alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE exclusivo

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Operador de petróleo da Petrobras se declara culpado por lavagem de dinheiro nos EUA

    EXCLUSIVO-Operador de petróleo da Petrobras se declara culpado por lavagem de dinheiro nos EUA

    Por Gary McWilliams

    HOUSTON (Reuters) - Um ex-operador de petróleo com base nos Estados Unidos e procurado no Brasil por causa de um esquema de suborno de milhões de dólares envolvendo as tradings Vitol, Glencore e Trafigura concordou em se declarar culpado pelo crime de lavagem de dinheiro nos EUA, mostraram registros judiciais.

    O pacto faz parte de um acordo de cooperação assinado por uma figura-chave na investigação da operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras, segundo pessoas a par do assunto. Esse escândalo derrubou presidentes em dois países e enviou mais de 130 políticos e empresários para a cadeia em toda a América Latina.

    Rodrigo Garcia Berkowitz, que trabalhou como trader para a Petrobras em Houston até o ano passado, evitou um indiciamento e se ofereceu para se declarar culpado na acusação, de acordo com documentos arquivados no Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Brooklyn. O tribunal aceitou o pedido e determinou a sentença para 13 de setembro.

    Berkowitz está entre 12 ex-funcionários da Petrobras e intermediários acusados em dezembro de conexão com um esquema em que, segundo investigadores brasileiros, Vitol, Glencore e Trafigura baixavam os preços do petróleo e de serviços e, em seguida, partilhavam os ganhos decorrentes dessa ação. As atividades aconteceram entre 2011 e 2014.

    A Vitol se recusou a comentar o acordo, acrescentando que tem uma política de tolerância zero para suborno e corrupção e coopera totalmente com as autoridades relevantes. A Petrobras disse que demitiu Berkowitz e está trabalhando com promotores no Brasil.

    A Glencore, que não pôde ser contatada imediatamente para comentar, disse no passado que estava cooperando com as autoridades brasileiras. A Trafigura disse que levou as acusações a sério.

    Nos documentos relacionados à lavagem de dinheiro não há menção a Berkowitz. O caso é contra John Doe, um pseudônimo que os promotores às vezes usam para manter os nomes dos indivíduos envolvidos em uma investigação fora dos olhos do público.

    Mas Berkowitz assinou seu nome em uma aplicação para se declarar culpado que foi arquivada com registros judiciais. O pedido foi aprovado pelo juiz Raymond Dearie, do tribunal federal do Brooklyn.

    Kent Schaffer, um dos principais advogados de defesa criminal de Houston, que assinou documentos judiciais para representar John Doe, confirmou que Berkowitz é o indivíduo mencionado nos documentos. Ele se recusou a dar mais comentários.

    Berkowitz, que mora nos Estados Unidos, tem cooperado com os promotores de Nova York, que abriram uma investigação sobre as alegações, disseram as pessoas a par do assunto.

    John Marzulli, porta-voz do procurador Richard Donoghue, do Distrito Leste de Nova York, não quis comentar.

    Os subornos supostamente pagos a membros internos da Petrobras passaram por contas bancárias nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Suíça e Uruguai, disseram autoridades brasileiras, abrindo caminho para que promotores norte-americanos investiguem violações das leis norte-americanas de lavagem de dinheiro.

    O escritório de advocacia dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York, que acertou o acordo com Berkowitz, trabalhou lado a lado com os promotores brasileiros na Lava Jato no passado. No final de 2016, eles negociaram em conjunto com a construtora Odebrecht para chegar a um acordo que resultou em uma multa de 2,6 bilhões de dólares.

    (Reportagem adicional de Julia Payne em Londres e Brad Brooks em São Paulo)

    0

    0

    19

    2 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-FBI investiga executivos da Vitol nas Américas por caso no Brasil, dizem fontes

    EXCLUSIVO-FBI investiga executivos da Vitol nas Américas por caso no Brasil, dizem fontes

    Por Brad Brooks

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O FBI está investigando os dois principais executivos da trading Vitol nas Américas, por suspeita de conexão com um caso de propina no Brasil envolvendo negócios com a Petrobras, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters.

