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    Número de desaparecidos em pior incêndio da história da Califórnia supera 600

    Por Terray Sylvester

    PARADISE, Estados Unidos (Reuters) - As buscas por vítimas de um incêndio catastrófico que reduziu uma cidade do norte da Califórnia a cinzas foi intensificada nesta quinta-feira, quando as autoridades elevaram para 630 o número de pessoas dadas como desaparecidas durante o incêndio florestal mais letal e destrutivo da história do Estado norte-americano.

    Foram confirmadas as mortes de ao menos 63 pessoas no Incêndio Camp, que irrompeu uma semana atrás no sopé das colinas desidratadas pela seca em Sierra, localizada 280 quilômetros ao norte de San Francisco, e hoje é considerado um dos incêndios florestais mais fatais nos Estados Unidos desde a virada do século.

    As autoridades atribuíram o saldo de mortes elevado em parte à velocidade assombrosa com que a chamas, atiçadas pelo vento e alimentadas por arbustos e árvores ressecados, se propagaram por Paradise, cidade de 27 mil habitantes.

    Quase 12 mil casas e edifícios, incluindo a maior parte da cidade, foram consumidos na noite de quinta-feira passada, horas depois de o incêndio começar, disse o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

    O que sobrou foi uma vastidão fantasmagórica e enfumaçada de terrenos vazios cobertos de cinzas, destroços retorcidos e escombros.

    Milhares de outras estruturas ainda estão ameaçadas pelo incêndio, e até 50 mil pessoas receberam ordens de retirada no auge do incêndio. Um exército de bombeiros, muitos de Estados distantes, luta para conter e suprimir as chamas.

    A cifra revisada de 630 indivíduos cujo paradeiro e destino são desconhecidos é mais do que o dobro dos 297 listados no início do dia pelo escritório do xerife do condado de Butte.

    O xerife Kory Honea informou que quase 300 pessoas de quem inicialmente não se tinha notícias foram encontradas vivas. Ele disse que a lista de desaparecidos continuará oscilando, já que nomes são acrescentados e outros retirados, seja porque se descobriu estarem em segurança ou porque foram identificados entre os mortos.

    O saldo mais alto de mortes confirmadas e o número crescente de pessoas de quem não se tem notícias foram divulgados em uma coletiva de imprensa noturna de Honea, que disse que os restos de mais sete vítimas do Incêndio Camp foram localizados desde a quarta-feira, quando a cifra era de 56.

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    Incêndio florestal fatal na Califórnia cresce e só está 30% contido

    Por Noel Randewich e Sharon Bernstein

    PARADISE, Estados Unidos (Reuters) - O incêndio florestal mais mortífero e destruidor da história da Califórnia consumiu mais 3.237 hectares e só está 30 por cento contido, disseram autoridades dos bombeiros do Estado norte-americano nesta terça-feira, quando equipes de busca voltaram a vasculhar destroços calcinados à procura de restos humanos.

    O Incêndio Camp, que arde cerca de 280 quilômetros ao norte de San Francisco, passou a ocupar 50.500 hectares, mais do que quatro vezes a área da cidade, disse o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

    O saldo de mortes continuava em 42 pessoas, o mais alto já causado por um incêndio florestal na Califórnia, e 228 indivíduos são considerados desaparecidos. Mais de 7.600 casas e outras estruturas foram destruídas, outro recorde.

    Grande parte dos danos se concentra em Paradise, cidade de 27 mil habitantes do condado de Butte que foi virtualmente arrasada na madrugada de quinta-feira, poucas horas após a irrupção das chamas.

    Cento e cinquenta agentes de busca e resgate devem chegar à área nesta terça-feira, reforçando 13 equipes de resgate lideradas por médicos legistas na zona do incêndio, disse Kory Honea, xerife do condado de Butte.

    O xerife solicitou três equipes ambulantes de legistas dos militares norte-americanos, unidades de cães farejadores de cadáveres para localizar restos humanos e três grupos de antropólogos forenses.

    Cerca de 52 mil pessoas continuam sujeitas a ordens de retirada, segundo Honea.

    Já no sul da Califórnia duas pessoas morreram no Incêndio Woolsey, que destruiu 435 estruturas e deslocou cerca de 20 mil pessoas nas montanhas e sopés das colinas próximas do litoral de Malibu, situado a oeste de Los Angeles.

