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    Macron reforma ministério em busca de acabar com meses de turbulência na França

    Por Michel Rose e Richard Lough

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, reformulou o ministério nesta terça-feira, nomeando o líder do partido governista para o cargo delicado de ministro do Interior e mantendo um equilíbrio entre direita e esquerda ao montar uma base ampla para disputar as eleições europeias de 2019.

    O objetivo imediato de Macron é fortalecer o governo na esteira de uma série de renúncias que puseram sua autoridade em xeque. Ele também quer injetar sangue novo em sua agenda de reformas sociais e econômicas e reverter uma queda de popularidade.

    Esperava-se que o líder francês anunciasse a reformulação na semana passada, mas Macron a adiou com a justificativa de que queria garantir as decisões certas, algo que seus oponentes disseram despertar dúvidas sobre a experiência de seu partido.

    Um assessor de Macron disse que não vai haver mudança de direcionamento das políticas. 'Temos, ao mesmo tempo, nomes novos com reputação em suas áreas de especialidade, que fortalecerão a eficiência do governo, e outros que têm um perfil mais abrangente', disse.

    Macron e seu primeiro-ministro, Édouard Philippe, vinham estudando a reforma ministerial há duas semanas, na sequência da renúncia do ministro do Interior, Gérard Collomb, um dos primeiros apoiadores de Macron. A saída de Collomb se seguiu à de dois outros ministros poucas semanas antes.

    A nomeação de Christophe Castaner para o cargo acabou sendo o único acréscimo de um nome de peso.

    O ministro das Finanças, Bruno Le Maire, que liderou a iniciativa de reforma da zona do euro de Macron, e o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, foram mantidos.

    Mas outros cargos de menor destaque enfatizam as ambições de Macron de fortificar a base ampla de seu partido A República em Marcha, agora que ele se prepara para se defrontar com a extrema-direita francesa nas eleições europeias de maio.

    Didier Guillaume, uma ex-liderança do Partido Socialista, assume o Ministério da Agricultura. Franck Riester, parlamentar pertencente a um grupo que rompeu com o partido de centro-direita Republicanos depois que Macron abalou os partidos tradicionais no ano passado, chefiará a pasta da Cultura.

    A popularidade de Macron recuou nos últimos meses, em resultado do aumento da frustração do eleitorado com um líder que muitos veem como arrogante e responsável por políticas que favorecem os mais abastados, como a rejeição de um imposto sobre a riqueza e um corte de impostos corporativos.

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    França investiga paradeiro de chefe da Interpol após mulher relatar desaparecimento

    PARIS (Reuters) - A polícia francesa abriu uma investigação sobre o paradeiro do presidente da Interpol, Meng Hongwei, depois de sua mulher dizer que ele está desaparecido desde que viajou à China, seu país natal, na semana passada.

    A mulher de Hongwei entrou em contato com a polícia em Lyon, cidade francesa onde fica a sede da agência de colaboração internacional de polícia, após não ter notícias de seu marido desde que ele foi para a China no dia 29 de setembro, informaram fontes policiais.

    Ligações para a porta-voz da Interpol não foram respondidas de imediato.

    A principal função da Interpol é fornecer um mecanismo para que forças policiais de diferentes países informem umas às outras sobre suspeitos procurados.

    Meng ocupou diversos cargos importantes na China, incluindo o de vice-ministro de Segurança Pública.

    Ele foi nomeado presidente da Interpol em 2016 e, na época, grupos de direitos humanos expressaram preocupação de que Pequim poderia tentar usar sua posição na organização para perseguir dissidentes no exterior.

    Há muito tempo Pequim tenta conseguir o apoio de outros países para prender e deportar de volta à China cidadãos que acusa de crimes como corrupção e terrorismo.

    A Reuters não foi imediatamente capaz de contactar o Ministério de Segurança Pública da China para comentar.

