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    Liderada por Mbappé, França pode manter domínio do futebol mundial por anos

    Por Mark Gleeson

    MOSCOU (Reuters) - Quando o jovem Kylian Mbappé marcou o quarto gol da França na final da Copa do Mundo contra a Croácia, muitos passaram a acreditar que o atacante francês pode seguir o caminho das seleções brasileiras dominantes lideradas por Pelé.

    Aos 19 anos, Mbappé se tornou apenas o segundo jogador de menos de 20 anos a fazer gols em uma decisão de Mundial, depois de Pelé, quando uma seleção francesa repleta de jovens talentos superou uma Croácia resistente com um placar de 4 x 2 e conquistou o maior troféu do futebol pela segunda vez na história, 20 anos após seu primeiro triunfo.

    Pelé o fez aos 17 anos de idade em 1958, iniciando um período de predominância que levou o Brasil a conquistar três títulos de Copa do Mundo em um intervalo de 12 anos (1958, 1962 e 1970), que culminou com uma vitória incontestável sobre a Itália na final da Copa de 1970.

    Embora se compare cada vez mais Mbappé a Pelé, o parisiense ainda tem muito a fazer antes de chegar sequer perto de rivalizar com as conquistas do brasileiro.

    Mas o precoce Mbappé pode ser um dos pilares de uma seleção francesa com potencial para dominar o futebol mundial da maneira que Pelé e seus colegas de equipe fizeram entre o final dos anos 1950 e 1970.

    Ao lado de Antoine Griezmann, eleito o melhor da partida na final de domingo em Moscou, no ataque, Paul Pogba na sala de máquinas do meio-campo e os imponentes Samuel Umtiti e Raphael Varane na defesa, a França tem uma fundação firme para se desenvolver.

    O elenco que enviou à Rússia tem uma idade média de 26 anos e uma abundância de jogadores de alto nível, mas a maneira como o time administrou o torneio com inteligência e firmeza dá ainda mais motivos para ser otimista em relação ao futuro.

    Os franceses foram eficientes, calculistas e inteligentes, e mandaram na maioria das partidas sem dar grandes mostras de virtuosismo.

    Em todos os sete jogos que disputou, a seleção teve uma média de 48 por cento de posse de bola.

    Taticamente ela soube se adaptar ao longo do torneio e mostrar flexibilidade -- a marca registrada de um elenco bem-sucedido.

    Suas chances de manter uma sequência de vitórias também aumentam com o fato de o técnico Didier Deschamps, muito popular com seus jogadores, continuar no cargo por no mínimo mais dois anos.

    Ele tem contrato até a Euro 2020, mas, com tanto potencial para aproveitar, certamente ficará tentado a se manter no emprego além disso.

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    Comemorações por Copa do Mundo animam a França; parada da vitória será na Champs Élysées

    Por Luke Baker

    PARIS (Reuters) - Jornais e emissoras de TV da França comemoraram nesta segunda-feira a vitória da seleção francesa na Copa do Mundo, enquanto funcionários de limpeza trabalhavam contra o relógio para arrumar a cidade após uma noite de comemorações em Paris e em preparação para uma parada de vitória na Champs Élysées.

    'Nosso dia de glória está aqui', disse o Le Figaro, em referência a trecho do hino nacional francês.

    'História feita', escreveu o jornal esportivo L'Équipe, enquanto a publicação Les Echos optou pelo mais direto 'Campeões do Mundo'.

    Fotos dos astros Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Paul Pogba, assim como registros do time segurando e beijando o troféu, dominaram a cobertura.

    A vitória criou um senso de união nacional, com comentaristas valorizando o fato de que a seleção, a segunda mais jovem no torneio, incluía muitos jogadores com ascendência africana, mesmo que todos, com exceção de dois, tenham nascido na França.

    Quando o país ganhou sua primeira Copa do Mundo em 1998, com Zinedine Zidane como estrela, muitos se referiam à seleção como 'Black-Blanc-Beur' (Negro-Branco-Árabe), um apelido devido à diversidade étnica de sua composição.

