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    PT estuda ação nos EUA para que WhatsApp abra dados sobre transmissão de mensagens falsas

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O PT planeja entrar com uma ação contra o Whatsapp nos Estados Unidos para que a empresa abra o acesso a dados da distribuição de notícias falsas pelo aplicativo durante as eleições brasileiras, disse nesta quarta-feira o ex-candidato petista à Presidência, Fernando Haddad.

    O partido pretende procurar um advogado nos Estados Unidos para verificar a possibilidade de o próprio PT abrir a ação ou se será necessário encontrar um parceiro em solo norte-americano que possa fazê-lo em nome do partido.

    'Falta um advogado nos dizer se temos legitimidade ou se alguém precisa nos patrocinar lá. Vou ver quem pode nos orientar', disse Haddad.

    O Facebook, que controla o aplicativo WhatsApp, recusou-se a dar os dados de quem repassou mensagens, dentro do esquema pago de disparo de mensagens em massa que teria beneficiado a campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro alegando questões de privacidade dos clientes. Haddad esclareceu que o partido não pretende que a Justiça tenha acesso a microdados, o que feriria a privacidade.

    'Eu penso que é uma ação de caráter universal porque tem relevância universal. Se conseguirmos esclarecer o que se passou no Brasil e que não pode ser investigado aqui, isso pode ajudar o mundo a encontrar o passo de uma democracia estável que não esteja sujeita aos solavancos promovidos por ações orquestradas em rede social', defendeu.

    Haddad esteve em Brasília para um primeira reunião com as bancadas na Câmara e no Senado, incluindo novos parlamentares eleitos para a próxima legislatura.

    O encontro serviu para o PT fazer mais uma análise dos problemas enfrentados na campanha e a ação do partido nos próximos anos, como oposição ao governo Bolsonaro. Uma das questões levantadas foi justamente a falta de preparo do partido para lidar com as mídias sociais e a avalanche de notícias falsas que dominou a campanha, além da necessidade do PT recuperar espaço entre setores da população em que perdeu apoio nos últimos anos.

    'Há trabalho a ser feito. Se é verdade que a mentira foi disseminada, é verdade também que as pessoas de uma certa maneira estavam predispostas a acreditar naquilo. E se estavam predispostas é porque de alguma maneira nós não estávamos próximos alertando dessa possibilidade', disse o ex-candidato.

    FRENTES

    Considerado depois das últimas eleições a maior liderança do PT depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -que, preso em Curitiba desde abril, tem sua ação limitada- Haddad deve tentar negociar uma frente de oposição para os próximos anos e que possa ir além dos partidos de centro-esquerda.

    Segundo ele, há duas 'trincheiras', a dos direitos sociais, e a dos direitos civis. Haddad defende que a defesa de direitos sociais como o SUS e a Previdência pública deve se concentrar mais em partidos de centro-esquerda, mas que a defesa dos direitos civis -como a ação contra o projeto escola sem partido- pode incluir parlamentares de centro e até centro-direita, em alguns casos, por ser mais ampla.

    Logo depois do segundo turno, partidos como PDT, PSB e PCdoB começaram a articulação para uma frente de oposição, mas sem incluir o PT. Haddad pretende mediar as rusgas que ficaram de um processo eleitoral em que a direção do PT terminou por desagradar aliados em todos os lados.

    'Uma frente se constrói por programa, não se faz por simpatias e antipatias pessoais. Será uma frente em torno de direitos', disse.

    O ex-prefeito de São Paulo anunciou também que começará, na semana que vem, uma série de viagens internacionais em torno de uma frente progressista mundial. Haddad foi convidado pelo senador norte-americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, os dois articuladores da frente, para o lançamento, nos dias 28 e 29 deste mês, em Nova York.

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    PT planeja frente democrática liderada por Haddad, diz Gleisi

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Ao fim da primeira reunião depois de ter sido derrotado no segundo turno das eleições, o PT apontou Fernando Haddad como sua principal liderança hoje, depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --que, preso em Curitiba, não tem como representar o partido-- e como o articulador de uma frente de resistência ao governo de Jair Bolsonaro.

    'Fernando Haddad tem um papel muito importante e relevante nesse processo, é um papel muito maior que o PT. Porque ele sai depositário da esperança e da luta do povo pela democracia e o PT dará todas as condições para que Haddad possa exercer esse papel de articulador junto com outras lideranças sociais e de partidos para consolidar essa frente de resistência', disse a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

    Haddad não tem hoje um cargo na Executiva do partido, e essa é uma das questões que o PT ainda tem a discutir. Mesmo entre os partidários de Haddad há quem defende que o ex-candidato assuma um cargo na Executiva nas eleições que acontecem em julho, outros acreditam que ele deve ficar solto das amarras da burocracia partidária.