    (Reportagem da Redação de Paris e de Catherine Lagrange, em Lyon)

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    França confisca ativos iranianos em resposta a tentativa de ataque em Paris

    Por Simon Carraud e Richard Lough

    PARIS (Reuters) - A França confiscou ativos de propriedade dos serviços de inteligência do Irã e de dois iranianos em resposta a uma tentativa de ataque a um comício de um grupo de oposição iraniano exilado ocorrido nas redondezas de Paris em junho, informou o governo francês nesta terça-feira.

    A França havia alertado Teerã a esperar uma resposta robusta depois que um diplomata iraniano foi preso na Alemanha suspeito de envolvimento com um plano para detonar bombas durante uma reunião do Conselho Nacional de Resistência do Irã, com sede em Paris.

    Rudy Giuliani, advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diversos ex-ministros europeus e árabes estavam presentes no evento realizado em Villepinte.

    'Uma tentativa de ataque em Villepinte foi frustrada no dia 30 de junho. Um incidente de tamanha gravidade em nosso território nacional não poderia passar impune', disseram em comunicado conjunto os ministérios de Relações Exteriores, do Interior e da Economia da França.

    Um porta-voz da embaixada iraniana em Paris não respondeu de imediato a um pedido de comentário, e não houve uma reação de imediato de Teerã à medida tomada pela França.

    Os bens apreendidos eram de dois iranianos identificados como Assadollah Asadi e Saeid Hashemi Moghadam, segundo o comunicado. Uma unidade dos serviços de inteligência do Irã também foi afetada.

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    Macron diz que Brexit não pode dividir UE e critica isolacionismo de Trump

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira que preservar a unidade da União Europeia é mais importante do que estabelecer um relacionamento estreito com o Reino Unido após o Brexit, e criticou o que chamou de isolacionismo 'agressivo' do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Macron, que se encontrou com a primeira-ministra britânica, Theresa May, para conversar sobre a saída britânica da UE durante as férias de verão na Europa, disse que deseja fechar um acordo para o Brexit até o final do ano, e não deu sinais de que romperá com as outras capitais do bloco.

    'A França quer manter um relacionamento forte e especial com Londres, mas não se o preço for o desmantelamento da União Europeia', disse ele em uma reunião de embaixadores franceses.

    O Brexit, disse Macron, 'é uma escolha soberana, que precisamos respeitar, mas não pode vir à custa da integridade da União Europeia'.

    Em um discurso de uma hora e meia no qual delineou suas prioridades diplomáticas para o próximo ano, Macron não apresentou grandes mudanças de diretriz, mas falou com ênfase sobre o que rotulou como a 'crise do multilateralismo' e a necessidade de tornar a Europa mais 'soberana'.

    O líder francês conclamou o continente a ser 'uma potência comercial e econômica' que defenda seus interesses estratégicos e sua independência financeira com ferramentas que possam conter sanções dos EUA.

    'O multilateralismo está passando por uma grande crise que colide com toda a nossa atividade diplomática, acima de tudo por causa das políticas dos EUA', disse.

    'O parceiro com o qual a Europa construiu a nova ordem pós-Guerra Mundial parece estar dando as costas a esta história compartilhada'.

    Em seu primeiro ano Macron apostou em relacionamentos com líderes difíceis, como Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, e pareceu engajado na arena mundial, mas muitas vezes sem tomar posição e tentando ser conciliador sem incomodar ninguém.

    Essa abordagem foi testada depois que Trump rompeu com Macron e outros aliados retirando seu país de um acordo climático global, adotou sanções contra o Irã e impôs tarifas ao aço e ao alumínio da UE.

    Na Síria, apesar dos ataques franceses, Macron tem tido pouca influência sobre Putin.

    Enquanto isso, as operações de forças francesas para combater um levante islâmico na África Ocidental, iniciadas pelo antecessor de Macron, François Hollande, e transformadas por ele em uma prioridade, vêm tendo dificuldades para expulsar jihadistas do Mali e de países vizinhos.

