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    Líder do DEM diz que faltou debate sobre Previdência e critica endurecimento de aposentadoria rural

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O líder do DEM na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA), afirmou nesta quinta-feira que a bancada do partido na Casa recebe a reforma da Previdência com “preocupação”, alerta para a ausência de debate e diz ver “muito problema” no endurecimento das regras de aposentadoria rural.

    Para o líder, que integra a bancada do Nordeste, região possivelmente mais afetada pelas mudanças na aposentadoria rural, e também na concessão de benefícios assistenciais, a legislação precisa proteger os menos favorecidos, razão pela qual os parlamentares devem promover mudanças na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) levada pessoalmente ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro na véspera.

    “Acho que quem é técnico, burocrata, não sabe o que significa uma mulher que trabalha mais do que o homem no campo, acorda às 4h da manhã para buscar uma lata de água na cabeça para cozinhar para seus filhos e depois pegar na enxada para trabalhar. Esse pessoal tem que ter um tratamento diferenciado”, avaliou o líder, acrescentando que a bancada recebeu o texto enviado na véspera pelo governo com “muita preocupação, porque não teve debate”.

    “A nossa obrigação é avaliar e aperfeiçoar o texto no sentido sempre de proteger os mais fracos.”

    Elmar considera que faltou debate, mesmo sendo favorável à desconstitucionalização do projeto --muitos dos pontos serão tratados via projeto de lei complementar posteriormente.

    “A outra coisa importante é questão da aposentadoria do trabalhador rural e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que são a parte mais frágil da nossa sociedade e que nós temos que fazer uma legislação que proteja os mais pobres, os mais frágeis. Sem isso não tem sentido você falar em privilégios”, sustentou.

    Na quarta-feira, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse, em fórum de governadores com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, que “o primeiro passo... é tirar os pobres desta conta, trabalhador rural, deficientes etc”.

    “É a velha teoria de botar o bode na sala para depois tirar?', questinou Dias.

    Principal aposta do governo na área econômica, a reforma da Previdência iguala as idades mínimas de aposentadoria rural para homens e mulheres, aos 60 anos, e a contribuição mínima passa a ser de 20 anos. Atualmente, trabalhadoras rurais podem se aposentar aos 55 e o tempo de contribuição é de 15 anos.

    Já no caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência, a PEC estabelece que ele só continuará sendo de 1 salário mínimo para deficientes e para idosos em condição de miserabilidade a partir dos 65 anos. Para os demais, a renda mensal evoluirá ao longo das idades: a partir dos 60 anos, o benefício será de 400 reais, subindo a 1 salário mínimo aos 70 anos.

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    ACM Neto fala em afinidade e indica que DEM deve formalizar apoio a Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, indicou nesta quarta-feira que o partido deve apoiar formalmente o governo de Jair Bolsonaro, mas que uma decisão definitiva será tomada nas próximas semanas, depois de uma reunião da Executiva do partido.

    Segundo o prefeito de Salvador, “as coisas estão caminhando para um apoio formal” e há um “ambiente positivo” formado pela afinidade com a agenda econômica e pelo fato de que o DEM já tem três ministros indicados no novo governo.

    Três deputados federais do DEM serão ministros de Bolsonaro: o aliado de primeira hora Onyx Lorenzoni (Casa Civil), a atual coordenadora da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (Agricultura), e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

    'Mostramos que nosso interesse é que o Brasil de certo, estamos comprometidos com agenda que venha colocar país nos trilhos', disse o presidente do DEM após encontro de membros do partido com Bolsonaro.

    O senador e governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado, foi na mesma linha. 'É claro hoje no sentimento da bancada que estamos diante de um momento desafiador e que a pauta desse governo tem tudo a ver com tudo que defendemos nesses últimos anos.'

    A bancada do DEM foi a sétima a se reunir com o presidente eleito, em uma sequência de reuniões marcadas com os partidos para negociar apoios no Congresso.

    ACM Neto elogiou a postura de Bolsonaro, que tem dito que não pretende se envolver na eleição para as presidências da Câmara e do Senado. O atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem se movimento em busca da reeleição em fevereiro.