    Mike Loya, chefe da Vitol nos Estados Unidos, com base em Houston, e Antonio Maarraoui, chefe da empresa para América Latina e o Caribe, estão sob investigação do FBI, disseram as fontes, falando em condição de anonimato.

    Os promotores brasileiros já alegam que os dois tinham conhecimento direto de um esquema de propina envolvendo a Vitol e a Petrobras.

    Com sede em Londres, a Vitol, maior operadora independente de petróleo do mundo, disse que tem uma política de tolerância zero para suborno e corrupção. Nem Loya nem Maarraoui responderam aos pedidos de comentários por e-mail.

    John Marzulli, porta-voz do promotor norte-americano do Distrito Leste de Nova York, Richard Donoghue, recusou-se na quarta-feira a confirmar ou negar que uma investigação com foco nos executivos está em andamento.

    O escritório de relações com a mídia do FBI declarou por e-mail que 'não confirma nem nega a existência das investigações'.

    A ação do FBI é o segundo sinal recente de que autoridades norte-americanas estão intensificando investigações na fraude comercial, um caso que é o mais recente desdobramento da operação Lava Jato.

    Na última semana, a Reuters noticiou que o Departamento de Justiça norte-americano estava investigando um ex-negociante de petróleo para a Petrobras baseado nos EUA, já acusado no Brasil, por participar de esquema de corrupção envolvendo as empresas de commodities Vitol, Glencore e Trafigura.

    O trader, Rodrigo Garcia Berkowitz, de 39 anos, está cooperando com as autoridades dos EUA na investigação e pode enfrentar acusações nos Estados Unidos, disseram fontes.

    Procuradores brasileiros disseram que Loya e Maarraoui tinham conhecimento direto de um esquema de propina da Vitol com a Petrobras.

    Eles ainda não enfrentam acusações no Brasil. Não se soube de imediato se estavam sendo acusados nos Estados Unidos.

    Concorrentes da Vitol, Trafigura e Glencore se recusaram a comentar a investigação norte-americana.

    A Glencore reiterou declarações prévias de que está cooperando com as autoridades brasileiras. A Trafigura declarou levar as alegações a sério. Todas as empresas foram suspensas de negociações com a Petrobras.

    A Petrobras disse que 'vem cooperando estreita e constantemente com as autoridades que investigam assuntos relacionados à Operação Lava Jato e assim continuará fazendo'.

    A empresa afirmou previamente que é vítima no suposto esquema de corrupção.

    (Com reportagem adicional de Gary McWilliams em Houston e Julia Payne em Genebra)

    0

    0

    26

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Vale sabia que barragem em Brumadinho tinha risco elevado de colapso

    Vale sabia que barragem em Brumadinho tinha risco elevado de colapso

    Por Stephen Eisenhammer

    BELO HORIZONTE (Reuters) - A Vale, maior produtora global de minério de ferro, estava ciente no ano passado de que a barragem de rejeitos que entrou em colapso no mês passado, matando pelo menos 165 pessoas, tinha um risco elevado de ruptura, segundo um documento interno visto pela Reuters na segunda-feira.

    O relatório, datado de 3 de outubro de 2018, mostra que, segundo a própria Vale, a barragem da mina de minério de ferro Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), tinha duas vezes mais chance de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa.

    O documento é a primeira evidência de que a própria Vale estava preocupada com a segurança da barragem.

    Isso levanta a questão de por que uma auditoria, realizada na mesma época, garantiu a estabilidade da barragem e por que a mineradora não tomou precauções, como mover um refeitório localizado logo abaixo da estrutura que se rompeu.

    A Vale disse que o relatório, chamado de 'Geotechnical Risk Management Results', compreendia as opiniões de engenheiros especialistas, que são obrigados a trabalhar dentro de procedimentos rigorosos quando identificam quaisquer riscos.

    'Não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho', disse a Vale em uma nota por e-mail.

    'Pelo contrário, a barragem possuía todos os certificados de estabilidade e segurança, atestados por especialistas nacionais e internacionais.'

    A Vale perdeu cerca de um quarto de seu valor de mercado, ou quase 19 bilhões de dólares, desde a tragédia.

    O colapso da barragem ocorreu em 25 de janeiro e foi a mais mortal tragédia de mineração do Brasil e o segundo desastre envolvendo uma barragem de rejeitos de minério de ferro em pouco mais de três anos no país.