    (Por Michel Rose, Richard Lough e Brian Love)

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    Macron ordena reformulação na Presidência francesa após escândalo envolvendo guarda-costas

    Por Sophie Louet e Matthias Blamont

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, ordenou uma reformulação em seu gabinete depois de admitir falhas na maneira como a Presidência tratou de um escândalo com seu principal guarda-costas, filmado espancando um manifestante no feriado de 1º de Maio, disse uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

    O guarda-costas, Alexandre Benalla, passou a ser investigado no domingo em um caso que provocou uma tempestade política e as piores críticas que Macron enfrentou desde que tomou posse 14 meses atrás.

    Na semana passada o jornal Le Monde divulgou um vídeo que mostrou Benalla nos protestos de 1º de maio em Paris com um capacete de tropa de choque e insígnias da polícia fora do horário de trabalho.

    Na filmagem, Benalla é visto arrastando uma mulher para longe de um protesto e mais tarde espancando um manifestante. Nesta sexta-feira a mídia francesa divulgou um segundo vídeo que mostra Benalla usando força contra uma mulher.

    Macron demitiu Benalla, o chefe de sua equipe de segurança pessoal, na sexta-feira, mas foi questionado por não ter agido antes. Inicialmente Benalla foi suspenso por 15 dias antes de poder voltar ao trabalho.

    Macron se reuniu com vários membros de seu governo no domingo para debater o caso, disse a fonte.

    'O presidente disse que o comportamento de Alexandre Benalla no 1º de maio foi inaceitável, chocante e que ele não pode permitir a ideia de que alguém de seu entorno pode estar acima da lei', afirmou a fonte.

    Foi o primeiro relato a respeito de comentários de Macron sobre o caso.

    Reconhecendo uma série de lapsos no Palácio do Eliseu desde o feriado em questão, Macron pediu ao secretário-geral da Presidência, Alexis Kohler, para trabalhar em uma reorganização de seu gabinete pessoal para evitar que isso volte a acontecer, disse a fonte.

    Parlamentares iniciaram um inquérito sobre o incidente, a leniência da punição inicial de Benalla e a omissão das autoridades por não denunciá-lo imediatamente ao Judiciário.

    Críticos de Macron disseram que o incidente reforçou a percepção de um presidente desconectado da realidade na esteira de polêmicas ligadas a gastos do governo com peças de louça oficial, uma piscina em um retiro presidencial e comentários ásperos de Macron a respeito dos custos da assistência social.

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    Macron demite guarda-costas filmado espancando manifestante

    Por Jean-Baptiste Vey e Michel Rose

    PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, demitiu o chefe de sua equipe de segurança pessoal nesta sexta-feira, mas enfrentou críticas por não ter agido antes, depois da divulgação de um vídeo que mostra o guarda-costas se passando por policial e espancando um manifestante fora do horário de trabalho em maio.

    Inicialmente Alexandre Benalla recebeu uma suspensão de 15 dias por causa do incidente, ocorrido quando ele compareceu aos protestos de 1º de maio com um capacete de tropa de choque e insígnias da polícia.

    Fontes judiciais disseram à Reuters que o guarda-costas --que poucos dias atrás foi visto em público ajudando a organizar a segurança para as comemorações do retorno da seleção de futebol campeã do mundo-- está detido pela polícia no momento.

    Parlamentares iniciaram um inquérito sobre o incidente, a leniência da punição inicial de Benalla e a omissão das autoridades por não denunciá-lo imediatamente ao Judiciário.

    Na filmagem, divulgada na quarta-feira pelo jornal Le Monde, Benalla é visto arrastando uma mulher para longe de um protesto e mais tarde espancando um manifestante. Nesta sexta-feira a mídia francesa divulgou um segundo vídeo que mostra Benalla usando força contra uma mulher.

    O gabinete de Macron refutou as acusações de que só reagiu porque os vídeos de quase três meses atrás vieram a público, dizendo que agora se tomou a decisão de demitir Benalla porque o guarda-costas obteve um documento de forma indevida enquanto tentava se defender das acusações.

