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    Ação da Stone fecha em alta de 30% em estreia na Nasdaq, valor de mercado alcança US$9 bi

    (Reuters) - As ações da Stone fecharam em alta de 30 por cento em sua estreia na bolsa norte-americana Nasdaq nesta quinta-feira, avaliando a processadora brasileira de cartões em quase 9 bilhões de dólares.

    Os papéis abriram a 32 dólares, um terço acima do valor precificado em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de 24 dólares.

    A Stone vendeu 50,72 milhões de ações na véspera, por valor acima da faixa indicativa, captando 1,22 bilhão de dólares, que espera usar para aquisições. Sócios da empresa venderam 4,8 milhões de ações.

    A ação da companhia encerrou em alta de 30,6 por cento, cotada a 31,35 dólares. O índice Nasdaq fechou com valorização de 2,95 por cento nesta quinta-feira.

    A PagSeguro, outra processadora brasileira de cartões de crédito que compete diretamente com a Stone, listou suas ações na Bolsa de Nova York (Nyse) em janeiro, movimentando 1,1 bilhão de reais. A ação da companhia fechou no primeiro dia com alta de 35,8 por cento.

    Entre os principais rivais da Stone, também estão a Cielo, maior processadora de pagamentos do Brasil, que fechou nesta quinta-feira em queda de 2,4 por cento.

    A Stone atraiu nomes famosos para o IPO como a Ant Financial, subsidiária de pagamento da gigante de e-commerce chinesa Alibaba, que aportou 100 milhões de dólares na operação; e a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, que demonstrou interesse em comprar até 14,2 milhões de ações.

    A Stone, que atende mais de 200 mil comerciantes online e em unidades físicas, faz de processamento de pagamentos, incluindo máquinas para pontos de venda e serviços de meios de pagamentos. Ela é controlada pelos fundadores André Street e Eduardo Pontes.

    A Madrone Capital Partners, empresa de investimentos dos EUA que administra parte da fortuna da família Walton family, controladora do Walmart, tem uma fatia de 5,3 por cento nas ações de classe A da Stone, e a Tiger Global Management tem uma participação de 7,1 por cento nos papéis de classe B.

    Os acionistas da Stone incluem ainda os sócios da 3G Capital, os bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira,

    A Stone divulgou receita de 164,9 milhões de dólares para os primeiros seis meses de 2018, quase o dobro de um ano antes. O lucro alcançou 22,7 milhões de dólares no período, revertendo o prejuízo do primeiro semestre de 2017.

    Goldman Sachs, J.P. Morgan, e Citigroup coordenaram o IPO.

    (Por Bharath Manjesh)

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    Brasileira Stone levanta US$1,5 bi em IPO nos EUA, com preço acima de faixa sugerida

    SÃO PAULO (Reuters) - A processadora de cartões de crédito brasileira Stone Co Ltd precificou sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na bolsa norte-americana Nasdaq acima da faixa de preço inicialmente sugerida, levantando 1,5 bilhão de dólares, disse uma pessoa com conhecimento do assunto.

    A forte demanda permitiu à empresa vender suas ações a 24 dólares, ante uma faixa de preço entre 21 e 23 dólares, e elevar o volume de ações, acrescentou a fonte, que pediu anonimato para discutir livremente a transação. A Stone Co e seus acionistas inicialmente esperavam levantar até 1,1 bilhão de dólares.

    A precificação foi antecipada de quinta para quarta-feira, desconsiderando os receios que levaram a uma queda de 4,4 por cento da Nasdaq na quarta-feira.

    Mesmo antes de definir o preço de suas ações, Stone já havia atraído importantes investidores para o IPO, como a Berkshire Hathaway Inc., de Warren Buffett, e a Ant Financial, subsidiária de pagamento da gigante de e-commerce chinesa Alibaba.

    Controlada pelos fundadores André Street e Eduardo Pontes, os acionistas da Stone incluem os sócios da 3G Capital Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, além da Madrone Capital Partners, uma empresa de investimentos norte-americana que administra parte da fortuna da família Walton, sócia majoritária do Wal-Mart Stores.

    A Stone disse em documentos apresentados ao órgão regular dos mercados norte-americanos que pretende usar os recursos para fusões, aquisições e capital de giro. A empresa disse que pretende crescer oferecendo serviços bancários e criando um programa de fidelidade.

    As ações da Stone estreiam na Nasdaq nesta quinta-feira.

    (Por Carolina Mandl)

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    Infraero prepara venda de metade do capital por cerca de R$14 bi, diz presidente

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da estatal federal de serviços aeroportuários Infraero, Antônio Claret de Oliveira, disse nesta terça-feira que a empresa está com planos prontos para vender 49 por cento do capital por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ou a venda para um sócio estratégico.

    'O projeto está praticamente pronto', disse Oliveira durante evento do setor de infraestrutura. No entanto, o executivo afirmou que o projeto só deve ser apresentado ao próximo presidente da República, a ser eleito em outubro.

    Segundo ele, a venda de 49 por cento do capital da companhia por IPO ou venda a um sócio estratégico deve render cerca de 14 bilhões de reais.

    Como parte dos esforços para tornar a empresa, outrora monopolista do setor aeroportuário brasileiro, Oliveira revelou planos para enxugar ainda mais o quadro de funcionários e elevar receitas.

    De uma folha de pagamento com mais de 12 mil empregados no fim de 2015, o montante caiu para os atuais 8,1 mil. E a meta é reduzir a folha para cerca de 6 mil antes de o plano de atração de investidores ir adiante.

    Esse corte se dará sobretudo, disse o executivo mais tarde à Reuters, com a transferência de cerca de 1,8 mil funcionários do setor de navegação aérea para a Aeronáutica.

    Simultaneamente, a Infraero tem buscado fontes adicionais de receitas, incluindo a ocupação de espaços vagos em grandes aeroportos do país para uso comercial, além de aumentar a capacidade de alguns terminais para receber mais público.

    Como exemplo, Oliveira citou a expansão da pista do aeroporto de Foz do Iguaçu (PR), que qualificará o terminal para receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos.

    Depois de anos no vermelho, a Infraero teve lucro operacional de 505,4 milhões de reais no ano passado. Para 2018, a empresa espera lucrar 472 milhões de reais, mesmo com a saída de quatro grandes aeroportos da rede: Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza.

    (Por Aluísio Alves)

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