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    Em primeiro ato de campanha de Haddad, presidente de partido que apoia Alckmin pede voto para Lula

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - No primeiro ato de rua da campanha do candidato a vice-presidente da chapa do PT, Fernando Haddad, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, partido que integra a coligação do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pediu voto para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Ao lado de Haddad em um palco em Teresina, na capital do Piauí, Ciro Nogueira disse que o fato de a campanha petista começar pelo Piauí mostra o 'diferencial' de Lula, o 'carinho' que tem pelos mais pobres e pelo desenvolvimento do Nordeste.

    Ele também agradeceu a Haddad, a quem chamou de 'vice-presidente' e 'ministro' --numa referência ao fato de ele ter ocupado a pasta da Educação nas gestões de Lula e de Dilma Rousseff.

    'Nós não podemos perder essa chance, minha gente, e é por isso que estamos aqui ao lado de Fernando Haddad, ao lado de Wellington (Dias, governador do Estado, candidato à reeleição e filiado ao PT) candidato, de Regina Sousa (senadora e candidata a vice-governadora), porque nós sabemos que temos de devolver a esperança ao povo do Piauí', disse Ciro.

    O presidente do PP, que é candidato à reeleição ao Senado, disse estar ao lado de Wellington Dias para que ele devolva a esperança ao povo e destacou que, se depender da população local, o país terá sim Lula 'presidente de novo'.

    Ciro Nogueira firmou uma aliança no Estado para tentar se reeleger ao Senado, apoiando a chapa petista encabeçada por Wellington Dias e para a segunda vaga ao Senado o deputado federal pelo MDB Marcelo Castro, que foi ministro da Saúde de Dilma.

    No plano nacional, contudo, o PP fechou apoio a Alckmin e ainda indicou a candidata a vice do tucano, a senadora Ana Amélia (RS).

    'Vamos em frente, é Lula, Haddad, Wellington, Regina, Ciro (Nogueira) e Marcelo, para o bem do Piauí, vamos em frente!', afirmou o presidente do PP.

    Lula --que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto e é extremamente popular no Nordeste-- está preso desde abril cumprindo pena pela condenação no processo do tríplex do Guarujá (SP). O petista provavelmente terá a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa e Haddad deve substituí-lo na cabeça de chapa petista.

    PERSEGUIÇÃO

    Em sua primeira agenda na rua após ser oficializado vice de Lula, Haddad --ainda pouco desenvolto no palanque-- disse ter trazido a Welligton Dias um recado do ex-presidente. Afirmou que Lula é 'candidatíssimo' e que vai governar junto com ele.

    O candidato a vice aproveitou a fala para citar a decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que, mais cedo, afirmou que Estado brasileiro deve garantir a Lula o exercício de todos os direitos políticos mesmo que na prisão, incluindo o acesso a membros do seu partido e à imprensa, e que não o impeça de concorrer nas eleições de 2018 até que todos os recursos judiciais pendentes sejam analisados.

    Segundo Haddad, a 'maior autoridade' mundial disse que o ex-presidente 'não pode ser mais perseguido' e protestou. 'Todas as autoridades brasileiras estão querendo evitar o inevitável, que o Lula volte ao Planalto', disse.

    O vice petista disse que é preciso recuperar a 'soberania' nacional e popular e que, fora isso, é cassar o direito do povo. 'O Lula vai lutar até a ultima gota de suor para ser candidato a presidente, com todas as forcas, e já disse, 'não vou trocar minha dignidade pela minha liberdade'', afirmou.

    Nesta semana, governadores petistas e aliados pressionaram para que Haddad começasse a fazer atos de rua para se tornar conhecido e, em reunião com esse grupo, ficou decidido que o candidato a vice iniciaria esse périplo pelo Nordeste. Nos próximos dias, ele deve visitar outros Estados da região, como Bahia e Ceará.

    (Edição de Eduardo Simões)

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    Haddad critica pedido de impugnação de Lula e diz que TSE tem de aguardar posição do STJ

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que a Justiça Eleitoral deveria esperar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir sobre uma ação da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para só então se manifestar sobre a inelegibilidade da candidatura dele.

    “O que eu entendo é que a Justiça Eleitoral não poderia se manifestar antes do STJ. Se estamos ingressando com um recurso pela Lei da Ficha Limpa no STJ, para suspender os efeitos da condenação em segunda instância, como o TSE vai se manifestar antes do STJ?', disse Haddad a jornalistas, quando perguntado sobre o pedido de impugnação apresentado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pouco depois do registro da candidatura de Lula na quarta-feira.

