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    Petrobras eleva preço do diesel em 4,8%; CEO reafirma independência

    Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quarta-feira um aumento de 4,8 por cento no preço médio do diesel em suas refinarias, após ter cancelado uma alta de 5,7 por cento no combustível na semana passada, em polêmica que envolveu o presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo o site da empresa, o valor médio do diesel nas refinarias a partir de quinta-feira será de 2,2470 reais por litro, ante de 2,1432 reais/litro até o momento, valor que vigorava desde 22 de março.

    O reajuste foi divulgado pela Petrobras quase que simultaneamente a uma entrevista coletiva de seu presidente, Roberto Castello Branco, na qual o executivo falou sobre o assunto.

    'Nós continuamos a observar rigorosamente preços alinhados com o preço internacional', afirmou o CEO, ressaltando que a periodicidade mínima de 15 dias para o ajuste do diesel está mantida.

    'Nossa política é essa e vai continuar a ser', disse, destacando a independência da companhia.

    As declarações foram dadas após o mercado ficar preocupado sobre a autonomia da estatal, depois de a empresa cancelar uma elevação no diesel na semana passada, após ligação de Bolsonaro para o presidente da petroleira, alegando temores de uma possível greve de caminhoneiros.

    'O presidente Bolsonaro não me pediu nada, apenas alertou sobre o risco de greve dos caminhoneiros, e achei a preocupação legítima e promovi uma conference call com diretores para suspender', explicou o executivo.

    Questionado se avisou Bolsonaro sobre o reajuste anunciado nesta quarta-feira, o Castello Branco disse que o presidente soube do aumento apenas no momento de seu anúncio.

    'O presidente tem muitas coisas importantes a se preocupar e não vai se preocupar com percentual do preço do aumento do diesel. Já imaginou se eu ficasse ligando para o presidente o tempo todo! Seria um mau uso do tempo do presidente.'

    Castello Branco disse ainda que, 'pela primeira vez, foi reafirmada a independência da Petrobras para praticar preços', e que a empresa 'ganhou com operação de hedge no preço do diesel', e não houve perda com a ausência de reajustes desde 22 de março.

    Contudo, o recuo no reajuste na quinta-feira fez as ações da companhia tombarem 8,5 por cento na última sexta-feira, o que representou uma perda de 32 bilhões de reais em valor de mercado da empresa.

    Apesar da alta do preço anunciada nesta quarta-feira, o executivo indicou não temer uma nova paralisação dos caminhoneiros.

    'O risco de greve de caminhoneiros agora é baixo, depois de uma ação do governo na direção certa', comentou Castello Branco, citando anúncios feitos na véspera por ministros sobre uma linha de crédito para manutenção dos veículos e recursos para melhorias em estradas.

    ÚLTIMA PALAVRA

    Em comunicado, a Petrobras justificou mais detalhadamente a alteração no valor do combustível.

    'O reajuste levou em consideração os mecanismos de proteção, através dos derivativos financeiros, e as variações de demais parcelas que compõem o Preço Paridade Internacional (PPI) com destaque para redução recente do frete marítimo', disse a empresa.

    Castello Branco, contudo, revelou a jornalistas que a área de marketing e comercialização da Petrobras na atual gestão, que teve início neste ano, não tem mais autonomia para realizar ajustes no preços dos combustíveis como ocorria anteriormente.

    Na regra atual, os diretores de Refino e Gás Natural e Financeiro e de Relacionamento com Investidores serão sempre os responsáveis por definir valores, sendo a palavra final sempre do presidente da companhia.

    Na gestão anterior, de Pedro Parente, a empresa delegou à área técnica de marketing e comercialização da petroleira a realização de reajustes dentro de uma faixa determinada de queda de 7 por cento a alta de 7 por cento. Apenas alterações fora dessa faixa deveriam ser autorizadas por integrantes da diretoria.

    'Na minha gestão, não existe essa regra; simplesmente existe um comitê com os dois principais atores; são a diretora de refino e o diretor financeiro, e eu eventualmente participo... a palavra final é minha em caso de haver divergência', disse Castello Branco, na sede da companhia no Rio de Janeiro.

