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    Economia cresce 0,57% em julho e tem 2º mês seguido de alta, aponta índice do BC

    BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira cresceu em julho pelo segundo mês seguido, mas ainda dentro de um quadro de lenta recuperação econômica, com a confiança dos agentes cada vez mais afetada pelas incertezas eleitorais.

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta segunda-feira, avançou 0,57 por cento em julho na comparação com junho, segundo dado dessazonalizado.

    Em junho, o crescimento foi de 3,42 por cento, revisou o BC, após ter divulgado uma leitura de 3,29 por cento para o mês. O forte desempenho reverteu todas as perdas sofridas em maio por conta da greve dos caminhoneiros.

    Na comparação com julho de 2017, o IBC-Br subiu 2,56 por cento e no acumulado em 12 meses teve alta de 1,46 por cento, segundo o BC, nos dois casos em dados observados.

    O mês de julho foi marcado por indicadores mistos, refletindo a inconstância da retomada da atividade, cada vez mais pressionada por temores políticos e econômicos com o desfecho das eleições.

    De um lado, o setor de serviços encolheu 2,2 por cento em julho sobre junho, no resultado mais fraco para o mês desde 2011 e bem pior do que o esperado.

    No mesmo caminho, as vendas no varejo caíram 0,5 por cento, na leitura mais fraca para o mês em dois anos.

    Apesar de também ter ficado no vermelho, com recuo de 0,2 por cento na mesma base de comparação, a produção industrial veio melhor que a estimativa.

    Para o ano, a projeção mais recentes de economistas ouvidos pela pesquisa Focus, feita semanalmente pelo BC, é de que o PIB aumentará 1,36 por cento, estimativa que foi revisada para baixo pela quarta semana seguida. Oficialmente, o governo estima alta de 1,6 por cento, após ter iniciado o ano prevendo expansão de 3 por cento na atividade.

    No primeiro trimestre, o PIB teve alta de apenas 0,1 por cento, acelerando o ritmo a uma alta de 0,2 por cento entre abril e junho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    (Por Marcela Ayres)

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    Vendas no varejo do Brasil têm queda inesperada e pior julho em 2 anos

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil caíram inesperadamente em julho e registraram o pior resultado para o mês em dois anos pressionadas principalmente por móveis e eletrodomésticos, enfatizando a cautela e incertezas dos consumidores em meio ao cenário de atividade econômica mais fraca.

    As vendas varejistas caíram 0,5 por cento em julho sobre junho, terceiro resultado negativo seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Essa foi a leitura mais fraca para julho desde a queda de 0,9 por cento das vendas em 2016 e contrariou as expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,3 por cento.

    Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas tiveram queda de 1,0 por cento, também o pior julho desde 2016 (-5,6 por cento) e interrompendo 15 resultados positivos seguidos, com projeção de avanço de 1,2 por cento.

    Em meio ao cenário de atividade econômica lenta e desemprego ainda alto, embora a inflação no Brasil permaneça em níveis baixos, o setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.

    'O mercado de trabalho continua complicado, o ambiente eleitoral também é marcado por incertezas e tudo isso faz com que o consumidor fique conservador e cauteloso, especialmente nos bens que pode adiar e evitar', explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

    Os destaques negativos ficaram para as perdas de 4,8 por cento em Móveis e eletrodomésticos, de 2,5 por cento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico e de 1,0 por cento em Tecidos, vestuário e calçados. Segundo o IBGE, esses setores juntos pesam 30 por cento do total do varejo.

    'Móveis e eletrodomésticos e Outros foram as principais âncoras devido ao bom desempenho em junho com a promoção de vendas de TVs em razão da Copa do Mundo', completou Isabella.

    Na outra ponta, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso do consumidor, aumentaram 1,7 por cento em julho.

    As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, encolheram 0,4 por cento em julho na comparação com o mês anterior, pressionado principalmente pelas perdas de 2,7 por cento de Materiais de construção.

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    IPCA desacelera em julho com queda dos alimentos após impacto de greve dos caminhoneiros

    Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 8 Ago (Reuters) - A inflação oficial no Brasil desacelerou em julho pela primeira vez em dois meses, com perda de força da pressão provocada pela greve dos caminhoneiros, o que ajudará o Banco Central a não ter de mexer na taxa básica de juros tão cedo.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33 por cento no mês passado, após alta de 1,26 por cento em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Ainda assim, foi o maior avanço para julho desde 2016 (+0,52 por cento).

