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    NOTÍCIAS SOBRE fevereiro

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    Atividade econômica do Brasil tem em fevereiro maior contração em 9 meses, indica BC

    SÃO PAULO (Reuters) - O ritmo fraco da economia brasileira estendeu-se para fevereiro com a maior contração em nove meses, segundo dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, ampliando as projeções de uma queda no primeiro trimestre e corroborando as preocupações com as perspectivas de crescimento do país.

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,73 por cento em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado pelo BC.

    O resultado mensal foi o segundo negativo após recuo de 0,31 por cento em janeiro, em dado revisado pelo BC depois de divulgar contração de 0,41 por cento. E é também a pior leitura para o indicador desde a queda de 3,1 por cento vista em maio de 2018.

    'Indicadores de atividade econômica conhecidos até o momento seguem sugerindo uma leve queda de 0,1 pro cento do PIB no primeiro trimestre deste ano', afirmou o Bradesco em nota.

    Na comparação com fevereiro de 2018, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,49 por cento e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,21 por cento, segundo números observados.

    Em fevereiro, a produção industrial do Brasil mostrou alguma recuperação ao avançar 0,7 por cento sobre o mês anterior, devolvendo as perdas vistas em janeiro.

    Entretanto, as vendas no varejo ficaram estáveis no mês, com as compras voltadas para o Carnaval compensando perdas em supermercados e combustíveis. E o volume de serviços recuou 0,4 por cento em fevereiro, na segunda queda seguida.

    O cenário permanece sendo de lentidão da economia e mercado de trabalho fraco, com cerca de 13 milhões de desempregados no país, ainda que a inflação e taxa de juros baixas proporcionem alguma expectativa de melhora do consumo.

    As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa para a atividade neste ano é de crescimento de 1,95 por cento, indo a 2,58 por cento em 2020.

    Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de expansão da economia brasileira em 2019 a 2,1 por cento, citando a necessidade de cortes de gastos com funcionalismo público e da reforma da Previdência para conter as crescentes despesas.

    (Por Camila Moreira)

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    Vendas para Carnaval compensam perdas e varejo do Brasil fica estável em fevereiro

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas varejistas no Brasil ficaram estáveis em fevereiro na comparação com o mês anterior, com as compras voltadas para o Carnaval compensando perdas em supermercados e combustíveis, em um ambiente de fraqueza econômica.

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, as vendas apresentaram crescimento de 3,9 por cento, sétima taxa positiva seguida, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    O setor de varejo segue acompanhando o quadro de recuperação lenta e gradual da economia brasileira, sem conseguir deslanchar em meio a uma taxa de desemprego ainda elevada. O resultado, entretanto, foi mais fraco do que o da indústria, que em fevereiro mostrou alguma recuperação.

    'O que salvou foram as compras para o Carnaval. O desempenho do comércio reflete uma economia lenta, que cresce pouco e com um mercado de trabalho com milhões de desempregados e com muitos trabalhadores informais', explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Segundo o IBGE, entre as atividades pesquisadas no varejo, quatro apresentaram contração e quatro avançaram. Entre as perdas ficaram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7 por cento); Combustíveis e lubrificantes (-0,9 por cento); Móveis e eletrodomésticos (-0,3 por cento); e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0 por cento).

    Já os ganhos se concentraram em Tecidos, vestuário e calçados (4,4 por cento); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0 por cento); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2 por cento) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1 por cento).

    'Se não fosse o efeito positivo do Carnaval, o comércio poderia ser até negativo. As vendas de roupas, fantasias e artigos carnavalescos aumentaram em Tecidos, Vestuário e Calçados e no grupo de Outros artigos de uso pessoal, que inclui as grandes lojas de departamento', completou Isabella.

    No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve recuo de 0,8 por cento nas vendas, com quedas de 0,9 por cento em Veículos, motos, partes e peças e de 0,3 por cento em Material de construção, após ambos os setores registrarem alta em janeiro.

    A pesquisa Focus do Banco Central vem apresentado recorrentes reduções na expectativa para o crescimento econômico neste ano, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada agora em 1,97 por cento em 2019, indo a 2,70 por cento em 2020.

    (Edição de Pedro Fonseca)

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    Indústria cresce em fevereiro, mas setor extrativo tem maior queda em 17 anos por Brumadinho

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção industrial mostrou alguma recuperação em fevereiro impulsionada por Bens de Capital e indicando melhora do investimento, ao devolver as perdas do mês anterior, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale.