    Haddad, no entanto, conseguiu pelo menos atingir uma quase unanimidade dentro do PT que nunca antes tivera. Até ser indicado a ser vice de Lula, o ex-prefeito de São Paulo era extremamente contestado e tratado por alguns como alguém sem traquejo político e jogo de cintura. A impressão agora mudou.

    'Não tenho dúvida que ele emerge como uma grande liderança do PT. Depois de Lula ele é uma grande liderança, é o depositário de 47 milhões de votos, tem muita legitimidade de articular e liderar', disse Gleisi, uma das que resistia inicialmente a Haddad.

    BAIXAR A POEIRA

    A presidente do PT, convocou a reunião da Executiva para esta terça para que o partido fizesse uma avaliação do cenário político. No entanto, como mostrou a Reuters, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, de Curitiba, que o partido precisa 'esperar a poeira baixar' e ter calma para se reorganizar e ter cuidado na oposição a Bolsonaro.

    A avaliação do ex-presidente, levada ao encontro pelos membros da sua tendência, a Construindo um Novo Brasil (CNB) é que o PT não pode passar a impressão de que está contestando o resultado das urnas e a oposição deve ter prática, a temas específicos.

    Gleisi, no entanto, não se furtou a reclamar do processo eleitoral, que classificou de 'eivado de vícios e fraudes'. Ao ser questionada se o PT questionada o processo, lembrou que existe uma investigação eleitoral em curso no Tribunal Superior Eleitoral e que caberá ao TSE decidir se é o caso de punição ou não a chapa.

    De acordo com a presidente do PT, o partido quer organizar uma frente de oposição a Bolsonaro que seria articulada e liderada por Haddad. Seria, segundo Gleisi, uma frente para 'defender os direitos mínimos', da população, os direitos humanos, civis, de manifestação, de livre expressão.

    Apesar de dizer que espera que o governo de Bolsonaro cumpra a Constituição, o partido estaria se preparando 'para o pior'. 'Não podemos prescindir de estar preparado para defender direitos', afirmou.

    O PT vê em Haddad a figura para liderar essa frente multipartidária. O ex-prefeito de São Paulo conseguiu, reconheceu Gleisi, atrair apoios na reta final da eleição que não eram ao PT, mas em favor da democracia, e pode continuar esse trabalho, mesmo que nem todos tenham exatamente a mesma agenda - especialmente em relação à defesa da liberdade de Lula.

    'Ninguém é obrigado a apoiar todas as causas que apoiamos, mas não vamos abrir mão nunca de defender liberdade de Lula. Pode ser que tenha gente na frente que não esteja no Lula Livre, mas está na defesa de democracia. A frente é pela democracia', disse Gleisi.

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    Lula pede calma ao PT e reafirma Haddad como liderança pós-eleição

    Por Lisandra Paraguassu

    SÃO PAULO (Reuters) - Em seu primeiro recado ao PT depois do final das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao partido para ter calma, esperar a poeira baixar e não se precipitar na avaliação do cenário pós-eleição, e reafirmou a posição de liderança no partido que o presidenciável da sigla, Fernando Haddad, conquistou depois do segundo turno.

    Convocada pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, a Executiva da sigla, acrescida de parlamentares e outros petistas graúdos, se reúne nesta terça-feira em São Paulo para fazer uma primeira avaliação de cenário. No entanto, embalada pelo recado de Lula, a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) --da qual o ex-presidente e Haddad fazem parte-- ecoa a posição lulista.

    'A maioria (da CNB) avaliou que a reunião de amanhã é precipitada. Vamos recomendar que não se tenha nenhuma avaliação. Precisamos ter calma', defendeu o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá. 'Todo mundo que ganha uma eleição tem legitimidade democrática. Precisamos fazer oposição a coisas concretas.'

    Um dos coordenadores da campanha de Haddad, o deputado Emídio de Souza esteve nesta segunda-feira com Lula em Curitiba e fez um relato aos membros da CNB em uma reunião nesta tarde. O recado do ex-presidente foi entendido.

    Sua avaliação foi de que o resultado eleitoral não foi bom, obviamente, pela derrota, mas permitiu ao PT liderar um processo que reuniu gente para além dos partidos, em uma frente que envolveu a sociedade, e ir além do que se esperava em uma eleição em que Lula foi impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

    Antes de definir um discurso de atuação, o partido tem que decidir como trabalhar para manter isso, contou uma fonte.

