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    Jack Savoretti fala com exclusividade à Antena 1 



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    O próximo álbum de Jack Savoretti está a caminho de se tornar um novo legado durante o isolamento social. Com previsão de lançamento para junho de 2021, o novo álbum de Savoretti é descrito pelo cantor como “um feriado” para aqueles que não podem sair de casa e sentem saudades de viajar. O disco vai trazer referências à diferentes contextos sobre realizações, sejam elas sobre festas, romance ou aventura. 

    Em quase vinte minutos de videoconferência, o artista de 37 anos que alcançou o topo das paradas britânicas com o álbum “Singing To Strangers” em 2019 falou sobre os tempos de pandemia, suas parcerias com outros artistas para a criação de algumas canções, projetos futuros além de contar a historia sobre seu primeiro show ao vivo. Isso tudo em uma entrevista exclusiva à Antena 1.

    Savoretti comentou a experiência de co-escrever com fãs italianos a canção “Andrà Tutto Bene” onde teve seus lucros redirecionados para a manutenção da Policlínica San Martino, hospital de doenças infecciosas localizado em Gênova e a importância de compartilhar ações positivas nas redes. Comentou que havia sido algo diferente, pelo fato de realizar por meio de uma live em rede social e que conseguiu finaliza-lá em questão de horas com 30 pessoas.

    Ele também demonstrou interesse em visitar o Brasil no futuro e revelou que pretende até criar músicas em português, mas ressaltou que para isso deve estudar mais, pois em sua teoria as línguas latinas são mais complexas comparadas ao inglês, que de acordo com o cantor é monossilábico o que facilita na construção das letras, para criar músicas em diferentes dialetos ele disse que será necessário muito aprendizado e domínio expressivo para produzir.

    Confira na íntegra a entrevista com Jack Savoretti:

     

    Antena 1: Jack, qual foi sua reação durante seu primeiro show ao vivo?

    Jack Savoretti: Wow…Essa na verdade é uma boa pergunta, porque eu tive uma situação bem ruim. Meu primeiro show ao vivo, foi o primeiro show da minha carreira. Quando eu comecei eu tive muita sorte. Eu só toquei em 4 ou 5 shows em pub’s na cidade de Londres, quando fui chamado para fazer uma turnê com Corinne Bailey Rae, eu não sei se você lembra dela, ela já tinha um grande hit chamado Put Your Records On e ela me levou junto na estrada quando eu tinha 21 anos, eu acho. Eu já com meu primeiro single e álbum, não sabia o que eu estava fazendo. O primeiro show da turnê foi em Amsterdã, em um lugar muito bonito chamado Paradiso Club. E eu pensei; ˜isso vai ser incrível, eu cheguei, consegui", e quando eu apareci para tocar, cabia quase 3 mil pessoas no local, era muita gente para quem tocava somente para 5 amigos em um pub. Na hora que eu comecei a tocar, essas 3 mil pessoas se viraram para o lado oposto onde eu estava porque havia um bar no fundo do salão. As pessoas somente queriam estar nesse bar, acho que porque pensavam que eu estava "arrumando" o som da minha guitarra. Foi o show mais complicado que eu já fiz, eu cantei para 3 mil pessoas que estavam de costas. Mas o baterista dela foi muito legal comigo, havia dito para eu não me preocupar, era meu primeiro show, o próximo seria melhor. Na noite seguinte o show foi em Bruxelas e foi fantástico. E com isso eu mesmo pensei, este é um bom trabalho, posso me manter com isso.

     

    Antena 1: O que fez você se apaixonar em escrever e produzir canções durante a sua carreira? Porque eu fiquei sabendo que quando você era adolescente você somente gostava de poesia.

    Jack Savoretti: Eu acho que começou pelo fato de somente alguns dos meus amigos gostarem de poesia. Quando eu estava com meus amigos até com minha namorada, ler um poema para eles não era muito legal, mas tocar uma música era interessante, porque você podia criar algo e ninguém de certa maneira iria notar. Você poderia sentar e tocar e de vez em quando alguém poderia perguntar algo, eu no início falava para as pessoas que a letra era de uma outra pessoa. Porque eu ficava um pouco envergonhado, nunca consegui aprender canções de outros artistas ou de amigos que tocavam Stairway to Heaven, Blackbird ou Sweet Home Alabama, eu não conseguia tocar nenhuma dessas músicas, então eu criava as minhas próprias letras, mas nunca falava que eram realmente criações minhas até alguém falar que aquilo era legal. Ai neste caso eu contaria que havia produzido. Mas eu somente pretendia que era de outras pessoas. Mas me apaixonei, pela história que cada canção pode contar, nunca vou esquecer a primeira vez em que eu escutei Simon e Garfunkel, fiquei muito surpreso que depois de 3 minutos, parecia que havia assistido um filme, parecia que havia lido um livro de história. Fiquei completamente hipnotizado por uma criação que em um curto espaço de tempo e com poucas palavras, pode me mostrar uma história incrível.

