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    PT cobra que emissoras mantenham programação de debate mesmo sem participação de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - A coordenação de campanha do candidato do PT, Fernando Haddad, pediu nesta sexta-feira que as emissoras de tevê que tinham programado debates para o segundo turno entre os presidenciáveis mantenham as datas, apesar da recusa do adversário, Jair Bolsonaro, em participar dos eventos.

    Em nota, a coligação que reúne PT e PCdoB disse que Haddad se mantém à disposição das emissoras para usar o tempo que lhe seria destinado nos debates e apresentar suas ideias.

    'Cancelar os debates significa compactuar com a estratégia covarde e antidemocrática do deputado Bolsonaro. O povo brasileiro tem o direito de saber em quem vai votar e as emissoras de TV têm o dever de prestar este serviço ao público', diz o texto.

    Seis debates haviam sido marcados pelas principais redes de tevê, sendo que quatro - Band, TV Gazeta, RedeTV e SBT - que ocorreriam nesta semana e na anterior, já foram cancelados pelas emissoras. Restariam Record, no dia 21, e Globo, no dia 26.

    Até a última quinta-feira, os médicos que cuidam de Bolsonaro desde que o candidato foi atacado com uma facada não o haviam liberado para participar de eventos de campanha. Ainda assim, Bolsonaro fez visitas a locais como a Polícia Federal do Rio de Janeiro e o Bope, além de ter dado diversas entrevistas.

    Esta semana, na última avaliação, os médicos consideraram que houve evolução e que caberia ao candidato decidir sobre a participação em debates.

    Bolsonaro citou dois fatores —restrições médicas e preocupação com a segurança— para justificar que “dificilmente” participará de debates no segundo turno. “Temos a questão do meu estado de saúde ainda, estou com restrições. E por outro lado pesa o fator segurança. Então, baseado nisso, dificilmente eu comparecerei a debates”, disse o presidenciável em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta sexta-feira.

    “Eu tenho uma bolsa de colostomia aqui do lado e a restrição vem daí. Ela pode se romper e eu teria uma recaída. Então a minha saúde em primeiro lugar.”

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Ausente, líder nas pesquisas Bolsonaro é alvo preferencial em último debate antes do 1º turno

    Por Maria Carolina Marcello

    (Reuters) - Candidatos à Presidência da República tiveram como alvo preferencial o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no debate da TV Globo, na noite de quinta-feira, e reforçaram apelos aos eleitores pelos votos útil e de convicção.

    Marina Silva, candidata pela Rede, foi a primeira a desferir uma alfinetada direcionada a Bolsonaro. A presidenciável chegou a dizer, no momento em que os concorrentes faziam perguntas sobre tema livre entre si, que teria uma questão para o candidato do PSL, mas não seria possível fazê-la porque ele “amarelou”.

    “Eu ia fazer essa pergunta também para o candidato Bolsonaro, que mais uma vez amarelou, deu uma entrevista na Record e não está aqui debatendo conosco”, disse Marina, antes de questionar Fernando Haddad (PT) sobre os índices de rejeição que ele e o candidato do PSL acumulam.

    Depois, foi a vez de Ciro Gomes (PDT) questionar a ausência do primeiro colocado nas pesquisas, e sua entrevista à emissora concorrente.

    “Meirelles, eu gostaria de fazer essa pergunta que vou lhe fazer ao candidato Bolsonaro”, disse Ciro, no momento em que fazia uma pergunta ao candidato do MDB, Henrique Meirelles.

    “Ele hoje está de alta, deu entrevista longa, muito maior do que estamos conversando aqui... e fugiu. Você acha correto que um homem que quer ser presidente do Brasil não se submeta ao debate?”, questionou.

    Meirelles aproveitou a deixa, e respondeu que não, que o adversário do PSL estava fugindo do debate e de seu compromisso com a população.

    “Não é meramente um debate, é a questão de estar aqui sujeito a críticas, sujeito a discordâncias, muitas vezes até ofensas ou coisas injustas ou falsas, mas cada um de nós está aqui enfrentando isso com seriedade e com respeito ao eleitor.”

    Bolsonaro decidiu, após orientação médica, não comparecer ao debate, o último antes do primeiro turno das eleições. O presidenciável sofreu atentado a faca no início de setembro, passou por duas cirurgias e um período internado.

    A recomendação de seus cirurgiões não o impediu, no entanto, de conceder entrevista à TV Record, exibida no mesmo horário do debate, além de duas entrevistas mais cedo a rádios nordestinas e ainda uma transmissão ao vivo pelo Facebook, atividade que vem cumprindo assiduamente desde segunda-feira.

    O candidato pelo PSOL, Guilherme Boulos, também fez uma crítica indireta a Bolsonaro quando aproveitou uma oportunidade para alertar para o perigo de uma nova ditadura no país.

    “Não dá para a gente fingir que está tudo bem, há meses estamos fazendo uma campanha que está marcada pelo ódio. Faz 30 anos que esse país saiu de uma ditadura. Muita gente morreu, muita gente foi torturada. Tem mãe que não conseguiu enterrar seu filho até hoje”, disse o presidenciável.

    “Faz 30 anos, mas acho que a gente nunca esteve tão perto disso que aconteceu naquele momento... Sempre começa assim, arma, tudo se resolve na porrada, dizer que a vida do ser humano não vale nada. Temos que dar um grito, botar a bola no chão e dizer ‘ ditadura nunca mais’.”

    ALTERNATIVA

    Por fora das críticas ao primeiro colocado nas pesquisas, houve ainda uma tentativa, entre os candidatos, de se colocarem como uma opção viável e alternativa ao quadro de disputa polarizada que se desenha apontando um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad.

