alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE fecha

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar fecha em nova máxima em 8 meses a despeito de atuação dupla do BC

    Dólar fecha em nova máxima em 8 meses a despeito de atuação dupla do BC

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou apenas em ligeira alta contra o real nesta segunda-feira, e a cotação bateu uma nova máxima em oito meses, num dia que contou com atuações do Banco Central no mercado cambial e mais comentários de autoridades sobre o andamento da reforma previdenciária.

    O dólar à vista teve variação positiva de 0,07%, a 4,1048 reais na venda.

    É o maior patamar desde 19 de setembro do ano passado (4,1242 reais).

    Na B3, o dólar futuro registrava oscilação negativa de 0,01%, para 4,1060 reais.

    Depois do surto de volatilidade da semana passada --uma das mais turbulentas para o governo e que fez o dólar registrar a maior valorização semanal desde agosto do ano passado--, a segunda-feira foi de tentativas de membros do governo e do Congresso de acalmar os ânimos e passar algum senso de articulação.

    O presidente Jair Bolsonaro, contudo, foi menos sutil e disse que a classe política é o grande problema que impede o Brasil de dar certo.

    'Na margem, acho que a sensação de risco melhorou, mas ainda falta da parte do presidente (Bolsonaro) uma postura mais amistosa', disse Rogério Braga, sócio e estrategista na gestora Quantitas.

    Apesar de ter fechado perto da estabilidade, o dólar demonstrou volatilidade ao longo do pregão.

    Depois de bater uma mínima de 4,0783 reais (-0,58%) logo após a abertura, a moeda tomou fôlego e alcançou uma máxima de 4,1230 reais (+0,51%) por volta de 12h30. Mas, depois das 13h, passou a perder força, na sequência da definição da taxa Ptax.

    A Ptax é uma média de cotações apuradas pelo Banco Central no mercado e serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos. As movimentações em torno dessa taxa tendem a deixar o mercado volátil perto do fim do mês, devido justamente aos vencimentos dos contratos futuros.

    A segunda-feira contou com intervenção do BC no câmbio em duas frentes. Primeiro, a autoridade monetária vendeu todos os 5.050 contratos de swap cambial ofertados em rolagem. Em seguida, negociou todo o lote de 1,25 bilhão de dólares em rolagem de linhas de dólares.

    'A antecipação do anúncio (da rolagem) das linhas é uma estratégia interessante. Tira o conforto do 'comprado' (em dólar)', disse Braga.

    O BC volta a realizar leilões de rolagem de linhas na terça e quarta.

    0

    1

    9

    13 H

    Placeholder - loading - Imagem da notícia De olho no BC, mercado alavanca dólar para R$4,10 com aumento de incertezas locais e externas

    De olho no BC, mercado alavanca dólar para R$4,10 com aumento de incertezas locais e externas

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - A já intensa pressão de compra de dólar aumentou nesta sexta-feira, com a moeda norte-americana disparando para acima de 4,10 reais, nos maiores níveis em oito meses, enquanto o mercado se mantém em alerta para eventuais atuações do Banco Central no mercado de câmbio.

    Não houve uma notícia específica que catapultasse a moeda norte-americana, mas, segundo analistas, um mix entre falta de confiança na articulação política do governo, exterior avesso a risco e 'teste' à disposição do BC para atuar no câmbio inflamou a demanda por dólares.

    O dólar subiu contra várias divisas emergentes, mas, novamente, o movimento local foi mais intenso, evidência de que questões idiossincráticas têm tido peso mais notório na formação do preço da moeda.

    O dólar à vista subiu 1,62%, a 4,1019 reais na venda.

    É o maior patamar desde 19 de setembro de 2018 (4,1242 reais).

    Na máxima durante os negócios, a cotação bateu 4,1140 reais.

    A valorização desta sexta-feira é a mais forte desde 24 de abril (1,63%).

    Na semana, o dólar acumulou ganho de 4%, maior rali desde a semana terminada em 24 de agosto de 2018 (4,85%).

    Além dos ruídos políticos, que ameaçam atrasar mais o andamento da reforma previdenciária, o dólar disparou nesta semana conforme o mercado rebaixou mais os prognósticos para a atividade econômica. Isso respalda especulações de que o Banco Central possa reduzir mais os juros, deprimindo a atratividade do real frente a outras divisas.

    Algumas casas já veem juro entre 5% e 6% ao fim do ano, ante os atuais 6,50%.