    O Incêndio Woolsey está 35 por cento contido, um avanço em relação aos 30 por cento do dia anterior, informou o Cal Fire.

    Quase nove mil bombeiros estão combatendo os incêndios florestais. O Cal Fire disse que 16 outros Estados, incluindo Oregon, Texas, Missouri e Geórgia, enviaram equipes de bombeiros ou outros recursos para debelá-los.

    As autoridades estão investigando a causa dos incêndios. Uma porta-voz da Comissão de Prestadoras de Serviço Público da Califórnia disse nesta terça-feira que a agência reguladora iniciou investigações que podem incluir uma inspeção dos locais dos incêndios assim que o Cal Fire liberar o acesso.

    Ventos de até 60 quilômetros por hora devem continuar no sul da Califórnia ao longo desta terça-feira, aumentando o risco de novas chamas causadas pela dispersão das brasas. O Cal Fire disse que 57 mil estruturas ainda estão ameaçadas pelo Incêndio Woolsey.

    (Reportagem adicional de Brendan O'Brien)

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    Incêndio deixa 5 mortos na Califórnia e provoca retirada de Malibu

    Por Stephen Lam

    PARADISE, Estados Unidos (Reuters) - Cinco pessoas morreram no norte do Estado norte-americano da Califórnia quando as chamas envolveram completamente seus veículos enquanto eles tentavam deixar Paradise, uma cidade de montanha ao norte de Sacramento que foi praticamente destruída por um dos três incêndios florestais que acontecem por todo o Estado, disseram autoridades nesta sexta-feira.

    Cerca de 800 quilômetros ao sul, um segundo incêndio forçou a retirada da cidade litorânea de Malibu e ameaçou a cidade cercada de Thousand Oaks, onde um atirador matou 12 pessoas nessa semana em um bar e casa noturna. Um terceiro incêndio também estava em expansão no condado de Ventura, no sul do Estado.

    No início da sexta-feira, o fogo avançou rapidamente para as imediações de Chico, 145 quilômetros ao norte de Sacramento, forçando milhares a fugirem da cidade depois de tomar a cidade de Paradise, disseram autoridades do Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire) em uma entrevista coletiva.

    O fogo, que começou na quinta-feira, havia mais que triplicado de tamanho para 2838 hectares, e apenas 5 por cento da área do incêndio foi contida.

    'A cidade está devastada, tudo está destruído', disse o porta-voz do Cal Fire, Scott Maclean, em referência à Paradise, que tem população de 26 mil pessoas.

    Além das cinco pessoas encontradas mortas em seus carros, muitos foram forçados a abandonar seus veículos e correrem para sobreviver pela única estrada que passa por Paradise. Cerca de 2 mil estruturas foram destruídas na área, segundo autoridades.

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    Incêndio florestal provoca devastação e fuga de milhares na Califórnia

    Por Stephen Lam

    PARADISE, Califórnia (Reuters) - Um incêndio florestal que avança rapidamente se aproximou na manhã desta sexta-feira da cidade de Chico, no Estado norte-americano da Califórnia, forçando milhares de pessoas a fugirem depois de deixar a cidade vizinha de Paradise em ruínas.

    Autoridades emitiram um alerta de retirada obrigatória para casas ao leste Chico, que tem cerca de 93 mil habitantes e se localiza cerca de 145 quilômetros ao norte de Sacramento.

    As chamas do incêndio, que já consumiu 8.100 hectares, estão sendo alimentadas por ventos de 56km/h que sopram no sentido oeste, disseram autoridades. Anteriormente, o incêndio devastou Paradise, situada cerca de 20 quilômetros ao leste de Chico.

    'A cidade está devastada, tudo foi destruído. Não sobrou muita coisa de pé', disse o porta-voz do Departamento Florestal e de Proteção contra Incêndios da Califórnia, Scott Maclean.

    'Este incêndio se moveu tão rápido e cresceu tão rápido que muitas pessoas foram pegas por ele'.

    Maclean disse que um número ainda desconhecido de civis e bombeiros se feriram no incêndio e que pode levar dias até que autoridades descubram se alguém morreu.

    A cidade de Paradise fica em um cume e tem rotas de fuga limitadas. Acidentes de trânsito congestionaram as estradas e moradores abandonaram seus veículos para fugir das chamas carregando crianças e animais de estimação, disseram autoridades. Uma mulher presa no trânsito entrou em trabalho de parto, reportou o jornal Enterprise-Record.