    “Há quatro anos o nosso país está parado, paralisado por uma crise política assentada no ódio, no desfazimento de um pelo outro. E agora esse filme parece que está querendo se repetir”, disse Ciro, citando as pesquisas em que figura numericamente como terceiro colocado e pedindo o voto do telespectador.

    “Aprofundar essa divisão simplesmente não permitirá o Brasil se reconciliar... ganho do Haddad e do Bolsonaro no segundo turno, mas preciso do seu voto no primeiro turno.”

    Na mesma linha, Alckmin disse não acreditar que o PT ou o candidato do PSL sejam capazes de tirar o país da crise e promover as reformas que considera essenciais para uma retomada do crescimento e da geração de empregos.

    Em uma pergunta sobre o custo Brasil, após citar medidas que considerava importantes, como o combate à burocracia, acrescentou que para reduzi-lo seria necessário “não eleger nem o PT e nem o Bolsonaro, porque nenhum dos dois vai resolver a crise, podem é agravar a crise, isso sim”.

    “Já tivemos a experiência do PT e vimos o resultado”, disse Alckmin. “O caminho também não é o radical de direita, que não tem a menor sensibilidade.”

    Marina bateu na mesma tecla e afirmou que não haverá condições de governar o país se a atual polarização for mantida.

    “A permanecer essa guerra em que alguns está votando por medo do Bolsonaro, e outros estão votando por medo do Haddad, ou estão votando porque têm raiva de um ou de outro, o Brasil vai ficar quatro anos vivendo uma situação de completa instabilidade econômica, política e social”, disse.

    Pesquisa Datafolha divulgada na noite da quinta-feira apontou que Bolsonaro ampliou a vantagem na liderança da corrida presidencial. O candidato do PSL passou a 35 por cento, seguido por Haddad, com 22 por cento.

    Numericamente em terceiro lugar vem Ciro, com 11 por cento, seguido de Alckmin, com 8 por cento, e Marina, com 4 por cento.

    ZONA DE CONFORTO

    Também alvo de ataques dos adversários, principalmente relacionadas à corrupção, Haddad, quando pôde, preferiu não se arriscar muito e evitar qualquer desgaste político.

    O debate promovido pela TV Globo permitia que os candidatos escolhessem a quem dirigir suas perguntas --nas quatro oportunidades que teve, Haddad escolheu Ciro e Boulos, integrantes do mesmo campo político que o petista.

    Ainda que não tenha iniciado sua primeira fala no debate com a tradicional lembrança de que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedido de disputar o Planalto pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, Haddad fez uma defesa veemente do tutor e de sua gestão quando provocado.

    O primeiro a provocar uma reação do petista foi Alvaro Dias (Podemos), que em duas ocasiões afirmou ter uma carta a ser entregue a Lula, preso em Curitiba após condenação no caso do triplex no Guarujá, que seria o verdadeiro candidato do PT. Haddad pediu “compostura” e o alertou que fazia “brincadeira com coisa muito séria”.

    Mais adiante, em embate com Marina, Haddad reafirmou posição de que Lula é um preso político e disse representar um projeto que deu certo. Questionado pela candidata da Rede, lembrou que está em campanha há apenas 20 dias. Instado pela ex-senadora a fazer uma auto-crítica, disse já ter reconhecido “erros” e a necessidade de “ajustes”.

    “Mas eu não vou jogar a criança com a água do banho, eu sei o que foram os 12 anos do governo do PT”, defendendo os governos do partido.

    Apesar da defesa de Lula, Haddad aproveitou o debate ocorrido a menos de 60 horas do início da votação para tentar mostrar mais de si para o eleitor, Disse viver do salário de professor, ser neto de um líder religioso e filho de um agricultor familiar.

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    Junta médica diz que Bolsonaro não tem condições de participar de debate

    (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, não irá ao debate de quinta-feira na TV Globo por recomendação de uma junta médica do hospital Albert Einstein, onde esteve internado por três semanas para se recuperar de um atentado à faca, disse nesta quarta-feira um dos médicos responsáveis pelo atendimento ao deputado.

    Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno de domingo e viu sua vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), aumentar nos últimos levantamentos.

    Na semana passada, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, já havia dito à Reuters que Bolsonaro não participaria do debate da TV Globo, o último entre os candidatos ao Palácio do Planalto antes da votação de domingo, por recomendação médica.

    Médicos que visitaram Bolsonaro na casa do candidato no Rio de Janeiro nesta quarta-feira para uma reavaliação confirmaram que ele não irá ao debate para não prejudicar sua recuperação.

    'Depois da nossa avaliação clínica, nós contraindicamos a participação em debates ou em qualquer atividade que pudesse cansá-lo ou obrigá-lo a falar por mais de 10 minutos', disse o cirurgião Antonio Luiz Macedo a jornalistas em entrevista ao sair da casa de Bolsonaro, de acordo com vídeo publicado no Twitter oficial do deputado.

    'Ele ainda não tem condições de ficar por mais de 10 ou 15 minutos em discussão ou em uma atividade que exija esforço físico, isso pode prejudicar a evolução dele', acrescentou. 'Ele desejava participar... Ele não vai porque é extremamente obediente.'

    Bolsonaro recebeu alta hospitalar no sábado, após passar três semanas internado se recuperando de uma facada sofrida durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) em 6 de setembro. O candidato passou por duas cirurgias, a primeira ainda na cidade mineira e outra para desobstrução intestinal já no hospital paulista.

    De acordo com o médico, Bolsonaro tem apresentado recuperação 'muito boa' e estará totalmente recuperado em mais 7 a 10 dias. O candidato já não está mais fazendo uso de antibióticos, e foi descartado qualquer risco de infecção, de acordo com o médico.