    Mas, este ano, alguns tentaram rejeitar a frase, vendo nela um sentido de segregação, mesmo se a intenção original fosse positiva.

    'Nós não estamos em 1998', disse Mounir Mahjoubi, secretário de Estado para questões digitais, cujos pais emigraram do Marrocos. 'Nós não estamos mais celebrando 'Black-Blanc-Beur', estamos celebrando a irmandade', disse sobre a seleção atual.

    Após o apito final de domingo, milhões de torcedores franceses foram às ruas, com milhares se reunindo ao longo da Champs Élysées na capital francesa. Mas, durante a noite, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar multidões na avenida, depois que confrontos com um pequeno grupo de torcedores ameaçou estragar as comemorações.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia ANÁLISE-Jovem seleção da França brilha e promete ainda mais para o futuro

    ANÁLISE-Jovem seleção da França brilha e promete ainda mais para o futuro

    Por Simon Evans

    MOSCOU (Reuters) - Enérgica, disciplinada e decisiva, a França conquistou o título da Copa do Mundo, neste domingo, com uma vitória por 4 x 2 sobre a Croácia que deixou uma sensação de que o incrível e jovem time do técnico Didier Deschamps pode fazer muito mais no futuro.

    Com o talento de Kylian Mbappé, de apenas 19 anos, e o segundo elenco mais jovem do torneio, o triunfo pode ser apenas o começo de uma era memorável para o futebol francês.

    Deschamps foi criticado por ser pragmático demais, até mesmo enfadonho, dois anos atrás, quando a França perdeu para Portugal na final da Eurocopa de 2016, em Paris, mas seus detratores agora estão silenciados. 

    Enquanto ele continua sendo um treinador que se concentra em criar uma sólida estrutura organizacional, desta vez ele acrescentou truques com a velocidade e habilidade de Mbappé, a inteligência de Antoine Griezmann e a presença física e a movimentação de Olivier Giroud. 

    Esta não é a França de 1984, campeã europeia com a criatividade dos gênios Michel Platini e Jean Tigana, e é um time menos expressivo do que o que conquistou a Copa do Mundo de 1998 com o brilhantismo de Zinedine Zidane. 

    É, no entanto, um time moderno, com jogadores jovens e técnicos, uma identidade distinta e nenhum ponto fraco óbvio.

    “Não fizemos um grande jogo, mas mostramos muita qualidade mental. E marcamos quatro gols. Eles (os jogadores) mereceram vencer”, disse Deschamps -- e é difícil discordar. 

    O triunfo é, de fato, merecido. Simplesmente não houve nenhum time melhor do que a França no torneio.

    Após ter liderado o seu grupo na primeira fase, a equipe revelou seu dom pelo contra-ataque com Mbappé na vitória por 4 x 3 sobre a Argentina nas oitavas de final, mas as partidas que realmente mostraram seu caráter foram as quartas de final e a semifinal, administradas com excelência, contra Uruguai e uma excelente Bélgica, respectivamente. 

    LONGO CAMINHO

    A França não esteve no seu melhor na final, com a Croácia dominando a posse de bola por longos trechos e a defesa sofrendo em alguns momentos contra o jogo direto e veloz de Ivan Perisic. 

    Foi um gol contra e um pênalti marcado depois da revisão do árbitro de vídeo que colocaram o time de Deschamps em vantagem, mas, uma vez que Paul Pogba marcou o terceiro, e Mbappé acrescentou o quarto, o título estava muito próximo. 

    De maneira impressionante, a França venceu a final sem uma grande contribuição de N’Golo Kanté, a âncora defensiva e o melhor protetor da defesa, que formou uma excelente parceria com Pogba no centro do gramado. 

    Kanté recebeu cartão amarelo aos 27 minutos e não estava em um dia normal, mas a força e a profundidade do elenco de Deschamps foi evidente, quando entrou o confiável Steven N’Zonzi no lugar do volante, aos 10 minutos do segundo tempo. 

    Com N’Zonzi dominando o setor, a França ficou ainda mais forte e seus últimos dois gols saíram depois da mudança. 