    'Novos fatos que poderiam constituir um delito de Alexandre Benalla foram levados ao conhecimento do presidente', disse um funcionário do palácio presidencial à Reuters. 'Como resultado... a Presidência decidiu iniciar o processo de demissão de Alexandre Benalla.'

    Mas críticos de Macron classificaram sua reação lenta ao incidente como mais um sinal de que ele está desconectado da realidade.

    O caso vem na esteira de polêmicas ligadas a gastos do governo com peças de louça oficial, uma piscina em um retiro presidencial e comentários ásperos de Macron a respeito dos custos da assistência social.

    Partidos da oposição repudiaram a maneira como a Presidência tratou do caso, exigindo saber por que o incidente não foi encaminhado prontamente às autoridades judiciais. Depois de horas de debate na câmara baixa na quinta-feira, parlamentares concordaram em iniciar um inquérito sobre o caso.

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    França reage a apresentador de TV que disse que 'África venceu a Copa do Mundo'

    PARIS (Reuters) - O apresentador sul-africano de um programa de televisão popular Trevor Noah discutiu pela internet com o embaixador francês nos Estados Unidos depois de brincar dizendo que a África, não a França, venceu a Copa do Mundo da Rússia.

    A vitória da seleção francesa multicultural diante da Croácia na final de domingo em Moscou repercutiu em todo o mundo, sendo comemorada na França e em outros locais como um triunfo da diversidade, mas incitando ofensas racistas em alguns lugares.

    'A África venceu a Copa do Mundo', disse o comediante Noah, apresentador do The Daily Show, em um segmento da atração de fim de noite nesta semana. 'Entendo, eles têm que dizer que foi o time francês. Mas olhem esses caras. Você não consegue esse bronzeado passeando no sul da França, meus amigos'.

    Entre os 23 jogadores franceses no Mundial, 15 têm ascendência africana, de Camarões ao Congo e Mali, mas só dois deles nasceram na África e se mudaram para a França quando ainda eram crianças de colo.

    O comentário de Noah provocou reações raivosas na França, onde políticos de extrema-direita vêm criticando a seleção há tempos por ter muitos negros, e uma repreensão do embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud.

    'Ao chamá-los de time africano, parece que você está negando seu caráter francês. Isso, mesmo de brincadeira, legitima a ideologia que afirma a brancura como a única definição de francês', escreveu Araud em uma carta publicada na conta de Twitter da embaixada francesa.

    Na noite de quarta-feira, Noah respondeu ao diplomata.

    'Quando digo 'africano' não estou dizendo-o para privá-los de seu caráter francês, estou dizendo-o para incluí-los em minha africanidade', afirmou, depois de ler a carta no programa.

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    Liderada por Mbappé, França pode manter domínio do futebol mundial por anos

    Por Mark Gleeson

    MOSCOU (Reuters) - Quando o jovem Kylian Mbappé marcou o quarto gol da França na final da Copa do Mundo contra a Croácia, muitos passaram a acreditar que o atacante francês pode seguir o caminho das seleções brasileiras dominantes lideradas por Pelé.

    Aos 19 anos, Mbappé se tornou apenas o segundo jogador de menos de 20 anos a fazer gols em uma decisão de Mundial, depois de Pelé, quando uma seleção francesa repleta de jovens talentos superou uma Croácia resistente com um placar de 4 x 2 e conquistou o maior troféu do futebol pela segunda vez na história, 20 anos após seu primeiro triunfo.

    Pelé o fez aos 17 anos de idade em 1958, iniciando um período de predominância que levou o Brasil a conquistar três títulos de Copa do Mundo em um intervalo de 12 anos (1958, 1962 e 1970), que culminou com uma vitória incontestável sobre a Itália na final da Copa de 1970.

    Embora se compare cada vez mais Mbappé a Pelé, o parisiense ainda tem muito a fazer antes de chegar sequer perto de rivalizar com as conquistas do brasileiro.