    'Pudemos observar que a recuperação dele está indo muito bem, ele é extremamente correto, extremamente cuidadoso na fisioterapia, nos cuidados médicos, extremamente obediente, e então esta tendo uma recuperação muito boa.'

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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    Candidatos fustigam Bolsonaro e Haddad em debate na TV Record

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Em um espécie de pacto velado de não agressão entre si, a maioria dos candidatos à Presidência direcionaram suas críticas aos dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), tachando-os de extremistas, no penúltimo debate da disputa presidencial na televisão, promovido pela Record, na noite de domingo.

    Bolsonaro e Haddad foram os alvos principais das críticas dos presidenciáveis de espectro político mais ao centro, que cobraram o fim do discurso do ódio que disseram traz riscos para a democracia e para a economia, e pregaram uma conciliação para o país superar a divisão, voltar a crescer e gerar empregos.

    Presidenciáveis também aproveitaram o debate para exaltar as manifestações de rua do sábado em cidades brasileiras e até fora do país convocadas por mulheres, que tinham como mote principal o voto contra o candidato do PSL.

    Bolsonaro, que não participou do encontro por recomendação médica após ter recebido alta hospitalar no sábado depois de passar três semanas internado se recuperando de atentado à faca, foi o mais fustigado.

    Ainda assim, foi criticado por todos os presidenciáveis por suas polêmicas declarações.

    Após ser perguntada pelo candidato do PDT, Ciro Gomes, sobre a opinião dela a respeito da 'assustadora frase' de Bolsonaro de que não reconheceria o resultado das eleições se não for o vencedor --dada em uma entrevista no hospital na sexta-feira--, a candidata da Rede, Marina Silva, disse que o adversário do PSL tem 'atitude antidemocrática, desrespeita as mulheres, índios, negros, a população brasileira'.

    'Com essa frase, desrespeita o jogo democrático. Numa democracia, se não temos comprovação de que houve fraude, não se pode entrar no jogo se for para ganhar de qualquer jeito. Para mim, essas palavras só podem ser uma coisa: Bolsonaro fala muito grosso, mas tem momentos que amarela. Amarela mesmo. Isso são palavras de quem já está com medo da derrota. Da derrota que será dada a ele pela atitude autoritária', acrescentou Marina.

    Na réplica, Ciro Gomes disse assinar embaixo as declarações de Marina e provocou Bolsonaro dizendo que ele se recusava a ir ao debate. Ciro chegou a fazer uma comparação pessoal com o fato de que, na semana passada, ele também foi hospitalizado para passar por procedimento médico, mas, mesmo assim, participou de um debate em outra emissora de TV.

    'Estamos assistindo a todos os dias declarações antipovo, antipobre. Ele (Bolsonaro) nem sequer dá direito à população brasileira (ouvi-lo), estando sadio', disse Ciro, para quem 'o Brasil não aguenta mais essa radicalização odienta'.

    No encontro, o candidato do PSL também foi alvo de ataques devido a declarações e propostas de aliados que vieram a público no período em que estava hospitalizado, como a fala de seu candidato a vice, general Hamilton Mourão (PRTB), crítica ao pagamento do décimo terceiro salário, e a sugestão do seu principal assessor econômico, Paulo Guedes, favorável à criação de um imposto nos moldes da CPMF.

    O candidato do MDB e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, abordou o tema em questionamento para Marina.

    'Eu nunca vi na minha vida um candidato que vai governar para os mais fortes, que vai governar para os mais ricos. Eu espero que ele esteja no próximo debate para explicar', respondeu Marina.

    O último debate na TV está marcado para a quinta-feira, dia 4, mas não se sabe se o candidato do PSL vai participar -- o presidente do partido, Gustavo Bebianno, disse à Reuters na semana passada que Bolsonaro não vai.

    PT NA MIRA

    Reforçando sua posição como candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad esquivou-se o tanto quanto pode nos debates de embates diretos com adversários, mas sua candidatura foi duramente criticada, como no caso de suposta sugestão --citada por Marina-- de que o PT quer controlar a imprensa e o Judiciário e o fato de Haddad ter citado a possibilidade de uma constituinte.

    Marina e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, buscaram comparar Bolsonaro com o PT, representado por Haddad. O tucano citou que o candidato do PSL, assim como os petistas, votaram contra o Plano Real e as quebras do monopólio das comunicações e do petróleo.

    'Impressionante como o radicalismo se atrai, esse não é o caminho, e esta semana é uma semana decisiva, essa que vai mudar as eleições', disse Alckmin, ao responder uma pergunta de Meirelles.

    Nas suas intervenções, Haddad preferiu falar sobre propostas e defendeu o legado de Lula, principal mentor da sua campanha e que, preso desde abril, teve a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

    Ao buscar adotar um tom moderado, o ex-prefeito de São Paulo disse que vai revogar o 'entulho democrático' das reformas que o governo do presidente Michel Temer levou adiante, e que Bolsonaro quer 'aprofundar essa agenda' ao falar em 'cortar direitos e taxar os pobres'.

    A Ciro Gomes, Haddad chegou a aventar a possibilidade de ampliar o leque de apoios no segundo turno. 'Nesse momento temos o PCdoB e o Pros conosco. No segundo turno, vamos ver quem terá mais proximidade conosco'.

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    Candidatos miram em Haddad em debate e disputam simpatia do eleitor de olho em 2º turno

    (Reuters) - Candidatos à Presidência da República que buscam uma vaga no segundo turno da eleição de outubro dirigiram ataques ao presidenciável que ocupa atualmente a segunda posição nas sondagens eleitorais, Fernando Haddad (PT), em debate realizado na noite da quinta-feira na TV Aparecida.

    De olho em uma vaga na votação decisiva da eleição presidencial, postulantes ao Palácio do Planalto como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede) tentaram se colocar como alternativa para unir o país frente ao que chamaram de extremismo.