    'Uma empresa não é uma democracia e não dá para reunir 50 funcionários para votar qual o reajuste de preço. Não existe isso... essas são pessoas especialistas no negócio e pagas para tomar responsabilidade.'

    CARTÃO CAMINHONEIRO

    Castello Branco disse que nem a Petrobras nem a BR Distribuidora, controlada pela estatal, vão subsidiar caminhoneiros, e que o cartão anunciado pela empresa de combustíveis da estatal visa fidelizar um grupo de consumidores.

    Quando anunciou a medida, em 26 de março, a Petrobras informou que BR estava desenvolvendo o cartão para implantação em período estimado de 90 dias, que viabilizaria a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR.

    O cartão também tem sido anunciado por outros integrantes do governo, incluindo Bolsonaro, como uma das medidas que deve atender demanda dos caminhoneiros, que ameaçaram recentemente uma nova greve devido ao aumento dos preços do diesel.

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    Petrobras cancela alta no diesel após pressão de Bolsonaro, que pede 'preço justo'

    Por Lisandra Paraguassu e Marta Nogueira

    BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras voltou atrás em um reajuste do diesel nas refinarias após pressão do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu nesta sexta-feira 'um preço justo' para o combustível e disse que quer ser convencido pela estatal sobre a necessidade do aumento.

    O movimento da Petrobras, na noite de quinta-feira, levanta preocupações no mercado sobre possíveis intervenções do governo em suas políticas de preços, que poderiam prejudicar a recuperação financeira da petroleira, ao mesmo tempo em que mostra preocupação do governo federal com eventual nova greve dos caminhoneiros.

    A Petrobras anunciou na quinta-feira, por volta do meio-dia, alta de 5,7 por cento no valor do diesel para esta sexta-feira, mas à noite anulou a decisão e manteve a cotação em 2,1432 reais por litro, praticada desde 22 de março.

    Uma fonte palaciana disse que Bolsonaro ligou para o presidente-exeucutivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, para pedir reajuste menor, enquanto a Petrobras justificou a decisão dizendo que revisitou sua posição de hedge e avaliou, com o fechamento do mercado, que havia 'margem para espaçar mais alguns dias' o reajuste.

    Nesta sexta-feira, Bolsonaro disse a jornalistas que convocou a diretoria da Petrobras a prestar esclarecimentos sobre o preço do diesel em reunião agendada para terça-feira.

    'Convoquei todos da Petrobras para me esclarecerem por que 5,7 por cento de reajuste quando a inflação projetada para este ano está abaixo de 5 (por cento). Só isso, mais nada. Se me convencerem, tudo bem. Se não me convencerem, nós vamos dar a resposta adequada para vocês', afirmou o presidente, em entrevista em Macapá, após participar da inauguração de um aeroporto na cidade.

    A política de preços da Petrobras não tem relação com a inflação --a estatal tem perseguido paridade com as cotações internacionais, o que na prática significa acompanhar fatores como o preço do barril do petróleo Brent e o câmbio.

    O peso do diesel no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para balizar a meta de inflação, é pouco expressivo, embora possa impactar indiretamente preços de alimentos, de frete e de transporte público.

    Mas o custo do combustível tem gerado forte insatisfação entre caminhoneiros, lembrando episódio de maio do ano passado, quando uma greve da categoria gerou caos no país e culminou na saída do então CEO da Petrobras, Pedro Parente, em meio a críticas à política de preços da companhia.

    'Estou preocupado também com o transporte de carga no Brasil, com os caminhoneiros', disse Bolsonaro nesta sexta. 'Nós queremos um preço justo para o óleo diesel', acrescentou.

    O presidente afirmou ainda que 'o Brasil não pode continuar com essa política de preços', embora depois tenha minimizado a possibilidade de intervenção sobre as decisões da Petrobras.

    'Não pelo canetaço e não pela imposição do chefe do Executivo, em hipótese alguma isso vai existir', disse.