    'ZONA DE ATENÇÃO'

    O relatório interno da companhia de outubro de 2018 colocou a barragem da mina Córrego do Feijão dentro de uma 'zona de atenção', dizendo que 'deve ser assegurado que todos os controles de prevenção e mitigação estejam sendo aplicados'.

    A barragem foi marcada para descomissionamento. Um fracasso poderia custar à empresa 1,5 bilhão de dólares e teria o potencial de matar mais de cem pessoas, segundo o relatório.

    Outras nove barragens, das 57 que foram estudadas, foram colocadas na zona de atenção, de acordo com o relatório.

    Um outro relatório da Vale datado de 15 de novembro de 2017, também visto pela Reuters, afirma que qualquer estrutura com uma chance de falha acima de 1 em 10.000/ano deve ser levada à atenção do presidente-executivo e do Conselho de Administração.

    A barragem de Córrego de Feijão tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o 'nível máximo de risco individual' tolerável, ou 1 em 5.000/ano, segundo o relatório.

    'Isso não é bom na minha opinião, especialmente se você considerar que essas estruturas são de longo prazo', disse David Chambers, geofísico do Centro de Ciência em Participação Pública, em Montana, e especialista em barragens de rejeitos.

    A mineradora disse em seu comunicado por e-mail que 'a criação de um alerta para a alta gestão, sugerida em novembro de 2017, passou a ser estudada dentro do contexto da integração do risco geotécnico ao risco dos negócios da Vale'.

    Perguntada sobre o que veio dessa discussão, a Vale disse que tal alerta não havia sido implementado.

    SOB INVESTIGAÇÃO

    A Vale disse que as causas da ruptura ainda estão sendo investigadas. A empresa afirmou repetidamente que a barragem foi declarada como sólida por um auditor independente em setembro.

    A auditoria da alemã TÜV SÜD, que foi vista pela Reuters, disse que a represa atendeu as exigências legais mínimas de estabilidade, mas levantou uma série de preocupações, particularmente sobre os sistemas de drenagem e monitoramento da represa.

    O auditor fez 17 recomendações para melhorar a segurança da barragem.

    A Vale disse que as recomendações eram rotineiras e que a empresa atendia a todas elas.

    O relatório interno de outubro identifica a liquefação estática e a erosão interna como as causas mais prováveis de uma falha potencial.

    Ainda não se sabe a causa do colapso da barragem em Brumadinho, mas uma autoridade ambiental do Estado disse à Reuters neste mês que todas as evidências apontavam para a liquefação.

    A liquefação é um processo pelo qual um material sólido como areia perde força e rigidez e se comporta mais como um líquido. Foi a causa de outro colapso mortal em 2015, que resultou no pior desastre ambiental do Brasil.

    'Nós costumávamos dizer que esses tipos de incidentes de mineração eram atos de Deus, mas agora... nós os consideramos fracassos na engenharia', disse Dermot Ross-Brown, engenheiro da indústria de mineração que leciona em instituição no Colorado.

    A Vale disse que vai investir cerca de 400 milhões de dólares a partir de 2020 para reduzir sua dependência de barragens de rejeitos, que armazenam detritos da mineração.

    (Reportagem adicional de Ernest Scheyder em Houston)

    1

    0

    44

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Novo desastre envolvendo Vale pode mudar rumo de negociações no caso Samarco, diz MPF

    EXCLUSIVO-Novo desastre envolvendo Vale pode mudar rumo de negociações no caso Samarco, diz MPF

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O novo colapso de barragem de rejeitos de mineração envolvendo a mineradora Vale pode mudar completamente o rumo das negociações no entorno de uma ação de 155 bilhões de reais movida contra a Samarco e suas donas (Vale e BHP), no âmbito de tragédia ocorrida há três anos, afirmou à Reuters neste sábado o procurador da República José Adércio Sampaio.

    Coordenador da força-tarefa do Rio Doce, criada pelo Ministério Público Federal para investigar o caso Samarco, Sampaio ponderou no entanto que ainda é preciso investigar as causas do novo desastre, que ocorreu na sexta-feira com o rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG).