    'É uma perseguição que não tem fim aos direitos do presidente”, reclamou Haddad, após participar de sabatina da entidade Todos pela Educação, em São Paulo.

    O ex-prefeito de São Paulo se referia a uma ação que a defesa de Lula vai apresentar no Superior Tribunal de Justiça pedindo a suspensão dos efeitos da condenação em segunda instância sobre Lula, entre eles a inelegibilidade para a disputa da eleição deste ano.

    O ex-presidente foi condenado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP). Com base nessa condenação, Lula deve ter sua candidatura presidencial barrada pelo TSE, com base na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados da Justiça.

    Na quarta-feira, o PT registrou a chapa do partido para a disputa pelo Palácio do Planalto com Lula como candidato a presidente e Haddad como vice.

    Pouco depois, Dodge, que também é a procuradora-geral eleitoral, entrou com pedido de impugnação da candidatura.

    Haddad, que tem atuado como porta-voz de Lula e deverá assumir a candidatura presidencial petista em caso de impugnação do ex-presidente, também rebateu as críticas da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que na véspera disse que a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso desde abril, virou uma espécie de comitê de campanha do petista por conta das constantes visitas de aliados políticos que se apresentaram como seus advogados nos autos do processo.

    Os procuradores pediram que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que é advogada, seja impedida de visitar o petista, argumentando que, no exercício do mandato parlamentar, ela não poderia advogar.

    'Não sei se o Dallagnol conhece a constituição eleitoral, mas um dos documentos mais importantes do registro (de candidatura) é o plano de governo', disse Haddad, referindo-se ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e um dos signatários do pedido.

    'Mas eu vou fazer um plano de governo sem me reunir com o candidato?', questionou o ex-prefeito.

    'Primeiro que eles não estão lá para saber do que a gente trata, ou tem escuta lá? Não, né? Eu estou dizendo que eu ia lá conversar sobre um documento essencial para o registro (de candidatura). Não existe candidatura sem registro, não existe registro sem plano de governo. Como é que eu vou elaborar um plano de governo sem ouvir o candidato? Isso é uma atividade normal de uma pessoa que precisa apresentar um documento. Eu estava elaborando esse documento”, argumentou Haddad, que é o coordenador do plano de governo da chapa de Lula.

    Durante a sabatina sobre educação, Haddad disse que é significativo que Lula tenha escolhido como vice seu ex-ministro da Educação e que o ex-presidente quer acompanhar o tema de perto.

    Segundo Haddad, o plano de governo do PT é focar na formação dos professores, no Ensino Médio e no resgate dos trabalhos que foram desenvolvidos nos Ministérios da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia, este último fundido ao Ministério da Comunicação.

    (Por Taís Haupt)

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    PT registra candidatura de Lula em 'ato de soberania popular'

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um 'ato de soberania popular' e não há nada que impeça a participação dele na campanha, disse nesta quarta-feira o candidato a vice na chapa presidencial petista, Fernando Haddad.

    A candidatura de Lula --líder nas pesquisas de intenção de voto e preso desde abril cumprindo pena após condenação na Lava Jato-- foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral às 17h12.

    'As pessoas acharam que o Lula não ia ficar bem nas pesquisas, que o povo não ia seguir sua liderança, o que aconteceu foi exatamente o contrário. O presidente Lula subiu nas pesquisas, mantém a liderança em todos os cenários, ganha no primeiro turno em vários deles', disse Haddad a jornalistas.

    'O que a gente fez aqui foi um ato de defesa da soberania popular. Se o povo quer votar no presidente Lula, o povo tem esse direito. E esse documento assegurará o direito de brasileiros e brasileiras reconduzirem Lula presidente', acrescentou Haddad, ainda no gabinete em que o pedido foi registrado.

    O ex-prefeito de São Paulo afirmou que Lula é, de longe, 'a pessoa mais qualificada para tirar o país da crise, é uma liderança mundial reconhecida por vários chefes de Estado e intelectuais e é o maior líder da história do Brasil'.

    'É em função disso que, sob a liderança da presidenta (do PT) Gleisi (Hoffmann), nós caminhamos a passos muito difíceis de abril para cá, mas chegamos reunidos em torno dessa liderança e com a certeza de que ele vencerá nas eleições', disse.