    'É muito caótico', disse Ryan Lambert, policial da Patrulha Rodoviária da Califórnia.

    Agentes de resgate usaram uma escavadeira para afastar carros abandonados no caminho e chegar ao Hospital Feather River para retirar pacientes enquanto chamas consumiam o edifício, disse a repórteres Doug Teeter, supervisor do condado de Butte.

    O hospital foi totalmente destruído, disse Mike Mangas, porta-voz da prestadora de serviços Dignity Health, ao Action News Now.

    O incêndio, que começou na manhã de quinta-feira, é o mais violento a atingir a Califórnia ao longo de um dos piores anos para incêndios florestais no Estado.

    (Reportagem adicional de Brendan O'Brien)

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    Incêndio no Museu Nacional provoca indignação por 'tragédia anunciada'

    Por Gabriel Stargardter

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Policiais usaram bombas de gás para afastar dezenas de pessoas que se reuniram no entorno do Museu Nacional nesta segunda-feira para demonstrar indignação e manifestar apoio à instituição, após um incêndio devastador da noite de domingo que atingiu o emblemático prédio na zona norte do Rio de Janeiro.

    Imagens aéreas transmitidas ao vivo pela emissora GloboNews mostraram policiais lançando bombas de gás e usando cassetetes para afastar algumas dezenas de pessoas, principalmente pesquisadores, estudantes e funcionários, que tentavam entrar pelos portões do parque onde fica o museu.

    Após alguns minutos de tensão, a polícia liberou o acesso à área externa do Museu Nacional, e dezenas de pessoas formaram um cordão humano no entorno do prédio histórico para dar um abraço simbólico no museu, mostraram imagens aéreas.

    Depois do incêndio de domingo, a fachada amarela do Museu Nacional, que já serviu como Palácio Imperial, permanecia de pé na manhã desta segunda-feira, mas suas grandes janelas revelavam corredores queimados e vigas de madeira carbonizadas em um interior sem teto.

    De vez em quando, bombeiros saíam do prédio com um vaso ou pintura que conseguiram resgatar entre os 20 milhões de itens que foram provavelmente destruídos após o incêndio de domingo, cuja causa ainda não foi determinada por autoridades.

    O Ministério Público Federal (MPF) pediu instauração de inquérito policial para apurar as causas e as responsabilidades pelo dano causado ao imóvel e ao acervo, e informou que no final de junho do ano passado a Câmara do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural realizou encontro técnico sobre prevenção de incêndios em bens culturais protegidos, 'voltado à produção de norma pelo Iphan que compatibilize as exigências do Corpo de Bombeiros com aquelas inerentes ao patrimônio cultural'.

    'Infelizmente, passado mais de um ano do evento, as instituições públicas federais responsáveis não publicaram a referida norma, padronização mínima para atuação dos bombeiros e outras instituições em todo o Brasil', disse o MPF em nota.

    O vice-diretor do museu, Luiz Duarte, disse à GloboNews que a instituição vinha sendo negligenciada por sucessivos governos federais, e que um financiamento ainda não liberado de 21,6 milhões de reais do BNDES anunciado em junho incluía, ironicamente, um plano para instalar equipamentos modernos de proteção contra incêndios.

    O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Roberto Robadey, disse a repórteres nesta segunda-feira que os dois hidrantes localizados do lado de fora do prédio estavam secos. Isso forçou bombeiros a utilizarem água de um lago próximo para abastecer os caminhões, mas as chamas consumiram o prédio rápido demais.

    'Em um mundo ideal, nós teríamos muitas coisas que não temos aqui: sprinkler dentro da edificação', disse Robadey, acrescentando que o Corpo de Bombeiros irá avaliar sua resposta ao incêndio e tomar medidas se necessário. 'Ontem foi um dos dias mais tristes da minha carreira.'

    Renato Rodriguez Cabral, professor de geologia e paleontologia do Museu Nacional, disse que o declínio do museu não aconteceu de um dia para o outro.

    'Isso não é de hoje. É uma tragédia anunciada desde 1892 quando o museu veio para cá', disse Cabral enquanto abraçava alunos e colegas de trabalho. 'Sucessivos governos republicanos nunca deram dinheiro, nunca investiram em infraestrutura'.

    Cabral disse que o prédio recebeu novas fiações há 15 anos, mas que claramente não havia um plano suficiente para proteger o museu de um incêndio, acrescentando: 'Os bombeiros praticamente assistiram ao incêndio'.

