alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE diesel

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia FCStone vê risco para oferta de diesel com subsídio e de perdas para Petrobras

    FCStone vê risco para oferta de diesel com subsídio e de perdas para Petrobras

    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A consultoria INTL FCStone vê risco para o suprimento de diesel no Brasil no último trimestre deste ano, devido a problemas no pagamento e no cálculo de subsídios ao combustível, o que tem levado a Petrobras a elevar importações, enquanto concorrentes param operações.

    Lançado em junho, o programa de subvenção foi uma resposta a uma histórica paralisação dos caminhoneiros, que protestaram em maio contra os altos preços do combustível. Por meio dele, Petrobras, pequenas refinarias e importadoras reduziram preços com a promessa de serem ressarcidas.

    Importadores privados já alertaram anteriormente que, nos valores atuais do subsídio, não compensa importar e esperar o recebimento da subvenção, cujos montantes já pagos não passam de 200 mil reais, em um mercado que gira bilhões.

    A FCStone também apontou que os valores adotados para o cálculo dos subsídios pela agência reguladora ANP, responsável pelos pagamentos, estão 'muito abaixo do praticado pelo mercado' e que, até o momento, a grande maioria das empresas não foi paga.

    Nesse cenário, muitas empresas estão sem liquidez para realizar novas operações e têm incertezas se a subvenção ocorrerá de fato, apontou a consultoria.

    'A importação privada está paralisada e a Petrobras é praticamente o único agente a trazer produto para o Brasil, salvo raras exceções', afirmou em nota representante da área de Petróleo, Gás e Derivados da INTL FCStone, Thadeu Silva.

    Desde o lançamento do programa, a ANP liberou apenas 185.749 reais para poucas companhias. A Petrobras, por exemplo, ainda não recebeu e espera até 2,5 bilhões de reais dentro de duas semanas, informou a Reuters na véspera.

    Ao ser procurada para falar sobre o assunto, a ANP tem afirmado que 'não há qualquer risco de desabastecimento de diesel'.

    As ações preferenciais da Petrobras operavam em alta de mais de 3 por cento, por volta das 15h, enquanto o petróleo Brent avançava quase 1 por cento no mesmo horário.

    DEMANDA AGRÍCOLA

    O ambiente poderá se agravar com o esperado aumento da demanda por diesel nos últimos meses do ano, devido ao maior consumo sazonal do setor agrícola, que está em expansão.

    Em meio à evolução na safra de grãos, a FCStone prevê que o consumo anual de diesel no Brasil apresente alta de 0,32 por cento neste ano em relação ao volume total em 2017 e alcance 50,13 milhões de metros cúbicos (m³) neste ano.

    'Caso não haja mudança na política de precificação de diesel por parte da ANP e o início do pagamento da subvenção, teremos desabastecimento de diesel nos últimos meses do ano ou a Petrobras terá que arcar sozinha com o prejuízo de suprir a totalidade do mercado brasileiro com arbitragem negativa', disse Silva.

    Procurada nesta terça-feira, a Petrobras não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

    Na véspera, a empresa informou em nota à Reuters que 'as margens de lucro da Petrobras nas importações estão preservadas, na medida em que a companhia aplica preços para o diesel alinhados à paridade internacional, conforme dispõe sua política de preços para o derivado'.

    Ao contrário de suas concorrentes, a petroleira defende que o programa de subsídio 'gera resultados aderentes ao esperado pela política de preços da Petrobras vigente' e declarou que a empresa 'possui infraestrutura logística eficiente, que permite ser mais competitiva que eventuais concorrentes'.

    AGRAVAMENTO

    A FCStone frisou que as condições domésticas da oferta de óleo diesel se agravaram após a explosão na Refinaria de Paulínia-SP (Replan) da Petrobras, no mês passado, que reduziu a capacidade de produção do combustível em 50 por cento.

    A consultoria projeta que o Brasil precisará importar cerca de 5,5 milhões de m³ (130 navios com capacidade de 42 mil m³) durante os próximos quatro meses para equilibrar o balanço doméstico de oferta e demanda em 2018.

    A necessidade de importar 1,37 milhão m³ ao mês pelos próximos quatro meses representaria um aumento de 22,6 por cento em relação a média das importações de diesel nos cinco primeiros meses do ano.

