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    Dividido e polarizado, futuro Congresso não trará vida fácil a próximo presidente

    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Fragmentado, polarizado e com relativa renovação, o Congresso Nacional eleito no último domingo trará desafios e uma boa carga de imprevisibilidade a quem quer que saia vitorioso da disputa pela Presidência da República no segundo turno.

    O conjunto de parlamentares escolhidos pela população para os próximos quatro reflete a acirrada polarização entre o PSL de Jair Bolsonaro e o PT de Fernando Haddad, uma indicação que ambos sofrerão uma oposição sistemática de cara.

    'Qualquer que seja o presidente eleito, ele vai partir de um veto, de uma oposição de pelo menos 120 parlamentares, seja pela esquerda, seja pela direita', avaliou Antônio Augusto de Queiroz, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

    Segundo ele, houve leve aumento da esquerda --partidos como PSB, PDT e PSOL, por exemplo, conseguiram ampliar suas bancadas --, um crescimento expressivo na direita --o PSL partiu de 8 deputados federais atualmente para 52--, e um encolhimento do centro tradicional. Outros partidos conseguiram espaço no Legislativo, aumentando o rol de siglas.

    Nesse contexto, justamente por conta da polarização, o centro será importante peça para a governabilidade.

    Na avaliação do cientista político Silvio Cascione, analista para Brasil da consultoria Eurasia, é necessário ainda observar o comportamento do novo Congresso, mas a fragmentação traz um elemento de imprevisibilidade e não favorece a fidelidade dos que integrarem a base do novo governo.

    'Não há nenhuma bancada de fato com uma votação mais expressiva que as outras, em uma posição de facilmente conseguir definir a mesa. Todo mundo ali vai ter alguma coisa para dizer e há uma possibilidade maior de traição', explicou Cascione.

    Bolsonaro conseguiu, antes mesmo da votação do primeiro turno, angariar o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e conta com a simpatia de outros grupos parlamentares ligados a evangélicos e forças de segurança pública. As frentes parlamentares são extintas ao fim de uma legislatura, mas esses setores, muito organizados e articulados no Congresso, renovam sua representação a cada eleição.

    O analista da Eurasia pondera, no entanto, que o apoio de uma frente não equivale à formação de uma base sustentada por partidos. A previsão é que representantes das siglas que não ofereçam oposição procurem o vencedor para integrar formalmente o governo eleito.

    'Uma coisa é você ter uma bancada de deputados do setor agro que pensem como você, que vão te ajudar a passar determinada medida ali do agro, ou você ter uma bancada da segurança que pode se alinhar contigo. Uma coisa é você ter essas afinidades que aqui e ali podem te ajudar em alguns temas', disse.

    'Outra coisa muito diferente é você construir uma base que seja sólida e seja leal. Que te permita ter quórum, vencer obstrução, que te permita andar nas comissões, passar os rolos compressores. São coisas bem diferentes.'

    Por outro lado, os partidos que escolherem a oposição farão barulho, poderão testar a paciência do governo, mas não terão o poder de barrar, no Congresso, medidas com as quais não concordem. O analista lembra, no entanto, que contarão com instrumentos para obstruir e atrasar a tramitação de medidas no legislativo.

    E quanto menos sólida a base construída em torno do novo governo, lembra, maior a vulnerabilidade às obstruções.

    DISPUTA

    A nova correlação de bancadas na Câmara e no Senado --que ainda pode mudar, já que é permitida a migração de deputados de partidos que não atingirem a cláusula de barreira e, no Senado, há integrantes que disputam o segundo turno de governos estaduais-- deve ter reflexos na definição das presidências das duas Casas.

    Há uma tradição, nem sempre respeitada, de delegar a presidência à maior bancada da Casa. O PT conquistou a primeira posição na eleição de domingo na Câmara, mas o PSL alimenta a expectativa de aumentar suas cadeiras e reivindicar a presidência. [nL2N1WO0SN]

    O contexto ainda pode mudar caso partidos decidam formar blocos. E ainda há pendências judiciais, que podem alterar o resultado da votação de domingo.

    No Senado, o MDB manteve sua hegemonia, mas viu vários de seus tradicionais integrantes fracassarem na reeleição, como o ex-líder do governo Romero Jucá (RR) e do atual presidente da Casa, Eunício Oliveira (CE). Outro cacique da sigla, Renan Calheiros (AL), conseguiu renovar sua cadeira, mas pode se ver isolado, caso queria pleitear o comando da Casa.