    Haddad foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial para Jair Bolsonaro (PSL), que teve 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento do petista. Apesar da derrota, foram 47 milhões de votos.

    O ex-presidente coloca Haddad, que foi seu substituto na chapa, no centro das discussões daqui para frente. Recomendou que o ex-prefeito de São Paulo seja consultado sobre seus planos e como planeja liderar essa frente de oposição ao governo Bolsonaro.

    Alinhada com os desejos do ex-presidente, a CNB --e outros petistas aliados diretamente a Haddad-- avaliam que o ex-candidato conquistou um espaço que precisa ser usado para que o PT possa continuar liderando essa frente de oposição.

    'Haddad saiu como uma grande liderança, saiu com estatura para ser uma liderança nacional. Antes só tinha Lula', disse Quaquá. 'Haddad passa a ser um grande interlocutor com a sociedade e se credenciou para liderar uma frente democrática. Essa é a posição do Lula também.'

    O tamanho e o papel que Haddad irá desempenhar nesse futuro PT está no centro das preocupações de Lula e do próprio partido. Seus defensores crêem que o tempo de resistências ao ex-prefeito acabou e reconhecem que foi a capacidade dele de conversar com diferentes setores que levou o partido a conseguir ampliar seu leque de apoios --além, claro, da rejeição a Bolsonaro.

    Ainda assim, reconhecem fontes petistas, há setores no partido que temem a perda de liderança e de holofotes para um 'novato'.

    'A discussão é mais complexa que uma avaliação de cenário. Que papel Haddad terá? Isso terá que ser discutido mais profundamente. Que espaço tem? Para cumprir esse papel virá para a estrutura do partido?', disse uma das fontes. 'Precisa pensar o que vai ser feito... as coisas precisam ter um compasso.'

    Em seu discurso depois do anúncio da eleição de Bolsonaro, Haddad se colocou à disposição para liderar uma oposição mas, lembra a fonte, não foi conversado com ele ainda até que ponto pretende colocar seu envolvimento.

    Nesta segunda, o ex-prefeito não foi à reunião da CNB. Pela manhã, saiu de casa apenas para ir até o Insper, onde dá aulas, e perguntado sobre o que faria daqui para frente, disse que voltaria a trabalhar porque tinha apenas tirado uma licença de 90 dias para a campanha.

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    Haddad usa Twitter para desejar sorte a Bolsonaro, que agradece palavras de petista

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, usou o Twitter nesta segunda-feira para cumprimentar o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pela vitória no segundo turno das eleições, e o capitão da reserva respondeu mais tarde agradecendo as palavras do petista e afirmou que 'o Brasil merece o melhor'.

    A troca de mensagens entre os dois adversários no segundo turno da eleição presidencial acontece depois de Haddad ter se recusado, no domingo, a ligar para o vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto e depois de uma campanha em que as ofensas pessoais entre os dois candidatos foi constante.

    'Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!', escreveu Haddad.

    Mais tarde, Bolsonaro republicou a mensagem de Haddad em sua conta no Twitter e respondeu ao petista.

    'Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor', escreveu o presidente eleito.

    No domingo, depois de saber o resultado, Haddad informou à família e ao comando da campanha que não telefonaria para cumprimentar Bolsonaro pela vitória. Em 2016, quando foi derrotado por João Doria (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo, Haddad ligou para cumprimentar o adversário, mesmo tendo uma relação difícil com o tucano.

    Haddad responsabiliza diretamente Bolsonaro pela enxurrada de ataques pessoais e mentiras divulgadas contra ele nas redes sociais durante a campanha, e disse ter sido pessoalmente ofendido pelo presidente eleito.

    Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento de Haddad.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu e Eduardo Simões)

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    Com 47 milhões de votos, PT vê caminho para Haddad liderar uma frente de oposição a Bolsonaro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Os 47 milhões de votos obtidos por Fernando Haddad no segundo turno dessa eleição presidencial não podem ser desperdiçados, e o PT precisa agir para colocá-lo para ocupar o posto de principal liderança da oposição, disseram à Reuters líderes petistas alinhados com o ex-candidato, mas o partido terá que se reorganizar internamente.

    Ainda que derrotado no segundo turno da eleição, Haddad, 55 anos, ex-prefeito de São Paulo, conseguiu levar o PT a um patamar de votos que, depois do desastre enfrentado pelo partido nos últimos anos, pouca gente acreditava que aconteceria.

    'Foi muito a personalidade dele, a capacidade dele de conversar com todo mundo, de romper barreiras', disse uma das fontes.