    As críticas centradas a governos do PT responsabilizaram o partido pela crise econômica, a corrupção e o desemprego. Não faltaram, no entanto, respingos ao governo de Michel Temer e a candidatos relacionados a ele, e também ao primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), que permanece internado após uma facada sofrida em evento de campanha.

    “Estamos frente a 13 milhões de desempregados, herança do PT. Da Dilma e do PT, que quebraram o Brasil, destruíram as empresas estatais. O petrolão foi o maior escândalo do mundo de desvio de dinheiro público”, disse Alckmin, após um início morno de debate.

    Alckmin foi questionado por Haddad sobre medidas impopulares como a emenda do teto dos gastos e a reforma trabalhista adotadas pelo governo Temer com apoio do PSDB.

    “Não precisaria de PEC do teto se não fosse o vale-tudo do PT, que não tem limites. Para ganhar eleição vale tudo. Quem paga a conta é o povo”, disse Alckmin, lembrando que o PT escolheu Temer para vice de sua chapa presidencial, por duas vezes.

    Apesar dos ataques ao petista, Alckmin também tentou ocupar a posição da terceira via e disse que o país “perde com os extremos”.

    Em sua primeira participação em um debate após ser confirmado como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --barrado pela Lei da Ficha Limpa--, Haddad lembrou do apoio do partido de Alckmin ao atual presidente durante boa parte de seu governo e também no impeachment de Dilma.

    “O Temer era vice da Dilma mas quem se uniu ao Temer para trair a Dilma --porque se não tivesse os votos do PSDB ela não seria afastada-- foi o PSDB. Ele que colocou o Temer lá com um programa totalmente diferente do aprovado nas urnas”, disse o candidato do PT.

    O petista também recebeu ataques do candidato do MDB, Henrique Meirelles, ele mesmo alvo de tentativas de vinculação a Temer. Meirelles, que com frequência lembra em suas falas e vídeos de campanha de sua participação no governo do ex-presidente Lula como presidente do Banco Central, afirmou que a atual crise econômica foi criada a partir da aplicação do “programa do PT” durante a gestão de Dilma.

    “Eu considero a ingratidão um dos maiores pecados na política”, disse Haddad após a fala de Meirelles.

    'INCÊNDIO'

    Depois, foi a vez de Ciro dar uma alfinetada em Haddad em interação entre os dois, quando discutiam mudanças no sistema tributário. Haddad explicou que seu programa prevê um imposto único para simplificar e reduzir a carga tributária.

    Ciro, que também sugere a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), perguntou ao petista o motivo de tais ideias não terem sido colocadas em prática durante as gestões do PT.

    “Estimado amigo, não me leve a mal, mas agora vai uma pinicadinha”, avisou Ciro.

    “Por que razão a sociedade, o povo brasileiro, machucado como está, deveria acreditar nessas tão boas ideias que estão defendidas, para minha grande alegria e satisfação, num livro que escrevi em 2006 com o professor Mangabeira (Unger), por que o nosso povo deve acreditar que essas propostas na sua possível gestão seriam praticadas se o seu partido, os senhores, estiveram no poder 14 anos?”, questionou o presidenciável do PDT.

    Ainda assim, Ciro investiu muito mais em um discurso moderado, na tentativa de se colocar como uma terceira via entre o PT e Bolsonaro, sob o argumento que o extremismo está “infernizando” o país.

    Marina, que em suas colocações finais criticou a polarização e também se colocou como opção alternativa para unir o país, referiu-se, durante o debate, à política de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como “bolsa empresário” dos governos petistas, algo, na opinião dela, foi ampliado na gestão “Dilma-Temer”.

    A ex-ministra não deixou de criticar Bolsonaro, e citou recente polêmica entre o candidato e o que chamou de “Posto Ipiranga” dele, o economista Paulo Guedes.

    Guedes teria dito em encontro com investidores, segundo o jornal Folha de S.Paulo em reportagem na quarta-feira, que pretende criar um imposto nos moldes da CPMF e unificar a alíquota de Imposto de Renda em 20 por cento. A notícia levou Bolsonaro a recorrer ao Twitter para negar a informação e classificar como “mal intencionadas” as notícias sobre a retomada do tributo.

    Marina referiu-se ao episódio como um “incêndio no Posto Ipiranga', e considerou o modelo proposto por Bolsonaro como “nefasto” por “penalizar os mais pobres”.

    “Essa visão de política de país tem que ser combatida. Nós temos que acabar com a ideia de ficar entre a cruz e a espada, entre a violência e a corrpução”, disse a candidata.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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    Após atentado a Bolsonaro, presidenciáveis fazem debate morno

    Por Lais Martins

    SÃO PAULO (Reuters) - Após o atentado contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, outros seis presidenciáveis fizeram um debate morno na noite de domingo em evento promovido pela TV Gazeta, o jornal O Estado de S. Paulo e a rádio Jovem Pan, em São Paulo.

    Candidatos mencionaram Bolsonaro em suas falas, inclusive usando o episódio de violência contra o deputado como contexto para algumas perguntas, e também voltaram a defender a pacificação e a união do país.

    O candidato do PSL, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não participou por estar hospitalizado na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando de ataque com uma faca sofrido em Juiz de Fora (MG) durante ato de campanha na quinta-feira.

    O deputado sofreu lesões nos intestinos grosso e delgado e em uma veia abdominal, em decorrência de um único, porém profundo, golpe de faca. Ele deve ficar internado por, no mínimo, uma semana.

    Participaram do debate, o terceiro da corrida eleitoral, a candidata Marina Silva (Rede) e os candidatos Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL).

    Como a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, e o PT ainda não definiu um substituto, o partido ficou sem representante no debate.

