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    Japão rejeita exigência de desculpas por 'mulheres de conforto' sul-coreanas

    TÓQUIO (Reuters) - O Japão disse nesta terça-feira que apresentou uma queixa à Coreia do Sul depois que um parlamentar sul-coreano disse que o imperador japonês deveria se desculpar às 'mulheres de conforto' obrigadas a servir em bordeis militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

    As relações entre o Japão e a Coreia do Sul, ambos aliados dos Estados Unidos, azedaram em meio a uma desavença crescente sobre seus históricos na guerra – o que inclui a ocupação japonesa da península coreana entre 1910 e 1945 e o uso das mulheres de conforto, muitas delas coreanas.

    O presidente da Assembleia Nacional sul-coreana, Moon Hee-sang, disse em uma entrevista à Bloomberg na semana passada que o imperador japonês Akihito, 'como filho do principal culpado por crimes de guerra', deveria pedir desculpas às mulheres antes de renunciar no final de abril.

    Este seria um sinal de que Tóquio quer encerrar a longa disputa, disse Moon.

    O Japão lutou na Segunda Guerra Mundial em nome do imperador Hirohito, pai de Akihito.

    O secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse em uma coletiva de imprensa na capital nesta terça-feira que os comentários de Moon foram 'extremamente lamentáveis'.

    'Protestamos fortemente, já que seus comentários têm um conteúdo absolutamente inadequado e são extremamente lamentáveis', disse Suga.

    'Ao mesmo tempo, exigimos um pedido de desculpas e a retirada de seus comentários.'

    Também nesta terça-feira o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que Moon estava salientando a necessidade de Tóquio mostrar uma 'atitude sincera' para curar as feridas.

    Em 2015 a Coreia do Sul chegou a um acordo com o Japão para resolver a disputa, segundo o qual este último se desculpou às vítimas e providenciou o equivalente a 9 milhões de dólares a um fundo para ajudá-las.

    Mas algumas vítimas recusaram o dinheiro, dizendo que as desculpas não foram sinceras, e em 2017 o atual governo de Seul disse que o acordo é falho.

    'Nosso governo continuará se esforçando para fomentar relações voltadas para o futuro, ao mesmo tempo incentivando uma solução inteligente para questões do legado histórico', disse o porta-voz do ministério, Roh Kyu-deok, em um boletim.

    O relacionamento entre os dois gigantes do leste asiático também se deteriorou depois que o principal tribunal da Coreia do Sul se pronunciou no ano passado a favor dos sul-coreanos que pedem indenizações de empresas japonesas pelo trabalho forçado durante a guerra.

    (Por Kaori Kaneko; reportagem adicional de Hyonhee Shin em Seul)

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    Ghosn propõe usar tornozeleira eletrônica para ter direito à fiança

    Por Linda Sieg

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn propôs utilizar uma tornozeleira eletrônica e contratar guardas para monitorá-lo, em uma oferta incomum para conseguir ser solto mediante pagamento de fiança após dois meses preso no Japão por suspeita de crimes financeiros.

    Ghosn também está disposto a permanecer em Tóquio, onde alugou um apartamento, e a usar ações que possui da Nissan como garantia, segundo sua porta-voz. Uma nova audiência de fiança está prevista para esta semana, depois que um pedido anterior foi negado em parte devido a preocupações de que o executivo pudesse fugir.

    A libertação permitiria que Ghosn se reunisse com mais frequência com seus advogados e se defendesse no conselho da Renault, da qual permanece como presidente do conselho e CEO, em meio a pedidos pela sua remoção e potenciais passos para reestruturar a parceria com a Nissan.

    À medida que a prisão do executivo continua a comprometer a perspectiva para a aliança da Nissan, com a francesa Renault e a Mitsubishi Motors, a Nissan disse que não é hora de discutir a revisão dos laços entre os parceiros.

    Ghosn, que liderou a recuperação da Nissan duas décadas atrás, pressionava por uma aliança mais profunda entre a Nissan e a Renault, incluindo uma possível fusão completa, apesar de fortes ressalvas por parte da empresa japonesa.

