a dez dias da saída marcada para 29 de março, o presidente do Parlamento, John Bercow, chocou o governo May ao decidir que este não pode submeter o mesmo acordo do Brexit a outra votação a menos que seja substancialmente diferente.

    Segundo o secretário do Brexit, Steve Barclay, isso significa que uma votação do pacto da premiê nesta semana é mais improvável, mas que ministros estão estudando maneiras de romper o impasse, e sinalizou que Londres ainda planeja uma terceira votação do plano de May.

    'Este é um momento de crise para nosso país', disse Barclay. 'A decisão do presidente complicou o quadro, e acho que ela torna mais improvável a votação acontecer nesta semana'.

    Na quinta-feira May deve comparecer a uma cúpula da UE em Bruxelas, na qual pedirá um adiamento do Brexit enquanto o governo britânico tenta conceber uma maneira de romper com o bloco depois de 46 anos de filiação.

    Os dois membros mais poderosos da UE, Alemanha e França, expressaram uma frustração intensa com o caos em Londres.

    'Caros amigos de Londres, por favor cumpram o combinado. O tempo está passando', disse o ministro alemão para a Europa, Michael Roth, aos repórteres em Bruxelas.

    A França foi mais incisiva e alertou que uma saída sem acordo é possível.

    'Conceder uma prorrogação – para quê? O tempo não é uma solução, é um método', disse a ministra francesa de Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau. 'Se houve um objetivo e uma estratégia, têm que vir de Londres'.

    O referendo de 2016, no qual 17,4 milhões de eleitores apoiaram a saída e 16,1 milhões a permanência no bloco, mostrou um país profundamente dividido e provocou questionamentos sobre tudo – da secessão e da imigração ao capitalismo e ao que é ser britânico na atualidade.

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    Crise do Brexit se aprofunda em dia de votação no Parlamento sobre saída sem acordo

    Por William Schomberg e Michael Holden

    LONDRES (Reuters) - O Parlamento do Reino Unido decidirá nesta quarta-feira sobre a possibilidade de deixar a União Europeia dentro de 16 dias sem um acordo sobre os laços futuros entre as partes, e o governo disse que eliminará tarifas de importação de uma ampla gama de produtos em um cenário de Brexit sem acordo.

    Na terça-feira, parlamentares britânicos impuseram à primeira-ministra, Theresa May, uma segunda derrota humilhante para seu plano do Brexit acertado com a UE, mergulhando o país mais fundo na crise política.

    A instabilidade deixa a quinta maior economia do mundo diante de uma série de possíveis cenários: sair da UE sem um acordo de transição; atrasar a data da separação marcada para 29 de março; May poderia realizar uma eleição repentina ou tentar, pela terceira vez, que seu acordo seja aprovado; ou o Reino Unido poderia realizar outro referendo sobre o Brexit.

    Espera-se que o Parlamento rejeite nesta quarta-feira um Brexit sem acordo, em uma votação às 16h (horário de Brasília), embora isso não tenha força legal. Na quinta-feira, será votado se Londres deve pedir à UE uma prolongação do prazo do Brexit, algo com o qual todos os outros 27 membros do bloco devem concordar.

    O negociador da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, disse que o bloco precisaria saber por que o Reino Unido gostaria de ampliar as negociações, e que Londres deveria encontrar uma saída para o impasse.

    'Se o Reino Unido ainda quiser sair da UE de maneira ordenada, este tratado é --e continuará sendo-- o único tratado possível', disse Barnier ao Parlamento Europeu em Estrasburgo.

    No entanto, a posição padrão, se nada mais for acordado, permanece sendo que o Reino Unido sairá sem acordo em 29 de março, um cenário que líderes empresariais alertam que traria caos aos mercados e cadeias de fornecimento, e outros críticos dizem que poderia causar escassez de alimentos e medicamentos.

    Defensores do Brexit argumentam que, embora uma separação sem acordo possa trazer alguma instabilidade de curto prazo, a longo prazo isso permitiria ao Reino Unido prosperar e elaborar acordos comerciais em todo o mundo.