    Sem Bolsonaro, que foi alvo em debates anteriores, as falas e perguntas não trouxeram novidades e giraram ao redor de proposições e ideias já conhecidas dos eleitores. No momento em que um candidato perguntava a outro, muitos usaram o tempo da réplica das perguntas feitas por eles mesmos para expor suas próprias ideias sobre os temas.

    Ao ser questionado se encorajaria a atuação da operação Lava Jato ou a 'colocaria na caixinha' caso eleito, numa alusão a declarações de que seria preciso colocar juízes e o Ministério Público 'de volta na caixinha', Ciro Gomes adotou um discurso moderado.

    'Acho que a Lava Jato pode ser uma virada histórica na impunidade. Entretanto, fui professor de Direito. A Justiça barulhenta está sempre sujeita à suspeição', afirmou Ciro, acrescentando que considera injusta a prisão do ex-presidente Lula e que isso não está ligado a 'simpatia'.

    Aproveitando o gancho do atentado contra Bolsonaro, Alckmin voltou a repetir que é necessário um 'esforço conciliatório' no país. 'Todas as vezes que o Brasil fez um esforço conciliatório, ele avançou mais', disse o ex-governador de São Paulo, citando como exemplos a redemocratização, a Assembleia Constituinte e o Plano Real.

    Já a ex-senadora Marina Silva voltou a dizer que sua candidatura vem para oferecer 'a outra face', inclusive para o desrespeito e a violência. 'Tivemos o assassinato da Marielle, tivemos o atentado à caravana do presidente Lula e tivemos agora o atentado contra o Jair Bolsonaro. Nós não vamos chegar a lugar nenhum com o país dividido', afirmou a senadora, apostando no eleitorado feminino ao chamar especificamente as mulheres para 'um grande movimento de unir o Brasil a favor daquilo que interessa'.

    (Edição de Pedro Fonseca)

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    Massacre em torneio de videogame na Flórida ressuscita debate sobre porte de armas

    Por Scott Malone

    (Reuters) - O assassinato de dois competidores em um torneio de videogame na Flórida no domingo ressuscitou o já antigo e candente debate sobre o porte de armas no Estado norte-americano às vésperas de eleições estaduais e federais primárias altamente disputadas.

    Como os eleitores da Flórida escolherão seus candidatos a governador e ao Congresso na terça-feira, alguns postulantes democratas disseram que o massacre de domingo em Jacksonville foi mais um indício da necessidade de uma legislação de armas mais rígida, enquanto outros cancelaram eventos de campanha.

    O episódio de violência, que também deixou 11 feridos, foi o mais recente de uma série de ataques a tiros de grande repercussão no Estado na esteira do massacre de 17 alunos e educadores em uma escola secundária em fevereiro e do assassinato de 49 pessoas em um clube noturno de Orlando em 2016.

    O escritório do xerife de Jacksonville identificou o suposto atirador como David Katz, de 24 anos, de Baltimore. Testemunhas disseram que ele ficou revoltado por ter perdido a competição.

    'Nós, como sociedade, precisamos nos unir e dizer 'chega disso'', afirmou o senador democrata Bill Nelson aos repórteres em Jacksonville perto do local do ataque, realizado durante o torneio de futebol norte-americano online Madden 19.

    A campanha de reeleição de Nelson enfrenta o governador republicano da Flórida, Rick Scott, em uma das principais corridas que determinarão em novembro o equilíbrio de poder no Senado.

    O direito às armas, garantido pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, é um dos temas mais polarizadores da política norte-americana. O debate divide os dois partidos, já que normalmente os republicanos argumentam que a aplicação mais eficaz das leis de porte já existentes é a melhor maneira de impedir massacres, enquanto os democratas pedem que a posse de armas seja mais restrita.

    Dada a divisão partidária, o ataque pode não mudar os resultados das primárias de terça-feira, nas quais os eleitores escolherão candidatos de seus próprios partidos.

    O comissário estadual de Agricultura, Adam Putnam, um dos republicanos que disputam a vaga de Scott, cancelou um evento de campanha em Jacksonville. Favorita nas pesquisas, a democrata Gwen Graham instou Putnam e seu correligionário rival, o deputado Ron DeSantis, a reagirem com políticas mais vigorosas.

    A mídia local identificou os mortos como Taylor Robertson, de 27 anos, de Woodland Hills, na Califórnia, e Eli Clayton, de 22 anos, de Ballard, na Virgínia Ocidental.

    Robertson, que era pai e marido, venceu o torneio no ano passado e Katz no ano anterior, disse a EA Sports, unidade da Electronic Arts que patrocinou o torneio.

    As autoridades não revelaram como Katz obteve a arma que usou no ataque.

    (Reportagem adicional de Colleen Jenkins em Winston-Salem, Carolina do Norte, Letitia Stein em Tampa, Flórida, Bernie Woodall em Fort Lauderdale, Flórida, Joey Roulette em Jacksonville, Flórida, Rich McKay em Atlanta e Gina Cherelus em Nova York)

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    Bolsonaro não descarta ida a debates, vice diz que adversários baixam nível da discussão

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira que participará dos debates com presidenciáveis, conforme sua agenda de campanha permitir, ressaltando que já foi a encontros em ambientes 'conhecidamente desfavoráveis', ao mesmo tempo em que seu companheiro de chapa afirmou que os adversários baixam o nível da discussão.

    'Desde o início temos atendido gentilmente a diversos convites para entrevistas, sabatinas e debates no Brasil inteiro, quase sempre em ambientes conhecidamente desfavoráveis. Seguiremos buscando atender aos convites com boa fé, sem comprometer nossa agenda', tuitou Bolsonaro nesta tarde.

    O candidato a vice, general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), disse que o próprio Bolsonaro acredita que sua ausência não teria impacto sobre os eleitores que busca conquistar.