    Em meio a falas de Bolsonaro, as ações da Petrobras aceleraram perdas e caíam mais de 8 por cento nesta tarde.

    DÉJÀ VU

    Analistas do BTG Pactual citaram sensação de 'déjà vu' em relatório nesta sexta-feira, ao recordar prejuízos bilionários causados à estatal em anos anteriores, quando o governo impedia reajustes demandados pela diretoria para evitar inflação.

    O vice-presidente Hamilton Mourão, no entanto, defendeu que o movimento de interferência foi isolado e não será recorrente no governo atual.

    'Tenho a absoluta certeza que ele não vai praticar a mesma política da ex-presidente Dilma Rousseff', disse.

    Em meio às notícias, o Conselho de Administração da Petrobras foi chamado para uma reunião por telefone no início da tarde, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

    Ao comentar o tema ainda na quinta-feira, a Petrobras reafirmou em nota seu compromisso com o Preço de Paridade Internacional.

    A busca pela paridade sempre foi citada pelas gestões da companhia, mesmo na época do governo do PT, quando os preços passavam por longos períodos de congelamento.

    A greve dos caminhoneiros no ano passado deu origem também a um programa federal de subsídios aos diesel, mas a medida durou apenas até o final de 2018. Depois disso, a Petrobras decidiu reajustar o combustível em intervalos de até sete dias, com alinhamento de preços aos valores internacionais.

    No mês passado, porém, a companhia reviu essa política, decidindo por reajustes em intervalos não inferiores a 15 dias, o que foi associado a temores de uma nova greve.

    CRÍTICAS

    O movimento da Petrobras foi recebido com críticas por especialistas, lideranças do setor de combustíveis e de caminhoneiros.

    'É impressionante, o governo se diz tão forte, tão liberal, e fica refém dos caminhoneiros. Foi mais um retrocesso e muito ruim para o país, porque deixa de atrair investimento, muito ruim para a Petrobras, porque perde dinheiro, e muito ruim para o governo, porque perde credibilidade', disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

    Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araujo, disse que 'a intervenção do governo na Petrobras está declarada'.

    'Existem soluções para atender aos pleitos dos caminhoneiros sem prejudicar os acionistas da Petrobras e preservando os projetos do Roberto Castello Branco para o desinvestimento nas refinarias... O governo está dando uma péssima sinalização para os investidores nacionais e internacionais', acrescentou.

    O presidente da Plural, associação que representa as distribuidoras de combustíveis, Leonardo Gadotti, defendeu que o mercado estava funcionando bem neste ano, uma vez que o diesel subiu apenas 2,8 por cento nos postos, contra alta de 18,50 por cento nas refinarias da Petrobras.

    Os repasses às bombas dependem de fatores como margens dos distribuidores e revendedores, impostos e adição de biodiesel.

    'Todo tipo de intervenção, às vezes com as melhores das intenções, prejudica. Tira o funcionamento normal de um mercado como esse que funciona bem no mundo todo', disse Gadotti.

    A posição é semelhante a do presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (FecamRS), Andre Costa. Segundo ele, é preciso haver regras previsíveis e perenes que garantam o desenvolvimento do mercado de transporte sem incertezas.

    'É preciso dar um tempo para se avaliar o resultado dessa decisão (da Petrobras). Até quando vamos com essa insegurança? Sempre precisa ter algum poder maior para intervir e isso não pode acontecer porque você fica dependente de uma pessoa', afirmou Costa.

    'Óbvio que a interveniência (de Bolsonaro) é bem-vinda, mas o que estamos buscando são regras previsíveis e duradouras. Só assim vai ter acomodação da economia e todos os entes envolvidos --indústria, agropecuária, embarcadores e caminhoneiros-- vão poder desenvolver seu modelo de gestão', disse ele.

    Costa acrescentou que 'na realidade a Petrobras não desistiu (de reajustar o diesel), ela protelou, por interveniência do presidente. A Petrobras só adiou esse aumento. Ele, com certeza, vai vir em algum momento futuro.'