    Na tragédia anterior, uma barragem da Samarco se rompeu em novembro de 2015, em Mariana, também em Minas Gerais, deixando 19 mortos, centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce em toda a sua extensão, até o mar no Espírito Santo, no maior desastre ambiental do Brasil.

    '(A ação de 155 bilhões de reais) está suspensa por conta das negociações. Mas tudo depende, agora apareceu esse fato superveniente e isso pode mudar completamente o roteiro das negociações', afirmou Sampaio à Reuters, em uma entrevista por telefone.

    A ação foi movida no passado pelo MPF e é uma das diversas ações que foram interpostas contra as três mineradoras. Autoridades vem negociando ao longo dos anos e alguns acordos já foram finalizados, como um relacionado à governança do programa de reparação às vítimas, buscando maior participação de comunidades atingidas.

    'É preciso investigar o que acarretou esse (novo) rompimento, se foram as mesmas causas do caso Samarco: falta de monitoramento, informações incompletas, descuido', disse Sampaio, destacando que o MPF está realizando investigações e que a ênfase agora é a assistência às vítimas e suas famílias.

    O desastre de Brumadinho ocorreu na tarde de sexta-feira, quando uma avalanche de lama atingiu comunidades e uma área administrativa da própria Vale, no momento em que havia centenas de funcionários próprios e terceirizados trabalhando.

    Equipes de resgate buscam cerca de 300 desaparecidos.

    RESPONSABILIDADES

    Em relação às responsabilidades da empresa, Sampaio explicou que, do ponto de vista criminal, as causas do novo desastre farão diferença.

    'Só a partir dessa investigação que a gente sabe se houve culpa, se houve dolo e que medida que a gente vem a adotar', disse Sampaio.

    Já do ponto de vista cível, 'as causas não tem muita importância, porque o que prevalece no Brasil é que a gente chama de responsabilidade civil objetiva... a empresa vai responder por todos os danos que tiver acarretado'.

    Além das responsabilidades da empresa, Sampaio ressaltou que está na hora de os governos federal e estadual entenderem que t6em que mexer na política de segurança de barragens.

    'Manter a política atual de segurança de barragens é pedir para ter Mariana, pedir para ter Brumadinho, pedir para ter outros casos, porque falta uma fiscalização por parte do Estado, faltam parâmetros para essa fiscalização e vamos assistir uma tragédia atrás da outra', afirmou.

    'Em matéria de política de segurança de barragens, nada, absolutamente nada se modificou.'

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a criação de uma força-tarefa para apurar as causas e responsabilidades do desastre em Brumadinho. A formalização da força-tarefa será feita após os procuradores naturais do caso indicarem à PGR os nomes dos membros que a comporão.

    Caberá a esse grupo conduzir as investigações mantendo a interlocução iniciada neste sábado com outros órgãos como Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União.

    Procuradas, Samarco, BHP e Vale disseram que não vão comentar as declarações do procurador.

    0

    1

    77

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Trump diz que China está 'de volta ao mercado' por soja dos EUA

    EXCLUSIVO-Trump diz que China está 'de volta ao mercado' por soja dos EUA

    Por Roberta Rampton e Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que a China está comprando uma 'enorme quantidade' de soja norte-americana e que negociações comerciais com Pequim já estão sendo feitas por telefone, acrescentando que são aguardadas mais reuniões entre autoridades dos dois países.

    Trump disse à Reuters em uma entrevista que o governo chinês está 'de volta ao mercado' para comprar soja dos EUA depois de uma trégua em 1º de dezembro na guerra comercial envolvendo Washington e Pequim.

    Operadores em Chicago, no entanto, disseram não ter visto nenhuma evidência de uma retomada de tais compras após a imposição de uma tarifa de 25 por cento sobre a soja dos EUA em julho.

    'Acabei de ouvir hoje que eles estão comprando enormes quantidades de soja. Eles estão começando, apenas começando agora', afirmou Trump na entrevista.

    Trump também disse acreditar que a China reduzirá em breve as tarifas dos automóveis norte-americanos para 15 por cento, em relação aos atuais 40 por cento.

    'Eu acho que eles estão querendo fazer isso imediatamente, muito rapidamente', disse.