    Em 12 meses, o indicador acumulou avanço de 4,48 por cento, praticamente no centro da meta de inflação, de 4,50 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IPCA-15 de julho, prévia do IPCA, havia superado essa marca pela primeira vez em mais de um ano.

    A desaceleração do IPCA mensal já era esperada, mas foi menos intensa do que as projeções de analistas ouvidos pela Reuters, de alta mensal de 0,27 por cento e de 4,40 por cento em 12 meses.

    'O IPCA tem a ver principalmente com o fim do efeito da greve dos caminhoneiros. Ao longo do mês houve um aumento na oferta de produtos agrícolas, seja por ser o momento da safra seja pela normalização da distribuição dos produtos afetados pela greve', explicou o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves.

    No fim de maio, caminhoneiros bloquearam rodovias do país em protesto contra a alta do preço do diesel, forçando fazendeiros a abater aves e descartar leite, além de causar desabastecimentos de diversos produtos.

    Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas teve deflação de 0,12 por cento em julho, após marcar a maior alta dos últimos 29 meses em junho (2,03 por cento). Um dos destaques ficou para a cebola, cujos preços caíram 33,50 por cento em julho, frente alta de 1,42 por cento no mês anterior.

    A alta dos preços de Habitação (1,54 por cento) e Transportes (0,49 por cento) desacelerou de junho para julho, mas os dois grupos foram os que mais contribuíram na composição do índice.

    O destaque ficou para o item energia elétrica, cujos preços saltaram 5,33 por cento no mês passado, apesar de terem ficado mais fracos do que junho (+7,93 por cento). A continuidade da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, no geral, continuou pesando.

    Na semana passada, o BC deixou a Selic na mínima de 6,50 por cento pela terceira reunião seguida e sugeriu que não deve elevá-la por enquanto, citando as expectativas de inflação sob controle

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    IGP-DI desacelera alta a 0,44% em julho com alimentos, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,44 por cento em julho, após elevação de 1,48 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quarta-feira.

    O resultado veio acima da projeção em pesquisa Reuters com analistas, de alta de 0,37 por cento no mês passado.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, desacelerou a alta a 0,52 por cento em julho, frente a 1,67 por cento no mês anterior, com destaque para os preços de alimentos processados, cuja taxa passou de 5,52 por cento para 0,64 por cento.

    A FGV divulgou ainda que Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30 por cento do IGP-DI, apresentou variação positiva de 0,17 por cento, sobre 1,19 por cento em junho, com queda em sete das oito classes de despesa que compõem o índice.

    A principal contribuição para a menor alta desse índice partiu do grupo de Alimentação, que apresentou variação negativa de 0,61 por cento, frente ao avanço de 1,59 por cento no mês anterior.

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) subiu 0,61 por cento em julho, sobre 0,97 por cento antes.

    O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Produção brasileira de veículos tem queda mensal de 4% em julho pressionada por Argentina

    Por Flavia Bohone

    SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de veículos em julho caiu 4,1 por cento ante junho e subiu 9,3 por cento na comparação com julho do ano passado, somando 245,8 mil veículos, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira.

    A queda no mês passado, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, reflete o ajuste da produção ao enfraquecimento das exportações de veículos, que cederam 21 por cento em relação a junho e caíram cerca de 22 por cento na comparação anual em termos unitários. O resultado reverteu o total acumulado no ano para uma queda de 2,8 por cento.

    Apesar da queda na produção, o mês passado teve o melhor resultado para julho desde 2014, segundo Megale.

    No acumulado do ano até julho, a indústria produziu 1,68 milhão de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus veículos, alta de 13 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    As vendas de veículos novos em julho subiram cerca de 8 por cento na comparação mensal e avançaram praticamente 18 por cento na comparação anual, para 217,5 mil unidades.

    O resultado de vendas do mês passado marcou o maior número de emplacamentos para o mês de julho desde 2015 e o melhor resultado mensal desde dezembro de 2015. 'A gente considera um bom número', disse Megale. No acumulado do ano, as vendas subiram 15 por cento, para 1,38 milhão de veículos.

    A entidade manteve a projeção de estabilidade nas exportações este ano, após revisão no mês passado, embora veja riscos devido à crise na Argentina.

    'A previsão ainda é de estabilidade..., mas agora com um pouco de risco', disse Megale. Segundo ele, os mercados na América Latina são muito voláteis e podem trazer reversão tanto positiva como negativa e, portanto, a entidade monitora os desdobramentos.