     

    Antena 1: Entre todas as parcerias que foram criadas para produzir algumas de suas canções, por exemplo com Nile Rodgers e Steve Booker, qual á que você mais gostou? E porque?

    Jack Savoretti: Trabalhar com Rodgers é sensacional, eu não consigo acreditar que trabalhei com ele quando escuto na rádio. Aqui na Inglaterra as pessoas tem voltado a escutar mais o rádio e eu deixo a minha rádio em uma estação que toca minhas músicas, para mostrar aos meus filhos o que o pai deles realmente faz. E toda vez que toca, fico dizendo que não consigo acreditar que Nile Rodgers está na minha música. Então trabalhar com Nile foi incrível, dividir um estúdio com Kylie Minogue. Dois anos atrás nos tocamos juntos em La Fenice, na casa de ópera mais bonita do mundo e estar naquele palco era surpreendente e ter Kylie Minogue lado a lado comigo, acho que nunca ficará melhor que isso.

     

    Antena 1: Com essa problema da pandemia, como tem sido para você criar e divulgar novos projetos?

    Jack Savoretti: Bem, criar e divulgar são duas coisas diferentes. Em relação a criar tem sido maravilhoso, para começar. É incrível ter este tempo para mim, de estar em casa, estar com minha família, acaba mudando minha perspectiva sobre a vida e por isso eu acho que é o que você vai escutar no meu novo álbum, é uma celebração, de viver, celebra também o amor, é um álbum com uma energia muito positiva, para mim em comparação com outros álbuns. Mas terminar os projetos tem sido muito difícil, a gente tem feito muitas reuniões online, então quando estamos em uma sala todos juntos, algo que demora 1h, se for online acaba demorando de 3 a 4 dias, então isso tem sido um desafio. E agora para divulgar músicas, eu não sei, eu estou curioso, a cada dia tenho aprendido mais sobre como isso funciona, muitas maneiras que eu realizava agora não existem mais e não acho que voltarão, porque nós fomos jogados diretamente para o futuro e nós todos temos que nos adaptar, porque a carruagem e os cavalos não voltaram mais, quando inventaram os carros não olharam mais para trás. E eu acho que é onde estamos agora, muitas pessoas ficam falando não se preocupe tudo vai ser ser como era antes, eu não sei se quero que volte para o que era antes, porque acho que foi criado um novo mundo que no momento está confuso, com algumas situações que não significam nada, somente são jogadas nas redes sociais para serem discutidas. Mas acho que de pouco a pouco, vai ganhar uma substancia melhor.

     

    Antena 1: Você sente alguma diferença em produzir canções em outras línguas, em italiano por exemplo, ou até quem sabe um dia em português?

    Jack Savoretti: Eu amaria fazer isso. Sabe em relação as línguas latinas, como português, italiano, espanhol e francês, elas tem um dialeto muito complicado, porque em inglês é muito bacana escrever músicas, porque é monossilábico, então você consegue manter um ritmo constante. Já as línguas latinas como português e italiano, uma palavra pode ter diversas melodias e pode haver diferentes significados, então para usar esses dialetos é necessário saber sobre elas, é realmente um projeto. Eu escrevi músicas em italiano e escrevi com escritores italianos e é algo completamente diferente em relação a criação. A ideia é você criar um contexto para a palavra, um significado a ela, que pode explicar diversas funções e usar por exemplo em uma conversa mas com um ideal metódico. Em ingles o que voce fala é o que você quer mostrar, você somente precisa escutar os Beatles, Help I Need Somebody, é simples. É monossilábico e acaba indo direto ao ponto. As línguas latinas não são assim, elas tem um duplo sentido, com uma maior filosofia, eu fico um pouco receoso para criar, porque eu não tenho o poder linguistico para escrever nessas línguas.

     

    Antena 1: Seus fãs puderam ter uma primeira expectativa do seu novo álbum Europiana, com a música Who’s Hurting Who, o que está por trás da criação dessa canção?