    'Para a história e ciência brasileiras, isso é uma tragédia completa', disse. 'Não tem como recuperar o que perdemos'.

    MENOS RECURSOS

    O museu, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ao Ministério da Educação, foi fundado em 1818. Seu acervo contava com diversas coleções importantes, incluindo artefatos egípcios e o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil.

    De 2013 para cá os recursos destinados ao local caíram significativamente, embora tenham oscilado ano a ano, segundo levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

    De janeiro a agosto de 2018, foram pagos apenas 98.115 reais à instituição, sendo 46.235 reais via UFRJ, para funcionamento do museu, e outros 51.880 reais pelo Ministério da Cultura, para concessão de bolsas de estudo. No total, a cifra corresponde a 15 por cento da verba de 2017.

    De acordo com o levantamento da Câmara, o total de recursos recebido pelo museu foi de 979.952 reais em 2013 e de 941.064 reais em 2014, com forte recuo em 2015, quando passou a 638.267 reais. Em 2016 houve alguma recuperação, para 841.167 reais, valor que novamente voltou a cair no ano passado, para 643.568 reais pagos.

    Em 2017, após uma infestação de cupins que levou ao fechamento da sala de exposição de fósseis de dinossauros, o Museu Nacional recorreu a um site de financiamento coletivo para buscar recursos para reabrir a exibição, e arrecadou quase 60.000 reais, quase o dobro da meta.

    A destruição do prédio, onde imperadores já viveram, foi uma perda 'incalculável para o Brasil', disse o presidente Michel Temer em publicação no Twitter. 'Foram perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento'.

    O Palácio do Planalto disse em nota oficial que Temer se reuniu nesta manhã com entidades financeiras e empresas pu?blicas e privadas, e que ficou definida a criação de uma rede de apoio econo?mico para viabilizar a reconstruc?a?o do Museu Nacional.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro, e Marcela Ayres, em Brasília)

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    Incêndio para refinaria da Petrobras em Paulínia, mas empresa garante abastecimento

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um incêndio de grandes proporções em instalações da maior refinaria da Petrobras, em Paulínia (SP), paralisou as atividades no local desde a madrugada desta segunda-feira, mas a empresa informou que conseguirá garantir o abastecimento no curto prazo, utilizando estoques e a produção de outras unidades.

    'A Petrobras conta com estoque e produção das demais refinarias para garantir a oferta de combustíveis aos seus clientes. O incêndio atingiu parte de uma das unidades de craqueamento catalítico e de uma das unidades de destilação atmosférica, que fazem parte do processo de refino de petróleo, mas a extensão dos danos ainda passará por avaliação detalhada', afirmou a estatal em nota à Reuters.

    Mais cedo, o diretor-executivo de Refino e Gás Natural da companhia, Jorge Celestino, já havia comentado que 'não é para se preocupar com abastecimento por uns 15 dias'.

    Com produção correspondente a aproximadamente 20 por cento de todo o refino de petróleo no Brasil, a Replan tem capacidade para processar 69 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a 434 mil barris, de acordo com informações no site da empresa.

    O refino de petróleo no Brasil atingiu 1,82 milhão de barris ao dia em junho, segundo dados mais recentes da reguladora ANP.

    Conforme Celestino, o incêndio em Paulínia foi 'sério', mas não deixou vítimas. 'Nossas equipes estão no local avaliando o acidente. Não houve vítimas e isso tem um valor enorme para nós', declarou, por telefone.

    O coordenador regional do Sindipetro Unificado de São Paulo, Gustavo Marsaioli, afirmou que a unidade que pegou fogo havia acabado de passar por manutenção.

    'Por sorte era horário de refeição e não havia gente no campo... Foi um acidente sério, de proporções, e não deve ser resolvido em menos de uma semana', acrescentou.

    Ele confirmou informação da Petrobras de que os estoques de Paulínia estão elevados, e disse que outras unidades de refino do Estado operavam com capacidade de cerca de 70 por cento.

    'Realmente, há folga para compensar, e os estoques em Paulínia estão para mais de uma semana', disse Marsaioli.

    Procurada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que destacou um grupo para acompanhar o incidente.

    'A nossa equipe está acompanhando para ver causas que estão sendo apuradas pela Petrobras e consequências', disse à Reuters o diretor geral da reguladora, Décio Oddone.