    “Nós não estamos no momento para discussões do tipo”, disse o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, a repórteres nesta segunda-feira.

    Saikawa também disse não ter ouvido diretamente sobre uma suposta proposta francesa para integrar a administração da montadora japonesa com a Renault, acrescentando que não é hora de discutir a revisão dos laços entre os parceiros.

    O jornal japonês Nikkei reportou no domingo que uma delegação do governo francês havia informado a Tóquio que irá buscar uma integração da Renault com a Nissan, provavelmente sob o guarda-chuva de uma única holding.

    “Como não ouvi isso diretamente, não posso comentar”, disse Saikawa a repórteres.

    Segundo a emissora pública japonesa NHK, o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, disse a jornalistas que uma proposta de integração “não está sobre a mesa agora”.

    Uma fonte com conhecimento do funcionamento da Nissan disse que a suposta proposta francesa não “faz sentido”, dada as diferentes culturas das duas empresas, a menor produtividade da Renault e a maior contribuição da Nissan para tecnologias-chave.

    “É uma fusão virtual, eu não acho que faça sentido”, disse a fonte, acrescentando que não ouviu diretamente sobre uma proposta do tipo.

    Ghosn nega ter cometido qualquer irregularidade, à medida que aguarda o julgamento por fraude financeira.

    “Eu vou comparecer ao meu julgamento não apenas porque sou legalmente obrigado, mas porque estou ansioso para finalmente ter a oportunidade de me defender”, disse Ghosn em comunicado no domingo.

    “Eu não sou culpado das acusações feitas contra mim e estou ansioso para defender a minha reputação no tribunal”.

    (Reportagem de Kwiyeon Ha)

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    Ghosn recebeu US$9 milhões indevidamente de joint venture Nissan-Mitsubishi, dizem montadoras

    Por Naomi Tajitsu

    TÓQUIO (Reuters) - O executivo Carlos Ghosn recebeu indevidamente 9 milhões de dólares de uma joint venture montada entre a Nissan e a Mitsubishi, afirmaram as montadoras japonesas nesta sexta-feira, elevando a possibilidade de que o ex-presidente de seus conselhos de administração enfrente novas acusações de fraude financeira.

    Na mais recente reviravolta na saga do declínio do antes respeitado executivo, as montadoras descobriram que Ghosn foi pago pela joint venture sem o conhecimento dos dois outros diretores da unidade --Hiroto Saikawa, presidente executivo da Nissan Motor

    Ghosn, preso em Tóquio há cerca de dois meses, já foi indiciado por ocultar parte de sua renda na Nissan durante oito anos até março de 2018, e por temporariamente transferir perdas pessoais com investimentos para a montadora durante a crise financeira global.

    “Que tal irregularidade também tenha ocorrido em nossa afiliada é mais do que chocante... é triste”, disse Masuko a repórteres, em referência aos pagamentos feitos a Ghosn pela Nissan-Mitsubishi B.V., registrada na Holanda em 2017.

    Tanto a Mitsubishi quanto a Nissan disseram que irão considerar maneiras de recuperar o dinheiro de Ghosn, enquanto o advogado da Mitsubishi, Kei Umebayashi, disse que acusações penais são uma possibilidade.

    “A acusação mais provável para isso seria de fraude”, disse o advogado a repórteres durante coletiva de imprensa.

    De acordo com a equipe jurídica da Mitsubishi, de abril a novembro de 2018, Ghosn recebeu cerca de 5,8 milhões de euros (6.61 milhões de dólares) em pagamento anual por seu papel como diretor-executivo da companhia, uma taxa contratual de 1,4 milhão de euros e um incentivo não divulgado da joint venture.

    No início desta semana, a Reuters reportou o suposto pagamento indevido feito a Ghosn pela joint venture e que a Nissan estava considerando abrir um processo legal, citando fonte.

    A joint venture tinha como objetivo financiar gastos da parceria incluindo taxas de consultoria, atividades promocionais conjuntas, uso de áreas de trabalho e jatos corporativos, disse Masuko.