    A produção industrial teve alta de 0,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

    O resultado elimina a queda de 0,7 por cento em janeiro, em dado revisado de recuo de 0,8 por cento divulgado antes.

    Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 2,0 por cento, interrompendo três meses seguidos de perdas.

    Em fevereiro, entre as categorias econômicas, o destaque coube a Bens de Capital, uma medida de investimento, que teve avanço de 4,6 por cento na produção impulsionada pela produção de caminhões.

    Bens de Consumo Duráveis também teve forte alta de 3,7 por cento em fevereiro sobre o mês anterior, com o setor de automóveis ajudando o resultado, segundo o IBGE.

    Já a produção de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis registrou crescimento de 0,7 por cento, enquanto a de Bens Intermediários encolheu 0,8 por cento no mês.

    Entre os 26 ramos pesquisados, 16 apresentaram ganhos, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (6,7 por cento), produtos alimentícios (3,2 por cento) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3 por cento).

    'A alta bem disseminada na produção de fevereiro ainda guarda uma relação com o efeito-calendário, já que em 2019 o mês teve dois dias úteis a mais do que fevereiro de 2018, com o feriado de Carnaval em março', explicou em nota o gerente da pesquisa, André Macedo.

    Entretanto, as indústrias extrativas sofreram a maior queda da série iniciada em 2002, com contração de 14,8 por cento, devido principalmente à produção de minérios de ferro. Segundo o IBGE, esse resultado é reflexo dos efeitos do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho (MG), que deixou mais de 300 mortos.

    De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa dos economistas para a indústria neste ano é de uma expansão de 2,50 por cento, acelerando a 3,00 por cento em 2020.

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    Taxa de desemprego sobe a 12,4% e Brasil volta a ter mais de 13 mi de desempregados

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil voltou ao patamar de meados do ano passado ao subir para 12,4 por cento no trimestre encerrado em fevereiro, e o país voltou a ter mais de 13 milhões de desempregados, com dispensas das vagas temporárias de fim de ano e aumento da procura por vagas.

    A taxa de desemprego já havia subido a 12 por cento no trimestre até janeiro, o que representa um segundo aumento seguido.

    Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que esse resultado é o mais alto desde o trimestre encerrado em junho do ano passado, quando a taxa também foi de 12,4 por cento.

    'Houve uma dispensa forte de temporários, e isso aumentou a desocupação em fevereiro. Foram dispensados profissionais contratados para as festas de fim de ano e muitos funcionários das áreas da saúde e educação nas prefeituras. São movimentos sazonais e esperados', disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

    'Precisamos que a economia reaja para esperar uma evolução da taxa', acrescentou.

    O país registrou no trimestre até fevereiro 13,098 milhões de desempregados, contra 12,669 milhões entre novembro e janeiro e 13,121 milhões no mesmo período de 2018.

    A última vez que o número de desempregados ficou na casa dos 13 milhões foi nos três meses encerrados em maio de 2018.

    Já o contingente de pessoas ocupadas caiu a 92,127 milhões nos três meses até fevereiro, contra 92,547 milhões no trimestre até janeiro, aproximando-se do patamar de 91 milhões em que ficou pela última vez em julho de 2018.

    O número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, atingiu 4,855 milhões, de 4,716 milhões no trimestre até janeiro.

    O IBGE informou ainda que o emprego com carteira assinada no setor privado teve alta nos três meses até fevereiro com 33,027 milhões de pessoas, de 32,916 milhões no trimestre até janeiro, mas registrando queda de 0,3 por cento sobre o mesmo período de 2018.

    Por outro lado, 11,128 milhões de pessoas não tinham carteira assinada no setor privado entre dezembro e fevereiro, aumento de 3,4 por cento sobre o mesmo trimestre do ano anterior.

    Ainda nos três meses até fevereiro, o rendimento médio do trabalhador foi de 2.285 reais, contra 2.277 reais no trimestre até janeiro e 2.268 reais no mesmo período de 2018.

    Apesar dos dados fracos do IBGE que destacam a dificuldade recuperação do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia apontou criação líquida de 173.139 vagas formais de emprego em fevereiro.

    Mas Azeredo ponderou que a taxa de desemprego de março deve voltar a subir, uma vez que sairá da conta o mês de dezembro, que foi positivo para o mercado de trabalho.