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    Bebianno cancela agenda, não vai ao Planalto e deve conversar com Bolsonaro nesta quinta

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, cancelou sua agenda da manhã desta quinta-feira, que incluía uma reunião com os ministros da Casa Civil, da Defesa e da Secretaria de Governo, e não foi ao Palácio do Planalto, enquanto aumentam os sinais de que ele não deve continuar no cargo, embora o ministro venha dizendo que não vai sair do posto por vontade própria, segundo uma fonte ligada a ele.

    Envolvido em denúncias de que seu partido usou candidatos-laranja a deputado para acessar recursos públicos de financiamento de campanha, Bebianno entrou em um processo de fritura no governo, capitaneado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e endossado pelo pai.

    Bebianno teria uma reunião na Casa Civil para tratar de Venezuela. Pela manhã, o encontro estava na agenda e foi confirmado por sua assessoria. No final da manhã, a agenda foi revisada e não constavam mais compromissos oficiais. De acordo com sua assessoria, o ministro nem mesmo foi ao Planalto.

    Contudo, uma fonte ligada ao ministro disse que ele não vai pedir demissão e que espera conversar com o presidente sobre a situação. Segundo essa fonte, que pediu para não ser identificada, até o final da manhã não tinha havido um chamado de Bolsonaro para que ele fosse falar com o presidente.

    Na agenda cancelada pela manhã, segundo a fonte, Bebianno foi representado pelo secretário-executivo do ministério, o general Floriano Peixoto. O ministro deve ir ao Palácio do Planalto esta tarde, disse a fonte.

    Na segunda-feira, para mostrar que não havia crise no governo por conta das denúncias, Bebianno afirmou que havia conversado três vezes com Bolsonaro. Carlos usou sua conta no Twitter para negar as conversas e chamou Bebianno de mentiroso.

    Em seguida, Carlos coloca um áudio do próprio Bolsonaro falando a Bebianno, em que o presidente diz: “Gustavo, está complicado eu conversar ainda, então não vou falar com ninguém a não ser o estritamente essencial. E estou em fase final aqui de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí.”

    O próprio presidente retuitou as mensagens de Carlos no início da noite e, em entrevista ao jornal da Record, afirmou que Bebianno teria que se explicar.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que o caso envolvendo Bebianno será investigadas.

    'O senhor presidente proferiu determinação e ela está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades após investigações vão ser definidas', disse Moro, em entrevista após evento em Brasília.

    A confusão em torno de Bebianno dividiu a própria bancada do PSL. Parte dos parlamentares saiu em defesa do ministro.

    A deputada Joice Hasselmann (SP) afirma que a bancada está esperando uma posição do presidente e do próprio Bebianno, que iriam conversar nesta quinta.

    'Mas não há nenhuma definição em relação, pelo menos, que tenha sido comunicada ao partido em relação ao ministro Bebianno', disse Joice.

    A deputada, no entanto, criticou a postura de Carlos Bolsonaro.

    'Eu já me posicionei que acho que declarações de familiares, do filho do presidente, em coisas que envolvem o núcleo duro do governo, são declarações que podem atrair uma crise desnecessária', afirmou.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu, Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)

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    Demissão de presidente da Apex por chanceler abre crise no governo

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A demissão repentina do presidente da Apex, Alex Carreiro, transformou-se em mais uma crise do governo de Jair Bolsonaro, com a recusa de deixar o cargo e um mal-estar entre o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o Palácio do Planalto.

    Após Carreiro trabalhar normalmente na Agência Brasileira de Promoção de Exportações nesta quinta-feira, o Planalto confirmou à noite o nome de seu substituto.

    'O Planalto confirma o embaixador Mário Vilalva como novo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex)', respondeu a assessoria do Planalto a um questionamento da Reuters sobre a demissão de Carreiro.

    Os relatos feitos à Reuters por pessoas que acompanharam a crise apontavam para um impasse criado pela decisão de Carreiro de recusar a demissão. O presidente da Apex teve sua demissão anunciada pelo chanceler Araújo no Twitter, ainda com a indicação do embaixador Vilalva para substituí-lo.