    'A postura que o presidente eleito está tendo em relação à presidência da Câmara é a necessária. Quanto maior distância mantiver, melhor será o resultado em fevereiro', disse o prefeito de Salvador.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    DEM ainda não decidiu se vai compor base de Bolsonaro, diz ACM Neto

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do DEM, ACM Neto, disse nesta quarta-feira que a escolha de três nomes da legenda como ministros do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro foi decisão do futuro presidente, e que o partido ainda vai decidir se participará ou não da base do governo dependendo da agenda que será apresentada para o país.

    Além de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil, Bolsonaro já anunciou os também deputados Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para a Saúde e Tereza Cristina (DEM-MS) para a Agricultura.

    'Os quadros escolhidos são quadros que realmente reúnem qualidades e preparo para o desempenho das funções, mas que foram escolhas dele, não foram indicações do Democratas', disse ACM Neto a jornalistas, após reunião com a equipe de transição.

    'O Democratas integrar ou não a base do governo depende fundamentalmente da discussão sobre a agenda do país. E essa decisão vai ser tomada no momento certo, e será fruto de uma deliberação da comissão executiva nacional do partido', acrescentou.

    Prefeito de Salvador, ACM Neto afirmou que deverá haver 'comunhão de interesses' nas agendas social e econômica para que isso aconteça, e que integrar ou não a base é um processo, cujo primeiro passo começou hoje.

    Ele afirmou ainda que o partido tem como prioridade a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados.

    Nesse sentido, disse esperar que o futuro governo assuma posição de neutralidade em relação às candidaturas ao comando da Casa.

    'Governo tem dado sinais de que vai se manter neutro nesse processo, o que eu não acho ruim porque eu entendo que eleição do Legislativo é do Legislativo', afirmou.

    (Por Marcela Ayres)

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    DEM libera integrantes a apoiarem quem quiserem na disputa presidencial

    BRASÍLIA (Reuters) - O DEM decidiu liberar seus líderes e militantes a apoiarem quem quiserem no segundo turno da eleição presidencial, informou nota do presidente nacional do partido e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, nesta quarta-feira.

    O DEM, que sempre fez oposição aos governos do PT, chegou a investir na candidatura à Presidência do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), mas depois desistiu da empreitada e embarcou na coligação do tucano Geraldo Alckmin, que terminou em quarto lugar no primeiro turno.

    “Neste novo tempo que se anuncia, não cabem invasão e destruição de propriedades, e muito menos mensalão ou petrolão. É o momento de substituir a prática do ‘toma lá dá cá’ da velha política pelos verdadeiros interesses públicos. Governar com os mais qualificados e ter responsabilidade fiscal. Encontrar uma solução para os mais de 13 milhões de brasileiros que estão desempregados. É hora de enfrentar, com coragem e determinação, o desafio de soerguer o nosso país”, afirma o presidente na nota.

    O segundo turno será disputado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

    “Ficam, assim, os nossos líderes e militantes de todo Brasil liberados para, seguindo as suas convicções, apresentarem a sua manifestação de voto neste segundo turno”, acrescentou.

    Na disputa pelo primeiro turno, o DEM se aliou ao chamado centrão e decidiu, em bloco, apoiar Alckmin na corrida presidencial.

    No domingo, o DEM elegeu 29 deputados federais, quatro senadores e dois governadores.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre Caverni)

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    DEM formaliza apoio a Alckmin e delega para Executiva definição de candidato a vice

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O Democratas selou, em convenção partidária na manhã desta quinta-feira, o apoio formal ao pré-candidato do PSDB na disputa presidencial, Geraldo Alckmin, e decidiu delegar para a Executiva Nacional da legenda as tratativas em torno da escolha do vice na chapa do tucano.

    Antes da convenção, em rápida entrevista coletiva, o presidente do DEM e destacado por Alckmin para negociar a escolha do vice entre o grupo de partidos que o apoiam, Antonio Carlos Magalhães Neto, disse que é possível que a definição do nome possa ocorrer nas “próximas horas”.

    “Temos um processo muito maduro”, disse ACM Neto, ao defender que o perfil do candidato seja complementar ao do candidato e “agregue eleitoralmente”.

    O presidente do DEM afirmou ainda que o nome sairá do blocão --grupo de partidos formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade--, que decidiu apoiar o tucano há duas semanas.

    Último a falar na convenção, Alckmin destacou a coerência ideológica e a coragem do DEM e citou a fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que gostaria de extirpar a legenda. “O Democratas foi coerente durante os 13 anos na oposição”, disse.