    Com o dólar em espiral de alta, o mercado começou a debater de forma mais intensa a probabilidade de atuação do BC no mercado de câmbio.

    Nos últimos anos, o BC tem atuado via contratos de swap cambial e leilões de linha de dólares. A última oferta líquida de swaps ocorreu no fim de agosto. No fim do último mês de março, quando o dólar havia tocado também os 4 reais, o BC anunciou oferta líquida de linhas de dólares com compromisso de recompra.

    Para o chefe da mesa proprietária de um banco em São Paulo, o real já incorporou muitas notícias negativas e está 'barato', quando comparado a outros ativos domésticos.

    'Então, se essa deterioração continuar, esperamos algum tipo de intervenção', afirmou o profissional, acreditando que uma persistente depreciação cambial contamina outras classes de ativos, criando um ciclo 'muito negativo'.

    Segundo Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, o mercado tem 'testado' a disposição do Banco Central para atuar. Mas ele considera a atual postura de observação da autoridade monetária como a mais acertada.

    Corroborando a ideia de que, por ora, não há pânico nem disfuncionalidade no câmbio, as taxas de cupom cambial

    0

    0

    22

    3 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar dispara acima de R$4 com mercado questionando força do governo

    Dólar dispara acima de R$4 com mercado questionando força do governo

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em firme alta ante o real nesta quinta-feira, acima de 4 reais pela primeira vez em sete meses e meio, com o real consolidando o fim de seu rali pós-eleição, conforme investidores incorporam mais risco diante da piora de perspectiva para a agenda de reformas.

    A moeda norte-americana rompeu a barreira dos 4 reais ainda pela manhã. Mas, diferentemente de outros pregões, a disparada para esse nível não atraiu fluxo relevante de tesourarias bancárias e exportadores na ponta de venda.

    Com a típica queda de volumes durante a tarde e sem oferta de moeda no mercado, o dólar teve espaço livre para continuar a escalada, em sintonia com um dia negativo para os mercados brasileiros em geral.

    Os juros

    Na máxima do dia, o dólar bateu 4,0425 reais, com valorização de 1,16%.

    O fechamento não foi muito menor. O dólar à vista terminou a sessão em alta de 1,01%, a 4,0366 reais na venda.

    Na B3, o dólar futuro subia 1,00%, a 4,0485 reais.

    'Não dá mais para dizer que esse patamar está 'torto'. O nível de risco aumentou, e o mercado se ajusta a isso. É reação à piora de fundamento', disse Ronaldo Patah, estrategista de investimentos do UBS Wealth Management.

    Além do cenário externo mais conturbado, o câmbio tem reagido à deterioração do cenário local, com rebaixamentos sequenciais nas projeções para a economia em meio a frequentes reveses na articulação política do governo.

    A confiança do mercado após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em outubro do ano passado, levou o dólar a uma mínima em torno de 3,65 reais no fim do último mês de janeiro.

    Desde então, contudo, o Executivo tem acumulado derrotas no Congresso, sem uma base consolidada e com ameaças persistentes de diluição adicional da proposta da reforma da Previdência.

    Como resultado, o dólar anulou toda a queda vista após a eleição de Bolsonaro. E, desde a mínima deste ano, já sobe 10,33%.

    Citando o ambiente piorado para as negociações em prol da reforma da Previdência, o Bank of America Merrill Lynch aumentou nesta quinta-feira a estimativa para o dólar ao fim do ano. O banco agora espera taxa de 3,80 reais ao término de 2019, ante prognóstico anterior de 3,60 reais.

    'Crescimento menor, juros mais baixos, real mais fraco', resumiu em nota equipe de estrategistas do BofA.

    0

    0

    15

    4 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar flerta com R$4 e ameaça quebrar padrão técnico em busca de novas máximas

    Dólar flerta com R$4 e ameaça quebrar padrão técnico em busca de novas máximas

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou colado no patamar psicológico de 4 reais nesta quarta-feira, no maior nível em sete meses e meio, atingido por clima de incerteza no campo político doméstico e discussões sobre corte de juros, além de um pano de fundo no exterior ainda confuso.

    De acordo com análise técnica, um fechamento acima de 4 reais poderia acionar ordens automáticas de compras da moeda ('stops' de compra, no jargão do mercado financeiro), num movimento que daria ainda mais fôlego ao dólar e poderia deixar os 4 reais mais como piso do que como teto.