    Carreiro chegou a ir ao Planalto na manhã desta quinta-feira tentar um encontro com o presidente, mas não foi recebido. O presidente da Apex pretendia apelar a Bolsonaro por sua permanência no cargo.

    Quem foi recebido por Bolsonaro, segundo tuíte do próprio presidente já à noite, foi Vilalva.

    'Recebi hoje o embaixador Mário Vilalva, indicado pelo chanceler Ernesto Araújo para o cargo de Presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Boa noite a todos', disse Bolsonaro.

    DIA NORMAL

    Segundo relatos ouvidos pela Reuters, Carreiro foi trabalhar normalmente e teria dito a pessoas que estiveram com ele que só poderia ser demitido por Bolsonaro. Na verdade, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que o chanceler, como presidente do Conselho da Apex, poderia sim demitir Carrreiro, apesar de a demissão ter que ser assinada pelo presidente.

    No Planalto, o desconforto seria causado pelo fato de Araújo não ter avisado previamente Bolsonaro de que iria demitir Carreiro. O presidente da Apex, que foi assessor do PSL na Câmara, teria sido uma indicação dos filhos de Bolsonaro.

    Já no Itamaraty, a reação de Carreiro causou apreensão no gabinete. De acordo com uma das fontes ouvidas, havia o temor de que o próprio Araújo perdesse o cargo no embate com o então presidente da Apex por estar sendo responsabilizado por mais um bate-cabeça no governo.

    A assessoria da Apex chegou a informar que 'o presidente Alex Carreiro, nomeado para o cargo pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, cumpriu expediente normal na agência nesta quinta-feira, tendo efetuado despachos internos e recebido para audiências autoridades de Estado'.

    Araújo creditou, em sua conta no Twitter, o afastamento de Carreiro a um pedido do próprio. Fontes confirmam, no entanto, que Carreiro não aceitou pedir demissão, e Araújo o comunicou que teria de sair mesmo assim, forçando o anúncio pelas redes sociais.

    O estopim da crise teria sido a decisão de Carreiro de demitir 17 pessoas em sua chegada e estar planejando o afastamento de mais 19, inclusive funcionários com mais de 10 anos de casa. As reclamações chegaram aos gabinetes do Palácio do Planalto e Araújo teria sido cobrado pela crise na Apex.

    De acordo com uma fonte, a empresária Letícia Castellari, indicada para a diretoria de Negócios da agência, teve uma briga pública com Carreiro ao assumir o cargo e descobrir que boa parte dos servidores da sua diretoria tinha sido demitida.

    Afastada do PSL durante a campanha por ter se indisposto com dirigentes do partido, Castellari se aproximou de Araújo durante a transição e se tornou um dos braços direitos do chanceler.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Premiê britânica luta para sobreviver a crise provocada por acordo do Brexit

    Por Guy Faulconbridge e Costas Pitas

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, iniciou a sexta-feira lutando pela sobrevivência no cargo, uma vez que um esboço de acordo para a separação britânica da União Europeia provocou a renúncia de ministros do primeiro escalão e um motim em seu partido.

    Mais de dois anos depois de o Reino Unido votar pela desfiliação da UE, ainda não está claro como, em que termos ou mesmo se o país deixará o bloco tal como planejado em 29 de março de 2019.

    May, que assumiu o cargo em meio ao tumulto resultante do referendo de 2016, procurou negociar um acordo para o Brexit que garanta a separação mais suave possível para o Reino Unido.

    Mas o ministro do Brexit, Dominic Raab, renunciou na quinta-feira em repúdio ao plano do governo, derrubando a libra esterlina, e parlamentares do próprio Partido Conservador da premiê tentaram contestar sua liderança abertamente e lhe disseram com todas as letras que o acordo não passará no Parlamento.

    Nesta sexta-feira um ouvinte de um programa da rádio LBC pediu à premiê, que prometeu continuar no posto, que 'se retire respeitosamente', mas ela não respondeu de imediato a essa parte da pergunta.

    'Ainda não nomeei um novo secretário para o Brexit, mas é claro que o farei ao longo do próximo dia ou algo assim', disse May quando indagada se ofereceu o emprego a Michael Gove, ministro de seu governo que é defensor enfático do Brexit.