    Aliados do ex-presidente fizeram questão de comparecer pessoalmente ao TSE para o momento do registro de candidatura, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff e a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB), que deverá ser deslocada para vice quando a situação de Lula se resolver.

    Após o registro de candidatura, Haddad deixou o prédio do tribunal e deu uma entrevista coletiva à imprensa. Ele disse acreditar que o TSE vai ser 'sensível' ao pleito da coligação que apoia o ex-presidente e que não há 'nenhum dispositivo' que impeça o ex-presidente de concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

    Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex no Guarujá (SP), Lula deve ser barrado em função da Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente alega inocência e diz ser alvo de perseguição política para impedi-lo de disputar a eleição.

    'Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história', afirmou Lula em 'carta aos brasileiros', divulgada por seus aliados após o registro da candidatura. 'Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas cortes superiores.'

    Na carta, Lula faz um apelo à militância e lista feitos dos governos do PT.

    'Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.'

    O ex-presidente --que divulgou ter um patrimônio de 7,9 milhões de reais-- foi o último dos 13 candidatos a presidente a fazer o registro. O prazo se encerrava nesta quarta-feira às 19 horas.

    Em seguida ao registro, a comitiva dos políticos deixou o prédio para se reunir com uma multidão de cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, de apoiadores do ex-presidente. Esse grupo chegou à capital vindo de várias partes do país desde o início da semana.

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    Judiciário não deve estar sujeito à pressão para julgar Lula, diz Haddad

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato a vice-presidente na chapa do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que o Judiciário não deveria estar sujeito a nenhum tipo de pressão para julgar a questão da inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou que o partido vai com o ex-presidente 'até às últimas consequências'.

    O ex-prefeito de São Paulo, que participou de evento com presidenciáveis na União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) na “condição de companheiro da chapa que será inscrita”, rechaçou supostos movimentos para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barre logo o registro da candidatura de Lula, atual líder nas pesquisas de intenção de voto ao Planalto e que está preso desde abril.

    'O Judiciário não deveria estar sujeito à pressão de tipo nenhum. Quem é que está fazendo pressão? São os adversários do Lula, a mídia sobre a Rosa Weber (nova presidente do TSE). Ela tem que julgar de acordo com a lei, não com a pressão que ela venha a receber e não (diante) dos telefonemas que ela venha a receber', disse Haddad, em entrevista coletiva, após sua participação no evento.

    'Ela é uma ministra respeitável e não tem que se sujeitar à pressão de ninguém. Queremos que o recurso do Lula seja julgado com critério', acrescentou.

    Haddad destacou que o partido tem recorrido à Justiça para garantir a presença de um representante da chapa encabeçada por Lula nos debates e sabatinas. O petista disse considerar que o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, também deseja a presença de outro nome da esquerda nos debates --mais cedo, no evento, Ciro se colocou contra essa demanda.

    'Ele (Lula) não consegue entender porque os adversários estão com medo da presença dele no debate se ele é tão vulnerável quanto dizem', ironizou Haddad.

    (Reportagem de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)

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    Haddad diz que Lula é candidato porque tem a liderança para tirar país da crise

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT a vice-presidente, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva será registrada na quarta-feira, último dia previsto pela legislação eleitoral, e defendeu que o ex-presidente tem a liderança necessária para que o país saia da crise e possa voltar a pensar “grande”.

    Segundo Haddad, que participou de evento com presidenciáveis na União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) na “condição de companheiro da chapa que será inscrita”, o programa do PT terá a capacidade tirar o país da crise e prevê, entre outros pontos, uma reforma do sistema tributário dos bancos, uma reforma tributária (adoção do IVA) e revisão do teto do gastos.

    “Temos certeza que o programa que vai ser apresentado aqui... esse programa é capaz de tirar o país da crise com a agilidade necessária”, disse o petista, acrescentando que o registro da candidatura de Lula responde à confiança que é depositada em sua “capacidade de levar o país para sair da crise”.

    “Nós sabemos que se ministrarmos a receita correta, o Brasil tem força suficiente para responder a esses estímulos muito rapidamente. Não falta força ao país, isso nós temos convicção. Não falta energia ao país. O que talvez esteja faltando é, em primeiro lugar, uma liderança política da estatura do presidente Lula. E em segundo lugar, um conjunto de medidas que mova a sociedade rumo ao desenvolvimento.”