    Um funcionário do governo Trump disse à Reuters que o plano da China para cortar as tarifas de automóveis foi esboçado em um telefonema entre o vice-premiê chinês, Liu He, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

    VENDAS DA SOJA ATENDIDAS

    Os dados do governo dos EUA não mostram nenhuma venda de soja para a China desde julho, quando Pequim impôs tarifas sobre o fornecimento de oleaginosas dos EUA em retaliação aos impostos dos EUA sobre produtos chineses.

    Traders vêm observando atentamente por sinais de confirmação de uma retomada das compras chinesas de soja dos EUA, particularmente depois que Trump tuitou na manhã de terça-feira que 'conversas muito produtivas' estavam acontecendo com a China. 'Preste atenção em alguns anúncios importantes!', acrescentou.

    Os futuros de soja na Bolsa de Chicago avançaram na terça-feira, com a esperança de que novos acordos fossem assinados em breve, mas não havia sinais de aumento de atividade nos mercados à vista, disseram operadores.

    As normas do Departamento de Agricultura dos EUA exigem que os exportadores relatem imediatamente as vendas de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity em um único dia.

    No ano passado, a China comprou cerca de 60 por cento das exportações de soja dos EUA em transações avaliadas em mais de 12 bilhões de dólares. Com as exportações perdidas, os preços da soja caíram para o menor patamar em uma década, sobrecarregando os fazendeiros norte-americanos, um importante eleitorado dos Trump.

    Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, pediram uma trégua temporária em sua guerra comercial em 1º de dezembro. Trump concordou em adiar por 90 dias o aumento previsto para 1º de janeiro nas tarifas sobre produtos chineses enquanto os dois lados negociam o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, entre outros pontos.

    Trump disse na terça-feira que essas negociações já estavam acontecendo por telefone.

    'Provavelmente teremos outra reunião. E talvez uma reunião das principais pessoas de ambos os lados', disse Trump. 'Se for necessário, vou ter outra reunião com o presidente Xi, de quem gosto muito e com quem me dou muito bem.'

    Trump não ofereceu nenhum cronograma para novas reuniões face a face entre autoridades americanas e chinesas.

    Ele disse que esperaria para aumentar as tarifas sobre produtos chineses para 25 por cento, de 10 por cento, até que se torne evidente se os Estados Unidos e a China podem fazer um acordo.

    (Reportagem adicional de Tom Polansek e Michael Hirtzer, em Chicago)

    0

    0

    12

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Trump diz que Fed não deveria elevar juros, mas chama Powell de 'bom homem'

    EXCLUSIVO-Trump diz que Fed não deveria elevar juros, mas chama Powell de 'bom homem'

    Por Roberta Rampton e Jeff Mason

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que será um erro se o Federal Reserve elevar a taxa de juros quando se reunir na próxima semana, como esperado, dando continuidade às críticas ao banco central dos Estados Unidos.

    'Acho que seria insensato, mas o que posso dizer', disse Trump à Reuters em entrevista.

    Trump afirmou que precisa da flexibilidade de taxa de juros mais baixa para sustentar a economia dos EUA em meio à batalha comercial conta a China, e potencialmente contra outros países.

    'É preciso entender, estamos disputando algumas batalhas e estamos vencendo. Mas preciso de expansão também', disse ele.

    Trump escolheu Jerome Powell como chairman do Fed, mas tem se oposto repetidamente a ele desde que Powell assumiu o comando do banco central norte-americano em fevereiro. Em agosto, Trump disse à Reuters que não estava 'animado' com as altas de juros promovidas por Powell.[nL2N1VB1DG]

    Trump adotou um posicionamento mais conciliatório em seus comentários sobre Powell nesta terça-feira, mas ainda criticou as políticas de seu escolhido para o cargo de maior poder do Fed.

    'Acho que ele é um bom homem. Acho que ele está tentando fazer o que acha melhor. Eu discordo dele', disse Trump. 'Acho que ele está sendo muito agressivo, na verdade, agressivo até demais'.

    Quando questionado sobre se ele está preocupado que possa haver uma recessão quando estiver concorrendo à reeleição em 2020, Trump apontou que outros fatores no mundo podem afetar a economia, incluindo os planos britânicos de deixar a União Europeia, conhecidos como Brexit, e a instabilidade na França.

