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    ANÁLISE-Bolsa brasileira interessa a estrangeiro, mas governo precisa mostrar serviço

    Por Paula Arend Laier

    SÃO PAULO (Reuters) - Uma famosa citação do bilionário Warren Buffett, de que é muito melhor comprar uma empresa maravilhosa por um preço justo do que uma empresa justa por um preço maravilhoso, pode ajudar a explicar o comportamento de investidores estrangeiros em relação às ações brasileiras neste começo de ano.

    A bolsa brasileira começou 2019 com o Ibovespa renovando máximas históricas, mas o capital externo, que responde por quase metade das operações de compra e venda e será essencial para a continuidade do rali, ainda se mostra hesitante, aparentemente aguardando um quadro mais claro sobre o avanço de reformas no país, mesmo que isso tenha um preço.

    O presidente Jair Bolsonaro tomou posse em 1º de janeiro e sua equipe adotou um discurso liberal para a economia, prometendo principalmente medidas fiscais, o que agradou o mercado de forma geral, mas em particular fundos locais, que têm sido determinantes para o rali nos últimos dias.

    Índice de referência do mercado acionário do Brasil, o Ibovespa renovou seis vezes a máxima histórica desde o começo do ano, acumulando nas duas primeiras semanas alta de 6,7 por cento até a quinta-feira.

    As operações de investidores estrangeiros no segmento Bovespa, contudo, mostram saída líquida de 1,1 bilhão de reais no acumulado do ano até 9 de janeiro, mas sem uma tendência única durante os pregões, conforme dados da B3. Em 2018, o resultado ficou negativo no ano em 11,5 bilhões de reais.

    Números da EPFR Global por sua vez, que consideram também alocação em fundos de ações brasileiras no exterior, recibos de ações em bolsas externas e ETFs (fundo de índices negociado em bolsa), mostram saldo líquido positivo de 410 milhões de dólares no acumulado do ano.

    Neste ambiente, Daniel Gewehr, chefe de estratégia em renda variável para América Latina no Santander Brasil em São Paulo, está na expectativa de evento do banco no próximo mês em Cancún, no México, que prevê a participação de cerca de 300 investidores internacionais, para reexaminar o sentimento dos investidores sobre o Brasil.

    No final do ano passado, ele se encontrou com cerca de 50 gestores nos Estados Unidos, que demonstraram cautela com o Brasil, preferindo esperar algo de concreto no novo governo, principalmente em relação à reforma da Previdência.

    'Eles não esperam necessariamente a aprovação dessa reforma no curto prazo, mas um 'momentum' de execução positivo, que poderia vir com a aprovação da revisão do contrato de cessão onerosa, racionalização de ativos estatais ou até da proposta de independência do Banco Central, e que culminaria na aprovação da reforma da Previdência', disse Gewehr.

    Investidores veem a mudança no regime atual de Previdência do país como crucial para a melhora da situação fiscal brasileira, a fim de estabilizar o comportamento da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que alcançava 77 por cento em novembro, o dado mais recente disponível.

    Uma melhora nessa quadro teria efeito de queda na curva longa de juros do país, que é vista como uma das principais métricas para o investimento em ações.

    Para Jorge Mariscal, diretor de investimentos em mercados emergentes da UBS Wealth Management, em Nova York, a bolsa brasileira foi um dos melhores do mercado no ano passado e muito otimismo foi precificado, então reduzir alguma exposição é algo prudente a se fazer.

    Ele, contudo, afirma esperar um retorno do fluxo de recursos para as ações brasileiras se a reforma da Previdência for aprovada. 'Há alguns obstáculos políticos para aprovar uma reforma previdenciária, mas a dinâmica positiva está aumentando', afirmou.

    Em meados de novembro, estrategistas do BTG Pactual estimaram uma entrada potencial de 251 bilhões de reais em ações brasileiras se as alocações dos fundos globais e daqueles voltados para mercados emergentes globais (GEM, na sigla em inglês) voltassem ao patamar de outubro de 2014.