    O movimento da Petrobras de cancelar alta programada para o diesel ainda pode colocar em risco os planos do atual presidente da empresa de vender uma parcela significativa das refinarias, uma vez que assustaria investidores, na avaliação de analistas e agentes do mercado.

    DILMA

    Uma outra fonte, ligada à Petrobras, avaliou que o movimento coloca a empresa em uma zona de risco que remete aos tempos de interferência de governos anteriores, quando os preços de diesel e gasolina eram 'congelados' para ajudar a segurar a inflação.

    'O Bolsonaro está fazendo exatamente o populismo perigoso que a (ex-presidente) Dilma (Rousseff) fez, e isso é uma afronta às regras de governança e compliance da empresa', afirmou. 'Se quer questionar a política, que se manifeste através do conselho de administração, mas quem decide preço é a diretoria executiva, e não o presidente da República.'

    Uma fonte da equipe econômica avaliou o cenário como 'preocupante' porque 'infelizmente lembra muito' tempos de controle dos preços do governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

    (Com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro, José Roberto Gomes e Camila Moreira em São Paulo e Marcela Ayres e Ricardo Brito em Brasília)

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    Petrobras volta atrás e mantém preço do diesel após pressão de Bolsonaro, diz fonte

    BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras voltou atrás e desistiu de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira, diante de uma pressão do presidente Jair Bolsonaro sobre a política de reajustes da petroleira, disse uma fonte à Reuters.

    Na véspera, a Petrobras chegou a anunciar uma alta de 5,7 por cento no valor do combustível a partir desta sexta-feira, para 2,2662 reais por litro, o maior patamar desde outubro do ano passado.

    Entretanto, ainda na quinta-feira, anulou o aumento e decidiu manter a cotação em 2,1432 reais por litro.

    'O presidente (Bolsonaro) pediu para reduzir o aumento, de 5 para 1 por cento... É manter o aumento, mas não nesse percentual', afirmou uma fonte palaciana à Reuters, que pediu para não ser identificada dada a sensibilidade do assunto.

    A potencial pressão de Bolsonaro se dá em meio a uma recente insatisfação entre caminhoneiros, que no ano passado desencadearam uma greve histórica justamente por causa da alta do diesel.

    Conforme essa fonte do Palácio do Planalto, o próprio Bolsonaro ligou ao CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco, após uma conversa com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    Segundo outra fonte, ligada à estatal, o movimento colocaria a companhia em uma zona de risco que remete aos tempos de interferência de governos anteriores, quando os preços de diesel e gasolina eram 'congelados' para ajudar a segurar a inflação.

    'O Bolsonaro está fazendo exatamente o populismo perigoso que a (ex-presidente) Dilma (Rousseff) fez, e isso é uma afronta às regras de governança e compliance da empresa', afirmou a segunda fonte. 'Se quer questionar a política, que se manifeste através do conselho de administração, mas quem decide preço é a diretoria executiva, e não o presidente da República.'

    Em comunicado ao mercado após voltar atrás no reajuste, a Petrobras afirmou que 'em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel... revisitou sua posição de hedge e avaliou, ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste'.

    'A empresa reafirma a manutenção do alinhamento com o Preço Paridade Internacional (PPI)', concluiu.

    (Por Lisandra Paraguassu, em Brasília, e Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Marta Nogueira, no Rio de Janeiro)

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    Diesel da Petrobras sobe 5,7% e atinge máxima de quase 6 meses

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras elevará em 5,7 por cento o preço médio do diesel nas refinarias a partir de sexta-feira, na maior alta para o combustível em mais de sete meses, após manter o valor congelado por 21 dias, apontaram dados da companhia nesta quinta-feira.

    Foi o maior reajuste realizado para o combustível mais comercializado do Brasil desde 31 de agosto, quando houve uma alta de 13,03 por cento --naquela oportunidade, o diesel subiu na esteira de um reajuste no valor de referência utilizado no programa governamental de subsídios, que já não existe.