    “Do momento em que a unidade foi estabelecida até quando eu fui informado sobre os pagamentos, eu não tinha absolutamente nenhuma ideia de que a unidade estava sendo usada para pagamentos do tipo”, acrescentou.

    O advogado de Ghosn, Motonari Otsuru, não pôde ser encontrado de imediato para comentar nesta sexta-feira. Ghosn tem negado todas as acusações anteriores contra ele.

    A prisão de Ghosn, que liderou a recuperação da Nissan duas décadas atrás, e a lista de acusações contra ele têm chocado a indústria automobilística, ao mesmo tempo em que abala as perspectivas para a aliança tríplice da Nissan com a Mitsubishi e a francesa Renault .

    Nos últimos dias, a Renault tem sofrido grande pressão de seu maior acionista, o governo francês, para substituir Ghosn como presidente-executivo e de seu conselho de administração. A montadora tem mantido o executivo no comando, mesmo quando a Nissan e a Mitsubishi agiram rapidamente para removê-lo como presidente do conselho após a prisão.

    (Reportagem adicional de Chang-Ran Kim)

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    Ghosn sofre tratamento “severo” em prisão no Japão, diz mulher

    Por Liana B. Baker e Mike Spector

    (Reuters) - A mulher do ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn pediu que a organização de direitos humanos Human Rights Watch chame atenção para o “severo tratamento” que o executivo está recebendo em uma prisão no Japão, segundo carta vista pela Reuters.

    Autoridades japonesas acusaram Ghosn de omitir parte de sua renda e de agravada violação de confiança por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos para a Nissan em 2008.

    Em uma carta de nove páginas enviada a Kanae Doi, diretora da Human Rights Watch no Japão, Carole Ghosn pediu que a organização “lance luz sobre o severo tratamento de meu marido e sobre as desigualdades de direitos humanos infligidas contra ele pelo sistema de justiça japonês”.

    Ghosn era responsável por uma aliança que incluía a Nissan Motor, a Mitsubishi Motors e a francesa Renault, até que sua prisão em novembro e subsequente remoção dos cargos de presidente do conselho das montadoras chocou a indústria.

    O governo tem negado pedidos para suspender a detenção do executivo, preso desde 19 de novembro. Os advogados de Ghosn têm dito que provavelmente demorará mais de seis meses para que seu caso vá a julgamento.

    O Ministério de Relações Exteriores do Japão disse que os direitos de Ghosn são garantidos pelas leis do país.

    “Ele está sendo tratado de acordo com o procedimento apropriado, garantindo os direitos humanos fundamentais dos indivíduos e passando por rigorosa examinação judicial de acordo com relevantes leis internas do Japão”, disse o porta-voz do ministério Natsuko Sakata, por email.

    A Nissan disse não estar na posição de comentar o funcionamento do sistema judicial ou de qualquer decisão da Procuradoria de Tóquio.

    Autoridades da Human Rights Watch não puderam ser encontradas para comentar a carta vista pela Reuters no domingo, mas o diretor da organização para a Ásia, Brad Adams, disse em editorial na quinta-feira que o caso de Ghosn “lançou luz” sobre o há muito negligenciado sistema judicial de “reféns” do Japão.

    O ex-executivo da Nissan está sendo mantido em uma cela não aquecida de 6,97 metros quadrados e não está tendo acesso a sua medicação diária, disse sua mulher na carta. Ele perdeu 7 kg desde que foi preso e só come arroz e cevada, acrescentou.

    Procuradores japoneses frequentemente tentam extrair confissões de prisioneiros em detenções que podem durar meses, disse Carole Ghosn na carta.

    “Por horas todos os dias, os procuradores interrogam ele, intimidam ele, repreendem ele e criticam ele, sem a presença de seus advogados, em um esforço para extrair uma confissão”, disse.

    “Ninguém deveria ser forçado a suportar o que o meu marido enfrenta todos os dias, especialmente em uma nação desenvolvida como o Japão, a terceira maior economia do mundo”.

    Ghosn disse ter sido “incorretamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”, durante audiência em Tóquio na semana passada, sua primeira aparição pública desde novembro, na qual aparentou estar consideravelmente mais magro.