    O gestor Pablo Riveroll, chefe de renda variável para América Latina na Schroders, em Londres, afirma que está 'overweight' em Brasil e que tem comprado Brasil nos últimos meses.

    'O Brasil é um dos mercados mais atraentes em relação ao restante dos mercados emergentes; tem uma recuperação doméstica cíclica que é relativamente independente do crescimento global e achamos que os preços (valuations) ainda são atraentes apesar do bom desempenho do mercado', afirmou.

    Das 66 ações que compõem o Ibovespa, cerca de nove apenas apresentam desempenho negativo no acumulado do ano até esta sexta-feira.

    Chris Dhanraj, chefe de estratégia de investimentos em iShares nos EUA da BlackRock, em Nova York, afirma que o crescimento acelerado e o excesso de capacidade produtiva do Brasil são uma combinação poderosa para a expansão dos lucros, com analistas estimando uma alta de 20 por cento em 2019.

    'Investidores também esperam mais retornos do Brasil se o presidente Bolsonaro puder implementar mais reformas econômicas, que incluem privatizações, previdência social, tributária e liberalização do comércio.

    Para o operador Alexandre Soares, da filial brasileira da norte-americana BGC Partners, apesar do fluxo via ETFs, os estrangeiros podem estar com uma postura um pouco 'São Tomé', de precisar ver para crer, e assim aumentar de forma relevante a exposição a ações brasileiras.

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    Fluxo cambial tem pior resultado do ano em novembro com remessas ao exterior

    SÃO PAULO (Reuters) - O forte volume de saída de recursos para o exterior acabou levando o fluxo cambial a fechar novembro no vermelho, depois de um breve suspiro em outubro, e no pior resultado de 2018, mostram dados do Banco Central.

    O resultado do mês passado foi negativo em 6,614 bilhões de dólares, o que reduziu o acumulado do ano para um superávit de 11,761 bilhões. Em outubro, a conta havia sido positiva em 334 milhões de dólares.

    O forte saldo negativo em novembro é o pior resultado mensal desde dezembro do ano passado, quando o fluxo ficou negativo em 9,331 bilhões de dólares, segundo dados do BC.

    No final do ano, é normal haver fluxo de saída de recursos, já que muitas empresas remetem lucros e dividendos para suas matrizes no exterior.

    Isso acabou fazendo com que o dólar, que havia tido forte queda ante o real em outubro por causa da euforia do mercado com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, acumulasse valorização de 3,58 por cento em novembro e voltasse para o patamar de 3,85 reais.

    No mês passado, a conta financeira --por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros--, ficou negativa em 12,987 bilhões de dólares, resultado de 44,824 bilhões de dólares em compras de 57,810 bilhões de dólares em vendas.

    A conta comercial, por sua vez, aliviou o resultado, ao mostrar superávit de 6,373 bilhões de dólares no mês passado, resultado de exportações de 21,581 bilhões de dólares menos importações de 15,208 bilhões de dólares.

    (Por Claudia Violante)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Apesar de força de Bolsonaro, mercado aposta em ingresso firme de recursos apenas depois de 2º turno e reformas

    Apesar de força de Bolsonaro, mercado aposta em ingresso firme de recursos apenas depois de 2º turno e reformas

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - A possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) ganhar as eleições presidenciais no segundo turno não deve ser, por si só, motivo suficiente para um retorno forte de fluxo de recursos para o Brasil, avaliaram especialistas ouvidos pela Reuters.

    Bolsonaro, com 46,03 por cento dos votos no primeiro turno segundo o boletim mais recente da Justiça eleitoral, diz que adotará reformas estruturais e cortes de gastos públicos, como desejado pelo mercado, mas investidores ainda mantém a cautela sobre o quanto dessa agenda liberal defendida pelo economista do candidato, Paulo Guedes, efetivamente sairá do papel.