    'Eu acho que é isso que o país espera dele, o que eu espero dele. O mundo está de olho no Brasil, é preciso ter um referência. A oposição é um movimento, mas quando ela é personificada, ela tem uma referência, essa pessoa pode falar sobre o que acontece no país', defendeu Emídio de Souza, um dos coordenadores da campanha de Haddad e um dos petistas hoje mais próximos do candidato.

    Em seu discurso ao final da apuração, Haddad deu a entender que aceitava o papel. Disse que um 'professor não foge à luta', disse que colocava sua vida à disposição do país e que as pessoas não deveriam ter medo 'porque estaremos aqui'.

    Fontes próximas ao ex-candidato, no entanto, apresentam algum ceticismo em relação a esse entusiasmo.

    'Tem que combinar com o resto do partido', disse um deles. 'Para ser um porta-voz ele precisa da bancada, precisa dos governadores. Isso não é fácil. O PT é complicado.'

    Haddad, de 55 anos, começou a campanha como candidato à vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de ter se tornado um dos petistas mais próximos do ex-presidente nos últimos anos, a quem Lula confiou o desenho de seu plano de governo, o ex-prefeito era contestado dentro do PT.

    Apesar do próprio Lula o ter apontado algumas vezes como plano B no caso de sua candidatura ser impugnada, o PT queria ver o senador eleito Jaques Wagner no cargo --que sempre negou ser uma alternativa.

    Parte dos petistas reclamava que Haddad não tinha jogo de cintura e seria pior do que a ex-presidente Dilma Rousseff na lide político. Outro grupo o acusava de não ser 'orgânico' do PT, apesar de ser filiado desde a juventude, por nunca ter se envolvido na organização partidária. Um terceiro ainda se ressentia da proximidade com Lula e o espaço que havia ganho por conta dessa amizade.

    Seu posto como vice, anunciado nos últimos minutos autorizados pela legislação, só foi pacificado por uma carta enviada por Lula em que o ex-presidente dizia que Haddad seria o melhor nome para o posto.

    Ao levar o partido a uma derrota honrosa, seus hoje defensores no partido acreditam que hoje essa resistência não pode existir mais.

    'Dissipou né. Essa campanha jogou por terra qualquer resistência a ele dentro do PT. Ele fez uma grande campanha. As condições não eram boas, mas ele fez uma grande campanha. Ele sai credenciado para liderar essa oposição', defende Emídio.

    O deputado Paulo Teixeira, um dos mais antigos defensores de Haddad no partido, também acredita que o ex-prefeito desmontou as resistências contra ele. 'Ele foi conquistando um espaço que hoje é dele, tem uma liderança', disse à Reuters.

    Uma das maiores resistências dentro do PT à Haddad vem justamente da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, que após a prisão de Lula passou a ocupar o posto de porta-voz do PT e do ex-presidente.

    Por algum tempo, Gleisi teria alimentado a ideia de ser ela mesma o plano B do presidente, contaram à Reuters fontes petistas, o que não foi adiante. Enquadrada por Lula, Gleisi passou a defender com afinco a candidatura de Haddad, mas dificilmente abriria mão de uma liderança para o ex-prefeito.

    O partido, no entanto, terá uma nova eleição em meados de 2019. Alguns petistas já defendem uma mudança na direção. A maioria não acredita que Haddad precise de um cargo na organização partidária, mas acreditam que é preciso oxigenar a direção e dar ao PT um presidente que circule melhor entre todos os grupos.

    Um nome que surge nas conversas é o do senador pernambucano Humberto Costa, recém reeleito. Costa tem trânsito partidário e responde a uma reivindicação dos petistas do Nordeste. Única região em que o partido manteve a hegemonia nesta eleição, os representantes da região defendem que está na hora de um nordestino dirigir o PT.

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    Haddad diz que responsabilidade agora é fazer oposição pelo interesse dos brasileiros

    Por Lisandra Paraguassu

    SÃO PAULO (Reuters) - Derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou na noite deste domingo que continuará na luta pelo país e que agora a sua responsabilidade e a de seu partido é fazer uma oposição que busque colocar os interesses dos brasileiros acima de tudo.

    'Temos a responsabilidade de fazer uma oposição e colocar os interesses dos brasileiros acima de tudo. Temos que ter compromisso de manter a democracia e não aceitar provocações e ameaças', disse Haddad em seu primeiro pronunciamento depois de anunciado o resultado que deu a vitória à Bolsonaro.

    'Parafraseando o hino nacional, a nação verá que um professor não foge à luta, nem teme quem adora a liberdade a própria morte. Nosso compromisso é um compromisso de vida com esse país', disse.