    Mas o precoce Mbappé pode ser um dos pilares de uma seleção francesa com potencial para dominar o futebol mundial da maneira que Pelé e seus colegas de equipe fizeram entre o final dos anos 1950 e 1970.

    Ao lado de Antoine Griezmann, eleito o melhor da partida na final de domingo em Moscou, no ataque, Paul Pogba na sala de máquinas do meio-campo e os imponentes Samuel Umtiti e Raphael Varane na defesa, a França tem uma fundação firme para se desenvolver.

    O elenco que enviou à Rússia tem uma idade média de 26 anos e uma abundância de jogadores de alto nível, mas a maneira como o time administrou o torneio com inteligência e firmeza dá ainda mais motivos para ser otimista em relação ao futuro.

    Os franceses foram eficientes, calculistas e inteligentes, e mandaram na maioria das partidas sem dar grandes mostras de virtuosismo.

    Em todos os sete jogos que disputou, a seleção teve uma média de 48 por cento de posse de bola.

    Taticamente ela soube se adaptar ao longo do torneio e mostrar flexibilidade -- a marca registrada de um elenco bem-sucedido.

    Suas chances de manter uma sequência de vitórias também aumentam com o fato de o técnico Didier Deschamps, muito popular com seus jogadores, continuar no cargo por no mínimo mais dois anos.

    Ele tem contrato até a Euro 2020, mas, com tanto potencial para aproveitar, certamente ficará tentado a se manter no emprego além disso.

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    Comemorações por Copa do Mundo animam a França; parada da vitória será na Champs Élysées

    Por Luke Baker

    PARIS (Reuters) - Jornais e emissoras de TV da França comemoraram nesta segunda-feira a vitória da seleção francesa na Copa do Mundo, enquanto funcionários de limpeza trabalhavam contra o relógio para arrumar a cidade após uma noite de comemorações em Paris e em preparação para uma parada de vitória na Champs Élysées.

    'Nosso dia de glória está aqui', disse o Le Figaro, em referência a trecho do hino nacional francês.

    'História feita', escreveu o jornal esportivo L'Équipe, enquanto a publicação Les Echos optou pelo mais direto 'Campeões do Mundo'.

    Fotos dos astros Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Paul Pogba, assim como registros do time segurando e beijando o troféu, dominaram a cobertura.

    A vitória criou um senso de união nacional, com comentaristas valorizando o fato de que a seleção, a segunda mais jovem no torneio, incluía muitos jogadores com ascendência africana, mesmo que todos, com exceção de dois, tenham nascido na França.

    Quando o país ganhou sua primeira Copa do Mundo em 1998, com Zinedine Zidane como estrela, muitos se referiam à seleção como 'Black-Blanc-Beur' (Negro-Branco-Árabe), um apelido devido à diversidade étnica de sua composição.

    Mas, este ano, alguns tentaram rejeitar a frase, vendo nela um sentido de segregação, mesmo se a intenção original fosse positiva.

    'Nós não estamos em 1998', disse Mounir Mahjoubi, secretário de Estado para questões digitais, cujos pais emigraram do Marrocos. 'Nós não estamos mais celebrando 'Black-Blanc-Beur', estamos celebrando a irmandade', disse sobre a seleção atual.

    Após o apito final de domingo, milhões de torcedores franceses foram às ruas, com milhares se reunindo ao longo da Champs Élysées na capital francesa. Mas, durante a noite, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar multidões na avenida, depois que confrontos com um pequeno grupo de torcedores ameaçou estragar as comemorações.

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    ANÁLISE-Jovem seleção da França brilha e promete ainda mais para o futuro

    Por Simon Evans

    MOSCOU (Reuters) - Enérgica, disciplinada e decisiva, a França conquistou o título da Copa do Mundo, neste domingo, com uma vitória por 4 x 2 sobre a Croácia que deixou uma sensação de que o incrível e jovem time do técnico Didier Deschamps pode fazer muito mais no futuro.