    Gove não comentou quando foi indagado diante de sua casa se apoiaria May. Segundo a rede BBC, a premiê lhe ofereceu a vaga, mas ele recusou.

    A libra, que vem oscilando ao sabor das notícias do Brexit desde o referendo, estava cotada em 1,2783 dólar nesta sexta-feira.

    O Brexit lançará a quinta maior economia do mundo no desconhecido, e muitos temem que ele divida o Ocidente, já às voltas com a Presidência atípica de Donald Trump e uma postura cada vez assertiva da Rússia e da China.

    O desfecho continua incerto em meio ao pior tumulto político desde a crise do canal de Suez, em 1956, na qual o Reino Unido foi obrigado pelos Estados Unidos a retirar suas tropas do Egito.

    Entre os cenários possíveis estão May conseguir aprovar seu acordo, perder o emprego, o Reino Unido deixar o bloco sem acordo ou até outro referendo.

    Para romper com a UE nos termos de seu acordo, May precisaria do apoio de cerca de 320 dos 650 parlamentares.

    A rede Sky disse que arregimentadores de voto do governo foram chamados ao Parlamento, já que uma contestação é iminente. Se uma moção de confiança for convocada, May precisará de uma maioria simples dos votos totais para vencer.

    (Reportagem adicional de Andrew MacAskill, Andy Bruce e Michael Holden)

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    Êxodo de venezuelanos se aproxima de momento de crise, diz agência da ONU

    GENEBRA/CARACAS (Reuters) - O êxodo de imigrantes da Venezuela está se aproximando de um 'momento de crise' comparável aos acontecimentos envolvendo refugiados no Mediterrâneo, disse a agência para imigração da ONU nesta sexta-feira.

    Números cada vez maiores de venezuelanos estão fugindo da crise econômica e instabilidade política que abala a Venezuela, ameaçando sobrecarregar países vizinhos, incluindo o Brasil. Autoridades da região irão se encontrar em Bogotá na próxima semana para buscar uma solução.

    Neste mês, Equador e Peru tornaram mais rígidas as regras para venezuelanos cruzarem a fronteira, exigindo passaportes válidos em vez de somente carteiras de identidade. No Brasil, moradores da cidade de Pacaraima, em Roraima, forçaram centenas de venezuelanos a fugirem de volta para a Venezuela.

    Descrevendo esses casos como sinais de alerta, o porta-voz da Organização Internacional para Migração da ONU (OIM), Joel Millman, disse que financiamento e meios para administrar o êxodo precisam ser mobilizados.

    'Isso está se tornando um momento de crise que nós vimos em outras partes do mundo, especificamente no Mediterrâneo', disse o porta-voz em coletiva de imprensa.

    Na quinta-feira, a OIM e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) pediram que países da América Latina facilitem a entrada de venezuelanos.

    O porta-voz do Acnur, Andrej Mahecic, disse nesta sexta-feira que governos na região estão fazendo esforços 'louváveis', mesmo que algumas capacidades de recepção e serviços estejam sobrecarregadas.

    Mas 'algumas imagens preocupantes' têm surgido na região na última semana. 'Essas aumentam o estigma daqueles que são forçados a fugir, e também colocam em risco os esforços para sua integração', disse.

    O ministro da Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta sexta-feira que um novo pacote de medidas econômicas destinadas a combater a hiperinflação vai convencer os venezuelanos que deixaram o país a retornar.

    Na segunda-feira, o país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou cinco zeros dos preços e atrelou a moeda do país a uma obscura criptomoeda apoiada pelo Estado. Críticos classificaram o plano como inadequado diante da inflação, que chegou a 82 mil por cento em julho e deve chegar a 1 milhão por cento neste ano.

    'A conclusão é que os venezuelanos vão voltar e, além disso, nós os convidamos a voltar porque precisamos deles para esse plano de recuperação', disse Rodríguez em entrevista coletiva.