    'O real está se assentando num patamar recorde de anos, no meio de uma maciça formação técnica', disse um analista técnico de uma corretora de São Paulo que pediu para não ser identificado.

    Num gráfico de longo prazo, os níveis atuais do dólar só se comparam aos vistos entre o fim de 2015 e início de 2016 e 2002.

    A máxima histórica do dólar para um fechamento é de 4,1957 reais, batida em 13 de setembro de 2018. Desde então, a moeda entrou em rota de baixa, até uma mínima de 3,6588 reais em 31 de janeiro deste ano.

    'Fechando acima de 4 reais, o dólar finalmente quebra a tendência de baixa iniciada em setembro de 2018', diz a Real Vision Research em comentário a clientes.

    O dólar à vista subiu 0,51% nesta quarta-feira, a 3,9962 reais na venda. É o maior patamar para um encerramento desde 1º de outubro de 2018 (4,0183 reais). Na máxima durante o pregão, a moeda foi a 4,0225 reais, com ganho de 1,17%.

    Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,62%.

    O real teve o pior desempenho numa lista de 33 pares do dólar nesta sessão, o que reforça a percepção de que fatores domésticos pesaram mais.

    O mercado segue incomodado com a aparente falta de articulação do governo, o que pode ameaçar os esforços pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso, com o governo ainda sem base consolidada.

    Segundo analistas, o real está imerso numa condição técnica negativa que só pode ser quebrada com ingressos de recursos, que dificilmente ocorreriam sem a aprovação da reforma.

    Soma-se a isso o menor diferencial de juros a favor do Brasil. A quarta-feira foi mais um dia de especulações sobre necessidade de cortes da taxa básica de juros, a Selic, à medida que a economia fraqueja.

    0

    0

    29

    5 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Preços do petróleo batem máximas de 2019 com EUA prometendo maiores sanções ao Irã

    Preços do petróleo batem máximas de 2019 com EUA prometendo maiores sanções ao Irã

    Por Stephanie Kelly

    NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram mais de 2 por cento nesta segunda-feira, para máximas de quase seis meses, pela crescente preocupação a respeito de uma redução na oferta global, após os Estados Unidos anunciarem restrições ainda maiores às exportações de petróleo do Irã.

    Washington afirmou que eliminará em maio todas as isenções que permitiam a oito economias continuarem comprando petróleo iraniano, sem que enfrentassem as sanções norte-americanas.

    'O prêmio do risco geopolítico está de volta ao mercado do petróleo, e em grande estilo', disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. 'A maioria dos interesses comerciais legítimos, senão todos, evitará compras de petróleo do Irã. O fluxo iraniano será reduzido a uma gota.'

    Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 2,07 dólares, ou 2,88 por cento, e fecharam a 74,04 dólares por barril. A máxima da sessão, de 74,52 dólares o barril, foi o maior nível do valor de referência desde 1º de novembro.

    Já os futuros do petróleo norte-americano saltaram 1,70 dólar, ou 2,66 por cento, fechando a 65,70 dólares por barril. O contrato bateu 65,92 dólares/barril, sua máxima desde 31 de outubro.

    Em novembro, os EUA reimpuseram sanções às exportações de petróleo da República Islâmica, mas cederam isenções aos oito principais compradores do produto iraniano: China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia, Itália e Grécia. Foi permitido a eles que mantivessem aquisições limitadas por seis meses.

    O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, reiterou nesta segunda-feira que o objetivo de Washington é derrubar as exportações de petróleo iraniano para zero e acrescentou que os EUA não têm planos de dar qualquer período de 'carência' após 1º de maio.

    O Irã declarou que a decisão dos EUA de não renovar as isenções 'não tem valor', mas que Teerã estava em contato com parceiros europeus e vizinhos e que agiria 'de acordo', noticiaram agências de notícias locais, citando o Ministério das Relações Exteriores.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Arábia Saudita e outros países da Opep podem 'mais que compensar' qualquer queda na oferta iraniana.

    A Arábia Saudita disse que irá coordenar com outros produtores para garantir uma oferta adequada de petróleo e um mercado equilibrado.

    (Reportagem adicional de Alex Lawler em Londres e Henning Gloystein em Cingapura)

    ((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

    REUTERS GA RS

    0

    0

    13

    4 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Imbróglio sobre Previdência empurra dólar a máxima em 3 semanas ante real

    Imbróglio sobre Previdência empurra dólar a máxima em 3 semanas ante real

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar engatou a segunda alta consecutiva e fechou acima de 3,93 reais nesta quarta-feira, na máxima em três semanas, catapultado pela piora na percepção sobre a evolução da reforma da Previdência no Congresso.