    (Reportagem de Liana B. Baker e Mike Spector, em Nova York; Reportagem adicional de Elaine Lies, em Tóquio)

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

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    Defesa de Ghosn pede liberdade sob fiança após dois novos indiciamentos

    Por Kiyoshi Takenaka e Tim Kelly

    TÓQUIO (Reuters) - Advogados de defesa do ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn pediram que o executivo seja solto mediante pagamento de fiança, depois que procuradores de Tóquio o indiciaram por mais duas acusações de fraude financeira nesta sexta-feira.

    Ghosn, que era altamente respeitado por recuperar a Nissan da beira da falência, foi acusado de violação de confiança agravada por transferir temporariamente perdas pessoais com investimentos a montadora em 2008 e por ocultar parte de sua renda por três anos até março de 2018, segundo os procuradores.

    Os indiciamentos eram amplamente esperadas depois que Ghosn foi preso no mês passado pelas mesmas alegações. De acordo com a lei japonesa, suspeitos podem ser detidos por 23 dias antes de serem acusados formalmente.

    Nesta sexta-feira, procuradores também indiciaram a Nissan Motor

    Ghosn, Kelly e a Nissan já haviam sido indiciados por subdeclarar a renda do ex-presidente do conselho de administração por cinco anos até 2015.

    “Esse segundo indiciamento de Kelly não é nenhuma surpresa, à medida que apenas torna o que era um período de cinco anos em um de oito anos”, disse o advogado de Kelly, Yoichi Kitamura.

    Kelly, que foi hospitalizado devido um problema no pescoço imediatamente após deixar a prisão, não pode sair do país sem uma autorização especial. Ele tem negado todas as acusações. Kitamura disse acreditar que Ghosn e Kelly serão julgados juntos nas duas acusações e que trabalhará de perto com a equipe legal de Ghosn para se preparar para o julgamento.

    Durante audiência na terça-feira, Ghosn negou as alegações, que chamou de “sem mérito” e “infundadas”.

    No tribunal, Ghosn disse ter pedido que a Nissan assumisse temporariamente seus contratos de câmbio depois que a crise de 2008-2009 fez com que seu banco pedisse maiores garantias. Ele disse ter tomado essa decisão para não precisar renunciar e usar sua aposentadoria como garantia.

    Motonari Otsuru, chefe da equipe legal de Ghosn, disse na terça-feira que a Nissan concordou com o acordo, com a condição de que qualquer perda ou ganho fosse de Ghosn. O executivo disse que os contratos foram transferidos de volta para ele e que a montadora não sofreu nenhuma perda.

    Em resposta às acusações, a Nissan disse em comunicado que “leva essa situação extremamente a sério e expressa seu mais profundo arrependimento a qualquer preocupação causada a seus acionistas”.

    Sobre a suposta transferência de perdas de Ghosn à Nissan, a companhia disse que “não tolera de maneira nenhuma tal má conduta e pede penas rigorosas”.

    Na quinta-feira, a mulher de Ghosn, Carole, emitiu um comunicado sobre a prolongada prisão do executivo, pedindo que autoridades japonesas forneçam maiores informações sobre a saúde de seu marido depois que ele teve uma febre, dizendo estar preocupada com sua recuperação.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Tim Kelly, Chris Gallagher e Kaori Kaneko)

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    Ghosn se declara inocente em primeira aparição pública desde prisão em novembro

    Por Tim Kelly e Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn se declarou inocente nesta terça-feira, em sua primeira aparição pública desde que foi preso em novembro, dizendo a um tribunal de Tóquio que foi acusado injustamente de fraude financeira.

    Ghosn, a quem é dado o crédito por ter resgatado a Nissan

    “Eu fui equivocadamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”, disse o executivo de 64 anos à Corte Distrital de Tóquio, lendo com voz clara um comunicado pronto.

    “Eu acredito firmemente que, em todos os meus esforços em nome da companhia, eu agi honrosamente, legalmente e com o conhecimento e aprovação dos executivos apropriados dentro da companhia”, disse.