    'Comparando com o volume importado no mesmo período de 2017, as aquisições de diesel no mercado internacional precisarão expandir 12,2 por cento, realçando que no passado, 24,2 por cento do diesel ofertado no mercado doméstico teve origem fora do Brasil, o maior 'share' já registrado para o produto', frisou Silva.

    (Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Importações de diesel pelo Brasil caem 42% desde o programa de subsídio

    Importações de diesel pelo Brasil caem 42% desde o programa de subsídio

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - As importações de diesel pelo Brasil caíram 42 por cento desde o início do programa de subsídio ao combustível, em junho, até o mês passado, ante igual período do ano anterior, mostraram dados oficiais do governo, em meio a uma série de problemas na implementação da subvenção, como demora no pagamento.

    A queda das compras externas ilustra afirmações feitas por importadores, que disseram estar reduzindo suas atividades devido ao programa do governo, criado como uma resposta ao clamor dos caminhoneiros, em uma histórica greve em maio contra os altos preços do diesel.

    A redução nas compras externas de diesel também mostra como a Petrobras está sendo chamada a participar mais do mercado, seja com produção própria ou importações.

    Em junho, julho e agosto, as importações do diesel --combustível mais consumido do Brasil-- somaram aproximadamente 2,17 milhões de metros cúbicos, ante cerca de 3,75 milhões no nos mesmos três meses do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

    Em agosto, as importações do combustível caíram também 41 por cento ante o mesmo mês de 2017, para 754.773 metros cúbicos.

    Com o programa, a Petrobras e outras refinarias brasileiras e importadores do diesel que aderiram ao plano reduziram os preços do combustível aos distribuidores, com a promessa de serem ressarcidos em até 30 centavos de reais por litro, dependendo de condições do mercado.

    No entanto, os importadores vem apontando que o cálculo para o pagamento da subvenção não recompensa adequadamente as empresas, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

    Além disso, grande parte dos pagamentos de subsídios devidos até agora pelo governo está atrasada, inclusive grandes montantes aguardados pela própria Petrobras.

    Neste cenário, a Petrobras está aumentando a produção em suas refinarias e respondendo por mais de 90 por cento das importações, segundo executivos informaram em entrevistas recentes.

    Os volumes de importação contrastam com 2017, quando eles atingiram o maior nível desde pelo menos 2000, segundo uma série histórica da ANP.

    (Por Marta Nogueira)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Maia tenta acordo para votar MP do subsídio ao diesel; projeto das aéreas deve ficar para outubro

    Maia tenta acordo para votar MP do subsídio ao diesel; projeto das aéreas deve ficar para outubro

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que o “ideal” seria conseguir um acordo para votar medidas provisórias --incluindo a do subsídio ao óleo diesel motivada pela greve dos caminhoneiros-- nesta semana de esforço concentrado.

    Ainda que tenha demonstrado otimismo com o quórum, desde que ele possa ser sustentado por tempo suficiente para as votações, Maia admitiu que o projeto que autoriza o aumento da participação de capital estrangeiros nas companhias aéreas só deve ser votado em outubro.

    “O ideal para todos é que a gente conseguisse um acordo para votar duas ou três medidas provisórias”, disse, referindo-se à MP que trata do diesel e a outra que extingue o Fundo Soberano.

    Segundo o deputado, há urgência na votação da proposta sobre o diesel, já que ela perde a validade em meados de outubro e precisa ser analisada pelas duas Casas. Em época eleitoral, o Congresso reduz consideravelmente suas sessões deliberativas, e realiza votações em semanas determinadas, no chamado esforço concentrado.

    Sobre o projeto que permite ao capital estrangeiro controlar companhias aéreas nacionais, Maia argumentou que não deve ser analisado nesta semana, apesar de estar na pauta, porque aborda outros temas que demandariam um tempo prolongado de discussão.

    “A gente vai votar na primeira semana de outubro. Acho que está bem encaminhado, mas é uma votação que, como tem outros temas ... seria uma votação acho que muito longa, com alguma obstrução”, avaliou.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Petrobras eleva diesel em 13% na refinaria após novo valor para subvenção

    Petrobras eleva diesel em 13% na refinaria após novo valor para subvenção

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou um aumento de 13 por cento no preço médio do diesel nas refinarias, em uma alta que deve ter impacto positivo em seu balanço financeiro, após a entrada em vigor de um novo valor de referência do programa governamental de subsídios ao combustível.