    Jack Savoretti: Eu acho que a música está ligada a realizações, é mais fácil você lutar do que desistir. Desistir é muito complicado, principalmente em uma situação ligada ao amor, desistir de um ou outro é mais difícil do que brigar com alguém, tentando buscar os erros do outro e tentar machucar os sentimentos dessa pessoa. Uma das minhas canções favoritas é You Always Hurt the One You Love, e eu amo a parte entre amor e ódio, ou seja dar o mundo a pessoa e depois tirar isso por completo, é algo mágico e incompreensível que está ligado a um sentimento, momento e instinto. Então essa canção é até simples, contando a historia de discussões que acontecem com um casal no dia a dia, tentando mostrar quem na verdade está ganhando naquela situação, se na verdade precisa haver um vencedor, porque para mim não existe nenhum vencedor se for essa maneira de resolver as coisas.

     

    Antena 1: Sobre o novo álbum, o que os fãs podem esperar de Europiana?

    Jack Savoretti: Um feriado. Férias para aqueles que não podem viajar, se você está ansioso para sair, se você quer muito ter ferias na Europa e no Mar Mediterrâneo e você não pode, essa é a próxima melhor coisa para você. É por isso que eu criei este álbum, não podia sair e criei este pequeno universo que tinha glamour, festas, romance, noites sexies e divertidas e eu só queria isso. E dessa maneira, tentei colocar isso em um álbum, não sei se deu certo. Mas fiz o meu melhor para que dê tudo certo, mas era algo que queria realizar, um feriado dentro de um álbum.

     

    Antena 1: Quais são as principais diferenças que você pode perceber entre o seu primeiro álbum e o novo, Europiana? Você acha que seu talento musical melhorou?

    Jack Savoretti: Eu não acho que melhorei meu talento musical, eu na verdade entendi o porque eu faço álbuns. Acho que quando você começa, a coisa mais difícil é entender o porque você esta fazendo isso, porque estou escrevendo, porque estou cantando, para quem estou fazendo isso, entre outras perguntas. Voce somente não sabe, sempre terão essas perguntas para que faça você entender o que está acontecendo. Quanto mais tempo voce fica nesta mesma situação, mais fácil fica para você compreender o porque esta fazendo isso, e é isso que eu vejo, se escuto o meu primeiro Single, não acho que melhorei meu talento musical, mas não sabia o porque eu fazia aquilo, não sabia o que eram aquelas canções juntas, eu somente pensava que havia feito 12 músicas e poderia colocar em um álbum. Mas agora, depois de dias, semanas e meses antes de lançar um álbum eu paro e penso o porque estou realizando isso, onde quero chegar, porque se não existe algo, eu não quero fazer isso novamente. Eu quero sempre que tenha um propósito maior, do que somente ser algo pequeno, precisa ser maior que isso, então entender o conceito por trás da minha musica tem melhorado.

     

    Antens 1: Como um artista, você acha importante ter um papel de influencer para ajudar as pessoas nesses tempos difíceis?

    Jack Savoretti: Eu acho que é importante para todo mundo. Acho que é um momento importante para mostrar como é essencial ter solidariedade, como as pessoas precisam das outras, nós somos uma comunidade que precisa de pessoas, acabamos deixando muitas pessoas de lado em nossa sociedade, subestimando muitas delas. Mas eu vejo pelos olhos dos meus filhos algo muito bacana, falaram que querem ser médicos e enfermeiros quando crescerem, pelo que viram nesse ano, eles tem se tornado heróis para eles. Isso é fantastico, muitas coisas que eu fiz reavaliei e acabei pensando porque não fizemos isso antes de acontecer tudo isso. Nós e outros artistas fizemos tão bem para outras pessoas no ano passado e me faz pensar o porque não fizemos isso antes. Porque não ajudamos hospitais locais antes, a gente acabava olhando para os outros e deixávamos de lado nossa própria comunidade, as pessoas que estavam em nossa volta. Mas acho que tem sido positivo, mesmo nessa situação terrível.

     

    Antena 1: Você criou uma canção com seus fãs no passado. Você pensa em criar novos projetos como esse?

    Jack Savoretti: Sim isso para mim foi algo incrível. Porque eu fiz uma música com as pessoas igual nós estamos falando aqui, acho que foi através de uma live do Instagram, foi durante duas noites, porque eu não sabia que somente durava 1h hora a live. Eu nem sabia o que eram as lives do Instagram antes da pandemia, então foi minha primeira experiência com isso. E com mais ou menos 30 pessoas nós não so escrevemos a música, mas todas as 30 pessoas ajudaram um Hospital em Genova que estava lidando com o covid e esse hospital recebeu uma grande quantidade de dinheiro graças a essas pessoas que ajudaram a gente. Durou duas horas, somente duas horas fez com que pudéssemos realizar algo que fez uma diferença enorme. Por isso que eu falo, não acho que devemos voltar ao que éramos antes, nós podemos fazer tantas coisas legais como essa agora. Para mim é usar a tecnologia e usar para os melhores fins, do que esperar o passado voltar.

     

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    2 M

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