    A volatilidade implícita nas opções de dólar/real de um mês saltou a cerca de 13,5 por cento ao ano, maior patamar desde 1º de abril, num claro sinal do aumento do grau de incerteza no mercado.

    A cotação do dólar interbancário subiu 0,83 por cento, a 3,9343 reais na venda. É o maior patamar para um encerramento desde 27 de março (3,9545 reais).

    Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,88 por cento, a 3,9415 reais.

    'A confusão política só piora. Então é difícil (o mercado) melhorar muito' no curto prazo, lamentou um operador de uma corretora.

    O mercado começou o dia com expectativa de que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados votasse ainda nesta quarta-feira a admissibilidade da reforma previdenciária. Mas a CCJ adiou o parecer, que pode ocorrer agora apenas na próxima terça-feira. Integrantes da oposição e até mesmo de legendas que têm simpatia pela reforma, como as do centrão, pressionavam pela mudança de pontos polêmicos.

    A divisa brasileira amargou, mais uma vez, o pior desempenho global nesta sessão, considerando 33 rivais do dólar. Em abril, o real está entre as moedas que mais perdem (sétima maior baixa), enquanto em 2019 ocupa a nona pior colocação na lista.

    O imbróglio sobre a reforma da Previdência coloca o real junto com o rand sul-africano na dupla de moedas (fora a lira turca) que mais tem registrado performance aquém do padrão histórico, especialmente em momentos de demanda por risco, segundo o Goldman Sachs. O banco nota o desempenho mais fraco do real a despeito de um contexto de indicações mais 'dovish' da parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

    'A natureza do mercado de câmbio (do Brasil) mudou. O real deixou de ser moeda de carrego (que se beneficia de juros altos', disse David Beker, estrategista do BofA.

    Segundo ele, para o real ter performance melhor, será preciso a materialização do que ele chama de 'fluxo de crescimento', derivado de privatizações e compras de ativos no país, por exemplo. Confiante na vinda desses recursos, Beker mantém estimativa de dólar a 3,60 reais ao fim de 2019.

    0

    0

    12

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Apreensão com autonomia da Petrobras derruba Ibovespa; empresa perde R$32 bi

    Apreensão com autonomia da Petrobras derruba Ibovespa; empresa perde R$32 bi

    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda de 2 por cento nesta sexta-feira, pressionado pelo tombo das ações da Petrobras, que perdeu 32 bilhões de reais em valor de mercado em meio a preocupações sobre a independência da estatal após o presidente Jair Bolsonaro pressionar para a petrolífera rever decisão sobre aumento dos preços do diesel.

    Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,98 por cento, a 92.875,00 pontos. O volume financeiro totalizou 20,56 bilhões de reais, bem acima da média diária do ano, de 16,2 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou declínio de 4,36 por cento.

    O noticiário envolvendo a Petrobras dominou os holofotes no último pregão da semana, após a empresa desistir de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira após sofrer interferência de Bolsonaro, em meio a preocupações com uma eventual nova greve de caminhoneiros.

    Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira 'um preço justo' para o combustível e disse que quer ser convencido pela estatal sobre a necessidade do aumento.

    'Os investidores foram pegos de surpresa com a 'canetada' do Bolsonaro. Todo o discurso de estatais sem interferência política se perde', destacou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, destacando que o mercado como um todo foi contaminado.

    'O grande foco continua a ser na reforma da Previdência, mas essa situação não ajuda em nada o sentimento do mercado', disse.

    Analistas do BTG Pactual divulgaram relatório com o título 'Déjà Vu', citando que é preciso saber se foi uma decisão temporária por motivação política, como evitar uma nova greve, ou mudança na forma como o governo percebe a liberdade operacional da empresa.

    A sexta-feira também teve de pano de fundo a proximidade com o vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira na bolsa paulista e tem os papéis da Petrobras entre as séries mais líquidas do exercício.

    O tombo dos papéis da petrolífera blindou o pregão brasileiro do viés externo benigno, com desempenho positivo em Wall Street na esteira de resultados corporativos, bem como alta nos preços de commodities (petróleo e minério de ferro), enquanto o dólar recuou perante outras moedas globais.