    Desde o início da manhã uma multidão de jornalistas se reuniu do lado de fora do tribunal, e 1.122 pessoas fizeram fila para conseguir os 14 assentos da corte, concedidos por sorteio, demonstrando o grande interesse no caso. Notícias sobre a audiência judicial tiveram destaque na emissora pública japonesa NHK durante todo o dia.

    A audiência, solicitada pelos advogados de Ghosn, foi realizada para explicar os motivos para a prolongada detenção do executivo desde 19 de novembro, e não para discutir os méritos do caso. O juiz Yuichi Tada disse que a detenção é justificada pela existência de risco de fuga e pela possibilidade de ocultação de evidências.

    Mas Ghosn usou a oportunidade para negar as acusações feitas contra ele, dando início ao que deve ser um longo contra-ataque da defesa.

    O ex-procurador Nobuo Gohara disse que a aparição no tribunal foi uma vitória em termos de relações públicas para Ghosn, porque representou uma oportunidade para o executivo combater as semanas de notícias negativas sobre ele.

    “Nesse caso de destaque, as notícias têm sido dominadas por informações dos procuradores e da Nissan, então o público tendia a vê-lo dessa forma”, disse. “Mas, hoje foi tudo Ghosn. Isso foi muito significativo”.

    Após semanas de silêncio, os advogados de Ghosn insistiram durante coletiva de imprensa que os tribunais não têm nenhuma razão para manter o executivo preso durante a investigação. No dia 31 de dezembro, a Corte Distrital de Tóquio aceitou o pedido dos procuradores para prorrogar a prisão de Ghosn em 10 dias, até 11 de janeiro.

    Apesar do pedido, o ex-procurador Motonari Otsuru, que lidera a defesa de Ghosn, disse que é provável que o executivo seja mantido sob custódia até o início do julgamento, que pode ser em seis meses, dado o costume no Japão de manter réus presos até o julgamento.

    Ghosn foi formalmente acusado de ocultar parte de seus rendimentos. Ele também foi preso, mas ainda não indiciado, por alegações de agravada quebra de confiança ao transferir perdas pessoais com investimentos para a montadora.

    “Eu nunca recebi nenhuma compensação da Nissan que não foi declarada, nem jamais entrei em qualquer contrato vinculativo com a Nissan para receber uma quantidade fixa que não foi declarada”, disse Ghosn ao tribunal.

    Sobre as alegações de que teria transferido perdas para a Nissan, Ghosn disse ter pedido que a companhia assumisse temporariamente seus contratos de câmbio, depois que a crise de 2008-2009 fez com que seu banco pedisse maiores garantias. Ele disse ter tomado essa decisão para não precisar renunciar e usar sua aposentadoria como garantia.

    “Meu comprometimento moral com a Nissan não me permitiria renunciar durante aquele momento crucial”, disse Ghosn. “Um capitão não abandona o barco no meio de uma tempestade”.

    Otsuru disse que a Nissan concordou com o acordo, com a condição de que qualquer perda ou ganho fosse de Ghosn. O executivo disse que os contratos foram transferidos de volta para ele e que a Nissan não sofreu nenhuma perda.

    Ghosn também é acusado de pagar 14,7 milhões de dólares ao empresário saudita Khaled Al-Juffali usando recursos da Nissan em troca de uma carta de crédito para ajudá-lo com suas perdas de investimentos.

    Ghosn disse que a empresa de Juffali foi compensada por “serviços fundamentais que beneficiaram a Nissan substancialmente”, incluindo a solicitação de financiamento e a resolução de uma disputa empresarial.

    A companhia Khaled Juffali emitiu um comunicado afirmando ter recebido os pagamentos por motivos comerciais legítimos.

    A Nissan, que removeu Ghosn do cargo de presidente do conselho de administração, reiterou que sua investigação interna desencadeada por um informante revelou “substanciais e convincentes evidências de comportamento inapropriado” e que a investigação está em andamento e ampliando seu alcance.