    RETORNO

    Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) e colaborador da campanha do candidato do PSL Paulo Kramer, Bolsonaro contará, caso eleito, com um ponto positivo no Congresso. De perfil mais conservador, sua composição acompanhou a migração de parte da população para posicionamentos mais à direita.

    'É um Congresso de centro-direita, que é exatamente o Congresso sonhado pela campanha do Bolsonaro. Porque o Paulo Guedes desde o começo está dizendo que o governo será baseado em uma aliança de centro-direita que buscará resgatar a dívida social do Brasil por intermédio do fortalecimento da economia de mercado', explicou.

    Para ele, a oposição a Bolsonaro migraria para uma situação de isolamento. Ele também considera que Renan encontraria dificuldades em tentar a presidência do Senado.

    Mas na avaliação de Queiroz, do Diap, justamente esse deslocamento do Congresso para a direita e a natural identificação de setores religiosos, do agronegócio e da segurança trazem o risco de resgate de pautas conservadoras, o que poderia ser um problema para um governo Haddad.

    'Como o governo não tem margem fiscal para atender as demandas desses segmentos através de políticas públicas de caráter distributivo, ou seja, de recursos, o governo vai ser pressionado a atender a pauta de valores que são muito retrógrados do ponto de vista de Direitos Humanos', avaliou Queiroz.

    O analista relativiza a renovação de mais de 50 por cento promovida nas duas casas. No domingo, as urnas mandaram um recado claro da população na votação e deixaram fora do rol de eleitos políticos tradicionais, alguns deles com uma longa atuação. Segundo a agência Senado, a Casa teve a maior renovação da sua história: de cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram.

    Para Queiroz, o que houve foi uma circulação de poder, uma vez que a maioria dos novos integrantes ocupavam mandatos em outros órgãos.

    'A renovação formalmente é alta, mas na realidade é baixa', explicou.

    Queiroz acrescentou ainda que os verdadeiramente novos que chegam ao Congresso são 'lideranças evangélicas carismáticas, policiais linha-dura ou parentes de políticos tradicionais'.

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    Governo inicia conversas sobre futuro da usina de Itaipu; tratado vence em 2023

    Por Luciano Costa

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro começou a se preparar para discutir junto ao Paraguai o futuro da hidrelétrica binacional de Itaipu, maior usina do mundo em geração de energia, tendo em vista o vencimento em 2023 de um tratado assinado entre os países para viabilizar o empreendimento, informou nesta quarta-feira o Ministério de Minas e Energia.

    A antecipação das discussões no Brasil tem como objetivo permitir negociações detalhadas com o Paraguai sobre como será dividida e comercializada a produção de Itaipu após 2023-- as regras atuais definem que a estatal Eletrobras é responsável por comercializar os 50 por cento da energia da usina que cabem ao Brasil e mais excedentes não utilizados pelos paraguaios.

    Mas o Paraguai prevê usar uma fatia cada vez maior da energia a que tem direito na usina e espera vender os excedentes ao Brasil com novas regras no futuro, enquanto a própria Eletrobras avalia que é preciso estudar se caberiam novas formas de distribuir a energia da hidrelétrica no Brasil-- a produção é hoje direcionada a distribuidoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

    A preparação para as negociações foi assunto de uma ampla reunião no Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira, com presença de membros do Ministério de Relações Exteriores, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, além do presidente Eletrobras, que representa o governo brasileiro na operação e gestão da usina.

    'O ministro (de Minas e Energia, Moreira Franco) reforçou a importância da usina, a importância de se ter um grupo de trabalho que enderece todas questões estratégicas, negociais, para que a gente possa enfim montar um grupo de negociadores e começar a interagir com o Paraguai', disse a jornalistas o CEO da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., após o encontro.

    'Essa usina está há 50 anos funcionando do mesmo jeito. Óbvio que o mundo mudou ao longo do tempo... a gente tem que buscar conseguir explorar ao máximo possível esse patrimônio', disse Ferreira, adicionando que o grupo de negociadores do governo brasileiro deve ser anunciado 'nos próximos dias'.

    'Há uma preocupação legítima, paraguaia e brasileira, de começar a raciocinar... e há uma demanda crescente paraguaia pela energia de Itaipu. Há vários estudos, cenários', afirmou a jornalistas o embaixador do Brasil em Assunção, Carlos Alberto Simas Magalhães.

    Ele disse que, de acordo com algumas simulações, o Paraguai poderia alcançar uma demanda suficiente para utilizar toda sua fatia na energia de Itaipu até 2050.