    DESTAQUES

    - PETROBRAS ON desabou 8,54 por cento e PETROBRAS PN despencou 7,75 por cento, resultando em uma perda equivalente a 32,4 bilhões de reais no valor de mercado da companhia. A empresa cancelou alta de 5,7 por cento no valor do diesel a partir desta sexta-feira, mantendo a cotação em 2,1432 reais por litro, praticada desde 22 de março. A desvalorização foi a maior queda das ações da companhia desde 1º junho do ano passado, quando o então presidente-executivo da companhia, Pedro Parente, pediu demissão.

    - ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON perderam 4,97 e 5,24 por cento, respectivamente, contaminadas pelo sentimento mais negativo no mercado em razão de preocupações sobre a ingerência do governo nas estatais.

    - BANCO DO BRASIL caiu 3,17 por cento, pior desempenho dos bancos do Ibovespa, também afetada pelos receios com eventuais intervenções do governo em companhias de controle da União. ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,05 por cento e BRADESCO PN cedeu 0,91 por cento. SANTANDER BRASIL UNIT resistiu e subiu 0,2 por cento.

    - VALE encerrou em baixa de 0,6 por cento, também sucumbindo ao mau humor generalizado, apesar da alta dos preços do minério de ferro na China, em meio ao aumento da demanda das siderúrgicas chinesas. CSN, que também tem se beneficiado de expectativas favoráveis sobre o minério de ferro, subiu 3,53 por cento.

    - JBS subiu 4,44 por cento, para 17,64 reais, nova cotação recorde, tendo de pano de fundo perspectivas positivas para a companhia de alimentos, principalmente quanto ao ciclo de carne bovina, além de potenciais efeitos da peste suína africana na China, entre outros fatores. No setor, BRF fechou em alta de 1,71 por cento.

    (Edição Alberto Alerigi Jr.)

    0

    0

    29

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ingerência política na Petrobras entra no radar e leva dólar à máxima em 2 semanas

    Ingerência política na Petrobras entra no radar e leva dólar à máxima em 2 semanas

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a mostrar firme alta ante o real nesta sexta-feira, encerrando no maior patamar em duas semanas, puxado pela demanda do mercado por 'hedge' na esteira da decisão da Petrobras de não reajustar preços do diesel, o que trouxe de volta ao radar riscos de ingerência política na estatal.

    'Muito estrangeiro tomou dólar futuro hoje. É basicamente o mercado buscando proteção, ainda mais antes do fim de semana', disse Thiago Silêncio, operador sênior de câmbio da CM Capital Markets.

    Na máxima da sessão, a moeda norte-americana chegou a superar 3,90 reais, marcando 3,9073 reais. O real amargou o pior desempenho numa lista de 33 pares do dólar nesta sexta-feira.

    No fechamento, o dólar negociado no mercado interbancário subiu 0,83 por cento, a 3,8892 reais na venda. É o maior patamar desde 29 de março (3,9154 reais).

    Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,80 por cento, a 3,8930 reais.

    O real já havia começado o pregão com desempenho inferior a seus pares, com a notícia de que a Petrobras desistira de reajustar o preço do diesel. A persistência de ruídos sobre a articulação do governo em prol da reforma previdenciária também pesou sobre o câmbio.

    Mas foi à tarde que o dólar tomou fôlego para valer, após o presidente Jair Bolsonaro admitir ter telefonado para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, por causa do reajuste de 5,7 por cento anunciado pela estatal no preço do diesel e afirmou que terá de ser convencido do percentual em uma reunião que convocou para a terça-feira com representantes da estatal.

    O real terminou o dia liderando as perdas globais frente ao dólar.

    'O fato é que isso (a interferência na Petrobras) abriu a caixinha de riscos de ingerência política', disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, citando que o mercado agora se questiona sobre imposições em outras estatais. 'Isso é ruim para o plano de privatizações, para a avaliação do estrangeiro sobre o país e, em último caso, para a perspectiva de fluxo', afirmou.

    Na semana, o dólar acumulou alta de 0,42 por cento.

    0

    0

    20

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar fecha em firme alta com ruídos sobre Previdência; exterior pesa

    Dólar fecha em firme alta com ruídos sobre Previdência; exterior pesa

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar mais do que devolveu a queda da véspera ao fechar em firme alta ante o real nesta quinta-feira, impulsionado pelo ambiente menos amigável a moedas de risco no exterior e por sinais de que a articulação política do governo em prol da reforma da Previdência segue frágil e alvo de críticas.