    A alta, que permitirá que a estatal reajuste o preço após o valor seguir congelado em 2,0316 reais por litro desde o início da subvenção, em junho, agradou ao mercado. Mas pode dar margem para críticas entre caminhoneiros, que protestaram em maio contra a disparada do combustível mais consumido no país, disseram analistas.

    O reajuste ocorre um dia após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicar os novos valores de comercialização do diesel no Brasil, válidos até 29 de setembro, que nortearão a subvenção econômica oferecida pelo governo, uma das medidas tomadas para controlar os preços e acabar com as manifestações que afetaram a economia nacional.

    Conforme a reguladora, que no início da semana já havia apresentado uma nova metodologia de cálculo para os preços de referência do derivado, o aumento refletiu o fortalecimento das cotações internacionais do produto e também do câmbio. São esperados reajustes mensais até o fim do ano.

    'Tal aumento deve provocar algum barulho, no entanto, como alguns investidores vêm questionando, uma nova greve de caminhoneiros não foi mencionada na mídia e é pouco provável que ocorra novamente, na nossa visão', disseram analistas do BTG Pactual, em relatório.

    Já o Bradesco BBI avalia que o valor do combustível nas bombas dos postos deve ficar 19 centavos por litro abaixo dos níveis vistos antes da greve, 'já que o governo também removeu 16 centavos por litro em impostos'.

    'Assim, há a possibilidade de críticas --mas, dados os impactos da greve nas atividades em geral, acreditamos que o risco de outra paralisação é baixo', escreveram os analistas da instituição.

    Quando a subvenção foi anunciada, a expectativa do governo era baixar o preço do diesel nos postos em até 46 centavos por litro. Na última semana, o combustível era vendido a uma média de 3,371 reais por litro nas bombas, ante 3,828 reais na virada de maio para junho.

    POSITIVO

    O reajuste do diesel divulgado nesta sexta-feira pela Petrobras agradou ao mercado, conforme as avaliações dos analistas. Às 13h34, as ações preferenciais da companhia subiam 2,2 por cento.

    'Isso é importante para a Petrobras, que é a maior fornecedora de diesel no Brasil e, portanto, a empresa com maior exposição ao programa (de subvenção)', destacou o Itaú BBA em nota a clientes.

    Para o Santander, o reajuste foi positivo, já que nas últimas semanas o preço subsidiado, de 2,0316 reais por litro, não estava sendo suficiente, resultando em 'perdas' para a companhia.

    O Bradesco BBI projeta que a alta de cerca de 27 centavos nas refinarias terá um potencial impacto anualizado de 2,5 bilhões de dólares no Ebitda da petroleira, mas ponderou que o cenário político, com as incertezas envolvendo as eleições de outubro, podem adicionar alguma volatilidade.

    Também nesta sexta-feira, a Petrobras anunciou que a partir de sábado o preço da gasolina nas refinarias irá a uma nova máxima dentro da era de reajustes diários, iniciada há mais de um ano.

    O aumento será de 1,54 por cento, para 2,1704 reais por litro.

    (Por José Roberto Gomes; reportagem adicional de Stéfani Inouye)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia ANP divulga novos preços de referência para comercialização do diesel com alta de até 14%

    ANP divulga novos preços de referência para comercialização do diesel com alta de até 14%

    SÃO PAULO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na noite de quinta-feira os novos preços de referência para a comercialização de diesel no Brasil, com alta de mais de 14 por cento, a depender da região considerada.

    As novas cotações do combustível, que passou a ser subsidiado pelo governo após os protestos dos caminhoneiros no fim de maio, valem a partir desta sexta-feira até 29 de setembro e balizarão os valores praticados por Petrobras e importadores.

    Considerando-se o desconto de 30 centavos por litro previsto no programa de subvenção, o preço de comercialização do diesel subirá 14,4 por cento no Centro-Oeste, para 2,4094 reais por litro. No Sudeste, o avanço será de 10,55 por cento, para 2,3277 reais por litro.

    No Nordeste, incluindo Tocantins, o valor foi a 2,2592 reais por litro, alta de 12,6 por cento, enquanto no Norte, sem o Tocantins, o aumento é de 12,5 por cento, para 2,2281 reais.

    Por fim, no Sul, a ANP relatou alta de 13,1 por cento, para 2,3143 reais por litro no preço de comercialização.

    Em comunicado, a reguladora destacou que 'novos valores refletem os aumentos dos preços internacionais do diesel e do câmbio no último mês'.

