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    Governo retoma projeto de hidrelétrica de R$6 bi em Roraima e prevê leilão em 2021

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - O governo retomou estudos para tirar do papel nos próximos anos a hidrelétrica de Bem Querer, uma usina em Roraima que demandaria aportes de cerca de 6 bilhões de reais e poderia ser oferecida a investidores em um leilão em 2021, disse à Reuters a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

    O movimento vem em meio a sinais do presidente Jair Bolsonaro e ministros de que sua gestão está aberta a projetos desenvolvimentistas na Amazônia. Junto com um linhão previsto para ligar Roraima ao sistema elétrico nacional, a usina poderia até exportar energia para outros Estados.

    Mas o projeto já atrai alguma resistência de ambientalistas e indigenistas, principalmente porque seu lago inundaria uma área de 519 quilômetros quadrados, equivalente a mais de 70 mil campos de futebol.

    Para se ter uma ideia, o lago a ser formado no rio Branco seria pouco maior que o da usina de Belo Monte, no Pará, uma das maiores do mundo, projetada para ter capacidade instalada de cerca de 11,2 mil megawatts, contra apenas 650 megawatts de Bem Querer.

    'Na nossa opinião, será a pior grande hidrelétrica da Amazônia no século XXI, se for construída. Não é uma usina trivial, ela é muito impactante', disse à Reuters o coordenador de energia do Instituto Socioambiental (ISA), Ciro Campos.

    A garantia física de Belo Monte, um cálculo aproximado de quanta energia pode ser gerada pela usina mesmo em ano crítico, é de 4.571 megawatts médios, mais de sete vezes a capacidade instalada do projeto de Roraima.

    Os estudos ambientais sobre a usina Bem Querer estão sendo conduzidos pela EPE, ligada ao Ministério de Minas e Energia, que também é responsável pelo Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica (EVTE) do projeto.

    'No final de 2020, início de 2021, devemos protocolar o estudo de impacto ambiental (EIA-Rima) no Ibama', disse a superintendente de Meio Ambiente da EPE, Elisângela Medeiros de Almeida.

    'Vamos ver como isso vai evoluir, é um estudo amplo... mas em 2021 é possível ocorrer (o leilão do empreendimento)', afirmou o superintendente de Projetos de Geração da EPE, Bernardo Folly de Aguiar.

    Questionados sobre possíveis sensibilidades do projeto em termos ambientais, os técnicos da EPE afirmaram que esses pontos serão avaliados durante o processo de licenciamento e destacaram que a usina não vai alagar área indígenas.

    Ainda assim, haverá impactos indiretos sobre algumas terras indígenas, que serão alvo do chamado 'componente indígena' do licenciamento, apontaram.

    O coordenador local do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Luis Ventura Fernandez, estimou que até nove terras indígenas poderiam sofrer impactos com a usina, que ainda poderia afetar a fauna e a flora e a disponibilidade de peixes na região.

    Fernandez pediu maior diálogo sobre o projeto, que segundo ele começou a ser discutido pelo governo em 2013, mas foi alvo de poucas interações com a comunidade local até o momento.

    'O projeto Bem Querer ele vem ainda do governo Dilma, atravessou o Temer e agora, aparentemente, a intenção com Bolsonaro é acelerar o processo', disse.

    Na segunda-feira, o ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles, afirmou que novas hidrelétricas na Amazônia podem ser construídas desde que tenham a viabilidade ambiental comprovada e cumpram exigências de mitigação de impactos.

    'É importante lembrar: licenciamento ambiental não é um instrumento para dizer não. Ele é um instrumento para dizer em que condições sim', afirmou ele, durante evento em São Paulo.

    CRISE ENERGÉTICA

    A retomada de Bem Querer vem em meio a uma crise energética em Roraima, que não faz parte do sistema elétrico interligado do Brasil e tem parte da demanda por energia abastecida por importações da Venezuela.

    Mas o plano do governo não é solucionar as atuais incertezas na oferta de energia de Roraima com a usina, uma vez que ela provavelmente só ficaria pronta após 2027, disseram os técnicos da EPE.

    Assim, a previsão é licitar a usina depois que houver sinalizações concretas sobre o destino de uma linha de transmissão em desenvolvimento que ligará Roraima ao sistema elétrico brasileiro.

    O linhão foi licitado em 2011 e ainda não avançou por dificuldades no licenciamento ambiental, mas o governo Bolsonaro declarou o projeto como 'de interesse nacional' e agora prevê iniciar as obras no segundo semestre.

    'O estudo de viabilidade de Bem Querer parte da premissa de que a usina estará conectada ao sistema interligado', disse Aguiar, da EPE.

    Os opositores da hidrelétrica, no entanto, defendem que o longo prazo até a construção também daria tempo ao governo para buscar alternativas de menor impacto.

    'Se hoje em 2019 a viabilidade dessa usina já é controversa, imagina daqui a uns 10 anos, quando ela estiver à plena carga? Pela situação de viabilidade de outras fontes (como usinas eólicas e solares) já não se justificaria mais', argumentou Campos, do ISA.