    Com o ajuste, o diesel será comercializado a 2,2662 reais por litro, maior valor desde 27 de outubro, quando era cotado a 2,3606 reais por litro.

    O diesel da Petrobras estava em 2,1432 reais por litro desde 22 de março.

    A manutenção do preço da Petrobras por períodos mais longos foi permitida pela atual gestão da empresa em 26 de março, quando definiu que os ajustes nas refinarias acontecerão em intervalos não inferiores a 15 dias.

    A mudança ocorreu em meio a pressão de caminhoneiros autônomos, que demonstraram insatisfação com as políticas para o setor, ameaçando nova greve.

    Logo após o anúncio da nova política da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse em vídeo nas redes sociais que seu governo respeita os caminhoneiros e tem tomado medidas de interesse da categoria, como uma mudança na periodicidade dos reajustes do diesel pela Petrobras.

    Antes da política definida ao final de março, a Petrobras poderia manter o diesel estável por períodos de até sete dias, utilizando mecanismos de hedge para evitar prejuízos.

    A Petrobras tem informado, no entanto, que sua política de preços busca a paridade de importação, tendo como referência indicadores internacionais como câmbio e petróleo, em busca de rentabilidade. Eventuais perdas com a manutenção dos preços seriam evitadas com hedge.

    O repasse das alterações nos preços dos combustíveis aos consumidores finais depende de uma série de fatores, como impostos, margens dos distribuidores e revendedores e misturas de biocombustíveis.

    Neste ano, grande parte das altas realizadas pela Petrobras não está chegando às bombas.

    Na semana passada, os preços do diesel nas bombas caíram 0,14 por cento ante a semana anterior, apesar de nas refinarias terem permanecido congelados.

    Nos primeiros três meses do ano, o diesel teve alta de apenas 3 por cento nos postos, contra avanço de 18,5 por cento nas refinarias da Petrobras.

    (Por Marta Nogueira; com reportagem adicional de José Roberto Gomes)

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    Petrobras muda política e diesel terá reajuste em intervalos superiores a 15 dias

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou nova mudança em sua política de preços, com alteração na periodicidade dos reajustes do diesel nas refinarias, que acontecerão agora em intervalos não inferiores a 15 dias, segundo comunicado da estatal nesta terça-feira.

    Em paralelo, a companhia pontuou que sua subsidiária de combustíveis BR Distribuidora está desenvolvendo para implantação em período estimado de 90 dias um cartão de pagamentos que viabilizará a compra de diesel por caminhoneiros a preço fixo em postos com bandeira BR.

    O anúncio vem após o preço do diesel nas refinarias da Petrobras ter tocado em meados deste mês o maior nível desde setembro de 2018, em meio a reajustes da companhia que acompanham a alta do petróleo e o câmbio.

    Em meio do ano passado, altos preços do diesel levaram a uma greve histórica de caminhoneiros que praticamente paralisou o país e obrigou o governo a negociar um subsídio ao combustível, em episódio que culminou também com a saída do então presidente da Petrobras, Pedro Parente.

    A Petrobras pontuou nesta terça-feira que continuará a praticar preços alinhados ao mercado internacional no diesel, mas utilizará mecanismos de proteção, como o hedge com o emprego de derivativos, para suavizar a periodicidade dos reajustes.

    No início deste ano, após o final de uma política temporária de subsídios ao diesel, a Petrobras já havia anunciado que usaria mecanismos de hedge para manter os preços do combustível estáveis por períodos de até sete dias em momentos de elevada volatilidade.

    'Ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado', afirmou a empresa.

    Antes da greve no ano passado, a Petrobras vinha praticando uma política de reajustes até diários da gasolina e do diesel em suas refinarias.

    (Por Marta Nogueira e Luciano Costa)

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    Petrobras anuncia mecanismo que permite manter preço do diesel por até 7 dias na refinaria

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A diretoria da Petrobras aprovou um mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel, semelhante ao utilizado na gasolina, que permitirá à companhia manter a cotação do produto estável nas refinarias por um período de até sete dias em momentos de elevada volatilidade, informou a petroleira em comunicado nesta sexta-feira.

