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    Trump promete 'se envolver' se Departamento de Justiça e FBI não fizerem bom trabalho

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que o secretário de Justiça, Jeff Sessions, está seguro em seu cargo até novembro, mas alertou, em evento no Estado de Indiana, que irá 'se envolver' se o FBI e o Departamento de Justiça não 'começarem a fazer seu trabalho'.

    Trump disse em entrevista à Bloomberg que Sessions, a quem tem repetidamente atacado por ter se recusado a comandar a investigação sobre a interferência russa na campanha presidencial dos EUA em 2016, está seguro em seu cargo até as eleições legislativas de novembro.

    Mas se recusou a dizer se manterá Sessions como secretário de Justiça depois disso.

    Falando depois durante um evento em Evansville, em Indiana, Trump sugeriu que a liderança do Departamento de Justiça e do FBI são tendenciosas contra republicanos, e que 'as pessoas estão com raiva'.

    'Nosso Departamento de Justiça e nosso FBI --no topo de cada um, porque dentro têm pessoas incríveis-- mas, nosso Departamento de Justiça e nosso FBI precisam começar a fazer seu trabalho e fazê-lo bem e fazê-lo agora', disse Trump.

    'Eu queria ficar fora disso mas, em algum momento, se não se endireitar devidamente... E vou me envolver e vou entrar nisso, se precisar'.

    Trump tem responsabilizado Sessions, em parte, pela investigação sobre a Rússia. Depois que Sessions se recusou a assumir o inquérito, o vice-procurador-geral, Rod Rosenstein, indicou o procurador especial Robert Mueller para liderar o inquérito, que Trump tem descrito como uma 'caça às bruxas'.

    (Reportagem de David Alexander)

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    Presidente do STF diz ser 'absolutamente inaceitável' descumprir ordens da Justiça

    BRASÍLIA (Reuters) - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou na manhã desta quarta-feira, em pronunciamento da volta dos trabalhos da corte, ser 'absolutamente inaceitável' um eventual descumprimento de ordens da Justiça.

    “Gostaria de afirmar que, neste tempo de grandes preocupações para nós, brasileiros, de grandes dificuldades, mas também de possibilidades, eu desejo que nós todos, como cidadãos, como juízes, sejamos cada vez mais como temos sido e nos encaminhado, responsáveis nas nossas competências com o Brasil, prudentes nas nossas decisões e, principalmente, comprometidos entre nós com um país no qual o Estado de Direito prevaleça, uma vez que é absolutamente inaceitável qualquer forma de descumprimento ou de desavença com o que a Justiça venha a determinar”, disse.

    Durante o recesso, o STF foi alvo de protestos. Primeiro, jogaram uma tinta vermelha em uma de suas entradas.

    Além disso, um grupo protocolou no Supremo um manifesto informando que iria iniciar uma greve de forme em defesa da libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --preso desde abril cumprindo condenação e que lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto-- e afirmando que o fim do protesto depende da decisão dos ministros do STF.

    Há uma pressão de petistas para que haja uma decisão judicial que permita ao ex-presidente participar da disputa presidencial, mesmo provavelmente sendo enquadrado como ficha suja em razão da condenação em segunda instância no processo do tríplex do Guarujá.

    Cármen passa o comando do Supremo em setembro para o ministro Dias Toffoli. Ela deve seguir para a 2ª Turma, colegiado responsável por julgar pedidos referentes à operação Lava Jato no STF.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    É preciso questionar razão pela qual Justiça interfere na política, diz Marina Silva

    SÃO PAULO (Reuters) - A pré-candidata à Presidência da República da Rede, Marina Silva, disse que é preciso questionar as razões pelas quais a Justiça está interferindo na política e que medidas contra corrupção poderão criar meios para que a Justiça não precise mais 'ir ao socorro da política'.

    'Hoje há um reclame de que a política está tendo interferência da Justiça, mas talvez a gente tenha que questionar quais são as razões pelas quais a Justiça está interferindo na política', disse a presidenciável nesta quarta-feira após reunião com a Transparência Internacional sobre o lançamento de um pacote de 70 medidas contra corrupção.

    A ex-senadora respondeu ao ser questionada sobre a declaração do candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva só tem chance de sair da cadeia se 'a gente assumir o poder e organizar a carga'.

    'Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político', declarou Ciro em entrevista a uma TV maranhense no dia 16 deste mês.

    Marina saiu em defesa da atuação do Judiciário nesta quarta.

    'Eu não consigo imaginar como estaríamos se pelo menos parte da Justiça não estivesse socorrendo a política nesse caos ético que estamos vivendo, mas isso não se sustenta por muito tempo', declarou a ex-senadora, argumentando que há pessoas dentro do Executivo que estão lá para sabotar o trabalho do Judiciário. Ela, no entanto, não citou nomes.

    'Quem está no mais alto cargo da República, quem estava, passava informações que jamais poderiam ser passadas. Quando a Justiça tiver a tranquilidade de que não está sendo sabotada, com certeza nem terá tanta exposição pública, porque estará fazendo seu trabalho de forma tranquila, sem medo, sem sobressalto', disse Marina, garantindo que defende a autonomia dos Poderes.

    'O questionamento que eu faço é as razões pelas quais a Justiça hoje investiga e pune os que não têm foro privilegiado, ou até mesmo aqueles que tinham, mas que ficou tão latente a corrupção que praticam, é porque houve sim crimes que foram praticados contra a gestão pública. Não foi uma acusação leviana, autoritária, mentirosa em relação aos que já estão pagando por seus crimes', afirmou.

    Embora não tenha dado nomes, em outras ocasiões Marina já defendeu que uma eleição sem Lula, de quem foi ministra do Meio Ambiente, seria o 'cumprimento da lei'.

    'Se alguém acha que uma eleição roubada não é uma fraude, alguém que acha que alguém que cometeu um erro e que, assegurado o mais legítimo direito de defesa não deva cumprir a pena e que se cumprir a pena que lhe foi imputada passa a ser uma fraude, tem alguma coisa muito errada no imaginário político do Brasil', disse em entrevista à Reuters no início de julho. [nL1N1U20WY]

    ALIANÇAS

    A presidenciável afirmou nesta quarta-feira que segue tendo conversas sobre alianças para a eleição deste ano e sobre o cargo de vice em sua chapa. Ela citou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que é filiado à Rede, e Miro Teixeira, deputado federal pela Rede do Rio de Janeiro.

    'Se eu estou dialogando com vários partidos, eu não posso ficar citando nomes que estamos no processo de diálogo, até porque obviamente um candidato à Presidência busca o seu vice e isso é fundamental, principalmente de experiências tão traumáticas que nosso país tem com vice e titular', explicou.

    Os partidos têm até 5 de agosto, quando vence o prazo das convenções partidárias, para definir as candidaturas.

    (Reportagem de Laís Martins)

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