    Lula está preso desde abril cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Ele deve ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de condenados por órgãos colegiados da Justiça.

    O petista nega qualquer irregularidade e se diz alvo de uma perseguição política para impedi-lo de se candidatar.

    PENSAR GRANDE

    Haddad, que pode assumir a cabeça da chapa petista, foi o único candidato a vice a discursar no evento. Ele defendeu que é hora de pensar o país como “um todo”.

    “Se ficarmos restritos àquilo que o mercado financeiro dita como regra, vamos nos reduzir. Nós vamos nos apequenar”, afirmou.

    “Acho que a gente devia voltar a pensar grande”, pontuou. “Nós pensamos grande e nos tornamos grandes um tempo atrás. Aquilo não foi milagre, não foi um ponto fora da curva.”

    O candidato à vice-presidente argumentou que o teto de gastos inviabiliza a gestão pública, é “irresponsável do ponto de vista fiscal” e impede que se ganhe “eficiência”.

    Ao mesmo tempo, defendeu que é possível aumentar os gastos públicos e retomar obras --com foco na construção civil que gera “emprego imediato”-- com responsabilidade fiscal.

    Sobre as mudanças no sistema de tributação de bancos, o candidato afirmou que é necessário dar um “basta” à “oligopolização” do setor e prometeu enfrentar a “cartelização”.

    Para isso, explicou, seria necessária uma mudança na legislação tributária dos bancos, que passaria a ser regida por uma progressividade: “quanto mais o branco cobrar de spread, mais imposto vai ter que pagar”, referindo-se ao chamado spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final.

    No caso do sistema tributário em geral, a ideia é, segundo Haddad, implantar um modelo de transição, com uma carga tributária líquida em determinado patamar que se manterá o mesmo durante a transição. Segundo o candidato, o ente federado não irá perder receita porque com a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), e sua gradual compensação enquanto os “impostos velhos” são reduzidos, não haverá perda para os entes federados.

    Para a reforma da Previdência, a ideia é abrir uma mesa de discussão com governadores e prefeitos e promover mudanças em regimes próprios, desde que pactuadas na mesa de negociação, sem penalizar o trabalhador rural, ou beneficiários do serviço de prestação continuada.

    “Você não pode ter um proposta homogênea como o Temer propôs.”

    Questionado sobre a proposta do candidato pelo PDT ao Planalto, Ciro Gomes, de se fazer um plebiscito sobre a reforma da Previdência, Haddad disse preferir um referendo, para que a população opine sobre um conjunto de iniciativas previamente discutidas.

    Disse ainda não ver “diferença” entre a agenda econômica do candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e a do atual presidente Michel Temer.

    O candidato afirmou o ainda que a responsabilidade pelo combate ao crime organizado seja feito desde o início por forças federais, liberando as forças locais para o cuidado com a população.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito)

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    Lula reafirma papel de Haddad como porta-voz e cobra participação em debates

    (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta sexta-feira em Curitiba, onde cumpre pena de prisão, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para reafirmar que deseja ter Haddad como seu porta-voz e substituindo-o em debates quando ele for impedido pela Justiça de participar.

    Mesmo da prisão Lula tenta por ordem nas disputas internas do PT, uma vez que, apesar da indicação pública de Haddad para ser o vice na chapa presidencial, com a bênção do ex-presidente, Haddad ainda estava sendo questionado internamente e tinha seus movimentos limitados pela cúpula do partido.

    Havia um temor, segundo uma fonte, de passar a impressão de que o partido havia desistido da candidatura Lula se o espaço de Haddad crescesse demais. Ao mesmo tempo, parte do PT ainda questionava a legitimidade de Haddad e gostaria ainda de vê-lo substituído.

    “Lula é candidato e Haddad é candidato a vice. No dia 15 registraremos a chapa Lula-Haddad. Essa é a estratégia”, disse Gleisi a repórteres ao sair de reunião com o ex-presidente na Polícia Federal de Curitiba. “Durante a campanha Haddad será o porta-voz, a sua voz com a sociedade, vai viajar o Brasil, vai fazer o debate, vai participar de sabatinas. Vai ser a nossa voz. Vamos entrar na campanha para valer”.

    Até agora, o PT ainda não conseguiu chegar em um acordo sobre como será a participação de Haddad na campanha. Parte do partido não queria, por exemplo, colocar Haddad no lugar de Lula nos debates. Segundo Gleisi, agora o PT vai usar de todos os meios jurídicos possíveis para assegurar Lula e, se não for possível, Haddad nos encontros de presidenciáveis.