    Haddad acompanhou a apuração em um apartamento de um hotel em São Paulo apenas com a família -a esposa, Estela, os dois filhos, Ana Carolina e Frederico, a mãe Norma e duas irmãs, Lúcia e Priscila- enquanto na sala ao lado coordenadores de campanha, dirigentes do PT e parlamentares também esperavam.

    De acordo com uma fonte, o clima ficou ruim assim que o resultado na pesquisa de boca de urna do Ibope mostrou a vitória do candidato do PSL com uma diferença de 12 pontos percentuais.

    Ao saber do resultado, o ex-prefeito de São Paulo quebrou seu próprio protocolo: decidiu não telefonar para cumprimentar Bolsonaro pela vitória.

    'Não vai ligar, porque não é uma relação de uma campanha normal. Ele foi pessoalmente ofendido por Bolsonaro', disse Emídio de Souza, um dos coordenadores da campanha.

    Haddad desceu para um pronunciamento pouco depois das 20h, acompanhado da família e de boa parte dos principais nomes do PT, que se colocaram atrás do candidato em uma demonstração de união. Junto com Haddad, sua candidata à vice, Manuela D'Ávila, e o ex-candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos.

    Em sua fala, o petista lembrou que 45 milhões de pessoas, muitas sem ligações com partidos, associações ou organizações sociais, rejeitaram o nome de Bolsonaro e votaram nele.

    'Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento. Diverge da maioria, tem outro projeto de governo na cabeça e merece respeito', disse Haddad. 'É uma tarefa enorme defender o pensamento e a liberdade desses 45 milhões.'

    Sempre cobrado pela necessidade de um mea culpa do partido que governou o país por 13 anos, o ex-prefeito de São Paulo tratou da necessidade de se 'reconectar com as bases'.

    'Temos que fazer uma profissão de fé de que vamos continuar nossa caminhada, nos reconectando com as bases, com os pobres desse país. Retecer um programa de nação que irá sensibilizar o país', afirmou.

    Desde o final da tarde o clima onde o PT escolheu para acompanhar a apuração era tenso. Dirigentes do partido mostravam um 'otimismo cauteloso' para não aceitar a derrota iminente, mas parecia claro que os gritos de 'vamos virar', com que Haddad foi recebido, eram apenas um esforço retórico.

    A divulgação da pesquisa boca de urna e, em seguida, dos primeiros resultados oficiais, deixou o saguão do hotel em um silêncio desconfortável, só quebrado muito tempo depois, para cantar a chegada de Haddad no salão e chamar Bolsonaro, que aparecia no telão em um pronunciamento, de fascista.

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    Haddad aponta 'forte tendência de alta' em intenção de voto e diz estar esperançoso

    Por Isabel Marchenta

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse neste domingo estar esperançoso de que terá um 'grande resultado' no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, afirmando que pesquisas indicam uma forte tendência de alta nas intenções de voto em sua candidatura.

    'Nós estamos com uma forte tendência de alta nas pesquisas do último dia e eu estou muito esperançoso de que nós vamos ter um grande resultado hoje à noite', disse Haddad a repórteres após registrar seu voto em um colégio da zona sul da capital paulista.

    O petista, que chegou à seção eleitoral por volta das 10h20 acompanhado da mulher, Ana Estela, disse ainda que a democracia no Brasil está em risco com a possibilidade de vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

    'A nação está em risco, a democracia está em risco e as liberdades individuais estão em risco. Nós representamos a retomada do processo de aprofundamento da democracia, das liberdades e do combate à desigualdade no nosso país', afirmou.

    A chegada do candidato à escola foi marcada por grande concentração de apoiadores de sua candidatura que seguravam rosas brancas, livros e guarda-chuvas coloridos.

    Os manifestantes entoaram gritos de ordem e cantaram a música 'Alerta, desperta, ainda cabe sonhar', usada em outras manifestações da campanha petista, enquanto moradores de prédios no entorno batiam panelas em oposição a Haddad.

    Após a saída do candidato do PT, os apoiadores permaneceram no local e responderam, sem embates, a alguns protestos contra o partido, antes de se dispersarem.

    Mais cedo, falando a repórteres após café da manhã em hotel de São Paulo com a coordenação da campanha e dirigentes do PT, Haddad já tinha expressado confiança devido às alterações nas últimas pesquisas, afirmado que irá 'lutar até o último minuto'.

    A eleição presidencial deste domingo tem Bolsonaro como favorito, enquanto Haddad tenta uma virada difícil, que seria feito inédito em eleições presidenciais no Brasil.

    De acordo com pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no sábado, o capitão da reserva do Exército deverá confirmar neste domingo a liderança mostrada nas urnas três semanas atrás.