    Como fez ao longo do torneio, Pogba jogou com muita disciplina tática em um papel mais defensivo, mas ainda conseguiu aparecer no campo de ataque para fazer 3 x 1. 

    Mas o jogador que captura a imaginação desta equipe é sem dúvida Mbappé, cuja incrível velocidade às vezes mascara seu excelente toque da bola e habilidade. 

    Com a experiência, sua tomada de decisão melhorará com o passar dos anos, e ele deve se tornar uma ameaça ainda maior na Eurocopa de 2020. 

    A equipe relativamente jovem da França não melhorará obrigatoriamente, e eles terão que mostrar a mesma quantidade de fome e desejo que a Croácia demonstrou ao longo do torneio. 

    Mas é difícil não sentir que o time de Deschamps tem outra marcha disponível, e é capaz de algo realmente especial, se for necessário. 

    Argentina e Croácia exigiram bastante da França, e ambas acabaram concedendo quatro gols.

    Isso é, realmente, algo reservado apenas aos campeões.

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    Após França vencer a Copa, sorte de Macron pode ganhar força

    PARIS (Reuters) - Parece que Emmanuel Macron teve sorte novamente. O surpreendente triunfo da França sobre a Croácia neste domingo por 4 a 2 na final da Copa do Mundo, marcou uma onda de otimismo nacional e é o tipo de notícia que a maioria dos presidentes sonha.

    Depois de 14 meses no poder, as taxas de Macron em pesquisas caíram de forma constante, para apenas 40 por cento. Apesar de supervisionar uma série de reformas econômicas e sociais, o ex-banqueiro de investimentos de 40 anos ganhou o rótulo de presidente dos ricos de muitos críticos de esquerda, e a marca continua.

    Controvérsias recentes sobre gastos com louça oficial, uma piscina construída em um retiro presidencial e críticas sobre os custos do bem-estar reforçaram a imagem de um líder fora de contato com o povo.

    Mas assim como ele aproveitou uma extraordinária série de sorte durante a campanha presidencial de 2017, quando seu mais forte rival conservador teve que se retirar após um escândalo de corrupção, a sorte de Macron pode estar voltando.

    Em Moscou para assistir a final com sua esposa Brigitte, Macron foi superado pela vitória, em pé no campo debaixo de chuva para abraçar cada um dos jogadores e depois beijar o troféu da Copa do Mundo.

    Em 1998, a popularidade do então presidente Jacques Chirac disparou para o efeito Copa do Mundo , um salto de 18 pontos, de acordo com pesquisas do Ifop.

    Analistas políticos dizem que um impulso de algum tipo não está fora de questão para Macron, em casa e no exterior.

    Está longe de ser verdade de que o que aconteceu em 1998 será reproduzido da mesma forma agora , disse à Reuters o pesquisador Gael Sliman, da Odoxa. (Mas) pode-se muito bem ver 5, 6, 10 pontos de ganhos de popularidade .

    Também pode ter impacto significativo sobre a moral econômica francesa, a confiança das pessoas no futuro, seu otimismo em geral, inclusive no que diz respeito ao comportamento do consumidor , acrescentou.

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    França vence Croácia por 4 x 2 na final e conquista 2º título mundial

    Por Mitch Phillips

    MOSCOU (Reuters) - A França conquistou a Copa do Mundo pela segunda vez em sua história com uma vitória por 4 x 2 sobre a Croácia na final deste domingo em Moscou, encerrando o sonho dos croatas de conquistarem seu primeiro título, em uma das decisões mais movimentadas e animadas em décadas.

    A França foi para o intervalo vencendo por 2 x 1, com um gol contra de Mario Mandzukic e um pênalti convertido por Antoine Griezmann, após intervenção do árbitro de vídeo. Ivan Perisic chegou a empatar o placar brevemente para a Croácia, estreante em finais. 

    Gols em curto intervalo de tempo de Paul Pogba e Kylian Mbappé na metade do segundo tempo colocaram a França próxima do título, mas Mandzukic ganhou um gol de presente do goleiro francês Hugo Lloris para dar início a nervosos 20 minutos finais.