    'Bem, você tem problemas no mundo, como o Brexit, como a França - um grande problema na França. É chocante ver o que está acontecendo em Paris', disse Trump, fazendo referência aos protestos contra o governo e seu colega francês, Emmanuel Macron.

    0

    0

    8

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-Petrobras pode desinvestir mais US$20 bi a partir de agora até 2019, diz fonte

    EXCLUSIVO-Petrobras pode desinvestir mais US$20 bi a partir de agora até 2019, diz fonte

    Por Marta Nogueira e Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras poderá obter mais 20 bilhões de dólares, de agora até o próximo ano, caso sejam realizadas as vendas de todos os projetos já anunciados para desinvestimentos, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta terça-feira, em um sinal de que a companhia espera manter o ritmo de seu robusto plano de negociações apesar de recentes dificuldades.

    Nos últimos três anos, a estatal realizou cerca de 20 bilhões de dólares em vendas de ativos e parcerias, a partir do programa traçado para reduzir uma enorme dívida, acrescentou a fonte, na condição de anonimato.

    Dentre os acordos que poderão ser concluídos neste ano está a venda da refinaria Pasadena, no Texas, para a Chevron, embora o negócio não deva recuperar o enorme investimento feito pela empresa no ativo, envolvido no escândalo de corrupção, segundo a fonte.

    A Reuters publicou na semana passada que negociações estavam em curso com a petroleira norte-americana.

    A planejada venda de gasodutos no Nordeste, da subsidiária TAG, seria também importante para atingir aquele montante projetado para ser realizado até 2019. A esperada venda da fatia em empresa que a Petrobras tem na África também deve agregar montante bilionário na conta.

    Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

    A fonte também apontou que poderá ser concluído até o fim de dezembro o processo de venda dos polos de petróleo em águas rasas de Enchova e Pampo, localizados no Estado do Rio de Janeiro.

    Anteriormente, a Petrobras confirmou que a Ouro Preto Óleo e Gás havia apresentado a melhor proposta na fase vinculante do processo de venda de Enchova e Pampo.

    A Ouro Preto recebeu apoio da companhia de private equity EIG Global Energy Partners, conforme reportado pela Reuters em julho.

    Uma segunda fonte confirmou à Reuters nesta terça-feira que um acordo para a venda dos polos poderá ser alcançado ainda neste ano.

    Com a maior dívida global para uma petroleira listada em bolsa, a Petrobras traçou um plano de arrecadar 21 bilhões de dólares no biênio 2017-2018, com vendas de ativos e parcerias.

    Em meio aos esforços, a empresa reduziu a dívida líquida de 100,4 bilhões de dólares em 2015 para 73,7 bilhões de dólares no fim do segundo trimestre deste ano.

    O resultado foi alcançado mesmo em meio a resistências encontradas em sindicatos e tribunais.

    TAG

    No entanto, a empresa não deverá atingir a meta projetada para o biênio 2017-2018 caso não conclua a venda bilionária da rede de gasodutos TAG neste ano, segundo a fonte.

    A negociação da TAG, unidade de gasodutos no Nordeste, foi suspensa por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que exigiu que vendas de subsidiárias por estatais sejam aprovadas antes pelo Congresso. Para vender, a empresa precisa derrubar a decisão do tribunal.

    A Petrobras também tem buscado maneiras de aumentar a produção em áreas maduras, vendendo uma participação de 25 por cento em seu importante campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a norueguesa Equinor.

    Na mesma linha, a empresa também abriu uma concorrência e convidou as gigantes Schlumberger, Baker Hughes (da GE) e Halliburton para um possível acordo de compartilhamento de produção para um campo terrestre. Um acordo representaria um novo caminho para a Petrobras impulsionar a produção de campos maduros sem perder o controle ou arriscar o capital, em parceria com um dos maiores provedores de serviços de petróleo do mundo.

    Mas o negócio não deverá acontecer até o primeiro trimestre de 2019, disse a fonte. Outra pessoa familiarizada com o assunto disse que um acordo neste ano é possível, mas mais provável para o próximo ano. Apesar dos contratempos, a empresa não deve deixar de bater a meta de alavancagem de 2,5 vezes Ebitda/dívida líquida, traçada para o fim deste ano.

    A Petrobras, segundo já foi informado recentemente por diretores, deverá anunciar seu Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 em dezembro.