    Segundo dados da contraparte argentina da Anfavea, Adefa, as vendas de veículos na Argentina em julho caíram quase 16 por cento na comparação com junho e recuaram 35,5 por cento sobre um ano antes.

    A Anfavea manteve as projeções de crescimento de 11,9 por cento da produção de veículos no Brasil e de 11,7 por cento para as vendas em 2018.

    ROTA 2030

    A expectativa da Anfavea é que o decreto que detalha a medida provisória do Rota 2030 seja publicada ainda esta semana.

    'Aí a gente vai poder olhar com profundidade para saber como ele está, para saber se tem alguma surpresa, se não houve nenhum equívoco', disse Megale.

    O presidente da Anfavea disse ainda que para ser transformada em lei, a medida ainda vai passar por uma discussão em comissão mista no Congresso, na qual serão analisadas cerca de 80 emendas propostas antes de ir à votação na própria comissão.

    A Anfavea espera que a aprovação na comissão mista aconteça entre agosto e setembro, sendo que a votação em plenário na Câmara e no Senado deve ficar para depois das eleições de outubro.

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    Brasil registra superávit comercial de US$4,227 bi em julho, abaixo do esperado

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou superávit comercial de 4,227 bilhões de dólares em julho, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira, recuo de 32,7 por cento sobre igual mês do ano passado, afetado pelo aumento significativo nas importações.

    O resultado também veio abaixo do superávit de 5,714 bilhões de dólares esperado por analistas em pesquisa da Reuters.

    Em julho, as importações subiram 42,7 por cento sobre julho do ano passado, pela média diária, a 18,643 bilhões de dólares.

    As exportações também avançaram, mas em ritmo muito mais lento. A alta foi de 16,4 por cento na mesma base de comparação, a 22,870 bilhões de dólares.

    Nos primeiros sete meses de 2018, o saldo positivo das trocas comerciais soma 34,160 bilhões de dólares, recuo de 19,6 por cento sobre igual intervalo do ano passado.

    'Como esperávamos e prevíamos no começo do ano, o saldo de 2018 deve ser menor em relação ao resultado de 2017 por conta da atividade econômica e de uma demanda maior por importação', afirmou o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do MDIC, Herlon Brandão.

    No ano, o ministério ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017.

    DESTAQUES

    Em julho, as importações foram puxadas por um avanço expressivo dos bens de capital, que cresceram 239,8 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado.

    O MDIC informou que o movimento ocorreu principalmente pela compra de duas plataformas de petróleo no valor de 3,3 bilhões de dólares no mês.

    As importações de bens intermediários também cresceram 22,3 por cento em julho, ao passo que o avanço em bens de consumo foi de 20,1 por cento e de combustíveis e lubrificantes, de 0,5 por cento.

    Já no caso das exportações, a expansão em julho foi impulsionada pela alta de 48,3 por cento de produtos básicos, com destaque para as vendas de soja em grão (+53,4 por cento, a 4,1 bilhões de dólares) e de petróleo em bruto (+112,1 por cento, a 3,5 bilhões de dólares).

    Por outro lado, houve queda nas vendas de produtos semimanufaturados (-11,8 por cento) e manufaturados (-6,2 por cento).

    (Por Mateus Maia)

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    IGP-M desacelera alta a 0,51% em julho, diz FGV

    SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta em julho diante de uma redução em praticamente todos os índices que contribuem para a formação do indicador, com destaque para queda nos preços de alimentos e insumos.

    O indicador subiu 0,51 por cento em julho, sobre avanço de 1,87 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. Na segunda prévia de julho, o indicador havia registrado alta de 0,53 por cento.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, apresentou variação positiva de 0,50 por cento, contra 2,33 por cento no mês anterior.

    O destaque ficou para os Produtos Agropecuários, cujos preços recuaram 1,83 por cento, depois de terem subido 3,03 por cento em junho.

    A FGV informou ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,44 por cento, contra 1,09 por cento antes, com recuo em sete das oito classes de despesa que compõem o índice.

    A principal contribuição para o movimento veio do grupo de alimentação, que registrou queda de 0,19 por cento, ante avanço de 1,55 por cento no mês anterior.

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,72 por cento em julho, depois de subir 0,76 por cento antes.