    Segundo o Ibope, Bolsonaro chega ao dia da eleição com 54 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 46 por cento. No levantamento anterior do instituto, divulgado na terça-feira, Bolsonaro aparecia com 57 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad tinha 43 por cento.

    Já pelo Datafolha divulgado na véspera do pleito, Bolsonaro tem 55 por cento dos votos válidos, contra 45 por cento de Haddad. Pesquisa anterior do instituto, divulgada na quinta-feira, mostrava o capitão da reserva com 56 por cento dos válidos, enquanto o ex-prefeito de São Paulo somava 44 por cento.

    Professor da Universidade de São Paulo (USP), 55 anos, formado em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, Haddad é filiado ao PT desde a juventude, mas teve pouca atuação partidária.

    Foi ministro da Educação de 2005 a 2012, nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e depois foi eleito prefeito de São Paulo, mas não conseguiu se reeleger.

    Depois de deixar a prefeitura derrotado por João Dória (PSDB) no primeiro turno em 2016, Haddad voltou a dar aulas na universidade, enquanto pela primeira vez se imiscuía diretamente na vida partidária, mesmo que sem ter nenhum cargo.

    Passou a ser um dos interlocutores mais próximos do ex-presidente Lula, um dos seus confidentes e um dos poucos capazes de dizer a ele coisas que não gostaria de ouvir.

    Assumiu a cabeça de chapa da candidatura do PT depois que Lula teve seu registro barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa, uma vez que cumpre pena de prisão desde abril por condenação por corrupção e lavagem de direito no âmbito da operação Lava Jato.

    (Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu; Texto de Maria Clara Pestre; Edição de Pedro Fonseca)

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    Bolsonaro nunca teve compromisso com as instituições, diz Haddad

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse neste sábado que seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro, do PSL, nunca teve compromisso com as instituições e que nas últimas semanas tem havido uma tentativa de 'adocicá-lo' para fazê-lo parecer o que ele não é.

    '(Bolsonaro) nunca, nunca teve compromisso com as instituições. Nas últimas semanas estão querendo adocicá-lo, fazendo parecer o que ele não é. Ele é uma pessoa truculenta e perigosa, é assim que ele tem que ser apresentado ao país', disse Haddad a jornalistas ao fazer uma caminhada na favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo, neste sábado, véspera do segundo turno da eleição presidencial.

    'Estamos vivendo um problema grave no país, estamos vendendo gato por lebre, estamos vendendo um sujeito truculento como uma pessoa da paz, uma pessoa razoável. O Bolsonaro não é razoável', disparou.

    O petista, que segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta está 12 pontos percentuais atrás do rival na disputa pelo Palácio do Planalto, afirmou que vai virar a eleição no domingo.

    'Não é que a gente vai acreditar, vai acontecer a virada. Pode anotar o que eu estou dizendo, o Brasil está acordando', garantiu.

    Ele também comemorou a declaração de voto nele dada pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e disse compartilhar de muitos dos valores que o magistrado aposentado, que foi o relator do caso do mensalão do PT no Supremo, tem.

    (Por Eduardo Simões)

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    Joaquim Barbosa diz que Bolsonaro inspira medo e declara voto em Haddad

    (Reuters) - O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou neste sábado que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, lhe inspira medo, sem citar nominalmente o capitão da reserva, e declarou voto no petista Fernando Haddad no segundo turno da eleição no domingo.

    'Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad', escreveu Barbosa em sua conta no Twitter.

    O ex-presidente do Supremo ganhou notoriedade nacional em 2012 com o julgamento do mensalão do PT. Indicado a uma vaga no STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa ganhou a antipatia de petistas por conta de sua atuação como relator do processo que levou à prisão líderes do partido.

    Ele chegou a aventar a possibilidade de se candidatar à Presidência pelo PSB na eleição deste ano, mas em maio disse ter tomado a 'decisão estritamente pessoal' de não entrar na disputa pelo Palácio do Planalto e desde então não fez nenhuma declaração pública sobre o pleito.

    A declaração de voto de Barbosa foi republicada por Haddad em seu perfil no Twitter. O petista vem buscando criar uma 'frente ampla democrática' de apoio à sua candidatura e para fazer frente ao que afirma ser uma ameaça à democracia representada por Bolsonaro.

    REAÇÕES

    Em Heliópolis, favela na zona sul de São Paulo, onde fez caminhada neste sábado, Haddad comemorou a declaração de voto de Barbosa, afirmando recebê-la 'com muita honra'.