    As ações preferenciais da Petrobras operavam em queda de 0,9 por cento por volta das 14h, ante alta de 0,06 por cento no índice Ibovespa.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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    Incêndio florestal agressivo ameaça milhares de casas em cidade do sul da Califórnia

    Por Alex Dobuzinskis

    LOS ANGELES (Reuters) - Centenas de bombeiros do Estado norte-americano da Califórnia estavam construindo barreiras e erguendo linhas de contenção na manhã desta sexta-feira para frear a aproximação de um incêndio florestal que ameaça milhares de casas em uma cidade à beira de um lago a sudeste de Los Angeles.

    Mais de 21 mil pessoas foram retiradas dentro e nos arredores da comunidade de Lake Elsinore, onde chamas furiosas e colunas de fumaça subiram aos céus sobre o município de 60 mil habitantes enquanto o incêndio apelidado de Fogo Sagrado ardia nas vizinhas montanhas de Santa Ana.

    'Parece uma zona de guerra', disse Ana Tran ao jornal Los Angeles Times enquanto cinzas e retardantes de chamas choviam sobre seu bairro.

    O incêndio, que só está 5 por cento contido, estava sendo alimentado pela vegetação seca que cobre o terreno íngreme e por rajadas de vento durante a noite, disse o porta-voz Thanh Nguyen a respeito do incidente.

    'Correntes descendentes fortes estão fazendo o fogo descer a colina agressivamente', explicou Nguyen, observando que os bombeiros estão trabalhando para erguer barreiras e linhas de contenção para proteger mais de duas mil moradias ameaçadas pelo incêndio.

    Três bombeiros sofreram ferimentos leves combatendo o incêndio relativamente pequeno que consumiu mais de 4.128 hectares desde que começou na terça-feira, disseram autoridades dos bombeiros.

    O governador Jerry Brown declarou um estado de emergência na área na quinta-feira, liberando recursos adicionais para enfrentar as chamas. Forrest Clark, de 51 anos, foi acusado de atear o fogo, informou a procuradoria do condado de Orange.

    O Fogo Sagrado é um dos vários incêndios se alastrando pela Califórnia que deslocaram dezenas de milhares de pessoas.

    Incêndios florestais em todo o Estado e região podem ser ainda mais estimulados por rajadas fortes, baixa umidade e clima quente nesta sexta-feira e no sábado, alertaram meteorologistas.

    No norte da Califórnia, um mecânico que ajudava a combater o Incêndio Carr nos arredores de Redding morreu em uma colisão de automóveis na quinta-feira, elevando o saldo de mortes resultantes do incêndio para oito, disse o Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

    O Incêndio Carr, que ocupa 72 mil hectares, matou dois outros bombeiros e três membros de uma família e destruiu quase 1.100 casas.

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    Califórnia combate maior incêndio florestal de sua história

    Por Dan Whitcomb

    LOS ANGELES (Reuters) - O maior incêndio florestal da história da Califórnia continuava se alastrando nesta terça-feira, e o calor e o vento dificultavam o trabalho dos milhares de bombeiros que enfrentam oito grandes focos fora de controle em todo o Estado norte-americano.

    O chamado incêndio de Mendocino chegou a 114.526 hectares na segunda-feira, quando dois incêndios florestais se fundiram no extremo sul da Floresta Nacional de Mendocino, disse o Departamento de Florestas e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

    Trata-se do maior de oito grandes focos fora de controle na Califórnia, o que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a declarar um 'grande desastre' no Estado.

    O tamanho do atual incêndio superou o do incêndio Thomas do ano passado, que devastou 114 mil hectares nos condados de Santa Barbara e Ventura e destruiu mais de 1 mil estruturas.

    O incêndio Mendocino incendiou 75 casas e obrigou milhares de pessoas a fugirem até o momento.

    As temperaturas podem chegar a 43 graus Celsius no norte da Califórnia nos próximos dias, já que rajadas de vento atiçarão as chamas, disse um meteorologista do Serviço Nacional do Clima.

    Na segunda-feira, os 3.900 bombeiros que combatem as chamas estavam empenhados em impedir que as chamas rompessem as barreiras antifogo no cume de colinas que abrigam as comunidades de Nice, Lucerne, Glen Haven e Clearlake Oaks, disse Tricia Austin, porta-voz do Cal Fire.