    “O Democratas é um partido com quadros. Tão importante quanto as bandeiras é a mão que empunha as bandeiras. Vocês são um time”, afirmou.

    O pré-candidato tucano frisou também a grande capacidade de articulação política do  DEM. “Como isso vai ser importante, necessário, o Brasil tem pressa, precisamos sair do marasmo”, disse, repetindo uma frase que tem usado comumente --“o Brasil tem pressa”.

    Ao elogiar o que considera grande “competência gerencial” do partido aliado, Alckmin fez um aceno público ao presidente do DEM e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, que, mesmo durante a profunda crise econômica por que o país passou nos últimos anos, conseguiu se reeleger em 2016 com 70 por cento das intenções de voto.

    O pré-candidato do PSDB elogiou também o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), por ter desistido de sua candidatura ao Palácio do Planalto em prol do apoio a ele.

    Para o tucano, o DEM é um partido necessário para as transformações do país.

    “Minha palavra é de duplo agradecimento pela honra do apoio de todos vocês e pela confiança, não vou decepcioná-los. Vamos trabalhar juntos em benefício da nossa população”, disse.

    'MAIS DO QUE PREPARADO'

    O presidente do DEM exaltou a resistência do partido que foi para a oposição após as eleições de 2002, quando começaram as gestões petistas em nível federal. Ele citou que, naquela eleição, o DEM elegeu 84 deputados e em 2014, apenas 21.

    “Valeu a pena sim as decisões que nós tomamos, os riscos, cada enfrentamento que foi realizado”, disse.

    O presidente do DEM disse que Rodrigo Maia ajudou a costurar o arco de apoios partidários em favor da eleição de Alckmin.

    “Sabemos que seremos decisivos para a sua vitória e, mais ainda, seremos decisivos para transformar o Brasil”, disse ACM Neto, que frisou que o DEM vai dar uma contribuição importantíssima para a campanha do tucano.

    O presidente do DEM afirmou que medidas duras terão de ser tomadas, caso contrário não vai se “arrumar a casa”. Para ele, governos populistas não resolvem.

    Para ACM Neto, Alckmin está “mais do que preparado” para ser o nosso presidente da República.

    O presidente da Câmara disse que a estrutura do DEM será muito importante para que, em conjunto com outros partidos, garanta a chegada de Alckmin ao segundo turno.

    Rodrigo Maia afirmou que não há ninguém mais preparado que o tucano para fazer as mudanças necessárias no país.

    “É aquele dentre todos colocados o que reúne as melhores condições. No meu Estado, no Rio de Janeiro, Vossa Excelência pode ter certeza que sairá com uma boa vitória para ajudar na sua vitória no primeiro turno e, com certeza, no segundo turno” reforçou.

    O deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), ex-ministro da Educação e pré-candidato ao Senado, disse que o debate interno que teve sobre a escolha do apoio a Alckmin foi “democrático e verdadeiro” e foi o melhor para o Brasil.

    “Na minha vida pública, eu nunca escolhi o caminho mais fácil e acho que quando você escolhe o mais fácil, nem sempre é o melhor par o povo”, disse. “A escolha em torno do nome do Geraldo foi a melhor para o Brasil. Passará pelo primeiro turno, irá para o segundo turno e vai ganhar as eleições para o bem do Brasil”, completou.

    O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), pré-candidato ao governo de Brasília, disse que Alckmin é o homem “mais preparado” para dirigir o Brasil.

    “São Paulo, com tanta violência, foi o Estado que mais diminuiu o número de homicídios no Brasil”, disse ele, referindo-se à gestão do ex-governador paulista.

    Fraga é o coordenador da chamada bancada da bala na Câmara dos Deputados e se inclinava a apoiar o candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro (RJ).

    (Edição de Alexandre Caverni)

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    DEM declara apoio a Alckmin horas antes de anúncio oficial do blocão

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O DEM aprovou nesta quarta-feira o apoio do partido ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, horas antes de o blocão, grupo de partidos de que o DEM faz parte, anunciar oficialmente a aliança com o tucano na eleição de outubro.

    Com a decisão, tomada por unanimidade pela Executiva Nacional do DEM realizada em Brasília, fica retirada a pré-candidatura ao Planalto do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que está em viagem ao exterior.

    De acordo com o presidente do partido, o prefeito de Salvador ACM Neto, a decisão da Executiva será formalizada pela convenção nacional da legenda, marcada para a próxima semana.