    O anúncio ocorre às vésperas do término da subvenção econômica oferecida pelo governo, previsto para 31 de dezembro. O subsídio foi tomado em meados do ano para atender a reivindicações de caminhoneiros, que fizeram paralisações históricas em maio justamente em razão da alta nos preços do diesel.

    Segundo a Petrobras, o mecanismo de proteção complementar dá 'flexibilidade adicional' à gestão da política de preços do diesel, 'conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral'.

    A companhia destacou que terá a opção de aplicar o mecanismo logo após o encerramento do programa de subvenção.

    'A Petrobras escolherá os momentos em que aplicará o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado. Não há, portanto, previsão de aplicação imediata e automática', frisou a empresa.

    Segundo a estatal, os princípios de preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado continuam em vigor, assim como a correlação com as variações do preço do diesel no mercado internacional e a taxa de câmbio, disse a estatal.

    Em seu comunicado, a Petrobras não detalhou como funcionará tal mecanismo para o diesel. O hedge para a gasolina, adotado em setembro, é calcado em contratos futuros do combustível nos Estados Unidos e permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

    Ainda em setembro, o CEO da estatal, Ivan Monteiro, disse que algo semelhante poderia ser utilizado para o diesel.

    A política de reajustes quase que diários nos preços de diesel e gasolina está em vigor desde julho de 2017. Atualmente, as cotações desses produtos nas refinarias estão em 1,8088 real e 1,5087 real por litro, respectivamente.

    'É importante lembrar que o preço do diesel da Petrobras se refere ao produto vendido nas refinarias para as distribuidoras. Esse preço representa apenas uma parcela do valor do combustível vendido nos postos ao consumidor final, já que entram na composição de preços ao consumidor, ainda, o custo do biodiesel, os tributos e as margens de distribuidoras e revendedores', concluiu a petroleira.

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    Diesel da Petrobras cai 15,3%, tem menor valor desde março

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira uma redução de 15,3 por cento no preço médio do diesel praticado em suas refinarias e terminais, em linha com as novas referências do programa de subvenção do governo, divulgadas na véspera pela reguladora ANP.

    Em comunicado, a petroleira disse que o valor caiu para 1,7984 real por litro, de 2,1228 reais. A cotação, a menor desde meados de março, valerá até 15 de dezembro.

    A redução ocorre em meio a um cenário de preços do petróleo mais baixos no mercado internacional, dadas a ampla oferta e a perspectiva de demanda enfraquecida.

    Na quarta-feira à noite, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que os preços de comercialização do diesel, que regulam o programa de subvenção, tiveram redução semelhante à apontada pela Petrobras, variando de 1,7546 real a 1,9006 real por litro de região para região.

    Seguindo o preço de comercialização, as empresas ficam habilitadas a receber os subsídios, que podem ser de até 30 centavos de real por litro, dependendo das condições de mercado.

    O programa de subvenção foi criado em junho deste ano, como resposta do governo a uma greve histórica de caminhoneiros.

    A Petrobras já recebeu cerca de 3,8 bilhões de reais em ressarcimentos do programa de subsídios.

    'A companhia continuará a análise econômica do programa de subvenção para o período subsequente', destacou a petroleira no comunicado desta quinta-feira.

    Desde junho, quando teve início o programa de subsídios, o diesel da Petrobras acumula queda de cerca de 11,5 por cento.

    Na semana passada, a ANP afirmou que, diante da forte queda do petróleo no mercado internacional, já vê chances de antecipar fim de subsídio do diesel.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Macron reage a revolta contra aumento do diesel após protestos violentos em Paris

    Por Richard Lough e Michel Rose

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, pego de surpresa por manifestações violentas contra aumentos no imposto do diesel, afirmou nesta segunda-feira que os protestos ameaçam manchar a imagem do país no exterior, e disse que o governo precisa ouvir a revolta dos eleitores.