    A Petrobras informou também nesta sexta-feira que elevará o valor do diesel em 13,03 por cento nas suas refinarias, para 2,2964 reais por litro.

    (Por José Roberto Gomes)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Preço do diesel deve subir com novo esquema para subsídio; importador aponta problemas

    Preço do diesel deve subir com novo esquema para subsídio; importador aponta problemas

    Por Roberto Samora e Rodrigo Viga Gaier

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O novo preço de comercialização do programa governamental de subsídio ao diesel, estabelecido por uma fórmula que entra em vigor na sexta-feira, terá aumento de cerca de 10 por cento na esteira da alta do dólar e do preço internacional do petróleo, movimento que deve ser repassado aos consumidores, segundo uma autoridade do governo.

    Mas mesmo esse alta no preço não será o bastante para levar o setor privado voltar a importar diesel para complementar a oferta da Petrobras, disse o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, em entrevista nesta quinta-feira.

    Contudo, o aumento do preço de venda --formado a partir do preço de referência estabelecido em uma fórmula menos 0,30 real por litro (patamar de subsídio estabelecido pelo governo)-- acabará impactando no valor pago pelos consumidores, disse uma autoridade, na condição de anonimato.

    'A lógica é essa: sobe o preço de comercialização, sobe o preço na refinaria e sobe nas bombas em algum momento', frisou a fonte, sem dar detalhes.

    O preço de comercialização para a Petrobras e outros agentes que participam do programa, incluindo alguns importadores, estava congelado desde junho a 2,0316 reais por litro, após o governo fechar um acordo com caminhoneiros para encerrar os protestos que paralisaram o país em maio.

    A propósito, o banco UBS disse em nota nesta quinta-feira sobre a mudança no esquema que a proximidade com as eleições presidenciais representa um risco.[nL2N1VL1AT]

    Enquanto o preço do diesel está controlado, a gasolina não integrante do programa de subvenção tem batido recordes de valor nas refinarias da Petrobras, com a estatal seguindo a política de repassar valores do mercado internacional e do câmbio. Nesta quinta-feira, o petróleo fechou no maior valor em mais de um mês.[nE6N1UG02K][nL2N1VL1KT]

    A previsão é que o novo preço de referência do diesel, calculado com uma nova fórmula, seja anunciado na manhã de sexta-feira no site da reguladora do setor ANP, segundo a fonte.

    Procurada, a ANP não comentou o assunto.

    INSATISFAÇÃO

    Com o novo esquema inviabilizando importações pelo setor privado, disse o presidente da Abicom, é provável que algumas empresas deixem de participar do esquema, idealizado pelo governo para durar até o final do ano.

    Além disso, ele disse que é muito frustrante para o setor o fato de as empresas, em sua grande maioria, ainda não terem recebido os subsídios de fases anteriores --a ANP aprovou pagamentos de quatro companhias, de pequeno porte.

    'As operações continuam inviabilizadas, e os subsídios que as associadas têm direito de receber não foram pagos', afirmou Araújo, ressaltando que apenas as associadas aguardam receber cerca de 130 milhões de reais.

    'Esses dois fatores, o cálculo do preço abaixo da paridade de importação e a incerteza quanto ao recebimento da subvenção estão desacreditando o programa, levando algumas empresas a repensar se devem ou não participar.'

    Ele disse ainda que essa fórmula não atendeu totalmente reivindicações do setor, para que fosse possível viabilizar importações, o que ajudaria a Petrobras a abastecer o mercado.

    Araújo lamentou que o esquema para definir o preço usado no subsídio ainda não colocou uma parcela de margem para atividade, que envolve riscos. Ele disse ainda que os valores estabelecidos na fórmula para contemplar custos com frete e armazenagem ainda estão baixos, o que deve inviabilizar importações, que estão praticamente zeradas nos nove associados da Abicom.

    'Se já não existia arbitragem para viabilizar importações, a partir de agora a situação piorou; com isso a nossa expectativa é de que não devem haver importações por agentes independentes.'

    Ele disse que acreditar que a Petrobras continuará importando --nesta semana a petroleira anunciou compras de 1,5 milhão de barris, para lidar com a paralisação da Replan, atingida por um incêndio na semana passada.

    Procurada, a Petrobras preferiu não comentar o assunto.

    A Petrobras também não comentou sobre a falta de pagamento dos subsídios ao diesel. Isso ocorre porque a ANP ainda está avaliando a maior parte dos documentos enviados pela estatal.