    Lula já havia mandado um recado na véspera, pelo presidente da CUT, Vagner Freitas. Depois de se encontrar com o ex-presidente, o sindicalista disse várias vezes que Lula teria sido claro ao apontar Haddad como seu porta-voz.

    “Ele pediu para dar um recado: Haddad é o porta-voz dele, a voz dele, as pernas dele, fala em nome dele e vai representá-lo e viajar o Brasil em tarefa dada a ele pelo próprio presidente”, disse Vagner a jornalistas em Curitiba.

    Nesta sexta-feira foi a vez dos dirigentes petistas ouvirem o mesmo diretamente. Inscritos como advogados do ex-presidente, Haddad, Gleisi e o diretor financeiro Emídio de Souza têm a prerrogativa de visitar Lula a qualquer momento durante a semana, sem precisar esperar pelos horários de visita.

    Perguntado sobre quando começaria a viajar pelo país, como pediu Lula, Haddad afirmou que a coordenação de campanha do PT irá se reunir nos próximos dias e definir calendários e estratégias para sua participação.

    Esta semana o ex-prefeito pediu licença do Insper, instituto de ensino superior onde dá aulas desde o início do ano.

    Apesar de prometer registrar a chapa Lula-Haddad, o PT acertou uma aliança com o PCdoB pela qual a deputada estadual Manuela D'Ávila assumirá a vaga de candidata a vice na chapa presidencial quando a situação jurídica de Lula se resolver. Até lá, o candidato a vice será o ex-prefeito de São Paulo, que, por sua vez, pode ficar com a cabeça de chapa com a provável impugnação da candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa.

    (Por Lisandra Paraguassu, em São Paulo)

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    Lula manda recado e reforça que Haddad é sua voz na campanha eleitoral enquanto estiver preso

    Por Lisandra Paraguassu

    CURITIBA (Reuters) - Em meio ainda a disputas internas no PT sobre a legitimidade do ex-prefeito de Sao Paulo, Fernando Haddad, para substituí-lo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de três meses em Curitiba, mandou um recado nesta quinta-feira pelo presidente da CUT, Vagner Freitas: Haddad é sua voz na campanha eleitoral enquanto ele estiver na cadeia.

    'Ele pediu para dar um recado: Haddad é o porta-voz dele, a voz dele, as pernas dele, fala em nome dele e vai representá-lo e viajar o Brasil em tarefa dada a ele pelo próprio presidente”, disse Wagner a jornalistas em Curitiba.

    Haddad foi indicado domingo passado, último dia permitido pela legislação eleitoral, para assumir como vice na chapa com Lula, em uma composição em que Manuela D’Ávila, do PCdoB, foi apontada como futura vice quando a situação de Lula se resolver, com a confirmação ou impugnação de sua candidatura.

    No entanto, a decisão não foi tomada facilmente pelo partido, com grupos que resistiam ao nome do ex-prefeito e defendiam o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner --que já havia avisado que não queria o posto-- ou mesmo a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. Apenas depois de uma carta de Lula, em que apontava Haddad como seu escolhido, a indicação foi confirmada.

    Apesar assim, segundo fontes ouvidas pela Reuters, ainda há resmungos internos no PT.

    “Ainda há quem diga que Haddad não é orgânico do partido”, contou uma delas, referindo-se ao fato de que o ex-prefeito é visto por alguns dentro do PT como um novato nas estruturas partidárias.

    Esse grupo ainda defendia a possível troca de Haddad por outro nome --novamente Gleisi ou Wagner-- e que o partido não deveria dar tanto destaque a Haddad como substituto de Lula para não enfraquecer o nome do ex-presidente e passar a impressão de que Lula vai desistir da candidatura.

    Freitas, que dividiu nesta quinta o dia de visita com Sharon Burrow, secretária-geral da Central Sindical Internacional, ficou cerca de uma hora com o ex-presidente e, segundo ele mesmo, conversou cerca de 20 minutos sozinho com Lula para tratar de questões de estratégia política.

    “É o porta-voz da campanha Lula, é a voz do Lula enquanto ele estiver preso, e por isso ele tem que ter visibilidade, tem que estar nos debates”, disse Vagner.