    'O quanto vai subir depende do comportamento da economia', disse ele.

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    IPCA acelera alta em fevereiro a 0,43% sob peso de mensalidades escolares

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Os preços de Educação pressionaram em fevereiro em um movimento sazonal e a inflação oficial do Brasil acelerou a alta no mês, mas ainda assim o cenário é de preços benignos neste ano com a alta em 12 meses abaixo do centro da meta do governo.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu em fevereiro 0,43 por cento, após 0,32 por cento no primeiro mês do ano.

    O resultado foi o mais elevado desde outubro (+0,45 por cento) e o mais forte para o mês em três anos.

    Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, em 12 meses, o IPCA registrou avanço de 3,89 por cento, de 3,78 por cento em janeiro.

    Apesar do avanço, o índice permanece abaixo do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    'A alta do IPCA de fevereiro já era esperada dada a força do grupo Educação, que sempre sobe em meses de fevereiro. É algo que já estava na conta', disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

    Educação acelerou a alta em fevereiro a 3,53 por cento, de 0,12 por cento no mês anterior. O avanço reflete os reajustes realizados no início do ano letivo, pressionado principalmente pela alta de 4,58 por cento nas mensalidades dos cursos regulares, maior impacto individual sobre o IPCA do mês (0,15 ponto percentual).

    Ainda assim, a taxa de variação de Educação foi a mais fraca para um mês de fevereiro desde 2008 (3,47 por cento), devido à fraqueza do cenário inflacionário mas também da demanda.

    'As mensalidades carregam normalmente a inflação anterior, mas tem o fator demanda também. Muitas escolas particulares estão segurando os aumentos para reter os alunos, já que em anos anteriores houve uma fuga para escolas públicas', completou Gonçalves.

    Alimentação e Bebidas, por outro lado, desacelerou a alta em fevereiro a 0,78 por cento, de 0,90 por cento antes, mas ainda assim exerceu o maior impacto no IPCA devido a seu peso.

    'O movimento de aceleração de janeiro para fevereiro foi liderado pelo grupo Educação, embora o impacto dos alimentos tenha sido maior. Como o peso é maior dos alimentos, eles tiveram uma participação maior na taxa final', explicou Gonçalves.

    Também mostrou alívio a inflação de serviços, que foi de 0,39 por cento em fevereiro após alta de 0,50 por cento em janeiro. Com isso, em 12 meses, serviços desacelerou a alta a 3,35 por cento, menor patamar desde novembro (3,32 por cento).

    As perspectivas para a inflação em 2019, mesmo com a pressão maior no início do ano, permanecem confortáveis, com um ritmo moderado de crescimento econômico e a lenta recuperação do mercado de trabalho no Brasil contendo altas mais contundentes de preços.

    A pesquisa Focus mais recente do Banco Central realizada junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa para este ano é de uma inflação de 3,87 por cento, indo a 4,00 por cento em 2020.

    O BC vem indicando que só a lenta atividade econômica e a inflação bem comportada não são suficientes para abrir espaço para eventual queda da taxa básica de juros, estacionada há quase um ano na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano.

    O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já sinalizou que deve manter a atual postura do BC na condução da política monetária ao pontuar que cautela, serenidade e perseverança são valores que devem ser preservados.

    Veja detalhes na variação mensal (%):

    Grupo Janeiro Fevereiro

    Índice Geral +0,32 +0,43

    Alimentação e Bebidas +0,90 +0,78

    Habitação +0,24 +0,38

    Artigos de Residência +0,32 +0,20

    Vestuário -1,15 -0,33

    Transportes +0,02 -0,34

    Saúde e Cuidados Pessoais +0,26 +0,49

    Despesas Pessoais +0,61 +0,18

    Educação +0,12 +3,53

    Comunicação +0,04 0,00

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    Queda do indicador antecedente de emprego no Brasil em fevereiro indica recuperação lenta, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em fevereiro, sinalizando que a recuperação do mercado de trabalho continuará lenta, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Em fevereiro, o IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,8 ponto e foi a 99,3 pontos, depois de ter avançado um total de 10,3 pontos nos três meses anteriores.

    'A queda do IAEmp em fevereiro não parece significar uma reversão da tendência de alta. A calibragem nas expectativas de contratação sugere apenas que a recuperação do mercado de trabalho continuará ocorrendo de forma lenta e gradual', explicou o economista da FGV/Ibre Rodolpho Tobler em nota.