    'Só de cogitar que não teremos eventualmente, em algum momento, a energia excedente de Itaipu significa que teremos que encontrar essa energia em algum lugar. E também tem um interesse estratégico nisso sobre como nos relacionamos com nosso vizinho. Bem ou mal, Itaipu para eles representa um terço do PIB', adicionou o embaixador.

    Entre outras questões que poderão ser envolvidas nas negociações está a própria precificação da energia da usina, hoje feita em dólares devido a seu caráter binacional.

    O presidente da Eletrobras, no entanto, disse que as discussões não envolvem no momento uma possível cisão da usina para separá-la dos ativos da estatal, uma ideia que chegou a ser cogitada devido a planos do governo brasileiro de privatizar a elétrica.

    Ferreira disse que a hipótese não foi considerada porque o governo 'hibernou' por enquanto um projeto de lei sobre a privatização da Eletrobras.

    Também não há uma expectativa de decisões finais sobre o tema ainda neste ano, segundo o ministério de Minas e Energia, que prevê apenas o início das discussões.

    (Por Luciano Costa)

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    Aleatório foi cruel conosco, é duro de engolir, afirma Tite após eliminação

    (Reuters) - Eliminado da Copa do Mundo em sua primeira derrota em jogo oficial com a seleção brasileira, o técnico Tite elogiou a atuação da equipe na derrota de 2 x 1 para a Bélgica e acredita que as circunstâncias da partida levaram ao resultado.

    Antes de os belgas abrirem o placar com um gol contra de Fernandinho, aos 13 minutos, o Brasil teve duas chances, uma delas com bola na trave de Thiago Silva.

    Dói estar falando isso, não é um desprezo, (a Bélgica) é uma grande equipe, foi um grande jogo, mas o aleatório foi cruel conosco, foi duro demais e duro de engolir , disse Tite em entrevista coletiva nesta sexta-feira após o duelo das quartas de final em Kazan.

    Não gosto de falar de sorte. É desprezo de competência. Teve competência do outro lado por ser efetivo , completou.

    A Bélgica foi efetiva e conseguiu traduzir não uma superioridade em termos de desempenho, mas uma superioridade em termos de efetividade.

    A seleção teve mais finalizações que a Bélgica e pressionou no segundo tempo, depois que o rival já tinha feito 2 x 0 aos 31 minutos, em chute colocado de Kevin De Bruyne.

    Tite acredita que seu time teve controle emocional na tentativa de buscar o empate e afirmou que o goleiro Thibaut Courtois fez a diferença .

    Que jogaço. Quem aprecia o grande futebol vai ver que foi um grande espetáculo... com duas equipes com qualidade técnica impressionante, oportunidades, finalizações, transições , avaliou ele, admitindo que estava muito difícil falar com vocês durante a entrevista.

    Tivemos dois terços do jogo na nossa mão, quase que todo o segundo tempo na nossa mão, com equilíbrio emocional, jogando com 2 x 0 atrás e buscando. Botou volume, antes de tomar o gol já tinha tido duas oportunidades reais , acrescentou.

    No entanto, o técnico admitiu que talvez tenha faltado competência para nós em algum momento , e disse que gostaria que o árbitro tivesse visto no vídeo um lance no começo da segunda etapa em que Gabriel Jesus reclamou de pênalti.

    Única coisa que eu gostaria era de ter visto o VAR no lance do Gabriel. Só. O resto é do jogo , declarou.

    Tite não quis avaliar o desempenho individual dos atletas do Brasil, mas afirmou que Fernandinho joga muito , em referência ao volante que substituiu o suspenso Casemiro e errou muitos passes, além de ter marcado o gol contra.

    FUTURO

    Tite afirmou após eliminação do Brasil que o momento não é apropriado para falar de seu futuro na seleção brasileira. Não falo nada a respeito de futuro, agora é inapropriado, é momento de emoção, não tenho condição de responder a essa pergunta , disse.

    Tite assumiu o Brasil há dois anos e comandou uma recuperação da equipe nas eliminatórias, tendo perdido apenas um amistoso até essa derrota para a Bélgica, a primeira em jogos oficiais.

    Perguntado sobre o legado de seu trabalho, Tite afirmou que o tempo vai permitir isso .

    Agora fica a emoção do jogo. Passam-se 15 dias e a gente tem um discernimento maior para fazer avaliação , disse.

    (Por Tatiana Ramil, em São Paulo)

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