    A França, no entanto, resistiu a uma corajosa Croácia para levantar o troféu pela segunda vez, depois do sucesso em casa no Mundial de 1998, e garantir que o fim da história não fosse o mesmo de dois anos atrás, quando foi derrotada na final da Eurocopa por Portugal.

    A vitória significa que Didier Deschamps, capitão da equipe de 1998, se torna o terceiro homem a vencer a Copa do Mundo como jogador e como técnico, depois do brasileiro Mário Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer.

    Essa foi a final com mais gols desde a vitória da Inglaterra sobre a Alemanha Ocidental por 4 x 2, na prorrogação, em 1966, e a que mais teve bolas na rede no tempo normal desde que o Brasil derrotou a Suécia por 5 x 2, 60 anos atrás.

    GOL CONTRA E VAR

    A Croácia começou cheia de energia, mas saiu atrás quando Mandzukic, que garantiu a vitória na prorrogação contra a Inglaterra na semifinal, tornou-se o primeiro homem a fazer um gol contra em uma final de Copa do Mundo. Uma falta cobrada por Griezmann desviou na cabeça do atacante, aos 18 minutos, e se transformou no 12º gol contra do torneio na Rússia -- um recorde.

    Foi a quarta vez seguida no mata-mata que a Croácia saiu atrás no placar, mas Perisic, que marcou o gol de empate contra a Inglaterra, igualou o marcador novamente 10 minutos depois, mandando um chute cruzado, depois de Sime Vrsaljko desviar de cabeça uma cobrança de falta de Luka Modric para a área.

    Mas foi a vez de Perisic ir de herói a vilão quando bloqueou uma bola com o braço dentro da área. Depois de checar o vídeo, o árbitro argentino Nestor Pitana concedeu o 28º pênalti do torneio, outro recorde, e Griezmann converteu, aos 38 minutos, para marcar seu quarto gol na Copa da Rússia.

    Esse foi o primeiro tempo com mais gols desde 1974, quando a Alemanha Ocidental fez 2 x 1 contra a Holanda -- que acabou sendo o placar final daquela partida. 

    Foi um golpe duro para a Croácia, que havia sido responsável pela maioria das ações no primeiro tempo e estava no campo de ataque também depois do intervalo, continuando a vencer os duelos individuais pelo ar, ganhando as divididas e mostrando uma variação de jogadas. 

    Mas a defesa francesa, tão impressionante no torneio, segurou a pressão e a equipe fez 3 x 1, por volta dos 15 minutos do segundo tempo, quando Mbappé e Griezmann trocaram passes e prepararam para chute de Pogba da entrada da área. O arremate de perna direita foi bloqueado pela zaga, mas o segundo, de esquerda, balançou as redes.

    Depois de três partidas seguidas de mata-mata com prorrogação, as chances de outra recuperação da Croácia foram pequenas e pareceram mortas e enterradas, seis minutos depois. Lucas Hernández subiu pela esquerda e passou para Mbappé, que soltou um chute rasteiro, para também fazer o seu quarto gol no torneio. 

    Um erro terrível de Lloris reviveu a Croácia, quando o goleiro francês tentou driblar Mandzukic, mas encontrou o pé do atacante que mandou a bola para as redes desprotegidas.

    A Croácia, derrotada pela França nas semifinais da primeira Copa do Mundo que disputou, em 1998, continuou a pressionar, mas a energia havia desaparecido, e a França, com segurança, segurou a vitória.

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    Africanos adotam seleção francesa com um sentimento familiar

    Por Mark Gleeson

    MOSCOU (Reuters) - O interesse direto da África na Copa do Mundo terminou de forma decepcionante na fase de grupos na Rússia, mas com a França tendo 14 jogadores com raízes no continente, há poucas dúvidas sobre qual lado africanos irão torcer na final de domingo.

    O progresso da França até o jogo decisivo em Moscou contra a Croácia manteve vivo o interesse para a África, com a diversificada e multicultural seleção francesa não só representando a heterogeneidade do país, mas também uma diáspora africana que é um berço de talentos no futebol.