    “O que ele quer é esclarecer a opinião pública. Ele quis esclarecer, ‘Haddad é a minha voz, ele tem que ter visibilidade’. Para parar esse diz-que-diz o presidente esclarece de maneira enfática”, disse Freitas.

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    Haddad rebate Ciro e diz que desrespeito ao eleitor seria abrir mão de candidatura de Lula

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, rebateu nesta quinta-feira as críticas do presidenciável Ciro Gomes (PDT) à chamada chapa tripla anunciada pelo PT, e afirmou que abrir mão da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria um desrespeito ao eleitorado.

    Ciro afirmou na véspera que a chapa tripla do PT, formada por Lula para presidente e Haddad e a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) como vices em momentos distintos da campanha, 'engana flagrantemente' o eleitor.

    Haddad disse a jornalistas após palestra para investidores em São Paulo que respeita Ciro e tem boa relação com ele, mas que diverge do pedetista sobre Lula.

    'Com todo o respeito ao Ciro, porque, de novo, eu retribuo o gesto sempre fraterno do Ciro para comigo e eu próprio já tive vários gestos fraternos para com ele, é um respeito antigo,... então pacificada essa questão, de respeito e desejo de aproximação, nós temos uma avaliação diferente do Lula desde o princípio', disse Haddad.

    'Do nosso ponto de vista, desrespeito ao eleitor seria abrir mão do Lula. É uma divergência democrática, natural. Isso não torna o Ciro melhor nem pior, nem a mim, nem a Manuela. Existe uma percepção clara, firme, rígida do nosso lado de que desrespeito ao eleitor é abrir mão do Lula, que é quem o eleitor quer ver na Presidência da República', acrescentou.

    No último fim de semana, o PT oficializou a candidatura de Lula, que está preso desde abril, ao Planalto. Como o ex-presidente foi condenada em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, ele deve ter seu nome barrado da disputa eleitoral devido à Lei da Ficha Limpa.

    Posteriormente, o PT anunciou uma aliança com o PCdoB pela qual Manuela assumirá a vaga de candidata a vice na chapa presidencial quando a situação jurídica de Lula se resolver. Até lá, o candidato a vice será Haddad, que, por sua vez, deve ficar com a cabeça de chapa se a impugnação do ex-presidente Lula se confirmar.

    Haddad afirmou que o PT irá às últimas consequências e usará de todos os recursos judiciais possíveis para assegurar a presença de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, na eleição de outubro.

    'Enquanto houver alguma esperança de legalidade nesse país, nós vamos apostar nisso, para garantir Lula na urna', disse Haddad, que será o substituto de Lula na cabeça de chapa petista caso a candidatura do ex-presidente seja impugnada, segundo uma fonte disse à Reuters na semana passada.

    'Nós não vamos abdicar do Lula. Eu vou dizer uma coisa aqui quase como uma previsão: o Lula vai voltar a ser presidente da República', disse o ex-prefeito de São Paulo durante a palestra, organizada pelo banco BTG Pactual.

    Também na palestra, Haddad reconheceu que a situação vivida por Lula e o PT é difícil, mas voltou a defender a insistência do partido na candidatura de Lula ao Planalto.

    'Nossa situação é muito difícil, mas nós não vamos facilitar a vida dos nossos adversários jogando a toalha', disse.

    CONTROLE DAS INSTITUIÇÕES

    Na palestra, Haddad, que também é o coordenador do programa de governo petista, defendeu um maior controle externo de instituições como o Judiciário e o Ministério Público, assim como a adoção de protocolos para os acordos de delação premiada. Além da condenação no caso do tríplex, Lula é réu em outros cinco processos e, em vários deles, há acusações de delatores contra o ex-presidente.

    Lula, que nega quaisquer irregularidades, afirma ser alvo de uma perseguição política montada por setores do Ministério Público, da imprensa, da Polícia Federal e do Judiciário para impedi-lo de ser novamente candidato.

    'Você tem que colocar um burocrata para fiscalizar o outro', disse Haddad ao defender um novo modelo de controle externo. 'Não funciona corregedoria formada por membros da própria corporação', acrescentou ele, que defendeu benefícios menores a delatores, assim como punições mais severas a colaboradores que mentirem.

    'Pegou 15 (anos de prisão). Colaborou, vai para 10. Mentiu, vai para 25', disse o petista.

    ROBUSTEZ FISCAL

    Haddad também disse que um eventual governo petista eleito em outubro terá uma forte responsabilidade fiscal, como, na avaliação dele, ocorreu nos governos de Lula.