    'Ele é o candidato que está na frente, então cada debate desses os outros candidatos procuram, em vez de discutir em alto nível, acabam colocando o debate em nível mais baixo', disse Mourão à Reuters.

    'Toda decisão tem prós e contras. O contra seria esse aí (parecer que está fugindo do debate), mas na avaliação dele, ele julga que, nos eleitores que está buscando, isso não vai influenciar', acrescentou.

    Mourão argumentou que a campanha de Bolsonaro depende de voos de carreira e muitas vezes é difícil conciliar os compromissos.

    'Ele (Bolsonaro) precisa estar em outros lugares, a campanha dele está muito agitada, praticamente está dormindo no avião. E lembrar que a nossa campanha é uma campanha feita em companhias aéreas, não é de jatinho', disse.

    Bolsonaro é o líder das pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto no primeiro turno nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá ser barrado da disputa pela Lei da Ficha Limpa.

    Mais cedo, o presidente do PSL, Gustavo Bebiano, disse à Reuters que a participação do candidato nos debates televisivos 'não é uma prioridade', mas ressalvou que o comando da campanha ainda não tinha tomado uma decisão sobre não comparecer a esses eventos.

    'Não é prioridade. Esses debates não favorecerem em nada, não acrescenta em nada. A formatação nivela todo mundo por baixo, parece concurso de Pinóquio: todo mundo tem solução milagrosa', disse Bebiano.

    Em vídeo divulgado em junho por meio de suas redes sociais, o próprio Bolsonaro --ainda pré-candidato a presidente na ocasião-- havia dito que iria participar de todos os debates na televisão. Até o momento, ele compareceu aos dois realizados na televisão, promovidos por Band e RedeTV!.

    Segundo Bebiano, há uma deliberação da campanha em privilegiar as agendas de Bolsonaro com o povo e que na próxima semana Bolsonaro terá agendas de segunda a domingo no Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia.

    'Quando se assume o compromisso em comparecer a debates e convites, você não faz campanha', disse o presidente do PSL, acrescentando que Bolsonaro é o único candidato que não perdeu o contato com a realidade do povo. 'O resto da classe política está alheia ao Brasil.'

    Perguntado se o não comparecimento de Bolsonaro mostraria um 'telhado de vidro' do candidato, o presidente do partido rejeitou. 'Cada um interpreta as coisas do jeito que quer. O que trouxe o candidato até aqui foi a espontaneidade, não fica em cima do muro, concorde-se ou não com as posições dele.'

    SEGUNDO TURNO

    Bebiano também afirmou que os resultados das pesquisas --como Datafolha divulgado na véspera-- que apontaram derrota de Bolsonaro no segundo turno para a maioria dos principais adversários são um 'grande ponto de interrogação'.

    'As informações não casam, a nossa pesquisa está na rua', disse, ao citar o apoio que Bolsonaro recebeu na quarta-feira em ato de campanha em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. 'A cidade literalmente parou, e ali é território do Alckmin', acrescentou, numa referência ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, ex-governador do Estado.

    Mourão também mostrou cautela com os resultados apontados na pesquisa, reproduzindo um dos argumentos mais conhecidos para isso.

    'Tenho certa desconfiança em relação a essas pesquisas, até porque eu não conheço ninguém que foi pesquisado, nunca conheci ninguém que tivesse sido pesquisado. Prefiro aguardar mais o desenrolar da campanha, o começo do próprio tempo de TV, apesar de o nosso ser muito pequeno, mas vamos aguardar aí mais um tempo para ver o que vai se consolidar disso', disse o candidato a vice.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em 2º debate entre presidenciáveis, Ciro mira Alckmin e Marina tem forte embate com Bolsonaro

    Em 2º debate entre presidenciáveis, Ciro mira Alckmin e Marina tem forte embate com Bolsonaro

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - No segundo debate entre os principais candidatos à Presidência da República, realizado nesta sexta-feira pela RedeTV e pela revista IstoÉ, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, buscou polarizar com Geraldo Alckmin, do PSDB, e o embate mais duro do encontro ficou por conta de um duelo entre Marina Silva, da Rede, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL.

    Pela segunda vez, o debate entre os postulantes ao Palácio do Planalto não contou com um representante do PT, depois que a Justiça Eleitoral rejeitou pedido do partido para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba e lidera as pesquisas, participasse do encontro.

    A organização do debate chegou a colocar um púlpito para Lula, mas ele foi retirado do estúdio, de acordo com a RedeTV, por decisão da maioria dos oito presidenciáveis presentes. Apenas o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, defendeu a manutenção do púlpito no estúdio.

    No duelo mais duro do debate, Bolsonaro indagou Marina sobre a posição dela a respeito do porte de arma. A candidata da Rede se declarou contrária ao porte de arma de fogo, mas usou a maior parte do tempo de resposta para criticar o rival que, pouco antes, ao responder pergunta do candidato do MDB, Henrique Meirelles, disse que não era necessário se preocupar com a diferença de salários entre homens e mulheres, pois a igualdade está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    'Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor do que um homem e ter as mesmas capacidades, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida, ser a última a ser promovida e quando vai a uma fila de emprego, pelo simples fato de ser mulher, não é aceita. Não é uma questão de que não precisa se preocupar. Tem que se preocupar, sim', disparou Marina.

    'Precisa se preocupar, sim. O presidente da República está lá para combater injustiça', acrescentou.

    Bolsonaro rebateu atacando Marina por sua defesa de plebiscitos para decidir questões como eventuais mudanças na legislação sobre o aborto e legalização da maconha.