    O caso abalou a aliança da Nissan com a montadora francesa Renault , onde Ghosn permanece sendo presidente executivo e presidente do conselho. Ele estava pressionando por uma parceria mais profunda, incluindo uma potencial fusão completa das empresas a pedido do governo francês, apesar de fortes ressalvas da Nissan.

    Ghosn está sendo mantido preso no Centro de Detenção de Tóquio, onde pequenas celas contam com um banheiro no canto e nenhum aquecedor. Seu filho, Anthony Ghosn, disse que o pai perdeu 10 kg durante a prisão, de acordo com a publicação francesa Journal du Dimanche.

    (Reportagem de Kiyoshi Takenaka e Tim Kelly; Reportagem adicional de Elaine Lies, Maki Shiraki e Naomi Tajitsu, em Tóquio, e Richard Lough, em Paris)

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    Ghosn fará primeira aparição pública em tribunal após 7 semanas preso

    Por Sam Nussey

    TÓQUIO (Reuters) - O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn deve comparecer a um tribunal de Tóquio na terça-feira, depois de solicitar uma audiência aberta para ouvir o motivo de sua prisão.

    Essa deve ser a primeira aparição pública de Ghosn desde que ele foi preso em 19 de novembro sob alegações de irregularidades financeiras. Posteriormente ele teve a prisão renovada por novas acusações.

    A audiência ocorrerá às 10h30 (horário local) do dia 8 de janeiro, informou o tribunal na sexta-feira.

    No início desta semana, o Tribunal Distrital de Tóquio aprovou uma prorrogação da detenção de Ghosn até 11 de janeiro, após pedido de promotores que o acusam de violação agravada de confiança por transferir para a Nissan perdas em investimentos particulares.

    As acusações se concentram no uso de fundos da empresa para pagar um empresário saudita que teria o ajudado a sair de dificuldades financeiras, disseram fontes na semana passada.

    Ghosn foi acusado inicialmente de sonegar parte de sua renda. Ele nega as acusações, segundo a mídia japonesa.

    O ex-executivo da Nissan Greg Kelly, que foi acusado de conspirar para ocultar a renda de Ghosn, foi libertado sob pagamento de fiança após o tribunal ter decidido contra a prorrogação de sua prisão enquanto aguarda julgamento.

    A prisão de Ghosn abalou a indústria automobilística e azedou os laços da Nissan com a parceira francesa Renault, onde ele ainda permanece como presidente do conselho e presidente-executivo.

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    Japão retomará caça comercial de baleias após sair de comissão internacional

    Por Linda Sieg e Kiyoshi Takenaka

    TÓQUIO (Reuters) - O Japão retomará a partir de julho a caça comercial de baleias nas águas territoriais e na zona econômica exclusiva do país, mas encerrará a prática polêmica na Antártida, informou o país nesta quarta-feira, quando anunciou a desfiliação da Comissão Baleeira Internacional (IWC).

    Austrália e Nova Zelândia saudaram a decisão de abandonar a caça às baleias na Antártida, mas expressaram decepção pela decisão do Japão se envolver no abate dos mamíferos oceânicos.

    A decisão, disseram alguns especialistas, permite ao Japão poupar o dinheiro que gasta para apoiar a caça às baleias na Antártida e ao mesmo tempo adotar uma postura contundente a favor da caça -- uma questão de orgulho nacional para alguns conservadores.

    Mas há dúvidas sobre a viabilidade econômica da caça comercial de baleias no Japão, especialmente porque menos pessoas do que nunca estão comendo carne de baleia, argumentaram.

    'A partir de julho de 2019, depois que a saída entrar em vigor em 30 de julho, o Japão realizará a caça comercial de baleias dentro do mar territorial do Japão e de sua zona econômica exclusiva, e cessará o abate de baleais no Oceano Antártico/Hemisfério Sul', disse o secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, em um comunicado ao anunciar a decisão.

    'A caça às baleias será realizada de acordo com a lei internacional e dentro dos limites de abate calculados de acordo com o método adotado pela IWC para evitar um impacto negativo nos recursos cetáceos', disse Suga.