    'Nós sim devemos adotar uma política fiscal robusta, que foi a marca dos governos Lula', disse Haddad durante a palestra, lembrando que os governos do ex-presidente registraram superávits primários sucessivos.

    Haddad disse aos investidores que Lula tem experiência na condução da economia.

    O candidato a vice do PT também defendeu o crédito como ferramenta de desenvolvimento e tocou na questão dos spreads bancários.

    'Pretendemos fazer uma discussão muito franca com o sistema bancário com relação aos spreads... Mas temos uma posição muito rígida em relação a isso', afirmou. No programa de governo de Lula, o partido propõe taxar mais os bancos que não diminuírem o spread bancário.

    (Reportagem de Eduardo Simões)

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    Haddad defende política fiscal robusta em palestra a investidores

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira em palestra a investidores que um eventual governo petista eleito em outubro terá uma 'política fiscal robusta' como, segundo ele, foi marca nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Em palestra promovida pelo banco BTG Pactual em São Paulo, Haddad também disse que terá uma conversa franca com o sistema bancário sobre os spreads, mas adiantou que o partido tem uma posição rígida sobre o assunto.

    'Nós sim devemos adotar uma política fiscal robusta, que foi a marca dos governos Lula', disse Haddad durante a palestra, afirmando que os governos do ex-presidente registrou superávits primários sucessivos.

    Haddad disse aos investidores que Lula, registrado como cabeça da chapa petista à Presidência, tem experiência na condução da economia.

    O candidato a vice do PT, que já defendeu uma tributação aos bancos que cobrarem juros altos, também voltou a defender o crédito como ferramenta de desenvolvimento.

    'Pretendemos fazer uma discussão muito franca com o sistema bancário com relação aos spreads... Mas temos uma posição muito rígida em relação a isso', afirmou.

    Lula está preso desde abril em Curitiba cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, o petista deve ficar impedido de disputar a eleição pela Lei da Ficha Limpa.

    (Por Eduardo Simões)

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    Haddad diz que objetivo é derrotar candidaturas Alckmin e Meirelles e minimiza Bolsonaro

    (Reuters) - O vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o objetivo principal do chamado campo progressista é derrotar as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), que representam a continuidade do governo Temer, e minimizou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), por falta de clareza do seu projeto.

    Ao comentar a formação das alianças do primeiro turno, que não conseguiu unir as candidaturas de Lula e de Ciro Gomes (PDT), o ex-prefeito de São Paulo ressaltou que esse grupo estará junto num eventual segundo turno.

    'Tenho certeza de que, embora nós não tenhamos conseguido compor uma única chapa que representasse o campo progressista contra as candidaturas sobretudo do Meirelles e do Alckmin, que representam a continuidade do governo Temer, nós vamos estar juntos no segundo turno e no governo, porque nós temos o objetivo comum de derrotar esse projeto que está desconstruindo o país', disse Haddad a jornalistas em Curitiba, após visitar Lula na prisão.

    Para o ex-prefeito de São Paulo, o governo Temer 'tem que dar lugar a um projeto legítimo, saído das urnas, que dialogue com os anseios populares e nacionais'.

    Questionado por não ter mencionado o presidenciável do PSL entre as candidaturas a serem derrotadas pelo seu campo, Haddad disse que não consegue 'visualizar o projeto Bolsonaro'.

    'Porque ele (Bolsonaro) remete sempre a um economista, que até virou meme de internet, virou 'posto Ipiranga', qualquer pergunta difícil ele remete para o Paulo Guedes', disse o candidato a vice petista, referindo-se ao coordenador econômico de Bolsonaro.

    Perguntado sobre as altas intenções de voto de Bolsonaro nas pesquisas --ele lidera os cenários sem Lula--, Haddad avaliou que o capitão da reserva do Exército 'dialoga mais com um sentimento do que propriamente com um sonho, do que com um desejo de transformação social'.

    'Vamos ter que lidar com esse sentimento de forma respeitosa, são cidadãos que estão angustiados em busca de uma solução que eles não conseguem compreender muito bem, vamos dialogar com esse público também', acrescentou.

    Preso em Curitiba desde abril, cumprindo pena por condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Lula, que lidera as pesquisas de intenções de voto, deve ter sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa.

    (Por Alexandre Caverni, em São Paulo)

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