    (Edição de Roberto Samora)

    0

    0

    14

    4 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia EXCLUSIVO-EIG e Warburg Pincus participam de ofertas por campos maduros da Petrobras

    EXCLUSIVO-EIG e Warburg Pincus participam de ofertas por campos maduros da Petrobras

    Por Alexandra Alper e Carolina Mandl

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As gigantes de private equity Warburg Pincus e EIG Global Energy estão na disputa por dois conjuntos de campos maduros de petróleo em águas rasas colocados à venda pela Petrobras, disseram cinco fontes à Reuters, enquanto tentam conquistar presença no maior produtor de petróleo da América Latina.

    Duas pessoas familiarizadas com o processo disseram que os campos à venda, localizados nos polos de Enchova e Pampo, na Bacia de Campos, devem atrair propostas de cerca de 1 bilhão de dólares, contribuindo com o plano bilionário de desinvestimentos da Petrobras.

    A EIG Global Energy Partners se uniu à petroleira brasileira Ouro Preto para disputar os polos Enchova e Pampo, em um acordo em que a firma de private equity deverá prover capital para o investimento, de acordo com duas fontes. Não estava claro como a oferta seria estruturada.

    Enquanto isso, o Goldman Sachs também fará o financiamento para a aquisição, disseram as fontes.

    A Trident Energy, uma empresa do portfólio de investimentos da Warburg Pincus especializada em ativos maduros de petróleo, também fez uma oferta por ambos os polos, disseram duas fontes. Em 2016, a Warburg Pincus investiu 500 milhões de dólares na Trident.

    Uma vitória de qualquer grupo representaria a estreia tanto da EIG quanto da Trident no negócio de produção de petróleo no Brasil.

    O gestor de ativos alternativo Carlyle também estudou participar da licitação, mas optou por não fazer uma proposta.

    Não está claro se a Petrobras recebeu outras ofertas além das de Ouro Preto e Trident para esses polos.

    Nos últimos meses, as principais petroleiras do mundo investiram bilhões de dólares para arrematar blocos de petróleo em águas profundas brasileiras, diante de um declínio de reservas globais e do potencial do pré-sal no país.

    Pequenas empresas especializadas em campos maduros de petróleo muitas vezes são melhores do que as gigantes do petróleo para cortar custos na extração e, algumas delas, aperfeiçoaram sua expertise em extrair mais produto deles.

    Eu acho que é normal os private equities se interessarem , disse Edmar Almeida, pesquisador de economia e energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observando que as áreas ainda têm uma produção relativamente forte e podem ver suas taxas de recuperação melhoradas.

    A novidade é que estes fundos estavam pouco entusiasmados com o Brasil, depois do problema com a OGX, Petra e HRT , disse ele, citando a derrocada da OGX, do empresário Eike Batista, que assustou investidores em petroleiras menores no Brasil, depois de abalar a confiança dos mercados com promessas não concretizadas. A volta seria uma boa novidade.

    A venda dos polos de campo maduros, localizados no Estado do Rio de Janeiro, também faria sentido financeiro para a Petrobras, a companhia petrolífera mais endividada do mundo, que busca levantar 21 bilhões de dólares com a venda de ativos no biênio 2017-2018.

    No entanto, sindicatos de petroleiros da Petrobras têm se posicionado contra às vendas de campos da empresa e algumas tentativas feitas pela gestão da empresa chegaram a encontrar resistência dos tribunais.

    Segundo a Petrobras, o polo Enchova, que inclui os campos Marimba, Enchova, Bonito, Enchova Oeste Bicudo e Pirauna, tem 32 poços produzindo 25.100 barris de óleo equivalente por dia.

    Já o polo de Pampo, que engloba os campos de Badejo, Pampo, Linguado e Trilha, tem 27 poços produzindo 13.500 barris de óleo equivalente por dia. A Petrobras está vendendo os direitos dos campos até 2025. Tanto a Enchova quanto a Pampo começaram a produzir nos anos 80.

    Trident, EIG e Carlyle não responderam imediatamente a um pedido de comentários. Petrobras, Ouro Preto e Goldman Sachs se recusaram a comentar o assunto.

    0

    0

    34

    8 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. exclusivo

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.