    'Temos aqui uma evangélica que defende o plebiscito para aborto e para maconha, e quer agora defender a mulher. Você não sabe o que é uma mulher, Marina, que tem um filho jogado no mundo das drogas', disse Bolsonaro, que chegou a afirmar que a adversária não podia interrompê-lo quando ela fez uma tentativa neste sentido.

    Marina rebateu, então, mirando no estilo de Bolsonaro.

    'Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, nós educamos os nossos filhos. A coisa que uma mãe mais quer é ver o filho ser educado para ser um cidadão de bem e você fica ensinando os nossos jovens que tem que resolver as coisas é na base do grito', criticou.

    'Numa democracia, o Estado é laico', completou, ao rebater as críticas do adversário sobre a ideia de plebiscitos sobre aborto e a legalização da maconha.

    Chamado ao palco logo em seguida para fazer uma pergunta ao candidato do Patriota, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos aproveitou o embate anterior para mirar em Bolsonaro.

    'Quero parabenizar você, Marina, por ter colocado o Bolsonaro no seu lugar', disse.

    CIRO X ALCKMIN

    Nos momentos em que o encontro enveredou para discussões sobre economia e emprego, Ciro buscou perguntar a Alckmin e, em tom ameno, pontuar diferenças de propostas que tem com o tucano.

    'Governador Alckmin não me leve a mal, mas nós precisamos esclarecer aí umas diferenças de compreensão do Brasil. Então se vossa excelência me permite, o convido novamente ao palco, para não dizer ringue', disse Ciro em um dos momentos em que chamou Alckmin para o embate.

    Em um outro momento de duelo entre ambos, Alckmin afirmou que o PSDB fez o Plano Real, na época em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ministro da Fazenda.

    Ciro rebateu a afirmação: 'Quem fez o Plano Real foi o Itamar Franco, presidente muito injustiçado', disse o pedetista.

    Alckmin então respondeu. 'Toda a homenagem ao presidente Itamar Franco', disse. 'Ele acertou quando trouxe o Fernando Henrique', acrescentou.

    PÚLPITO DE LULA

    Principal ausente da noite, Lula, que deve ser impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa, foi citado apenas duas vezes: em uma pergunta do candidato do Podemos, Alvaro Dias, a Marina, e em um comentário de Bolsonaro sobre a retirada do púlpito destinado ao petista.

    'O político inelegível não é um preso político, é um político preso', disse Dias sobre Lula. 'Não há como admitir essa vergonha nacional de uma encenação de uma candidatura que não pode existir', acrescentou ele, ao indagar Marina sobre sua opinião sobre este tema.

    A candidata da Rede se disse comprometida com o combate à corrupção e aproveitou para alfinetar Alckmin, que fechou coligação com várias legendas que foram da base de governos petistas e do governo do presidente Michel Temer.

    'Este púlpito vazio já está preenchido pelos mesmos que estavam no palanque anterior, já no palanque do candidato do PSDB. É por isso que eu digo, Alvaro, aqueles que criaram o problema, não vão resolver o problema.'

    No segundo momento em que Lula foi citado, Bolsonaro elogiou a RedeTV pela retirada do púlpito destinado a Lula.

    'Quando aqui cheguei havia um púlpito que ninguém ocupava. Naquele espaço estava escrito 'Luiz Inácio Lula da Silva'. Então junto à direção, fiz esse questionamento e quero agradecer à RedeTV por ter retirado o púlpito do Lula. Não podemos dar espaço aqui para um bandido condenado por corrupção', disse Bolsonaro.

    A organização do debate voltou a esclarecer, então, que o púlpito foi retirado por decisão de todos os participantes, com exceção de Boulos.

    Meirelles, que tem tido dificuldade de ter desempenho significativo nas pesquisas, buscou dizer que não é político e que, quando ocupou posições-chave na condução da economia, 12 milhões de empregos foram criados. Tentou ainda polarizar em vários momentos com Bolsonaro, como quando indagou o rival sobre disparidade salarial entre gêneros.

    Boulos mirou em Meirelles, a quem chamou de 'banqueiro', e Alckmin, voltando a se referir a '50 tons de Temer' em seus rivais.

    Assim como no debate anterior, realizado na semana passada pela TV Bandeirantes, Cabo Daciolo manteve um discurso em tom religioso, sempre levando uma Bíblia na mão e dando 'glória' a Jesus Cristo.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em debate morno, Alckmin é criticado por aliança com blocão e Bolsonaro repete discurso controverso

    Em debate morno, Alckmin é criticado por aliança com blocão e Bolsonaro repete discurso controverso

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na eleição de outubro deste ano teve poucos duelos entre adversários e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, alvo de críticas por sua aliança com os partidos do blocão e o postulante do PSL, Jair Bolsonaro, mantendo opiniões polêmicas como a crítica à política de direitos humanos.

    Sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas e está preso em Curitiba cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e de qualquer representante petista, os candidatos pareceram ficar sem um alvo fácil para ataques no debate, promovido pela TV Bandeirantes.

    O encontro começou com uma troca um pouco mais dura entre Bolsonaro e o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, quando o candidato do PSOL indagou Bolsonaro sobre uma suposta funcionária fantasma dele. Boulos indagou se Bolsonaro sentia vergonha.

    'Vergonha eu teria se invadisse a casa dos outros', respondeu Bolsonaro em referência ao fato de Boulos ser um dos lideres do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

    Boulos classificou Bolsonaro de 'representante da velha política corrupta', enquanto o candidato do PSL classificou o adversário do PSOL de 'desqualificado'.

    Em outro momento de embate entre ambos, Bolsonaro pediu e levou um direito de resposta quando Boulos disse que ele fora expulso do Exército. O candidato do PSL chegou a pedir um segundo direito de resposta, que foi negado, quando o candidato do PDT, Ciro Gomes, citou um voto dele como parlamentar a favor de uma 'droga' contra o câncer. Bolsonaro protestou contra o uso do termo 'droga'.