    “A diversidade da seleção é a imagem deste belo país que é a França”, disse na sexta-feira o meia Blaise Matuidi, nascido em Toulouse, filho de pai angolano e mãe congolesa.

    “Para nós, é incrível. Nós estamos orgulhosos em representar esta bela camisa e eu acho que as pessoas também estão orgulhosas de ter uma seleção assim”.

    Não só comunidades imigrantes fornecem um número significativo de jogadores para seleções na Europa, mas nações africanas também se beneficiam, sendo capazes de aumentar seus talentos ao escalar assiduamente jogadores que saíram do continente.

    Frequentemente há uma batalha de sentimentos, conforme autoridades do futebol africano travam disputas com federações europeias pela lealdade de um jogador nascido na Europa mas com raízes africanas e consideram muitos dos que irão jogar a final de domingo como talentos que escaparam por suas mãos.

    Os irmãos gêmeos mais velhos de Paul Pogba jogam pela Guiné, mas o meia da França, nascido nos subúrbios de Paris, tinha somente 20 anos quando a França o convocou pela primeira vez, assim, amarrando-o à sua causa. A Fifa permite que um jogador mude sua fidelidade internacional somente antes de ter jogado uma partida internacional competitiva pela seleção principal.

    Camarões enviou o famoso atacante Roger Milla para tentar persuadir Samuel Umtiti a jogar pelo país. Ele nasceu em Iaundé, mas se mudou para França ainda pequeno e jogou nas seleções de base da França.

        O goleiro reserva Steve Mandanda é outro membro da seleção francesa nascido na África e tem um irmão que é goleiro da República Democrática do Congo.

    O restante da seleção com ligações com a África é nascido na França, mas filhos de pais da Argélia, Angola, Congo, Mali, Mauritânia, Marrocos, Nigéria, Senegal e Togo.

    Ligações íntimas entre o futebol francês e africano vão até 80 anos atrás. O senegalês Raoul Diagne jogou na Copa do Mundo de 1938 e mais tarde se tornou membro da Assembleia francesa, assim como o primeiro técnico do Senegal independente.

        Just Fontaine, cujos 13 gols na Copa de 1958 permanecem um recorde na Copa do Mundo, veio do Marrocos. Zinedine Zidane, para muitos o maior jogador francês de todos os tempos, nasceu em Marselha, filho de pais argelinos.

    Ele foi o herói da seleção francesa vitoriosa na Copa do Mundo há 20 anos, cujo sucesso foi saudado como uma poderosa e inspiradora rejeição ao racismo na sociedade francesa.

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    Atitude de Griezmann sugere França tranquila antes de final da Copa contra Croácia

    Por Mark Gleeson

    MOSCOU (Reuters) - Se a atitude tranquila de Antoine Griezmann for parâmetro, a França não está nem um pouco intimidada com a perspectiva de disputar a final da Copa do Mundo e está com ânimo elevado antes da partida de domingo contra a Croácia.

    O atacante estava cheio de confiança nesta sexta-feira durante entrevista coletiva na base de treino da seleção perto de Moscou, fazendo piadas e provocando repórteres.

    Nós perdemos quando eu fui o artilheiro da Eurocopa de 2016 , disse, então, desta vez, eu tentei marcar menos gols pra ver se isso nos ajudava a ganhar .

    Eu tentei administrar meu jogo, quando segurar a bola, quando acelerar. Se eu marcar, melhor ainda, mas eu sou um jogador que pensa antes de tudo no time , acrescentou.

    Griezmann interrompeu um repórter que pediu uma resposta à crítica do goleiro belga, Thibaut Courtois, que acusou os franceses de jogarem um futebol feio em sua semifinal na terça-feira.

    Não, não, não... Eu não me importo com isso. Eu quero a estrela (no uniforme). Como nós jogamos para ganhar o jogo eu não me importo. Thibaut Courtois precisa parar (com suas críticas). O time dele, Chelsea, joga como o Barcelona? .

    Sobre as táticas para a final de domingo no estádio Luzhniki, Griezmann sugeriu que o técnico Didier Deschamps está elaborando planos específicos.