    Durante o segundo turno, o Brasil 'deve atrair pontualmente recursos”, disse Silvio Campos Neto, analista da consultoria Tendências.

    “Um volume mais consistente, mais consolidado, apenas com o término do processo eleitoral e com a indicação de que o vencedor (no caso de Bolsonaro) vai rezar essa cartilha que está sendo apontada.'

    Com 99,99 por cento das seções eleitorais apuradas, o petista Fernando Haddad aparecia com 29,28 por cento do total de votos válidos, uma distância do primeiro colocado que fez disparar o otimismo nos mercados nesta quarta-feira, não apenas pela distância do petista para o primeiro colocado, como também pela sinalização de uma base de apoio parlamentar com números importantes para Bolsonaro.

    O candidato do PSL impulsionou também a bancada de seu partido na Câmara, que chegou a 51 cadeiras, a segunda maior, atrás apenas do PT, com 57 vagas, segundo previsão da XP, um dado importante diante da necessidade de aprovação de leis e mudanças constitucionais, como a reforma da Previdência.

    Esse resultado animou os negócios nesta segunda-feira, uma vez que investidores 'adotaram' Bolsonaro após o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) não decolar na campanha por entenderem que Paulo Guedes dava respaldo liberalista visto como necessário para fazer a economia crescer, com reformas, enxugamento do tamanho do estado e ajuste fiscal.

    CENÁRIO PARA A B3

    Nesta segunda-feira, as primeiras reações ao resultado do primeiro turno foi de forte queda do dólar ante o real e dos juros futuros, além de alta firme do Ibovespa, um alívio bem-vindo na visão do economista e sócio NGO Corretora, Sidnei Nehme.

    'Podemos ver mais entrada de fluxo, sobretudo para a bolsa, que está muito defasada em dólar...Mas é preciso ir com cuidado. Os problemas do Brasil continuam sem solução e precisamos implementá-las', disse.

    Estrategistas do BTG Pactual, por exemplo, estimam o Ibovespa em 105 mil pontos no caso de vitória de Bolsonaro, sem citar prazos, enquanto o Santander Brasil considera esse patamar factível de ser atingido no final de 2019 dada a melhora do balanço de riscos do Brasil.

    Desta forma, a perspectiva é de que haja um fluxo pontual de recursos, que deve se tornar mais firme se o desfecho do quadro eleitoral se confirmar de acordo com o que deseja o mercado e os problemas do País forem endereçados.

    O avanço do Ibovespa, que subia mais de 4 por cento no meio da tarde, com a alta de papéis de empresas de controle estatal e analistas apostando que o índice da bolsa de São Paulo tem potencial de valorização ainda maior.

    FATOR EXTERNO

    Dados do Banco Central mostram que em setembro o fluxo cambial ficou negativo em 6,138 bilhões de dólares, segundo mês seguido deficitário, já que em agosto 4,250 bilhões de dólares deixaram o país.

    'A questão eleitoral aqui com menor otimismo lá fora fez com que o investidor desse uma desanimada e culminasse no fluxo negativo', citou Campos Neto.

    A alta dos juros em curso nos Estados Unidos e um ambiente de guerra comercial deixaram o mercado externo mais adverso, sobretudo aos emergentes, uma vez que a China, um forte comprador de commodities, é um dos principais países a ter embate com os norte-americanos.

    Esse movimento, somado às três altas de juros já neste ano e a perspectiva de pelo menos outras cinco até o início de 2020 mostram um ambiente menos favorável ao risco e, consequentemente, a emergentes como o Brasil.

    'De todo o modo, vejo um dólar justo para o Brasil ao redor de 3,70-3,75 reais, considerando os fundamentos do país', destacou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado, para quem um ambiente mais tranquilo na seara política poderia levar a moeda a voltar a orbitar em cima dos fundamentos.

    (Edição de Iuri Dantas)

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