    Com o talento de Kylian Mbappé, de apenas 19 anos, e o segundo elenco mais jovem do torneio, o triunfo pode ser apenas o começo de uma era memorável para o futebol francês.

    Deschamps foi criticado por ser pragmático demais, até mesmo enfadonho, dois anos atrás, quando a França perdeu para Portugal na final da Eurocopa de 2016, em Paris, mas seus detratores agora estão silenciados. 

    Enquanto ele continua sendo um treinador que se concentra em criar uma sólida estrutura organizacional, desta vez ele acrescentou truques com a velocidade e habilidade de Mbappé, a inteligência de Antoine Griezmann e a presença física e a movimentação de Olivier Giroud. 

    Esta não é a França de 1984, campeã europeia com a criatividade dos gênios Michel Platini e Jean Tigana, e é um time menos expressivo do que o que conquistou a Copa do Mundo de 1998 com o brilhantismo de Zinedine Zidane. 

    É, no entanto, um time moderno, com jogadores jovens e técnicos, uma identidade distinta e nenhum ponto fraco óbvio.

    “Não fizemos um grande jogo, mas mostramos muita qualidade mental. E marcamos quatro gols. Eles (os jogadores) mereceram vencer”, disse Deschamps -- e é difícil discordar. 

    O triunfo é, de fato, merecido. Simplesmente não houve nenhum time melhor do que a França no torneio.

    Após ter liderado o seu grupo na primeira fase, a equipe revelou seu dom pelo contra-ataque com Mbappé na vitória por 4 x 3 sobre a Argentina nas oitavas de final, mas as partidas que realmente mostraram seu caráter foram as quartas de final e a semifinal, administradas com excelência, contra Uruguai e uma excelente Bélgica, respectivamente. 

    LONGO CAMINHO

    A França não esteve no seu melhor na final, com a Croácia dominando a posse de bola por longos trechos e a defesa sofrendo em alguns momentos contra o jogo direto e veloz de Ivan Perisic. 

    Foi um gol contra e um pênalti marcado depois da revisão do árbitro de vídeo que colocaram o time de Deschamps em vantagem, mas, uma vez que Paul Pogba marcou o terceiro, e Mbappé acrescentou o quarto, o título estava muito próximo. 

    De maneira impressionante, a França venceu a final sem uma grande contribuição de N’Golo Kanté, a âncora defensiva e o melhor protetor da defesa, que formou uma excelente parceria com Pogba no centro do gramado. 

    Kanté recebeu cartão amarelo aos 27 minutos e não estava em um dia normal, mas a força e a profundidade do elenco de Deschamps foi evidente, quando entrou o confiável Steven N’Zonzi no lugar do volante, aos 10 minutos do segundo tempo. 

    Com N’Zonzi dominando o setor, a França ficou ainda mais forte e seus últimos dois gols saíram depois da mudança. 

    Como fez ao longo do torneio, Pogba jogou com muita disciplina tática em um papel mais defensivo, mas ainda conseguiu aparecer no campo de ataque para fazer 3 x 1. 

    Mas o jogador que captura a imaginação desta equipe é sem dúvida Mbappé, cuja incrível velocidade às vezes mascara seu excelente toque da bola e habilidade. 

    Com a experiência, sua tomada de decisão melhorará com o passar dos anos, e ele deve se tornar uma ameaça ainda maior na Eurocopa de 2020. 

    A equipe relativamente jovem da França não melhorará obrigatoriamente, e eles terão que mostrar a mesma quantidade de fome e desejo que a Croácia demonstrou ao longo do torneio. 

    Mas é difícil não sentir que o time de Deschamps tem outra marcha disponível, e é capaz de algo realmente especial, se for necessário. 

    Argentina e Croácia exigiram bastante da França, e ambas acabaram concedendo quatro gols.

    Isso é, realmente, algo reservado apenas aos campeões.

    LER NOTICIA

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