    Em outras partes da Califórnia foram emitidas ordens de retirada de cabanas em cânions da Floresta Nacional de Cleveland, no condado de Orange, na tarde de segunda-feira, porque um incêndio irrompeu e se espalhou rapidamente, chegando a 283 hectares.

    O incêndio Carr --que já consumiu 66.535 hectares na região de Shasta-Trinity, situada ao norte de Sacramento, desde que surgiu no dia 23 de julho-- está 47 por cento contido.

    Várias mortes foram atribuídas ao Carr, inclusive a de Jay Ayeta, guarda-fios de 21 anos da Pacific Gas and Electric Company que, segundo a empresa informou no domingo, morreu em uma colisão de veículos quando trabalhava com colegas em um terreno perigoso.

    'Os incêndios florestais da Califórnia estão se ampliando e se agravando por causa das leis ambientais ruins que não estão permitindo que uma quantidade imensa de água prontamente disponível seja devidamente utilizada', escreveu Trump no Twitter.

    (Reportagem adicional de Brendan O'Brien, em Milwaukee)

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    Incêndio florestal na Califórnia deixa dois mortos e provoca fuga de moradores

    Por Fred Greaves

    REDDING, Estados Unidos (Reuters) - Um incêndio florestal que está se alastrando rapidamente no norte da Califórnia matou um segundo bombeiro nesta sexta-feira após ventos fortes espalharem as chamas para a cidade de Redding, levando a retiradas em massa, destruição de uma série de casas e ameaçando cerca de outras 5 mil residências e imóveis comerciais, disseram autoridades.

    Chamas da região turística Shasta-Trinity, na Califórnia, que começaram na quinta-feira se transformaram em um incêndio de grandes proporções que passou para o outro lado do rio Sacramento e para a parte oeste de Redding, que abriga cerca de 90 mil pessoas, forçando moradores a abandonarem a região.

    Bombeiros e policiais entraram 'em modo de segurança' batendo de porta em porta para retirar civis de suas casas, disse Scott McLean, porta-voz do Departamento de Florestas e de Proteção de Incêndio da Califórnia (CalFire).

    Ventos erráticos e tempestuosos na quinta-feira à noite transformaram a chama em tornados de fogo que levantaram árvores e rasgaram estruturas. 'Foi como um demônio da Tasmânia', disse McLean à Reuters.

    Cerca de 37 mil pessoas estão sob ordem de saída ainda nesta sexta-feira, à medida que o incêndio continua a queimar em partes do lado oeste da cidade, disse ele.

    O CalFire reportou 65 estruturas danificadas pelo fogo, mas McLean disse que esse número crescerá significativamente, com o número de casas perdidas devendo entrar nas centenas à medida que o escopo da devastação seja completamente avaliado.

    Quase 5 mil residências foram listadas pelo CalFire como ameaçadas.

    (Reportagem adicional de Brendan O'Brien, Tea Kvetenadze e Makini Brice)

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    Incêndio florestal avança na Califórnia e ameaça centenas de casas

    Por Dan Whitcomb e Keith Coffman

    (Reuters) - Um incêndio florestal no norte do Estado da Califórnia continuava a se espalhar nesta terça-feira, enquanto bombeiros tentavam apagar o fogo que ameaça centenas de casas e outras estruturas, manchando o céu da área da baía de São Francisco com nuvens pretas de fumaça.

    O incêndio, que começou na tarde de sábado no condado rural de Yolo, ao oeste de Sacramento, consumiu 28.800 hectares de grama, arbustos e densa plantação de carvalhos. Isso representa 17 por cento mais que os 24.280 hectares que tinham queimado até a noite de segunda-feira.

    Os Estados Unidos estão no meio de uma temporada de incêndios florestais mais ativa do que o normal, com o risco significativamente acima do esperado para muitos Estados do oeste do país, de acordo com meteorologistas federais.

    Na manhã desta terça-feira, apenas 5 por cento do incêndio havia sido contido, com mais de 2.100 bombeiros combatendo as chamas, segundo a autoridade de incêndios da Califórnia.

    O fogo está ameaçando cerca de 700 casas, reportou uma afiliada da NBC na segunda-feira, com as autoridades emitindo ordens e recomendações de retirada para centenas de moradores.

    O potencial para aumento (do incêndio) continua alto já que as equipes combatem o fogo em um terreno difícil , disse a autoridade de incêndios da Califórnia em um alerta.

    (Reportagem adicional de Brendan O'Brien em Milwaukee e Makini Brice em Washington)

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