    'A percepção do mercado é que a ampulheta virou', disse Arnaldo Curvello, sócio-diretor na Ativa Wealth Management. 'Você tinha todo o tempo a seu favor, com confiança no governo, boa vontade de todos. Mas agora está claro que estamos mesmo correndo contra o tempo', acrescentou.

    Declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), geraram incômodo ao mercado.

    Por ora, agentes financeiros dizem que os debates no mercado ainda se restringem ao campo da desidratação da reforma, mas que à medida que o tempo passa e a comunicação do governo não melhora o risco é os preços começarem a se ajustar a um cenário de 'não reforma'.

    O investidor estrangeiro, porém, segue mais cético. 'Continuamos de lado em relação aos ativos brasileiros', disseram estrategistas do Citi em nota a clientes. Os profissionais preferem evitar 'potencial volatilidade do mercado' quando o texto da reforma previdenciária for debatido na comissão especial no Senado.

    Nesta quinta-feira, o movimento do câmbio local foi influenciado ainda pelo ambiente externo, onde várias divisas de risco perdiam terreno para o dólar. Com reação intensificada por questões idiossincráticas, o real teve o terceiro pior desempenho entre 33 pares do dólar, melhor apenas que lira turca e peso colombiano.

    O dólar à vista terminou em alta de 0,86 por cento, a 3,8570 reais na venda. Na véspera, a cotação havia recuado 0,78 por cento, para 3,8240 reais.

    A valorização desta quinta-feira é a mais intensa em cerca de duas semanas. E o patamar do dólar é o mais elevado desde sexta-feira da semana passada.

    Na B3, a referência do dólar futuro subia 0,80 por cento, a 3,8610 reais.

    0

    0

    16

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar cai à mínima desde meados de março ante real; mercado aguarda notícias sobre Previdência

    Dólar cai à mínima desde meados de março ante real; mercado aguarda notícias sobre Previdência

    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou no menor patamar ante o real em mais de duas semanas nesta segunda-feira, com a ausência de novidades no front da reforma previdenciária abrindo espaço para o mercado de câmbio captar o ambiente de dólar fraco no mundo que predominou nesta sessão.

    A moeda norte-americana caiu 0,62 por cento, a 3,8491 reais na venda.

    É o menor patamar para um encerramento desde 21 de março, quando a cotação fechou em 3,8001 reais.

    Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,59 por cento, a 3,8560 reais.

    No exterior, o índice que mede o valor do dólar frente a uma cesta de divisas caía 0,36 por cento no fim da tarde. O real teve o terceiro melhor desempenho dentre um conjunto de 33 pares do dólar, atrás apenas da coroa norueguesa e do rublo russo, no dia em que as commodities bateram máximas desde meados de novembro.

    A queda do dólar nos mercados internacionais foi atribuída à melhora do sentimento após uma série de dados mais fortes em economias desenvolvidas amenizar temores quanto a uma desaceleração da atividade ainda mais intensa que a prevista.

    Esta sessão trouxe poucas novidades sobre o andamento da reforma da Previdência, foco do mercado. O relator da reforma na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), afirmou, em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, que se coloca como favorável à proposta do governo do presidente Jair Bolsonaro.

    De acordo com o Goldman Sachs, além do dia positivo para moedas de risco, a depreciação sofrida pelo real recentemente também deixou a moeda brasileira tecnicamente mais preparada para ganhos em dias benignos.

    Entre 31 de janeiro, quando o dólar bateu a mínima recente (3,6588 reais), e a máxima de 3,9545 reais alcançada em 27 de março (3,9545 reais), o dólar subiu 8,08 por cento (real se desvalorizou 7,48 por cento).

    'O 'carry' (retorno com juros) do real é baixo em termos nominais, mas os níveis da moeda estão mais atraentes depois de algumas semanas de performance mais fraca em relação a seus pares', disseram estrategistas do Goldman em nota a clientes. 'Se o crescimento da China melhorar e os preços das commodities continuarem firmes, a moeda deverá apreciar', acrescentam os profissionais.

    0

    0

    26

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ibovespa supera 100 mil pts pela 1ª vez com otimismo com reforma, mas desacelera no final

    Ibovespa supera 100 mil pts pela 1ª vez com otimismo com reforma, mas desacelera no final

    SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta segunda-feira, chegando a superar pela primeira vez a marca dos 100 mil pontos, diante do otimismo com o andamento da reforma da Previdência e viés de alta para ativos emergentes no exterior.