    Já o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, teve queda de 2,4 pontos em fevereiro, a 92,1 pontos.

    O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

    'Embora o indicador ainda se encontre em patamar elevado, a queda do ICD em fevereiro sinaliza uma evolução favorável da taxa de desemprego neste início de ano', completou Tobler. 'Uma recuperação sólida do ICD só deve ocorrer depois de sinais mais robustos de melhora do nível de atividade e redução dos níveis de incerteza.'

    No trimestre até janeiro, a taxa de desemprego do Brasil subiu a 12,0 por cento, contra 11,6 por cento nos três meses até dezembro, em um movimento sazonal de dispensa após o fim do ano, segundo dados do IBGE.

    (Por Camila Moreira)

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    Educação pressiona e IPCA-15 sobe 0,34% em fevereiro, ainda abaixo da meta em 12 meses

    Por Camila Moreira

    SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial brasileira acelerou a alta em fevereiro em um movimento sazonal alimentando pelos preços de Educação, porém permanece em 12 meses abaixo do centro da meta do governo, dando conforto ao Banco Central para manter os juros no atual nível.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,34 por cento em fevereiro, contra avanço de 0,30 por cento em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    O resultado repete o de fevereiro de 2000 e representa a menor taxa para meses de fevereiro desde o início do Plano Real em 1994.

    Em 12 meses, o IPCA-15 passou a acumular alta de 3,73 por cento, de 3,77 por cento no mês anterior, indo ainda mais abaixo da meta oficial de inflação do governo para 2019 --4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    O IBGE destacou em fevereiro a influência do grupo Educação, que exerceu o maior impacto depois de os preços passarem a subir 3,52 por cento, de 0,31 por cento em janeiro.

    O movimento se deu devido aos reajustes praticados no início do ano letivo, principalmente a alta de 4,60 por cento nas mensalidades dos cursos regulares), item que teve o maior impacto individual no índice do mês.

    Alimentação e bebidas, que tem forte peso sobre os bolsos dos consumidores, desacelerou a alta em fevereiro a 0,64 por cento, de 0,87 por cento no mês anterior, influenciado pela alimentação no domicílio.

    Na outra ponta, os grupos Transportes e Vestuário apresentaram deflação em fevereiro, respectivamente de 0,46 e 0,92 por cento.

    Ainda que a tendência seja de pressão maior no início do ano principalmente por efeitos sazonais, as perspectivas para a inflação em 2019 permanecem ancoradas, com a pesquisa Focus mais recente mostrando que a expectativa do mercado é de uma alta do IPCA em 2019 de 3,87 por cento.[nL1N20D075]

    Na semana passada, o BC reiterou que a assimetria em seu balanço de riscos para a inflação persiste, apesar de menos intensa, e assim segue firme em sua postura de cautela quanto à condução da política monetária.

    Depois de manter a taxa básica de juros Selic no seu piso histórico de 6,5 por cento, a autoridade monetária buscou manter fechada a porta para eventual queda dos juros básicos, a despeito do ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

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    Assimetria dos riscos é menos intensa, mas cautela é melhor forma de atuar quanto aos juros, diz BC

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central reiterou que a assimetria em seu balanço de riscos para a inflação persiste, apesar de menos intensa, razão pela qual segue firme em sua postura cautelosa quanto à condução da política monetária, mostrou ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

    Após reiterar que houve arrefecimento dos riscos inflacionários, especialmente quanto ao cenário externo, o BC destacou que 'os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos' -- cenário que impede que considere uma diminuição da Selic.

    'Os membros do Comitê debateram a melhor forma de atuação da política monetária diante de incertezas quanto aos cenários econômicos. Concluíram que a melhor forma de manter a trajetória da inflação em direção às metas é atuar com cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis', disse o BC.

    Na semana passada, o BC manteve a taxa de juros no seu piso histórico de 6,5 por cento, conforme amplamente esperado pelo mercado, e destacou a continuidade da assimetria apesar do quadro mais benigno para a inflação. Com isso, manteve a porta fechada para eventual queda dos juros básicos, a despeito do ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

    O comportamento inflacionário favorável vinha fomentando a discussão entre economistas sobre a possibilidade de o BC ser mais estimulativo, diminuindo os juros para ajudar a atividade anêmica.