    Na sua vez de perguntar, Bolsonaro optou por Alvaro Dias, do Podemos, e chegou a fazer elogios ao rival em uma pergunta sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Embora o candidato do PSL tenha repetido opiniões polêmicas, como a de que a política de direitos humanos é uma das responsáveis pela violência e a de que o Estado não deve interferir na disparidade salarial entre homens e mulheres, o duelo com Boulos foi o único em que ele mostrou um pouco mais de exaltação.

    'Ele está calmo como esteve nos debates e nas sabatinas', disse à Reuters o deputado Major Olímpio (PSL-SP), um dos aliados de Bolsonaro, durante um dos intervalos do debate.

    Indagado após o debate se estava mais sereno, Bolsonaro disse que sim, pois tinha de agir como 'um estadista'.

    Ciro e a candidata da Rede, Marina Silva, buscaram em alguns momentos antagonizar com Alckmin. Ciro disse que a abertura econômica por Alckmin seria danosa devido a diferenças competitivas vividas pelo Brasil e criticou a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, defendida pelo tucano.

    'Essa reforma trabalhista que o PSDB aprovou, proposta pelo Michel Temer, trouxe uma enorme insegurança', disse Ciro, que apontou que as mudanças acentuaram o desemprego.

    Alckmin voltou a defender a reforma trabalhista, que classificou de um avanço, e disse que sua proposta de abertura econômica será acompanhada de uma agenda de competitividade.

    'A reforma trabalhista foi necessária, estimula o emprego', defendeu o tucano em contraposição.

    Marina, por sua vez, atacou Alckmin por sua coligação formada por nove partidos, entre eles os cinco do chamado blocão --formado por PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade. A candidata da Rede, durante um duelo sobre educação com o tucano, disse que apesar das propostas dele 'o condomínio estava cheio de lobo mau, querendo roubar o dinheiro da vovozinha', numa referência às siglas do blocão, muitas delas com líderes envolvidos em escândalos.

    Alckmin voltou a defender a aliança como necessária para aprovar reformas, como a política, a tributária e a da Previdência.

    'Eu quero deixar bem claro que nunca fui do PT, nem fui ministro do governo do PT. Então somos de uma linhagem diferente', respondeu o tucano a uma das críticas feitas por Marina à sua aliança com o blocão.

    Marina foi filiada ao PT e ministra do Meio Ambiente do governo Lula.

    PRESIDENTE DO BC DE LULA E LAVA JATO

    O candidato do MDB, Henrique Meirelles, chegou a ser taxado por Boulos de 'candidato dos banqueiros', mas aproveitou o encontro para repisar sua história como presidente do Banco Central durante o governo Lula e ministro da Fazendo na gestão de Temer.

    Ele insistiu em lembrar que atuou no governo Lula e que, neste período, houve crescimento econômico e ascensão social.

    Postulante do Podemos, Alvaro Dias, insistiu em praticamente todas as intervenções que fez na defesa da operação Lava Jato e voltou a repetir que, se eleito, convidará o juiz federal Sérgio Moro para chefiar o Ministério da Justiça.

    Além do duelo com Bolsonaro, Boulos foi o candidato que adotou o tom mais combativo durante o debate da Bandeirantes, mirando, além do candidato do PSL, em Alckmin e Meirelles. Ele chegou a afirmar que, no palco do estúdio da Bandeirantes, havia '50 tons de Temer'.

    Candidato que sequer é relacionado nas pesquisas, Cabo Daciolo, do Patriotas, também presente no encontro disse ser 'o novo' e encerrou a maioria de suas intervenções com a frase 'honra ao senhor Jesus'. Ele chegou ao debate carregando uma bíblia e declarando 'glória a Deus' aos jornalistas.

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    PT entra com mandado de segurança no TRF-4 por presença de Lula em debate

    SÃO PAULO (Reuters) - O PT entrou na manhã desta quarta-feira com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pedindo a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate que será realizado pela TV Bandeirantes na quinta-feira, informaram o partido e o tribunal.

    O pedido será analisado pela 4ª Sessão da corte, composta pela 7ª e 8ª Turmas do tribunal. Um outro pedido para que Lula participasse do debate já havia sido rejeitado por decisão monocrática de uma juíza substituta do TRF-4.

    Lula está preso desde abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

    A sentença foi imposta pela 8ª Turma do TRF-4, um órgão colegiado. A Lei da Ficha Limpa determina que condenados por decisões colegiadas do Judiciário ficam inelegíveis. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro.

    Caso Lula seja impedido de participar do debate, o PT quer que a Bandeirantes mantenha no estúdio uma cadeira vazia com o nome do ex-presidente e também estuda a realização de uma transmissão nas redes sociais com representantes do partido.

    Também nesta quarta o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a desistência da defesa de Lula de uma ação na corte que pedia a liberdade do ex-presidente.

    O movimento foi feito a pedido do próprio Lula, diante da possibilidade que a corte julgasse na mesma matéria a inelegibilidade do petista, segundo o candidato a vice na chapa presidencial petista, Fernando Haddad.

    O PT oficializou a candidatura de Lula ao Palácio do Planalto em convenção nacional realizada no último sábado em São Paulo e o partido tem afirmado que insistirá na postulação do ex-presidente e registrará a candidatura dele junto à Justiça Eleitoral no dia 15 de agosto, limite do prazo legal para isso.

    Uma fonte disse à Reuters na semana passada que, caso confirmada a provável impugnação da candidatura de Lula, Haddad o substituirá na cabeça de chapa.

    A deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, do PCdoB, assumirá a vaga de vice após o destino de Lula ser decidido pela Justiça Eleitoral.

    (Reportagem de Eduardo Simões)

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