    Os 10 dias de tumultos, que no sábado transformaram algumas avenidas de Paris em campos de batalha, afetaram Macron no momento em que ele tenta reagir a uma queda acentuada de popularidade, e voltaram a lhe render acusações de falta de sintonia com o eleitorado.

    Mas o líder francês não deu sinais de que reverterá os aumentos, que diz serem necessários para ajudar a impulsionar energias mais verdes, mas agora está sinalizando a disposição de suavizar o impacto para motoristas de baixa renda.

    No sábado a polícia usou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha contra milhares de manifestantes que destruíram restaurantes e vitrines e incendiaram lixeiras no Champs-Élysèes, bairro de alta classe que atrai muitos turistas.

    'Não deveríamos subestimar o impacto destas imagens de Champs-Élysèes... com cenas de batalha que foram transmitidas pela mídia na França e no exterior', disse o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, repetindo as palavras do presidente.

    Agora em sua segunda semana nas ruas, os manifestantes dos 'coletes amarelos' bloquearam ruas de todo o país, às vezes impedindo o acesso a depósitos de combustível, shopping centers das periferias e fábricas.

    'Por trás desta raiva obviamente há algo mais profundo a que devemos responder, porque esta raiva, estas ansiedades existem há muito tempo', disse Griveaux.

    Os manifestantes estarão esperando respostas concretas de Macron quando ele e seu ministro do Meio Ambiente divulgarem uma nova estratégia energética de longo prazo na terça-feira.

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    Governo avalia mudança em subsídio ao diesel e pode gastar R$4,75 bi a menos, diz fonte

    Por Marta Nogueira e Marcela Ayres

    RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal deverá publicar nesta semana um decreto que prevê a retirada gradual das subvenções ao diesel já a partir de agora, diante da queda do barril do petróleo e da desvalorização do dólar ante o real, disseram à Reuters três fontes próximas às discussões.

    O governo poderá gastar 4,75 bilhões de reais a menos do que o previsto neste ano com as subvenções, ou metade do montante inicialmente fixado para os subsídios, segundo uma das fontes. O programa foi criado para terminar no fim de dezembro.

    A mesma fonte, que pediu para ficar no anonimato, explicou que o texto do decreto já foi finalizado pela equipe econômica e aguarda agora a deliberação da Casa Civil para ser publicado no Diário Oficial.

    A mudança, na avaliação das três fontes, seria possível diante do comportamento do petróleo e do dólar.

    O preço do petróleo Brent perdeu quase 7 por cento em valor neste mês, com o mercado a caminho da maior queda percentual desde julho de 2016. À medida que a eleição se definiu, o dólar recuou para o seu menor valor em cinco meses, reduzindo o montante em reais necessário para importações.

    O programa de subsídios ao diesel foi lançado em junho, como resposta do governo a uma greve história dos caminhoneiros no mês anterior. O movimento protestou contra os altos preços do combustível.

    Inicialmente, não havia a previsão de que as subvenções fosse retiradas de forma gradual.

    Com a redução do subsídio, a União poderá economizar parte dos recursos, realizando um resultado primário melhor que o previsto.

    Sem contar com a ajuda nessa frente, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, já havia previsto que o déficit do setor público consolidado poderia fechar 2018 por volta de 125 bilhões de reais, bem abaixo do rombo 161,3 bilhões de reais estipulado como meta fiscal.

    Procurado, o Ministério da Fazenda não comentou o assunto imediatamente.

    Por meio do programa de subsídios, produtores do diesel, como a Petrobras, e importadores que aderiram ao plano devem praticar preços em limites estabelecidos pelo governo, sendo ressarcidos posteriormente em até 30 centavos por litro, dependendo de condições de mercado.

    Até o início de outubro, apenas cerca de 1,6 bilhão de reais haviam sido desembolsados para o pagamento de subsídios. Depois disso, a ANP (responsável pelos pagamentos) chegou a liberar novos pagamentos, mas não publicou um balanço completo de quanto foi pago.

    (Por Marta Nogueira e Marcela Ayres)

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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