    A inflação oficial brasileira acelerou a alta em janeiro devido à pressão dos preços de alimentos, mas ficou em 3,78 por cento no acumulado em 12 meses, abaixo da meta oficial de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    A autoridade monetária, contudo, afastou a possibilidade por ora, atendo-se ao discurso que vem adotando desde dezembro ao lançar mão da expressão de 'cautela, serenidade e perseverança' duas vezes na ata.

    Sobre a economia brasileira, os membros do Copom inclusive debataram evidências de 'algum arrefecimento da atividade no quarto trimestre de 2018' na comparação com os três meses anteriores. Mesmo assim, avaliaram que a economia segue se comportando segundo o cenário básico do Copom, de recuperação gradual.

    Para o BC, uma aceleração do ritmo de retomada dependerá da diminuição de incertezas quanto à aprovação das reformas na economia, especialmente as de natureza fiscal. A reforma da Previdência, que é vista pelo mercado como a principal delas, ainda não foi formalmente apresentada pelo governo ao Congresso Nacional.

    Em outra frente, o BC também chamou a atenção para a importância de iniciativas para aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios.

    Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, a ata mantém o cenário base do BC, propício a uma política monetária que estimule a economia nesse momento, mas ciente dos fatores que podem pressionar a inflação para cima.

    'Significa que os 6,5 por cento (para a Selic) estão adequados, mas não tem espaço para cortes, o que vai depender, claro, da evolução da conjuntura nos próximos meses', disse ele, que prevê a manutenção da taxa básica de juros neste patamar ao longo de todo o ano de 2019.

    CENÁRIO EXTERNO

    Na ata, o BC deu mais detalhes sobre sua avaliação da cena externa. Em relação aos Estados Unidos, ponderou que o risco de desaceleração econômica relevante parece ter afetado a curva de juros e o mercado acionário no país nos últimos meses do ano passado. Mas ressaltou que há ainda outro cenário para os EUA, que pressupõe a manutenção do vigor econômico.

    'Esses dois cenários têm implicações opostas para o rumo da política monetária do Fed (banco central norte-americano). Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram', disse.

    De outro lado, a autoridade monetária apontou que os riscos associados a uma desaceleração da economia global se intensificaram diante da atividade com menor fôlego em 'algumas economias relevantes'. Ao quadro, somam-se incertezas associadas ao comércio internacional e ao Brexit, apontou o BC.

    De qualquer forma, o BC defendeu que a economia brasileira tem capacidade de absorver eventual revés no cenário internacional em função da 'situação robusta' do seu balanço de pagamentos, da perspectiva de recuperação econômica e do ambiente de expectativas de inflação ancoradas.

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    BC mantém Selic em 6,5%, vê melhora em riscos inflacionários, mas não abre porta para cortar juros

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central manteve nesta quarta-feira a taxa de juros no seu piso histórico, de 6,5 por cento, e indicou que o quadro para a inflação ficou mais benigno, embora siga vendo assimetria no seu balanço de riscos.

    Com isso, manteve o tom de cautela sobre o que fará à frente, sem abrir a porta para eventual diminuição da Selic em meio ao ambiente de inflação comportada e atividade econômica sem grande vigor.

    Nas palavras do BC, houve 'arrefecimento dos riscos inflacionários', especialmente quanto à cena global, desde o última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em dezembro.

    'O cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos. Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit', informou o BC no comunicado da decisão.

    Ainda assim, o BC destacou que a assimetria persiste no seu balanço de riscos, com maior peso relacionado aos fatores que podem pressionar a inflação para cima: eventual frustração sobre a continuidade das reformas econômicas no Brasil e deterioração do cenário externo para economias emergentes.

    Em pesquisa Reuters, todos os 28 economistas entrevistados pela Reuters já esperavam que o BC mantivesse sua taxa básica de juros inalterada pela sétima reunião consecutiva.

    Por isso, as atenções estavam voltadas para as novidades na comunicação do BC, já que a lenta recuperação da economia, num quadro de inflação controlada e expectativas ancoradas, tem aberto o debate sobre o quão estimulativo o BC está sendo --e poderia ser-- para impulsar a atividade.

    Nesta quarta-feira, a autoridade monetária reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

    Também repetiu que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, sendo que a avaliação do que fará à frente continuará pautada por 'cautela, serenidade e perseverança'.

    Expectativas positivas em relação à reforma da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio das contas públicas, têm ajudado o movimento do real contra o dólar, movimento que limita os preços de importados e sua pressão sobre a inflação.