    O Japão, que afirma que a maioria das espécies de baleia não está ameaçada e que comê-las é parte de sua cultura, vem fazendo campanha há tempos, e sem sucesso, para a IWC permitir a caça comercial.

    O eleitorado de alguns parlamentares influentes inclui comunidades baleeiras, e o distrito eleitoral do primeiro-ministro, Shinzo Abe, sedia o porto baleeiro de Shimonoseki.

    A decisão japonesa de se desligar da IWC veio na esteira da rejeição mais recente de uma proposta de Tóquio para retomar a caça comercial em uma reunião de setembro, que Suga disse ter mostrado ser impossível superar as diferenças entre defensores da caça e membros anti-caça.

    A retomada da caça comercial é uma decisão incomum para o Japão, que enfatiza o multilateralismo em sua diplomacia, e logo rendeu críticas de grupos ambientalistas e outros que acreditam que todas as baleias deveriam se protegidas.

    Em 2014 o Tribunal Penal Internacional determinou que o Japão deveria suspender a caça na Antártida – o que Tóquio fez durante uma temporada, reduzindo o número de animais e espécies visados, mas reiniciou na temporada 2015-2016.

    (Reportagem adicional de Mayuko Ono e Kaori Kaneko)

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    Tribunal da Coreia do Sul revolta Japão ao determinar indenização da Nippon Steel a operários da 2ª Guerra

    Por Hyonhee Shin e Kiyoshi Takenaka

    SEUL/TÓQUIO (Reuters) - O principal tribunal da Coreia do Sul decidiu nesta terça-feira que a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp precisa indenizar quatro sul-coreanos por seu trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial, um veredicto que o Japão disse ser 'impensável', mas expressando a esperança de que a cooperação com o vizinho para reduzir as tensões com a Coreia do Norte não seja afetada.

    A Suprema Corte sul-coreana tomou uma decisão histórica ao confirmar uma ordem de 2013 para que a empresa pague o equivalente a 87.700 dólares a cada um dos quatro operários da siderúrgica, que iniciaram a ação em 2005 em busca de indenizações e salários nunca pagos.

    A corte determinou que o direito dos ex-operários à indenização não foi anulado por um tratado de 1965 que normalizou os laços diplomáticos, rejeitando a posição adotada pelo governo e pelos tribunais do Japão, informou a agência de notícias Yonhap.

    Lee Choon-shik, de 94 anos, o único sobrevivente entre os demandantes, saudou a decisão, dizendo em uma coletiva de imprensa televisionada que lhe 'partiu o coração vê-la hoje, sendo o único ainda vivo'.

    O Japão e a Coreia do Sul compartilham uma história amarga, que inclui a colonização japonesa da península coreana entre 1910 e 1945 e o uso de 'mulheres de consolo', um eufemismo japonês para meninas e mulheres, muitas delas coreanas, obrigadas a trabalhar em seus prostíbulos nos tempos da guerra.

    O veredicto provocou uma reação rápida e raivosa de Tóquio.

    Discursando no Parlamento, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que a questão foi 'completa e finalmente' decidida pelo tratado de 1965. 'Este veredicto é uma decisão impossível à luz da lei internacional', afirmou.

    O ministro das Relações Exteriores, Taro Kono, que convocou o embaixador sul-coreano, Lee Su-hoon, após a decisão, disse que ela 'subverteu fundamentalmente a base legal de uma amizade bilateral desde a normalização dos laços em 1965'.

    Mas Kono disse aos repórteres que espera que Seul faça o necessário para evitar que a questão afete a cooperação dos dois aliados asiáticos dos Estados Unidos para tentar conter o programa nuclear da Coreia do Norte.

    A Nippon Steel disse que o veredicto é 'profundamente lamentável' e que o analisará antes de adotar qualquer medida.

    (Por Hyonhee Shin, em Seul; Kiyoshi Takenaka e Elaine Lies, em Tóquio; Reportagem adicional de Jeongmin Kim e Jane Chung, em Seul; e Linda Sieg, Yuka Obayashi e Kiyoshi Takenaka, em Tóquio)

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