    'O que o Joaquim Barbosa falou é o que todo mundo sabe, e alguns têm medo de dizer. Infelizmente, nem todo mundo tem a coragem de admitir o risco que ele (Bolsonaro) realmente representa para o país', disse Haddad a jornalistas, classificando a declaração do ex-presidente do STF como 'a notícia do dia'.

    Já Bolsonaro, em suas redes sociais, afirmou que, apesar da declaração de voto de Barbosa, o que ficará para a história é o fato de, segundo o candidato do PSL, o ex-ministro do Supremo ter dito durante o julgamento do mensalão que ele não foi comprado pelo PT.

    'Em suas redes sociais, Joaquim Barbosa divulga voto em Haddad, mas já está na história que ele mesmo disse que só Bolsonaro não foi comprado pelo PT no esquema de corrupção conhecido como Mensalão, que feria gravamente a democracia do nosso país anulando o Poder Legislativo', escreveu o candidato.

    A publicação foi acompanhada de um vídeo em que, durante o julgamento do mensalão, Barbosa diz que Bolsonaro votou contra a orientação de seu então partido, o PPB, em votação de interesse do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual parlamentares da legenda receberam propina para votar a favor do governo.

    Após o comentário do capitão da reserva do Exército, Barbosa voltou ao Twitter para negar que tenha feito juízo de valor sobre Bolsonaro durante o julgamento do mensalão, algo que o candidato do PSL tem repetido.

    'Faço um esclarecimento público para desmentir uma manipulação que vem sendo feita ao longo desta triste campanha eleitoral. Até a data de hoje eu ignorei completamente o uso do meu nome na campanha por um dos candidatos. Mudei de ideia porque hoje reiterou-se a manipulação. A manipulação foi reiterada em resposta ao exercício, por mim, da liberdade de dizer em quem vou votar amanhã', escreveu no Twitter.

    'Bolsonaro não era líder nem presidente de partido. Ele não fazia parte do processo do mensalão. Só se julga quem é parte no processo. Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado. É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí.'

    (Por Eduardo Simões)

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    Bolsonaro estimula pessoas violentas a 'saírem do armário', diz Haddad

    (Reuters) - O presidenciável do PT, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estimula pessoas violentas a saírem do armário.

    'Ele estimula as milícias, os capangas, as pessoas violentas a saírem do armário, ele é a expressão da violência', disse Haddad durante coletiva de imprensa em João Pessoa, na Paraíba.

    'É muito comum na história dos povos que um covarde seja o agente da violência social. Em geral, são pequenos homens que estimulam a violência, até em função dos seus problemas psicológicos', continuou.

    'Por isso que os pequenos homens com problemas psicológicos são tratados respeitosamente, mas não chegam ao poder, porque são perigosos no poder. Não são perigosos fora do poder', afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

    Segundo o petista, Jair Bolsonaro não tem um projeto, mas sim uma 'retórica da violência'.

    'A gente sabe como essa retórica da violência começa, mas a gente não sabe até onde vai. Nós precisamos cortar esse mal pela raiz', afirmou o candidato.

    Bolsonaro lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial marcado para domingo.

    MAIS ACERTOS DO QUE ERROS

    Ao defender o projeto que representa, Haddad voltou a reconhecer que o PT cometeu erros, embora tenha feito mais acertos.

    'Eu represento um projeto que tem muito mais acertos do que erros. Mudou a vida de metade da população brasileira. E os erros eu estou aqui assumindo e disposto a corrigir', disse.

    O candidato também se mostrou otimista nesta reta final antes da eleição de domingo e disse acreditar que uma virada irá acontecer, acrescentando que 'segunda-feira já começamos a trabalhar na equipe de governo'.

    O petista também voltou a comentar que espera um apoio do pedetista Ciro Gomes, derrotado no primeiro turno da disputa presidencial e cujo partido decidiu dar 'apoio crítico' à candidatura do PT.

    'Acredito que, chegando no Ceará, ele (Ciro) vai fazer um gesto importante pelo Brasil. Não é por mim, é pelo Brasil... Ele sabe o que está em jogo, ele sabe o que está em risco', disse Haddad.

    (Por Laís Martins, em São Paulo)

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    Haddad aguarda gesto de Ciro e diz que eventual apoio pode trazer '3 ou 4 pontos'

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que acredita que um eventual apoio do pedetista Ciro Gomes lhe trará '3, 4' pontos na disputa.

    Ao ser questionado por jornalistas em Salvador se acredita que Ciro fará um gesto mais enfático de apoio, Haddad respondeu positivamente.

    'Conversei com o Carlos Lupi (presidente do PDT). Pelo que ouvi dele, sim, mas ainda não falei com ele (Ciro)', disse Haddad.