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    Ministro não descarta novas usinas na Amazônia; critica 'ideologia' de licenças

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil está aberto a avaliar novos projetos hidrelétricos na região da Amazônia, mas a decisão por eventuais empreendimentos tem que se basear em uma análise técnica, disse nesta segunda-feira o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticando o que apontou como interferência 'ideológica' em processos de licenciamento ambiental.

    Ao falar durante seminário da Associação Brasileira de Relações Institucionais (Abrig), Salles defendeu que o órgão ambiental Ibama avalie projetos e riscos a eles relacionados 'em uma base estritamente técnica'.

    'É importante lembrar: licenciamento ambiental não é um instrumento para dizer não. Ele é um instrumento para dizer em que condições sim'.

    Segundo o ministro, o trabalho do Ibama é pesar benefícios e riscos de cada projeto para ao final da análise decidir se há medidas que possam ser impostas para mitigar os riscos, permitindo o avanço do empreendimento.

    Ele reconheceu que a Amazônia é uma região 'sensível' devido à sua biodiversidade, ressaltando ainda que a construção de hidrelétricas ali não deve ser analisada da mesma maneira que em outras regiões do país.

    O ministro ainda criticou decisões de governos anteriores em processos de licenciamento ambiental, que segundo ele foram baseadas em 'dogmas' e em uma visão 'completamente ideológica', o que teria na prática prejudicado o meio ambiente.

    Um desses exemplos, de acordo com o ministro, está no caso de um linhão de transmissão projetado para conectar o Estado de Roraima ao sistema elétrico interligado brasileiro, que ainda não obteve licença ambiental.

    Sem a linha, Roraima segue dependente de térmicas e importações de energia da combalida Venezuela, o que resultou anteriormente em blecautes constantes no Estado.

    'Sob o ponto de vista ambiental, a pior decisão foi ter impedido a construção do linhão', disse Salles.

    'A energia gerada no local (Roraima) é a mais anti-ambiental, que é a energia gerada de combustível fóssil.'

    (Por Ana Mano)

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    Hidrelétricas podem seguir com chuva abaixo da média em 2018/19, dizem especialistas

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - Os reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia do Brasil, podem enfrentar uma nova temporada de chuvas abaixo da média histórica entre o final deste ano e os primeiros meses de 2019, o chamado 'período úmido', em que geralmente se espera recuperação dos reservatórios, disseram especialistas do setor à Reuters nesta segunda-feira.

    Se confirmadas, as previsões levariam a precipitações na região das usinas ainda piores que no ano passado, o que contribuiria para manter uma pressão sobre as contas de luz, que já estão desde junho com a bandeira vermelha nível 2, que eleva custos para os consumidores para sinalizar uma menor oferta de geração.

    Um eventual desempenho abaixo da média nas chuvas significaria ainda a continuidade de um padrão negativo que tem se repetido desde ao menos a última hidrologia mais favorável para a produção hidrelétrica, no período chuvoso de 2011/2012.

    'Nossas projeções apontam hoje para um período úmido abaixo da média de longo termo (MLT) em 2018/2019. Seria ainda pior que em 2017/2018... entre dezembro e abril, (as precipitações na área dos reservatórios) devem ficar em torno de 82 por cento da média histórica', disse à Reuters o gerente executivo de Preços da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Cesar Pereira.

    A média das precipitações foi de 87 por cento na época de chuvas de 2017/18.

    A consultoria meteorológica Climatempo tem uma visão bastante semelhante, com expectativa de atraso no início das precipitações, que se recuperariam em março, mas ainda não seriam suficientes para recuperar o tempo perdido.

    'De uma forma geral, de outubro a março a expectativa é de chuva abaixo da média. O 'período úmido' vai ter menos chuva que o normal de uma forma geral no Brasil', afirmou à Reuters a diretora de meteorologia da Climatempo, Patricia Madeira.

    'A gente pode estimar que durante todo o período úmido no sistema elétrico, a chuva vai ficar cerca de 30 por cento abaixo da média', adicionou ela.

    A Climatempo não detalhou projeções específicas para cada mês no período.

    Já a CCEE estima precipitações na região das hidrelétricas em 86 por cento da média em novembro e 88 por cento em dezembro. Em janeiro, seriam 83 por cento, com 81 por cento em fevereiro, 78 por cento em março e 79 por cento em abril.

    Essa projeção poderia eventualmente melhorar conforme se materialize o fenômeno climático El Niño, que pode favorecer chuvas na região sul, segundo Pereira, da CCEE.

    'Hoje, no entanto, a gente não consegue ter certeza se ele vai se configurar e nem se vai ter intensidade suficiente para melhorar (as perspectivas) na região Sul e dar uma 'folga'', explicou.

    Nesse cenário, os reservatórios das hidrelétricas começariam a reta final do ano em 20 por cento da capacidade de armazenamento, perto do pior nível já registrado no histórico, de 17,9 por cento no final do ano passado, segundo a CCEE.

    Além do efeito nas tarifas, as chuvas abaixo da média podem também pressionar empresas de geração com grande concentração de ativos hidrelétricos, que precisam comprar energia no mercado de curto prazo para compensar uma menor produção de suas usinas quando os reservatórios estão baixos.

    (Por Luciano Costa)

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