    Sobre a primeira fase do programa, a ANP disse nesta quinta-feira que estão sendo adotados procedimentos finais para decisão sobre pagamento. A reguladora solicitou mais informações à Petrobras referentes à segunda fase do programa de subvenção.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Petrobras eleva refino novamente em junho e exportação de petróleo cai

    Petrobras eleva refino novamente em junho e exportação de petróleo cai

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras elevou ainda mais o nível de utilização de suas refinarias em junho, causando uma queda expressiva das exportações de petróleo pelo Brasil, disse a petroleira estatal à Reuters em uma resposta por e-mail, ao retomar participação de mercado interno na oferta de combustíveis.

    As exportações de petróleo do país somaram 2,86 milhões de toneladas em junho, queda de 24,3 por cento ante maio e recuo de 53,8 por cento em relação a um ano antes, apontaram dados oficiais do governo federal.

    O movimento ocorre ainda em meio a uma queda das importações de diesel, combustível mais consumido do Brasil.

    As compras externas do combustível fóssil, no sexto mês do ano, somaram 688.903 metros cúbicos, uma queda de 45 por cento ante junho de 2017 e um recuo de 8,8 por cento em relação a maio, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

    Analistas de mercado e importadoras vêm afirmando que a Petrobras está praticando preços abaixo da paridade de importação, desestimulando as importações por empresas concorrentes.

    Olhando a tendência ao longo do último mês, no máximo dois meses atrás, a gente vê que tanto gasolina quanto diesel, principalmente a gasolina, eles começaram a cobrar um preço abaixo da paridade... Esses aspectos devem estar desestimulando as importações , disse o analista de petróleo da Tendências, Walter De Vitto.

    A petroleira não ofereceu detalhes sobre o fator de utilização de suas refinarias, que juntas têm capacidade para processar 2,176 milhões de barris por dia (bpd) no país.

    A Reuters publicou em junho, com uma fonte da Petrobras com conhecimento do tema, que o fator de utilização das refinarias da empresa já havia subido para 85 por cento entre abril e maio, ante 67 por cento no fim de 2017.

    O cenário de aumento do refino ocorre ainda em meio a um recuo, no acumulado do ano até maio, de 0,6 por cento nas vendas de diesel pelas distribuidoras e queda de 11,1 por cento nas de gasolina, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    No mesmo período, as vendas de todos os combustíveis caíram 1,1 por cento.

    Alexandre Szklo, professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, afirmou à Reuters que a demanda de combustíveis ainda sofre impactos da economia do país, que vem da pior recessão em décadas.

    Também contribuiu com a queda acumulada das vendas uma greve histórica de caminhoneiros em maio contra os altos valores do diesel, que após o lançamento de uma nova política de preços da Petrobras, em 2016, deveriam ficar acima da paridade de importação, seguindo indicadores internacionais.

    A Petrobras vem reiterando que não tem poder de formação de preços dos combustíveis, os quais oscilam ao sabor das condições de mercado. E afirmou em e-mail à Reuters, na semana passada, que o aumento da utilização de suas refinarias é devido a um crescimento da demanda por seus produtos.

    O recente aumento de demanda por produtos refinados no mercado brasileiro causou um maior refino de petróleos nacionais no mês de junho/2018 em relação ao mês de maio/2018. Dessa forma, houve a consequente diminuição da exportação (de petróleo) nesse período , disse a Petrobras.

    IMPORTACÕES EM QUEDA

    Importadores independentes de combustíveis alegam estar encontrando dificuldades de permanecer em operação no Brasil, acusando a Petrobras de praticar preços abaixo da paridade de importação.

    O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que representa nove companhias independentes, Sérgio Araújo, afirmou à Reuters que as empresas investiram recentemente em infraestrutura, mas não estão encontrando meios de obter rentabilidade devido aos preços.

    A Abicom diz que o programa de subsídio ao diesel, lançado pelo governo no mês passado como forma de atender às demandas dos caminhoneiros, também está impedindo importações de combustíveis.

    Por meio do programa, o governo reduziu os preços do combustível e está ressarcindo refinarias e importadoras em até 30 centavos por litro, dependendo de condições de mercado.

    Importadoras independentes, de modo geral, interromperam as atividades de importação porque elas estão inviáveis, já que o preço tabelado pelo governo está abaixo da paridade de importação , disse Araújo, que está à frente da associação, criada no ano passado, em meio a recordes de importação.

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. diesel

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.