    Ao longo desta sexta-feira, Haddad falou diversas vezes que confia em um 'gesto importante' do pedetista, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial.

    'Acredito que, chegando no Ceará, ele (Ciro) vai fazer um gesto importante pelo Brasil. Não é por mim, é pelo Brasil... Ele sabe o que está em jogo, ele sabe o que está em risco', disse Haddad mais cedo, em João Pessoa.

    Ciro desembarcaria da Europa nesta sexta-feira. Lupi disse à Reuters na véspera que conversará com o ex-presidenciável para ver 'o que mais é possível fazer' em defesa da candidatura de Haddad. O petista já havia conversado com Lupi na quarta-feira e pediu uma ação mais incisiva de Ciro antes da votação do segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, no domingo.

    PESQUISAS INTERNAS

    O ex-prefeito de São Paulo falou ao longo do dia que pesquisas internas do PT mostram uma desvantagem de cinco pontos de sua candidatura para a de Jair Bolsonaro (PSL).

    Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrou Bolsonaro na liderança do segundo turno da disputa presidencial com 56 por cento das intenções de voto, nos votos válidos, contra 44 por cento de Haddad, uma diferença de 12 pontos, uma reduação de 6 pontos em relação ao levantamento.

    MEIO AMBIENTE

    Em entrevista mais cedo a uma rádio, o candidato do PT classificou de 'suicida' a proposta de Bolsonaro de unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, apesar de o candidato do PSL ter dito que está aberto a rever essa medida.

    Segundo Haddad, o Brasil perderá mercado no exterior se descuidar das questões ambientais.

    'A proposta do meu adversário de fundir os ministérios do Meio Ambiente e Agricultura vai acabar com o agronegócio no país, porque Europa e Estados Unidos não vão comprar nossos produtos se não houver um acordo com meio ambiente', disse Haddad em entrevista à rádio Globo do Mato Grosso do Sul.

    'Nossos produtos hoje são certificados, por isso eles têm mercado no mundo desenvolvido. Vamos parar de produzir simplesmente porque não vamos ter para quem exportar. O meu adversário está fazendo uma proposta suicida.'

    A fusão dos dois ministérios foi uma das primeiras propostas de Bolsonaro. Aliados do candidato do PSL, no entanto, afirmaram esta semana que a ideia pode ser revista, depois que integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e outros produtores rurais levaram ao capitão da reserva a preocupação com a ideia justamente pelas razões levantadas por Haddad.

    O candidato do PT ressaltou o fato do Brasil ser um grande exportador, mas lembrou que o mundo hoje exige práticas de acordo com regras internacionais de proteção ao meio ambiente, e chamou Bolsonaro de 'despreparado' para lidar com essas questões.

    A proposta petista para a área, disse Haddad, prevê desmatamento líquido zero, com a exploração de áreas já desmatadas e pouco produtivas e o desmatamento de outras, quando necessário, dentro das regras atuais, além de reflorestamento.

    'Não precisamos derrubar mata para ampliar produção. Basta deixar áreas que hoje não produzem mais produtivas', disse.

    (Por Lisandra Paraguassu; Edição de Pedro Fonseca)

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    Haddad comemora Datafolha e aposta em virada até domingo

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, comemorou o resultado da pesquisa Datafolha que mostrou uma queda de seis pontos na distância entre sua candidatura e de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), e afirmou que é possível virar os votos até domingo.

    'O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição, porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar', disse em comício em Olinda (PE). 'Está fácil virar votos. Na cidade de São Paulo, que eu governei, eu já passei.'

    Boatos de que o Datafolha não traria o mesmo movimento captado pelo Ibope e mostraria uma estagnação da candidatura de Haddad preocupavam a campanha antes da divulgação oficial, mesmo que os trackings petistas captassem o mesmo movimento. A leitura era de que uma estagnação a três dias da eleição enterraria de vez a campanha.

    De acordo com o Datafolha, Bolsonaro tem 56 por cento das intenções de voto, nos votos válidos, e Haddad, 44 por cento, uma diferença de 12 pontos. No levantamento anterior, há três, a distância era de 18 pontos.

    'Galera, mesmo o arregão não indo a debates ele está caindo nas pesquisas. Ele cai mesmo sem falar nada. Quando ele fala, ele cai mais. Nós temos quatro dias para tirar essa diferença, que já é pequena', disse depois Haddad em um vídeo distribuído nas redes sociais.

    'Não tem o que fazer nessa eleição, é votar pela democracia, votar pelos direitos, é afastar esse discurso de ódio do Jair Bolsonaro.'

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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