    (Reportagem de Stephanie Nebehay, em Genebra, e de Vivian Sequera, em Caracas)

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    Cruz Vermelha alerta sobre risco de crise alimentar na Coreia do Norte devido a onda de calor

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA (Reuters) - Uma onda de calor na Coreia do Norte fez com que plantações de arroz, milho e outras culturas secassem nos campos, 'com efeitos potencialmente catastróficos' para os norte-coreanos, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) nesta sexta-feira.

    A maior rede de auxílio para desastres no mundo advertiu sobre o risco de uma 'crise de segurança alimentar completa' no país, afirmando que a situação preocupante foi exacerbada pelas sanções internacionais impostas devido aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

    Em comunicado divulgado em Genebra, a IFRC disse que não chove na Coreia do Norte desde o início de julho e que temperaturas chegaram a uma média de 39 graus Celsius por todo o país, cujo nome oficial é República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A próxima chuva é prevista para o meio de agosto, acrescentou.

    A população de 25 milhões de pessoas já está estressada e vulnerável com taxas de desnutrição infantil que podem piorar, disse.

    'Isso ainda não é classificado como uma seca, mas arroz, milho e outras plantações já estão murchando nos campos, com efeitos potencialmente catastróficos para a população da RPDC', disse Joseph Muyamboit, gerente de programa da organização em Pyongyang.

    'Nós não podemos deixar essa situação se tornar uma crise de segurança alimentar completa. Nós sabemos que períodos anteriores de seca interromperam o fornecimento de alimento até o ponto em que causou sérios problemas de saúde e de desnutrição pelo país', disse.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Arábia Saudita suspende novos negócios com Canadá após pedido por libertação de ativistas

    Arábia Saudita suspende novos negócios com Canadá após pedido por libertação de ativistas

    Por Aziz El Yaakoubi e David Ljunggren

    RIAD/OTTAWA (Reuters) - A Arábia Saudita suspendeu novos negócios e investimentos com o Canadá depois que o governo canadense cobrou Riad a libertar ativistas da sociedade civil que estão presos, no mais recente gesto de repúdio do maior exportador mundial de petróleo às críticas ocidentais a seu histórico de direitos humanos.

    O reino do Golfo Pérsico também convocou de volta seu embaixador e deu 24 horas para o embaixador canadense deixar o país, informou um comunicado do Ministério de Relações Exteriores saudita emitido na noite de domingo, acrescentando que mantém 'seus direitos de adotar novas ações'.

    O anúncio veiculado pela estatal Agência de Imprensa Saudita pegou diplomatas em Riad de surpresa, disse à Reuters uma fonte a par da situação, observando que tanto o embaixador saudita quanto o canadense estavam de licença

    'Toda a comunidade diplomática ficou surpresa com a medida', disse a fonte.

    Não ficou claro de imediato que efeito a medida terá, se tiver, no comércio anual bilateral de quase 4 bilhões de dólares e em um contrato de defesa de 13 bilhões de dólares firmado em 2014 entre os dois países.

    O comunicado saudita disse que sua chancelaria foi informada de que a chancelaria e a embaixada canadenses exortaram a Arábia Saudita a 'libertar imediatamente' ativistas da sociedade civil.

    Nenhuma autoridade do Ministério de Relações Exteriores do Canadá estava disponível para comentar de imediato.

    O Barein, vizinho e aliado de Riad, disse horas mais tarde que está ao lado do reino na crise política, sem explicar se também cortará laços comerciais com o Canadá.

    'O reino do Barein afirma sua solidariedade total com o reino da Arábia Saudita... contra qualquer um que tente minar sua soberania', disse o Ministério de Relações Exteriores barenita no Twitter.

    Na quarta-feira, a Human Rights Watch disse que a Arábia Saudita prendeu as defensoras dos direitos das mulheres Samar Badawi e Nassima al-Sadah, as vítimas mais recentes de uma onda de repressão do governo contra ativistas, clérigos e jornalistas. Mais de uma dúzia de defensoras dos direitos das mulheres foram visadas desde maio.

    O Canadá disse na sexta-feira estar 'gravemente preocupado' com as prisões de ativistas da sociedade civil e defensoras dos direitos das mulheres na Arábia Saudita, inclusive Samar, irmã do blogueiro dissidente preso Raif Badawi.

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