    O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

    (Por Stéfani Inouye)

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    Indústria siderúrgica brasileira reduz projeções para 2018

    SÃO PAULO (Reuters) - Os produtores de aço do Brasil reduziram nesta quarta-feira projeções para produção, vendas no mercado interno e exportações neste ano, em efeito gerado pela recuperação da atividade econômica abaixo do esperado e greve dos caminhoneiros no final de maio.

    Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), que representa o setor siderúrgico, a projeção para a produção brasileira de aço bruto este ano passou de crescimento de 8,6 por cento para alta de 4,3 por cento, a 35,84 milhões de toneladas. A estimativa anterior havia sido divulgada no final de abril.

    A projeção de crescimento das vendas no mercado interno foi reduzida de 6,6 por cento para 5 por cento, a 17,74 milhões de toneladas.

    As previsões foram revisadas 'diante da não retomada do crescimento econômico como esperado', afirmou a entidade a jornalistas, citando ainda que a greve dos caminhoneiros 'contaminou parte do crescimento da indústria de aço em 2018'.

    De janeiro a junho, a produção do setor caiu 2,9 por cento, a 17,19 milhões de toneladas. Considerando junho apenas, a produção teve alta de 10,2 por cento, se recuperando após tombo de 8,5 por cento em maio. Já as vendas tiveram alta de 10 por cento no semestre sobre um ano antes, para 8,83 milhões de toneladas, enquanto em junho apenas a expansão foi de 19 por cento, a 1,77 milhão de toneladas. Em maio, o setor amargou queda de quase 18 por cento na comparação anual.

    Em relatório, analistas do BTG Pactual afirmaram que foram surpreendidos com o desempenho do setor em junho, mas que estão 'convencidos que os dados serão mais fracos no segundo semestre'. Os analistas liderados por Leonardo Correa comentaram que o desempenho de junho foi afetado por um efeito de arrasto de negócios que deixaram de ser feitos em maio por causa da paralisação dos caminhoneiros.

    'As expectativas de demanda no Brasil foram reduzidas nas últimas semanas, mas ainda vemos um resultado positivo para o ano', afirmaram os analistas, mantendo recomendação de compra para as ações da Gerdau.

    O presidente-executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, evitou fazer projeções sobre 2019, mas afirmou que espera um ano com desempenho melhor que 2018 diante da perspectiva de que os principais presidenciáveis afirmam defender uma agenda de reformas que incluem a tributária e previdenciária. A entidade defende uma pauta com viés nacionalista em que uma abertura da economia ao mercado externo não ocorra antes 'da correção de assimetrias' que incluem as geradas pelo sistema tributário do país.

    'Há uma preocupação (entre os presidenciáveis) com o que não foi feito por questões políticas', disse o executivo em referência às reformas. Já o vice-presidente do conselho do IABr e presidente-executivo da Usiminas, Sergio Leite, afirmou que o setor espera que 'a partir de 2019 o Brasil inaugure um novo ciclo de crescimento'.

    Segundo Leite, o setor siderúrgico atualmente ocupa entre 60 e 70 por cento de sua capacidade instalada no Brasil, quando o ideal seria 80 por cento. 'Não há possibilidade de chegarmos a um patamar de 80 por cento nos próximos quatro anos', afirmou.

    Questionados sobre os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre o setor, Lopes comentou que o IABr calcula em 1,8 bilhão de reais o impacto a ser gerado em 12 meses pela tabela de fretes que se soma ao 1,1 bilhão de reais produzidos diretamente pela paralisação dos motoristas. Leite avalia que 'não há clima' no país para uma nova paralisação dos caminhoneiros e chamou a criação da tabela de fretes de 'lamentável'.

    'Isso foi mais que uma greve, foi uma crise. Os fretes subiram, aumentou o custo para a indústria...e um dos impactos que já se fez sentir é na inflação', disse Leite.

    O IABr projeta as exportações de aço do Brasil em 2018 em 15,26 milhões de toneladas, uma queda de 0,6 por cento sobre 2017 e uma forte revisão ante a expectativa anterior de crescimento de 10,7 por cento. Lopes afirmou que o setor siderúrgico deve fazer uma nova missão para Washington nos próximos dias para tentar esclarecer pontos de dúvida nas vendas externas aos Estados Unidos.

    O governo de Donald Trump aceitou a criação de cotas para as exportações brasileiras de aço, calculadas com base no histórico de vendas dos três anos anteriores, mas pontos que incluem o controle dos volumes enviados ao mercado norte-americano seguem sob dúvidas.