    Após perder fôlego no final, o Ibovespa fechou com avanço de 0,86 por cento, a 99.993,92 pontos. Na máxima, bateu os 100.037,69 pontos.

    O giro financeiro da sessão somou 27,8 bilhões de reais.

    'Superar os 100 mil pontos é uma marca psicológica importante e o desafio agora é manter esse cenário positivo para atrair capital estrangeiro', disse Rodrigo Zauner, sócio da SVN Investimentos.

    Nesta segunda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo está correndo para finalizar o projeto com as mudanças nas aposentadorias dos militares para envio ao Congresso até quarta-feira, após alguns ajustes.

    A sessão também foi marcada pelo exercício de contratos de opções sobre ações, que movimentou 13,27 bilhões de reais, sendo 10,86 bilhões em opções de compra e 2,4 bilhões nas de venda.

    No exterior, Wall Street fechou em alta, recebendo impulsiono do setor bancário, enquanto os contratos futuros do petróleo avançaram para máximas de cerca de quatro meses nesta segunda-feira.

    DESTAQUES

    - BRF avançou 4,82 por cento, após notícia de que o governo enviará na terça-feira os últimos documentos pedidos pelos Estados Unidos para análise da reabertura daquele mercado para a carne bovina in natura do Brasil. Ainda no setor, JBS subiu 4,71 por cento e MARFRIG teve alta de 4 por cento

    - GOL ganhou 4,57 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, após o anúncio de captações de bônus no mercado internacional. Também corroborava para o movimento a inauguração de voos da companhia do Brasil para Orlando e Miami em novembro.

    - PETROBRAS ON avançou 2,02 por cento, enquanto PETROBRAS PN subiu 1,73 por cento, em meio à alta nos preços do petróleo e aprovação de sua proposta de Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Lula, na bacia de Santos.

    - ITAÚ UNIBANCO PN mostrou alta de 0,16 por cento, enquanto BRADESCO PN subiu 0,53 por cento.

    - ECORODOVIAS fechou em queda de 1,09 por cento, ainda reagindo aos dados do balanço do quarto trimestre, com queda de 27,2 por cento no lucro na esteira de desdobramentos da greve dos caminhoneiros, maiores provisões para gastos com manutenção de vias e despesas para apoiar investigações sobre envolvimento da empresa em corrupção.

    (Por Stéfani Inouye)

    0

    0

    27

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Brent e petróleo nos EUA fecham sem direção comum após máximas em 2019

    Brent e petróleo nos EUA fecham sem direção comum após máximas em 2019

    Por Laila Kearney

    NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam perto de uma estabilidade nesta quinta-feira, após atingirem máximas de 2019, com a Opep destacando a necessidade de estender seu programa de cortes de produção além de junho, enquanto reduz sua previsão para a demanda do seu produto.

    A incerteza sobre o progresso das negociações comerciais entre EUA e China e sobre o crescimento econômico mundial pesaram nos preços do petróleo.

    O Brent alcançou pico de quatro meses, a 68,14 dólares por barril, antes de fechar a 67,23 dólares o barril, queda de 0,32 dólar ante o fechamento da quarta-feira.

    Os futuros do petróleo dos EUA, ou WTI, fecharam a 58,61 dólares por barril, alta de 0,35 dólar.

    Ambos os valores de referência registraram rali na quarta-feira, com dados do governo norte-americano mostrando uma surpreende queda no estoque e uma estimativa menor que a esperada para o crescimento de produção dos EUA.

    Em seu relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo reduziu a perspectiva para a demanda por seu produto neste ano, prevendo um forte crescimento na oferta de petróleo por não membros.

    Os sinais baixistas do panorama de demanda pela Opep e a crescente produção foram compensados pela aparente decisão da organização de estender seus cortes de fornecimento, acordo de membros e produtores aliados que ajudou na alta dos preços do petróleo de mais de 20 por cento neste ano.

    Novas preocupações quanto à economia mundial prejudicaram os preços do produto.

    Em relação às negociações comerciais com a China, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira que os EUA estão indo bem, mas que não pode dizer se um acordo final será alcançado.

    (Reportagem adicional de Noah Browning e Henning Gloystein)

    0

    0

    13

    2 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. fecha

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.