    Cabe ao técnico escolher as táticas, mas há (Luka) Modric e também (Ivan) Rakitic para considerar. Esses são dois jogadores muito fortes tecnicamente que são essenciais para a Croácia. O jogo deles passa por eles, e eu acho que o técnico tem algo na manga .

    (Reportagem de Mark Gleeson)

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    França vence Bélgica com gol de Umtiti e vai à final da Copa do Mundo

    Por Simon Evans

    SÃO PETERSBURGO (Reuters) - A França derrotou a Bélgica por 1 x 0 nesta terça-feira e garantiu vaga na final da Copa do Mundo contra Inglaterra ou Croácia, graças a um gol do zagueiro Samuel Umtiti, de cabeça, aos 6 minutos do segundo tempo.

    Numa semifinal emocionante e altamente tática, Umtiti subiu alto na primeira trave para cabecear um escanteio cobrado por Antoine Griezmann, superando o goleiro Thibaut Courtois. Foi o suficiente para levar a França à final na busca por seu segundo troféu após o título em casa em 1998.

    A Bélgica, que disputou sua segunda semifinal de Copa do Mundo depois de jogar em 1986, pressionou e chegou perto de marcar em um cabeceio de Marouane Fellaini aos 20 do segundo tempo e em uma série de outras chances.

    Mas eles não conseguiram chegar ao empate, apesar de terem marcado 14 vezes em seus cinco jogos anteriores no Mundial, incluindo dois gols no duelo de quartas de final contra o Brasil.

    Depois de abrir o placar, a França mostrou seu lado defensivo para anular a ameaça dos belgas Eden Hazard e Kevin de Bruyne, assegurando uma vitória que a levou à sua segunda grande final consecutiva, após a derrota para Portugal na Eurocopa de 2016.

    Havia expectativa de que os franceses precisassem aumentar seu nível de qualidade para passar pelos belgas e eles fizeram exatamente isso.

    Mas o fator preocupante para qualquer que seja o adversário da final é que a França ainda tem o que mostrar.

    Deschamps, treinador da Euro 2016 e capitão da seleção campeã mundial de 1998, sugeriu isso.

    Mostramos caráter e a mentalidade certa, foi muito difícil para nós hoje. Trabalhamos duro defensivamente. Tivemos de tirar um pouco mais de vantagem nos contra-ataques, mas parabéns aos meus jogadores e à minha comissão. Me sinto muito orgulhoso do meu grupo , disse Deschamps.

    O técnico da seleção belga, Roberto Martínez, ficou frustrado por sua equipe ter tomado um gol de bola parada, um resultado familiar neste torneio.

    Infelizmente para nós a diferença foi uma situação de bola parada. O jogo estava muito próximo, muito equilibrado e seria decidido por um pouco de sorte na frente do gol , afirmou ele.

    CONTROLE BELGA NO INÍCIO

    A Bélgica assumiu o controle do meio-campo no início do confronto, com a França satisfeita em ficar na defesa e sem a ameaça dos contra-ataques de Hazard e De Bruyne.

    Mas não foi uma abordagem puramente negativa da França, pois os franceses ofereceram perigo ao rival, perfeitamente ilustrado quando Paul Pogba passou para Kylian Mbappé correr na direção do gol e o goleiro Courtois mostrou que estava alerta.

    A primeira grande chance aconteceu aos 16 minutos, quando De Bruyne tocou para Hazard, cujo chute passou perto do gol de Hugo Lloris.

    Hazard foi perigoso novamente momentos depois, quando ele cortou da esquerda e teve o chute desviado por Raphaël Varane.

    Foi um primeiro tempo eletrizante e tudo o que faltava era um gol, que acabou saindo logo após o intervalo.

    Em escanteio de Griezmann, Umtiti superou Marouane Fellaini no alto e mandou para o gol de cabeça para colocar a França na decisão da Copa do Mundo da Rússia.