    Na semana passada, o BC norte-americano também adotou um tom cauteloso em função das incertezas ligadas à economia dos Estados Unidos, sugerindo que fará uma pausa em seu ciclo de alta de juros, ou até mesmo afrouxará a política monetária se a economia assim o exigir.

    Como juros mais altos têm potencial de atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira, a posição mais comedida do Fed ajudou a embalar os mercados emergentes.

    Tudo posto, agentes do mercado passaram a ver a Selic estacionada por mais tempo no atual patamar. Uma minoria passou ainda a aventar eventual diminuição dos juros.

    'No todo, a mensagem trazida por este comunicado reforça a perspectiva de estabilidade de juros no cenário atual: seria preciso que uma evolução pior da atividade, ou melhor das reformas/cenário externo, alterasse seu balanço de riscos e eliminasse a assimetria, para trazer a discussão de nova queda de juros à mesa', afirmou a Rosenberg Associados em nota a clientes. 'Por ora, este não é nosso cenário base, razão pela qual mantemos a expectativa de Selic estável ao longo do ano.'

    Dos 22 economistas que responderam à Reuters sobre a tendência dos juros para o resto do ano, 12 disseram esperar a manutenção da atual taxa, oito afirmaram acreditar em juros mais altos e dois apostaram em juros mais baixos, numa visão mais 'dovish' do que a que vinha sendo apontada até então.

    Em dezembro, nenhum dos economistas consultados pela Reuters previa corte da Selic neste ano e ampla maioria apostava num início de aperto monetário neste ano.

    Na mais recente pesquisa Focus, feita pelo BC junto a uma centena de economistas, o mercado também revisou para baixo a projeção para a taxa básica de juros e passou a considerar que não haverá mudanças neste ano. Antes, a visão era que a Selic encerraria 2019 em 7 por cento.

    Considerando justamente as premissas da última pesquisa Focus para os juros e para o câmbio, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,9 por cento, mesmo patamar visto no Relatório Trimestral de Inflação, de dezembro. Para 2020, a estimativa subiu agora a 3,8 por cento, contra 3,6 por cento anteriormente.

    Na prática isso quer dizer que, mesmo sem considerar uma alta dos juros neste ano, o IPCA, pelos cálculos do BC, deve seguir abaixo da meta neste ano e no próximo.

    O centro da meta oficial de inflação de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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    Reforma da Previdência usará PEC de Temer e será apresentada na 2ª semana de fevereiro

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta sexta-feira que está definido pelo governo Jair Bolsonaro que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do ex-presidente Michel Temer para mudanças previdenciárias, que já está na Câmara dos Deputados, será usada na reforma da Previdência em elaboração.

    Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Marinho sinalizou que o governo deve apresentar uma emenda ao texto que está na Câmara com as mudanças acordadas pelo governo Bolsonaro.

    O secretário afirmou que a reforma da Previdência deverá ser apresentada ao Congresso na segunda semana de fevereiro, quando o governo então abrirá a discussão sobre os termos do texto com a sociedade e com a imprensa.

    Questionado se Bolsonaro receberá a formatação final da proposta até domingo, antes da viagem dele a Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial, como havia sinalizado o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o secretário respondeu que o presidente está recebendo as linhas gerais do projeto e indicou que o texto segue sob construção.

    'Nós estamos falando que Bolsonaro está recebendo as linhas gerais do projeto. Está sendo submetido a ele e ele vai dizer esse é o caminho, aquele é o caminho. Agora é bom dizer que seria difícil se mostrar uma reforma que deve ter dezenas de artigos e todas essas particularidades sem que haja justamente a definição do rumo que nós estamos seguindo', disse Marinho.

    Segundo o secretário, o grupo responsável pela formulação da proposta segue trabalhando com cenários, fazendo cálculos atuariais e consultando outras pessoas. Ele disse que o grupo está 'bem adiantado' na tarefa.

    MILITARES

    O secretário não quis precisar se os militares também farão parte da reforma proposta pelo governo Bolsonaro, que é oriundo da área. Ele destacou que os militares têm sua 'especificidade' e que eles não tem um regime previdenciário.

    'Se eles vão entrar nesse esforço ou não, não posso afirmar a vocês', disse ele, na entrevista na qual falou também sobre a medida provisória editada pelo governo Bolsonaro para combater fraudes nos pagamentos de benefícios do INSS.

    (Reportagem de Marcela Ayres, Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)

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