    'Uma aprovação com a unanimidade do apoio do Democratas à candidatura de Geraldo Alckmin a presidente da República', disse o prefeito a jornalistas, acrescentando que o apoio do blocão --formado por PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade-- a Alckmin será anunciada na manhã de quinta. O grupo marcou entrevista coletiva às 10h em um hotel em Brasília para anunciar a decisão.

    'Ainda hoje nós vamos dialogar com os demais partidos do centro democrático e amanhã, às 10 horas da manhã, estaremos formalizando, tornando público este apoio de cinco partidos que eu entendo que serão decisivos para essa caminhada de Geraldo Alckmin rumo à Presidência da República', disse ACM Neto.

    O apoio do blocão a Alckmin foi acertado em reunião com representantes do grupo de legendas e o tucano em São Paulo na semana passada. Os partidos que formam o bloco indicaram o empresário e dono da Coteminas, Josué Gomes, que é filiado ao PR, para a vaga de vice de Alckmin, mas o nome do companheiro de chapa do tucano ainda não foi decidido.

    ACM Neto previu que a decisão da Executiva do DEM será referendada também por unanimidade na convenção partidária.

    'Será levada à convenção. A convenção será realizada no próximo dia 2, na quinta-feira. No entanto, a convenção reflete exatamente essa decisão da Executiva. Nós teremos na convenção, com certeza, uma aprovação unânime e, portanto, a decisão do Democratas está tomada, o nosso apoio será dado à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República', assegurou.

    O apoio do blocão, que também era cobiçado pelo pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, é uma vitória de Alckmin que já havia assegurado o apoio do PTB e tinha praticamente certa alianças com PSD, PPS e PV. Esse arco de apoios dará ao tucano o maior tempo de TV na propaganda eleitoral.

    Alguns partidos do bloco também eram assediados pelos pré-candidatos do PSL, Jair Bolsonaro, que negociou com o PR, e Henrique Meirelles (MDB), que desejava atrair o PRB.

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    Maia vê mais chance de aliança do DEM com Ciro do que com Alckmin devido a palanques regionais

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira que, apesar da maior afinidade histórica com o PSDB, hoje seu partido estaria mais próximo de fechar um acordo nacional com o PDT, em razão das alianças e palanques regionais.

    Maia disse que se desistir da candidatura à Presidência da República tentará se reeleger como deputado federal para, posteriormente, buscar novamente o comando da Câmara dos Deputados.

    “Se estou conversando com outros partidos, essa possibilidade (de não ser candidato presidencial) existe”, disse Maia a jornalistas, ao explicar as chances do DEM se aliar ao pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, ou do PDT, Ciro Gomes.

    “Com frieza, nosso histórico é mais com Geraldo do que com Ciro, mas nos palanques tem mais viabilidade eleitoral com Ciro do que com Geraldo”, disse.

    Ele destacou a existência de divergências regionais que dificultam a parceria com os tucanos. Com o PDT, por outro lado, não haveria tantos obstáculos nas candidaturas estaduais e o caminho para uma aliança estaria mais livre. ”Temos mais afinidade com Ciro nos palanques regionais.“

    Para Maia, o DEM precisa se fortalecer nos Estados já pensando nas eleições de 2022.

    O presidente da Câmara, que é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro e vereador Cesar Maia, chegou a traçar uma semelhança entre Ciro e seu pai.

    “O Ciro faz um pouquinho o que o ex-prefeito Cesar Maia fazia. Vocalizava para direita e governava para esquerda, com uma agenda social forte“, disse o deputado.

    “Ele faz um discurso inteligente e quando fala de equilíbrio fiscal, ele fala o que a gente fala... muitos diretórios regionais veem (Ciro) como boa alternativa”, acrescentou.

    Rodrigo Maia afirmou que há premissas básicas para o DEM apoiar um candidato no pleito presidencial deste ano. Esses pré-requisitos incluem a defesa da redução de gastos, controle das despesas, reforma da Previdência com fixação de idade mínima para aposentadoria nos serviços públicos e privados.

    O deputado defendeu ainda que o atual interventor na área de segurança do Rio, general Braga Netto, seja mantido pelo futuro governador do Rio em 2019 apenas como secretário de Segurança, para fazer a transição do trabalho iniciado esse ano. O DEM tem o ex-prefeito Eduardo Paes como pré-candidato ao governo do Rio.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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