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    Rivalidade nacional se aprofunda antes de semifinal da Copa entre França e Bélgica

    Por Luke Baker e Julia Echikson

    PARIS/BRUXELAS (Reuters) - Será um confronto entre Asterix e Tintin . Les Bleus (Os Azuis) contra Les Diables Rouges (Os Diabos Vermelhos). França contra Bélgica. Nesta terça-feira, os dois países se enfrentam em uma semifinal da Copa do Mundo, em um jogo com grande dose de rivalidade nacional.

    Na França, lojas esportivas rapidamente esgotaram o estoque de camisas da seleção nesta terça-feira, à medida que torcedores se preparavam para a partida que será disputada em São Petersburgo. Na Bélgica, torcedores dos Diables Rouges pegaram voos de última hora para a Rússia.

    Bares, cafés e restaurantes em Paris e Bruxelas estão se preparando para uma noite de rivalidade.

    Sempre houve um grau de tensão amigável entre os dois países, com a França considerando a Bélgica, e sua região francófona de Valônia, como um primo pobre, enquanto os belgas muitas vezes veem a França como arrogante.

    Mas essas tensões, que se estendem de comidas e quadrinhos (você prefere o francês Asterix ou o belga Tintin ?) à pronúncia do idioma, serão elevadas ao máximo quando suas seleções se enfrentarem em campo esta terça-feira.

    Piorando a rivalidade, Thierry Henry, um herói do futebol francês que ajudou o país a conquistar a Copa do Mundo de 1998, é agora assistente da seleção belga e ficará no banco de reservas do time. Nas redes sociais, Henry tem sido criticado por muitos torcedores franceses como um traidor .

    Seu coração estará dividido , disse o capitão e goleiro da seleção francesa, Hugo Lloris, a mídia local na segunda-feira. Ele é acima de tudo francês. Mas amanhã, como um profissional, ele irá canalizar toda a sua paixão no time belga .

    Alguns dos jogadores belgas cresceram jogando na França e há membros das duas seleções que jogam nos mesmos times, mas se enfrentarão hoje. Além disso, todos eles falam, ou pelo menos entendem, a mesma língua.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia França vence Uruguai por 2 x 0 com destaque para Griezmann e avança para semifinal

    França vence Uruguai por 2 x 0 com destaque para Griezmann e avança para semifinal

    Por Mark Gleeson

    NIZHNY NOVGOROD, Rússia (Reuters) - Um gol de cabeça de Raphael Varane e uma falha do goleiro uruguaio Fernando Muslera em chute de Antoine Griezmann deram à França uma vitória de 2 x 0 sobre o Uruguai na primeira partida das quartas de final da Copa do Mundo, nesta sexta-feira, garantindo vaga entre os quatro melhores do Mundial.

    Com a vitória, os franceses aguardam o vencedor da partida Brasil x Bélgica para conhecer seu adversário nas semifinais.

    Pesou para o Uruguai o desfalque do atacante Edinson Cavani, que não pôde jogar devido a uma lesão muscular na panturrilha, sendo substituído por Cristhian Stuani. A ausência de Cavani foi duramente sentida pelos uruguaios, que não tiveram uma boa produção ofensiva.

    A partida que vinha relativamente sem ameaças de ambas as partes ganhou vida aos 40 minutos do primeiro tempo, quando Varane antecipou-se à marcação e desviou de cabeça para o fundo da rede após cruzamento de Griezmann para a área em cobrança de falta.

    Minutos depois, o goleiro francês Hugo Lloris fez uma excelente defesa que garantiu a vantagem de sua equipe ao salvar uma cabeçada firme de Martin Cáceres, e Diego Godín ainda desperdiçou excelente oportunidade no rebote.

    Ao contrário de seu colega francês, o goleiro uruguaio Muslera deu de presente o segundo gol aos franceses, aos 16 minutos, da etapa final.

    Griezmann tentou chute de longe que foi na direção de Muslera, mas o goleiro não conseguiu segurar a bola e a viu entrar em seu próprio gol.

    Brasil e Bélgica se enfrentam mais tarde nesta sexta-feira para decidir o adversário da França, enquanto a outra semifinal será disputada entre os vencedores de Inglaterra x Suécia e Rússia x Croácia.

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