    'Estamos buscando que através destas conversas com os EUA possamos ter uma roupagem para o acordo (de cotas) que permita que o governo brasileiro possa fazer o controle das exportações', disse Lopes. Ele afirmou que a adesão pelas siderúrgicas brasileiras ao sistema de cotas tem sido 'voluntária'.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    IPCA-15 sobe menos que o esperado em julho, mas supera centro da meta pela 1ª vez em mais de um ano

    SÃO PAULO (Reuters) - Ainda bastante pressionado pelos efeitos das tarifas de energia elétrica mais salgadas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) voltou a ficar acima do centro da meta do governo em julho pela primeira vez em mais de um ano, mas não deve mudar os planos do Banco Central de não mexer nos juros.

    O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, subiu 0,64 por cento em julho após a alta de 1,11 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, maior avanço para este período desde 2004 (+0,93 por cento).

    Em 12 meses até julho, o IPCA-15 acelerou a alta a 4,53 por cento, contra avanço de 3,68 por cento em junho, voltando a ficar acima do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, pela primeira vez desde março de 2017 (4,73 por cento).

    Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de alta de 0,75 por cento na comparação mensal e de 4,64 por cento na base anual.

    Segundo o IBGE, o maior impacto no indicador deste mês ficou por conta do grupo Habitação, com inflação de 1,99 por cento, respondendo por quase a metade do IPCA-15 de julho (0,31 ponto percentual). O grande destaque ficou para os preços de energia elétrica, com salto de 6,77 por cento devido à bandeira vermelha 2 que vem impactando as contas de energia desde junho.

    O grupo Alimentação e Bebidas e Transportes mostraram desaceleração da alta por conta do realinhamento dos preços após a greve dos caminhoneiros do final de maio que afetou o abastecimento principalmente de alimentos e combustíveis, segundo o IBGE.

    A inflação de alimentação caiu a 0,61 por cento, sobre 1,57 por cento em junho, com destaque para as quedas nos preços de batata-inglesa (-24,80 por cento), tomate (-23,57 por cento) e cebola (-21,37 por cento).

    Já o avanço dos preços de Transportes enfraqueceu a 0,79 por cento em julho após subir 1,95 por cento no mês anterior, com recuo de 0,57 por cento nos combustíveis diante da redução nos preços do óleo diesel, etanol e gasolina.

    Mesmo com essa pressão inflacionária pontual, junto com a forte valorização do dólar frente ao real, o BC deve continuar mantendo sua taxa básica de juros na mínima histórica de 6,50 por cento por um bom tempo, em meio à atividade econômica ainda fraca e expectativas de inflação ancoradas.

    Veja detalhes na variação mensal (%):

    Grupo Junho Julho

    Índice Geral +1,11 +0,64

    Alimentação e Bebidas +1,57 +0,61

    Habitação +1,74 +1,99

    Artigos de Residência +0,38 +0,36

    Vestuário -0,08 -0,14

    Transportes +1,95 +0,79

    Saúde e Cuidados Pessoais +0,55 -0,08

    Despesas Pessoais +0,22 +0,34

    Educação +0,01 -0,06

    Comunicação +0,02 +0,05

    (Por Camila Moreira; Edição de Patrícia Duarte)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia IGP-M desacelera alta a 0,41% na 1ª prévia de julho após efeito da greve dos caminhoneiros perder força

    IGP-M desacelera alta a 0,41% na 1ª prévia de julho após efeito da greve dos caminhoneiros perder força

    SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,41 por cento na primeira prévia de julho, contra 1,50 por cento no mesmo período do mês anterior, conforme perdem força os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre os preços.

    A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta quarta-feira que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou no período avanço de 0,34 por cento, depois de subir 2,06 por cento no mês anterior. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral.

    No IPA, os preços dos Produtos Agropecuários passaram a cair no período 3,43 por cento após alta de 2,72 por cento na primeira quadrissemana de junho, quando foram impactados pelo desabastecimento provocado pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, mostrou que no varejo a pressão foi menor na primeira prévia de julho ao subir 0,39 por cento, de 0,54 por cento na primeira leitura de junho.

    O destaque para o resultado partiu do grupo Alimentação, que apresentou queda de 0,14 por cento na primeira leitura de julho, ante 0,61 por cento em junho, com forte queda nos preços de hortaliças e legumes também com o fim do efeito da greve.

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,91 por cento na primeira prévia de julho, contra alta de 0,18 por cento no mesmo período do mês anterior.

    O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

    (Por Stéfani Inouye)

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